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ACEF/1819/ Relatório final da CAE

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ACEF/1819/0204787 — Relatório final da CAE

Contexto da Avaliação do Ciclo de Estudos

Relatório da CAE - Ciclo de Estudos em Funcionamento. Contexto da Avaliação do Ciclo de Estudos

Nos termos do regime jurídico da avaliação do ensino superior (Lei n.º 38/2007, de 16 de agosto), a avaliação externa dos ciclos de estudos deve ser realizada periodicamente. A periodicidade fixada é de seis anos.

O processo de avaliação/acreditação de ciclos de estudo em funcionamento (Processo ACEF) tem por elemento fundamental o relatório de autoavaliação elaborado pela instituição avaliada, que se deve focar nos processos que se julgam críticos para garantir a qualidade do ensino e nas metodologias para monitorizar/melhorar essa qualidade, incluindo a forma como as instituições monitorizam e avaliam a qualidade dos seus programas de ensino e da investigação.

A avaliação é efetuada por uma Comissão de Avaliação Externa (CAE), composta por especialistas selecionados pela Agência com base no seu currículo e experiência e apoiada por um funcionário da Agência, que atua como gestor do procedimento. A CAE analisa o relatório de autoavaliação e visita a instituição para confirmar as informações do relatório e proceder à sua discussão com

representantes da instituição.

Antes do termo da visita, a Comissão reúne para discutir as conclusões sobre os resultados da avaliação e organizar os itens a integrar no relatório de avaliação externa a ser apresentado oralmente. Esta apresentação é da responsabilidade do(a) Presidente da CAE e deve limitar-se a discutir os resultados da sua análise em termos de aspetos positivos, deficiências, propostas de melhoria e outros aspetos que sejam relevantes no contexto da avaliação.

A CAE, usando o formulário eletrónico apropriado, prepara, sob supervisão do seu Presidente, a versão preliminar do Relatório de Avaliação Externa do ciclo de estudo. A Agência remete o relatório preliminar à instituição de ensino superior para apreciação e eventual pronúncia, no prazo

regularmente fixado. A Comissão, face à pronúncia apresentada, poderá rever o relatório preliminar, se assim o entender, competindo-lhe aprovar a sua versão final e submetê-la na plataforma da

Agência.

Compete ao Conselho de Administração a deliberação final em termos de acreditação. Na

formulação da deliberação, o Conselho de Administração terá em consideração o relatório final da CAE e, havendo ordens e associações profissionais relevantes, será igualmente considerado o seu parecer. O Conselho de Administração pode, porém, tomar decisões não coincidentes com a recomendação da CAE, com o intuito de assegurar a equidade e o equilíbrio das decisões finais. Assim, o Conselho de Administração poderá deliberar, de forma fundamentada, em discordância favorável (menos exigente que a Comissão) ou desfavorável (mais exigente do que a Comissão) em relação à recomendação da CAE.

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Composição da CAE

A composição da CAE que avaliou o presente ciclo de estudos é a seguinte (os CV dos peritos podem ser consultados na página da Agência, no separador Acreditação e Auditoria / Peritos):

Francisco Pereira João Paulo Barros

Alberto José Bugarín Diz Bruno Abambres Fragueiro

1. Caracterização geral do ciclo de estudos

1.1. Instituição de Ensino Superior: Instituto Politécnico Do Porto

1.1.a. Outra(s) Instituição(ões) de Ensino Superior (proposta em associação):

1.2. Unidade orgânica:

Escola Superior De Tecnologia E Gestão (IPPorto)

1.2.a. Outra(s) unidade(s) orgânica(s) (proposta em associação):

1.3. Ciclo de estudos: Engenharia Informática 1.4. Grau:

Licenciado

1.5. Publicação em D.R. do plano de estudos em vigor (nº e data): 1.5._PlanoEstudos-DR.pdf

1.6. Área científica predominante do ciclo de estudos: Informática

1.7.1 Classificação CNAEF – primeira área fundamental: 523

1.7.2 Classificação CNAEF – segunda área fundamental, se aplicável: N/A

1.7.3 Classificação CNAEF – terceira área fundamental, se aplicável: N/A

1.8. Número de créditos ECTS necessário à obtenção do grau: 180

1.9. Duração do ciclo de estudos (art.º 3 Decreto-Lei 74/2006, de 24 de março, com a redação do Decreto-Lei 63/2016 de 13 de setembro):

6 semestres

1.10. Número máximo de admissões aprovado no último ano letivo: 45

1.10.1. Número máximo de admissões pretendido (se diferente do número anterior) e sua justificação

Pretende-se alterar o numero de admissões para 90. Esta alteração considera o facto de: i) o número de admissões previsto anteriormente, corresponder apenas ao número de vagas do CNA (Concurso Nacional de Acesso) e não o total de admissões, excluindo os restante concursos de acesso; ii) ter sido solicitado à A3ES, após a última avaliação, o aumento do número de vagas do CNA.

