Adolfo Bioy Casares

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Velhice, memória e poder em "Diario de la guerra del cerdo", de Adolfo Bioy Casares

Velhice, memória e poder em "Diario de la guerra del cerdo", de Adolfo Bioy Casares

Levando-se em conta que a intrincada feição do opressor em Diario de la guerra del cerdo é composta por traços advin- dos de outros atores sociais e políticos, para além dos Jóvenes Turcos e do Estado, ressalta-se a atuação de veículos midiá- ticos durante os dias de abalo à paz social em Buenos Aires. Assim como no caso dos discursos de Arturo Farrell, o leitor do romance de Adolfo Bioy Casares não tem acesso direto ao conteúdo das matérias publicadas nos jornais a respeito dos ataques aos idosos. Uma informação pontual, no en- tanto, assume elevada importância para a interpretação das relações de poder verificadas no enredo e para a compreen- são do título do texto literário. Trata-se de artigo publica- do no periódico Ultima Hora, comentado por Arévalo, um dos muchachos, em conversa entabulada durante o velório de Néstor, um dos membros do círculo de amigos. Naquele texto de jornal, o período de violência sofrida pelos idosos ganha o rótulo de guerra al cerdo. 31
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A fronteira entre a fantasia e a realidade na obra "La invención de Morel" de Adolfo Bioy Casares

A fronteira entre a fantasia e a realidade na obra "La invención de Morel" de Adolfo Bioy Casares

Este trabalho acadêmico pretende analisar a fronteira entre a fantasia e a realidade na obra “La invención de Morel” do autor argentino Adolfo Bioy Casares, escrita em 1940. São objetivos específicos desta pesquisa: avaliar como os aspectos literários tais como os personagens, o tempo, o espaço e o tipo de narrador influenciam no teor fantástico do livro; perceber de que maneira o autor apresenta acontecimentos irreais para os leitores; averiguar como esta obra pode ser utilizada didaticamente em sala de aula, em especial em um curso básico de Língua Espanhola. A metodologia empregada será a pesquisa qualitativa baseada na análise dos elementos inerentes ao Realismo Mágico na obra, focando nas ações dos personagens principais o fugitivo, o cientista Morel e Faustine. Bem como, os fatos ocorridos ao longo da história serão esmiuçados a fim de por em evidência as alucinações do protagonista e a fantasia vivida por ele. A pesquisa bibliográfica contou com a contribuição teórica de Meehan (2011) e Barroca (2009). Ressalta-se que esta pesquisa se faz importante, uma vez que “La invención de Morel”, além de ser um clássico da literatura hispano- americana, provoca nos leitores reflexões sobre a imortalidade, o amor e o medo da solidão.
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Um Sexta-Feira que se chamava Dos: Adolfo Bioy Casares e a tradição das literaturas de língua inglesa A Friday Who Was Called Dos: Adolfo Bioy Casares and the Literary Tradition in the English Language

Um Sexta-Feira que se chamava Dos: Adolfo Bioy Casares e a tradição das literaturas de língua inglesa A Friday Who Was Called Dos: Adolfo Bioy Casares and the Literary Tradition in the English Language

associada por Ian Watt à ascensão do romance, o escritor argentino Adolfo Bioy Casares participa da discussão sobre a historicidade do gênero romanesco ao apresentar proposições bastante diversas em 1940, quando da publicação de La invención de Morel. Um dos mecanismos utilizados por Bioy para lançar luz sobre a historicidade dos gêneros literários consiste no estabelecimento de sucessivos contrastes e aproximações entre os romances Robinson Crusoé e La invención de Morel, o que posteriormente vem a repercutir no conto “Un perro que se llamaba Dos”, publicado em 1948. A reflexão sobre o efeito de autenticidade se instaura em La invención de Morel pela apresentação, no rol de personagens, de um editor que a si arroga a faculdade de comentar o texto escrito pelo narrador-protagonista e de colocar em dúvida as informações por este ofertadas. A partir da relação de divergência entre narrador-protagonista e editor, Bioy confronta a ideia de autenticidade do relato e opera de modo a inibir inclinações ao estabelecimento de correspondências entre
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Entre o monumento de Eliot e a biblioteca de Borges: reflexões sobre a tradição literária em contos de Adolfo Bioy Casares

