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GESTÃO

EM EAD: aspectos

didático-pedagógicos e administrativos

Para citar este texto:

ALVES, Carina. GESTÃO EM EAD: aspectos didático-pedagógicos e administrativos. Diretoria de Extensão e Pós-Graduação. Anhanguera Educacional, 2012.

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Publicação: Março de 2012

© DIREITOS RESERVADOS - Proibida a reprodução total ou parcial desta publicação sem o prévio consentimento, por escrito, da Anhanguera Educacional.

DIRETORIA DE EXTENSÃO E PÓS-GRADUAÇÃO

Silvio Cecchi

Correspondência/Contato

Alameda Maria Tereza, 2000, Valinhos, São Paulo, CEP. 13.278-181.

PREPARAÇÃO GRÁFICA

Lusana Veríssimo

Renata Galdino PARECER TÉCNICO

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APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA

Nesta disciplina partiremos da concepção da Gestão da Educação a Distância expressa no princípio estratégico de uma concepção administrativa e pedagógica da EAD, objetivaremos apresentar o que se refere desde a gestão das práticas pedagógicas e administrativas na implantação de um curso em EAD até a avaliação dos procedimentos, advindos na construção do material didático, gestão de polos, tutorias entre outras variáveis a partir da integração das mídias educacionais e de uma visão gestora mais adequada e eficaz ao modelo da educação a distância que se quer implementar.

AULA 1

Gestão, concepção e pressupostos

fundamentais da EAD.

OBJETIVO

1. INTRODUÇÃO

As tecnologias do mundo atual entraram no campo da educação num processo irreversível. Assim, pensar um sistema de gestão de educação a distância (EAD) que proporcione uma prática pedagógica inovadora e viável academicamente, exigirá competência técnica e decisão do gestor de priorizar os parâmetros que favoreçam a construção de redes cooperativas e interativas, com o objetivo de apoiar a produção do conhecimento e o desenvolvimento humano.

Ao gestor é importante, neste momento, conhecer o potencial das tecnologias disponíveis à educação; avaliar a implantação de atualizações, inovações e conservar o que é permanente em educação; sensibilizar a equipe para as mudanças necessárias; identificar parceiros nas áreas públicas e privadas; envolver-se no desenvolvimento da produção técnica e pedagógica dos cursos; conhecer o processo de registro/arquivo de dado-certificados e a formação que se deve atingir no alunado.

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polos ou núcleos de atendimento. Assim sendo, para ser gestor em EAD são necessários alguns requisitos, como: conhecimento multifacetado, flexibilização, comportamento colaborativo e permitir tomadas de decisões em equipe, além de conhecer aspectos legais, concepções, pressupostos pedagógicos, logísticos e mercadológicos.

O exercício da gestão em EAD requer competências, habilidades e atitudes específicas deste gestor que se defrontará todos os dias com novos desafios iterados pela globalização, descentralização (inclusive do poder de gestão),

terceirização e inovação.

Capítulo 1: Gestão, concepção e pressupostos

fundamentais da EAD.

Para iniciarmos nossa discussão a respeito da gestão em EAD partiremos, inicialmente, dos aspectos legais que basearão muitas decisões do gestor na concepção e pressupostos que fundamentarão um curso e nortearão as definições pedagógicas e técnicas.

Iniciaremos pela LDB 9394/96, em que surgiram as primeiras intenções legais para a criação de oferta de cursos a distância, pois nela encontramos contempladas três modalidades de ensino: presencial, semipresencial e a distância, todas com o objetivo de obter à realização do processo de aprendizagem do educando em sua formação de competência cognitiva e competência social/afetiva. Devemos observar a competência social e afetiva sendo apontada até mesmo na modalidade a distância, sugerindo, desde então, a necessidade de processos interativos.

