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Solius Salamandra a Lenha

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Academic year: 2021

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Solius Salamandra a Lenha

Woodline Classic Metal (SWF100) Woodline Classic Vidro (SWF200) Woodline Corner Metal (SWF300) Woodline Corner Vidro (SWF400) Woodline Top (SWF600)

Woodline Top Dupla Face (SWF600DFE)

Manual de Utilização

Revisão: 1.2 Agosto 2018

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Salamandras a lenha – Woodline Manual de Utilização

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Salamandras a lenha – Woodline Manual de Utilização Agosto.2018 www.solius.pt pág. 3

Índice

1. Avisos de segurança ... 4 2. Descrição do equipamento ... 6 3. Utilização ... 7 3.1 Combustível ... 7 3.2 Princípio de funcionamento ... 8 3.3 Acendimento ... 8 3.4 Controlo da combustão ... 10 3.5 Dimensões ... 11 4. Ficha de produto... 15 5. Resolução de problemas ... 16 6. Manutenção... 17 7. Garantia ... 20

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1. Avisos de segurança

ATENÇÃO

Este sinal chama a atenção para uma informação importante para a sua segurança ou para a utilização adequada do equipamento, usufruindo do seu melhor desempenho.

DICA

Este sinal chama a atenção para uma informação adicional de carácter prático.

A garantia do fabricante contra defeitos de fabrico só é válida se forem cumpridas todas as regras e indicações que constam deste manual de instruções bem como se forem efetuadas as manutenções periódicas.

E obrigatório efetuar a limpeza diária do queimador e do restante equipamento sempre que necessário, seguindo as indicações que constam neste manual.

A instalação e utilização do equipamento deve seguir as instruções contidas neste manual, respeitar as boas práticas e regras da arte e cumprir as normas e legislação em vigor. Antes de efetuar a instalação, deve ler atentamente e respeitar as instruções que acompanham o equipamento.

A garantia geral do fabricante é de 2 anos contra defeitos de fabrico.

Não devem ser efetuadas quaisquer alterações ao equipamento. Quaisquer alterações ou modificações aos componentes originais com outros não originais anula de imediato a garantia de segurança e de funcionamento do fabricante.

Em caso de utilização incorreta ou inadvertida do equipamento o fabricante não assume qualquer responsabilidade por danos ou perdas sofridas. O utilizador é o responsável pelas perdas e danos causados pela utilização indevida ou inadvertida do equipamento.

As especificações técnicas do equipamento podem ser modificadas sem aviso prévio

A instalação e/ou reparação do equipamento só pode ser realizada apenas por um instalador especialista e credenciado.

Cada movimentação do equipamento deve ser efetuada com meios adequados e no total respeito pelas normas de segurança em vigor. O produto embalado deve ser mantido e transportado de acordo com as indicações presentes na embalagem. A desembalagem e instalação devem ser levadas a cabo por pelo menos duas pessoas. Desembalar o produto tendo o cuidado de o não danificar ou riscar A alimentação elétrica do equipamento deve ser desligada antes de ser efetuada qualquer intervenção técnica.

A alimentação elétrica do equipamento tem de ter uma ligação à terra. As ligações elétricas devem ser efetuadas com cabo resistente á temperatura.

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As ligações elétricas devem respeitar o esquema elétrico do equipamento Deve ser vedado o acesso de crianças ao equipamento.

Não devem ser introduzidos objetos estranhos no equipamento, pois poderão resultar avarias e acidentes

Para limpar as zonas pintadas não podem ser usados álcool ou solventes. Deve apenas ser usado um pano macio ligeiramente húmido.

Garantir que no local onde equipamento for instalado existe ventilação suficiente.

Garantir que todas as juntas da chaminé de exaustão estão hermeticamente vedadas. Verificar e limpar periodicamente a chaminé de exaustão de fumos.

Qualquer objeto inflamável deve ser afastado do equipamento.

Os dispositivos de segurança têm a função de eliminar quaisquer riscos de danos a pessoas, animais ou objetos. A sua retirada ou intervenção de pessoal não autorizado pode comprometer essa proteção.