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O acesso pelo concurso nacional tem como provas de ingresso, uma das seguintes: Matemática A ou Matemática B. 1.12. Regime de funcionamento. Diurno 1.12.1. Outro: N/A

1.13. Local onde o ciclo de estudos é ministrado:

Campus 3 do Politécnico do Porto, na região do Tâmega e Sousa, mais concretamente no município de Felgueiras.

1.14. Eventuais observações da CAE:

A IES solicita a alteração do número máximo de admissões para 90. O ciclo de estudos mantém uma procura elevada e consistente ao longo dos últimos 3 anos. Em 2018/2019 e 2019/2020, o número máximo de admissões foi, respetivamente, 82 e 77 novos alunos. A CAE concorda com a alteração do número máximo de admissões, mas alerta para a necessidade de manter o esforço para reforçar e estabilizar o corpo docente próprio da escola. A atualização do corpo docente para o ano letivo 2019/2020 revela um passo importante nesse sentido, uma vez que passam a existir 3 novos docentes em tempo integral.

2. Corpo docente

Perguntas 2.1 a 2.5

2.1. Coordenação do ciclo de estudos.

O docente ou docentes responsáveis pela coordenação do ciclo de estudos têm o perfil adequado: Sim

2.2. Cumprimento de requisitos legais.

O corpo docente cumpre os requisitos legais de corpo docente próprio, academicamente qualificado e especializado:

Sim

2.3. Adequação da carga horária.

A carga horária do pessoal docente é adequada: Em parte

2.4. Estabilidade.

A maioria dos docentes mantém ligação à instituição por um período superior a três anos: Sim

2.5. Dinâmica de formação.

O número de docentes em programas de doutoramento há mais de um ano é adequado às

necessidades de qualificação académica e de especialização do corpo docente do ciclo de estudos, quando necessário:

Sim

2.6. Apreciação global do corpo docente

2.6.1. Apreciação global

A coordenação do ciclo de estudos é assegurada por um docente doutorado em Informática, professor adjunto em regime de tempo integral.

O corpo docente é próprio (68% em ETI), academicamente qualificado (79% em ETI) e especializado na área fundamental do ciclo de estudos (61% em ETI).

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Considerando a distribuição de serviço docente apresentada no relatório de auto-avaliaçao (RAA), existem alguns docentes com carga letiva acima dos limites legais. Os responsáveis pela IES

informaram que, de acordo com o regulamento de prestação de serviço dos docentes do IPP (Artigo 7º- ponto 6), a sobrecarga poderá ser compensada nos 2 anos letivos seguintes. Apesar do

mecanismo de compensação previsto, tendencialmente os docentes têm uma carga letiva próxima das 360 horas anuais, o que limita o envolvimento em atividades de investigação científica ou de desenvolvimento tecnológico.

Existe uma unidade curricular (Análise Algorítmica e Otimização) em que um assistente convidado rege e assume a totalidade das horas de contacto. Embora neste caso o RAA informe que o docente foi reconhecido como especialista pelo CTC, esta situação contraria o disposto na lei e no

Regulamento de Prestação de Serviço dos Docentes do Instituto Politécnico do Porto (artigo 6º -números 1 a 4).

2.6.2. Pontos fortes

Corpo docente academicamente qualificado e especializado na área fundamental do ciclo de estudos.

Os docentes estão motivados e empenhados no bom funcionamento do curso. 2.6.3. Recomendações de melhoria

Embora cumpra o disposto na lei, a percentagem do corpo docente próprio do ciclo de estudos é relativamente baixa. De acordo com o RAA, apenas 15 docentes em 30 estão em regime de tempo integral, o que corresponde a 68% em ETI. A CAE recomenda que a instituição possa criar condições para aumentar o rácio de docentes com ligação em tempo integral à escola. O aumento solicitado para o número máximo de admissões é um motivo adicional para o reforço desta recomendação. A atualização do corpo docente para o ano letivo 2019/2020 mostra uma evolução importante neste sentido, uma vez que passam a existir 18 docentes em regime de tempo integral (80% em ETI).

