Análise Envoltória de Dados. Gasto público. Eficiência do gasto. Hospitais públicos.

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Avaliação da eficiência hospitalar por meio da análise envoltória de dados

Avaliação da eficiência hospitalar por meio da análise envoltória de dados

É constante o interesse em se analisar a eficiência dos hospitais e também dos serviços prestados a partir da utilização de recursos públicos, visto a magnitude dos recursos utilizados, que são geralmente escassos, e a complexidade que envolve a prestação de serviço de assistência à saúde. Nesse sentido, o estudo objetivou avaliar, por meio da Análise Envoltória de Dados (DEA), a eficiência produtiva de hospitais credenciados ao Sistema Único de Saúde (SUS) na região sul do Brasil. A partir de uma pesquisa documental, descritiva, retrospectiva e com abordagem quantitativa. Foi analisada uma amostra de 139 hospitais localizados em municípios com mais de 100 mil habitantes dos estados do Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Com intuito de garantir melhores comparativos dos resultados, aplicou-se a técnica de clusters para agrupar os municípios semelhantes quanto aos seus inputs. Os resultados demonstraram que dentre os hospitais analisados, nos três clusters, o score máximo de eficiência foi atingido por 34% dos hospitais catarinenses, 49% dos hospitais paranaenses e 35% dos hospitais rio- grandenses. Também se pode inferir que 41% dos hospitais analisados são eficientes e utilizaram de forma eficiente os recursos físicos e pessoais disponíveis ao atendimento da população através do SUS. Por não se identificar discrepância significativa, quanto aos scores de eficiência nos hospitais ineficientes, constatou-se que estes estão, na sua maioria, próximos da fronteira de eficiência.
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A política de incentivo fiscal na atividade cinematográfica brasileira : uma análise da eficiência do gasto público

A política de incentivo fiscal na atividade cinematográfica brasileira : uma análise da eficiência do gasto público

Tendo em vista essas observações, ainda assim, esses dados propiciam condições para uma análise confiável do comportamento do mercado. Por um lado, é possível afirmar que no período houve um nível elevado de dependência dos recursos incentivados para que os produtores realizassem os filmes lançados comercialmente nas salas de exibição. Por outro, a renda auferida são os recursos que acabam remunerando a própria cadeia produtiva. Assim, é possível a criação de índices consistentes de eficiência com relação aos gastos públicos aportados no setor, relacionando os valores captados, com renda e público.
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Pregão eletrônico e seu impacto na melhoria do gasto público

Pregão eletrônico e seu impacto na melhoria do gasto público

O propósito deste trabalho visa a examinar um comparativo na Política de Compras Governamentais do Estado do Ceará em período anterior ao pregão e durante este (1999 e 2009, respectivamente). Para comparar a eficácia do pregão com outras modalidades de licitação, mais precisamente carta-convite e tomada de preços, foram utilizados dados obtidos com bens adquiridos da mesma natureza nos órgãos públicos estaduais. Utilizou-se para análise, estatística de regressão simples linear. O modelo proposto utilizou três variáveis: preço de aquisição, tempo de permanência do processo e número de participantes. Analisando estas variáveis, verifica-se que os preços e o tempo de permanência não são estatisticamente relevantes e que o número de participantes tem relação significativa com o preço de aquisição, demonstrando que a modalidade da licitação não aparece como fator determinante da eficiência.
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Aplicação da Análise Envoltória de Dados para avaliar a eficiência de hospitais do SUS em Mato Grosso.

Aplicação da Análise Envoltória de Dados para avaliar a eficiência de hospitais do SUS em Mato Grosso.

Resumo: Os hospitais são organizações complexas, e um dos desafios na gestão é o aumento da eficiência. No SUS, convivem hospitais públicos e privados, emergindo a seguinte questão: qual deles é mais eficiente? Este trabalho é um estudo exploratório de natureza quantitativa, realizado em dez hospitais do SUS localizados em três regiões de saúde do estado de Mato Grosso. A Análise Envoltória de Dados aplicada foi orientada a output, possibilitando o cálculo da Eficiência Total e Eficiência Técnica dos hospitais selecionados. O resultado mostrou que, utilizando tal modelo e nesse grupo de estabelecimentos, os hospitais privados seriam mais eficientes que os públicos, mesmo quando excluídos os mais heterogêneos. O uso de avaliações de eficiência hospitalar no SUS envolve ajuizamento que é dependente: do modelo adotado, das variáveis utilizadas e do contexto das unidades analisadas, destacando-se: porte, complexidade, demanda, financiamento, qualidade, vínculo funcional, entre outras especificidades. Além do mais, os
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Análise do novo modelo de gestão do custeio serviços públicos estaduais no Gono do Estado do Ceará – MAPP Gestão

