KARLA LETÍCIA MORAIS DA SILVA SOMOS TÃO JOVENS! ANÁLISE DO COMPORTAMENTO FINANCEIRO DOS JOVENS E ADOLESCENTES NO MUNICÍPIO DE IJUÍ/RS IJUÍ/RS 2020

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Texto

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GRANDE DO SUL

DACEC – DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS ADMINISTRATIVAS, CONTÁBEIS, ECONÔMICAS E DA COMUNICAÇÃO

CURSO DE ADMINISTRAÇÃO – BACHARELADO

KARLA LETÍCIA MORAIS DA SILVA

SOMOS TÃO JOVENS!

ANÁLISE DO COMPORTAMENTO FINANCEIRO DOS JOVENS E ADOLESCENTES NO MUNICÍPIO DE IJUÍ/RS

IJUÍ/RS 2020

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SOMOS TÃO JOVENS!

ANÁLISE DO COMPORTAMENTO FINANCEIRO DOS JOVENS E ADOLESCENTES NO MUNICÍPIO DE IJUÍ/RS

Trabalho de Conclusão do Curso de Administração da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ, como requisito parcial à Conclusão de Curso e consequente obtenção do título de Bacharel em Administração.

Orientador: Dr. Daniel Knebel Baggio

IJUÍ/RS 2020

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Ao meu filho Henrique, Razão de toda minha alegria

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AGRADECIMENTOS

Primeiramente agradeço a Deus pelo privilégio da vida, por me abençoar com tantas maravilhas no meu caminho, pelos dias difíceis que me auxiliou e ajudou a não desistir no primeiro obstáculo, que foram muitos, mas cá estou, obrigado pelos amigos-anjos que enviou no meu caminho, pela capacidade de evolução constante que adquiri.

Agradeço a minha família, ao meu amado esposo Jonatas Grun da Silva, pela compreensão nos momentos que me ausentei, por me incentivar e acreditar no meu potencial, pelas conversas e momentos de estudos juntos, a minha amada mãe Ana Lúcia Morais que me deu a vida e fez tudo que estava em seu alcance, que foi sem dúvida uma inspiração constante em todo esse processo, agradeço a minha amada irmã Taísa Atkison pela dedicação sempre que precisei, pela delicadeza nas palavras e ombro.

Ao meu amado filho, Henrique, que foi o elo propulsor, por me ensinar tanta coisa, obrigado por me tornar uma pessoa melhor e me perdoa pelas ausências, que foram muitas, obrigado por ser este anjo na minha vida, me dando esperança de um futuro melhor a todos.

Agradeço a esta instituição, que para mim era um sonho cursar, foram tantos momentos maravilhosos de crescimento, que as vezes me pergunto se sou tão merecedora, a cada mestre que conheci, pessoas extraordinariamente apaixonadas pelo ensino.

Agradeço em especial ao professor Daniel Knebel Baggio, meu orientador nesta etapa tão importante, me senti privilegiada por sua orientação, obrigado por todos os ensinamentos, falas e conversas de aprendizado e crescimento, sem dúvida o fato de ser bolsista inicialmente como voluntária alterou minha história, fez com que eu tivesse interesse por outras áreas de ensino, eu recomendo a todos os estudantes esta experiência. À você minha admiração.

Por fim agradeço as escolas que com muito carinho se disponibilizaram para a realização deste estudo, a compreensão que tiveram deste tema e principalmente a colaboração, tornando possível esta etapa, meu muito obrigado.

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A maioria das pessoas está concentrada demais em ganhar dinheiro. O que elas deveriam realmente focar é a sua educação financeira. (Robert T. Kiyosaki)

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RESUMO

O presente trabalho tem como objetivo principal analisar o comportamento financeiro de jovens e adolescentes, com idades entre 14 e 17 anos, matriculados em escolas de redes públicas e privadas no município de Ijuí/RS, analisar as suas percepções sobre o dinheiro, entendimento sobre o tema educação financeira na escola e na família, hábitos que influenciam a tomada de decisão para poupar ou gastar, noções de riscos, planejamento, gestão de finanças e crenças sobre a temática, analisar nas suas percepções o impacto que suas famílias tiveram com a pandemia, e a forma que se readequaram. Para alcançar o resultado, foram entrevistados 227 estudantes, obtidos através de questionário via google foms, a análise e interpretação dos dados deu-se por meio de análise gráfica das respostas. Através da pesquisa, percebe-se que os jovens e adolescentes entendem a temática, tendo pouca vivência de forma prática e muita curiosidade, têm a noção de alguns pontos específicos sobre o estudo, a maioria não obtém ativos, sendo os pais os responsáveis pela manutenção de suas necessidades. Concluiu-se com a pesquisa que os respondentes, são poupadores, acreditam saber como investir, quando questionados pela instituição bancária e as respetivas funções, a grande maioria dos respondentes disse conhecer os bancos comerciais. Apesar da crença estar alta no investimento das finanças, a grande maioria dos respondentes tem conhecimento de bancos comerciais. Além disso, destaca-se que os estudantes são participativos de uma maneira geral, que gostariam de aprender mais sobre o tema de estudo. Palavras Chave: Comportamento Financeiro, Perfil de Jovens e Adolescentes, Finanças Comportamentais.

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ABSTRACT

The present work has as main objective to analyze the financial behavior of young people and adolescents, aged between 14 and 17 years old, enrolled in public and private schools in the city of Ijuí / RS, to analyze their perceptions about money, understanding about the financial education at school and in the family, habits that influence decision making to save or spend, notions of risks, planning, financial management and beliefs on the subject, analyzing in their perceptions the impact that their families had with the pandemic, and the form that they readjusted. To achieve the result, 227 students were interviewed, obtained through a questionnaire via google forms, the analysis and interpretation of the data took place through the graphic analysis of the answers. Through the research, it is noticed that young people and adolescents understand the theme, having little practical experience and a lot of curiosity, they have the notion of some specific points about the study, most of them do not obtain assets, and the parents are responsible for the maintenance your needs. The survey concluded that respondents, who are savers, believe they know how to invest, when questioned by the banking institution and its functions, the vast majority of respondents said they know commercial banks. Despite the belief that investment in finance is high, the vast majority of respondents are aware of commercial banks. In addition, it is emphasized that students are generally participatory, who would like to learn more about the topic of study.

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Imagem 1 - Modelo Quadrante...13

Figura 1 - Dados Pessoais ... 21

Figura 2 – Estudante de escola pública ou particular ... 21

Figura 3 - Idade dos respondentes ... 22

Figura 4 - Exercício de trabalho remunerado ... 22

Figura 5 - Recebimento de mesada... 23

Figura 6 - Economia de dinheiro pelo respondente ... 24

Figura 7 - Utilização do dinheiro ... 24

Figura 8 - Existência de conversa entre pais e filhos sobre dinheiro ... 25

Figura 9 - Compreensão do significado da educação financeira ... 25

Figura 10 - Significado da educação financeira ... 26

Figura 11 - Conhecimento ou já ter "ouvido falar" sobre educação financeira ... 26

Figura 12 - Fontes do conhecimento sobre educação financeira ... 27

Figura 13 - Crença na importância do aprendizado para a vida sobre o uso do dinheiro ... 28

Figura 14 - Existência de iniciativas/projetos escolares sobre educação financeira ... 29

Figura 15 - Dinâmica em que ocorre a iniciativa escolar de educação financeira ... 29

Figura 16 - Atitude se recebesse R$ 1.000,00 de maneira inesperada ... 30

Figura 17 –Suposição: que você tem R$ 100,00 em uma poupança a uma taxa de juros de 2% a.a. após 5 anos quanto você acredita que teria na conta se nunca retirasse o dinheiro? ... 31

Figura 18 - Suposição: imagine que a sua taxa de juros da poupança foi de 7% a.a. e a inflação foi de 7% a.a. Depois de 1 ano quanto você seria capaz de comprar com o dinheiro nesta conta? ... 31

Figura 19 – Suposição: um amigo seu herdou R$ 10.000,00 hoje e seu irmão herdará R$ 10.000,00 daqui a 3 anos. Quem é mais rico por causa da herança? ... 32

Figura 20 – Suposição: no ano de 2019 sua renda dobrou e os preços de todos os bens de consumo dobraram também. Dentro de 2019, quanto você será capaz de comprar com a sua renda?... 33

Figura 21 – Crença de que um maior conhecimento no uso do dinheiro pode trazer maior liberdade de escolha na vida ... 34