Garantir que todas as unidades curriculares do ciclo de estudos têm como responsável um professor adjunto ou de categoria superior. Todos os regentes deverão ter horas letivas de contacto nas unidades curriculares pelas quais são responsáveis.

Apenas 55% dos docentes têm uma ligação ao ciclo de estudos superior a 3 anos. É importante criar condições para uma maior estabilidade do corpo docente.

Continuar os esforços para diminuir a carga de trabalho letivo dos docentes, criando condições para um maior envolvimento em atividades científicas ou de desenvolvimento tecnológico.

3. Pessoal não-docente

Perguntas 3.1. a 3.3.

3.1. Competência profissional e técnica.

O pessoal não-docente tem a competência profissional e técnica adequada ao apoio à lecionação do ciclo de estudos:

Sim

3.2. Adequação em número.

O número e o regime de trabalho do pessoal não-docente correspondem às necessidades do ciclo de estudos:

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3.3. Dinâmica de formação.

O pessoal não-docente frequenta regularmente cursos de formação avançada ou de formação contínua:

Sim

3.4. Apreciação global do pessoal não-docente

3.4.1. Apreciação global

A instituição possui funcionários a tempo integral que prestam apoio à lecionação do ciclo de estudos. Frequentam regularmente cursos de formação.

A quantidade de pessoal não docente é insuficiente para prestar apoio eficaz ao ciclo de estudos.

3.4.2. Pontos fortes Nada a referir.

3.4.3. Recomendações de melhoria

Reforçar em número os recursos não docentes.

4. Estudantes

Pergunta 4.1.

4.1. Procura do ciclo de estudos.

Verifica-se uma procura consistente do ciclo de estudos por parte de potenciais estudantes ao longo dos 3 últimos anos:

Sim

4.2. Apreciação global do corpo discente

4.2.1. Apreciação global

O ciclo de estudos tem uma elevada procura por parte de potenciais alunos, tanto via concurso nacional de acesso, como através de outros regimes de ingresso previstos na lei. A maioria dos estudantes é proveniente da região de influência da escola.

4.2.2. Pontos fortes

A procura do curso é consistente e elevada ao longo dos 3 últimos anos letivos.

Os alunos estão globalmente satisfeitos com o ciclo de estudos e com a escola, salientando o

carácter prático do mesmo, a coexistência de diferentes metodologias de avaliação e a proximidade com o corpo docente.

4.2.3. Recomendações de melhoria Nada a referir.

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Perguntas 5.1. e 5.2.

5.1. Sucesso escolar

O sucesso escolar da população discente é satisfatório e é convenientemente acompanhado: Em parte

5.2. Empregabilidade

Os níveis de empregabilidade dos graduados pelo ciclo de estudos não revelam dificuldades de transição para o mercado de trabalho:

Sim

5.3. Apreciação global dos resultados académicos

5.3.1. Apreciação global

A eficiência formativa é baixa, existindo relativamente poucos graduados nos 3 anos letivos descritos no RAA. De acordo com os responsáveis pelo ciclo de estudos, os motivos poderão estar relacionados com constrangimentos financeiros e com o facto de os alunos iniciarem a sua atividade profissional antes de terminarem a licenciatura. Importa conhecer em detalhe os motivos que justificam a

reduzida eficiência formativa, para que possam ser delineadas medidas para melhorar este indicador. As taxas de sucesso escolar nas diferentes áreas científicas são globalmente satisfatórias. No

entanto, existem pontualmente unidades curriculares na área da informática com taxas de

aprovação baixas (Fundamentos de Programação; Engenharia de Software II). Existe, igualmente, uma percentagem considerável de alunos que não se submete a avaliação. É de salientar que a instituição e os órgãos de gestão do ciclo de estudos efetuam um acompanhamento próximo da situação, o que tem permitido delinear planos de ação para corrigir estes índices. O RAA descreve medidas que visam aumentar as taxas de aprovação das unidades curriculares especificadas anteriormente.

