Assuntos
marítimos
e pescas
D A U N I Ã O
E U R O P E I A
temos de saber gerir os mares
e oceanos e, mais do que nunca,
fazê-lo com inteligência
Salvaguardar
o futuro dos
nossos mares
e assegurar
uma nova
prosperidade
Uma economia marítima inteligente é uma economia
marítima sustentável . . . .3 A abordagem da UE. . . .4 O que faz a UE . . . .6 As próximas etapas. . . 10 Ligações . . . 12
COMPREENDER
AS POLÍTICAS
DA UNIÃO EUROPEIA
Compreender as políticas da União Europeia: Assuntos marítimos e pescas
comissão europeia
Direção-Geral da comunicação informação dos cidadãos 1049 Bruxelas
BÉLGicA
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manuscrito atualizado em setembro de 2016 capa e imagem da página 2: ©istockphoto/dswebb 12 p. — 21 × 29,7 cm print isBn 978-92-79-55907-5 doi:10.2775/41763 nA-04-16-152-pt-c pDF isBn 978-92-79-55888-7 doi:10.2775/65544 nA-04-16-152-pt-n
Luxemburgo: serviço das publicações da união europeia, 2016
Printed by Bietlot in Belgium © união europeia, 2016
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descreve a ação da União Europeia em vários domínios, asrazões da sua intervenção e os resultados obtidos. A coleção está disponível em linha:
http://europa.eu/pol/index_pt.htm
http://europa.eu/!bY34KD
como funciona a união europeia Dez prioridades para a europa os pais fundadores da união europeia Ação climática Agricultura Ajuda humanitária e proteção civil Alargamento Alfândegas Ambiente Assuntos marítimos e pescas
Bancos e fi nanças comércio concorrência consumidores cooperação internacional e desenvolvimento cultura e audiovisual educação, formação, juventude e desporto
emprego e assuntos sociais energia Fiscalidade Fronteiras e segurança investigação e inovação Justiça, direitos fundamentais e igualdade mercado interno mercado único digital migração e asilo orçamento política externa e de segurança política regional saúde pública segurança alimentar transportes união económica e monetária e o euro
os mares e os oceanos são essenciais para a vida humana por várias razões. regulam o nosso clima e ao longo dos séculos têm sido utilizados quer como fonte de alimento quer para o transporte e fins recreativos. Hoje em dia, graças ao progresso tecnológico, os mares e oceanos podem ainda dar-nos produtos farmacêuticos e minerais e constituir uma fonte de energia praticamente inesgotável — desde que os exploremos de forma responsável, utilizemos métodos seguros e sejamos cautelosos e justos.
não menos crucial é o valor económico do mar na nossa sociedade. Hoje em dia, 3% a 5% do produto interno bruto (piB) da ue provém do setor marítimo. 90% do comércio externo e 43% do comércio interno da ue faz-se por via marítima. o setor europeu da construção naval representa 10% da produção mundial e é o mais importante em termos de valor da produção. Quase 100 000 embarcações estão operacionais na europa, quer no setor das pescas, quer no da aquacultura. e, a par destas indústrias tradicionais, está-se a assistir ao rápido desenvolvimento de atividades mais recentes, como a extração mineira e os parques eólicos.
Assim, a comissão europeia vai investir mais de 7,5 milhões de euros para fomentar a inovação e criar
emprego nos setores marinho e marítimo. os fundos serão disponibilizados ao abrigo do Fundo Europeu para
os Assuntos Marítimos e as Pescas e distribuídos por
convites à apresentação de propostas nos principais domínios em que a ação da união europeia pode ter maior impacto: competências, criatividade e tecnologia. tal como a comissão reconheceu na sua comunicação sobre a inovação na economia azul, a inovação em setores como a aquacultura, a biotecnologia ou a energia dos oceanos é indispensável para que a economia azul possa prosperar.
para além de estimular a economia marítima,
a comissão europeia também se esforça por assegurar que a nossa exploração dos mares continua a ser rigorosamente sustentável e que não obsta ao
crescimento do valioso património marítimo da europa. parte-se da premissa de que, ao invés de se excluírem, a proteção do ambiente e o crescimento económico estão interligados e são interdependentes.
