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Academic year: 2021

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J URÍ DIC O TRI BUTÁ RIO nº 01/ 2 01 4

I. TRIBUTOS FEDERAIS

1. DACON – EXTINÇÃO

Através da Instrução Normativa nº 1.441 de 20/01/2014 - DOU 21/01/2014, foi extinto o Demonstrativo de Apuração de Contribuições Sociais (DACON) relativo aos fator geradores ocorridos a partir de 01/01/2014.

A disposição também é aplicável aos casos de extinção, incorporação, fusão, cisão parcial ou cisão total que ocorrerem a partir de 01/01/2014.

Em caso de necessidade de apresentação de Dacon, original ou retificador, relativo a fatos geradores ocorridos até 31/12/2013, deverá ser efetuada com a utilização das versões anteriores do programa gerador, conforme o caso.

2. PIS/COFINS PREPONDERANTEMENTE EXPORTADOR

A Instrução Normativa nº 1.424, de 19/12/2013 - DOU 20/12/2013, ajustou a norma que trata sobre a suspensão de PIS/COFINS nas vendas a pessoa jurídica preponderantemente exportadora.

O ato estabelece as hipóteses de extinção da suspensão da incidência do PIS/Pasep e da Cofins sobre as receitas de vendas de matérias-primas, produtos intermediários e materiais de embalagens a pessoa jurídica preponderantemente exportadora.

3. COMPENSAÇÃO – TRIBUTOS

Através da Instrução Normativa nº 1.425 de 19/12/2013 - DOU 20/12/2013, foi regulada a compensação, a restituição e o ressarcimento de tributos federais bem como foi definida norma sobre restituição e compensação de contribuições previdenciárias.

A restituição e o ressarcimento de tributos administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil ou a restituição de pagamentos efetuados mediante Darf – Documento de Arrecadação de Receitas Federais e GPS – Guia da Previdência Social cuja receita não seja administrada pela RFB, será efetuada depois de verificada a ausência de débitos em nome do sujeito passivo credor perante a Fazenda Nacional.

4. CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS

A Instrução Normativa nº 1.436 de 30/12/2013 - DOU 02/01/2013, esclarece a forma de contribuição previdenciária.

O ato dispõe sobre a desoneração da folha de pagamento, que consiste em substituir ou reduzir a contribuição previdenciária patronal de 20% pelo pagamento de 1% ou 2% sobre o valor da receita bruta, conforme atividade.

Fica também esclarecida a base de cálculo, o percentual e o período de contribuição previdenciária das diversas empresas enquadradas no sistema de desoneração da folha, desde a sua instituição.

5. TABELA PROGRESSIVA ANUAL DO IMPOSTO DE RENDA - PRL

A Instrução Normativa nº 1.433, de 30/12/2013 - DOU 02/01/2013, divulgou a Tabela Progressiva do Imposto de Renda para cálculo da participação nos lucros a partir de 2014.

O ato aprovou a tabela progressiva anual para cálculo, a partir do ano-calendário de 2014, do Imposto de Renda incidente sobre o valor da participação dos trabalhadores nos lucros ou resultados da empresa (PLR). A nova tabela foi reajustada em 4,5%. Valor da PLR anual (R$) Alíquota (%) Parcela a deduzir do IR (R$) De 0,00 a 6.270,00 - -De 6.270,01 a 9.405,00 7,5 470,25 De 9.405,01 a 12.540,00 15 1.175,63 De 12.540,01 a 15.675,00 22,5 2.116,13 Acima de 15.675,00 27,5 2.899,88 6. CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS

A Instrução Normativa nº 1.436, de 30/12/2013 - DOU 02/01/2013, esclarece a forma de contribuição previdenciária.

O ato dispõe sobre a desoneração da folha de pagamento, que consiste em substituir ou reduzir a contribuição previdenciária patronal de 20% pelo pagamento de 1% ou 2% sobre o valor da receita bruta, conforme atividade.

