Ambientes aquáticos

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Strombomonas Deflandre (Euglenophyceae) em ambientes aquáticos na Área de Proteção Ambiental do Ibirapuitã, Estado do Rio Grande do Sul, Brasil

Strombomonas Deflandre (Euglenophyceae) em ambientes aquáticos na Área de Proteção Ambiental do Ibirapuitã, Estado do Rio Grande do Sul, Brasil

RESUMO - (Strombomonas Deflandre (Euglenophyceae) em ambientes aquáticos na Área de Proteção Ambiental do Ibirapuitã, Estado do Rio Grande do Sul, Brasil). Este trabalho é resultado do estudo taxonômico de táxons do gênero Strombomonas Defl. na Área de Proteção Ambiental do Ibirapuitã, localizada no sudoeste do Estado do Rio Grande do Sul. As amostras foram coletadas entre março/2011 e março/2012 abrangendo 10 locais, sendo seis no rio Ibirapuitã e quatro em ambientes lóticos e lênticos próximos a esse rio. A análise qualitativa de 26 amostras resultou na identificação de 18 táxons específicos e infraespecíficos. É proposta uma nova combinação Strombomonas scabra (Playf.) S.M. Alves-da-Silva comb. nov. Strombomonas brasiliensis Conf. é o primeiro registro para o Estado. Strombomonas verrucosa (Daday) Defl. var. verrucosa foi muito frequente ocorrendo em amplo espectro de variáveis ambientais como: condutividade elétrica, pH, temperatura da água, sílica e matéria orgânica.
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Determinação de fontes de hidrocarbonetos policíclicos aromáticos e alifáticos em sedimentos de ambientes aquáticos

Determinação de fontes de hidrocarbonetos policíclicos aromáticos e alifáticos em sedimentos de ambientes aquáticos

e alcanos isoprenóides. A concentração total de hidrocarbonetos policíclicos variou entre 33,66 e 772,61 ng g -1 . Apesar dos, relativamente, baixos valores de concentração quando comparados a outros ambientes aquáticos, a Represa de Ibirité mostrou-se significativamente influenciada pelas várias atividades antrópicas da região, refletindo a contribuição de fontes de hidrocarbonetos petrogênicos e pirogênicos. Os hidrocarbonetos de origens biogênicas, derivados de plantas vasculares terrestres e aquáticas, também foram detectados nos sedimentos da represa, dado o alto grau de assoreamento do local e, principalmente, do florescimento excessivo de algas e macrófitas aquáticas (processo de eutrofização). Além disso, a presença de misturas complexas não resolvidas em todos os cromatogramas analisados, aponta para um significativo aporte petrogênico na região. Os níveis de contaminação por hidrocarbonetos policíclicos aromáticos individuais em alguns sedimentos de Ibirité sugerem que ocasionais efeitos adversos à biota daquela região poderiam ser observados devido a presença desses contaminantes. O ponto coletado no Córrego Taboões I (Serra do Rola-Moça; sítio de referência) foi o único que não apresentou características petrogênicas, porém já apresenta influência da queima de combustíveis fósseis de indústrias e automóveis da região metropolitana de Belo Horizonte.
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Avaliação toxicológica de ambientes aquáticos: importância da análise em sedimento

Avaliação toxicológica de ambientes aquáticos: importância da análise em sedimento

O acelerado crescimento populacional e a expansão agrícola e industrial nas últimas décadas demandaram maior utilização dos recursos hídricos, o que também causou a degradação dos ambientes aquáticos (Bertoldo et al. 2016). Ações antrópicas, como: (a) o lançamento de efluentes; (b) a disposição de resíduos sólidos e (c) a infiltração de lixiviados, contribuem para a contaminação dos corpos de água com agentes patogênicos e resíduos químicos, o que compromete a qualidade das águas superficiais e subterrâneas, afetando a saúde e a segurança da população (Clavijo et al. 2016; Lenart-Boroń et al. 2017).
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Caracterização de ambientes aquáticos no rio de Ondas, cerrado baiano.

Caracterização de ambientes aquáticos no rio de Ondas, cerrado baiano.