Se durante o funcionamento qualquer parte do equipamento ou da chaminé perder fumo é obrigatório apagar de imediato o equipamento e arejar o local. Depois de ter arrefecido, identificar o motivo da fuga e, se necessário, chamar o serviço técnico especializado.

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2. Descrição do equipamento

A salamandra a lenha é um equipamento de funcionamento intermitente com intervalos de recarga, sendo recomendada a reposição de combustível sempre que a anterior não desenvolva a chama necessária. Destinadas ao aquecimento do ar ambiente com recurso a sistema de ventilação forçada, permitindo assim uma maior irradiação de calor e aquecimento rápido e homogéneo do compartimento onde o mesmo se encontra

CONSTRUÇÃO ROBUSTA

A salamandra Solius é construída em chapas de aço carbono de primeira qualidade, com espessuras diversas. Pode-se dividir o aparelho em três componentes distintos:

 Câmara de combustão – interior da camara revestido com placas de vermiculite;

 Revestimento exterior;

 Frente composta por porta e grelhas ventilação;

Os componentes soldados são efectuados em cordões contínuos, respeitando as espessuras recomendadas pelas normas em vigor.

VIDRO

O vidro instalado no recuperador é de elevada resistência e suportam temperaturas na ordem dos 750°C.

PINTURA

No processo de pintura do recuperador de calor é utilizada tinta de alta temperatura bastante resistente, suportando temperaturas na ordem dos 600 °C.

RESPONSABILIDADE ECOLÓGICA

O sentido de responsabilidade ambiental fica totalmente satisfeito com a utilização de um combustível renovável e sustentável, como é o caso da lenha. POUPANÇA

A poupança aliada a utilização do recuperador de calor é um motivo de enorme satisfação, só igualada pelo conforto obtido com a utilização do equipamento.

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3. Utilização

3.1 Combustível

Neste tipo de equipamentos deve ser usada apenas lenha seca, não pode ser usado como incinerador, devendo ser excluídos outros materiais como o carvão, madeiras com tintas, vernizes, diluentes, combustíveis líquidos, colas e plásticos.

Além de criar excessiva poluição, produtos de combustão e resíduos perigosos tem efeitos bastante negativos para o bom funcionamento, durabilidade da caldeira e da própria chaminé. Qualquer tipo de queima imprópria poderá originar vários defeitos e um grande desgaste no aparelho, levando a reparações ou mesmo à sua substituição.

Nunca queime desperdícios, serradura de madeira, cortiça, lenha laminada ou com a superfície tratada pois danificará a caldeira.

Para assegurar o bom funcionamento do equipamento, a lenha deve apresentar as seguintes características:

 Lenha seca (que não apresente humidade ou verde);

 Tempo de secagem de pelo menos 1 ano (preferencialmente 2 anos);  Humidade: < 20%

 Local de armazenamento ventilado e coberto;  Largura máxima: 250 mm

O equipamento Solius com a camara de combustão completamente cheia de lenha seca gerará mais calor durante um maior período de tempo. O combustível deve de obedecer ao índice mínimo de humidade e ao tamanho e recomendado de forma a optimizar a produção de calor.

NOME COMUM NOME CIENTÍFICO CARACTERÍSTICAS

FUMO CALOR ACENDIMENTO VELOCIDADE COMBUSTÃO DUREZA

Pinheiro Pinus Pouco Forte Fácil Rápido Macio

Sobreiro Quercus suber Pouco Muito forte Fácil Médio Duro Eucalipto Eucalyptus Muito Médio Difícil Lento Duro Azinheira Quercus ilex Pouco Muito forte Difícil Lento Duro Oliveira Olea Pouco Muito forte Difícil Lento Duro Carvalho Quercus Pouco Forte Difícil Lento Duro Freixo Fraxinus Médio Forte Difícil Lento Duro Bétula Bétula Pouco Muito forte Fácil Rápido Macio

Faia Fagus Pouco Forte Difícil Lento Duro

Ulmeiro Ulmos Médio Forte Difícil Lento Duro

Plátano Acer Pouco Médio Médio Lento Macio

Choupo Populus Pouco Forte Fácil Rápido Macio

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3.2 Princípio de funcionamento