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7. PREÇO DE TRANSFERÊNCIA

Através da Instrução Normativa nº 1.437 de 31/12/2013 - DOU 02/01/2013, foram divulgados os fatores de ajustes das receitas para cálculo dos preços de transferência.

O ato estabelece o mecanismo de ajuste para fins de comprovação de preços de transferência na exportação, de forma a reduzir impactos relativos à apreciação da moeda nacional em relação a outras moedas, para o ano-calendário de 2013.

As receitas de vendas nas exportações auferidas em Reais no ano-calendário de 2013, nas operações com pessoas vinculadas, deverão ser multiplicadas pelo fator de 1,00 (um inteiro), para efeito de apuração da média aritmética ponderada trienal do lucro líquido de que trata o artigo nº 48 da Instrução Normativa 1.312/2012.

Para fins de apuração da média aritmética ponderada trienal do lucro líquido,as receitas de vendas nas exportações auferidas em Reais nos anos-calendário de 2011 e de 2012, nas operações com pessoas vinculadas, poderão ser multiplicadas:

I- relativamente ao ano-calendário de 2011, pelo fator de 1,11 (um inteiro e onze centésimos), e

II- relativamente ao ano-calendário de 2012, o fator a ser utilizado é de 1,00 (um inteiro).

Alternativamente à apuração da média trienal mencionada acima, a pessoa jurídica poderá apurar o lucro líquido anual mínimo de 10% (dez por cento), a que se refere o art. 48 da Instrução Normativa 1.312/2012, mediante a multiplicação das receitas de vendas nas exportações para empresas vinculadas, pelo fator de 1,00, considerando-se somente o próprio ano-calendário de 2013.

A disposição acima aplica-se somente na hipótese de a receita líquida de exportação para pessoas jurídicas vinculadas não ultrapassar 20% (vinte por cento) do total da receita líquida de exportação.

8. SOLUÇÃO DE CONSULTA

8.1 Crédito Presumido de ICMS – PIS/COFINS Importação

A Solução de Consulta nº 156, de 05/08/2013, trata sobre a inclusão, na base de cálculo do PIS/COFINS importação, do crédito presumido de ICMS.

Na determinação da base de cálculo da Cofins-Importação, o crédito presumido de ICMS concedido no âmbito do Tratamento Tributário Diferenciado -TTD pelo Estado de Santa Catarina deve ser considerado como efetiva redução do imposto, cabendo a indicação da alíquota de ICMS real resultante dessa redução.

Contudo, tanto o diferimento do ICMS do desembaraço aduaneiro para a saída do estabelecimento importador quanto o diferimento parcial do ICMS das saídas internas no Estado, do estabelecimento importador para a etapa seguinte, também concedidos no âmbito do TTD, devem compor a base de cálculo da Cofins-Importação e, consequentemente, ser englobados na alíquota real de ICMS informada.

Assim, a alíquota de ICMS a ser informada, na fórmula constante do artigo 1º da Instrução Normativa SRF nº 572/2005, será a alíquota correspondente à carga tributária líquida aplicável na saída do estabelecimento importador, quando da concessão do crédito presumido, desconsiderados os diferimentos.

8.2Ação Indenizatória – Tributação IRPJ e CSLL

A Solução de Consulta nº 65, de 28/08/2013, trata sobre os valores recebidos em ações indenizatórias.

Os valores recebidos judicialmente a título de indenização, relacionados à recuperação de despesas e/ou custos, não se sujeitam à tributação do IRPJ e da CSLL, salvo se as despesas e/ou custos objeto dessa indenização tiverem sido computados no Lucro Real do próprio período ou de períodos anteriores ao do recebimento.

As importâncias recebidas que excederem àquelas auferidas a título de recuperação de despesas e/ou custos são consideradas receitas novas, sujeitando-se à incidência desse imposto. No caso do recebimento de valores a título de lucros cessantes, a totalidade dessas importâncias deve ser tributada pelo IRPJ e CSLL.