A exploração insustentável ameaça o equilíbrio delicado dos ecossistemas marinhos, a disputa pela utilização do espaço marítimo é cada vez mais feroz e tanto a fauna marinha selvagem como as atividades que dependem do mar sofrem as consequências dos danos ambientais e da perda de diversidade.
se bem que uma política comum das pescas atualizada continue a ser o pilar da captura racional e equitativa de pescado, a nossa abordagem integrada ao sistema marinho procura responder de forma coerente à multiplicidade de desafios com que são hoje confrontados os mares da europa: da poluição à sobrepesca, da urbanização à erosão costeira, da segurança à proteção. para o efeito, a comissão facilita a cooperação intersetorial e transfronteiras de todos os intervenientes no setor marítimo, a fim de garantir o desenvolvimento da economia marítima europeia, adequa a gestão às especificidades de cada bacia marítima e, sempre que pertinente, faculta instrumentos comuns que podem ajudar os países da ue a aplicar estratégias nacionais modernas e adequadas.
Uma economia marítima inteligente
é uma economia marítima sustentável
PRINCIPAIS PRODUTORES MUNDIAIS (2013) (CAPTURAS E AQUACULTURA)
A maior parte das capturas faz-se no oceano Atlântico Oriental e no mar Mediterrâneo.
capturas Aquacultura produção total % do total
Total 93 563 269 97 133 707 190 696 976 100,00% china 16 557 949 57 113 175 73 671 124 38,63% indonésia 6 120 137 13 147 297 19 267 434 10,10% índia 4 645 182 4 554 109 9 199 291 4,82% Vietname 2 803 800 3 294 480 6 098 280 3,20% UE-28 4 841 560 1 211 259 6 052 819 3,17% peru 5 876 322 125 693 6 002 015 3,15% euA 5 242 379 441 098 5 683 477 2,98% Japão 3 741 959 1 027 185 4 769 144 2,50% mianmar 3 786 840 930 780 4 717 620 2,47% Filipinas 2 335 404 2 373 386 4 708 790 2,47% rússia 4 351 209 155 540 4 506 749 2,36% noruega 2 228 513 1 247 865 3 476 378 1,82% Bangladeche 1 550 446 1 859 808 3 410 254 1,79% chile 2 288 847 1 045 718 3 334 592 1,75% outros: (*) 27 192 695 8 606 314 35 799 099 18,77% (volume em toneladas de peso vivo e em percentagem do total)
(*) estimativa da FAo.
como o mar é um sistema já de si elaborado que a multiplicidade de atividades humanas tornaram ainda mais complexo, a comissão atua simultaneamente em várias frentes. reformulou a sua política comum das pescas de forma a restringir as capturas aos níveis determinados pelos cientistas, estabeleceu planos a longo prazo para a recuperação das unidades populacionais enfraquecidas e definiu um calendário para a eliminação gradual da rejeição de pescado através de uma série de instrumentos e soluções técnicas. A gestão é especificamente adequada a cada região e bacia marítima. os peixes pescados fora da ue por pescadores europeus são capturados apenas dentro de margens de segurança científica e só depois de as populações locais terem satisfeito as suas necessidades de pescado.
para a comissão, é prioritário melhorar o conhecimento tanto sobre o estado das unidades populacionais (indispensável para qualquer decisão de gestão), como sobre o mar em geral: profundidades, organismos vivos, sedimentos, correntes, etc. A comissão está a criar as condições necessárias para que as autoridades responsáveis pela vigilância possam partilhar dados em tempo real e assim melhorar as operações de resgate e a luta contra a criminalidade. criou igualmente um quadro jurídico para que os estados-membros da ue possam planear a sua utilização do espaço marítimo ou múltiplas utilizações do mesmo espaço.
A abordagem da UE
Estão em atividade, na Europa, quase 100 000 embarcações de pesca. © i stockphoto/ sava AlexandruA União Europeia promove a pesca sustentável.
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CAPTURAS TOTAIS POR ESTADO-MEMBRO (2013)
Quatro países (Dinamarca, Espanha, França e Reino Unido) representam mais ou menos quase metade das capturas daUnião Europeia.