Entre o monumento de Eliot e a biblioteca de Borges: reflexões sobre a tradição literária em contos de Adolfo Bioy Casares

No museu, István Banyay não apenas conserva a herança de seu antepassado; cria ali um espaço de interlocução com o século XVII: “sabe-se lá o que vou encontrar atrás da porta. Quando trabalho nas minhas biografias para a Enciclópedia, sempre imagino que o século XVII está nesse quarto.” (BIOY CASARES, 2014, p. 279). Muito além de fomentar uma interação com o passado, Banyay procede à recriação do século XVII ao insertar a si mesmo no período histórico admirado. Nos movimentos de István Banyay – e não nos de Anthal Horvath – identifica-se um diálogo exitoso com unidades de valor estético ou histórico representativas da tradição. Nesse diálogo, a subcorrente de “El otro laberinto”, ao tocar a corrente, assinala uma dinâmica em que, primeiro, o sujeito dialoga com a tradição e nesta consegue provocar alterações. Em seguida, a subcorrente aponta que o ato criativo e a vida fomentam um ao outro e ocasionam, ao final, o desaparecimento da figura do sujeito criador em prol da obra criada – e, no caso, a obra criada trata-se de nada menos que um século. Banyay alinha-se, assim, ao “náufrago voluntário” (LAFON, 1994, p. 155, tradução nossa) de La invención de Morel e acaba por projetar, na ação protagonizada por Nicolás Almansa em La aventura de un fotógrafo en La Plata, romance que viria a ser publicado em 1985, uma das formas de interação entre criador e obra criada visitadas por Adolfo Bioy Casares ao longo de sua trajetória literária.
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O homem-ilha, o arquipélago e o mar bravio: velhice e insulamento em Diario de la guerra del cerdo, de Adolfo Bioy Casares: velhice e insulamento em Diario de la guerra del cerdo; de Adolfo Bioy Casares

O homem-ilha, o arquipélago e o mar bravio: velhice e insulamento em Diario de la guerra del cerdo, de Adolfo Bioy Casares: velhice e insulamento em Diario de la guerra del cerdo; de Adolfo Bioy Casares

Hoje, que não saio, vou glosar este mote. Acudo assim à necessidade de falar comigo, já que o não posso fazer com os outros; é o meu mal. A índole e a vida me deram o gosto e o costume de conversar. A diplomacia me ensinou a aturar com paciência uma infinidade de sujeitos intoleráveis que este mundo nutre para os seus propósitos secretos. A aposentação me restituiu a mim mesmo; mas lá vem dia em que, não saindo de casa e cansado de ler, sou obrigado a falar, e, não podendo falar só, escrevo. 70 Enquanto Hagar Shipley empreende esforços para relembrar toda uma trajetória de vida, o Conselheiro Aires desvela, em seu diário, dois anos nos quais vive as experiências da aposentadoria, observa as personagens com as quais convive e reflete sobre seu entorno. Apesar das diferenças concernentes ao recorte temporal, uma característica os aproxima: ambos se dedicam a narrar eventos relacionados ao quotidiano. Quanto a este aspecto, sobreleva-se a particularidade verificada em Diario de la guerra del cerdo, objeto de estudo desta dissertação, no qual a trama se desenvolve sob o ponto de vista de um homem de quase sessenta anos que não almeja elogiar ou ponderar sobre a velhice, promover um exercício autocontemplativo, expor eventos corriqueiros ao fim de um dia, tampouco confrontar-se espontaneamente com lembranças que o conduzam à avaliação de um percurso palmilhado. Por meio da escrita de um diário, narram-se, no romance de Adolfo Bioy Casares, episódios motivadores de uma grave perturbação na rotina do protagonista don Isidro e de seus amigos. A partir da compreensão de que a quebra da quotidianidade consiste em elemento fundamental no enredo de Diario de la guerra del cerdo, corrobora-se a perspectiva de Noemí Ulla, segundo a qual Adolfo Bioy Casares é um “[...] maestro en la invención de situaciones que desvían de la vida tranquila de sus protagonistas, generalmente hombres”. 71
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Traducción y formación de géneros: la antología de la literatura fantástica de Jorge Luis Borges, Adolfo Bioy Casares y Silvina Ocampo