O objetivo do presente trabalho foi realizar a caracterização da disponibilidade dos ambientes aquáticos presentes no rio de Ondas, visando obter informações sobre a complexidade estrutural e subsídiar políticas públicas de gestão dos recursos hídricos que permitam o uso compartilhado da água e a proteção da biodiversidade da bacia. O rio de Ondas drena área de 5.559 km 2 , localizada no oeste baiano, em uma região de cerrado. Para a caracterização, foram delimitados dois trechos: no alto e no baixo curso da bacia, onde foram realizados um levantamento topobatimétrico, caracterização do leito e hidráulica nos períodos seco e chuvoso. No levantamento topobatimétrico, verificou-se que no alto curso, as altitudes variaram de 699,82 m a 714,06 m e no baixo curso de 439,45 m a 446,91 m. Os perfis batimétricos permitiram a visualização da estrutura do leito e da distribuição dos ambientes no canal. Na análise granulométrica do alto curso predominou areia (88,94%), enquanto no baixo curso matacão (76,9%) e blocos (23,1%). No alto curso, a vazão variou de 5,20 m 3 s -1 (seco) a 9,07 m 3 s -1 (chuvoso); e no baixo curso de 25,73 m 3 s -1 (seco) a 66,44 m 3 s -1 (chuvoso). A complexidade dos ambientes dos trechos favorece a diversidade biológica no rio de Ondas, resultando na disponibilidade de ambientes com diferentes características que beneficiam as aptidões das espécies aquáticas à estrutura do canal. O estudo das características físicas do rio de Ondas possibilitou um amplo conhecimento dos micro-ambientes nos trechos estudados, subsidiando estudos relativos à biota aquática e à gestão de recursos hídricos.
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Protozoários de vida livre em ambientes aquáticos do RN: ocorrência, caracterização e importância para a educação básica

Protozoários de vida livre em ambientes aquáticos do RN: ocorrência, caracterização e importância para a educação básica

A água é considerada um bem imprescindível à vida, além de ser um fator condicionante do desenvolvimento econômico e do bem-estar social, representado tanto pela quantidade disponível, como pela qualidade. No semiárido nordestino, as secas que ocorrem de forma periódica aliada a atividades antrópicas, agravam a situação da conservação dos recursos hídricos nessa localidade. Para amenizar essa condição é comum a construção de reservatórios artificiais, como açudes e barragens. Assim como nos ambientes aquáticos naturais, estes reservatórios são locais propícios para a proliferação, crescimento e desenvolvimento de diversas comunidades biológicas, seja de animais, vegetais e de microrganismos. As pesquisas sobre a composição e ecologia dessas comunidades, sobretudo as microbianas, ainda são restritas. Um dos grupos menos estudados nesses ambientes são os protozoários de vida livre, que ao longo do tempo foram negligenciados e depois de descobertas sobre suas variadas funções no ecossistema aquático começam a receber mais atenção por parte dos estudiosos. Eles são, em termos quantitativos, os mais importantes consumidores de microrganismos (principalmente algas e bactérias) nos ambientes aquáticos, e, por isso controlam a abundância destes. Eles influenciam, portanto, a estrutura da cadeia alimentar aquática em termos de composição de espécies, abundância, biomassa e biodiversidade. Apesar do reconhecimento da importância dos protozoários no balanço final das transferências tróficas em ambientes aquáticos, existem poucos dados e, de um modo geral, são, ainda, precários os conhecimentos sobre eles. Tendo em vista a importância dos protozoários em ambientes aquáticos e a escassez de pesquisas relacionadas a este grupo, sobretudo no Estado do Rio Grande do Norte, o presente estudo teve - como objetivo identificar os gêneros e espécies de protozoários de vida
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PERFIL TAXONÔMICO E FUNCIONAL MICROBIANO EM AMBIENTES AQUÁTICOS