8.3 Distribuidoras de Energia Elétrica – Taxa de Depreciação

A Solução de Consulta nº 171, de 28/08/2013, trata sobre a taxa de depreciação utilizada pelas distribuidoras de energia elétrica.

No caso de empresas distribuidoras de energia elétrica, as taxas de depreciação fixadas pela ANEEL devem ser utilizadas também para fins fiscais.

A Solução de Consulta 170/2013 tratou sobre o mesmo tema, dispondo que as empresas de geração de energia elétrica estão autorizadas a realizar os ajustes estabelecidos pelo artigo 37 da Lei nº 11.196/2005, em relação aos ativos que atendam às condições estabelecidas nesse dispositivo.

As empresas que atuam nas demais etapas dessa cadeia (transmissão, distribuição e comercialização de energia), e mesmo as empresas de geração de energia em relação aos ativos não compreendidos nesse dispositivo, devem continuar a utilizar também para fins fiscais as taxas de depreciação fixadas pela ANEEL.

II. TRIBUTOS ESTADUAIS

– SÃO PAULO

1. REDUÇÃO DE BASE DE CÁLCULO DE ICMS – TUBOS, LAMINADOS E LIGAS DE COBRE

O Decreto nº 60.057, de 14/01/2014 - DO-SP de 15/01/2014, reduziu a base de cálculo do ICMS nas saídas de tubos, laminados e ligas de cobre.

O ato reduz a base de cálculo do ICMS incidente nas saídas internas dos produtos especificados, exceto quando destinadas a consumidor ou usuário final, de forma que a carga tributária resulte em 12%.

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2. BENEFÍCIOS FISCAIS

Através da Portaria nº 141, de 26/12/2013 - DO-SP de 27/12/2013, foi alterado o ato que disciplina os procedimentos a serem adotados para fins da Escrituração Fiscal Digital.

O ato dispõe sobre a escrituração fiscal digital do livro Registro de Controle da Produção e do Estoque.

3. REDUÇÃO DE BASE DE CÁLCULO DE ICMS – DIVERSOS PRODUTOS

O Decreto nº 60.064, de 14/01/2014 - DO-SP de 15/01/2014, reduziu a base de cálculo do ICMS de diversos produtos.

A base de cálculo será reduzida, nas operações especificadas com carrocerias sobre chassi, vagões ferroviários de carga, carrocerias para veículos automóveis, reboques e semireboques, de forma que a carga tributária resulte no percentual de 12.

Nesta disposição, não é exigido o estorno proporcional do crédito do ICMS relativo as mercadorias beneficiadas com a redução de base de cálculo.

4. ITCD

A Decisão Normativa nº 1, de 23/01/2014 - DO-SP de 24/01/2014, tratou sobre as condições de imunidade e isenção do ITCD nos casos que especifica e isenção mesmo na distribuição de qualquer parcela do patrimônio ou renda das entidades, a qualquer título.

A remuneração de dirigentes pelo exercício efetivo de função de direção ou administração da entidade não representa impeditivo à aplicação da imunidade e da isenção, desdeque tal remuneração esteja em conformidade com os valores usualmente praticados pelo mercado para o exercício dessa função.

5. SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA -FERRAMENTAS

A Portaria nº 3, de 14/01/2014 - DO-SP de 15/01/2014, fixou a base de cálculo do ICMS-ST para operações com ferramentas.

No período de 01/02/2014 a 31/10/2015, a base de cálculo para fins de retenção e pagamento do imposto relativo às saídas subseqüentes das mercadorias arroladas no § 1º do artigo 313-Z3 do RICMS, com destino a estabelecimento localizado em território paulista, será o preço praticado pelo sujeito passivo, incluídos os valores correspondentes a frete, carreto, seguro, impostos e outros encargos transferíveis ao adquirente, acrescidos do valor adicionado calculado mediante a multiplicação do preço praticado pelo Índice de Valor Adicionado Setorial – IVA-ST relacionado no Anexo Único do ato mencionado.