A modalidade de educação presencial é fundamentada em um modelo ordenado e organizado para o ensino. Nesta modalidade o tempo, o espaço e a presença do educador e do educando são fatores fundamentais e as relações de ensino e aprendizagem só ocorrerão se todas essas variáveis estiverem presentes e atingirem o cumprimento de cronogramas de conteúdos pré-estabelecidos.

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há inúmeras variedades de situações educativas, diferentemente do presencial, não ocorre somente em um espaço físico e tempo definido e a flexibilidade da metodologia possibilita ao professor rever a estrutura de ensino a favor da aprendizagem, colocando os educandos como coparticipantes e colaboradores na garantia da qualidade do processo educacional em que estão inseridos. Na modalidade de Educação a Distância, os conceitos de tempo e espaço são sucumbidos e surge uma nova possibilidade de ajustamento do processo educacional às necessidades do mercado, ocorrendo uma relação triangular entre educando/sociedade/tecnologia.

Apesar da distinção nas modalidades, definidas pela LDB, a modalidade a distância trás, na sua normatização, a necessidade da presencialidade dos alunos, em horário e local determinados, como obrigatória. No Decreto nº 2494/98, ocorre o apontamento para fins de promoção, certificação ou diplomação que somente se daria por meio de avaliações presenciais. Assim, conseguimos identificar que a distinção entre presencial e a distância não significa necessariamente uma

Você já pensou na distinção dos significados Distância e Presencial:

Significado: "a distância"

Segundo o dicionário Houaiss, a Distância é o espaço entre dois corpos; espaço muito grande que separa dois seres, dois objetos, dois lugares; intervalo de tempo decorrido entre dois instantes. Significado: "presencialidade"

Segundo o dicionário Houaiss, presença é o fato de alguém estar em algum lugar, opõe-se a

ausência, que é a falta, a lacuna, o vazio.

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ausência dos docentes e discentes no processo de ensino e aprendizagem. Uma aula a distância pode ser rica no conteúdo e propiciar interatividade que

permitirá a “presencialidade” por meio de recursos tecnológicos.

Na Educação a Distância, assim como na presencial, os cursos de graduação são norteados por Leis, Diretrizes e Portarias que regulamentam e controlam sua implantação e execução, a saber: inicia-se com a Lei 9394/96 onde a EAD é considerada a partir do artigo 5º, parágrafo 5º quando, de forma indireta, postula que "para o cumprimento da obrigatoriedade de ensino, o Poder Público criará formas alternativas de acesso aos diferentes níveis de ensino, independentemente da escolarização anterior".

Há ainda referencias a EAD, no que tange a graduação:

Art 47 - Na educação superior. § 3º - É obrigatória a frequência de alunos e professores, salvo nos programas de educação a distância.

No titulo VIII, que tratada especificamente das disposições gerais, traz:

Art 80 - O poder público incentivará o desenvolvimento e a veiculação de programas de ensino a distância, em todos os níveis e modalidades de ensino e de educação continuada.

§ 1º - A educação a distância, organizada com abertura e regime especiais, será oferecida por instituições especificamente credenciadas pela União.

§ 2º - A União regulamentará os requisitos para a realização de exames e registro de diploma relativo a cursos de educação a distância.

§ 3º - A norma para a produção, controle e avaliação de programas de educação a distância e a autorização para sua implementação, caberá aos respectivos sistemas de ensino, podendo haver cooperação e integração entre os diferentes sistemas.

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I - custos de transmissão reduzidos em canais comerciais de radiodifusão sonora e de sons e imagens;

II - concessão de canais com finalidade exclusivamente educativa;

Posteriormente, sugiram algumas regulamentações da EAD no Brasil, como a normatização pelo Decreto nº 2494, de 10 de fevereiro de 1998 (publicado no D.O.U. de11/02/98), Decreto n. º 2561, de 27 de abril de 1998 (publicado no D.O.U. de 28/04/98) e pela Portaria Ministerial n. º 301, de 07 de abril de 1998 (publicada no D.O.U. de 09/04/98). De acordo com o Art. 2º do Decreto n. º 2494/98, "os cursos a distância que conferem certificado ou diploma de conclusão do ensino fundamental para jovens e adulto, do ensino médio, da educação profissional e de graduação serão oferecidos por instituições públicas ou privadas especificamente credenciadas para esse fim."

