APLICAÇÃO SUBSIDIÁRIA DO CÓDIGO CIVIL

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A OBRIGAÇÃO DE FUNDAMENTAR NO DIREITO PENAL: A APLICAÇÃO SUBSIDIÁRIA DO ART. 489 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL (Páginas 79 a 94) Lucas Helano Rocha Magalhães, Silvio Ulysses Sousa Lima

A OBRIGAÇÃO DE FUNDAMENTAR NO DIREITO PENAL: A APLICAÇÃO SUBSIDIÁRIA DO ART. 489 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL (Páginas 79 a 94) Lucas Helano Rocha Magalhães, Silvio Ulysses Sousa Lima

Assim, deve-se agora analisar a aplicação subsidiária das normas referentes à fundamentação da decisão judicial. Neste contexto, cabe destacar o perfil garantista do direito penal (FERRAJOLI, 2002). Ferrajoli assinala que, para além da autoridade inerente a qualquer ato do Poder Público, as decisões judiciais emmatéria criminal, mais que em quaisquer outras, devem demonstrar o amplo conhecimento sobre amatéria decidida. E de tal maneira que toda condenação criminal seja fruto exclusivo do saber (conhecimento), e não mera manifestação de poder. Desta teoria, derivam diversas normas penais como o in dubio pro reo.
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A responsabilidade civil do estado e a aplicação do Código de Defesa do Consumidor na prestação de serviços públicos

A responsabilidade civil do estado e a aplicação do Código de Defesa do Consumidor na prestação de serviços públicos

O Min. José Dias Toffoli, relator do processo, acolheu, em 01/07/2013, parcialmente os pedidos formulados na inicial da ora ADO n. 24 do Supremo Tribunal Federal, para fixar o prazo de 120 (cento e vinte) dias para a edição da lei em questão, com fundamento no art. 27 da EC n. 19/98. No entanto não deferiu a liminar, na parte em que se requer a aplicação subsidiária e provisória do Código de Defesa do Consumidor, deixando-o para uma análise mais aprofundada por parte da Suprema Corte, e após colhidas as manifestações do Advogado-Geral da União e pelo Procurador-Geral da República, para aprofundamento do tema. O processo continua no STF, havendo diversas manifestações e recursos em partes favoráveis, em outras contrárias, servindo de instrução para o julgamento definitivo.
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Luiz Fernando Valladão Nogueira, “Remessa Necessária. Aspectos Relevantes e Alterações do CPC/15” - 1169

Luiz Fernando Valladão Nogueira, “Remessa Necessária. Aspectos Relevantes e Alterações do CPC/15” - 1169

APELAÇÃO CÍVEL - DIREITO ADMINISTRATIVO - AÇÃO CIVIL PÚBLICA POR ATO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA PRELIMINAR - SUSCI- TADA DE OFÍCIO - REEXAME NECESSÁRIO - NÃO CONHECIMENTO. 1. O duplo grau de jurisdição obrigatório é medida excepcional, não podendo ter sua apli- cação ampliada pelo Judiciário fora das hipóteses previstas em lei. 2. Ausência de determinação do duplo grau de jurisdição obrigatório na Lei 7.347/85, que remete à aplicação subsidiária das normas do Código de Processo Civil, não o fazendo em relação à Lei n. 4.717/65. Descabimento da aplicação do art. 19 da Lei de Ação Po- pular às ações civil públicas. 3. Não conhecimento da remessa oficial. (...) (Ap Cí- vel/Reex Necessário 1.0024.11.118408-1/004, Relator(a): Des.(a) Áurea Brasil , 5ª CÂMARA CÍVEL, julgamento em 09/07/2015, publicação da súmula em 21/07/2015).
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UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ FACULDADE DE DIREITO CURSO DE GRADUAÇÃO EM DIREITO ALEXANDRE NEVES JACINTO

UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ FACULDADE DE DIREITO CURSO DE GRADUAÇÃO EM DIREITO ALEXANDRE NEVES JACINTO

