Análise do discurso jornalístico

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Vitória-Minas: análise do discurso jornalístico sobre o único trem de passageiros cotidiano no Brasil

Vitória-Minas: análise do discurso jornalístico sobre o único trem de passageiros cotidiano no Brasil

Neste capítulo, apresentamos um levantamento tanto dos principais percursos semânticos no intradiscurso quanto de algumas relações interdiscursivas pertinentes ao corpus constituído pelos jornais Hoje em dia, O Tempo e Estado de Minas (2005 a 2007). Para isso, foi feita uma análise das escolhas lexicais, dos implícitos e explícitos, e das estratégias de persuasão nos textos do discurso jornalístico. A noção de texto com que trabalhamos é a de que há uma “união de um plano de conteúdo com um plano de expressão. Quando se manifesta um conteúdo por um plano de expressão, surge um texto” (FIORIN, 2006, pág. 45). Considerando que um conjunto de temas e figuras articulados em percursos semânticos forma o intradiscurso, destacamos os temas e as figuras que se fazem presentes na materialidade dos textos jornalísticos. Destacamos também relações interdiscursivas, que são apresentadas ao longo da análise, pois é a partir dos dados lingüísticos do intradiscurso que conseguimos descobrir relações entre o discurso analisado e outros discursos.
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Análise do discurso jornalístico na sua formulação de sentidos sobre a implantação do rádio digital em Florianópolis

Análise do discurso jornalístico na sua formulação de sentidos sobre a implantação do rádio digital em Florianópolis

Os discursos são espaços históricos e ideológicos impregnados nos dizeres dos sujeitos e estão sempre se movendo, sofrendo transformações sociais e políticas. A seguir faremos uma breve análise das diferentes práticas discursivas, em que se pode notar como se formam as produções de sentido. O discurso jornalístico, enquanto prática social faz parte de um processo histórico de seleção de acontecimentos que serão recordados no futuro; o discurso publicitário através da linguagem utiliza recursos como a sedução e persuasão pela mensagem. Por fim, o discurso político mostra ser um fato social definindo a forma de utilização da linguagem em seu uso e em seus efeitos psicológicos e sociais.
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De torcedores a facções: uma análise do discurso jornalístico sobre as torcidas organizadas no Brasil

De torcedores a facções: uma análise do discurso jornalístico sobre as torcidas organizadas no Brasil

A terceira e última parte da análise visa entender o sentido construído pelo discurso jornalístico no conjunto das notícias apresentadas. Primeiramente, é importante perceber que este trabalho não pretende defender as torcidas organizadas, mas procura esclarecer que esta não pode ser tratada de maneira generalizada como violenta. O discurso apresentado pelas matérias dessa pesquisa aponta uma clara interferência da experiência e da vivência do próprio repórter na construção de sentido da notícia. Ainda que se possa falar da torcida de forma positiva, a preferência é sempre destacar os fatores negativos, com o uso de imagens, de expressões como “facção criminosa”, “bando” ou “gangue”. A utilização dessas ferramentas afunila uma possibilidade de visões sobre o assunto. A teoria de Wolfgang Iser, relatada no terceiro capítulo deste trabalho, se encaixa perfeitamente nessa questão. Como as matérias não apresentam um conteúdo mais profundo sobre a questão da violência entre as torcidas, o texto das reportagens abre lacunas, dúvidas da própria história, que acabam sendo preenchidas pelo leitor. Espectador este que é induzido ao pensamento generalista, já que das quatorze matérias estudadas aqui, todas transmitem a ideia de uma torcida organizada sempre violenta.
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A assexualidade no discurso jornalístico: uma análise discursiva

