LEITE A2 VAMOS FALAR SOBRE O. Edição 26 28/junho/2019

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Texto

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Você sabe quais os tipos de leite que existem no mercado quanto a sua qualidade e pasteurização? Já ouviu falar de leite tipo A, B e C?

Os leites comercializados em mercados, padarias e outros estabelecimentos são de dois tipos: os leites UHT, que passam por um processo de superaquecimento para eliminar a carga bacteriana e são envasados em caixinhas; e os leites pasteurizados, que passam por um processo de choque térmico para minimizar a concentração bacteriana.

A classificação de leite A, B e C, se encaixa para os leites pasteurizados e tem relação com o tipo de ordenha e a carga bacteriana.

Leite tipo A: menor concentração de microrganismos, a ordenha é feita de apenas um rebanho, não existe contato manual em nenhuma etapa de produção, é enviado diretamente para a pasteurização e envase. Leite tipo B: possui carga bacteriana um pouco maior, podendo ser colhidos de vários rebanhos, a ordenha pode ser mecânica ou manual. O leite é guardado até 48hrs em tanques de refrigeração, até passar pelo processo de pasteurização.

Leite tipo C: possui o mesmo tipo de ordenha e rebanho do tipo B, porém não passa pelo processo de refrigeração após a sua coleta. Este leite é transportado imediatamente em tanques para o local onde será pasteurizado.

O leite bovino é composto por 87% água e 13% sólidos. Os sólidos são divididos em proteínas totais (3,3% a 3,5%), gordura (3,5% a 3,8%), lactose (4,9%), minerais (0,7%) e vitaminas. A parte proteica do leite varia de raças para raças e também a dieta destes animais.

Muitos estudos vem sendo levantados sobre o leite A2, que de forma simples seria o leite composto apenas pela beta-caseína A2. A beta-caseína da vaca possui 209 aminoácidos, sendo que para ser considerada A1 ou A2 há apenas uma diferença na posição 67 da cadeia. Todas as fêmeas mamíferas produzem apenas a beta-caseína A2, porém uma mutação genética fez com que algumas vacas produzissem a beta-caseína A1.

Esta mudança, resultou em consequências, sendo suficiente para causar alteração na digestão da molécula e levar a outras consequências. Quando as enzimas digestivas interagem com a beta-caseína A1, ela se quebra justamente na posição 67, liberando a molécula BCM-7, evitando assim a sua quebra. Isso pode levar a redução da frequência e amplitude das contrações intestinais e aumento da secreção de muco. Dada a complexidade desses efeitos, é razoável esperar que os sintomas expostos variem muito entre indivíduos.

Muitas pessoas acreditam ter intolerância à lactose, por se sentirem mal depois da ingestão de leite e seus derivados. Porém estudos mostram que a intolerância a lactose afeta apenas 5% da população mundial. Sendo 20% das pessoas relatam algum desconforto depois de consumirem leite. Mas na verdade estes sintomas são, provavelmente, causados pela BCM-7 oriunda da digestão da beta-caseína A1.

VAMOS FALAR

SOBRE O

LEITE A2

A proteína do leite é dividida em duas frações, a caseína que representa 80% e as proteínas do soro com 20%.

A caseína possui uma composição de aminoácidos equilibrada, composta pelos 9 aminoácidos essenciais. Esta proteína de alta qualidade é uma das principais razões pelas quais o leite é tão importante. A caseína também é o meio pelo qual é possível disponibilizar cálcio para o neonato. A beta-caeína compõe aproximadamente 30% das proteínas totais sendo as mais comuns encontradas no bovina a A1 e A2.

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Atualmente, muito vem sendo investido em genética de animais selecionados para leite A2, porém a maior empresa que comercializa leite A2 no mundo se chama A2 Milk Company, na Nova Zelândia deste 2000. No Reino Unido há apenas alguns rebanhos na ilha Guernsey produtoras de leite A2. No Brasil temos a Fazenda Agrindus que está produzindo leite A2A2. E a indústria já alerta da dificuldade de satisfazer esta demanda. O leite proveniente de animais selecionados já possui selo de certificação.

Estes produtos destinam-se a pessoas que não têm intolerância a lactose, mas que ainda assim sentem mal estar após o consumo de leite e derivados.