A nível internacional e nas relações bilaterais, a ue promove os princípios de uma pesca sustentável, da proteção da biodiversidade e de uma gestão responsável e projeta-os à escala mundial. É a impulsionadora da recuperação das unidades populacionais de atum rabilho e a principal força motriz na luta contra a pesca ilegal. no que diz respeito à pesca ilegal, a ue faz valer não só a sua influência política como também o seu peso comercial, recusando a importação de produtos que não respeitam as regras internacionais. este sistema de vanguarda, concebido para combater a pesca ilegal, não declarada e não regulamentada, tornou-se um exemplo a nível mundial. É claro que a transição para a pesca sustentável e a criação de uma economia azul inteligente necessitam de investimento, e este é facultado pela comissão através de um apoio financeiro adequado. entre 2014 e 2020, 6,5 mil milhões de euros irão financiar projetos no domínio marítimo e promover a diversificação, a inovação e o crescimento sustentável (ver igualmente «As próximas etapas»).
(volume em toneladas de peso vivo e em percentagem do total) es 904 126 18,67% DK 668 338 13,80% uK 617 592 12,76% Fr 528 732 10,92% nL 324 370 6,70% ie 246 240 5,09% De 219 001 4,52% pL 195 477 4,04% pt 194 610 4,02% se 176 789 3,65% it 172 907 3,57% Fi 144 297 2,98% LV 115 759 2,39% Hr 75 267 1,55% Lt 74 803 1,55% ee 66 763 1,38% eL 63 638 1,31% Be 25 377 0,52% BG 9 535 0,20% Hu 6 472 0,13% cZ 3 761 0,08% mt 2 355 0,05% sK 1 986 0,04% ro 1 617 0,03% cY 1 166 0,02% At 350 0,01% si 232 0,005% Total UE-28 4 841 560 100,00%
Passar à pesca sustentável: a reforma
da política comum das pescas
A nova política comum das pescas entrou em vigor em 1 de janeiro de 2014. tem por objetivo global tornar a pesca sustentável do ponto de vista ambiental, económico e social. A nova política comum das pescas visa garantir a recuperação das unidades populacionais, acabar com as práticas que originam desperdícios, habilitar o setor e promover o setor da aquacultura. A pesca sustentável implica respeitar níveis de captura que não ponham em risco a capacidade de reprodução da população piscícola. A seu tempo, as unidades populacionais mais saudáveis darão azo a capturas mais abundantes, reduzindo assim o tempo e o esforço (e o combustível!) necessários para pescar: em vez depescar a todo o custo unidades populacionais cada vez mais pequenas, será possível capturar de forma racional unidades populacionais abundantes. esta prática trará uma nova prosperidade ao setor da pesca, pondo termo à sua vulnerabilidade em relação a fatores externos e à sua dependência dos subsídios públicos. por seu turno, os cidadãos poderão contar com umabastecimento estável de proteínas saudáveis e com garantia de origem.
A seguir aos objetivos de sustentabilidade, outro aspeto essencial da política é o calendário estabelecido para pôr cobro à rejeição de pescado, isto é, a prática dedeitar fora o peixe indesejado depois de capturado o calendário de eliminação, que varia em função dotipo de pesca e da bacia marítima, será aplicável, a partir de 2015, às espécies que vivem nas águas desuperfície e alargar-se-á gradualmente a todas asespécies até 2020. para simplificar e adaptar a gestão às especificidades regionais, os países terão a possibilidade de adotar medidas de conservação dosrecursos da pesca à sua escolha, ao abrigo dalegislação europeia; este processo tem em devida conta os conhecimentos da indústria e o seu papel fundamental na boa gestão do mar. As abordagens baseadas no mercado permitem que as organizações de pescadores consolidem a sua posição no mercado e obtenham mais dinheiro pelo peixe que capturam. emtodo o caso, a abordagem a longo prazo dos planos de recuperação, que abrangem alguns anos, deverá melhorar a previsibilidade do mercado e, por conseguinte, o investimento e o planeamento. esta abordagem assenta numa estratégia que visa promover a diversificação do rendimento, ajudar os pequenos operadores e impulsionar a piscicultura enquanto complemento de elevada qualidade das pescas selvagens. Quando pescam fora das nossas águas territoriais, os pescadores da ue estão sujeitos às mesmas regras de sustentabilidade: pescam dentro de limites cientificamente definidos e de uma forma que não prejudica as frotas locais.