Análise do novo modelo de gestão do custeio serviços públicos estaduais no Gono do Estado do Ceará – MAPP Gestão

A eficiência na aplicação de recursos é um tema cada vez mais discutido. Especialmente, na Administração Pública, visto que o gasto público elevado e ineficiente é considerado por muitos especialistas como um dos principais motivos de desequilíbrios na economia do país, por exemplo, o baixo crescimento econômico, a corrupção, o câmbio valorizado frente a outras economias mundiais e a taxa de juros ainda alta. Muitas são as experiências adotadas por diversos entes públicos na busca pela melhoria da qualidade no gasto para a oferta de serviços públicos. O presente trabalho apresenta alguns exemplos de iniciativas na implantação de sistemas de custos voltados para a eficiência no gasto público. Além disso, pretende-se analisar a experiência do Governo do Estado do Ceará na implantação de um modelo de gestão de custos que possui como principais finalidades medir o impacto do funcionamento dos equipamentos públicos no custeio para avaliar sua capacidade na realização de novos investimentos. Para esta análise, utiliza-se a metodologia da Análise Envoltória de Dados, que compara os dados de seis hospitais estaduais, nos períodos de janeiro a julho dos anos de 2011 e 2012; e uma pesquisa exploratória de abordagem quantitativa com os servidores envolvidos com o MAPP Gestão. Neste aspecto, os resultados indicam que o MAPP Gestão tem contribuído para a eficiência no gasto público, necessitando, contudo, de ajustes e aperfeiçoamento indispensáveis à expansão do modelo. Apesar dos resultados apresentados, recomenda-se a realização de outros estudos para analisar outros aspectos não considerados neste trabalho, bem como uma avaliação do modelo a partir de sua consolidação como instrumento governamental para redução de custos e melhoria da qualidade de serviços públicos. Por fim, afirma-se que os resultados obtidos neste trabalho poderão ser utilizados pelo Governo do Estado do Ceará, pois servem como análise do MAPP Gestão e poderá auxiliar na tomada de decisão para melhorar o modelo adotado, e pela academia, visto se referir a um tema de suma relevância para a Economia do Setor Público.
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Análise de eficiência dos serviços de hospitais públicos nas capitais brasileiras

Análise de eficiência dos serviços de hospitais públicos nas capitais brasileiras

Resumo: O objetivo do presente estudo foi analisar a eficiência dos serviços de hospitais públicos das 26 capitais estaduais brasileiras e do Distrito Federal no tratamento de doenças em clinica médica com maior taxa de mortalidade dos capítulos da CID-10 em 2014. A metodologia aplicada foi a Análise Envoltória de Dados (DEA), com o modelo VRS (Variable Returns of Scale), orientado aos inputs. Os dados utilizados neste foram as internações nos capítulos I, IX e X; taxa de mortalidade; média de permanência e AIH médio. Assim, seis capitais foram eficientes: Porto Velho, Rio Branco, Boa Vista, Palmas, São Paulo e Vitória. Como diferencial propôs-se neste artigo um método para se levar em conta os fatores intervenientes na eficiência observada, promovendo uma análise mais aprofundada dos resultados encontrados, onde os resultados observados foram comparados aos esperados pela relação com as variáveis intervenientes. Identificando-se a influência do percentual de população rural, IDH do município e quantidade de hospitais SUS na eficiência alcançada nos serviços de hospitais públicos nas capitais estudadas.
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Análise da eficiência técnica dos gastos com educação, saúde e segurança pública dos municípios do Estado do Ceará.

Análise da eficiência técnica dos gastos com educação, saúde e segurança pública dos municípios do Estado do Ceará.