5.3.2. Pontos fortes

Correta monitorização e reflexão crítica dos resultados académicos, o que permite a deteção de situações que necessitem de correção.

Elevada taxa de empregabilidade.

5.3.3. Recomendações de melhoria

Implementar medidas que visem diminuir o abandono escolar e melhorar a eficiência formativa. Aumentar a percentagem de estudantes que se submete a avaliação.

6. Resultados das atividades científicas, tecnológicas e

artísticas

Perguntas 6.1. a 6.5.

6.1. Centros de Investigação

A instituição dispõe de recursos organizativos e humanos que integrem os seus docentes em atividades de investigação, seja por si ou através da sua participação ou colaboração, ou dos seus docentes e investigadores, em instituições científicas reconhecidas:

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Sim

6.2. Produção científica ou artística

Existem publicações científicas do corpo docente do ciclo de estudos em revistas internacionais com revisão por pares, livros e capítulos de livro ou trabalhos de produção artística, ou publicações resultantes de atividades de investigação orientada ou de desenvolvimento profissional de alto nível, nos últimos cinco anos, com relevância para a área do ciclo de estudos:

Sim

6.3. Outras publicações

Existem outras publicações do corpo docente com relevância para a área do ciclo de estudos, designadamente de natureza pedagógica:

Sim

6.4. Atividades de desenvolvimento tecnológico e artístico

As atividades de desenvolvimento tecnológico e artístico, prestação de serviços à comunidade e formação avançada na(s) área(s) fundamental(ais) do ciclo de estudos representam um contributo real para o desenvolvimento nacional, regional e local, a cultura científica e a ação cultural, desportiva e artística:

Sim

6.5. Integração em projetos e parcerias nacionais e internacionais

As atividades científicas, tecnológicas e artísticas estão integradas em projetos e/ou parcerias nacionais e internacionais:

Sim

6.6. Apreciação global dos resultados das atividades científicas, tecnológicas

e artísticas

6.6.1. Apreciação global

Dos 30 docentes do ciclo de estudos, 19 estão integrados em centros de investigação. A maioria destes docentes realiza investigação no CIICESI (Centro de Inovação e Investigação em Ciências Empresariais e Sistemas de Informação), uma unidade de investigação e prestação de serviços à comunidade sediada na ESTG. Na última avaliação efetuada pela FCT, o Centro obteve a

classificação de Bom, tendo atingido a classificação Excelente no critério de Estratégia. O

dinamismo criado por este centro de investigação nas atividades de desenvolvimento tecnológico e de prestação de serviços à comunidade é patente no RAA e nas informações transmitidas durante a visita.

O nível de publicações científicas do corpo docente em revistas internacionais pode ser aumentado. Os dados mais recentes mostram uma evolução positiva e é essencial aproveitar as condições criadas pelo CIICESI para melhorar este indicador. De igual forma, é importante aumentar a participação em projetos e parcerias nacionais e internacionais.

6.6.2. Pontos fortes

Dinamismo evidenciado pelo CIICESI na promoção de atividades de investigação e desenvolvimento e na prestação de serviços à comunidade.

Existência do Gabinete de Apoio ao Empreendedor, assegurando o interface entre a comunidade e a escola.

Forte ligação e cooperação com as autarquias da comunidade intermunicipal do Tâmega e Sousa e com as empresas da região na realização de projetos, estágios curriculares e outras atividades tecnológicas ou de prestação de serviços.

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6.6.3. Recomendações de melhoria

Continuar a promover e a implementar medidas que visem melhorar os indicadores de produção científica e de envolvimento em projetos de investigação nacionais e internacionais.

Criar condições para reduzir a carga de trabalho total dos docentes em tempo integral, possibilitando desta forma uma mais efetiva integração em atividades de investigação.

7. Nível de internacionalização

Perguntas 7.1. a 7.3.

7.1. Mobilidade de estudantes e docentes

Existe um nível significativo de mobilidade de estudantes e docentes do ciclo de estudos: Não

7.2. Estudantes estrangeiros

Existem estudantes estrangeiros matriculados no ciclo de estudos (para além de estudantes em mobilidade):

Sim

7.3. Participação em redes internacionais

A instituição participa em redes internacionais com relevância para o ciclo de estudos: Sim

7.4. Apreciação global do nível de internacionalização

7.4.1. Apreciação global

A participação dos alunos do ciclo de estudos em mobilidade out é muito baixa (0.7%).