Além disso, uma vez que é essencial dispor de informações exaustivas e fiáveis sobre o estado dos recursos marinhos para tomar decisões adequadas, foram introduzidas novas obrigações, ao abrigo das quais os países da ue devem recolher e partilhar dados científicos sobre as unidades populacionais de peixes e o impacto da pesca ao nível da bacia marítima. Quando mais saudáveis forem as unidades populacionais e mais variado o tecido económico das zonas costeiras, mais promoverão o desempenho económico sólido, o crescimento inclusivo e uma maior coesão nas regiões costeiras, contribuindo assim para a estratégia
dacomissão para o crescimento económico. para mais informações sobre a reforma, ver o sítio sobre a reforma da política comum das pescas:
(http://ec.europa.eu/fisheries/reform_pt).
O que faz a UE
PRODUÇÃO AQUÍCOLA DA UE POR TIPO DE PRODUTO (2013)
(percentagem do volume total)
Peixes de água doce (incluindo truta e salmão de viveiros de água doce)
Moluscos e crustáceos Peixes de mar
(incluindo truta e salmão de viveiros de água do mar)
43,6 % 21,8 %
34,6 %
Source: Eurostat and Eumofa.
A aquacultura representa cerca de 20% da produção pesqueira da União Europeia.
Crescimento azul: crescimento marinho
e marítimo sustentável
para vencer a crise, a europa necessita da contribuição de todos os setores da sua economia. neste contexto, os setores marinho e marítimo, a chamada «economia azul», têm um papel importante. estes setores
representam aproximadamente 5 600 000 postos detrabalho e o seu valor acrescentado bruto ascende a 495 mil milhões de euros.
no entanto, a europa poderá gerar muitos mais postos de trabalho se o investimento for efetuado no domínio adequado no momento certo. É para isso que serve a estratégia da comissão «crescimento azul». A comissão identificou os setores mais promissores, osinvestimentos mais rentáveis e as oportunidades quea europa tem de aproveitar para não se deixar ficarpara trás. Vão desde setores tradicionais como o turismo costeiro (valor acrescentado bruto anual: 183mil milhões de euros) ou a aquacultura, passando por setores em desenvolvimento como a biotecnologia marinha (valor acrescentado bruto anual: 14,1 mil milhões de euros), a setores prospetivos, como a exploração mineira dos fundos marinhos e a energia oceânica — que parecem ter grande potencial
decriação de emprego.
prevê-se que o turismo cresça em média 2% a 3% por ano (o setor dos cruzeiros deverá crescer 60% nesta década e criar 100 000 postos de trabalho), a energia renovável dos oceanos aumente quase dez vezes antes de 2020 (o setor da energia eólica ao largo deverá crescer acentuadamente, passando de 35 000 postos de trabalho em 2010 para 170 000 em 2020), e ovolume de negócios total da exploração mineira dosfundos marinhos aumente a um ritmo acelerado nos próximos dez anos.
por este motivo, a comissão aconselha as autoridades nacionais e faculta-lhes quadros jurídicos para que possam acompanhar este crescimento de forma inteligente e colher todos os benefícios o mais rapidamente possível sem causar danos ao ambiente. o crescimento azul pode ter um impacto real, concreto e positivo na economia europeia e, por conseguinte, beneficiar os cidadãos europeus. Apresentamos em seguida alguns dos instrumentos que os países da ue têm à sua disposição para preparar um futuro melhor.
Estruturas de governação bem-sucedidas:
estratégias para as bacias marítimas
Quando olhamos para a terra a partir do espaço, não vemos fronteiras nacionais ou regionais mas apenas continentes e oceanos. e é fácil de perceber porque é que as pessoas que vivem ao longo das costas de uma bacia marítima podem ter tanto em comum. A nossa política marítima centra-se nessas bacias marítimas. Ao reunir osvários intervenientes, as estratégias para as bacias marítimas são orientadas de forma precisa e direta em função das necessidades dos operadores e das pessoas noterreno. recorrem a financiamento de diversos países e fontes para concretizar objetivos comuns, avançando a passo certo para objetivos sociais, como o emprego, a acessibilidade e a qualidade de vida — uma das estratégias mais avançadas para as bacias marítimas, a estratégia para o mar Báltico, é disso um bom exemplo. uma estratégia para uma bacia marítima coloca a administração da ue, os governos nacionais, as autoridades locais, os operadores, a indústria e as organizações não governamentais em pé de igualdade, como parceiros que trabalham em conjunto para obter resultados coerentes que beneficiem as pessoas e oambiente. não implica mais dinheiro: é antesA União Europeia é membro da Comissão Internacional para a Conservação do Atum do Atlântico.