A salamandra é um equipamento de queima lenta, com necessidade constantes de carga de lenha, com chama suave, aquecendo com eficiência máxima durante várias horas (dependendo do tipo, da qualidade da lenha e do tempo de secagem). Pode queimar muito lentamente com uma chama fraca ou sem presença de chama durante toda a noite (braseiro). No entanto, não é aconselhado este procedimento porque a combustão incompleta cria bastante fumo que ao condensar deposita “alcatrão” (creosote) no interior e o vidro fica escuro e com elevada sujidade. Uma acumulação de “alcatrão” não se torna apenas desagradável à vista, mas também requer limpezas mais frequentes e morosas. Se tiver lenha húmida ou verde, não é recomendada a sua utilização podendo danificar os componentes. O tempo mínimo de secagem de lenha deverá de ser superior 1 ano, tendo sempre em atenção à quantidade de humidade e resina existente no combustível. AQUECIMENTO RADIANTE

É emitido pelas brasas, pela chapa de aço e pelas placas na parte traseira do equipamento. O aquecimento radiante é também transmitido através do painel de vidro para o compartimento e aquece a área em que o equipamento está instalado. A proximidade de objectos ou pessoas ao vidro devem ser evitadas como forma de prevenção de incêndios ou queimaduras.

3.3 Acendimento

Na primeira queima dá-se a “cura” da tinta, o que pode originar a produção de fumos adicionais. Se for o caso, deverá arejar o compartimento, abrindo as janelas e as portas para o exterior.

1- Para se efectuar o acendimento abra na totalidade o registo superior (borboleta) e em seguida a porta de vidro.

2- Coloque acendalhas ou pequenos pedaços de lenha bem seca empilhada sobre a grelha de cinzas.

Nunca utilize combustíveis inflamáveis tipo petróleo, álcool ou outros produtos inflamáveis.

3- Disponha uma quantidade de lenha com comprimento máximo até 40 cm e com uma espessura máxima de 15 cm, empilhada na horizontal dentro da câmara de combustão.

Evite utilizar lenha verde ou húmida, já que as mesmas provocam condensações não desejadas, manifestando-se com sujidade no vidro.

4- Abrir o registo inferior (regulação de ar primário) puxando o manípulo para a posição [

+

] de forma a permitir a admissão directa de ar na câmara de combustão.

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5- Efectuar o acendimento e fechar a porta de vidro do recuperador.

6- Só após o corpo e estrutura estar bem quente, deve regular os registos de forma a obter uma queima equilibrada e um aquecimento eficiente (evitar que a chama enrole mantendo uma boa tiragem). As correctas manipulações dos registos vão-se adquirindo com o uso (prática e familiarização) do equipamento e dependem de factores como o local da instalação ou das condições climatéricas.

7- Quando efectuar uma nova carga de lenha no recuperador de calor, deve em primeiro lugar, abrir totalmente o registo da chaminé (borboleta), deixar passar entre 10 a 15 segundos, até que se verifique uma boa tiragem, e só depois abrir a porta lentamente para que não haja aspiração de fumos;

A salamandra é um aparelho de funcionamento intermitente com intervalos de recarga. O ideal é repor o combustível sempre que a anterior já não desenvolva a chama necessária.

8- Para que o equipamento funcione convenientemente, é necessário verificar se no compartimento, onde é feita a instalação, existe renovação de ar (por vezes a renovação de ar natural da moradia não é suficiente para sustentar a queima no recuperador de calor);

9- Se no compartimento onde for instalado o equipamento existir um exaustor com caudal de ar superior, poder-se-á verificar uma situação anormal no equipamento. Desta forma pode ocorrer uma diminuição significativa do rendimento do recuperador, inclusivamente uma sucção de ar da gaveta de cinzas e arrastando-as para o compartimento.

Caso aconteça esta situação, deve desligar o exaustor ou colocá-lo numa posição de caudal de ar inferior.

Esta situação poderá ocorrer eventualmente em moradias em que o recuperador de calor se encontra instalado próximo da zona de influência da cozinha.