PERFIL TAXONÔMICO E FUNCIONAL MICROBIANO EM AMBIENTES AQUÁTICOS

A mensuração da diversidade microbiana é um dos maiores desafios do campo microbiológico, principalmente por problemas metodológicos. Com o avanço de novas metodologias foi possível observar que a diversidade de microrganismos era maior do que se pensava, assim, possibilitando o estudo desse conjunto de microrganismos. O estudo dos genomas de diversos microrganismos contidos em um dado ambiente é denominado de metagenômica. A metagenômica pode ser utilizada para o estudo de diversos tipos de ambientes, como solo, ar, corpo humano, intestino de cupim, entre outros. Dentro dos ambientes estudados pela metagenômica, o ambiente aquático vem sendo alvo de diversos estudos. Apesar de apresentar diversos estudos descrevendo diferentes profundidades e até mesmo diferentes hábitats (esponja, corais por exemplo), ainda existem inúmeros hábitats no ambiente marinho que ainda não possuem estudos focados sobre a microbiota. Diferente do ambiente marinho, trabalhos focados na descrição da microbiota de água doce são escassos. Além disso, apesar de toda sua importância ecológica, diversos desses corpos d’água estão sendo perturbados por atividades antropogênicas, levando à alteração da microbiota. Alguns trabalhos focaram na detecção de biossensores capazes de detectar impactos antropogênicos no meio ambiente. O objetivo de presente trabalho foi contribuir na descrição da comunidade microbiana em ambientes aquáticos. Para atingir essa meta foram realizados dois estudos, o primeiro estudo foi realizar a análise taxonômica e funcional da comunidade bacteriana do rio Paraguaçú na estação de chuva e seca, além de avaliar o efeito de proteção do Parque Nacional da Chapada Diamantina (PNCD) sobre a qualidade da água e da diversidade da microbiota do rio Paraguaçú. Outro estudo realizado foi o primeiro trabalho metagenômico focado em poças de maré. Esse trabalho deu enfoque na descrição do perfil taxonômico e funcional da microbiota das poças de maré situados em Ocean Beach, San Diego, CA, EUA. Ambos ambientes trabalhados possuem um grande potencial biotecnológico e se apresentaram como fundamentais na determinação do perfil da microbiota encontrada. No rio Paraguaçú foi possível observar uma predominância de genes relacionados à degradação de pesticidas (como o Benzoato), enquanto nas poças de maré foi possível observar uma maior abundância de genes relacionados à tolerância a ambientes com alta concentração salina. Novos estudos devem ser realizados para ambos ambientes buscando elucidar melhor os processos que ocorrem nesses ambientes.
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TOXICIDADE DOS METAIS NÍQUEL E COBRE E SUA POSSÍVEL ATUAÇÃO COMO INTERFERENTES ENDÓCRINOS EM AMBIENTES AQUÁTICOS

TOXICIDADE DOS METAIS NÍQUEL E COBRE E SUA POSSÍVEL ATUAÇÃO COMO INTERFERENTES ENDÓCRINOS EM AMBIENTES AQUÁTICOS

As alterações encontradas em ambos os metais, no presente estudo, como parênquima heterogêneo, sen‑ do visto o deslocamento do núcleo, a vacuolização e degeneração citoplasmátic[r]

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Avaliação ecotoxicológica das cinzas de queimadas do Cerrado em ambientes aquáticos

Avaliação ecotoxicológica das cinzas de queimadas do Cerrado em ambientes aquáticos

Diversos estudos sobre as transformações químicas das cinzas na água, constataram que parte desses elementos se dissolve, ocasionando diretamente transformações no pH e no oxigênio dissolvido (OD) (PEREIRA e ÚBEDA, 2010). O pH pode aumentar e chegar a patamares não suportáveis por algumas espécies, bem como o OD é drasticamente reduzido, causando a mortalidade dos organismos dependentes da sua concentração na água. De fato, as alterações no pH, proveniente da mineralização da matéria orgânica libera metais no solo e as cinzas resultantes da combustão (constituídas basicamente por óxidos e cátions, tais como: Ca 2+ e Mg 2+ ) altera as formas dos metais em iônicas e são transportados para os sistemas aquáticos (PITMAN 2006; PEREIRA e ÚBEDA 2010). O aumento do pH pode alterar a solubilidade, a polaridade, a volatilidade, a estabilidade, assim como a especiação de compostos em uma dada solução (RAND, 1995).
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Avaliação do potencial da espécie Vetiveria Zizanioides na fitorremediação de metais-traço presentes em ambientes aquáticos

Avaliação do potencial da espécie Vetiveria Zizanioides na fitorremediação de metais-traço presentes em ambientes aquáticos

Segundo Benetti e Bidone (2009) existem, basicamente, dois grupos de elementos químicos na água. O primeiro, chamado conservativo, apresenta conservação estável ao longo do tempo. Nesse grupo incluem-se o cloro e o sódio, que apresentam grande importância ecológica por sua influência sobre a pressão osmótica e o equilíbrio iônico, resultando na classificação de organismos aquáticos em função da tolerância a diferentes salinidades. Um segundo grupo de elementos, não conservativos, apresenta concentração variável no tempo; estão aí incluídos o nitrogênio e o fósforo, nutrientes essenciais ao metabolismo e limitantes do desenvolvimento dos organismos aquáticos. Já a matéria orgânica presente na água incrementa o metabolismo no meio aquático com reflexo em suas propriedades físicas e bioquímicas. E ainda, existem muitos outros elementos que, mesmo a baixas concentrações, apresentam influência nos organismos presentes no meio aquático.
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Oligochaeta (Annelida) de ambientes aquáticos continentais do Estado do Mato Grosso do Sul (Brasil)