Na hipótese de entrada de mercadoria proveniente de outra unidade da Federação cuja saída interna seja tributada com alíquota superior à alíquota interestadual aplicada pelo remetente, o estabelecimento destinatário paulista deverá utilizar o “IVA-ST ajustado”, calculado pela seguinte fórmula:

IVA-ST ajustado = [(1+IVA-ST original) x (1 – ALQ inter)/(1 – ALQ intra)] -1, onde:

1- IVA-ST original é o IVA-ST aplicável na operação interna, conforme previsto no caput;

2- ALQ inter é a alíquota interestadual aplicada pelo remetente localizado em outra unidade da Federação;

3- ALQ intra é a alíquota aplicável à mercadoria neste Estado. A partir de 01/11/2015, a base de cálculo para fins de retenção e pagamento do imposto relativo às saídas subseqüentes das mercadorias arroladas no § 1º do artigo 313-Z3 do RICMS, com destino a estabelecimento localizado em território paulista, será o preço praticado pelo sujeito passivo, incluídos os valores correspondentes a frete, carreto, seguro, impostos e outros encargos transferíveis ao adquirente, acrescido do valor adicionado calculado mediante a multiplicação do preço praticado pelo Índice de Valor Adicionado Setorial – IVA-ST.

III. TRIBUTOS ESTADUAIS

– RIO GRANDE DO SUL

1. ALTERAÇÃO NO REGULAMENTO DO ICMS/RS– DECRETO Nº 37.699/97

1.1 ICMS – Limite de Crédito

Através do Decreto n° 51.070, de 27/12/2013 – DOE-RS 30/12/2013, foi definido o limite para crédito de ICMS relativo à aquisição de mercadorias.

O ato tratou sobre os seguintes assuntos:

- definição do limite para o aproveitamento de créditos fiscais referentes às aquisições de mercadorias, por contribuintes da categoria geral, de contribuintes optantes pelo Simples Nacional; e

- Promoção de ajuste na definição de hipóteses de não aplicação da substituição tributária nas aquisições de mercadorias de outra unidade da Federação.

A adjudicação de créditos fiscais por estabelecimentos enquadrados no CGC/TE na categoria geral, correspondente às aquisições de mercadorias de estabelecimento optante pelo Simples Nacional, destinadas à comercialização ou industrialização, fica limitada ao valor do imposto efetivamente devido pelo remetente.

1.2 Redução de Base de Cálculo – Mármores e Granitos

Através do Decreto n° 51.073, de 27/12/2013 – DOE-RS 30/12/2013, foi concedida redução na base de cálculo do ICMS para operações com mármores e granitos.

O ato dispõe sobre a redução da base de cálculo do ICMS, em valor que resulte em carga tributária equivalente a 4%, nas saídas internas de estabelecimento comercial com destino a estabelecimento industrial, de mármores, travertinos e granitos especificados.

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1.3 Redução de Base de Cálculo – Mármores e Granitos

Através do Decreto n° 51.087, de 27/12/2013 – DOE-RS 08/01/2013, fica instituída a possibilidade para transferência de saldo credor acumulado.

O ato prevê hipótese de transferência de saldo credor acumulado decorrente de aquisições de mercadorias para industrialização própria de novos produtos, cuja venda ocorra com diferimento do ICMS, desde que o saldo credor seja para aquisição de máquinas e equipamentos destinados ao ativo permanente.

2. ALTERAÇÃO NA INSTRUÇÃO

NORMATIVA DRP 45/98

2.1 Parcelamento – Débito Fiscal

A Instrução Normativa n° 114, de 30/12/2013 – DOE-RS 31/12/2013, esclarece sobre a compensação de valores pagos por Empresas de Pequeno Porte optantes do Simples Nacional.