Figura 22 – Se você pegar dinheiro emprestado no banco hoje, e devolver este dinheiro, daqui doze meses, terá devolvido: ... 34 Figura 23 – Crença de que o dinheiro pode trabalhar para uma pessoa, ao invés do contrário 35

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Figura 25 – Planejamento de gastos ... 36

Figura 26 – Sobras de dinheiro no final do mês ... 37

Figura 27 – Hábito de poupar ou gastar dinheiro ... 37

Figura 28 – Crença sobre saber como investir o dinheiro ... 38

Figura 29 – Instituições que o respondente conhece as funções ... 39

Figura 30 – Suposição: Seu dinheiro está investido, você imagina a possibilidade de não receber o valor investido de volta? ... 39

Figura 31 – Serviços bancários utilizados pelo respondente ... 40

Figura 32 – Fatores que alteraram a rotina no início da pandemia do novo coronavírus ... 40

Figura 33 – Fator que mais sofreu impacto negativo durante a pandemia ... 41

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1 INTRODUÇÃO ... 3 1.1 TEMA ... 4 1.2 PROBLEMA ... 5 1.3 OBJETIVOS ... 6 1.3.1 Objetivo Geral ... 6 1.3.2 Objetivos Específicos ... 6 1.4 JUSTIFICATIVA ... 6 2 REFERENCIAL TEÓRICO ... 8

2.1 RELACIONAMENTO COM O DINHEIRO ... 8

2.2 FINANÇAS COMPORTAMENTAIS DE JOVENS E ADOLESCENTES ... 9

2.3 EDUCAÇÃO FINANCEIRA NA ESCOLA ... 10

2.4 GESTÃO FINANCEIRA ... 12

2.5 INVESTIMENTOS DE JOVENS E ADOLESCENTES ... 14

2.6 IMPORTÂNCIA DO DINHEIRO NA VIDA ADULTA ... 16

3 METODOLOGIA ... 188

3.1 CLASSIFICAÇÃO DA PESQUISA ... 188

3.2 UNIVERSO AMOSTRAL ... 199

3.3 SUJEITOS/PARTICIPANTES DA PESQUISA ... 19

3.4 COLETA DE DADOS ... 20

3.5 ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DOS DADOS... 20

4 RESULTADOS ... 21

REFERÊNCIAS... 45

APÊNDICE - ROTEIRO PARA COLETA DE DADOS, ENTREVISTAS COM JOVENS E ADOLESCENTES ... 47

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1 INTRODUÇÃO

Diversos fatores influenciam as pessoas na decisão sobre como deveriam administrar o dinheiro. Alguns desses fatores baseiam-se na realidade em que o indivíduo se encontra, outros sofrem forte influência baseados através da expectativa médio e longo prazo. Geralmente as pessoas, na sua grande maioria não costumam pesquisar fontes seguras e alternativas eficazes que auxiliem na administração das suas finanças (BAGGIO, 2019).

Quando a realidade financeira é um tanto difícil, por exemplo, em uma família numerosa, com poucos familiares tendo renda fixa, a preocupação com o planejamento torna-se um tanto em demasia, pois o foco é a atenção diária na resolução das necessidades básicas (CERBASI, 1974).

Em um país, com regiões culturalmente diversificadas a atitude e o comportamento financeiro alteram de acordo com variáveis do ambiente natural, cultural, demográfico, político-tecnológico e econômico, estas variáveis refletem diretamente cada uma das pessoas.

Sendo assim, Ijuí localizada na região Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul, com uma população estimada de 83.475 habitantes, com percentual de escolarização de 06 à 14 anos em 98,90%, também conhecida pela “terra das culturas diversificadas”, por oferecer anualmente uma das maiores feiras de negócios do interior do Estado, com oportunidades de negócios, cultura e lazer, no quesito cultura a feira oferece ao visitante apresentações artísticas de diferentes etnias, tendo cada etnia sua casa, levando a todos a experiência de poder conhecer diferentes países estando em lugar.

Mais do que a diversificação das culturas, as diferenças sociais são fatores importantes na definição dos investimentos, a própria miscigenação tanto de raças, etnias, como de gerações, traz diante do exposto a proposta para a temática, sendo o estudo das Finanças Comportamentais em Jovens e Adolescentes no município de Ijuí/RS.

Com base nesta análise é importante o estudo para identificar os comportamentos diferentes dentro de uma mesma faixa etária de jovens e adolescentes, porque alguns exercem maior controle sobre seus gastos, independente se obtém a responsabilidade total quanto ao pagamento desses, e em contrapartida outros jovens adolescentes não procuram estudar sobre o assunto, seguindo o velho ditado “viver um dia de cada vez”. Portanto, o presente trabalho se concentra em compreender qual é o comportamento financeiro dos jovens adolescentes na cidade de Ijuí/RS, de forma a analisar as opções de como planejam, organizam, dirigem e controlam suas finanças, pois muito das expectativas está relacionada a realidade de seus

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lares, pois é da natureza humana copiar ações baseadas nos acontecimentos, sejam positivas ou negativas, com base nas experiências de vida.

Importante destacar sobre as gerações e suas evoluções constantes na história da humanidade, a geração é toda uma estrutura que norteia e encaminha para novas atitudes, uma forma de acelerar, modificando e incorporando processos que já são usados em grupo, sociedade ou individuais.

Nesse momento será trabalhado o tema, problema e os porquês da autora em realizar a pesquisa, posteriormente será apresentado o referencial teórico, com as principais contribuições de autores sobre o assunto, na etapa seguinte encontram-se os procedimentos metodológicos que conduziram a pesquisa, com o tipo de classificação, quanto à natureza, quantos aos objetivos, aos procedimentos técnicos e quanto à abordagem e, por conseguinte, será apresentado o resultado da pesquisa que serviu para a análise conclusiva.

1.1 TEMA

A tecnologia corroborou para a inovação sem dúvida, isso não é questionável, mas a as diferentes opções atrativas de crédito, impactam a economia de formas distintas, injetam rapidamente no mercado o valor do produto e o fluxo de oferta e demanda de outro o endividamento ocorre, isto acontece pela facilidade em adquirir seja o primeiro computador, e/ou aparelho celular, ou qualquer outro aparelho eletrônico. Em uma mesma residência famílias começaram a ter mais de um aparelho ligado a tecnologia, o que a pouco tempo não tinham. A tecnologia não é desculpa, porém, a compra que não é planejada, aliada a facilidade de crédito pode facilmente causar um endividamento logo a frente.

O consumo é diferente de consumismo independente se à intenção fortemente em pertencer a uma tribo, a um sistema, a determinado grupo de “amigos” e ser aceito com certa facilidade ou mesmo sentir-se mais “confortável” por estar portando os mesmos bens materiais que os demais.

A gestão das finanças garante bons resultados, no que diz respeito ao planejamento, provisionamento e controle do orçamento financeiro pessoal e/ou familiar, contribuindo significativamente para o crescimento e alcanço dos resultados almejados a curto, médio e longo prazo.

Assim, o presente estudo tem como tema as Finanças Comportamentais, com foco no comportamento de jovens e adolescentes com idade entre 14 e 17 anos, matriculados em escola pública e privada, no município de Ijuí/RS, através do método pelo método survey.

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1.2 PROBLEMA

Culturalmente uma “fatia” dos brasileiros não tem por hábito construir ativos, ele “vão matando os leões por dia” e não existe a preocupação financeira tanto com as gerações futuras quanto para os próprios mantenedores. Como aquele ditado um tanto esdrúxulo diz: “brasileiro deixa tudo para última hora”, infelizmente os investimentos também se enquadram nessa triste realidade. A aquisição contínua e desenfreada de qualquer bem material e a falta de planejamento estratégico para essa aquisição gera impacto negativo para qualquer família, reflexo de má administração familiar perante os seus gastos.

Ter conhecimento dos ativos e passivos, a cada dia torna-se mais importante, é um universo de informações mutantes e com ramificações interessantes para serem estudadas, basta ser curioso e ir à procura.

Pertencer a uma geração não significa que as ações serão exatamente como a descrição que a geração corresponde, pois, a identificação, a cultura em determinada família, a vivência escolar, o conhecimento e habilidades cognitivas, intelectuais trabalhadas ao longo da adolescência são mutáveis, e colaboram para a formação de personalidade do sujeito.