A assexualidade no discurso jornalístico: uma análise discursiva

Resumo: O presente trabalho teve por objetivo analisar como o discurso jornalístico significou a assexualidade, bem como os efeitos de sentido que nele irromperam a partir da reportagem “Assexuais: a quarta orientação sexual?”, que circula na página eletrônica do jornal espanhol El País. Buscamos ainda verificar se o discurso jornalístico colaborou para sedimentar sentidos sobre a assexualidade ou rompeu com padrões já estabelecidos na nossa formação social. A pesquisa foi desenvolvida pelo viés da Análise de Discurso de linha francesa, fundada por Michel Pêcheux, na década de 1960, na França, e desenvolvida por Eni Orlandi (1996, 2003), no Brasil, e demais pesquisadores que com ela (com)partilham do mesmo escopo teórico. Após as análises, verificamos que, na reportagem, a assexualidade é significada como uma orientação sexual cujos indivíduos buscam reconhecimento. Verificamos também que houve a quebra de padrões estabelecidos em nossa sociedade, não só em relação a sentidos acerca dos assexuais como acerca do sexo em si. Desse modo, asseveramos que o objeto simbólico recortado para análise rompe com pré-construídos acerca da assexualidade, pois coloca em xeque padrões e valores já impostos sobre o sexo em nossa formação social, permitindo ao sujeito aceitá-los, questioná-los ou negá-los.
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Os frames no discurso jornalístico das eleições americanas de 2008 :  análise a partir da revista VISÃO

Os frames no discurso jornalístico das eleições americanas de 2008 : análise a partir da revista VISÃO

Assim, a exploração destas temáticas dá origem ao Capítulo II que, tomando como ponto de partida a experiência na revista VISÃO, irá incidir no desenvolvimento e na contextualização do conceito de frame. Num primeiro momento, passaremos à contextualização das eleições americanas de 2008 e à disputa entre o candidato democrata Barack Obama e o candidato republicano John McCain. De seguida, para deslindar o tipo de framing recorrentes na cobertura mediática da VISÃO relativamente às últimas eleições, será desenvolvido o enquadramento teórico, que constitui a base para a realização da análise. Por isso, procederemos à apresentação das principais características da Teoria da Análise Crítica do Discurso, assim como à explanação dos conceitos subjacentes a este estudo: „discurso jornalístico‟, „ideologia‟, „framing‟. Serão evidenciadas as principais características do „discurso jornalístico‟, como também a sua pretensão para a objectividade. Numa fase posterior, passaremos ao desenvolvimento do conceito „ideologia‟ que, funcionando como elo entre o discurso e o framing, permitirá entender que ideologias estão presentes nos textos noticiosos. Os jornalistas que partilham um conjunto de atitudes e crenças carregam os textos de ideologias. Assim, os frames surgem também impregnados de significados. Decorrente da maneira como o jornalista encara a realidade, o enquadramento é o último conceito estudado. Assim, a contextualização histórica do framing, a sua utilidade no jornalismo e a sua presença nos conteúdos jornalísticos sobre políticos serão desvendados, proporcionando uma melhor compreensão do objecto de estudo.
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Marcas de um consumo sustentável no discurso jornalístico: análise dos sentidos construídos pelas edições verdes de Superinteressante

Marcas de um consumo sustentável no discurso jornalístico: análise dos sentidos construídos pelas edições verdes de Superinteressante

O objetivo do trabalho é investigar como se dá a construção de sentidos acerca de um consumo sustentável pelas edições verdes de Superinteressante, Editora Abril. A revista veiculou tais edições especiais entre os anos 2007 e 2013. Para ancorar nosso estudo, refletimos sobre alguns episódios históricos que colaboraram para a vinculação da problemática ambiental ao consumo. Discutimos, também, o conceito de consumo sustentável e como o discurso jornalístico costuma se apropriar dessa questão. Com base em contributos teórico-metodológicos da Análise de Discurso (AD), realizamos um gesto analítico que evidenciou quatro principais núcleos de sentidos no discurso de Superinteressante sobre um consumo sustentável: “Precisamos fazer escolhas sustentáveis”; “A tecnologia pode nos auxiliar”; “Nosso consumo tem reflexos econômicos”; e “Não é necessário sermos radicais”.
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Uma infância em imagen(s): uma análise do funcionamento de fotografias no discurso jornalístico

Uma infância em imagen(s): uma análise do funcionamento de fotografias no discurso jornalístico