O ato dispõeque as multas sobreos débitos quitados no Programa “EM DIA 2013”, até o dia 30/12/2013, pelasempresas de pequeno porte optantes pelo Simples Nacional, poderão sercompensadas mediante lançamento do valor na GIA-SN, conforme especificado.

As empresas de pequeno porte optantes pelo Simples Nacional que tenham quitado débitos no Programa “EM DIA 2013”, até 30/12/13, poderão compensar o valor pago a título de multa e de correção monetária da multa.

O valor a ser compensado será informado ao contribuinte no “site” da Secretaria da Fazenda (http://www.sefaz.rs.gov.br), no Portal e-CAC.

O valor será compensado mediante lançamento na Guia de Informação e Apuração do ICMS - Simples Nacional - GIA-SN, no campo “PAGAMENTOS NA ENTRADA DO ESTADO”, limitado, em cada mês, ao saldo devedor apurado, sendo a diferença lançada nos meses seguintes até que ocorra a completa compensação.

3. TURISMO

Através do Decreto n° 51.142, de 21/01/2014 – DOE-RS 22/01/2014, foi instituída a marca turismo gaúcho.

O ato institui a marca do turismo gaúcho, como elemento de identidade do destino turístico, concebida a partir do conceito: "Rio Grande do Sul: Um Grande Destino", materializada em um grafismo simbólico da cuia de chimarrão, formada com as cores da bandeira do Rio Grande do Sul, a ser adotada com observância ao modelo constante no Anexo Único do ato mencionado.

Caberá à Secretaria de Turismo a regulamentação das normas e disposições para autorização e utilização da marca turismo gaúcho.

IV. TRIBUTOS MUNICIPAIS

– SÃO PAULO

1. BENEFÍCIOS FISCAIS

O Decreto nº 54.760, de 10/01/2014, DOM/SP de 11/01/2014, regulamentou a concessão de benefícios fiscais para prestadores de serviços da Zona Leste.

O Ato regulamentou a Lei 15.931/2013, que instituiu o Programa de Incentivos Fiscais.

Os benefícios, que terão duração de 25 anos, poderão ser concedidos aos prestadores dos serviços relacionados no Decreto citado, estabelecidos ou que vierem a se estabelecer em região da Zona Leste.

A adesão ao Programa deverá ser efetivada no prazo de 5 anos, contados a partir de 01/02/2014.

Os incentivos fiscais serão concedidos na região da Zona Leste do Município de São Paulo compreendida pelos perímetros constantes do Anexo Único da Lei nº 15.931/2013 – Região Incentivada.

A adesão ao Programa deverá ser efetivada no prazo de 5 (cinco) anos contados a partir do primeiro dia do mês seguinte à data da publicação do decreto.

Os incentivos fiscais serão concedidos, aos prestadores dos seguintes serviços, estabelecidos ou que vierem a se estabelecer na Região Incentivada:

I- serviços de informática e congêneres;

II- serviços de saúde, assistência médica e congêneres; III- serviços de medicina e assistência veterinária e congêneres; IV- serviços de cuidados pessoais, estética, atividades físicas e

congêneres;

V- serviços de educação, ensino, orientação pedagógica e educacional, instrução, treinamento e avaliação pessoal de qualquer grau ou natureza;

VI- hospedagem de qualquer natureza em hotéis, apartservice condominiais, flats, apart-hotéis, hotéis residência, residence-service, suite residence-service, hotelaria marítima, motéis, pensões e congêneres; ocupação por temporada com fornecimento de serviço;

VII- distribuição de bens de terceiros,; VIII - exibições cinematográficas;

IX- composição gráfica, fotocomposição, clicheria, zincografia, litografia, fotolitografia;

X- lubrificação, limpeza, lustração, revisão, carga e recarga, conserto, restauração, blindagem, manutenção e conservação de máquinas, veículos, aparelhos, equipamentos, motores, elevadores ou de qualquer objeto;