Oligochaeta (Annelida) de ambientes aquáticos continentais do Estado do Mato Grosso do Sul (Brasil)

Entre as décadas de 1970 e 1990, os estudos realizados pelo professor Gilberto Righi consolidaram o atual conhecimento da taxonomia e sistemática de Oligochaeta no Brasil (Moreno & Mischis, 2004; Römbke, 2004). Desde então, alguns trabalhos sobre a composição, distribuição e ecologia dos Oligochaeta aquáticos têm sido realizados (Takeda, 1999; Alves & Strixino, 2000; Montanholi- Martins & Takeda, 2001; Collado & Schmelz, 2001; Corbi & Trivinho-Strixino, 2002, entre outros).

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Identificação e resistência a antimicrobianos de espécies de Aeromonas móveis isoladas de peixes e ambientes aquáticos.

Identificação e resistência a antimicrobianos de espécies de Aeromonas móveis isoladas de peixes e ambientes aquáticos.

Das amostras de água dos tanques de criação foram obtidos não somente o maior percentual de isolamento, como também a maior diversidade de espécies isoladas. Das três espécies isoladas da superfície corpórea dos peixes, nenhuma é considerada patogênica entretanto, Aeromonas sobria e A. jandaei possuem potencial patogênico para seres humanos (OMS, 2003), o que representa risco de contaminação do pescado e, conseqüentemente, do consumidor. Aeromonas hydrophila é a espécie mais associada a infecções em organismos aquáticos e a sua baixa freqüência de isolamento da superfície corpórea dos peixes analisados pode ser devida ao histórico de ausência de doenças nos plantéis.
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BIODEGRADAÇÃO DE BIODIESEL SOJA, MAMOMA E HIDROCARBONETOS MONOAROMÁTICOS EM AMBIENTES AQUÁTICOS

BIODEGRADAÇÃO DE BIODIESEL SOJA, MAMOMA E HIDROCARBONETOS MONOAROMÁTICOS EM AMBIENTES AQUÁTICOS

Neste estudo, avaliou-se a biodegradação do biodiesel puro (B100) de soja e mamona e sua interação com os compostos BTEX, utilizando microcosmos anaeróbicos preparados com água subterr[r]

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Degradação de polifenóis em cinco espécies vegetais em ambientes aquáticos.

Degradação de polifenóis em cinco espécies vegetais em ambientes aquáticos.

conhecidos os trabalhos realizados nos reservatórios de Curuá-Una (Rio Curuá-Una) eTucu rui (Rio Tocantins) ambos no Estado do Pará (Junk e t a l.. de Balbina, que utilizará recursos[r]

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Localização de áreas de monitoramento telemétrico em ambientes aquáticos da Amazônia.

Localização de áreas de monitoramento telemétrico em ambientes aquáticos da Amazônia.

Devido à ampla variabilidade hidrológica, limnológica e biológica no domínio espaço-temporal, a aquisição de dados durante campanhas de campo eventuais se mostra insuficiente para aumentar a compreensão científica acerca da variabilidade dos ecossistemas aquáticos. Além disso, o monitoramento dessas variáveis em campo é bastante ineficiente tanto em relação ao custo unitário da aquisição do dado quanto em relação à freqüência adequada para monitorar as várias escalas de variação dos fenômenos ecológicos. Geralmente são realizadas campanhas de campo com duração limitada, as quais permitem a obtenção de um número restrito de amostras de alguns corpos d’água. A análise da rede de coleta (www.ana.gov.br) é suficiente para mostrar a precariedade dos dados disponíveis para monitorar as alterações de qualidade das águas brasileiras face à multiplicidade dos impactos antrópicos. Tendo em vista a complexidade inerente a esses sistemas, o estudo e a modelagem da dinâmica ecológica demanda uma quantidade expressiva de informação, a qual só pode ser obtida através do uso de novas tecnologias, tais como os sistemas de monitoramento automático e telemétrico.
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Tecamebas (Protozoa Rhizopoda) associadas às macrófitas aquáticas da bacia do rio Jequitinhonha: Parque Estadual do Rio Preto e Parque Estadual do Grão Mogol, MG

Tecamebas (Protozoa Rhizopoda) associadas às macrófitas aquáticas da bacia do rio Jequitinhonha: Parque Estadual do Rio Preto e Parque Estadual do Grão Mogol, MG