A adolescência tem um significado muito importante, de certa forma marcante na vida de todos e, é através dela que se forma conceitos, ideias, com personalidade e objeções recorrentes a fase, é na adolescência que a necessidade de ter um bem material, de estar intrinsicamente em grupo e aceito por este, faz surgir o desejo de consumismo, diferente do consumo em si.

Neste contexto, a grande parte dos jovens chega à vida adulta endividada, sem uma concepção clara sobre a educação financeira e o que a falta desse conhecimento pode afetar a vida no futuro.

Diante do exposto é importante pesquisar sobre as ações, os comportamentos financeiros dos adolescentes no município de Ijuí/RS, esta análise é fundamental para o perfil de novos poupadores e/ou gastadores, estando matriculado em escola pública ou de ensino privado. Independente do ensinamento que teve, não é garantia que o adolescente irá ouvir os conselhos, por estar em processo de formação, mas caso obteve uma base sólida para a aprendizagem financeira pode adquirir a curiosidade e ir em busca de soluções alternativas de investimentos.

Portanto, o problema orientador deste estudo é: Qual o comportamento financeiro de jovens e adolescentes no município de Ijuí/RS.

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1.3 OBJETIVOS

1.3.1 Objetivo Geral

Compreender as características do comportamento financeiro de jovens e adolescentes com idade entre 14 e 17 anos, no município de Ijuí/RS.

1.3.2 Objetivos Específicos

a) Identificar a compreensão dos jovens quanto a importância das suas finanças; b) Analisar o perfil financeiro dos jovens;

c) Analisar o processo de tomada decisões financeiras e de investimentos dos jovens.

1.4 JUSTIFICATIVA

Cada vez mais têm-se dedicado atenção em estudar como “ganhar” dinheiro, formas e alternativas de driblar crises financeiras e econômicas, maneiras de garantir o sustento próprio e/ou familiar. Porém este entendimento, este comportamento sobre as finanças é algo, recente, que está tornando-se diário, tanto nas conversas familiares, um pouco pela exposição na mídia, sobre este assunto, outro pela real necessidade.

O presente estudo envolveu diretamente jovens e adolescentes, matriculados no ano de 2020 em escola da rede pública e privada, no ensino médio no município de Ijuí/RS, com idades entre 14 e 17 anos, a pesquisa poderá servir futuramente como termômetro de ensino da rede pública e privada reafirmando as técnicas de ensino e abordagens deste tema em sala de aula.

Os jovens e adolescentes, possuem por natureza da sua geração maior responsividade, de certa maneira, agem rápido diante de situações atípicas, visto como impulso algumas vezes.

O relacionamento do dinheiro versus conhecimento está cada vez mais importante, estar atento às percepções das inovações e transformações diárias, que o sistema financeiro proporciona nos dá uma consciência que as escolhas que fizermos, em nosso comportamento financeiro reflete e irá conduzir nosso futuro.

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Então, o presente estudo buscou entender pontualmente sobre o comportamento financeiro de jovens e de adolescentes no município de Ijuí/RS. É fundamental esta indagação para servir como termômetro quanto ao comportamento desta idade, sendo que se entende que esta faixa etária não costuma ter responsabilidade financeira perante seus gastos e aquisições, reflexos de falta de educação financeira trabalhada na escola, como requisito avaliativo, mas também como rotina familiar, tem-se por tendência seguir os passos daqueles que os ensinam e os apresentam o caminho, seja na vida familiar ou escolar.

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2 REFERENCIAL TEÓRICO

2.1 RELACIONAMENTO COM O DINHEIRO

O Banco Central, traz no Caderno de Educação Financeira Gestão de Finanças Pessoais (2013, p.11), a seguinte informação sobre a Educação Financeira, elencando sobre o relacionamento com o dinheiro:

Se pararmos para pensar, estamos sujeitos a um mundo financeiro muito mais complexo que o das gerações anteriores. No entanto, o nível de educação financeira da população não acompanhou esse aumento de complexidade. A ausência de educação financeira, aliada à facilidade de acesso ao credito, tem levado muitas pessoas ao endividamento excessivo, privando-as de parte de sua renda em função do pagamento de prestações mensais que reduzem suas capacidades de consumir produtos que lhes trariam satisfação.

O relacionamento com o dinheiro tem que ser algo bom, honesto e de uma forma organizada, quanto maior o controle orçamentário tanto no lado pessoal quanto no lado profissional, melhor será para o planejamento a curto, médio e longo prazo.

A forma de administrar as finanças será reflexo da situação e da realidade que vive, embora muitas famílias tenham planos e realidades que mudam constantemente, o planejamento só pode ser feito com autocontrole, disciplina e orientação, o conhecimento se forma ao longo do tempo, estar envolta de pessoas que proporcionam este conhecimento, seja fisicamente ou virtualmente, é necessário para haver esta harmonização nas finanças, tanto pessoais como da família toda.

Conforme KIYOSAKI (2000, p. 60) “A inteligência resolve problemas e gera dinheiro. O dinheiro sem a inteligência financeira é dinheiro, que desaparece depressa”.

Quando falamos em finanças pessoais estamos incorporando na gestão pessoal, dentro da área de finanças as funções do administrador, que são: planejar, organizar, controlar e avaliar.

Por gestão de recursos entendem-se as seguintes funções:

Planejar: Com especificações qualitativa, dimensionamento quantitativo, estimativas financeiras, e previsões temporais dos recursos envolvidos, para a consecução, de um objetivo.

Organizar: Com otimização quantitativa, econômica, e temporal da aplicação recursos, para obtenção de um produto ou serviço, com zelo pela qualidade do resultado final. Controlar: Com a verificação da correta aplicação dos recursos e dos requisitos especificados e obtidos dos produtos e serviços, conforme planejados.

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Avaliar: Com a comparação dos requisitos especificados e os resultados (recursos aplicados, produtos e serviços obtidos), com a análise de causas e efeitos de desvios relativos a qualidade, à quantidade, aos custos e prazos, com o intuito de aprimorar o próprio processo. (ODA e MARQUES, 2018, p.12),

Tudo requer um estudo, uma pesquisa que avalie a situação, olhar de uma forma macro que aumenta as possibilidades de ativos, diminuindo os passivos, sempre que houver necessidade, não agir pelo impulso, toda compra precisa ser planejada, garimpada, para quando for feita a efetivação, não ter sentimento de arrependimento logo após, sabendo que poderia ter feito algo melhor usando o mesmo valor monetário.

2.2 FINANÇAS COMPORTAMENTAIS DE JOVENS E ADOLESCENTES

Sabe-se que o impulso faz parte da geração jovem, isto de fato é um comportamento que ao longo da vida adulta, vai se esvaindo, pensar e planejar nas ações precisa ser treinado, quanto maior o treinamento, melhor o resultado. Esta pesquisa mostrou de uma forma objetiva como é o comportamento financeiro dos jovens e adolescentes com idade entre 14 a 17 anos, matriculados em escola pública e privada em Ijuí/RS.

Para Kiyosaki (2001), o dinheiro conduz a vida humana, controla emoções e, consequentemente, as almas. Essa passagem explica como alguns adolescentes agem com relação ao dinheiro, deixam-se levar pelas emoções que ele proporciona instantaneamente, porém logo após vem uma frustação de não ter conseguido tudo que se queria com ele, ou também do dinheiro ter acabado.

A insuficiência de fazer tudo que gostaria de fazer é muito mais frustrante na adolescência. Assim, Kiyosaki (2001) afirma que o mais importante é a utilização das emoções em favor próprio, não permitindo que elas conduzam e controlem pensamentos.

Difícil administrar as emoções financeiras quando tantas outras acontecem na vida de um adolescente, muito terá haver com a maneira, o convívio familiar que se estruturou ao longo da vida até a chegada da adolescência. Assim, Cerbasi (2011) destaca como principais características comportamentais de nesta faixa etária a percepção das responsabilidades, com os primeiros conflitos da adolescência, juntamente com a necessidade de assumir papéis de adultos.

Para estes comportamentos pré-definidos, Cerbasi (2011) acrescenta que o papel dos pais quanto à educação financeira se dará pelo cultivo da autonomia, com a prática de mesada ou oferta livre de recursos, incluir os filhos em tarefas de organização financeira familiar,

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sempre que possível conversar sobre o tema, que relacione dinheiro, elencando investimentos e desejos, as maneiras de poupar e adquirir da melhor forma possível.