Esta pesquisa busca avaliar a eficiência técnica dos gastos municipais per capita em educação, saúde, e segurança para os municípios cearenses, referente ao ano de 2005. Para isso, utiliza- se da metodologia de Análise Envoltória de Dados (DEA), orientada pelos insumos e retornos constantes de escala, uma vez que se pretende obter resultados voltados para diminuir o gasto público e manter o nível de eficiência na prestação dos serviços à comunidade cearense. Nestes termos, pode-se dizer que esse exercício empírico procura estimar a eficiência técnica relativa, a eficiência escalar, bem como classificar os municípios analisados segundo essas medidas e, ainda, apontar os municípios que são considerados como benchmark para cada modelo. Os resultados mostram que o modelo Gasto Público, que agrega insumos e produtos dos serviços de educação, saúde e segurança, apresenta 55% dos municípios sobre a fronteira de eficiência relativa. Por outro lado, os modelos específicos de Saúde, Educação e Segurança apontam uma baixa eficiência técnica no gasto público social. O estudo conclui que há certa ineficiência técnica no tocante os gastos públicos municipais do Ceará com saúde, educação e segurança.
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Determinantes da (in)eficiência do gasto público em educação: o caso dos municípios mineradores de Minas Gerais

Determinantes da (in)eficiência do gasto público em educação: o caso dos municípios mineradores de Minas Gerais

Embora a Análise Envoltória de Dados permita avaliar a eficiência de DMUs, essa técnica, por si só, não explica seus fatores determinantes. Além disso, há que se ressaltar que nem sempre os tomadores de decisão têm controle discricionário sobre algumas variáveis. Por exemplo, o tamanho da população (SILVA; ALMEIDA, 2012; GONÇALVES; FRANÇA, 2013); a qualificação do corpo docente (DIAZ, 2012; GUIMARÃES; CARNOY, 2012); o background familiar e socioeconômico dos alunos (GOMES, 2010; TRIG0; 2010) e o hábito dos estudantes em fazer o dever de casa (DINIZ, 2012) podem influenciar a eficiência do gasto público em educação, mas como são variáveis exógenas, não são controláveis pelos gestores, ao menos no curto prazo.
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O uso da Análise Envoltória de Dados (DEA) para avaliação de hospitais universitários brasileiros.

O uso da Análise Envoltória de Dados (DEA) para avaliação de hospitais universitários brasileiros.

Resumo De modo a demonstrar como a modela- gem por Análise Envoltória de Dados (DEA) per- mite aferir o desempenho dos hospitais e subsidi- ar a avaliação da implantação da Política de Re- estruturação dos Hospitais de Ensino, desenvol- ve-se um estudo de caso com os 31 hospitais gerais pertencentes a universidades federais brasileiras. Consideram-se indicadores de assistência, ensino e pesquisa e utiliza-se o programa IDEAL (Inte- ractive Data Envelopment Analysis Laboratory) como ferramenta de avaliação de desempenho. O IDEAL, desenvolvido no país, é o único no mun- do capaz de prover a visualização tridimensional da fronteira de produtividade, facilitando a aná- lise exploratória e escolha das variáveis pertinen- tes, assim como a compreensão dos resultados do modelo (multiplicador e envelope) pelo especia- lista e decisor. A título de exemplo, é apresentado o benchm ark dos hospitais universitários por meio de indicadores de resultado (outputs), que consideram as diferenças estruturais e/ou as de- mandas regionais (inputs). A modelagem tam- bém perm ite indicar as m udanças necessárias para as unidades ineficientes (alterações nos ve- tores de inputs e/ou outputs) e gerar recomenda- ções sobre a distribuição dos recursos públicos baseada em qualidade/eficiência.
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Eficiência das companhias aéreas brasileiras: uma análise envoltória de dados

Eficiência das companhias aéreas brasileiras: uma análise envoltória de dados

A fim de atingir o objetivo, foi necessário realizar um levantamento bibliográfico para contextualizar as companhias com os resultados então apresentados. A assimetria de informações é uma causa fundamental, mas tampouco a única, a própria evolução do Sistema de Aviação Civil contribui para esse cenário de eficiência e entraves. Vinculações a órgãos que dificultam a coordenação do sistema, como o Ministério da Defesa agindo também em questões civis; o processo de desregulamentação se direcionando para a re-regulação a fim de se evitar competição ruinosa no setor, além das divergências frequentes entre a Constituição Brasileira e o Código Brasileiro de Aviação, que dão brechas para possíveis articulações tendenciosas, pois definições importantes como, por exemplo, a nacionalidade, que garante uma porcentagem significativa de capital a ser investido no modal, não são bem enquadradas. Já a assimetria permeia todos os quesitos da Aviação Civil e estão presentes entre reguladores, entre regulados e até mesmo entre regulador e sociedade.
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Econ. Apl.  vol.9 número4

