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ÍNDICE. Editorial 3-6. Dossiê Futurismo,

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Academic year: 2021

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Nova Série Nº 4 2009

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Copia Omaggio ISSN 0870-8584

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2009

Futurismo

Mariastella Margozzi, Futurismo avanguardia italiana

José Manuel Vasconcelos, Antitradição e maravilhoso na poética do Futurismo italiano

Pedro Sargento, O novo é uma coisa muito antiga. O futurismo e os seus tempos

Carlo Serafini, O teatro futurista

Rita Marnoto, Futurismo e Futurismos em Portugal Jeronimo Pizaro, Pessoa e “Monsieur” Marinetti

Manuel G. Simões, Os mitos futuristas e a "Ode triunfal" de Álvaro de Campos

Gianluca Miraglia, “Ser italiano quer dizer dominar todas as raças”: Marinetti em Lisboa

Paula Costa, Futurismo, futurismos: de A confissão de Lúcio a Nome de guerra

Fernando J.B. Martinho, Para um estudo da posteridade do Futurismo na poesia portuguesa contemporânea

Giona Tuccini, L'uomo come esistenza che parla. L'orientamento morale e il sentimento religioso di Giovanni da Empoli

Paulo Lopes, Um olhar português sobre a Roma de Quinhentos Sílvio Castro, Leopardi e Fernando Pessoa: projecto e anteprojeto do <livro único> no Zibaldone e no Livro do desassossego

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ÍNDICE

Editorial 3-6

Dossiê – Futurismo, 1909-2009 7-152

Mariastella Margozzi, Futurismo avanguardia italiana 9

José Manuel de Vasconcelos, Antitradição e maravilhoso

na poética do Futurismo italiano 19

Pedro Sargento, Regeneração e degeneração:

o contínuo Futurismo 29

Carlo Serafini, O teatro futurista 47

Rita Marnoto, Futurismo e Futurismos em Portugal 61

Jerónimo Pizarro, Pessoa e “Monsieur” Marinetti 77

Manuel G. Simões, Os mitos futuristas e a “Ode triunfal”

de Álvaro de Campos 89

Gianluca Miraglia, “Ser italiano quer dizer dominar todas

as raças”: Marinetti em Lisboa 99

Paula Cristina Costa, Futurismo, futurismos: de A confissão

de Lúcio a Nome de guerra 113

Fernando J.B. Martinho, Para um estudo da posteridade

do Futurismo na poesia portuguesa contemporânea 129

Artigos

Giona Tuccini, L’uomo come esistenza che parla. L’orientamento

morale e il sentimento religioso di Giovanni da Empoli 155

Paulo Lopes, Um olhar português sobre a Roma de Quinhentos 169

Sílvio Castro, Leopardi e Fernando Pessoa: projeto e anteprojeto

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Temas e debates

Ernesto Rodrigues, Imaginação e Literatura 209

Aa.vv., Para um dicionário de tradutores 223

Obra aberta

Ernesto Rodrigues, Branco 245

Recensões

Eça de Queirós, La Corrispondenza di Fradique Mendes. Memorie e note, a cura di Roberto Vecchi e Vincenzo Russo

(Manuel G. Simões) 261

Traduzioni, imitazioni, scambi tra Italia e Portogallo nei secoli,

a cura di Monica Lupetti (Isabel Almeida) 263

Maria Bochicchio, O paradigma do pudor (Arnaldo Saraiva) 268

Futurismo Avanguardia Avanguardie, a cura di Didier Ottinger; Futurismo 1909-2009 Velocità + Arte + Azione, a cura

di Giovanni Lista e Ada Masoero (Rita Marnoto) 271

Giusi Baldissone, Filippo Tommaso Marinetti (Rita Marnoto) 275

V. de Saint-Point, Manifesto da mulher futurista. Manifesto

futurista da luxúria, trad. de Célia Henriques (Clelia Bettini) 277

Angelo D’Orsi, Il Futurismo tra cultura e politica. Reazione

o rivoluzione? Con antologia di testi (Roberto Gigliucci) 281

Actualidade

Editou-se... (Paola D’Agostino) 285

Zum-pim-zim! Un banchetto aerofuturista (Clelia Bettini) 293

Quinto Encontro de Italianística. Os Palermas de Coimbra

(Rita Marnoto) 299

Nel mezzo del cammin. Jornada de Estudos Italianos

em Honra de Giuseppe Mea (Rita Marnoto) 301 Attività dell’Istituto Italiano di Cultura di Lisbona Il debito della lusitanistica italiana verso il Prof. Giuseppe Carlo Rossi (Maria Luisa Cusati) 303 Un altare dello scultore genovese Pasquale Bocciardo per il Seminario Maggiore di Coimbra (Fausta Franchini Guelfi) 315 Luciana Stegagno Picchio in memoriam (Maria João Almeida / Giona Tucini) 329 Carmen Radulet in memoriam (Manuel Simões) 333