A presente pesquisa, realizada em nível de Mestrado, interessa-se pelas produções de sentido para a infância na atualidade. Sob o embasamento teórico-metodológico da Análise do Discurso de orientação francesa, com base em Pêcheux (1997 [1969], 2009 [1975], 2012 [1983]), na França, e Orlandi (2001, 2012, 2013), no Brasil, propomos uma análise discursiva de três fotografias em circulação nos jornais Folha de São Paulo, O Globo e Extra, todos em suas versões online, na tentativa de compreender o processo sócio-histórico-ideológico de significação para a infância em cena. Neste intento, partimos dos trabalhos de Orlandi (2003), Lagazzi (2009) e Lunkes (2014), que abrem espaço a discussões que considerem o não verbal como objeto, ou, conforme Lagazzi (ibidem), distintas materialidades significantes como foco de análise. Mobilizamos, nas análises empreendidas, as noções de sujeito, posições-sujeito e gestos de interpretação, considerando a incompletude da imagem e as suas múltiplas possibilidades de leitura, o que reafirma a condição de linguagem do não verbal. Uma das imagens analisadas permitiu ao fotógrafo um prêmio na categoria "Melhor fotografia", em concurso interno ao jornal O Globo. Diante disto, nos perguntamos: Melhor fotografia para quem? O que há nessa imagem que seja digno de reconhecimento? Propomos, como hipótese na presente análise, que as fotografias, no espaço dos jornais, sustentam-se sob o efeito de neutralidade ideológica. Os processos discursivos, para Pêcheux (2009 [1975]), se desenvolvem sobre a base linguística, mas também estão aí imbricadas relações ideológicas de classe, cujas raízes estão na contradição. Mariani (1996) aponta, a respeito do discurso jornalístico, que o pronto efeito de “falar sobre” é tornar objeto aquilo sobre o que se fala. Considerando que fotografar é tornar objeto aquilo que se fotografa, pensamos e propomos o funcionamento da imagem como “discurso sobre” (MARIANI, 1996) uma infância. Pelo teor do que torna visível, pela afetação e por o que têm a transmitir, propomos, de um lado, o valor testemunhal do discurso imagético aqui trazido à análise; de outro, na condição de produto, consideramos a possibilidade de refletir sobre o valor mercadológico das imagens, o que instaura uma contradição. Ao levarmos em conta a materialidade significante específica da imagem, produzimos, à luz da teorização de Pêcheux (ibidem) uma discussão que considera o atravessamento ideológico e inconsciente na produção e circulação de imagens na imprensa (e destas imagens, em específico), considerando a condição do sujeito assujeitado (pelo ideológico e pelo inconsciente).
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As rádios locais em Portugal: uma análise do discurso jornalístico

As rádios locais em Portugal: uma análise do discurso jornalístico

A voz dos desportistas locais (incluem-se atletas ou treinadores) assume um peso significativo na informação das rádios locais, revelando-se a “classe” que mais vezes tem as suas opiniões reproduzidas com som nos noticiários (17,18%). Os autarcas locais e os candidatos a eleições, primeiro nas Autárquicas de Dezembro de 2001 e depois nas Legislativas de Março de 2002, são outros protagonistas locais cujas vozes mais vezes foram ouvidas nos noticiários do corpus estudado. Sai assim reforçada a tendência dos jornalistas, incluindo os das rádios locais, para repro- duzirem o discurso das elites (Villafañe et al., 1987; Meditsch, 1999; Molotoch e Lester, 1993).
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Análise linguística do discurso jornalístico sobre o trabalho da doméstica

Análise linguística do discurso jornalístico sobre o trabalho da doméstica

Resumo: Este artigo faz parte de uma pesquisa de doutoramento (apoio CNPq – Processo 142704/2009-1) que tem como objetivo investigar representações sobre o trabalho da doméstica, analisadas a partir de discursos produzidos por parcelas da sociedade brasileira, como artistas, organizações sociais, culturais etc. Neste artigo, especificamente, analisamos a reportagem jornalística intitulada “Sem discriminar domésticas, custo dobra”, publicada na Folha de São Paulo em 31 de agosto de 2008 por Rolli e Fernandes (2008). Para a realização dessa análise, utilizamos o aparato conceitual do Interacionismo Sociodiscursivo (BRONCKART, 1999) e as contribuições da Análise do Discurso (FARIA, 2005; FIORIN, 1989; MAINGUENEAU, 1984; etc.). Palavras-chave: linguagem e trabalho; análise de discurso; empregada doméstica.
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A construção da visibilidade LGBT: uma análise crítica do discurso jornalístico