O Plenário do STF considerou que toda decisão interlocutória nos Juizados Estaduais não seria passível de impugnação imediata com base nos seguintes fundamentos: a) A Lei nº 9.099/95 estaria voltada à celeridade no processamento e julgamento de causas cíveis de menor complexidade, razão pela qual teria consagrado a regra da irrecorribilidade das decisões interlocutórias. Não caberia, em virtude disso, a aplicação subsidiária do Código de Processo Civil, sob a forma de agravo de instrumento ou a utilização do instituto do mandado de segurança, cujos prazos não coadunariam com os fins da Lei; b) Admitir o mandado de segurança seria ampliar a competência dos Juizados Especiais, o que caberia exclusivamente ao Poder Legislativo; c) O rito sumaríssimo seria faculdade das partes; d) Não haveria afronta ao princípio constitucional da ampla defesa, tendo em vista a possibilidade de impugnação das decisões interlocutórias quando da interposição de recurso inominado ao final do processo, o que pressupõe a inexistência de preclusão.
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Precisamos falar sobre o NCPC e o Processo do Trabalho.  Clarisse Inês de Oliveira

Precisamos falar sobre o NCPC e o Processo do Trabalho. Clarisse Inês de Oliveira

Se, por uma aspecto, os Ministros e Magistrados que se reuniram para divulgar os parâmetros de interpretação na esfera trabalhista acerca do Novo Código, primaram por enfatizar o caráter especial da Consolidação das Leis do Trabalho, que deve prevalecer sobre lei geral, é certo que determinadas principiologias que guiaram toda a nova codificação passaram a ser questionadas sobre sua aplicabilidade no Processo do Trabalho, como é o caso das fundamentações das decisões judiciais pelo enfrentamento dos argumentos trazidos pelas partes e o afastamento do “elemento surpresa” da decisão judicial, prática que ocorria no ordenamento processual passado e que consistia na sentença fulcrada em solução jurídica da qual as partes não tinham, a obrigação de prever.
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NEGÓCIOS JURÍDICOS PROCESSUAIS APLICADOS AOS CONTRATOS DE LOCAÇÃO DE IMÓVEIS URBANOS

NEGÓCIOS JURÍDICOS PROCESSUAIS APLICADOS AOS CONTRATOS DE LOCAÇÃO DE IMÓVEIS URBANOS

The present work deals with the application of the legal process, provided for in Articles 190 and 191 of the Code of Civil Procedure, to contracts for the leasing of urban properties, seeking to establish some hypotheses in which it is possible for the parties to agree on their rights, burdens and duties. Initially, it deals with the prediction of the legal business process in the new CCP, pointing out the legal requirements for its validity, found both in civil procedural legislation and in civil legislation. In addition, it sets out some of the most important procedural and contractual principles in the case of the Procedure and the Contract, in order to delimit the scope of the procedural agreements in this case. Finally, it establishes the possibility or not of certain contractual transactions, concluding that they are capable of producing full effect, in the case of validation by the judge, or if they defend themselves because they conflict with some Principle or legal requirement. To do so, it uses extensive bibliographical research, joining the branches of constitutional, procedural and civil law in order to validate the performance of the parties and ensure that the norms of public order will be respected. Keywords: Legal Business Process. Code of Civil Procedure. Civil Code. Contracts.
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7141

7141

A segunda corrente doutrinária defende a atribuição do efeito suspensivo aos embargos de declaração como regra pro- cessual. Essa vertente encontra-se no plano da ausência de ne- gativa legal, ou seja, leva em consideração que a previsão da lei processual civil, pertinente às situações em que não será atribuído o efeito suspensivo recursal, não abarca os embargos declaratórios.

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A sistematização das tutelas de urgência no atual código de processo civil e no projeto de código de processo civil

A sistematização das tutelas de urgência no atual código de processo civil e no projeto de código de processo civil

Processo Civil - Ação cautelar - Medida de natureza satisfativa - Fungibilidade progressiva - Inaplicabilidade - Art. 273, § 7º, do CPC - Princípios da instrumentalidade e da economia processuais - Recurso provido.273§ 7ºCPCI - O processo cautelar não é o meio idôneo para se conceder medidas de caráter satisfativo;II - A fungibilidade progressiva não encontra respaldo no artigo 273, § 7º, do CPC, uma vez que não se poderá transmudar medida antecipatória em medida cautelar, para alcançar a tutela preventiva, uma vez que não se estará observando os rigores dos pressupostos específicos da antecipação de providências satisfativas do direito subjetivo em análise;273§ 7ºCPCIII - Os princípios da instrumentalidade e da economia processuais deverão ser aplicados em consonância com os processos e procedimentos previstos no Código de Ritos Civil, jamais servindo a fungibilidade como justificativa para a criação de procedimentos outros não previstos pelo legislador, tudo em consonância com o estipulado no artigo 295, inciso V, do CPC;295VCPCIV - Recurso que se conhece, para lhe dar provimento..
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Função hermenêutica das cláusulas gerais do direito civil tcc rcmenesesFunção