A procura por leite A2 nos EUA cresceu 114% no primeiro semestre de 2018 Para você saber: a intolerância a lactose e o consumo de leite A1 são coisas distintas!

Intolerância a lactose

A lactose, conhecida como o açúcar do leite, é formado pelas glândulas mamárias dos mamíferos. Sua principal função é fornecer energia para o neonato, por ser um carboidrato e não uma proteína, não há a menor possibilidade de alguém desenvolver alergia a lactose.

A intolerância acontece quando o organismo não está apto a digerir a lactose, pela ausência da enzima lactase, que é uma enzima produzida pelas células intestinais que quebra a lactose em glicose e galactose. Quando a lactose não é digerida, ela atinge o intestino grosso e é fermentada pelas bactérias do mesmo. Isso leva a produção de ácidos graxos de cadeia curta, ácido láctico e gases, sendo os causadores dos sintomas clínicos mais comuns, como: flatulência, dor e distensão abdominal. A intolerância a lactose é mais comum em adultos, e vale lembrar que a lactase é uma enzima substrato dependente, ou seja, sua produção depende da quantidade de lactose consumida. Este é o grande perigo do modismo que prega a retirada da lactose da dieta: criar indivíduos artificialmente intolerantes. Essa é a razão pela qual os indivíduos intolerantes não devem cortar completamente a lactose de sua dieta. Adaptado de Revista Leite Integral por Jéssica Quirino

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INSCRIÇÕES DE ANIMAIS

As inscrições de animais para a 47° Expoleite estão abertas e seguem até o dia 12 de julho.

O julgamento se mantém dividido em gado Vermelho e Branco e gado Preto e Branco.

Para se inscrever basta acessar o link da APCBRH:

https://www.apcbrh.com.br/exposicoes/inscricoes

Demais informações sobre inscrições ou julgamento, tratar com Faine, pelo 43 3512 1027 ou

pecuaria@capal.coop.br

TRANSPORTE PARA COOPERADOS

Quer participar da Expoleite e acompanhar as palestras?

A Capal está organizando transporte para os cooperados das filiais. Faça sua inscrição e obtenha

mais informações na sua Unidade. Vagas limitadas.

CAD/PRO

PRODUTORES RURAIS PODERÃO TER O CADASTRO CANCELADO

A Receita Estadual do Paraná poderá cancelar o Cadastro de Produtor Rural (CAD/PRO) de milhares de agricultores e pecuárias do Estado. Os cancelamentos irão começar a partir do dia 11 de julho. A notificação foi publicada no Diário Oficial de 12 de junho. A decisão tem base no Inciso 1 do Artigo 196 do regulamento do ICMS, aprovado pelo decreto 7.871, de 29 de setembro de 2017.

Regularização - Para evitar o cancelamento do CAD/PRO e eventuais problemas na tomada de crédito, os produtores rurais com nome na lista precisam procurar pessoalmente a prefeitura do seu município ou entrar em contato pelo telefone (41) 3200-5009, para normalizar a situação.

Lista - A lista de produtores que terão o CAD/PRO cancelado está disponível para download neste link: https://sistemafaep.org.br/wp-content/uploads/2019/06/EX_2019-06-11-1.pdf

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CURIÚVA

O pesquisador da Fundação ABC, Gabriel Barth, esteve na filial de Curiúva esta semana para falar sobre solos, com a palestra “Calagem, gessagem e necessidade nutricional das culturas”. 27

cooperados agricultores participaram.

ACONTECEU

IBAITI

O veterinário Diogo Augusto Cleto Souto representou a

Cooperativa ministrando palestra para estudantes na última semana.

Aconteceram na Escola Técnica em Ibaiti e no Colégio Agrícola de Cambará.

ITARARÉ

Na Unidade de Itararé, 14 cooperados participaram de um curso sobre gestão financeira da propriedade, com Claudio Kapp Júnior da Fundação ABC.

Um dos assuntos tratados foi custo fixo de produção e da propriedade, colocando na prática a análise com planilhas que os produtores podem aplicar na sua propriedade.