Econ. Apl. vol.9 número4

No Brasil, diversos trabalhos já foram realizados com vistas a conhecer melhor a TCRE. Sala- zar e Carvalho (1989) utilizaram a metodologia de Roe e Grenne (1986) para estimar a taxa de câmbio de equilíbrio para o período de 1960 a 1983. Tal metodologia define o valor da taxa de câm- bio, para um país pequeno, como sendo aquela que mantém o equilíbrio na conta corrente sem a intervenção do governo. Trata-se de um modelo de determinação da taxa de câmbio de equilíbrio parcial e estático, em que também se supõe a ausência de movimentos de capitais. Os resultados mostraram que houve valorização do câmbio no período considerado. Gonzaga e Terra (1997) es- tudaram o efeito da volatilidade da taxa de câmbio real sobre o comércio usando um modelo de equilíbrio geral. Os autores constataram que a volatilidade da inflação do período 1979-1995 pode- ria ser considerada como uma das principais fontes de volatilidade da taxa de câmbio real no Brasil. Bonomo e Terra (1999) apresentam uma análise histórica da política cambial do Brasil, identifican- do os regimes cambiais de 1964 a 1997. No balanço histórico acerca da política cambial no Brasil, os autores identificaram ciclos eleitorais e encontraram indícios de a probabilidade de valorização da taxa de câmbio ser maior em meses que antecedem às eleições, enquanto que a probabilidade de uma taxa de câmbio desvalorizada é maior em meses posteriores às eleições. Melo (1998) apresenta um modelo de taxa de câmbio de equilíbrio denominada “taxa virtual”, utilizada na análise de via- bilidade de projetos. Segundo o autor, a taxa de câmbio virtual é capaz de refletir distorções resul- tantes da aplicação de políticas subótimas de dispêndio agregado, em vez de se ater apenas às distorções causadas pelo protecionismo comercial. As estimações do autor mostram que a taxa de câmbio parece ter estado continuamente valorizada no período de 1975-1995. Holanda (2002) esti- ma a taxa de câmbio real de equilíbrio brasileira para o período 1975-1998. O autor utiliza três mo- delos alternativos. O primeiro baseado na Paridade do Poder de Compra, o segundo, no conceito de câmbio fundamental e um terceiro modelo denominado câmbio estrutural. Segundo o autor, os três modelos apontam a década de 1980 como de freqüente subvalorização cambial. Os inícios das décadas de 1980 e 1990 parecem ser períodos de equilíbrio. Após o Plano Real há um período de forte sobrevalorização, que vai sendo gradualmente eliminada a partir do segundo trimestre de 1995. Por outro lado, a crise financeira de 1997 levou a uma sobrevalorização do câmbio real da or- dem de 15% em 1998. Merlin e Portugal (2002) estimaram a taxa de câmbio real de equilíbrio no Brasil no período 1984-1999. Os autores estimam coeficientes de longo prazo de um modelo de co- integração. Os resultados indicam que os fundamentos da economia geraram uma tendência de re- dução do desalinhamento cambial pós-1994.
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Eficiência bancária no Brasil: uma análise envoltória de dados (DEA)

Eficiência bancária no Brasil: uma análise envoltória de dados (DEA)

A fim de analisar a eficiência dos vinte maiores bancos múltiplos e comerciais operantes no Brasil no período de 2009 a 2013, o presente estudo aplicou a técnica de Análise Envoltória de Dados aos dados bancários disponibilizados periodicamente pelo Banco Central do Brasil. As instituições financeiras investigadas foram selecionadas segundo o tamanho do seu ativo. Assim, visando analisar a eficiência destes bancos, delimitou-se que o período a ser estudado seria de 2009 a 2013, já que a partir de 2009 a mudança na padronização tarifária bancária tornou a rentabilidade destas instituições mais reduzida frente aos enormes spreads que estas vinham apresentando. Já a delimitação temporal até o ano de 2013 deve-se ao fato de que este é o último ano com dados disponíveis para a elaboração da análise.
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UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA FACULDADE DE TECNOLOGIA DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA CIVIL E AMBIENTAL ANÁLISE DE EFICIÊNCIA NOS CUSTOS OPERACIONAIS DE ROTAS DO TRANSPORTE ESCOLAR RURAL

UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA FACULDADE DE TECNOLOGIA DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA CIVIL E AMBIENTAL ANÁLISE DE EFICIÊNCIA NOS CUSTOS OPERACIONAIS DE ROTAS DO TRANSPORTE ESCOLAR RURAL

Este estudo apresenta um conjunto de procedimentos que têm como objetivo avaliar a eficiência das rotas do Transporte Escolar Rural (TER), em termos de seus custos operacionais, identificando rotas eficientes (benchmarks) e rotas ineficientes, sendo possível, nessas últimas, a localização das fontes causadoras da ineficiência. Para isto, utilizou-se a técnica de Análise Envoltória de Dados (DEA) que é uma técnica com capacidade de medir a eficiência relativa de um conjunto de unidades produtivas, utilizando múltiplos insumos e múltiplos produtos, não exigindo informações sobre os preços. A partir dessa técnica foi possível construir um modelo para analisar a eficiência das rotas do TER em termos dos seus custos. Esse modelo, direcionado para a redução de insumos, utilizou para otimização retornos de escalas variáveis (BCC). Identificaram-se, assim, rotas que possuíam boas práticas na prestação do serviço e que serviram de referências para aquelas identificadas como ineficientes. Observou-se que as rotas identificadas como eficientes possuíam, em média, valores para as variáveis de insumo mais baixas que as ineficientes e as de produtos mais altos. Ao mesmo tempo, foi possível constatar que alguns índices operacionais das rotas eficientes tiveram melhores resultados, em média, do que as rotas ineficientes. Por fim, o modelo indicou que seria possível, em média, obter reduções de 23% nos Custos/km e 22% no Consumo de combustível (L/km) para aquelas rotas identificadas como ineficientes.
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MALDIÇÃO DOS RECURSOS NATURAIS E PRODUTIVIDADE DO GASTO PÚBLICO NOS MUNICÍPIOS BRASILEIROS

MALDIÇÃO DOS RECURSOS NATURAIS E PRODUTIVIDADE DO GASTO PÚBLICO NOS MUNICÍPIOS BRASILEIROS

A exploração dos recursos naturais pode representar uma vantagem econômica para determinada região. Contudo, a literatura tem indicado que países que dependem desse tipo de exploração tendem a ter menor crescimento econômico – circunstância que se convencionou chamar de maldição dos recursos naturais. Fatores ligados aos interesses e à gestão dos rendimentos provenientes dessa exploração explicam o efeito negativo sobre o crescimento. Descoberto o recurso natural, o Estado exerce seu direito constitucional sobre ela e repassa para os municípios brasileiros a compensação financeira pela prerrogativa de exploração desses recursos em seus territórios, ficando a cargo dos municípios a forma como os rendimentos devem ser aplicados. Esta pesquisa analisa a relação entre a abundância em recursos naturais e o gasto público com o crescimento econômico dos municípios brasileiros no período de 2003-2012. Para tanto, o estudo conta com uma amostra de 4.573 municípios e 22.865 observações, além de subamostras com apenas municípios que receberam receitas pela exploração de recursos hídricos, minerais e petrolíferos em todos esses anos. Os modelos empíricos têm como base os modelos de regressão com variável interação, para se demonstrar como o gasto público condicionado à abundância em recursos naturais se relacionou com o crescimento dos municípios. Todos os modelos foram estimados por Least Square Dummy Variable com efeitos específicos de tempo. Os resultados da pesquisa apontam para uma relação negativa entre a abundância em recursos naturais e o crescimento econômico dos municípios, principalmente quando se analisa a profusão em recursos minerais e de petróleo. Quanto à produtividade do gasto público – de forma geral, para todos os municípios –, o gasto corrente e seus componentes e, principalmente, o gasto em educação foram os que mais contribuíram para o crescimento econômico. Os resultados mostram, ainda, indícios de que o efeito da exploração dos recursos naturais no crescimento foi sensível à produtividade do gasto público dos municípios. Observa-se que tal produtividade não foi muito diferente entre municípios abundantes/não abundantes e mais/menos abundantes em recursos naturais. Portanto, verificam-se, no período do estudo, evidências da maldição dos recursos naturais nos municípios brasileiros e constata-se que parte desse indício pode ser explicada pela pouca contribuição dos rendimentos advindos dos recursos naturais para a produtividade do gasto público.
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Gasto público e desenvolvimento socioeconômico: uma análise dos municípios do Estado do Paraná