Para oferta de cursos a distância dirigida à educação fundamental de jovens e adultos, ensino médio e educação profissional de nível técnico, o Decreto n. º 2561/98 delegou competência aos órgãos do sistema municipal ou estadual responsáveis pelo credenciamento de instituições e autorização de cursos. A graduação e pós-graduação na instituição vinculada ao sistema federal de ensino, o credenciamento deverá ser feito pelo Ministério da Educação.

No Plano Nacional de Educação 2001-2010, Lei nº 10172/01, a Educação a Distância é contemplada dentro das Modalidades de Ensino, em nº 6

Educação a Distância e Tecnologias Educacionais, onde está enfatizada a necessidade de ampliar-lhe a conceituação "para poder incorporar todas as possibilidades que as tecnologias de comunicação possam propiciar a todos os níveis e modalidades de educação, seja por meio de correspondência, transmissão radiofônica e televisiva, programas de computador, internet, seja por meio dos mais recentes processos de utilização conjugada de meios, como a telemática e a multimídia".

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Contudo esta não é a única das habilidades, pois para o exercício competente

desta função, Polak (2004) afirma que compete ao gestor também:

“Prover o aporte e o controle dos recursos

financeiros bem como a prestação de contas à sua Instituição ou ao parceiro. Prover o quadro de colaboradores capacitando-os adequadamente. Supervisionar as equipes de produtoras de materiais didáticos, fazendo cumprir os prazos pré-estabelecidos. Contratar serviços especializados para produção de recursos didáticos. Garantir que os colaboradores estejam disponíveis em horários e locais previamente definidos com o intuito de atender a clientela com qualidade. Monitorar e avaliar os processos assegurando a credibilidade dos mesmos bem como detectando os gargalos existentes. Selecionar materiais de instrução. Assegurar a estrutura de ensino adotada. Definir a área de abrangência; realizar capacitações com a tecnologia de ensino escolhida. Prover a logística do

processo, e outras.” (p. 8 e 9).

Na EAD há uma tendência do deslocamento do poder, muitas vezes com a inversão da pirâmide organizacional, tendo em vista a necessidade da horizontalização da gestão, sendo o gestor o eixo articulador que pode garantir o trabalho em rede e a parceria. (LIMA, 2006)

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Saiba mais sobre Lameira e col. (s/d), em A desverticalização das organizações, acessando:

Ainda no mesmo artigo você encontra ARAÚJO (2006) citando Frank Ostroff como um dos estudiosos da gestão horizontal, que considera diversas maneiras de transformar a organização e, para implementar uma gestão horizontalizada, sugere:

1. promover mudanças no desenho – estudar apenas os processos que atravessam a organização. Processos ou tarefas isoladas não devem fazer parte das preocupações do gestor;

2. designar proprietários (owners) para gerir o processo. Esse proprietário não precisa ser o chefe, mas ter competência para agregar valor ao processo, propor alterações e contribuir de forma positiva com a organização;

3. trabalhar com equipes;

4. reduzir a hierarquia e eliminação de tarefas que não agregam valor ou que não concedam autoridade aos membros da equipe para tomar decisões nas atividades que estão conduzindo;

5. promover o empowerment dando poder, instrumentos, capacitação e responsabilidades a cada membro da equipe;

6. usar a tecnologia da informação para ajudar as pessoas e oferecer contribuição de valor ao cliente;

7. dar ênfase na competência múltipla – desenvolvimento de pessoas, descoberta de talentos, profissionais em busca de excelência;