Muito vai do ensino e do exemplo que os jovens e adolescentes convivem, seja na vida escolar, na clareza, transparência do que é ensinado, sentindo domínio que o professor tem sobre o assunto, seja em casa, na família com a rotina e maneira de lidam com o dinheiro, não tem como você querer uma atitude diferente da sua. Nesse contexto, Cerbasi (2011) complementa que é necessário avaliar se, na vida adulta, se os princípios fundamentais de educação financeira estão sendo praticados, para que o comportamento dos pais sirva de exemplo aos filhos de modo natural.

O comportamento está intrinsicamente ligado às necessidades e desejos. De acordo com Engel, Blackwell e Miniard (2000), nem todas as intenções de compra são consumadas, sempre há a opção de abortar o processo neste ponto, podendo um grande número de fatores intervir, por exemplo: mudança de motivação – a necessidade ativada é atendida de outras formas, mudança de circunstâncias – fatores econômicos tornam a compra inadequada; nova informação – avaliação de opção anterior teve uma lacuna; e alternativas desejadas não estão mais disponíveis – falta não prevista.

Entende-se, portanto, que o comportamento financeiro entre jovens e adolescentes também está em formação, assim como sua percepção de valor e preço, comparando situações da vida, na rotina escolar e podendo vivenciar cada vez mais, para construir um equilíbrio e melhores escolhas no futuro.

2.3 EDUCAÇÃO FINANCEIRA NA ESCOLA

De acordo com a Portaria n° 1.035, publicada no D.O.U. de 8/10/2018 (BRASIL, 2018), a idade para ingresso no ensino escolar, inicia-se com seis (6) anos de idade, completados até 31 de março do ano que irá iniciar os estudos. Começa aí uma decisão familiar importante, dento em vista alguns fatores para a tomada de decisão, alguns por conveniência do ensino, opção de turno inverso, ou próximo a residência, outros mais pontuais pela qualidade de ensino e formação diferenciada.

O currículo escolar de ensino público e privado são diferentes, porque envolvem fatores que precisam de autorizações, liberações, orçamentos, nas escolas de rede pública torna-se um pouco mais difíceis alterações constantes no plano de ensino, pois são feitas atualizações conforme o governo do estado, já em escolas públicas municipais requerem planejamento orçamentário para projetos e alterações futuras. Nas escolas municipais de redes

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privadas a flexibilização é mais visível, ocorrendo através de reuniões com ambas as partes para propor novas formas de ensino, incluindo novos projetos, por exemplo, com a temática finanças, tanto as disciplinas ofertadas quanto o conteúdo que as disciplinas abordam pode ser mudado.

Educação financeira deve ser incluída nos currículos, independentemente da condição social que o aluno se encontra, é relevante a escola ter um olhar para este tema, visto que a formação de cidadãos precisa estabelecer-se com o econômico-financeiro, em ambas as redes de ensino, pública e privada, a escola prepara o aluno para a vida adulta, transformando e mudando suas concepções, através do conhecimento.

Em uma matéria do caderno de Educação, no Jornal da Manhã da cidade de Ijuí, em 9 de julho de 2019, p. 03, traz-se a importância desse tema, com a seguinte colocação:

Segundo levantamento coordenado pela Associação de Educação Financeira do Brasil (AEF-Brasil), iniciativas de Educação Financeira aumentaram 72% em cinco anos. Ao todo, foram identificados mais de 1,3 mil projetos sobre o tema, quase metade apenas em instituições de ensino.

Para ajudar a complementar a estrutura do ensino financeiro, foi instituído a Estratégia Nacional de Educação Financeira (ENEF), sendo uma mobilização multisetorial em torno da promoção de ações de educação financeira no Brasil, é uma política de Estado de caráter permanente, e suas características principais são a garantia de gratuidade das iniciativas que desenvolve ou apoia e sua imparcialidade comercial.

O objetivo da ENEF, criada através do Decreto Federal 7.397/2010, é contribuir para o fortalecimento da cidadania ao fornecer e apoiar ações que ajudem a população a tomar decisões financeiras mais autônomas e conscientes. A estratégia foi criada através da articulação de nove órgãos e entidades governamentais e quatro organizações da sociedade civil, que juntos integram o Comitê Nacional de Educação Financeira – CONEF. Os programas da ENEF são guiados pelo Plano Diretor, sua Deliberação e seus Anexos, documentos que consolidam a atuação da Estratégia Nacional de Educação Financeira. As ações da ENEF são compostas pelos programas transversais e setoriais, coordenados de forma centralizada, mas executados de modo descentralizado (BRASIL, 2010).

Sabendo que o projeto iniciou em 2010, tem disponibilizado anualmente relatórios sobre impacto que vem causando, tanto na atualização do tema para professores, como para alunos, em diferentes posicionamentos e aplicabilidades, de modo a haver interação. Assim CERBASI (2011, p. 34) afirma:

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É importante aprender na escola noções de Geografia, Química Orgânica, Literatura, Física, Gramática e Álgebra, entre outras. Mas seria muito importante também adquirir noções sobre o funcionamento de bancos, economia doméstica, orçamento e juros compostos. Afinal, todos os que concluírem a escola vão lidar, um dia, com esses elementos.

Entende-se de uma maneira geral, que é importante estar aberto ao ensino, o aluno precisa ser participativo, dar oportunidade do professor, de passar o conhecimento a ele, os pais por sua vez, precisam participar no ensino, independente da didática, acompanhar o processo evolutivo do jovem adolescente, é responsabilidade dos pais.

Recentemente neste ano vimos que a Educação Financeira será inclusa mais cotidianamente nas escolas, de forma tanto em disciplinas paralelas, como em atividades extracurriculares, ou adaptadas a grade vigente de cada disciplina, de modo que possam ser trabalhadas interdisciplinarmente, o fato do jovem ter acesso à Educação Financeira e levando essa informação para casa, vai de forma positiva impactar na realidade da família.

2.4 GESTÃO FINANCEIRA

Na Educação Financeira, conforme exposto anteriormente, a Gestão Financeira está diretamente relacionada, conforme KUHN (2012, p.12) “Administração Financeira é o processo administrativo enquanto se refere aos recursos financeiros [...], sou seja, qualquer ato administrativo ou de tomada de decisão que implica obtenção e/ou aplicação de recursos financeiros”.

Gerenciar as finanças é sobre os recursos disponíveis, ou sobre o que será feito para haver a disponibilidade, nas ações, projetos e incorporações, neste sentido, KUHN (2012, p.12) destaca que: “Uma decisão financeira ótima, pressupõem, primeiramente a identificação dos aspectos financeiros relevantes, especialmente os afetos à relação risco x retorno”.

Quando as pessoas permitem gerenciar seus custos, olhar com atenção as suas despesas, de forma a maximizar seus resultados, de forma estratégica as decisões são tomadas, com um olhar analítico ao mercado, o posicionamento que está, toda a variação de taxas, principalmente o juro que qualquer operação está presente, olhar com cuidado as antecipações de novas reações, é ficar mais preparado para tomar as decisões, de forma assertivas, uma das estratégias de equilíbrio econômico-financeiro seja unipessoal ou de um grupo, família, ou empresa, neste caso, família, é encontrar o ponto de equilíbrio entre receitas e despesas, é interessante como exercício para os respondentes, posterior ao estudo, calcular

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quanto vale um dia de trabalho dos seus familiares, pais, quando se tem a noção de valor e tempo, cuida de uma certa maneira comparativamente os gastos que serão feitos a posterior.

Dentro das finanças pessoais e para um melhor desempenho financeiro o modelo do quadrante de Kiyosaki pode auxiliar, conforme a seguir:

Imagem 1: Modelo Quadrante

Fonte: Kiyosaki (2001, p.21)

Portanto, ao investir deve-se seguir a seguinte expressão: “dividir os ovos em várias cestas”. Assim a análise de investimentos leva em consideração conseguir diversificar os investimentos e, ainda, as fontes de rendas, como expressa KIYOSAKI (2001, p.51):

Independentemente da quantidade de dinheiro que as pessoas ganhem, em última análise elas deveriam colocar algum no quadrante “I”. O quadrante “I” lida especificamente com a ideia do dinheiro gerar dinheiro. Ou com a ideia de que o dinheiro trabalha para que você não tenha que trabalhar. Ainda assim é importante reconhecer que há outras formas de investimento.