A construção da visibilidade LGBT: uma análise crítica do discurso jornalístico

Nestes jogos de poder a que os jornais estão sujeitos, coloca-se o problema da rapidez na difusão da informação, que se torna importante ter em atenção nos dois jornais aqui em análise, uma vez que representam dois jornais diários (CM e DN). Num jornal diário, a notícia tem, muitas vezes, de ser trabalhada no momento, sem uma análise profunda, devido às exigências do mercado, no qual existe uma concorrência entre os jornais, para difundir a informação em primeira-mão. O problema da rapidez no tratamento da informação exige do leitor uma rapidez de pensamento, uma vez que um mesmo acontecimento vai ser noticiado várias vezes, de variados modos e em vários órgãos de comunicação. Então, para Bourdieu (1997), como resposta à questão “porque se pensa tão rápido em questões que não era suposto pensar-se?” resulta que o público pensa por “ideias feitas”, ou seja ideias do senso comum, mas também ideias sobre as quais já tínhamos formado opinião quando nos chegam, não chegando a colocar-se o problema da recepção (idem: 259). O estudo crítico do discurso da notícia nos jornais torna-se importante como método de estudo e de interpretação, uma vez que pode revelar dados que, à partida, parecem ocultos, ou que existem na nossa mente, de forma construída pelas ideias “feitas”. O discurso do jornal pode ser visto como uma prática social pela qual o jornalista ou o interlocutor se assume como porta-voz do público, embora nem sempre traduza a informação recolhida, de modo a poder ser entendida pelas pessoas mais desprovidas de conhecimento ou de poder.
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O MORADOR DE RUA E A INVISIBILIDADE DO SUJEITO NO DISCURSO JORNALÍSTICO

O MORADOR DE RUA E A INVISIBILIDADE DO SUJEITO NO DISCURSO JORNALÍSTICO

Este trabalho tem o objetivo de identificar como o discurso jornalístico e o feedback do leitor podem ser fontes empíricas para uma aproximação teórico- metodológica sobre questões de valoração na linguagem. A Análise do Discurso Crítica e a Linguística Sistêmico-Funcional subsidiam esse campo de pesquisa, que encontra respaldo, em termos de microanálise, nas metafunções ideacional, interpessoal e textual e no modelo analítico de Valoração (Appraisal Systems). Os fatos narrados pela imprensa sobre as pessoas que vivem nas ruas, em situação de precariedade e penúria, estão restritos quase somente às páginas policiais, onde elas perdem a essência ontológica. Dessa forma, o ponto de partida são hipóteses como as de que o sem-teto é invisível na sociedade e invisível no discurso midiático, onde não são valorizadas e preservadas a identidade e a condição de sujeito do seu mundo. A suposição é a de que a mídia não lhe reserva maior espaço fora das páginas policiais, (sempre como suspeito de crime ou vítima de violência) ou nas páginas de vida urbana, (como agente de invasão de áreas residenciais ou públicas). No discurso jornalístico a imagem apresentada é quase sempre negativa e neles a sua voz do morador de rua é apagada, já que o repórter pede que outros falem por ele. Esta pesquisa visa, então, apresentar uma visão analítica sobre o uso da linguagem na organização e manutenção da hegemonia dos grupos sociais, levando em consideração que o jornalista não é uma entidade que exista fora do discurso, já que os enunciados posicionam os sujeitos envolvidos no processo como produtores e receptores das notícias. Ao utilizar o termo ‘discurso’, admito a existência da ideologia, mesmo que implícita, e o uso da linguagem como uma forma de prática social, e não como atividade puramente individual ou reflexa de variáveis situacionais. A proposta consiste no exame do papel da linguagem do corpus selecionado na reprodução das práticas sociais e das ideologias, como também a identificar as pistas que sinalizam para intenções e idéias subjacentes aos textos.
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Encapsulamento anafórico e frames no discurso jornalístico