Função hermenêutica das cláusulas gerais do direito civil tcc rcmenesesFunção

"Embargos de declaração. Agravo regimental contra decisão que negou seguimento a agravo de instrumento por ausência de certidão de intimação do acórdão recorrido. Súmula n.º 223 desta corte superior. Artigo 544, § 1.º , do Código de Processo Civil. Artigo 5.°, Inciso II, da Constituição Federal. Omissão e obscuridade inexistentes. Não há choque entre a Súmula n.º 223 do Superior Tribunal de Justiça e o princípio insculpido no artigo 5º, inciso II, da Constituição Federal. A repetição constante de certos julgados, de forma pacífica, surgida com a necessidade de regular uma situação não prevista de forma expressa na legislação, encerra um elemento de generalidade, pois cria o que se pode chamar de costume judiciário, que, muitas vezes, dá ensejo à edição, pelos Tribunais, dos Enunciados de Súmula, os quais. embora não tenham caráter obrigatório, são acatados em razão dos princípios da segurança jurídica e economia processual. Se de modo uniforme o órgão colegiado tem entendido ser necessária a certidão de intimação do acórdão recorrido (Súmula n.º 223/Superior Tribunal de Justiça), assim o faz levando em conta os pressupostos recursais, no que se refere às peças essenciais, uma vez que, como se sabe, o questionado artigo do Código de Processo Civil não apresenta hipóteses numerus clausus, mas é apenas exemplificativo. A decisão judicial volta-se para a composição de litígios. Não é peça teórica ou acadêmica. Contenta-se o sistema com o desate da lide segundo a res iudicium deducta, o que se deu, no caso ora em exame. 'E incabível. nos declaratórios, rever a decisão anterior, reexaminando ponto sobre o qual já houve pronunciamento. com inversão, em consequência, do resultado final. Nesse caso, há alteração substancial do julgado, o que foge ao disposto no art. 535 e incisos do CPC' (RSTJ 30/412). Embargos de declaração rejeitados. Decisão unânime" (STJ, Embargos de Declaração no Agravo Regimental 280.797/SP, 2.ª Turma, Rel. Min. Domingos Franciulli Netto, j. 16.11.2000, DJe 05.03.2001, p. 147).
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Responsabilidade Civil Ambiental : a composição de interesses a contar da identificação de condutas lesivas

Responsabilidade Civil Ambiental : a composição de interesses a contar da identificação de condutas lesivas

Foi possível ver uma dicotomia da responsabilidade civil. A primeira face, no sentido de que se sustenta uma responsabilidade civil sem danos, em que esses passam a ser meramente presumidos e o que importa é a conduta, o que é factível defender quando se aponta, como no caso do presente estudo, as hipóteses que justificam a logística reversa, a distribuição de royalties na exploração petrolífera e, ainda, as medidas compensatórias no estudo de impacto ambiental prévio ao empreendimento. Nessas situações exemplificativas, a imposição da responsabilidade não deriva de dano, mas sim das condutas lesivas que, por notadamente serem condutas de risco potencial, já comportam a responsabilização prévia, prescindindo a concretude do dano.
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Afinal de Contas, o Quanto é Lesão?

Afinal de Contas, o Quanto é Lesão?