Não é aconselhado o funcionamento do aparelho em simultâneo com outros aparelhos de aquecimento.

Deve existir o cuidado em não exagerar na quantidade de lenha a colocar na área de combustão ou fornecer demasiado ar de forma a aquecer excessivamente o aparelho. Estas situações diminuem a duração do aparelho ou podem provocar danos irreversíveis.

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3.4 Controlo da combustão

COMBUSTÃO FORTE – AQUECIMENTO

Abrir completamente o controlo do ar de combustão (borboleta) até que a chama do seja forte. Esta posição deverá ser usada no acendimento garantindo assim um rápido aquecimento do corpo do equipamento. Se a lenha apresentar indícios de boa qualidade poderá no fim do período de aquecimento colocar o controlo de combustão na posição média, garantindo assim que a queima perdurará durante mais tempo. Será importante ter em atenção a qualidade da chama após este procedimento, deve-se ter uma chama de queima lenta sem libertação excessiva de fumo.

COMBUSTÃO MÉDIA – AQUECIMENTO LENTO E MENOR CONSUMO DE LENHA Para garantir que se apresente uma elevada eficiência e que o período de funcionamento com a mesma carga de lenha seja alargado, deve fechar gradualmente a borboleta de saída de fumos (manter sempre na posição meia-aberta, de forma a garantir uma tiragem mínima evitando incrustações de sujidade no vidro e na camara de combustão). Nesta posição o controlo de entrada de ar é regulado pelo regulador de combustão e pela tiragem da chaminé.

COMBUSTÃO LENTA (NÃO RECOMENDADO)

Fechar o controlo do ar de combustão (borboleta) até ter uma chama quase nula. A posição que escolhe depende da quantidade e do tipo de calor que se pretende, assim como o tempo que se deseja que a lenha dure. Quanto mais aberto estiver o controlo do ar de combustão, maior é a saída de calor pela chaminé e maior o consumo de lenha.

A queima terá uma duração prolongada mas o vidro poderá ficar escuro e

promover o aparecimento de incrustações no interior do recuperador de calor

(creosote – ver manutenção).

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3.5 Dimensões

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4. Ficha de produto

Ficha de Produto

(Aquecedor ambiente local)

Nome fornecedor / Marca comercial: SOLIUS | INTELLIGENT ENERGY

Modelo do produto: WOODLINE

MODELO

Parâmetro Técnico Símbolo Unidade CLASSIC CORNER TOP TOP DF

Classe de eficiência energética - - A A A A

Potência calorífica direta - kW 9,1 9,1 8,1 8,7

Potência calorífica indireta - kW - - - -

Índice de eficiência energética IEE - 94,0 94,0 101 103

Eficiência energética útil à potência calorifica nominal - % 71,0 71,0 76,0 77,0

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5. Resolução de problemas

SINTOMA CAUSAS POSSÍVEIS SOLUÇÕES POSSÍVEIS

Retorno de fumos

 Obstrução de chaminé;  Limpar chaminé;  Registo superior (borboleta)

fechado;  Abrir registo;

 Chaminé muito fria ou congelada;

 Isolar chaminé ou aguardar pelo aquecimento dela;

 Montagem deficiente, contendo fugas na conduta;

 Corrigir erros de montagem ou vedar fugas;

 Chaminé com pouca altura em relação ao obstáculo mais próximo;

 Aumente a altura da chaminé para ficar no min. 0,5 metros acima do obstáculo mais próximo;

Salamandra não aquece, chama fraca e/ou aquecimento deficiente

 Chaminé obstruída;  Limpar chaminé;

 Eventuais fugas na conduta;  Corrigir erros de montagem ou vedar fugas;

 Lenha verde ou húmida;  Utilizar lenha bem seca;  Exaustor ligado com forte

caudal de tiragem de ar;

 Desligar exaustor causador do problema;

 Condições climatéricas como Baixas pressões;