Encapsulamento anafórico e frames no discurso jornalístico

Este estudo tem como objetivo analisar o encapsulamento anafórico na formação de frames valorativos, observando como os nomes-núcleos utilizados para compor o sintagma nominal no encapsulamento anafórico constroem a retomada textual e acionam sentidos sobre as manifestações no Brasil em 2013. Para isso, nossa investigação está fundamentada sob as bases da Linguística Textual, da Linguística Cognitiva e da Análise Crítica do Discurso. O foco desta pesquisa recai sobre o encapsulamento anafórico, um processo referencial que se configura como um importante fator de construção de sentidos e inferências da referenciação, enfatizando seus processos sociocognitivos. O encapsulamento é constituído por um sintagma nominal (demonstrativo + nome-núcleo) o qual retoma uma porção textual anteriormente descrita (CONTE, 2003), desempenhando uma função cognitivo-discursiva que constrói sentidos, ajuda na progressão temática, empacota as informações velhas e, ainda, (re)categoriza estas informações apresentando novas predicações para o discurso (FRANCIS, 2003; KOCH, 2004a; MELO, 2008). Essa função cognitivo-discursiva do sintagma nominal além de sumarizar as informações-suporte contidas em segmentos precedentes do texto, pode acionar frames valorativos que contribuem para a formação de ideologias e de opiniões públicas, as quais podem guiar o leitor para o entendimento tópico do texto, categorizando-o ou recategorizando-o e, ainda, constrói relações de sentido entre as porções do texto. A metodologia utilizada possui caráter essencialmente analítico e interpretativo com base na abordagem qualitativa. O corpus foi coletado no jornal Folha de S. Paulo de divulgação pública on line. É importante ressaltar que a propensão por esse veículo de comunicação justifica-se pelo alto índice de circulação desse jornal no país. A escolha do corpus no domínio jornalístico justifica-se pelo fato de tal domínio possibilitar a investigação e a análise do funcionamento do encapsulamento anafórico em situações comunicativas socialmente situadas e públicas, em que os aspectos sociais e cognitivos se materializam em escolhas linguísticas, sejam elas no plano lexical ou textual-discursivo. Os resultados das nossas análises apontam para o fato de que os sintagmas nominais do encapsulamento, não só encapsulam as partes precedentes como também formam frames com uma carga de ideologias que reflete julgamentos valorativos.
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Metáforas sistemáticas trabalhistas no discurso jornalístico

Metáforas sistemáticas trabalhistas no discurso jornalístico

Partindo das considerações de que as metáforas estão presentes em todos os discursos, esferas, níveis e domínios da sociedade como integrantes das mais diversas práticas sociais e como operações linguístico-cognitivas essenciais para a atuação do ser humano na sociedade, este trabalho analisa a elaboração metafórica da segunda abolição repercutida no domínio jornalístico brasileiro sobre a aprovação da PEC das Domésticas, respondendo à seguinte questão: como se dá o processo de emergência de metáforas novas no discurso? Para tanto, fundamentamo-nos na Linguística Cognitiva, em estudos das metáforas em sua perspectiva discursiva, seguindo a abordagem da Metáfora Sistemática de Cameron (2003, 2007) e Cameron e Deignan (2009), bem como ancorando-nos nos trabalhos de Berber Sardinha (2007), Schröder (2008), Vereza (2010) e Cortez (2012). Para a análise, selecionamos, em acervo digital, a cobertura jornalística do Correio Braziliense online sobre a aprovação da PEC das Domésticas, no período de 27 de março a 31 de junho de 2013, constituindo um corpus de 55 notícias. A princípio, enfocamos na observação de veículos metafóricos que permitiriam a emergência de metáforas novas sobre a segunda abolição e em virtude da não- presença de tais veículos em diversas notícias, categorizados em veículos utilizados pelo jornal e pelos atores sociais presentes nas notícias, construímos um corpus restrito de 20 notícias. A partir dessa ação, ao examinarmos as notícias e os veículos metafóricos, propomos a emergência de quatro metáforas sistemáticas na cobertura jornalística, a saber: (1) APROVAÇÃO DA PEC DAS DOMÉSTICAS É SEGUNDA ABOLIÇÃO; (2) COTIDIANO DO EMPREGADO DOMÉSTICO É UM REGIME SERVIL; (3) PEC DAS DOMÉSTICAS É UMA MUDANÇA SOCIAL; e (4) SER EMPREGADO DOMÉSTICO NO BRASIL É SER ESCRAVO. Por meio de nossas análises, compreendemos que as metáforas sistemáticas, por sua natureza discursiva, permitem observar a elaboração metafórica como um processo de construção discursiva presente nas práticas sociais cotidianas atuando como um orientador na compreensão dos eventos em que emergem as metáforas. Nesse sentido, a metáfora da segunda abolição se apresenta como uma categorização do trabalho e do trabalhador doméstico brasileiro e como um frame norteador da compreensão a respeito do evento aprovação da PEC das Domésticas.
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O discurso jornalístico sobre privatizações e protestos nas ruas.