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Recensões 281 Angelo D’Orsi, Il Futurismo tra

cultura e politica. Reazione o ri-voluzione? Con antologia di testi, Roma, Salerno, 2009, pp. 337 A todos aconselho – aos jovens em particular – a leitura do livro de Angelo D’Orsi sobre o Futu-rismo, porque diz qual é o estado de coisas (ou melhor, qual era), quanto à vanguarda italiana de início de século e à sua precisa contextura política. Depois de uma introdução em que a hermenêutica gramsciana é oportunamente colocada no centro do discurso, o livro arti-cula-se numa primeira série de capítulos dedicada aos elos que ligaram o Futurismo, no plano histórico, quer ao nacionalismo, quer ao arditismo, quer ao fas- cismo, e noutra série de capítu-los que delineia o percurso do meteórico Partido Futurista Ita- liano e aprofunda o belicismo fu-turista, face às diversas situações que se perfilam entre a Guerra da Líbia, a Grande Guerra, o 1919, etc., procurando também com- preender as franjas ultra-minori- tárias de um Futurismo de es-querda e descrever o crepúsculo do Futurismo, com o regime de Mussolini, ou melhor, o seu

triunfo ambiguamente institucio-nal. Segue-se uma cronologia pormenorizada e uma antologia de textos verdadeiramente signi-ficativa, sobretudo para quem não é especialista. Na verdade, o maior mérito do volume é a clareza que carac- teriza não só a forma de exposi-ção adoptada, como também as posições tomadas. D’Orsi, que assim segue, nobremente, os ras- tos de Bobbio, considera funcio- nal a distinção entre direita e es- querda para compreender a his-tória e a política, sem hesitações ao situar o Futurismo, com abun-dância de documentação, no campo da cultura direitista. Neste ponto, a clareza é essencial: as operações de uma certa esquerda, empenhada em interpretar o Fu-turismo, pelo menos na sua forma originária, como um movimento artístico revolucionário, não ne- cessariamente vinculado ao pen-samento-acção de direita que estruturou o século XX europeu (ou a sua primeira metade), são tentativas falhadas. O Futurismo é a vanguarda da filosofia/prática da violência, da guerra, do assalto, da virilidade, da penetração e do arrombamento, do não-igualita-rismo, da modernidade como

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282 Estudos Italianos em Portugal massacre, da estetização da força como esplendor primitivo dos

machos

àristoi e, portanto, para-digma de governo das massas. D’Orsi faz bem, ao citar com fre-quência Mario Morasso e o seu nietzschianismo, que pode não ser bonito, mas é facilmente assi-milável. E também faz bem, ao evidenciar o papel central que cabe à exaltação da guerra nas vi- cissitudes do Futurismo e de Ma-rinetti, desde o Manifesto de

Fundação, de 1909, até ao fúne-bre, que dá pena, Quarto d’ora di

poesia della X Mas de 1944. O flirt

com o massacre, que identifica a modernidade, é luxúria futurista até às entranhas. O êxtase repul-sivo da chacina e do sangue que conota a cultura do grupo reu-nido em torno da revista Lacerba, de Florença, e as posições de Ma-rinetti, são unha com carne. Em suma, a Itália foi a van-guarda do fascismo, ou antes, dos fascismos europeus, e foi a van-guarda da vanguarda, tendo-a inventado com o Futurismo e tendo-a definido, enquanto tal, como destrudo estética e sócio-an- tropológica. Esta é cultura de di-reita do século XX. Só que, se Benn, Céline, Pound ou Cio-ran, pese embora a diversidade dos seus percursos ideológicos e biográficos, foram grandes escri- tores, Marinetti e quantos o ro-dearam foram medíocres, sem sombra de dúvida, pelo que diz respeito aos resultados da sua obra artística. D’Orsi, no campo esté-tico, não assume frontalmente um juízo de valor, e, portanto, é a mim que cabem estas afirma-ções finais, em tom conclusivo. Quero dizer que, quanto ao Futurismo, também em momento de aniversário e celebrações é ne- cessário conservar clareza de vis-tas e disponibilidade de espírito para avaliar criticamente. Se a Itá-lia teve, historicamente (e talvez ainda o tenha) o genial privilégio de propor a vanguarda política do pior, não é caso para dourar a pílula. E reconheçamos serena-mente que é sempre possível

melhorar. ROBERTO GIGLIUCCI.

Referências

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