Traducción y formación de géneros: la antología de la literatura fantástica de Jorge Luis Borges, Adolfo Bioy Casares y Silvina Ocampo

A pesar de que la Antología de la literatura fantástica se presenta como una compilación que realizaron Jorge Luis Borges, Silvina Ocampo y Adolfo Bioy Casares (tanto en la portada como en la página del título los nombres aparecen en ese orden), críticos y lectores han tendido a minimizar la participación de Silvina en la empresa. Frecuentemente la autoría se atribuye, sin reservas, a Borges y Bioy Casares; otras veces, la presencia de Silvina es justificada en función de las sabidas relaciones personales (esposa de Bioy, amiga de Borges), y cuando su participación no es ignorada, es reducida a una presencia puramente nominal. Puede decirse que, en cierta medida, las relaciones personales entre los compiladores sirvieron para ocultar las ideas que el volumen expresaba – y los nexos que pueden percibirse entre éstas y la producción de los tres escritores. El hecho de que el año de publicación de la Antología sea el del casamiento de Silvina y Bioy, con Borges como testigo, contribuye a acentuar este desplazamiento y a transformar la actuación de Silvina en una mera anécdota, una prueba más de los vínculos personales, un acontecimiento sin proyección literaria. Silvina fue durante un tiempo una autora secreta, para iniciados. Por otra parte, su desinterés por los debates y discusiones sobre cuestiones literarias – en tanto debates públicos, ya que en su obra pueden leerse varios debates estéticos de época –, así como el silencio acerca de su vida personal, favorecieron su permanencia en un segundo plano. (Louis. Definiendo un género: La Antología de la literatura fantástica de Silvina Ocampo, Adolfo Bioy Casares y Jorge Luis Borges, p. 1).
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A construção do fantástico na novela La invención de morel, de Adolfo Bioy Casares

A construção do fantástico na novela La invención de morel, de Adolfo Bioy Casares

Durante a primeira presidência de Perón (1946-1955), Jorge Luis Borges e Adolfo Bioy Casares escreveram um conto intitulado Fiesta del Monstruo, ou Monsterfest, sob o pseudônimo de Bustos Domeq. A personagem principal é um operário que descreve sua participação em uma demonstração de apoio a Perón na Plaza de Mayo. Usando os termos mais perversos que se possam imaginar, Borges e Bioy descrevem os peronistas como seres disformes, vulgares, estúpidos, feios, obesos, com pés e nariz chatos – em suma, mostrengos genéticos que não merecem ser respeitados, nem ter direito a voto. À medida que a multidão se concentra na Plaza de Mayo, encontra um judeu, que é assassinado brutalmente. O conto termina na Plaza, quando Perón, o monstro sorridente, começa sua arenga. A despeito de estarem separados por um século, Echeverría, Borges e Bioy Casares enfrentavam um dilema semelhante: como apoiar a democracia em teoria e ao mesmo tempo desacreditar o apoio da maioria dado a Rosas ou a Perón. Assim, Echeverría, Bioy Casares e Jorge Luis Borges ilustram o paradoxo do liberalismo argentino em dois séculos diferentes; embora teoricamente favoráveis à democracia, eles são profundamente antipopulares e absolutamente não-igualitários. (Shumway, 2008, p. 194)
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Adolfo Bioy Casares e a amizade