Por um tempo os brasileiros, não investiam, não arriscavam as suas finanças, principalmente nas cidades do interior, uma característica maior era o uso acentuado da poupança, que tem uma rentabilidade relativamente baixa, em comparativo a outras formas de investimento, esta característica é uma forma de ter segurança e controle total sobre o dinheiro, todo investimento gera um risco, mas muitas vezes é um risco que literalmente se paga. Em uma análise um pouco mais ampla o número de empresas S.A aumentou. As empresas também se arriscam, mas percebem ali a oportunidade de alavancagem econômica, de vitrine e de estarem em constante melhoria de seus serviços e produtos, algo que motiva a ser diariamente um pouco mais, o risco com o unipessoal não é diferente, se for analisado o

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quanto de dinheiro se gasta sem conhecimento, sabendo que a volatilidade do mercado é constante, começar neste quadrante é importante com o auxílio de um profissional.

Quando o equilíbrio econômico financeiro não ocorre, havendo distribuição de renda desigual, surgem pessoas com economia excedente, com mais renda do que gastos, conhecidos como superavitários, do mesmo modo o contrário, pessoas com mais gastos do que renda, conhecidos como deficitários, surgindo assim o mercado financeiro, que a oferta e demanda, um lado precisa o que o outro lado tem, neste caso o produto é o dinheiro.

O sistema financeiro é composto por três instituições principais: Conselho Monetário Nacional, pelo Banco Central e pela Comissão de Valores Mobiliários, o primeiro regula as condições, fiscalizando as instituições financeiras, o segundo atua como banco dos bancos, sendo o órgão executivo central, sendo feitas metas através do Comitê de Política Monetária do Banco Central, o terceiro tem como objetivo promover a expansão e o desenvolvimento do mercado de capitais, juga e puni irregularidades.

2.5 INVESTIMENTO DE JOVENS E ADOLESCENTES

Existem três tipos de investidores, os conservadores que são aqueles que não estão dispostos a perder nada, os moderados são aqueles que aceitam assumir alguns riscos, porém pequenos, e os agressivos, que arriscam investir.

De acordo com um estudo na região Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul, através de aplicação de 35 questionários, sendo a faixa etária interessante para este estudo, representada em 2,86% desta amostra, constatou-se que 8,57% têm perfil conservador, vale destacar aqui que a amostra se baseou em investidores ativos de uma corretora (Vogel, 2018).

Conforme a Caixa Econômica Federal (2020) o Perfil Conservador caracteriza-se por apresentar a segurança como fator de decisão dos investimentos a serem realizados, tendo baixa intolerância ao risco, procurando preservar ao máximo o capital investido. Kiyosaki (2001) traz a importância de investimento com a compreensão de que independentemente da quantidade de dinheiro que as pessoas ganhem, a ideia especifica do dinheiro é gerar dinheiro.

Os jovens e adolescentes precisam de estrutura, alguém que mostre o caminho, também vale para investimentos, começa aos poucos, com didáticas elaboradas em casa, na escola, e levando a degraus mais ousados, o importante nessa construção de conhecimento é que seja prática, que possa ser aplicável, tendo consciência da importância das suas consequências futuras na tomada de suas decisões.

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Porém, da mesma maneira que o jovem precisa de auxílio para tomar decisões, devido à sua pouca ou nenhuma experiência, os jovens e adolescentes não querem ajuda constante, querem ser e se sentirem livres, com alguma independência e autonomia na tomada de decisão, seja com decisões simples do dia a dia, seja em situações mais específicas, por exemplo.

Com base no cognitivo dos jovens e adolescentes, têm uma necessidade de trocar logo o interesse por algo ou alguém, são hormônios sendo bombardeados cotidianamente, é precisar de algo para si, que não pode esperar, imaginar este jovem e adolescente fazendo investimentos, como seria? A questão de desapego seria um fator positivo para seu perfil.

Analisando o processo de compra especialmente entre jovens e adolescentes, existem fatores que podem intervir neste processo de decisão, como explica ENGEL (2000, p.153):

Mudanças de Motivações – a necessidade ativada é atendida de outras maneiras ou outras necessidades tornam-se dominantes;

Mudanças de circunstancias – considerações econômicas ou outros fatores tornam a compra nesse ponto imprudente;

Nova informação – a avaliação de alternativas anterior mostrou-se deficiente; Alternativas desejadas não estão mais disponíveis – escassez não-prevista.

O investimento de jovens e adolescentes é algo atual, pois os pais que já possuem uma educação financeira estão sendo exemplos para os filhos, incentivando-os a cuidar do dinheiro tratando-o como um bem, e não para satisfazer a necessidade momentânea, este incentivo pode ser o próprio dinheiro, ou não, alguns jovens e adolescentes optam por fazer estágio remunerado, como alternativa de valorizar o dinheiro e sua independência econômica, não alterando o financeiro da família, por exemplo.

Importante destacar que nem sempre quem adquire um bem, é o que se beneficia dele, as decisões são feitas por diferentes etapas e processos, alguém inicia o processo, outra pessoa ou a mesma influencia para que seja adquirido, então alguém com poder financeiro decide, logo alguém será o comprador, que entrará no site ou na loja e por fim e não menos importante o usuário, que é quem vai se beneficiar, do bem produto e/ou serviço adquirido, o marketing analisa muito essa questão.

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2.6 IMPORTÂNCIA DO DINHEIRO NA VIDA ADULTA

Cabe o estudo sobre as classes sociais, assim ENGEL (2000, p.438) define como:

Classes sociais são [...] divisões relativamente permanentes e homogêneas numa sociedade, nas quais indivíduos partilhando valores semelhantes, estilos de vida, interesses e comportamentos podem ser categorizados. Referem-se a um agrupamento de pessoas que são similares em seus comportamentos baseados em sua posição econômica no mercado [...].

Todo o presente é reflexo do passado, falar de dinheiro é necessário, tendo em vista a ruína ou ascensão pessoal e profissional, precisamos estar todo dia buscando informações que nos acrescentam de forma a lidar melhor com o dinheiro.

Neste sentido, ENGEL (2000, p 439) destaca que: “Classe social é influenciada principalmente pela família, na qual você foi criado, a ocupação de seu pai provavelmente teve um efeito significativo na sua classe social”.

Quanto mais falar, mais conhecimento ter acerca das finanças, menos erros serão cometidos, menos frustrações acontecerão, porque houve preparo, não meramente sorte.

Ser um sujeito que questiona os acontecimentos, fará com que não aceite tão fácil as dificuldades diárias, quando permitimos falar do que não sabemos, oportunizamos aprender sobre, é diferente de um aprendizado.

Os jovens e adolescentes têm por isso uma agilidade no uso da tecnologia, isso favorece a curiosidade e facilita em muitos aprendizados, como por exemplo, saber sobre investimentos e melhorar a educação financeira da família como um todo, em muitas ocasiões os filhos, netos, auxiliam em outros processos tecnológicos.

Quando ao comportamento do consumidor, é importante analisar a ótica dos jovens para melhor entender o ponto de vista deles, assim, ENGEL (2000, p. 192) destaca:

“Money is what I need” (dinheiro é o que eu preciso) diz a letra de uma música popular. Cartões de crédito também satisfazem. Nenhuma outra variável é tão importante para entender o que as pessoas compram quanto o dinheiro. “Dinheiro é o que eu devia estudar” poderia muito bem ser a música-tema de cada estudante de comportamento do consumidor. Quase todos os estudos de pesquisa de marketing incluem a renda como uma das variáveis-chave para a explicação do comportamento dos consumidores.

Numa era mais primitiva, o escambo – a troca de bens por bens – era comum. O escambo ainda é importante em sociedades menos desenvolvidas e, num certo grau, nas economias ocultas de todas as sociedades. Existe uma “economia informal” substancial na qual as pessoas fazem permutas ou compram bens e serviços de maneiras que deixam de ser registradas e que não pagam impostos. Os “usuários

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frequentes” da economia informal são afluentes, de alto nível educacional e comparativamente jovens.

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3 METODOLOGIA

Conceitualmente, de acordo com VERGARA (2009, p. 06): “Toda pesquisa para ser desenvolvida, precisa de um projeto, de forma a orientar, quando este não for seguido causará prejuízo ao objetivo da pesquisa”. Para LAKATOS e MARCONI (1991, p.39), “Não há ciência sem o emprego de métodos científicos”. A metodologia apresenta os procedimentos que foram utilizados para o desenvolvimento da pesquisa, abordando a classificação da pesquisa, o universo amostral, os sujeitos da pesquisa, a coleta de dados e a análise e interpretação dos dados.