Amebas testáceas pertencem ao grupo dos Protistas de vida livre mais heterogêneo e polifilético, dentre os protozoários. Os organismos são heterotróficos, podendo se alimentar de matéria orgânica, algas, células de plantas, protistas, fungos e pequenos metazoários, sendo que algumas espécies são polífagas, enquanto outras possuem alimentos es- pecíficos, (Gilbert et al, 2000). Podem ser predados por outros invertebrados e inclusive por vertebra- dos, como reportado por Silva-Neto et al (1997) que identificaram várias espécies de tecamebas em estô- magos de peixes do Pantanal Matogrossense. Este grupo de protozoários aquáticos tem grande interesse para o estudo dos ecossistemas, uma vez que a presença da concha rígida e identificação rela- tivamente fácil lhes confere a categoria de bons indi- cadores biológicos Booth (2001; Wanner (1999); Corliss (2002) afirmam que o grupo é pouco estuda- do e sua importância é negligenciada quanto à biodiversidade nos ecossistemas da biosfera. No Brasil, os trabalhos sobre tecamebas são escas- sos, e, segundo estudos realizados por Velho et al (2000a e b), Lansac-Tôha et al (2001) e Velho et al (2001), os levantamentos taxonômicos concentram- se nos estados do Rio Grande do Sul, Paraná, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Os ambientes aquáticos pesquisados refe- rem-se, principalmente, aos de caráter lêntico, como áreas alagadas, lagoas de planície de inundação e re- servatórios. Nestes ambientes, os organismos tor- nam-se muito abundantes, devido ao intenso pro- cesso de decomposição das plantas, predominando na região litorânea, (Dabés & Velho, 2001).
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Ambrósio Leonardo André Flores de Matos

Ambrósio Leonardo André Flores de Matos

Os protozoários, como é o caso das amibas de vida livre, são considerados os hospedeiros naturais de Legionella pneumophila nos ambientes aquáticos (Isaac & Isberg, 2014; Sherwood & Roy, 2016; Xu & Luo, 2012). Para além de permitirem a replicação intracelular, também garantem a sobrevivência das bactérias conferindo proteção às mesmas ao evitarem o contacto das bactérias com biocidas, promovendo assim resistência aos tratamentos de desinfeção e às condições adversas à sua sobrevivência no meio ambiente (Borella et al., 2005; García, Jones, Pelaz, Millar, & Abu Kwaik, 2007; Philippe, Blech, & Hartemann, 2006). Verifica-se que a presença de Legionella nos diversos sistemas artificiais de água sujeitos a vários tratamentos de desinfeção, está provavelmente relacionada com a sua permanência no meio intracelular dos protozoários (Cateau et al., 2014; Magnet et al., 2015).
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Contaminação por mercúrio em ecossistemas aquáticos: uma análise das áreas críticas.

Contaminação por mercúrio em ecossistemas aquáticos: uma análise das áreas críticas.

De modo geral, podemos dividir os poluentes que mais causam danos aos ecossistemas em dois grandes grupos. O primeiro inclui substâncias presentes nos efluentes de grandes áreas urbanas, especialmente associadas à disposição imprópria de resíduos sólidos (lixo) e ao tratamento inadequado ou inexistente de esgoto sanitário. Os ambientes aquáticos, como rios, estuários e áreas cos- teiras, são os mais afetados pelos contaminantes gerados por essas fontes. Nesse grupo encontram-se a matéria orgânica, que resulta em um aumento da deman- da bioquímica de oxigênio nos sistemas aquáticos, e o excesso de nutrientes – particularmente nitrogênio e fósforo –, que promovem a proliferação de algas e plâncton em águas naturais. O resultado desse tipo de poluição ambiental é a eutrofização dos ecossistemas, caracterizado por um crescimento acelerado de organismos fotossintéticos simples, como algas e bactérias e a eliminação de espécies mais sensíveis às novas condições ambientais, contribuindo ainda mais com o aumento da demanda bioquímica de oxigênio. A continuação do processo de poluição resulta em ambientes anóxicos ou subóxicos, ou seja, com níveis insuficientes de oxigênio para o pleno desenvolvimento da vida aquática. Os países pobres e populosos são os principais agentes desse tipo de poluição, cuja causa está diretamente relacionada à baixa condição de vida da população, sem saneamento básico e tratamento de esgotos sanitários deficientes. Exemplos
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Arquitetura de Software para Barcos Robóticos