Adolfo Bioy Casares e a amizade

„ ABSTRACT: This paper analyzes the friendship between two characters from Dormir al sol, a literary work by the Argentinian writer Adolfo Bioy Casares, as an ethical and aesthetic proposal of resistance against strategies normalization of conducts calculated to prevent communitarian bonds. The relationship between a disciplined clockmaker and a clandestine gambling seller picaro is proposed as an apprenticeship journey by which one achieves the capacity of self-determination and the right to a communitarian life where differences and conflicts are considered as indispensable in the construction of mutual respect. We intend to analyze the presence of the picaro character as an aesthetic device of laughing and irreverence that resists instruments controlling the popular imaginary and the act of living together in micro-spheres through conducts normalization and communitarian relationships immunization. In the centenary year of Casares’s birth, we are interested in featuring the importance this great writer recognized in friendship, what leads us to consider his epithet of “Borges’s best friend” not as a shade, but as a deserved homage.
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No imóvel ponto do mundo que gira: utopia, modernidade e paranoia em Dormir al sol, de Adolfo Bioy Casares

No imóvel ponto do mundo que gira: utopia, modernidade e paranoia em Dormir al sol, de Adolfo Bioy Casares

Ao nos voltarmos a Casares, especificamente, vemos que desde A invenção de Morel, romance publicado em 1940, o escritor argentino demonstra sua preocupação com a forma que os avanços tecnológicos invadem a vida humana. Aqui já falamos de avanços que o século anterior via quase como utopia, entre os quais destacam-se o rádio, a televisão, a aviação e o uso comum do automóvel. A techné, que, partindo do fogo, levara milênios para chegar à televisão, é agora vista pelo homem pela sua constante promessa de aumentar o conforto humano: batedeiras, liquidificadores, chuveiros elétricos, máquinas de lavar, ferros de passar, telefone móvel, controle remoto... Se no contexto de A invenção de Morel os objetos mais modernos da tecnologia eram a TV e o rádio, mesmo assim com alcance restrito às classes mais abastadas, em Dormir al sol já lidamos com um mundo que, embora apenas trinta anos (ou seja, nada se comparado ao processo que levou do fogo à pólvora, por exemplo) distante de 1940, já tem inserido em seu cotidiano objetos da tecnologia dos quais já não se vê desprovido, seja no campo das telecomunicações, no saneamento, na agricultura, na engenharia, na biologia, nas ciências computacionais etc. As mulheres e homens de 1973, ano da publicação do romance, já haviam encarado as grandes promessas e as maiores mazelas da tecnologia: a Shoah, a conquista da Lua, a destruição das armas nucleares, a libertação oferecida pela pílula anticoncepcional, o acesso rápido e fácil à penicilina. Ainda não sabiam o que viria na sequência: fertilização in vitro, internet, biotecnologia, nanotecnologia, cibernética, Mars Rover, Google Earth, Google Glass e pau de selfie. Embora não soubessem o que estava por vir, a rapidez incomparável com que a modernidade modificava a vida cotidiana tornou-se, em algum momento do século XX, a preocupação central de inúmeros artistas e pensadores, que passaram a dedicar maior atenção àquilo que o homem havia se tornado e poderia vir a se tornar (talvez o lado mais assustador da questão) com o avanço desmedido da techné. Dessa temática desponta a ameaça da promessa tecnológica, sobre a qual nos debruçamos agora.
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Violência e emoções racionais: Diario de la guerra del cerdo, de Adolfo Bioy Casares.

Violência e emoções racionais: Diario de la guerra del cerdo, de Adolfo Bioy Casares.