O discurso jornalístico sobre privatizações e protestos nas ruas.

manifestações de protesto. Serão examinados editoriais e reportagens sobre a venda de três grandes estatais brasileiras: a Usiminas, a Vale do Rio Doce e a Telebrás. Foram selecionados textos dos seguintes jornais: Folha de São Paulo, Jornal do Brasil, Correio Braziliense, Jornal de Brasília, publicados no dia seguinte às privatizações. A pesquisa se orienta, entre outros, pelos trabalhos de Fairclough sobre discurso e sobre mídia; de Thompson sobre ideologia; de Fowler sobre o discurso da mídia. A metodologia de exame do corpus é a da análise de discurso crítica (Fairclough e Chouliaraki). Para concluir, mostrarei como, por meio da legitimação das vendas e da fragmentação dos manifestantes, o discurso jornalístico procura construir um senso comum favorável à privatização e de repúdio ao protesto popular nas ruas.
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Feminicídios no discurso jornalístico policial em O Popular

Feminicídios no discurso jornalístico policial em O Popular

A terceira e última categoria de análise aborda quatro notícias que têm como principal mote uma forte Espetacularização das tragédias perpetradas em desfavor das vítimas. Nelas os artifícios e mecanismos linguísticos encetem tons humorísticos, épicos ou teatrais, ou façam uso de vocábulos pouco usuais para a área jornalística. Ou, que supervalorizem ou façam uma exposição desnecessária dos meios pelos quais a vítima veio a óbito. Nesta regularidade, utilizaremos quatro notícias, em uma das análises para melhor demonstrar os mecanismos discursivos utilizados pelo jornal em um dos casos. Notícia 01 - “Eu não aceito traição, fiquei cego de raiva”, diz homem que matou namorada com 16 facadas; Notícia 02 - Jovem morta ao dar carona por WhatsApp economizava dinheiro para casamento; Notícia 03 - Homem afirma ter estrangulado e arrastado jovem morta durante carona; Notícia 04 - Jovem que matou garota com 11 tiros no rosto em Alexânia era seu vizinho e já tinha feito ameaças.
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Estudando os efeitos da ambiguidade no discurso jornalístico manchete

Estudando os efeitos da ambiguidade no discurso jornalístico manchete

Resumo: O presente estudo, que é parte de um trabalho de conclusão de curso, tem por objetivo reletir sobre os sentidos que são possíveis produzir nas manchetes de notícias ao apresentarem ambiguidade e, a partir destas relexões, analisar as ocorrências deste fenômeno, e como essa duplicidade de sentido interfere na compreensão das manchetes. Busca-se demonstrar também que uma manchete, ao apresentar um sentido ambíguo, pode chamar a atenção do leitor a uma leitura na integra da notícia. A seleção do corpus de análise foi feita a partir de jornais impressos da cidade de Ituverava-SP, bem como de jornais online disponíveis. A análise foi desenvolvida por meio dos tipos de ambiguidade encontrados. Veriicamos que a duplicidade de sentido presente nas manchetes pode acarretar distintas interpretações que geralmente confundem o leitor em relação ao sentido a ser atribuído, e que a ambiguidade é utilizada nas manchetes também como estratégia de atrair a atenção do leitor para a notícia, aguçando a curiosidade em desvendá-la.
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A percepção ambiental através do discurso jornalístico