O grau de participação de docentes em programas de mobilidade out é igualmente baixo.

A mobilidade in, tanto de docentes como de alunos, é relativamente baixa.

É essencial divulgar os programas de mobilidade internacional e incentivar a participação de alunos, uma vez que parece existir algum desconhecimento / desinteresse da comunidade escolar.

7.4.2. Pontos fortes

Existe uma boa rede de parcerias com IES Europeias e com uma instituição Brasileira.

Existem alunos estrangeiros matriculados no ciclo de estudos.

7.4.3. Recomendações de melhoria

Aproveitar as parcerias existentes para promover a internacionalização do ciclo de estudos.

8. Organização interna e mecanismos de garantia da

qualidade

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8.1. Sistema interno de garantia da qualidade

Existe um sistema interno de garantia da qualidade, a nível da Instituição ou da Unidade Orgânica, certificado pela A3ES:

Não (continua no campo 8.2)

8.2. Mecanismos de garantia da qualidade

Existem mecanismos de garantia da qualidade do ciclo de estudos e das atividades desenvolvidas pelos serviços ou estruturas de apoio aos processos de ensino e aprendizagem:

Sim

8.3. Coordenação e estrutura(s) de apoio

Existem um coordenador e estrutura(s) responsáveis pela implementação dos mecanismos de garantia da qualidade do(s) ciclo(s) de estudos:

Sim

8.4. Avaliação do pessoal docente

Existem procedimentos de avaliação do desempenho do pessoal docente e estão implementadas medidas conducentes à sua permanente atualização e desenvolvimento profissional:

Em parte

8.5. Avaliação do pessoal não-docente

Existem procedimentos de avaliação do pessoal não-docente e estão implementadas medidas conducentes à sua permanente atualização e desenvolvimento profissional:

Sim

8.6. Outras vias de avaliação

Existiram outras avaliações do ciclo de estudos ou de natureza institucional, nos últimos cinco anos, não conduzidas pela A3ES:

Não

8.6.1. Conclusões de outras avaliações (quando aplicável) <sem resposta>

8.7. Apreciação global dos mecanismos de garantia da qualidade

8.7.1. Apreciação global

A ESTG possui um Sistema de Gestão de Qualidade, implementado e certificado de acordo com o referencial normativo NP EN ISO 9001. Este sistema está articulado com o SIGaQ.IPP, o sistema interno de garantia da qualidade do Instituto Politécnico do Porto, permitindo uma definição precisa dos mecanismos de garantia de qualidade do ciclo de estudos. Existe uma monitorização regular dos processos relativos ao ensino e avaliação do funcionamento dos ciclos de estudos.

Os procedimentos e a aplicação dos mecanismos de avaliação do pessoal docente e do pessoal não docente estão definidos e são aplicados de forma periódica.

São recolhidos indicadores com vista à produção anual de relatórios de monitorização.

Os inquéritos pedagógicos têm uma taxa de participação baixa. Os resultados não são divulgados junto da comunidade escolar, o que pode eventualmente explicar aquela taxa de participação, e prejudica gravemente a perceção da eficácia dos questionários. A baixa taxa de participação poderá, ainda, ter um efeito negativo no processo de avaliação do desempenho do pessoal docente.

A CAE não identificou medidas concretas conducentes à permanente atualização e desenvolvimento profissional do pessoal docente.

A escola não disponibiliza na sua página Web nenhuma informação sobre os conteúdos das unidades curriculares. Igualmente, não estão disponíveis os resultados do processo de avaliação do ciclo de

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estudos.

8.7.2. Pontos fortes

Existência de um Sistema de Gestão de Qualidade e definição clara dos mecanismos de garantia de qualidade.

Definição clara da estrutura de apoio e dos responsáveis pela implementação dos mecanismos de garantia da qualidade do ciclo de estudos.

Aplicação do procedimento de avaliação do pessoal docente de acordo com o regulamento de avaliação de desempenho docente da Instituição.

Aplicação do procedimento de avaliação do pessoal não-docente de acordo com o disposto no SIADAP. Existência de medidas para atualização e melhoria do desempenho profissional do pessoal não-docente.

8.7.3. Recomendações de melhoria

Criar condições para melhorar as taxas de resposta aos inquéritos pedagógicos.

Acelerar o processamento dos inquéritos e efetuar a divulgação dos resultados junto da comunidade escolar.