3.1 CLASSIFICAÇÃO DA PESQUISA

A pesquisa teve aspectos de abordagens quantitativas e descritivas. Segundo OLIVEIRA (1997, p.155): “O método quantitativo é muito usado no desenvolvimento de pesquisas sociais, de opinião, comunicação, dentre outros, representa de forma geral a garantia de precisão dos resultados”.

Já a abordagem descritiva, segundo Vergara (2009) expõem características de determinada população ou fenômeno, podendo estabelecer relação entre variáveis definindo a natureza.

Conforme Teixeira, Zamberlan e Rasia (2016) pesquisa são ações propostas para encontrar soluções de problemas, tendo por base procedimentos racionais e sistemáticos. É realizada quando se tem um problema e não se possui informações para solucioná-lo

Zamberlan et al. (2016) afirma que pesquisar é indagar-se, ir em busca de conhecimentos, observar, ações coerentes com a realidade, assumindo o estudante o papel na academia.

Galiardi (2016) fala que as pessoas convivem nos mais diferentes ambientes, adquirindo aprendizagens diferentes, o que aprendemos torna-se nosso bem maior, nosso patrimônio, a grande maioria busca oportunidades profissionais que permitem qualificar as condições de vida e receber melhor valorização pessoal e profissional, encontrando no ensino superior esta oportunidade.

A pesquisa quantitativa expressa através dos números as respostas obtidas com os sujeitos amostrais, de forma a identificar e metrificar as variáveis encontradas no estudo.

Quanto a natureza a pesquisa é aplicada, pois refere-se à discussão de problemas. Quanto a abordagem Drews (2016) diz que pesquisa quantitativa considera que tudo pode ser

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quantificável, ou seja, traduzir em números, quanto aos objetivos o estudo será baseado em pesquisa descritiva, pois pretende-se descrever relações entre variáveis.

Quanto aos procedimentos técnicos, o presente estudo caracteriza-se pelo método levantamento Survey. Para BRIZOLA (2016, p.99): “Assim o pesquisador realiza sondagem de opinião pública, sobre determinado tema de estudo”. VERGARA (2009) contribui sobre o assunto, onde fala que pesquisas bibliográficas são estudos sistematizados desenvolvidos com base em material disponível em livros, jornais, periódicos, meio eletrônicos, onde todos têm acesso de forma fácil.

3.2 UNIVERSO AMOSTRAL

De acordo com Vieira (2016) o planejamento de uma amostragem começa com a definição da população-alvo, a escolha de elementos e objetivos que possuem a informação procurada pelo pesquisador, fazendo inferências.

O universo desta pesquisa corresponde aos estudantes jovens adolescentes com idade variável de quatorze (14) a dezessete (17) anos, matriculados e frequentando regularmente a escola de ensino pública e privada na cidade de Ijuí.

Para a coleta de dados, definiu-se uma abordagem de sujeitos, conforme Vergara (2009) método não probabilístico, podendo ser de duas formas, por tipicidade ou acessibilidade. Drews (2016) afirma que a amostragem não probabilística se baseia no julgamento pessoal do pesquisador, de forma consciente relacionar os elementos a serem incluídos na amostra.

Atualmente Ijuí possui 24 escolas da rede municipal, 27 escolas da rede estadual e outras 4 escolas da rede privada. De acordo com estas quantidades, a pesquisa foi aplicada em uma escola pública e uma escola privada.

3.3 SUJEITOS/PARTICIPANTES DA PESQUISA

Os sujeitos desta pesquisa foram adolescentes de 14 a 17 anos, matriculados em escola pública e privada no município de Ijuí/RS. A amostra foi formada por 227 respondestes, sendo que 160 de escola pública e 67 de escola privada. Para a coleta das informações, enviou-se para as direções das escolas o link do formulário online (Google Forms), e o responsável encaminhou aos estudantes via e-mail.

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3.4 COLETA DE DADOS

Os dados foram coletados a partir de um questionário, o qual se encontra em anexo. O questionário foi enviado por e-mail aos estudantes.

3.5 ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DOS DADOS

Conforme Vergra (2009) pode-se tratar os dados tanto estatística quando não estatisticamente no mesmo estudo, a estatística descritiva pode servir como apoio na interpretação dita subjetiva.

Sendo assim, os dados foram analisados a partir de estatísticas descritivas e inferenciais e testes estatísticos. Além disto, foram proporcionados gráficos e tabelas dos resultados. Os resultados foram analisados a luz da teoria apresentada no referencialteórico,

Para Souza (2016) analisar os dados é o processo de transformação, além dos dados, limitando e interpretando o que os entrevistados disserem e o que o pesquisador viu e leu, isto é o processo de formação de significado.

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4 RESULTADOS

A pesquisa atingiu duzentos e vinte e sete estudantes matriculados, conforme mostra o gráfico a seguir, desse total cento e vinte e seis (55,5%) do sexo feminino e cento e um (44,5%) do sexo masculino, totalizando duzentos e vinte e sete (100%) dos respondentes, havendo mais participação feminina nas respostas.

Figura 1 - Dados Pessoais

Fonte: dados da pesquisa (2020).

Do total de entrevistados, cento e sessenta (70,5%) matriculados em escola de rede pública, e sessenta e sete (29,5%) da matriculados em escola de rede privada, a pesquisa atingiu maior envolvimento com alunos da rede pública de ensino.

Figura 2 – Estudante de escola pública ou particular

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Analisando o perfil dos respondentes, no quesito idade, setenta e cinco responderam ter 17 anos de idade (correspondendo a 33%), seguido de sessenta e sete respondentes com idade de 16 anos de idade (um percentual de 29,5%) do total, quarenta e cinco estudantes disseram ter 18 anos de idade ou mais (19,8%) e quarenta estudantes responderam ter 15 anos ou mais (um percentual de 17,6%). Ficou bem divido a faixa etária dos respondentes, sendo a maior participação com dezessete anos, seguido de dezesseis.

Figura 3 - Idade dos respondentes

Fonte: dados da pesquisa (2020).

Na quarta pergunta, sobre trabalho remunerado a pesquisa atingiu cento e noventa e dois (84,6%) disseram não realizar trabalho remunerado (estágio e/ou trabalho com carteira assinada) e trinta e cinco (15,4%) responderam que exercem alguma atividade remunerada. Nesta pesquisa a maioria dos respondentes não exerce atividade remunerada atualmente, poderia ter sido elencada uma questão que perguntasse se existe pretensão ou considera importante exercer uma atividade remunerada antes de completar dezoito anos de idade.

Figura 4 - Exercício de trabalho remunerado

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Ao questionar sobre o recebimento de mesada, cento e setenta e dois afirmando que recebem dinheiro dos pais, conforme a necessidade, quarenta e três disseram que sim recebe mesada mensamente, quatro (1,8%) afirmaram que recebem mesada a cada quinze dias, seguido de 3 respondentes que falaram receber a mesada semanalmente (1,4%). A maioria recebe dinheiro direto dos pais para seus gastos e necessidades

Figura 5 - Recebimento de mesada

Fonte: dados da pesquisa (2020).

Ao questionar sobre “você consegue economizar o dinheiro que ganha? Todos os respondentes se envolveram, tendo a afirmativa como maior resposta, cento e sessenta e três respondentes disseram economizar o dinheiro que ganha (71,80%), a segunda alternativa mais cotada foi, com cinquenta e três respondentes (23,3%) afirmando que talvez conseguem economizar, e 11 jovens e adolescentes afirmaram não conseguirem economizar o dinheiro que ganham (4,8%), de acordo com o gráfico a seguir, esta análise serve como um termômetro de poupar ou gastar dos jovens e adolescentes de Ijuí/RS, mostrando responsabilidade e uma certa maturidade do cuidado com o dinheiro.

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Figura 6 - Economia de dinheiro pelo respondente

Fonte: dados da pesquisa (2020).

Sobre a utilização do dinheiro, onde cada estudante poderia marcar até três opções, nesta pergunta todos os respondentes se envolveram, onde cento e noventa e dois (84,6%) respondentes disseram que guardam, seguido de noventa e quatro (41,4%) gastam com roupas e noventa e três (41%) gastam com lanches fora da escola, a quarta resposta mais pontuada foi de setenta e sete estudantes (33,9%) disseram ajudar os pais em casa, na sequência cinquenta e oito (25,6%) respondentes disseram que gastam com festas e diversões e cinquenta e quatro ( 23,8%) respondentes disseram que compram artigos eletrônicos. Esta análise reforça a anterior, os jovens e adolescentes gastam, investem em roupas, artigos eletrônicos, alguns inclusive ajudam seus pais, mas a grande maioria guarda o dinheiro, fazendo reserva dele, para ter sempre precisar.