8. pensar, ousar, enfrentar desafios – o novo modelo exige respostas rápidas e resultados positivos;

9. treinar pessoal em funções específicas para promover a interação permanente entre equipes em diversos processos;

10. medir resultados – dos consumidores, do corpo funcional, grau de contribuição para os resultados financeiros;

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Observando essa mesma característica Galbraith (1995) salienta que os processos empresariais podem ser verticais ou horizontais. Os verticais referem-se, por exemplo, ao planejamento e ao orçamento empresarial e se relacionam, na maioria das vezes, com a alocação de recursos. Já processos horizontais são desenhados tendo por base o fluxo de trabalho e são criados para a coordenação de atividades que se espalham por várias unidades organizacionais.

Na gestão do sistema de EAD a multidisciplinaridade, a comunicação interativa e a ética são bases do trabalho que exige supervisão, orientação e avaliação contínua, por profissionais competentes e flexíveis.

Assegurar-se uma sintonia entre a legislação, a gestão e o contexto social onde se dá o processo de aprendizagem acarretam no enriquecimento da gestão da EAD, e assim decorre não apenas do suporte midiático, mas sim de todo um esforço coletivo e colaborativo para a aprendizagem do aluno e o cumprimento dos objetivos estabelecidos.

http://www.cinted.ufrgs.br/ciclo9/artigos/12eLuizOtoni.pdf

Para entendermos melhor a questão da Gestão na Educação a Distância é importante resgatarmos um pouco a história da evolução dos modelos de

administração (gestão). Em Chiavenato (1983), a revolução industrial trouxe consigo possibilidades de evolução do campo da administração. Ele afirma que o avanço tecnológico conjugado a uma ruptura com os modelos medievais possibilitados pela Revolução Industrial trouxe para a administração as O artigo indicado apresenta relato de

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organizações e as empresas modernas. A substituição de um modelo manufaturado para o industrial desse período cria um significativo processo de racionalização da sociedade, tanto no campo do trabalho como em outras esferas sociais. Tal racionalização gerou a administração de processos.

Chiavenato (1983) afirma que as organizações militares também influenciaram diretamente as transformações no campo das indústrias e estimularam o surgimento de uma administração científica. A administração científica tem o intuito de racionalizar a

produção e aumentar a produtividade e, assim, como afirma Garay (2000), buscam maior clareza dos fatores envolvidos no processo de trabalho: divisão social e técnica do trabalho entre direção e execução, controle dos tempos e movimentos dos trabalhadores, planejamento de tarefas e cargos, gerenciamento de fluxos e processos, etc.

Os estudos de ciência da administração nos ajudam a compreender processos na gestão, como: decisórios, informacionais, burocráticos, comportamentais e motivacionais, além de variáveis, como: liderança, competitividade, empregabilidade, empreendedorismo e qualificação profissional.

Assim como todas as instituições, a Instituição Educacional (pública ou privada) busca no modelo industrial uma organização do trabalho, na garantia de melhores resultados; Desta forma, os gestores da educação, inclusive e principalmente os da EAD, empregam conhecimentos ou estratégias administrativas resultantes de esforços dos pioneiros da administração científica.

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Notamos que as raízes da gestão educacional e, especificamente, a gestão da educação a distância, penetram-se e alimentam-se basicamente na teoria geral da administração, consolidada no século XX.

Para Belloni (2001); Mill (2002, 2006) as principais decisões, como: planejar, organizar, dirigir e controlar, e recursos como: instalações, espaço, tempo, dinheiro, informações e pessoas, estão evidenciados na gestão da educação em geral e, particularmente, na gestão da EAD.