Promover medidas conducentes à permanente atualização e desenvolvimento profissional do pessoal docente.

A informação disponibilizada pela escola na sua página Web relativa ao ciclo de estudos deveria ser mais detalhada. Deverá, igualmente, ser disponibilizada informação completa relativa ao processo de avaliação do ciclo de estudos, de forma a cumprir o Artigo 16.º da Lei n.º 62/2007 de 10 de Setembro alterada pela Lei n.º 94/2019.

9. Melhoria do ciclo de estudos – Evolução desde a avaliação

anterior e ações futuras de melhoria

9.1. Evolução desde a avaliação anterior

O plano de estudos do ciclo de estudos foi revisto em 2017, tendo sido publicado no Diário da República, 2.ª série, n.º 188, no dia 28 de setembro de 2017. De acordo com as recomendações da CAE da avaliação anterior, as alterações introduzidas contemplam uma ligeira diminuição das horas de contacto (5%), uma redistribuição de algumas unidades curriculares e uma reformulação

profunda dos ECTS para melhor refletirem a carga de trabalho efetivamente realizada.

Existe uma unidade curricular opcional no plano de estudos, que tem como única restrição o facto de não poder ser da área científica fundamental do ciclo de estudos (Informática). No entanto, de

acordo com informações recolhidas durante a visita, as possibilidades apresentadas pela escola resumem-se à unidade curricular de Noções de Gestão. É essencial que possa ser disponibilizado um leque de opções mais alargado, para proporcionar alternativas de escolha aos alunos.

Tem-se verificado um aumento do número de alunos que realizam estágio curricular na unidade curricular de Projeto Final. A escola tem aumentado gradualmente o número de protocolos com

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empresas da região e, de acordo com informações transmitidas durante a visita, cerca de 2/3 dos alunos optam atualmente pela realização de estágio. A CAE considera que é importante manter esta aposta na realização de estágio curricular, como meio privilegiado de integração de alunos numa atividade profissional.

Durante a visita foi referido por vários membros da comunidade escolar que é necessário melhorar os espaços físicos em que decorrem algumas aulas.

Embora recente, é visível a relevância do centro de investigação CIICESI na promoção de atividades de investigação e desenvolvimento e na prestação de serviços à comunidade. A escola mostra grande dinamismo no estabelecimento de parcerias com a comunidade da região do Tâmega e Sousa.

A CAE mantém as recomendações de serem criadas condições para aumentar o número de

publicações científicas na área fundamental do ciclo de estudos e para a promoção da participação de estudantes e docentes em programas de mobilidade, nomeadamente no que diz respeito aos estudantes outgoing.

9.2. Apreciação e validação das propostas de melhoria futura

A CAE considera que as propostas de melhoria apresentadas pela instituição são adequadas e estão de acordo com as principais debilidades identificadas na análise SWOT.

Uma das propostas de melhoria (MA4) refere o desenvolvimento de uma arquitetura do ciclo de estudos com um mapeamento entre unidades curriculares, de forma a melhorar a sua articulação e a identificar a matriz de interdependências. A CAE concorda que este mapa é um instrumento útil para docentes e alunos do ciclo de estudos e recomenda que, em simultâneo, seja feita uma afetação das unidades curriculares a semestres específicos.

A CAE considera, ainda, que deverão ser equacionadas algumas ações adicionais, com vista à melhoria contínua do ciclo de estudos: 1) Melhorar os espaços físicos em que decorrem algumas aulas; 2) Aumentar o pessoal não-docente afeto ao ciclo de estudos.

10. Reestruturação curricular (se aplicável)

10.1. Apreciação e validação da proposta de reestruturação curricular

A IES solicita apenas o ajuste das horas de contacto OT da unidade curricular de Projeto Final de 42 para 7 horas, de acordo com as orientações definidas no DL 65/2018 e com as normas da escola para distribuição de serviço docente. A CAE concorda com esta alteração.

A CAE recomenda fortemente que a publicação da nova estrutura curricular e do plano de estudos atualizado seja feita com a indicação explícita dos semestres a que pertence cada unidade curricular, uma vez que considera que esta informação é essencial para que toda a comunidade escolar

identifique a articulação e interdependências entre matérias.