CLASSIFICADOS

VENDA

Fiat Uno Mille Economy - 2011/2012 Flex branco, 2 portas Tratar com Jean – 43 3512 1039

VENDA

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INDICADORES FINANCEIROS

DÓLAR COMERCIAL (venda) POUPANÇA (nova) SELIC

R$ 3,83 – 27/06 0,3715 % a.m. - 26/06 6,50 % a. a. PARANÁ MILHO Arapoti-Pr Comprador: R$ 35,50 Vendedor: R$ 40,00 W.Braz-Pr Comprador: R$ 35,00 Vendedor: R$ 38,00 SOJA

Disponível CIF Ponta Grossa (média do dia)

R$ 79,90

Entrega abril/2020 e pagamento maio/2020 - CIF Ponta Grossa/PR R$ 79,50 TRIGO Superior R$ 900,00 FOB Intermediário R$ 760,00 (T-2) PADRÃO R$ 700,00 (T-2) R$ 660,00 (T-3) SÃO PAULO MILHO Itararé-Sp Comprador: R$ 35,50 Vendedor: R$ 42,00 Taquarituba/Taquarivaí-Sp Comprador: R$ 36,00 Vendedor: R$ 38,00 SOJA

Disponível CIF Santos

(média do dia) R$ 82,28 Entrega março/2020

pagamento abril/2020 – CIF Entrega abril/2020 pagamento maio/2020 - CIF Guarujá R$ 81,80 R$ 82,30 TRIGO Superior R$ 900,00 FOB – ITARARE/ SP R$ 900,00 FOB TQB/TQV/SP (falling number mínimo de 250) Intermediário R$ 720,00 (T-2) PADRÃO R$ 650,00 (T-2) R$ 620,00 (T-3) MILHO FUTURO

CIF Guarujá entrega agosto/2019 e pagamento setembro/2019 Comprador: R$ 41,40 Vendedor: sem indicação CIF Guarujá entrega setembro/2019 e pagamento outubro/2019 Comprador: R$ 41,50 Vendedor: sem indicação

INFORMAÇÕES DO MERCADO AGROPECUÁRIO

FEIJÃO – PREÇOS NA BOLSINHA – SÃO PAULO

Variedade 24/06/19 Min. Máx. 25/06/19 Min. Máx. 26/06/19 Min. Máx. 27/06/19 Min. Máx. 28/06/19 Min. Máx. Carioca Dama 10 – 10 170,00 175,00 S/Cot 175,00 175,00 180,00 175,00 180,00 S/Cot S/Cot Carioca Dama 9 – 9 160,00 165,00 160,00 165,00 165,00 170,00 165,00 170,00 165,00 170,00 Carioca Dama 8,5 – 9 145,00 150,00 150,00 155,00 150,00 155,00 150,00 155,00 150,00 155,00 Carioca Dama 8 – 8 130,00 135,00 135,00 140,00 135,00 140,00 135,00 140,00 135,00 140,00 Carioca Dama 7,5 – 8 115,00 120,00 S/Cot S/Cot S/Cot S/Cot S/Cot S/Cot 115,00 120,00 Carioca Dama 7 – 7 S/Cot S/Cot S/Cot S/Cot S/Cot S/Cot S/Cot S/Cot S/Cot S/Cot Carioca Dama 6 – 7 S/Cot S/Cot S/Cot S/Cot S/Cot S/Cot S/Cot S/Cot S/Cot S/Cot

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INFORMAÇÕES DO MERCADO AGROPECUÁRIO

MILHO

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Na CBOT o pregão desta quinta-feira foi caracterizado pela predominante queda entre os principais contratos em vigência. Os modelos climáticos ainda sinalizam para tempo firme no Meio Oeste norte-americano, impedindo piora das condições das lavouras. Por sua vez, o mercado acompanhará atentamente o relatório trimestral dos estoques de de plantio que será divulgado nesta sexta-feira. Mercado interno com foco no trabalho de campo com o clima seco permitindo uma boa evolução da colheita, principalmente no Centro-Oeste do país. O encarecimento do frete nos últimos dias vem provocando alta dos preços em determinadas praças. A paridade de exportação segue relevante para a formação de tendência de curto prazo.