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stockphoto/Gary
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ummero mecanismo para assegurar que as verbas existentes são utilizadas de forma coerente e num quadro de longo prazo, a fim de otimizar e multiplicar os seus efeitos. por outras palavras, trata-se uma forma de gestão inteligente.
Planear cuidadosamente a utilização
do espaço marítimo: ordenamento
do espaço marítimo
por um lado, a globalização está a dar um impulso aotransporte marítimo, aos portos e à construção naval, por outro, estão a surgir novas formas de utilizar o mar, como os parques eólicos, as explorações piscícolas oua extração de minerais. Assiste-se assim a uma intensificação da concorrência pelo espaço e à potencial degradação do meio marinho. na ausência de
coordenação, a ambiguidade que caracteriza a forma como as políticas interagem pode atrasar projetos, tornar incerto o rendimento dos investimentos ou implicar encargos jurídicos elevados. em contrapartida, implantar um parque eólico transfronteiras pode ser mais eficaz e mais seguro do ponto de vista do ambiente do que construir dois em locais diferentes e mais vulneráveis. Deslocar as rotas de navegação para as afastar de zonas protegidas reduz o risco de catástrofes ambientais. estes são apenas alguns exemplos.
por estes motivos, a comissão criou um quadro de ordenamento do espaço marítimo e costeiro para que os estados-membros possam planificar a utilização do espaço e, inclusive, múltiplas utilizações do mesmo espaço Através do envolvimento coletivo e transparente de todos os intervenientes, o quadro de ordenamento do espaço marítimo da ue garante um conjunto deregras estáveis e justas, que permite que todas asatividades
nomar se desenvolvam. este instrumento já deu provas de contribuir para acelerar osinvestimentos e reduzir os encargos jurídicos e administrativos para as empresas.
Controlo do tráfego marítimo,
à semelhança do tráfego aéreo:
vigilância marítima integrada
A compartimentação conduz frequentementeà duplicação de esforços. As autoridades de vigilância marítima que controlam o tráfego comercial são distintas das que controlam o tráfico ilegal. mas na era digital não há razão para não partilhar informações. Graças ao apoio da ue, foram desenvolvidas soluções técnicas para melhorar o fluxo de informação entre as autoridades marítimas, impedindo, simultaneamente, o acesso não autorizado ao mesmo. As autoridades poderão assim combater o crime com mais eficácia e proteger de ameaças os navios mercantes e de pesca e unir forças para realizarem intervenções, melhorando não só as atividades de policiamento, mas também asoperações de salvamento. este tipo de integração também conduzirá a uma melhor utilização dos fundos públicos. © european u nion/ catrin o wen O Fundo Europeu para os Assuntos Marítimos e as Pescas contribuirá para melhorar a qualidade de vida nas regiões costeiras da Europa.
Nós e a ciência: conhecimento do meio
marinho 2020
Diz-se, frequentemente, que sabemos mais sobre a superfície da Lua do que sobre as profundezas dosnossos oceanos. É verdade: o nosso conhecimento domeio marinho tem grandes lacunas e as informações de que dispomos estão dispersas por uma multiplicidade de fontes incompatíveis e incompletas.
o «conhecimento do meio marinho 2020» reúne dados compatíveis e de boa qualidade sobre o meio marinho e coloca-os gratuitamente à disposição de todos
osinteressados. A comissão traçou já um primeiro mapa digital dos fundos marinhos da europa e está
a trabalhar com cientistas e engenheiros europeus para reunir os dados existentes e, assim, melhorar a nossa compreensão dos nossos mares e oceanos.
É evidente que as empresas necessitam de dados para desenvolver as suas atividades e aumentar a sua competitividade. no entanto, os profissionais não serão osúnicos beneficiados com um acesso mais livre aos dados. trata-se igualmente da democratização doconhecimento, que contribuirá para que os cidadãos participem nas decisões sobre as suas costas e os seus mares.