volta em suas divagações melancólicas. Dois sonhos simultâneos de amantes, ligados por algum sentimento de interioridade e de conexão, ou os sonhos de duas pessoas que vivem o mesmo cenário de pesadelo. No capítulo XXXII, escondido por seu filho e contra sua vontade no sótão da casa, Vidal sonha que o lugar se incendia e, logo, aprova essa que chama purificação pelo fogo que, tomando uma nova configuração no seu sonhar acordado, conclui com a merecida vitória dos jovens sobre os idosos inúteis. Como se vê, o romance tem sua estrutura organizada com foco em narrativas individuais, um dos trunfos da escrita de Bioy Casares, nas quais os estados de sonhos são capazes de transformar qualquer coisa em outra, até de signos contrários, verdadeiros oxímoros e contradições que cobram força espectral, desmancham velozes com a saída da vigília da personagem que então se depara com a realidade e com seu presente prosaico e sem qualidade de vida.
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MATAR A BORGES: QUANDO O AUTOR VIRA PERSONAGEM

MATAR A BORGES: QUANDO O AUTOR VIRA PERSONAGEM

Também é importante registrar os mencionados desagravos que foram ficcionalizados na narrativa, cuja função foi apoiar Borges e sua literatura. Historicamente, o escritor argentino foi respaldado por intelectuais ligados à revista Sur, como Victoria Ocampo e Adolfo Bioy Casares. Aliás, muitos escritores de sua geração foram seus leitores, dado que no início de sua carreira a literatura borgeana não obteve uma ampla recepção crítica. Isso levou alguns críticos a classificarem a literatura de Borges como destinada apenas a escritores. Nessa perspectiva, Matar a Borges estabelece um diálogo com a história da literatura, dado que tanto os elogios quanto os questionamentos a obra borgeana abordados no romance refletem as diversas leituras dessa literatura na Argentina ao longo das últimas décadas. Dessa maneira, somos remetidos ao processo de canonização de Borges cujo reconhecimento começou a partir da década de 1960 com o recebimento do prêmio Formentor.
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"O HOMEM QUE FORA CONSUMIDO" - UM CONTO DA "ALMA EXTERIOR".

"O HOMEM QUE FORA CONSUMIDO" - UM CONTO DA "ALMA EXTERIOR".

Como ilustração da personalidade narcísica, An- zieu toma uma alegoria literária, “e não um caso clín- ico”, a partir da novela de Adolfo Bioy Casares, La in- vención de Morel (1940). Nesta obra, o narrador registra em seu diário uma série de alterações progressivas e in- capacitantes, resultado de uma doença misteriosa que o atinge paulatinamente, através da pele, afetando sua percepção do ambiente e da realidade, à medida que compromente sua propriocepção. A descrição feita por Bioy Casares ajusta-se à “ideia da existência de uma du- pla pele psíquica – uma pele externa e outra interna, cujas relações vão ser esclarecidas no decorrer do texto”, segundo o modelo proposto por Anzieu (1989, p. 144). Em “O homem que fora consumido”, apesar do tom sa- tírico, seria possível estabelecer uma comparação entre os modelos de personalidade narcísica e de estado-li- mite, descritos por Anzieu, tomando como exemplos “esse indivíduo de aspecto realmente distinto que é o brigadeiro por distinção John A. B. C. Smith” (POE, s/d, p. 43) e o narrador do conto, respectivamente. O pri- meiro forneceria um modelo de distúrbio narcísico, se- gundo a deinição de Anzieu:
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Épocas, Notas e Citações: A Prática Historiográfica de Francisco Adolfo de Varnhagen na História Geral do Brasil (1854-1857; 1877)

Épocas, Notas e Citações: A Prática Historiográfica de Francisco Adolfo de Varnhagen na História Geral do Brasil (1854-1857; 1877)