 Não ligar o recuperador ou ser prudente na sua utilização;  Ventiladores desligados;  Verificar funcionamentos

ventiladores e alimentação elétrica; Chama muito forte e

turbulenta e/ou aquecimento excessivo, queima rápida de combustível

 Caudal de ar excessivo  Registo inferior (gaveta de cinzas) demasiado aberto

Vidro sujo

 O regulador da chaminé está demasiado fechado;

 Aumentar a intensidade da queima, abrindo mais um pouco o regulador de ar secundário;

 Lenha verde ou húmida;  Utilizar lenha bem seca;  A chaminé não tem tiragem

suficiente;

 Verificar obstruções ou fugas ao longo da chaminé;

 Chapa deflectores mal colocada;

 Colocar a chapa deflectora no sítio correto;

Ventilação forçada deixou de funcionar

 Sujidade nos ventiladores ou no circuito;

 Limpar periodicamente as grelhas do aparelho;

 Falta de alimentação elétrica;  Verificar as ligações elétricas ou dispositivo de proteção;

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6. Manutenção

A limpeza e manutenção periódica são fundamentais para manter a garantia do equipamento contra defeitos de fabrico. Quaisquer danos ou avarias resultantes por falta de limpeza e manutenção estão fora do âmbito da garantia do fabricante. O não cumprimento das operações de manutenção anula a garantia do equipamento;

A acumulação de resíduos e alcatrão não conseguem ser eliminados automaticamente, aceleram o desgaste do recuperador de calor e obrigam à paragem para limpeza profunda.

A utilização de combustível com elevado teor de humidade (LENHA > 20% por armazenagem irregular, por exemplo) pode aumentar significativamente as intervenções de limpeza e manutenção do equipamento indicadas neste manual.

Não utilizar, em momento algum, substâncias abrasivas. Nunca limpar partes metálicas e cerâmicas da caldeira com álcool, diluentes, benzina, acetona ou outras substâncias agressivas. Caso sejam utilizadas tais substâncias o fabricante declina toda a responsabilidade. Eventuais alterações na tonalidade da caldeira podem ser resultantes da utilização de tais produtos.

Deve ser assegurada manutenção periódica ao recuperador de calor. Durante o seu funcionamento é necessário verificar a pressão da água, a impermeabilidade da porta da caldeira e a borboleta da saída de fumos.

A etiqueta de procedimentos de manutenção e limpeza acompanham o equipamento. Em caso de inexistência da mesma deve consultar o seu fornecedor.

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LIMPEZA GAVETA DAS CINZAS E CAMARA DE COMBUSTÃO

Para um bom funcionamento do equipamento, é essencial a limpeza e remoção das cinzas da gaveta e da camara de combustão. A remoção das cinzas deve ser feita regularmente (depois do equipamento estar frio), para que o ar de combustão seja suficiente para permitir uma adequada queima.

LIMPEZA DO SISTEMA DE VENTILAÇÃO

Inspecione o sistema de ventilação periodicamente, através das grelhas frontais, fixas através de dois parafusos cada, e verifique o estado e limpeza das ventoinhas, assim como a cablagem do sistema.

LIMPEZA VIDRO E CORPO

O vidro só deve ser limpo quando o equipamento se encontrar completamente frio. Deve ser limpo com um produto adequado, respeitando as instruções de utilização e evitando que o produto atinja o cordão de vedação e as partes metálicas pintadas – o que pode desencadear processos de oxidação. Caso seja necessário substituir o vidro, utilize vidro de natureza vitrocerâmica que resiste a altas temperaturas (≈750° C).

O cordão de vedação é colado, não devendo por isso ser molhado com água ou produtos de limpeza. Se eventualmente se descolar, poderá colá-lo novamente com cola de contacto, tendo o cuidado de limpar previamente a cava com uma lixa fina.

Não deverá limpar com detergente as peças em ferro fundido ou em chapa, estas deverão ser limpas apenas com um pano seco para retirar o pó. Poderá, se achar necessário, fazer um tratamento às peças de fundição. Em caso de dúvida solicite informações ao fornecedor ou instalador.