Gasto público e desenvolvimento socioeconômico: uma análise dos municípios do Estado do Paraná

A mesorregião Norte Central destacou-se pela atividade da agroindústria e dos serviços, sobressaindo os municípios de Londrina e Maringá como essenciais para a economia da região, visto que esses dois municípios estão entre as 10 maiores economias do Estado. Na mesorregião Noroeste, destacaram-se os municípios de Cianorte e Paranavaí, os quais correspondem a polos de desenvolvimento nas áreas de couro, confecção e seda. Na mesorregião Oeste, enfatizaram-se os municípios de Foz do Iguaçu, Cascavel e Toledo, tendo o setor agrícola expressiva participação na economia da região. Os municípios Foz do Iguaçu e Cascavel também se encontraram entre as 10 maiores economias do Estado, sendo o primeiro reconhecido nas atividades ligadas ao turismo e à produção de energia elétrica (IPARDES, 2011; RIPPEL; LIMA, 2009). Ressalta-se que cinco dos sete municípios citados como fundamentais para essas três mesorregiões apresentaram escores de eficiência igual a 1, ou seja, demonstraram que a gestão pública tem realizado alocação eficiente dos recursos, buscando elevar o grau de desenvolvimento socioeconômico. Os dois municípios que não alcançaram escores iguais a 1 foram classificados como médios, que foram Paranavaí (0,947) e Foz do Iguaçu (0,884), o que demonstrou que suas gestões municipais precisam melhorar a alocação dos recursos públicos para que possam se tornar eficientes e servir como referência para outros municípios do Estado.
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GASTO PÚBLICO E DESENVOLVIMENTO: UMA ANÁLISE DOS MUNICÍPIOS BRASILEIROS DE GRANDE PORTE

GASTO PÚBLICO E DESENVOLVIMENTO: UMA ANÁLISE DOS MUNICÍPIOS BRASILEIROS DE GRANDE PORTE

RESUMO: Esta pesquisa objetiva identificar, dentre as variáveis contábeis selecionadas, quais são condicionantes do Índice FIRJAN de Desenvolvimento Municipal (IFDM) para os municípios brasileiros de grande porte. Nesse contexto, defende-se que as informações contábeis obtêm potencial informacional otimizado quando de sua integração com outras variáveis econômicas ou sociais e, desse modo, os procedimentos metodológicos adotados testaram o relacionamento entre a alocação dos gastos públicos e os indicadores sociais de desenvolvimento. O cruzamento dos dados do indicador de desenvolvimento IFDM com as despesas segregadas por função foi realizado em uma amostra de 252 municípios entre o período 2005 a 2013. No que diz respeito ao modelo econométrico, utilizou-se regressão com dados em painel e, como resultado, verificou-se que as despesas pertencentes às funções saneamento e habitação apresentam significância estatística, ou seja, os valores dispendidos nessas duas áreas de atuação governamental afetam o IFDM. Nesse sentido, entende-se que as maiores contribuições deste trabalho para a sociedade estão relacionadas às reflexões sobre a gestão dos recursos públicos por parte dos governantes e a relevância das informações contábeis para o acompanhamento dessa gestão por parte dos cidadãos.
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Political parties, ideology, and social policy in Latin America: 1980-1999.

Political parties, ideology, and social policy in Latin America: 1980-1999.