Figura 7 - Utilização do dinheiro

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Sobre a ocorrência de conversa entre pais e filhos sobre o dinheiro, cento e noventa e dois (84,6%) disseram sim e trinta e cinco (15,4%) respondentes disseram não ter essa realidade em casa, conforme o gráfico mostra. Esta questão teve o intuito de analisar a rotina familiar, como forma de transparência sobre a situação financeira da família, apesar da grande maioria não ter conversa entre os pais, mantem um entendimento acerca do tema.

Figura 8 - Existência de conversa entre pais e filhos sobre dinheiro

Fonte: dados da pesquisa (2020).

Os respondentes foram indagados sobre a compreensão do significado da Educação Financeira, cento e oitenta e um (80,1%) dos estudantes responderam que compreendem o significado, quarenta e cinco (19,9%) dos estudantes responderam que não compreendem o significado. Nesta pergunta houve uma abstenção. Esta questão reforça a análise da questão anterior, os jovens e adolescentes acreditam compreender sobre Educação Financeira, independente se há conversa em casa sobre.

Figura 9 - Compreensão do significado da educação financeira

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A pesquisa indagou os estudantes respondentes sobre o significado da Educação Financeira, sendo cento e doze (57,4%) afirmaram que Educação Financeira é: “Saber o que fazer com o dinheiro”, sessenta e oito (34,9%) disseram que Educação Financeira é “Ajuda no controle dos gastos”, e quinze (7,7%) disseram que Educação Financeira é: “Gastar menos do que se ganha”. Nesta pergunta houve uma abstenção. Conforme mostra o gráfico. Nesta questão a proposta era identificar de forma mais específica sobre o significado que os jovens e adolescentes têm sobre a Educação Financeira, e o resultado foi surpreendente, a maioria, sendo um pouco mais da metade, acredita que é saber o que fazer com o dinheiro.

Figura 10 - Significado da educação financeira

Fonte: dados da pesquisa (2020).

Os respondentes foram indagas, se já ouviram falar sobre Educação Financeira, cento e noventa e dois (84,6%), estudantes responderam que sim, já ouviram falar sobre o tema e trinta e cinco (15.4%) estudantes responderam que não tinham ouvido falar sobre o tema. Esta questão é importante para estudos futuros, em um total de 227 respondentes, tendo 1 abstenção, para 35 estudantes é um tema novo, este número precisa ser explorado, a grande maioria conforme perguntas anteriores já conhecem ou ouviram falar sobre.

Figura 11 - Conhecimento ou já ter "ouvido falar" sobre educação financeira

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No momento em que foram indagados sobre as fontes de conhecimento sobre a Educação Financeira, poderiam escolher até três alternativas dentro da questão, a grande maioria cento e cinquenta e cinco estudantes responderam que têm o conhecimento sobre a temática através da internet (68,9%), seguido de cento e trinta e três que responderam ter o conhecimento através da família (59,1%), a terceira resposta mais pontuada foi de sessenta e dois estudantes dento o conhecimento através da escola (27,6%), quarenta e sete estudantes responderam que tem o conhecimento através de jornais, livros e revistas, (20,9%), quarenta estudantes responderam que tem conhecimento através de outros meios (17,8%), vinte e seis estudantes responderam que tem conhecimento através de amigos (11,6%) e dezenove estudantes responderam que nunca ouviram falar sobre o tema (8,4%), nesta houve três abstenções. Esta resposta era de se esperar, tendo em vista a faixa etária dos respondentes, o conhecimento dos jovens e adolescentes se dá na maioria através da internet, a segunda resposta também foi significativa para o estudo, a família veio logo após, tendo como terceira colocada a escola, é muito importante estes números para a pesquisa, pois embasa o estudo, a internet divulga muito mais conteúdo hoje em dia do que alguns anos atrás, a família está buscando se informar e conversar acerca do tema e a escola precisa estar atualizada de forma a ser o elo entre sociedade e família, quando estas três esferas estão próximas, fica mais fácil a fala para o entendimento em prática sobre a educação financeira.

Figura 12 - Fontes do conhecimento sobre educação financeira

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A pesquisa investigou ainda sobre a crença na importância do aprendizado para a vida sobre o uso do dinheiro, duzentos e vinte e seis (99,6%) responderam que aprender sobre o uso do dinheiro é importante para a vida, um estudante (0,40%) respondeu não ser importante. Esta questão também serve de termômetro para novos estudos e aprofundamentos acerca do tema, a maioria dos jovens e adolescentes respondentes entende ser importante aprender sobre o uso do dinheiro, a resposta desta questão foi importantíssima, reforça a visão dos respondentes em considerar o estudo.

Figura 13 - Crença na importância do aprendizado para a vida sobre o uso do dinheiro

Fonte: dados da pesquisa (2020).

Os estudantes foram questionados sobre a existência de projetos e iniciativas escolares na sua escola, cento e vinte e oito (56,4%) disseram não saber da existência, oitenta e cinco responderam que não existe (37,4%) e quatorze estudantes apontaram que existe projetos ou iniciativas sobre este tema na sua escola (6,2%). Esta análise é muito importante, pois na devolutiva as escolas e para novas pesquisas, existe a possibilidade de explorar estes números, mais da metade dos respondentes não sabem da existência de projetos ou iniciativas escolares, juntando com o percentual de resposta negativa acerca da questão, ultrapassa a metade, é um estudo para aprofundarmos, podendo sugerir parceria de projetos e iniciativas sobre a temática nas escolas.

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Figura 14 - Existência de iniciativas/projetos escolares sobre educação financeira

Fonte: dados da pesquisa (2020).

Como sequência a pergunta anterior, os estudantes foram questionados sobre de que maneira esta iniciativa e Educação Financeira ocorreu, sessenta e cinco respondentes (52,8%) disseram que ocorre e//ou ocorreu extraclasse, quarenta e um respondentes (33,3%) disseram que ocorreu nas aulas inseridas em outras disciplinas e dezessete respondentes (13,8%) disseram que a inserção foi nas aulas inseridas em disciplinas específicas de Educação Financeira. Nesta pergunta houve cento e quatro abstenções, o número de abstenções chamou atenção, a análise desta questão teve como maioria afirmando ser extraclasse as dinâmicas escolares.

Figura 15 - Dinâmica em que ocorre a iniciativa escolar de educação financeira

Fonte: dados da pesquisa (2020).

No momento seguinte os alunos foram questionados “se recebessem um mil reais, de forma inesperada, qual seria a atitude”, sobre este valor, neste caso cento e trinta e sete

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(60,6%) responderam que gastariam parcialmente, investindo o restante do valor, oitenta e dois (36,3%) responderam que guardariam, sete (3,1%) gastariam o valor. Nesta pergunta houve uma abstenção. Aqui nesta questão, é interessante analisar como a maioria respondeu, que gastaria, porém, uma parte iria investir, por não gastar tudo, apesar de ser um dinheiro inesperado, mostra um perfil poupador dos jovens e adolescentes.

Figura 16 - Atitude se recebesse R$ 1.000,00 de maneira inesperada

Fonte: dados da pesquisa (2020).

Na pergunta seguinte os respondentes foram indagados sobre uma suposição: Você tenha R$ 100,00 em uma poupança a uma taxa de juros de 2% a.a. e após 5 anos quanto você acredita que teria na conta se nunca retirasse o dinheiro? Cento e vinte e cinco (56,3%) responderam que teriam mais do que R$ 102,00, sessenta e seis (29,7%) responderam não saber, vinte e dois (9,9%) responderam que teriam menor de R$102,00 e nove (4,1%) responderam que teriam exatamente R$102,00. Nesta pergunta houve cinco abstenções. Nesta questão de hipótese, a análise fica acerca do cálculo de juros, percebeu que a maioria fez o cálculo da forma correta, mas fica interessante analisar as somas das respostas menos de R$102,00, exatamente R$102,00 e não saber, somam 43,7%, onde 97 estudantes não responderam da forma correta, também caberia aqui uma sugestão de outra pesquisa, ou aplicação prática nas escolas.