TRIGO -CBOT encerrou a quinta-feira com preços mistos. As posições com entrega mais próxima foram sustentadas pelo clima quente prejudicial na Europa, pela projeção de menor área plantada no Canadá e pelas vendas líquidas norte-americanas acima do esperado pelo mercado. Os contratos com entrega mais distantes foram pressionados pelo clima quente e seco nas Planícies do Sul dos Estados Unidos, que favorece o desenvolvimento das lavouras, e pela previsão da maior safra global de trigo. Mercado interno com atenções voltadas ao encerramento do plantio nas principais regiões produtoras do país. Com bom avanço dos trabalhos a tendência é de que estes sejam encerrados no Paraná ainda até o final junho. A comercialização segue lenta nas principais praças de comercialização do país, devido a uma escassez de oferta interna, bem como a redução do ritmo de moagem em algumas regiões do país o que favorece no alongamento dos estoques das indústrias.

SOJA – Na CBOT, os contratos futuros do complexo soja fecharam mistos nesta quinta-feira. Em sessão volátil, o mercado foi pressionado pela previsão de clima seco para o cinturão produtor norte-americano, o que é favorável ao desenvolvimento dos trabalhos no campo, após os recentes excessos de umidade. Os investidores também se posicionaram frente aos relatórios do USDA de área de soja americana e dos estoques trimestrais que serão apresentados nesta sexta-feira. Expectativa do mercado é de que o USDA deverá indicar área de 84,592 milhões de acres, abaixo dos 89,196 milhões de acres cultivados em 2018. No final de março, o USDA divulgou o relatório de intenção de plantio apostando em uma área de 84,617 milhões de acres. Mercado interno continuou pouco agitado nas diversas praças de negociação do país. CBOT voltou a encerrar no campo negativo e a moeda norte-americana fechou em queda pela segunda sessão seguida, com isso os preços tiveram pouca alteração.

CAFÉ

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Mercado de café encerrou a quinta-feira em alta na Bolsa de Nova York (ICE Futures Group), com altas de até 90 pontos nos principais vencimentos. O contrato julho/19 teve alta de 90 pontos, a 105,8 cents/lb. Para setembro/19, a alta foi de 80 pontos, a 106,85 cents/lb. Dezembro/19 teve alta de 85 pontos, a 110,45 cents/lb. Por sua vez, março/19 tinha alta de 80 pontos, a 114,00 cents/lb. O analista de mercado Jack Scoville, da Price Futures Group, escreveu que a qualidade do café no Brasil não é tão boa por conta da temperatura que foi vista anteriormente durante o desenvolvimento da produção. Com isso, os padrões na bolsa tendem a ficar mais positivos.

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Comunicação Capal

comunicacao@capal.coop.br – 43 3512 1092 99152 0678

DÓLAR - O dólar comercial fechou em queda de 0,36% no mercado à vista, cotado a R$ 3,8340 para venda, em dia de oscilações no cenário local, influenciado por desdobramentos da reforma da Previdência, em meio à falas de líderes do Congresso. O dólar comercial encerrou a sessão em baixa de 0,36%, negociado a R$ 3,8320 para a compra e a R$ 3,8340 para a venda. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a máxima de R$ 3,8740 e a mínima de R$ 3,8280.

Resumo de mercado do leite - Com a demanda como principal entrave nas negociações, agentes de mercado recuaram em seus preços de muçarela e UHT de forma a aliviar sua pressão de estoques em uma semana mais curta;

- Os vendedores de leites em pó optaram por manter os preços nas negociações B2B, de modo que ocorreu um baixo volume negociado para os leites em pó industriais.

SUÍNOS - Mercado interno com semana apresentando preços firmes. O mercado é sustentado pelo bom escoamento da produção para o exterior, o que mantém a disponibilidade doméstica bem ajustada. Por outro lado, a demanda interna está arrefecida, típico de um final de mês com famílias pouco capitalizadas, o que acaba repercutindo no ritmo de negócio entre atacado e varejo. O mercado segue otimista, considerando o complicado quadro da China, que sofre com uma grande lacuna de oferta devido a peste suína africana, o que deve levar o país a aumentar significativamente o volume de importações ao longo do segundo semestre, podendo assim favorecer o Brasil. Mercado ainda aguarda novidades em relação ao pedido de habilitação de novas plantas aptas a exportar para a China feita pelo Ministério da Agricultura.

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