A gestão de sistemas de EAD precisa contemplar aspectos de planejamento, organização, direção e controle do processo – considerando a disponibilidade de recursos materiais, físicos, técnicos ou humanos. Portanto, para um gestor em EAD criar condições para a realização de um bom programa de formação a distância, ele deve planejar e organizar adequadamente todo o sistema de funcionamento das etapas e, também, dirigir/coordenar e controlar todos os fatores envolvidos no fluxo das atividades dos cursos de EAD. Ou seja, ele precisa gerir o dinâmico e complexo processo de formação que envolve a EAD. Algumas orientações são importantes ao gestor de EAD e estas partirão de concepções da administração científica mais abrangente.

Utilizaremos de Roldão (2004), onde ele resume o ciclo dinâmico da gestão de projetos, que precisam ser considerados pelo gestor de EAD em alguns passos, que são:

1º. Estabelecer os objetivos do projeto (ex.: implantação de um curso de graduação).

2º. Planejar, executar e controlar o projeto.

Roldão (2004) sugere que, nesse processo, o gestor leve em conta o tempo disponível, os recursos humanos e técnicos, além de aspectos de custo/benefício e de qualidade, resultando os produtos finais.

3º. Planejamento estratégico e suas etapas.

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acompanhamento e, claro, aperfeiçoamento do processo. O gestor precisa estar atento a esses procedimentos também em sistemas de educação a distância.

4º. Objetivos estratégicos de um processo de planejamento.

Colombo et al. (2004), o estabelecimento dos objetivos estratégicos de uma organização é tarefa complexa e dinâmica, que devem ser considerados nas perspectivas financeira, cliente e mercado, processos internos, tecnológica e aprendizagem (melhoria do processo).

5º. Sistema de gestão da qualidade.

Ribeiro Neto et al. (2008), o usuário-cliente é sempre o ponto de partida e chegada – é ele quem dá as diretrizes para a implementação do modelo de gestão dos processos de uma determinada atividade e também é para a sua satisfação que os esforços da gestão são destinados. Na EAD, esses aspectos são destacados na qualidade da formação do discente que se pretende num sistema de educação a distância, onde deve ser capaz de atender às demandas/expectativas do alunado.

Em ofertas de projetos de EAD mais vigorosos, como um ou mais cursos de graduação, com duração igual ou superior a dois anos, o gestor deve se preocupar muito com a infraestrutura disponível e com sua relação com a proposta pedagógica de educação a distância da instituição.

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Enfim, é importante que o gestor da EAD esteja atento às complexidades e dinâmica da modalidade, entendendo que há uma fragmentação e diversificação maior do trabalho, assim como pulverização das funções e saberes necessários dos colaboradores na execução das tarefas, o que exige atenção especial do gestor para que existam adequadas articulações entre as partes envolvidas. Rumble (2003) nos aponta que uma gestão bem organizada contempla questões pedagógicas, administrativas, tecnológicas etc., especialmente quando se tratar de uma proposta de formação vigorosa como os cursos de graduação.

2. VAMOS PENSAR?

A Educação a Distância se faz presente em quase todos os países do mundo, e está em ascensão quantitativa e qualitativa onde é implementada. Gerir este processo é complexo devido algumas variáveis totalmente distintas de Instituições de Ensino Superior Presencial, quais são elas?

Para consulta acesse:

http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=12777 %3Areferenciais-de-qualidade-para-ead&catid=193%3Aseed-educacao-a-distancia&Itemid=865

3. PONTUANDO

 Pela LDB 9394/96, surgiram as primeiras intenções legais para a criação de oferta de cursos a distância, onde encontramos três modalidades de ensino: presencial, semipresencial e a distância;

 Na educação presencial, o tempo, o espaço e a presença do educador e do educando são fatores fundamentais e a relação de ensino e aprendizagem só ocorrerá se todas essas variáveis estiverem presentes, diferentemente da educação a distância;

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 Um gestor de EAD deve planejar e organizar adequadamente todo o sistema de funcionamento das etapas; deve dirigir/coordenar e controlar todos os fatores envolvidos no fluxo das atividades dos cursos de EAD;

 O gestor precisa gerir o dinâmico e complexo processo de formação que envolve a EAD;

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4. REFERÊNCIAS BILIOGRÁFICAS

BEHAR, P. A. Modelos pedagógicos em educação a distância. Porto Alegre: Artmed, 2009.