Apoiar a mobilidade e as perspetivas
de carreira
Hoje em dia, o setor marítimo não consegue encontrar um número suficiente de pessoas com as qualificações, aptidões e experiência de que necessita. uma crescente escassez de profissionais do setor inibe o crescimento das indústrias marítimas na europa. isto
é particularmente inaceitável numa altura de elevado desemprego na europa. A política marítima está a tentar encontrar resposta para os problemas existentes, como a excessiva especialização setorial daformação (por exemplo, exclusivamente no setor dapesca), as reduzidas oportunidades de mobilidade e aincerteza das perspetivas de emprego.
para aumentar a atratividade do emprego no setor marítimo, a comissão vai reforçar a mobilidade profissional entre setores e entre países e centrará a atenção nas qualificações marítimas que serão indispensáveis no futuro e não nos níveis deconhecimento atualmente necessários.
A «economia azul» europeia assegura mais de cinco milhões de postos de trabalho. © i stockphoto/swetta © i stockphoto/Guenther Dr . Hollaender
A estratégia para o mar Báltico é uma história de sucesso da União Europeia, que uniu vários países em torno de objetivos comuns.
Uma nova abordagem para a gestão
dos oceanos
A estratégia «crescimento azul» da união europeia permite que as atividades marítimas se desenvolvam, mantendo, em simultâneo, padrões elevados de proteção do ambiente. A ue tem vindo a registar bons progressos para atingir um bom estado ambiental das suas águas até 2020. o seu objetivo de transformar 10% dos nossos mares e oceanos em zonas marinhas protegidas até 2020 e de subordinar todas as águas daue a um ordenamento do espaço marítimo até 2021 está a meio caminho de ser concretizado.
no entanto, a ue não pode fazer tudo sozinha.
Asameaças aos nossos oceanos têm vindo a aumentar. Asalterações climáticas, a acidificação dos oceanos, a sobrepesca e a poluição não conhecem fronteiras e prevê-se que venham a aumentar.
É necessária uma ação internacional coletiva, tendo emconta, sobretudo, que 60% dos oceanos não fazem parte da nossa jurisdição. estas águas são, por definição, uma fonte «partilhada» de minerais, algas marinhas e peixes. como se pode proteger estes recursos e garantir a sua sustentabilidade? sabemos realmente o que se passa no mundo? As regras estão a ser respeitadas?
no início de 2015, as nações unidas chegaram a consenso quanto ao desenvolvimento de um novo acordo de execução sobre a diversidade marinha
naszonas que se encontram fora das jurisdições nacionais. uma vez concluído, este instrumento garantirá que a convenção das nações unidas sobre o Direito do mar, estabelecida há cerca de 30 anos, reúne as condições para responder aos desafios do presente. Ainda em 2015, a comunidade internacional adotou os objetivos de desenvolvimento sustentável. o objetivo 14 determina claramente: «conservar e utilizar de forma sustentável os oceanos, mares e recursos marinhos, com vista ao desenvolvimento sustentável».
no entanto, no que respeita à gestão sustentável dos oceanos, há ainda lacunas. A ue já desempenha um papel importante na maioria dos fóruns marítimos internacionais. A comissão europeia dispõe agora de um mandato claro para intervir na definição da governação internacional dos oceanos nas nações unidas e noutras instâncias multilaterais, bem como a nível bilateral com parceiros importantes à escala mundial, com vista a garantir um quadro melhorado e mais sustentável e que seja mais eficazmente aplicado. este processo conduzirá, nomeadamente, à publicação de uma comunicação da comissão
europeia sobre a governação dos oceanos e a economia azul. A iniciativa reforçará a luta da ue contra a pesca ilegal e a poluição do meio marinho, fomentará os organismos regionais de pesca, colmatará lacunas jurídicas, dará azo a uma cooperação mais eficaz, reforçará os mecanismos de execução e permitirá investir na investigação e no conhecimento dosoceanos.
As próximas etapas
© istockphoto/vm A procura de produtos do mar aumenta incessantemente.a comissão faz diminuir a pressão exercida sobre as unidades populacionais de peixes, dando-lhes tempo para recuperarem, o fundo auxilia os operadores a modernizar os seus métodos de pesca, procurar formas de aumentar o valor das suas capturas ou encontrar alternativas à pesca: por exemplo, podem optar pela substituição de redes de pesca por artes mais seletivas para reduzir as capturas acessórias ou pelo desenvolvimento de novas tecnologias suscetíveis dediminuírem o impacto da pesca e da aquacultura noambiente.