11. Observações finais

11.1. Apreciação da pronúncia da instituição (quando aplicável)

Na pronúncia, e no seguimento de uma das recomendações do relatório preliminar da CAE, a instituição apresenta uma proposta de plano de estudos em que as unidades curriculares estão

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distribuídas por semestres. A instituição informa que este novo plano de estudos será publicado assim que termine o processo de avaliação.

A IES concordou com as restantes recomendações da CAE, comprometendo-se à sua implementação.

11.2. Observações <sem resposta>

11.3. PDF (máx. 100kB) <sem resposta>

12. Conclusões

12.1. Apreciação global do ciclo de estudos

O ciclo de estudos está em consonância com a missão do Instituto Politécnico do Porto, cumpre os requisitos legais em termos de estrutura curricular, plano de estudos, ECTS e carga de trabalho e enquadra-se no projeto educativo e nos objetivos da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Felgueiras.

O corpo docente é próprio, academicamente qualificado e especializado na área fundamental do ciclo de estudos. Os docentes têm experiência adequada e estão empenhados no bom funcionamento do curso. Apesar de cumprir o disposto na lei, apenas 68% do corpo docente (em ETI) está em

regime de tempo integral, pelo que é essencial que escola mantenha o esforço para aumentar o rácio de docentes com ligação em tempo integral à escola. É igualmente importante criar condições para uma maior estabilidade do corpo docente.

Na distribuição do serviço docente de 2019/2020, um assistente convidado é regente e leciona a totalidade das horas de contacto de uma unidade curricular. A CAE recomenda fortemente a correção desta situação, por forma a garantir que todas as unidades curriculares tenham como responsável um professor adjunto ou de categoria superior. Todos os regentes deverão lecionar uma parte das horas de contacto das unidades curriculares de que são responsáveis.

O centro de investigação CIICESI desempenha um papel muito relevante na promoção de atividades de investigação e desenvolvimento e na prestação de serviços à comunidade. A escola mostra grande dinamismo no estabelecimento de parcerias com a comunidade da região do Tâmega e Sousa. Esta nova realidade poderá permitir aumentar os índices de produção científica e o envolvimento em projetos de investigação. Criar condições para diminuir a carga de trabalho letivo e administrativo dos docentes é essencial para promover o envolvimento do corpo docente nestas atividades.

A eficiência formativa é relativamente baixa. A coordenação do ciclo de estudos tem mecanismos de garantia de qualidade que lhe permitem fazer uma monitorização adequada do funcionamento do ciclo de estudos e, nos últimos anos, têm sido propostas diversas medidas para resolução dos casos identificados. É importante manter este acompanhamento, de modo a que possam ser delineadas medidas para aumentar a eficiência formativa do ciclo de estudos.

É essencial reforçar a divulgação e incentivar a participação de estudantes e professores em mobilidade internacional. As taxas atuais são extremamente baixas.

Os recursos não docentes da escola são reduzidos. É igualmente necessário melhorar os espaços físicos em que decorrem algumas aulas.

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ministrada. Existe proximidade entre a escola e as empresas parceiras ao nível da realização de estágios. A autarquia sublinhou a importância da escola para a região.

Durante a visita da CAE, os atuais e antigos alunos demonstraram satisfação com o ciclo de estudos e com a escola, salientando o carácter prático, a coexistência de diferentes metodologias de

avaliação, a atualização periódica dos tópicos abordados e a empregabilidade dos diplomados. Elogiaram a proximidade e disponibilidade dos docentes para acompanhamento dos alunos e sentem que os problemas identificados são resolvidos. É importante manter a aposta na realização de

estágios curriculares em ambiente profissional.

A informação disponibilizada pela escola na sua página Web relativa ao ciclo de estudos deveria ser mais detalhada. Deverá, igualmente, ser disponibilizada informação completa relativa ao processo de avaliação do ciclo de estudos, de forma a cumprir o Artigo 16.º da Lei n.º 62/2007 de 10 de Setembro alterada pela Lei n.º 94/2019.

Outras sugestões de alteração e melhoria foram discutidas durante a visita da Comissão e encontram-se distribuídas nos pontos de melhoria sugeridos nas várias secções deste relatório. 12.2. Recomendação final.

Com fundamento na apreciação global do ciclo de estudos, a CAE recomenda: O ciclo de estudos deve ser acreditado

12.3. Período de acreditação condicional (se aplicável): <sem resposta>

12.4. Condições: <sem resposta>

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