A percepção ambiental através do discurso jornalístico

Pensando no modo de produção, as revistas especializadas, a priori, passam pelas mesmas fases de elaboração de qualquer produto jornalístico: construção da pauta, apuração dos fatos, hierarquização das informações, escolha de fotografias e/ou ilustrações, diagramaçãoo/editoração e revisão. As singularidades estão centradas no maior espaço de tempo que se tem para chegar ao resultado (tendo-se, por isso, mais responsabilidade quanto à exposição dos contextos, análise dos gastos e explicações mais complexas), no delineamento mais concreto do público e   na   definição   ‘macro’   do   que a revista abordará nas edições seguintes (GIRARDI, 2009, p.220).
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As representações de género no discurso jornalístico: o crime sexual

As representações de género no discurso jornalístico: o crime sexual

AS: Porque há uma série de… desde o princípio de independência, o rigor, do descomprometimento em relação a qualquer tipo de poderes públicos ou privados, o sentido crítico na análise da atualidade, da recusa do sensacionalismo, da procura da verdade, da multiplicidade de opiniões… Portanto, há, quero dizer, um conjunto de regras, estou-lhe aqui a dizer provavelmente algumas das mais importantes, mas seguramente há outras, mas que são essenciais na nossa… [impercetível] que abra a porta a diferentes tipos de opiniões, que procura ser o mais rigoroso possível na sua análise, também o mais complexo e mais completo, o que obriga a ouvir sempre muitas opiniões. Pronto, em relação às áreas especificamente das questões de género e das questões relacionadas com a violência sexual e a violência doméstica… há alguns cuidados extra a ter, e a Aline é a melhor pessoa para falar delas.
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A relação entre o discurso didático científico e o discurso jornalístico na revista Recreio.

A relação entre o discurso didático científico e o discurso jornalístico na revista Recreio.

Nos discursos construídos a partir de explicações de fontes especializadas, por exemplo, não há normalmente uma demonstração que prove aquilo que está sendo dito. Existe, nos textos que tratam, por exemplo, de corpo humano, animais, geografia, muito mais a explicação simplificada do que a demonstração da prova, o que poderia nos levar a chamar esse tipo de discurso externo, perceptível na revista, apenas de didático. Como, no entanto, muitos dos assuntos tratados são aqueles que o senso comum considera como científicos (por exemplo, de fenômenos físicos, químicos ou biológicos) e há ainda textos em que a revista propõe experiências aos leitores, que levarão, então, à demonstração da prova, consideramos mais adequado manter duas denominações em um mesmo espaço discursivo. Portanto, por isso, nomeamos, para fins de análise, especificamente esse discurso externo presente na revista de discurso didático científico (DDC).
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O discurso jornalístico e a noção-conceito de interdiscurso

O discurso jornalístico e a noção-conceito de interdiscurso

4 Conforme Orlandi (2001, p. 26), a Análise do Discurso “[...] não estaciona na interpretação, trabalha seus limites, seus mecanismos, como parte dos processos de significação. Também não procura um sentido verdadeiro através de uma ‘chave’ de interpretação. Não há esta chave, há método, há construção de um dispositivo teórico. Não há uma verdade oculta atrás do texto. Há gestos de interpretação que o constituem e que o analista, com seu dispositivo, deve ser capaz de compreender”. 5 Em Análise do Discurso, toda vez que se fizer referência a sentidos estará se falando em efeitos de sentido. O sentido nunca está dado a priori nem pode ser qualquer um. Ao mesmo tempo, o interlocutor tem a propriedade de ‘ler’ o discurso ao seu modo. O sentido é, portanto, um efeito. Não está na emissão, nem no texto, nem no interlocutor. Ele se localiza em algum espaço entre eles, um espaço intervalar e aberto.
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