“... No que se refere à alegada lesão enorme que teria sofrido a embargante, ora apelante/ apelada, que ensejaria a total nulidade do contrato entabulado entre as partes, tenho que não merece prosperar o inconformismo, pois impossível tal entendimento, tendo em vista que a empresa embargante, ora apelante/apelada, inclusive corroborada pelas palavras da testemunha Carla Proença (fl. 253), arrolada pela embargante, ora apelante/apelada, teve tempo para convocar reunião entre os acionistas e deliberar sobre o contrato e os valores dos honorários que estavam sendo estabelecidos por seus procuradores, de modo que impossível a caracterização, na espécie, da figura da lesão, expressa pelo art. 157 do novo Código Civil, pois, embora se possa entender que o valor da prestação contratada seja manifestamente desproporcional ao valor da contraprestação, inviável se mostra o reconhecimento da premente necessidade no caso concreto, o que faz ruir o argumento de nulidade do contrato, em face da lesão experimentada. Portanto, não merece prosperar o apelo nesse aspecto. ...”. (sem destaques no original)
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Karla Ferreira de Camargo Fischer & Bruna Antunes Ziliotto, “Doações e o Valor que Deverá Ser Colacionado: Aplicação do Código de Processo Civil ou do Código Civil?” - 1247

Karla Ferreira de Camargo Fischer & Bruna Antunes Ziliotto, “Doações e o Valor que Deverá Ser Colacionado: Aplicação do Código de Processo Civil ou do Código Civil?” - 1247

cação da lei vigente à época da abertura da sucessão. Aplicação da regra do art. 2.004 do cc⁄2002. Valor atribuído no ato de liberalidade com correção monetária até a data da sucessão. Recurso especial improvido. 1. Tendo sido aberta a sucessão na vigência do Código Civil de 2002, deve-se observar o critério estabelecido no art. 2.004 do referido diploma, que modificou o art. 1.014, p arágrafo único, do Código de Processo Civil de 1973, pois a contradição presente nos diplomas legais, quanto ao valor dos bens doados a serem trazidos à colação, deve ser solucionada com observância do princípio de direito intertemporal tempus regit actum. 2. O valor de colação dos bens deverá ser aquele atribuído ao tempo da liberalidade, corrigido monetariamente até a data da abertura da sucessão. 3. Existindo divergência quanto ao valor atribuído aos bens no ato de liberalidade, poderá o julgador determinar a avaliação por perícia téc- nica para aferir o valor que efetivamente possuíam à época da doação. 4. Recurso especial não provido.
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NOVAS TENDÊNCIAS DA RESPONSABILIDADE CIVIL EM VISTA À SOCIEDADE DE RISCO E AOS APLICATIVOS DE MOBILIDADE URBANA (Páginas 26 a 33) Caio César do Nascimento Barbosa

NOVAS TENDÊNCIAS DA RESPONSABILIDADE CIVIL EM VISTA À SOCIEDADE DE RISCO E AOS APLICATIVOS DE MOBILIDADE URBANA (Páginas 26 a 33) Caio César do Nascimento Barbosa

Outrossim, deve-se analisar um fenômeno comum na esfera consumerista, a figura do “bystander” que se traduz como o consumidor sem contrato de consumo ou consumidor por equiparação, previsto de forma legal no artigo 17 do CDC (salienta-se a notável importância de tal dispositivo no meio jurídico, em razão da proteção ao indivíduo de forma ampla e sua relação com a figura da boa-fé objetiva, em especial em relação a função social da figura do terceiro ofendido, conectando-se ao artigo 421 do Código Civil). Cabe aqui ponderar acerca dessa figura no que tange aos danos decorrentes que o presente tema se pauta. Imaginemos o exemplo do indivíduo que, acompanhado de sua namorada (usuária direta do aplicativo), sofre lesões leves decorrentes de acidente de trânsito causado pelo condutor de veículo intermediado pelo aplicativo (incidindo na hipótese do parágrafo único do artigo 2° do CDC) ou ainda, em mais grave hipótese, do ciclista que é abalroado por veículo conduzido por condutor intermediado pelo aplicativo de tais empresas (hipótese do artigo 17 do CDC). O caso in concreto deve ser aferido pelo magistrado, mas seguindo a atual tendência jurisprudencial, o “bystander” pode acionar a empresa e o condutor para reparação de danos.
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Conclui-se com a presente pesquisa que o Novo Código de Pro- cesso Civil trouxe uma mudança muito significativa quanto ao ônus probatório, pois prevê a possibilidade de o juiz aplicar a teoria dinâmica da prova e realizar a inversão do ônus proces- sual, flexibilizando assim a carga probatório, devendo oportuni- zar, todavia, a parte a produção dessa prova, que anteriormente não lhe incumbia. Portanto, o Novo Código de Processo Civil se diferencia do Código de Processo Civil de 1973 pois possibilita que o juiz busque a verdade dos fatos e não somente a verdade processual, podendo incumbir o ônus a parte que tenha mais fa- cilidade de produção daquela determinada prova, dando assim subsídios ao próprio magistrado para efetuar o julgamento do feito de forma mais justa e igualitária, atendendo aos fins sociais que se propõe.
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7061