XI- recauchutagem ou regeneração de pneus;

XII - restauração, recondicionamento, acondicionamento, pintura, beneficiamento, lavagem, secagem, tingimento, galvanoplastia, anodização, corte, recorte, polimento, plastificação e congêneres, de objetos quaisquer;

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XIII- instalação e montagem de aparelhos, máquinas e equipamentos, inclusive montagem industrial, prestados ao usuário final, exclusivamente com material por ele fornecido; XIV- alfaiataria e costura;

XV- tinturaria e lavanderia; XVI- carpintaria e serralheria; e

XVII- resposta audível (centrais de “call center” e telemarketing). Os incentivos fiscais referidos no artigo 2º deste decreto serão os seguintes:

I - isenção do Imposto Predial e Territorial Urbano – IPTU referente ao imóvel ocupado pelo contribuinte incentivado, a partir do ano seguinte ao da data da homologação da declaração a que se refere o artigo 4º, pelo prazo de 20 (vinte) anos ou até o final do período de que trata o § 2º do artigo 1º do decreto, o que ocorrer primeiro;

II - isenção do Imposto sobre Transmissão "Inter Vivos" de Bens Imóveis – ITBI-IV na aquisição de imóvel pelo contribuinte incentivado, ocorrida após a homologação da declaração a que se refere o artigo 4º deste decreto; III - isenção do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza –

ISS incidente sobre os serviços de construção civil, descritos nos subitens 7.02, 7.04, 7.05 e 7.15 da lista do “caput” do artigo 1º da Lei nº 13.701/2003, quando vinculados à execução da construção ou reforma de imóvel de propriedade do contribuinte incentivado, para obras iniciadas a partir do primeiro dia do mês seguinte ao da homologação da declaração;

IV - isenção de 60% (sessenta por cento) do ISS incidente sobre os serviços incentivados referidos no artigo 2º deste decreto, observado o § 6º deste artigo, a partir da data da homologação da declaração a que se refere o artigo 4º, pelo prazo de 20 (vinte) anos ou até o final do período de que trata o § 2º do artigo 1º do decreto, o que ocorrer primeiro.

2. BENEFICIOS FISCAIS

A Instrução Normativa nº 3, de 22/01/2014, DOM/SP de 23/01/2014, disciplinou a adesão ao Programa de Incentivos Fiscais.

A adesão dos prestadores de serviços da Zona Leste ao programa de incentivos fiscais deverá atenderàs disposições previstas neste Ato, que também aprova a DPI – Declaração de Adesão ao Programa de Incentivos Fiscais.

O ato também dispõe sobre a emissão do Certificado de Quitação do ISS com isenção, na prestação dos serviços previstos nos subitens 7.02, 7.04, 7.05 e 7.15 da Lei 13.701/2003, quando vinculados à execução da construção ou reforma de imóvel de propriedade de contribuinte incentivado.

V. TRIBUTOS MUNICIPAIS

– PORTO ALEGRE

1. ADMINISTRADORAS DE CARTÕES INFORMAÇÕES

A Lei Complementar nº 732, de 21/01/2014, DO/RS de 26/01/2014, dispõe sobre a obrigatoriedade das administradoras de cartões prestar informações à Secretaria Municipal de Fazenda de Porto Alegre.

As administradoras de cartões de crédito ou de débito em conta-corrente, bem como os estabelecimentos similares, ficam obrigados a informar à Secretaria Municipal da Fazenda as operações e as prestações realizadas no Município de Porto Alegre cujos pagamentos sejam feitos por meio de sistemas de crédito, débito ou similares.

O ato autoriza o Executivo Municipal a firmar convênio com o Estado do Rio Grande do Sul, hipótese em que as administradoras de cartões de crédito ou de débito em conta corrente, bem como os estabelecimentos similares, prestarão as informações à Secretaria Estadual da Fazenda.