BELLONI, M. L. Educação a distância. 2. ed. Campinas: Autores Associados, 2001.

BLOOM, B. S.; et al. Taxionomia de Objetivos Educacionais. Editora Globo, 1974.

BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Lei nº 9394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Brasília, DF, 1996.

BRASIL. Ministério da Educação, Secretaria de Educação a Distância.

Referenciais de qualidade para educação superior a distância. Brasília: MEC-SEED, 2007.

CANTERLE, N. M. G.; FAVARETTO, F. Proposta de um modelo referencial de gestão de indicadores de qualidade na instituição universitária. Ensaio: aval.pol.publ.Educ., Rio de Janeiro, v. 16, n. 60, 2008. Disponível em: <http://www.scielo.br>. Acesso em: 25 abr. 2009.

CHIAVENATO, I. Introdução à teoria geral da administração. 3. ed. São Paulo: McGraw-Hill, 1983.

COLOMBO, S. S. et al. Gestão educacional: uma nova visão. Porto Alegre: Artmed, 2004.

CORREA, M. L.; PIMENTA, S. M. Teorias da administração e seus desdobramentos no âmbito escolar. In: OLIVEIRA, M. A. M. (Org.). Gestão educacional: novos olhares, novas abordagens. Petrópolis: Vozes, 2005. p. 22- 39.

DELORS, J. 2003. Disponível em <http://infoutil.org/4pilares/text-cont/delors-pilares.htm> Acesso e: 28 set.

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GARAY, A. Gestão. In: CATTANI, A. D. (Org.). Trabalho e tecnologia: dicionário crítico. 3. ed. Petrópolis: Vozes, 2000. p. 101-106.

http://pead.ucpel.tche.br/revistas/index.php/colabora/article/viewFile/119/102 MARCHETI, A. P. BELHOT, R. V. SENO, W. P. Educação a Distância: diretrizes e contribuições para a implantação dessa modalidade em instituições educacionais, acessado em 12/02/2012

MARCHETI, A.P.C. Se o seu professor sumiu – procure-o na rede. Revista Claretiana. n.3, p. 68-75. MEC, 2003. Disponível em http://www.mec.gov.br/seed/tvescola/ regulamentacaoEAD.shtm> Acesso em: 19 set.

MAXIMIANO, A. C. A. Teoria geral da administração: da escola científica à competitividade da economia globalizada. São Paulo: Atlas, 1997.

MELO, R N. Introdução a Educação a Distância. Tutorial Sobre Educação a Distância. Cordenação de Educação a Distância – PUC – RJ. Disponível em: www.cead.puc.rio.br Acesso em 22 jan. 2004.

MILL, D. BRITO, N. D. SILVA, A. R.ALMEIDA, L.F. Gestão da Educação a Distância (ead): Noções sobre Planejamento, Organização, Direção e controle da EaD, acessado em 12/02/2012 http://www.ufsj.edu.br/portal2-repositorio/File/vertentes/Vertentes_35/daniel_mill_e_outros.pdf

MILL, D. Estudos sobre processos de trabalho em EaD mediada por tecnologias da informação e da comunicação. Belo Horizonte: FAE/UFMG. Dissertação (Mestrado em Educação)– Faculdade de Educação, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2002. 193p.

______. Educação a distância e trabalho docente virtual: sobre tecnologia, espaços, tempos, coletividade e relações sociais de sexo na Idade Mídia. Tese (Doutorado em Educação)– Faculdade de Educação, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2006. 322p.

ROLDÃO, V. S. Gestão de projetos: uma perspectiva integrada. São Carlos: Ed. da UFSCar, 2004.

Referências

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