Francisco Adolfo de Varnhagen, sócio do IHGB, leu em sessão de 1º de agosto de 1840 uma memória 214 em que demonstrava a necessidade de se estudar as línguas indígenas como meio de conhecer um pouco esses povos que, segundo ele, em sua infância não tinham história apenas etnografia. 215 Na ocasião sugeria ao Instituto um programa de pesquisa etnográfica incumbido de estudar as línguas indígenas, principalmente o onomástico, tentando assim estabelecer as diferenças e ramificações entre as tribos indígenas para posteriormente buscar características gerais que possibilitassem a revelação de línguas e povos mais antigos. 216 Ele acreditava que os índios do descobrimento eram representantes de um estado decadente de uma grande civilização anterior, de povos mais desenvolvidos cujo conhecimento se daria por meio do estudo da língua. Ele mesmo empreenderia um trabalho dessa natureza publicado em 1876, trata-se de L’Origine Touranienne des Américains Tupis-Caribes et des Anciens Egyptiens. Ao estudar a língua tupi o sorocabano teria identificado palavras gregas e certas flexões de verbos que aproximavam o tupi do latim. Seguindo esses indícios ele passaria mais de trinta anos estudando a lingüística. Segundo Temístocles Cezar, o objetivo inicial de Varnhagen era comparar o tupi com os antigos dialetos gregos e latinos, o que acabou sendo improdutivo. 217 Ele passou então a comparar o tupi com outros dialetos como o hebraico, fenício, armênio, assírio, babilônico, chegando ao estudo do egípcio encontrando semelhanças entre os egípcios e os tupis. A hipótese de
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Francisco Adolfo de Varnhagen e algumas linhas de força da historiografia portuguesa do seu tempo (1839-1841)

Francisco Adolfo de Varnhagen e algumas linhas de força da historiografia portuguesa do seu tempo (1839-1841)

With the present article, I intend to contribute to the study of Francisco Adolfo de Varnhagen’s relations with the Portuguese historiographical community, and also to emphasize his personal and intellectual proximity and distance to some of the most relevant names of the Portuguese historiography of the period, such as Cardinal Saraiva, Alexandre Herculano, and the Viscount of Santarem. The study was based on manuscript sources and on Portuguese and Brazilian bibliography. The letter that the Viscount of Santarem wrote to Varnhagen, dated December 8, 1839, is frequently cited as having used, for the first time, the word cartography, which is credited to Santarem. The letter was written during a dispute between the two authors, about some of the characteristics of the cultural studies dedicated to the Portuguese history, both in Paris and Lisbon, and, more importantly, about the work Crónica da Guiné, by Zurara, and the importance of the undiscovered document’s relevance as an instrument of affirmation and prestige for the historian.
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Francisco Adolfo de Varnhagen e a negação do indianismo romântico

Francisco Adolfo de Varnhagen e a negação do indianismo romântico

Resumo: Este artigo, a partir da análise de textos de Francisco Adolfo de Varnhagen, visconde de Porto Seguro, demonstra como e por que esse autor passou de uma perspectiva favorável em[r]

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ELEMENTOS PARA SUA EFETIVAÇÃO  João Adolfo Ribeiro Bandeira

ELEMENTOS PARA SUA EFETIVAÇÃO João Adolfo Ribeiro Bandeira

implementação dos direitos humanos, até mesmo a definição entre direitos positivos que geram custos ao Estado e direitos negativos, que são “permitidos” ou possibilitados pel[r]

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Adolfo Casais Monteiro e a Doutrina Estética da "Presença"

Adolfo Casais Monteiro e a Doutrina Estética da "Presença"