A forma de disponibilização das informações da Secretaria Estadual da Fazenda para a Secretaria Municipal da Fazenda será prevista neste convênio.

Assim, ficam as empresas com estabelecimento no Município de Porto Alegre e que aceitem transações com cartão de crédito ou de débito como meio de pagamento obrigadas a informar, por estabelecimento, à Secretaria Municipal da Fazenda:

I - as taxas de desconto aplicadas sobre os valores recebidos em decorrência da utilização do cartão de crédito ou de débito como meio de pagamento, diretamente e sempre que por esta solicitado; e

II- os valores descontados pelos credenciadores, bem como qualquer valor cobrado por esses pela utilização de plataformas ou equipamentos necessários à operação com cartões de crédito ou débito, sempre que por esta solicitado.

2. ITBI – ISENÇÃO

A Lei Complementar nº 725, de 07/01/2014, DO/RS de 09/01/2014, alterou as normas relativas à isenção do ITBI.

O ato realizou modificações na Lei Complementar 197/89, que instituiu e disciplinou o Imposto sobre a Transmissão Inter-vivos, por ato oneroso, de bens imóveis e de direitos reais a eles relativos, no que tange à isenção do imposto:

- na primeira aquisição da casa própria por meio de programa governamental de habitação;

- quando forem contribuintes, as cooperativas, associações ou entidades privadas, sem fins lucrativos, nas aquisições de terrenos destinados a construção de casa própria a famílias de baixa renda, com a apresentação dos documentos necessários para obtenção do benefício.

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3. CALENDÁRIO FISCAL

Através do Decreto nº 18.480, de 06/12/2013, DO/RS de 06/12/2013, foi fixado o Calendário Fiscal de Arrecadação de Tributos Municipais de Porto Alegre para o exercício de 2014.

O Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) e a Taxa de Coleta de Lixo (TCL), referentes à carga geral do exercício de 2014 terão, no dia 10 (dez) de março de 2014, o vencimento dos seus prazos para pagamento e serão arrecadados: I- em parcela única, com desconto de 12% (doze por cento),

com prazo para pagamento até 2 de janeiro de 2014;

II- parcelados em até 10 (dez) parcelas mensais e consecutivas, sem ônus, com prazos para pagamento conforme a seguinte tabela, a partir do mês de março de 2014.

O Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN) será arrecadado:

I- nos casos relativos à prestação de serviços, sob a forma de trabalho pessoal do próprio contribuinte (profissionais autônomos):

a) em parcela única, com desconto de 12% (doze por cento), com prazo para pagamento até 2 de janeiro de 2014; e

b) em 12 (doze) parcelas mensais e consecutivas, com vencimento no último dia com expediente bancário de cada mês, a partir de janeiro de 2014;

II- com vencimento no dia 10 (dez) do mês seguinte ao do efetivo pagamento do serviço tomado;

III- com vencimento até o dia 20 (vinte) do mês subsequente àquele em que houver sido auferida a receita bruta, no caso do ISS devido no âmbito do Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte – Simples Nacional –, instituído pela Lei Complementar Federal nº 123, de 14 de dezembro de 2006 e alterações posteriores, ou outra data estabelecida por norma, que vier a modificar esse vencimento; e

IV- com vencimento no dia 10 (dez) do mês seguinte ao da competência, nos demais casos.

VI. ASSUNTOS DIVERSOS

1. MONTAGEM DE ELEVADORES - ISS

Através da decisão da Primeira Turma do Superior Tribunal de Justiça, foi publicado o entendimento que a montagem de elevadores é um serviço complementar de construção civil, passível de incidência do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS) e não do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

Esta decisão foi tomada pela maioria da Turma ao analisar recurso de fabricante de elevadores contra decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), que entendeu haver incidência do IPI.

Para o relator do processo no STJ, mesmo que sejam empregados vários materiais para a composição do elevador, a montagem corresponde à prestação de um serviço técnico especializado de engenharia.

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Referências

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