ou seja, são elegíveis projetos que estimulem a inovação e a diversificação económica, que criem novos postos de trabalho ou melhorem a qualidade de vida. no passado, as iniciativas das bases para o topo em domínios como a transformação, o fornecimento de refeições e o turismo, deram excelentes resultados e, por isso, são agora fortemente encorajadas. por seu turno, os pequenos pescadores, os jovens pescadores e a pesca local beneficiam de uma atenção especial e da intensificação dos auxílios.
o fundo procura também desenvolver a aquacultura da europa de uma forma sustentável. premeia a inovação e fomenta novos ramos da aquacultura, por exemplo, a não alimentar. Visa melhorar o sistema de recolha de dados e os programas de controlo, a fim de assegurar o respeito das regras relativas à pesca responsável e sustentável.
contudo, o fundo não visa unicamente promover a sustentabilidade e um bom desempenho económico. É também um instrumento ao serviço da agenda social da comissão. os cônjuges, que assumem
frequentemente um papel fundamental nas empresas de pesca familiares, podem agora obter apoio para formação ou para outras atividades económicas
AS 15 PRINCIPAIS ESPÉCIES CAPTURADAS PELA UNIÃO EUROPEIA (2013)
O arenque-do-atlântico e a espadilha são as espécies mais capturadas na União Europeia.
© istockphoto/ ekaterina Krasnik ova A aquacultura emprega cerca de 65 000 pessoas na União Europeia.
Um instrumento financeiro adaptado e moderno o Fundo europeu para os Assuntos marítimos e as pescas, dotado de 6,5 mil milhões de euros, abrange o período de2014 a 2020. este fundo, que veio substituir o Fundo europeu das pescas, agrupa também uma série defundos auxiliares num único instrumento. A carga administrativa foi reduzida, para que osbeneficiários tenham facilmente acesso aofinanciamento.
o Fundo contribui para a realização dos ambiciosos objetivos da política comum das pescas. À medida que
(volume em toneladas de peso vivo e em percentagem do total) Arenques 716 043 14,8% sardas e cavalas 450 246 9,3% espadilha 337 676 7,0% sardinha 243 376 5,0% carapau 190 193 3,9% Gaiado 163 134 3,4% pescada 154 703 3,2% Bacalhau 142 229 2,9% pequenos pelágicos 132 144 2,7% Atum-albacora 128 127 2,6% Verdinho 122 378 2,5% tubarões 112 350 2,3% solha 95 231 2,0% Biqueirão 90 567 1,9% Vieira 80 458 1,7%
relacionadas com a pesca. As organizações de produtores beneficiam de ajudas para planear
a produção e comercializar os seus produtos de forma a satisfazer as expectativas de um público cada vez mais exigente.
para além das pescas, são igualmente tidos em consideração projetos científicos como a criação de um mapa de alta resolução dos fundos marinhos europeus ou a disponibilização de dados sobre o meio marinho a empresas e investigadores em toda a europa. merecem especial atenção projetos como o ordenamento do espaço marítimo, a vigilância marítima integrada e o conhecimento do meio marinho que, por meio da cooperação e coordenação entre setores, podem ajudar a evitar duplicações e reduzir os custos. É ainda possível tirar partido de uma série de outros fundos da comissão, que podem ser utilizados
na investigação e na inovação relacionadas comqualquer aspeto da economia azul. o Fundo europeu para os Assuntos marítimos e aspescas é utilizado para cofinanciar projetos comosestados-membros de acordo com o princípio da«gestão partilhada». cada governo nacional elabora um programa operacional para o período em questão, especificando como tenciona utilizar os fundos que lhe são atribuídos. Após a aprovação do programa pela comissão, cabe ao estado-membro decidir quais osprojetos que beneficiarão dos fundos. tanto a elegibilidade dos projetos como a execução
doprograma são monitorizados pelos estados-membros e pela comissão.
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Ligações
isBn 978-92-79-55907-5 doi:10.2775/41763
u As dez prioridades da Comissão Europeia: http://ec.europa.eu/priorities/index_pt
u Reforma da política comum das pescas: http://ec.europa.eu/fisheries/reform/index_pt.htm. u Política marítima integrada: http://ec.europa.eu/maritimeaffairs/policy/index_pt.htm u ATLAS dos MARES: http://ec.europa.eu/maritimeaffairs/atlas/index_pt.htm