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Figura 17 – Suposição: que você tem R$ 100,00 em uma poupança a uma taxa de juros de 2% a.a. após 5 anos quanto você acredita que teria na conta se nunca retirasse o dinheiro?

Fonte: dados da pesquisa (2020).

Outra hipótese foi levanta: Imagine que a sua taxa de juros da poupança foi de 7% a.a. e a inflação foi de 7% a.a. Depois de 1 ano quanto você seria capaz de comprar com o dinheiro nesta conta? Cento e vinte (56,3%) respondentes disseram não saber, cinquenta e nove (26,7%) respondentes disseram ser menos do que R$ 107,00, trinta e três respondentes (14,9%) disseram ser exatamente R$ 107,00, nove respondentes (4,1%) responderam ser mais do que R$ 107,00. Nesta pergunta houve seis abstenções. Esta questão é sequência da anterior, e reflete que a maioria não sabe, também é muito interessante para o estudo usar os números posteriormente desta questão.

Figura 18 - Suposição: imagine que a sua taxa de juros da poupança foi de 7% a.a. e a inflação foi de 7% a.a. Depois de 1 ano quanto você seria capaz de comprar com o dinheiro nesta

conta?

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A hipótese seguinte foi: Suponha que um amigo herde R$ 10.000,00 hoje e seu irmão herde R$ 10.000,00 daqui a 3 anos. Quem é mais rico por causa da herança? Oitenta e cinco (38,6%) estudantes responderam o amigo, quarenta e sete (21,4%) estudantes responderam serão ricos iguais, quarenta e cinco (20,5%) estudantes responderam não saber e quarenta e três (19,5%) estudantes responderam que o irmão será mais rico. Nesta pergunta houve sete abstenções. Esta questão trouxe outra hipótese, sobre inflação, o valor do dinheiro hoje não será o mesmo de amanhã, pois o poder de compra altera conforme o valor monetário do mercado, com base na inflação.

Figura 19 – Suposição: um amigo seu herdou R$ 10.000,00 hoje e seu irmão herdará R$ 10.000,00 daqui a 3 anos. Quem é mais rico por causa da herança?

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A hipótese seguinte foi: Suponha-se que no ano de 2019 sua renda dobrou e os preços de todos os bens de consumo dobraram também. Dentro de 2019, quanto você será capaz de comprar com a sua renda? Cento e onze (50,9%) responderam exatamente o mesmo, quarenta e um (18,8%) responderam não saber, trinta e oito (17,4%) responderam mais do que hoje e vinte e oito (12,8%) responderam menos do que hoje. Nesta pergunta houve nove abstenções. Nesta questão foi interessante o resultado obtido, mostrado bastante divisão dos respondentes, somando as opções de resposta menos do que hoje, não saber, mais do que hoje, chegam a 107 respondentes, chegando próximo as resposta de exatamente o mesmo, onde 111 afirmaram a resposa.

Figura 20 – Suposição: no ano de 2019 sua renda dobrou e os preços de todos os bens de consumo dobraram também. Dentro de 2019, quanto você será capaz de comprar com a sua

renda?

Fonte: dados da pesquisa (2020).

Na pergunta a seguir os estudantes foram questionados sobre acreditar que um maior conhecimento no uso do dinheiro, pode trazer maior liberdade de escolha na vida? Duzentos e treze respondentes 95,9% responderam que sim, acreditam que ter mais conhecimento pode trazer mais liberdade nas escolhas, nove estudantes 4,1% afirmaram que não acreditam. Nesta pergunta houve 5 abstenções. Esta questão tem como objetivo avaliar a crença quanto ao uso correto do dinheiro pelos estudantes, a resposta foi positiva para o estudo.

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Figura 21 – Crença de que um maior conhecimento no uso do dinheiro pode trazer maior liberdade de escolha na vida

Fonte: dados da pesquisa (2020).

A questionar o seguinte: Se você pegar dinheiro emprestado no banco hoje, e devolver este dinheiro, daqui doze meses, quanto terá devolvido? Cento e noventa e quatro (88,6%) estudantes responderam que devolveria a quantia maior do que pegou emprestado, dezoito (8,2) estudantes responderam que devolveria a mesma quantia do que foi emprestado e sete (3,2%) estudantes responderam que devolveria menos do que pegou emprestado. Nesta pergunta houve oito abstenções. A grande maioria nesta questão tem consciência de quando for devolver um valor emprestado, este não será o mesmo, pois o valor do tempo precisa ser pago, envolve diretamente taxas de juros, como falado anteriormente toda operação tem.

Figura 22 – Se você pegar dinheiro emprestado no banco hoje, e devolver este dinheiro, daqui doze meses, terá devolvido:

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Ao responder sobre “acreditar que o dinheiro pode trabalhar por você”. Cento e vinte e um (54,8%) estudantes afirmaram que sim, cem estudantes (45,2%) afirmaram que o dinheiro não pode trabalhar por ela. Nesta pergunta houve seis abstenções. Esta questão vale como termômetro para novos estudos, uma pergunta talvez difícil para os respondentes, visto que teve um equilíbrio nas respostas.

Figura 23 – Crença de que o dinheiro pode trabalhar para uma pessoa, ao invés do contrário

Fonte: dados da pesquisa (2020).

Sobre o conhecimento com seus gastos, a pesquisa questionou os estudantes se sabem quanto e com o que gastam seu dinheiro, cento e noventa e sete (89,1%) estudantes responderam que sim, sabem, vinte e quatro estudantes (10,9%) responderam não ter conhecimento, sobre seu dinheiro. Nesta pergunta houve seis abstenções. Esta questão apesar de algumas abstenções a maioria dos respondentes disse ter conhecimento de quanto e com o que gasta, isso mostra uma postura consciente dos estudantes.

Figura 24 – Conhecimento de quanto e com o que o próprio dinheiro é gasto

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Sobre a maneira de planejamento com seus gastos, a pesquisa questionou aos estudantes se os seus gastos são planejados, cento e cinquenta e seis (71,6%) estudantes responderam que sim, são planejados, quarenta e seis (21,1%) estudantes responderam não planejar seus gastos, dois (0,9%) estudantes responderam que as vezes planejam seus gastos, dois (0,9%) estudantes responderam que depende, um (0,5%) estudante respondeu que as vezes, um (0,5%) estudante respondeu que as vezes sim, porém as vezes dá imprevistos, um (0,5%) estudante respondeu que depende da quantidade de dinheiro, um estudante (0,5%) respondeu que as vezes sim, um (0,5%) estudante respondeu que alguns gastos planeja, um estudante (0,5%) respondeu que no geral gasta o dinheiro pessoal apenas com comida, sem gastos expressivos, um (0,5%) estudante respondeu que depende do que estiver precisando, um (0,5%) estudante respondeu que depende do que irei gastar, um (0,5%) estudante respondeu que parte sim, parte não, um (0,5%) estudante respondeu que as vezes sim, um (0,5%) estudante respondeu que mais ou menos, as vezes gasta sem ter planejado, um (0,5%) estudante respondeu que mais ou menos, existem os gastos fixos, mas as vezes surgem situações inesperadas que pedem um gasto de dinheiro não planejado, um (0,5%) estudante respondeu que normalmente sim, mas as vezes há imprevistos, um (0,5%) estudante respondeu que depende da necessidade. Nesta pergunta houve nove abstenções. Não teve muita divisão de respostas, ficando a maioria sim, planejam os gastos, reforçando a questão anterior.

Figura 25 – Planejamento de gastos

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Os respondentes foram indagados se acreditam que sabem como investir seu dinheiro? Cento e vinte e um estudantes (83,3%) responderam que sim, acreditam saber, e noventa e sete estudantes (16,2%) responderam não acreditar que sabem. Nesta pergunta houve nove abstenções. Esta análise foi bem pontual e mostra aqui que a maior parte dos respondentes acredita saber como investir o seu dinheiro,

Figura 26 – Sobras de dinheiro no final do mês

Fonte: dados da pesquisa (2020). .

Os respondentes foram indagados se tem o costume de poupar ou gastam todo o seu dinheiro. Cento e noventa e dois (88,1%) estudantes responderam que têm o hábito de poupar, vinte e seis (11,9%) estudantes responderam que têm o hábito de gastas tudo que têm. Nesta pergunta houve nove abstenções. Fica claro nesta pergunta que a característica dos respondentes é ser poupador.

Figura 27 – Hábito de poupar ou gastar dinheiro

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