Arquitetura de Software para Barcos Robóticos

Propomos neste trabalho uma arquitetura de software para barcos robóticos destinados a atuarem em ambientes aquáticos diversos, de forma totalmente autônoma, realizando telemetria com uma estação-base e desta recebendo missões a serem realizadas. Tal pro- posta visa aplicar-se dentro do projeto N-Boat do laboratório Natalnet-DCA, que tem como objetivo principal capacitar um veleiro a navegar autonomamente. Os componen- tes constituintes dessa arquitetura são os módulos de memória, estratégia, comunicação, sensoriamento, atuação, energia, segurança e supervisão, formando estes os sistemas do barco e da estação-base. Para sua validação foi desenvolvido um simulador implementado na linguagem C e utilizando recursos da API gráfica OpenGL, cujos principais resulta- dos foram obtidos na implementação dos módulos de memória, de atuação e de estratégia, mais especificamente no compartilhamento de dados, no controle das velas e do leme e no planejamento de rotas curtas baseado em um algoritmo de navegação, respectivamente. Os resultados dos experimentos realizados, mostrados no presente trabalho, indicam a viabilidade da utilização real da arquitetura de software desenvolvida e sua aplicação na área da robótica móvel autônoma.
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Distribuição dos grupos funcionais de plantas aquáticas em áreas alagadas costeiras do nordeste brasileiro

Distribuição dos grupos funcionais de plantas aquáticas em áreas alagadas costeiras do nordeste brasileiro

16 Os grupos funcionais ocorrentes em ambientes aquáticos podem apresentar diferentes características segundo suas formas de crescimento. Em planícies de inundação sazonais, plantas flutuantes livres de pequeno porte constituíram um único grupo funcional capaz de ocorrer sob as mesmas condições abióticas analisadas (Monção et al . 2012). Em sistemas lênticos, os agrupamentos funcionais constituídos por formas de crescimento com folhas flutuante e as anfíbias, múltiplos pontos de crescimento apical, área foliar de tamanhos médio e pequeno correlacionaram-se com processos de aquisição de recursos associados à profundidade e à perturbações do meio por mudanças de temperatura, revelando os traços sensíveis a tais eventos (Willby et al . 2000). Em lagoas temporárias, um padrão de ocorrência das formas de crescimento complementares permitiu a coexistência das espécies dominantes ao longo da lâmina d’água (Tabosa et al. 2012), cuja a comunidade de plantas aquáticas foi estruturada pela ação simultânea de filtros abióticos e pela competição interespecífica (Ferreira et al., 2015). Como as formas de crescimento foram relacionadas à filtros bióticos e abióticos, estas refletem traços funcionais selecionados pelo sistema, contribuindo para o entendimento da formação da comunidade plantas aquáticas (Monção et al. 2012; Ferreira et al. 2015).
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Hyphomycetes isolados da água e do solo da Reserva Florestal de Dois Irmãos, Recife, PE, Brasil.

Hyphomycetes isolados da água e do solo da Reserva Florestal de Dois Irmãos, Recife, PE, Brasil.

RESUMO – (Hyphomycetes isolados da água e do solo, da Reserva Florestal de Dois Irmãos, Recife, PE, Brasil). Visando ampliar o conhecimento sobre a diversidade de fungos em ambientes aquáticos, coletas da água e do solo das margens dos açudes do Vale do Prata e do Meio foram efetuadas na Reserva Florestal de Dois Irmãos, Recife, Estado de Pernambuco. Dentre outras, foram isoladas cinco espécies pouco comuns de Hyphomycetes. As amostras de água foram coletadas abaixo da lâmina d’água e as de solo nas margens dos referidos açudes. As amostras de solo foram submetidas a diluições até 1:10000 e 1 mL de cada suspensão foi plaqueado no meio de Martin acrescido de cloranfenicol (50 mg/L). Alíquotas (1 mL) das amostras de água foram semeadas no mesmo meio. As placas foram deixadas em temperatura ambiente (27 °C±2), durante 3-4 dias, para o desenvolvimento de colônias e posterior isolamento dos fungos. Dentre as espécies identificadas Curvularia tuberculata Jain, Dendrosporium lobatum Plakidas & Edgerton ex Crane, Dichotomophthoropsis nymphaearum (Rand) M. B. Ellis, Phaeoisaria glauca (Ellis & Everh.) Hoog & Papendorf e Trichurus spiralis Hasselbring são destacadas porque haviam sido pouco referidas e não descritas anteriormente no Brasil.
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