Pensamos que de todos os presencistas terá sido Adolfo Casais Monteiro aquele que mais convictamente procurou, para a sua obra, uma abrangência poética, estética e doutrinária, entre as encruzilhadas estéticas e históricas do seu tempo. É na Presença, como poeta e como crítico e ensaísta, o que mais entusiasmo demonstra em relação às grandes linhas decorrentes da revolução modernista, bem como o que melhor compreende as razões éticas dos neorrealistas que conduziram às suas opções estéticas. Age do interior da publicação no sentido de criar uma estética e uma crítica inovadoras, retomando da aventura órfica a essencial rebeldia. O valor da Presença não deverá pois ser unicamente aferido pelos valiosos materiais coligidos nos cinquenta e seis números da revista, mas também por aquilo que desencadeou em termos gerais no panorama cultural do país. Ou seja, é marcante “a sua ação crítico- pedagógica em prol da arte moderna num período em que os setores tradicionalistas, passadistas, ainda detinham um poder apreciável no campo literário” 1 . Casais Monteiro não esconde os seus mestres, identifica-os abertamente tanto na poesia como no pensamento crítico e reflexivo: Baudelaire, Whitman, António Machado, Fernando Pessoa e os heterónimos Álvaro de Campos e Alberto Caeiro, Mário de Sá-Carneiro (sobretudo no decadentismo de Confusão e no tédio existencial dos primeiros livros de versos), Supervielle, Manuel Bandeira, Proust, Alain, Jung, Gide, entre outros vindos sobretudo do espaço da N.R.F.. O autor de A Poesia de Fernando Pessoa surge na revista, enquanto poeta e enquanto crítico, como um autor de encruzilhada, traçando por entre o delta de possibilidades um rumo próprio do qual nunca no essencial se desviou. Esse rumo passou por uma independência absoluta em relação a qualquer credo literário, filosófico ou político, sem com isso ignorar a realidade histórica do tempo, nem as linhas ideológicas e teórico-críticas que marcaram essas décadas, integrando-as crítica e poeticamente. Não admira, por isso, que seja de entre os colaboradores da Presença aquele em cuja escrita, em simultâneo, é possível detetar todas as confluências, todas as contaminações do seu tempo nos mais diversos planos da criação, da doutrinação e da mundividência. Tudo isto enraizando numa visão pessoal, aliada a uma voz asperamente humana, que faz com que, após a passagem do tempo sobre a poeira das pequenas guerrilhas em que se envolveu, seja reconhecido
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Mila Arch Marin y Adolfo Jarne Esparcia

Mila Arch Marin y Adolfo Jarne Esparcia

Comprende el estudio, explicación, promoción, evaluación, prevención y en su caso, asesoramiento y/o tratamiento de aquellos fenómenos psicológicos, conductuales y relacionales que inc[r]

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OF SEROLOGICAL ASSAYS IN DIAGNOSING ACUTE

OF SEROLOGICAL ASSAYS IN DIAGNOSING ACUTE

A 24-year-old woman, a veterinary physician, tobacco addict who was living in an urban area but exposed to some rural activities sought information at the Laboratory of Mycosis Immunodiagnosis, Immunology Section, Adolfo Lutz Institute, after a one- month history of irregular fever, asthenia, dyspnea, malaise, chest pain and mucopurulent sputum. Additionally, the woman presented episodes of gastric alterations with vomiting and weight loss. Two weeks before, she had visited caves seeking bats and arachnids in Bonito, Mato Grosso do Sul state, Brazil. She remained inside the cave for two to three hours. The laboratory test examination revealed leukocytosis among lymphocytes and monocytes, while HIV antibodies were negative. Chest radiograph displayed multiple nodules as infiltrate foci in the base of the lungs and hilar adenopathy. Sputum direct examination of three samples was negative for H. capsulatum yeast form. The hemoculture analysis was also negative. The patient was treated with ketoconazole 400 mg/day for 12 days. We evaluated three serum samples: before, during and 30 days after antimycotic therapy.
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Echovírus 6 associado à doença exantemática.

Echovírus 6 associado à doença exantemática.

Exantema viral é considerado problema comum em regiões tropicais, afetando principalmente crianças. Diversos exantemas cutâneos estão associados a infecções por Enterovirus. Amostras biológicas provenientes de uma criança apresentando exantema generalizado foram enviadas ao Laboratório de Vírus Entéricos do Instituto Adolfo Lutz para a realização do diagnóstico laboratorial. Amostra viral isolada em RD (human rhabdomyosarcoma cells) foi submetida à reação em cadeia pela polimerase apresentando um produto de 437 pares de base, característico de gênero Enterovirus. O sorotipo echovirus 6 (E-6) foi identificado por ensaio de imunofluorescência indireta. Em adição, as amostras pareadas de soro apresentaram soroconversão para E-6. Até o momento, não há relatos do envolvimento de E-6 associado a doenças exantemáticas no Brasil, enfatizando a importância da vigilância epidemiológica para essas doenças e suas complicações.
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