LIMPEZA DA SAÍDA DE FUMOS E DA CHAMINÉ

Aconselha-se, pelo menos uma vez por ano, o utilizador a limpar a chaminé. Em caso de não utilização do equipamento durante um período prolongado, o utilizador deve certificar-se da ausência de qualquer bloqueio nos tubos da chaminé, antes do acendimento.

Deverá efectuar uma limpeza exaustiva do aparelho no fim e no início de cada época sazonal (Inverno/ Verão), que consiste em desincrustar toda câmara de combustão e lubrificar o interior com produto próprio (contactar o instalador/fabricante). Procure anualmente um profissional habilitado para efectuar a limpeza da chaminé.

Qualquer tipo de intervenção a efectuar no aparelho (reparação/substituição de

peças) terá de ser executado por um técnico qualificado indicado pelo

vendedor/instalador ou fabricante. Caso seja necessário substituir alguma peça,

utilize sempre as de origem ou recomendadas pelo fabricante.

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FORMAÇÃO DE “ALCATRÃO” (CREOSOTE) NO INTERIOR DA SALAMANDRA

O creosote é uma substância resultante de reacções químicas que pode ser provocada por alguns factores, nomeadamente:

1. Lenha com elevado índice de humidade (> 20%); 2. Lenha com resíduos ou compostos químicos;

3. Falta de entrada de ar na zona onde esta instalada a caldeira;

4. Falta de tiragem da chaminé de fumos (ter sempre em atenção o diâmetro de saída e as recomendações de instalação e de limpeza periódica da mesma);

QUANDO OCORRE A FORMAÇÃO DESTE COMPOSTO NO INTERIOR DA CAMARA DEVE SER

IMEDIATAMENTE TRATADO.

o EFECTUAR LIMPEZA GLOBAL AO EQUIPAMENTO;

o EFECTUAR CARGA DE COMBUSTÍVEL DEVIDAMENTE SECO E SEM COMPOSTOS DE

FORMA A CRIAR UMA COMBUSTÃO FORTE;

o EFECTUAR ACENDIMENTO DO EQUIPAMENTO;

o NO FINAL DO CICLO DE QUEIMA EFECTUAR NOVA LIMPEZA DO EQUIPAMENTO

o SE NECESSÁRIO, REPETIR TODO O PROCEDIMENTO

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7. Garantia

O equipamento de biomassa SOLIUS está coberta pela garantia legal contra defeitos de fabrico pelo prazo de 2 anos, quando o adquirente é um consumidor final, que utiliza os bens a título pessoal, familiar ou doméstico (uso não profissional).

Nesta garantia não estão abrangidos a mão-de-obra nem os materiais necessários para a instalação dos equipamentos.

A marca SOLIUS não assume qualquer responsabilidade por eventuais danos, diretos ou indiretos, sobre pessoas, animais ou bens, em resultado do não cumprimento integral das indicações constantes nos manuais de instruções do equipamento.

A marca SOLIUS declina qualquer responsabilidade pela eventual não adequação do equipamento e das suas características para uma utilização diferente daquela para que foi concebido.

A garantia legal só é válida se forem cumpridos todos os requisitos seguintes:

 Montagem e arranque do equipamento efetuados por um instalador profissional e respeitando as normas e regulamentos em vigor, as regras e boas práticas de instalação e as indicações preconizadas nos manuais de instruções do equipamento.

 Envio para a SOLIUS da Ficha de Instalação do equipamento, nos 30 dias seguintes à instalação, devidamente preenchida e assinada pela empresa instaladora e pelo cliente final.

 Manutenção periódica obrigatória levada a cabo por um instalador profissional e respeitando as indicações preconizadas pelo fabricante nas instruções do equipamento, com utilização exclusiva de peças de substituição originais do fabricante.

 Envio para a SOLIUS da Ficha de Manutenção do equipamento, nos 30 dias seguintes à manutenção periódica obrigatória, devidamente preenchida e assinada pela empresa instaladora e pelo cliente final.

 Os defeitos ou anomalias dos produtos não decorram de negligência, omissão ou descuido por parte do comprador ou de terceiros.

 O equipamento seja utilizado de acordo com os respectivos manuais de utilização do equipamento.