Como dito anteriormente, há, hoje, para o contexto latino-americano, uma diversidade de estudos que investigam o impacto das instituições políticas domésticas sobre o gasto público e o déficit fiscal (Alesina et alii, 1999; Jones, Sanguinetti e Tommasi, 1999; Mejía Acosta e Coppedge, 2001; Amorim Neto e Borsani, 2004; Hallerberg e Marier, 2004). Contu- do, boa parte dessas análises atribui pouca importância à estrutura ins- titucional e ao padrão de governança vigente na região. Estudo recente para a América Latina, desenvolvido por Mejía Acosta e Coppedge (2001), constitui uma exceção. Ao analisar os determinantes políticos da disciplina fiscal latino-americana, os autores defendem que esta de- pende da vontade dos governos; sendo assim, incorporam à análise as- pectos institucionais e políticos específicos dos países da região. Sus- tentam, contudo, que os efeitos das variáveis institucionais sobre a dis- ciplina fiscal (gasto público e déficit), como tamanho do partido do pre- sidente, número efetivo de partidos, disciplina partidária, distância ideológica entre presidentes e legislaturas e polarização ideológica do sistema partidário, são maiores quando tais variáveis são interagidas. Assim como Mejía Acosta e Coppedge (ibidem), Amorim Neto e Borsa- ni (2004), em estudo sobre os determinantes políticos do gasto público e do déficit fiscal na América Latina, verificam que o efeito de algumas variáveis políticas sobre o gasto e o déficit é maior quando interagidas com outras variáveis. Os testes econométricos desenvolvidos pelos au- tores indicam que é a interação da força legislativa do presidente, da estabilidade ministerial e da ideologia do gabinete que vai determinar o nível do gasto dos países da região. Segundo o estudo desenvolvido por Amorim Neto e Borsani (ibidem), as características políticas dos go- vernos latino-americanos influenciam significativamente tanto em seu gasto público quanto em seu comportamento fiscal.
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As parcerias público-privadas para a oferta de vagas na educação infantil: um estudo em municípios paulistas

As parcerias público-privadas para a oferta de vagas na educação infantil: um estudo em municípios paulistas

Apresenta resultados de pesquisa que teve por objetivo analisar a natureza e as consequências de parcerias firmadas entre o poder público municipal e as instituições privadas de educação infantil. Foram realizados estudos de caso em sete municípios do Estado de São Paulo, com parcerias em vigência no período de 1997 a 2006. A partir dos estudos de caso foi possível identificar regularidades e diferenças no que se refere a: implicações da parceria para a normalização e instâncias decisórias no âmbito da política municipal; alterações na organização da administração municipal; gastos efetuados pelos municípios; e indicadores educacionais. Os resultados evidenciaram uma diferenciação entre os tradicionais convênios e as novas parcerias que são realizadas, principalmente, com instituições privadas stricto sensu.
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O gasto público federal brasileiro: um perfil incrementalista?

O gasto público federal brasileiro: um perfil incrementalista?

A análise agregada do gasto público, ou mesmo uma desagregação mais acentuada, limita a percepção acerca das escolhas preferenciais de alocação dos recursos públicos no tempo e a identificação de possíveis padrões de cooperação entre grupos societais acerca da partilha de tais recursos. Se o orçamento público resulta das negociações políticas intra e intergrupos, a observação do dispêndio governamental por função do Estado possibilita apontar as áreas de atuação estatal onde se observa regularidade temporal na oferta de policies. Inicialmente foram discriminadas as áreas de atuação do Estado, objeto da despesa pública por função, com o nível de agregação que possibilitasse a categorização do dispêndio governamental como gasto mínimo, gasto econômico e gasto social (chama- se atenção do leitor para o fato de que neste trabalho não foram consideradas as despesas com juros). Por meio de corte longitudinal abarcando o período 1995 a 2014, foram selecionadas variáveis indicativas da intervenção estatal para compor o mosaico analítico do padrão evolutivo do gasto público federal brasileiro (Quadro 1). Os valores do gasto público por função foram transformados a preços constantes de 2014, atualizados monetariamente pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
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VALORAÇÃO DO CONSUMO PÚBLICO

VALORAÇÃO DO CONSUMO PÚBLICO

O Brasil tem experimentado nas últimas décadas queda nos investimentos públicos em infraestrutura e aumento de receitas fiscais, ambos resultados da prioridade do governo em manter superávits primários juntamente com o aumento de gastos obrigatórios. Recentemente, este modelo de política fiscal trouxe instabilidade ao orçamento do governo. Como solução deste problema, foi proposto uma reforma fiscal que impossibilita o aumento real dos gastos do governo. Baseado nesta nova política fiscal, este trabalho tem como objetivo simular os efeitos de políticas baseadas no Novo Regime Fiscal perante diferentes valorações do consumo público por parte dos indivíduos. Os resultados sugerem que políticas voltadas para redução de impostos trariam maiores benefícios aos indivíduos, em termos de bem-estar, do que aumentos nos investimentos em infraestrutura e que os efeitos das políticas propostas serão menores conforme os indivíduos valorizam mais o consumo do governo em relação ao consumo privado.
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