 O equipamento não tenha sido sujeito a modificações por parte do instalador ou de terceiros.

 O equipamento não tenha sido reinstalado noutro local.

 Utilização exclusiva de peças e componentes originais do fabricante nas tarefas de arranque, reparação ou manutenção (ex. ânodo de magnésio).

 Equipamento ligado a uma chaminé de exaustão de fumos de acordo com as indicações constantes no manual de instalação do equipamento.

 Equipamento alimentado apenas e exclusivamente com pellets de madeira e certificados de acordo com a norma EN PLUS A1 (aplicável apenas para equipamentos a pellets).

 Equipamento alimentado apenas e exclusivamente com madeira seca com teor de humidade inferior a 20% (aplicável apenas para equipamentos caldeiras a lenha)

 Utilização de válvula anti condensação (grupo de carga térmica), que previne a formação de condensação no corpo do equipamento, limitando o aparecimento de incrustações (por ex. creosote) e depósito de alcatrão, bem como protege o corpo da caldeira da corrosão das condensações.

A garantia legal é imediatamente anulada pela utilização indevida ou reparações levadas a cabo por pessoal não autorizado, bem como pelo não cumprimento dos requisitos enunciados.

Estão excluídos desta garantia:

 Limpeza de cinzas ou incrustações em qualquer parte ou componente da caldeira ou de serrim e pellet no silo ou alimentador.

 Tarefas para resolução de bloqueios no alimentador de combustível, de acumulação de cinzas, pedras, condensados e alcatrão na caldeira.

 Todas as peças sujeitas a desgaste por exposição directa ao fogo, como por exemplo: juntas de fibra das portas, vidros cerâmicos das portas, copos de queimador, chapas do interior, blocos refratários, resistências de acendimento, fotocélulas, etc...

 Todas as peças de substituição periódica, sujeitas a desgaste, como sejam válvulas de segurança.

 Desgaste normal do equipamento.

 Chamadas injustificadas dos serviços técnicos, pedidas ou resultantes de incorreta utilização, incúria, distração ou negligência. Nestes casos, a deslocação e mão-de-obra será paga pelo cliente.

 Problemas na instalação dos equipamentos ou resultantes da instalação, tais como verificação, limpeza, purga ou eliminação de fugas em tubagens ou respectivos acessórios.

 Danos ocorridos durante o transporte ou durante a instalação do equipamento.

 Avarias resultantes de uma instalação ou utilização incorreta que obrigue o equipamento a funcionar em condições diferentes daquelas para as que foi concebido, incluindo longos períodos sem consumo de água.

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 Avarias resultantes de fenómenos anómalos e externos (incêndio, roubo, inundações, atos de vandalismo), catástrofes e fenómenos da natureza (vento, chuva, granizo, furacões, terramotos, trovoadas) ou de qualquer outra causa não imputável ao fabricante.

 Avarias resultantes de erro de instalação, congelamento, excesso de pressão, choques hidráulicos ou golpe de aríete, sobreaquecimento do sistema, descargas elétricas ou picos de tensão ou alimentação eléctrica deficiente.

 Intervenções e avarias por falta de água ou alimentação elétrica.

 Danos resultantes do incumprimento das instruções de instalação e utilização do manuais do equipamento.

 Danos pela utilização de solventes ou detergentes agressivos.

 Danos causados pela recusa de acesso dos técnicos para a vistoria a toda a instalação interior e exterior.

Fica expressamente excluída a responsabilidade da marca SOLIUS por danos indiretos, causados pelos produtos e/ou por serviços de montagem, manutenção ou reparação dos mesmos, devendo ser a empresa instaladora ou o cliente final a contratar seguro que cubra tais danos.

Em caso de litígio, o foro competente é de Vila Nova de Gaia.

A marca SOLIUS é propriedade da empresa CIRELIUS, Lda. Com sede na Rua Inocêncio Osório L. Gondim, 103, 4430-662 Avintes Vila Nova de Gaia, para onde deve ser enviada toda a correspondência, ou por e-mail para [email protected], designadamente as Fichas de Instalação, as Fichas de Manutenção e os Contratos de Manutenção.

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