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Em relação à ‘criminalidade de direitos’, de que nos fala Foucault, surgem as propostas de erupção dos liames entre a Justiça civil e a criminal, a ponto de se inserir ‘benefícios empresariais’ como a possibilidade de extinguir-se a punibilidade do fato com o pagamento dos tributos antes do recebimento da denúncia (art. 34 da Lei 9.249/95). Aliás, essa ideia de pagamento para extinção de punibilidade de crimes graves como os de sonegação fiscal pode nos conduzir a tortuosos caminhos, ao menos nos planos jurídico e moral. (...) Se passarmos a nos contentar apenas com a compensação monetária como suficiente para inviabilizar a persecução penal dos crimes empresariais, numa espécie de monetarização das relações sociais, em breve estaremos vivendo num mundo onde os empresários não terão que se preocupar com seus ilícitos penais. (DOTTI; PRADO, 2011, p. 160)
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Reflexos do Código Civil de 1867

Reflexos do Código Civil de 1867

72 entre outros, o privilégio chamado «de relego» 265 ; a Carta de Lei de 5 de Junho de 1822, publicado em 11 de Junho, que reduz a metade as rações ou quotas incertas, convertendo-as em prestações certas e remíveis, fixa os laudémios na quarentena, extingue as lutuosas e mais encargos extraordinários, mas exclui expressamente, no seu artigo 23º, e enfiteuse particular; o Alvará com força de lei de 5 de Junho de 1824 e o Decreto de 21 de Junho, onde, no artigo 5º, se restituem os forais, provisòriamente, ao estado anterior às modificações feitas pelas cortes dissolvidas, até à reforma dos mesmos, suprimindo-se, contudo, os direitos banais; o Decreto de 13 de Agosto de 1822 (Mouzinho), depois declarado, ampliado e reformado pela Carta de Lei de 22 de Junho de 1846 (Palmela), onde se eliminam os foros, censos, rações e toda a qualidade de prestações, estabelecidos por foral ou contrato enfitêutico sobre bens nacionais ou provenientes da coroa; e as Cartas de Lei de 7 de Abril de 1838, 28 de Junho de 1843, 25 de Agosto de 1848, 4 de Abril de 1861 e 13 de Julho de 1863, quanto à remição e venda de foros. Os emprazamentos particulares, ao invés, só foram essencialmente atingidos pelo Código Civil, embora já antes várias sugestões pretendessem abrangê- los” 266 . O CC1867 veio a ser a síntese de todo o debate que se foi gerando, com
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A MULHER NO CÓDIGO CIVIL DE 1867

A MULHER NO CÓDIGO CIVIL DE 1867

A coisificação da mulher reflecte igualmente o diferente tratamento aplicável uma vez intentada a separação, já que se admitia a figura do depósito provisório da mulher como meio de justificar o afastamento do lar conjugal, atendendo a que a sua permanência podia ser ameaçadora para a sua segurança física (artigo 1206.º § 4.º). O Código de Processo Civil de 1876 veio desenvolver o regime jurídico previsto no Regulamento do Processo nas Causas de Separação, concretizando os termos em que se admitia o recurso à figura do depósito. Refira- se ainda que o artigo 1210.º § único definia um regime específico em caso de adultério da mulher, estabelecendo que esta não tinha direito a separação de bens, mas apenas de alimentos. Por último, gostaríamos de referir ainda a diferença de regimes aplicáveis ao homem e à mulher em matéria de nacionalidade havendo a celebração de casamento. O artigo 22.º n.º 3 do código estabelece que a mulher portuguesa que case com um estrangeiro perde a nacionalidade, direito recuperável após a dissolução do casamento. Não encontramos idêntico regime aplicável na situação inversa, o que nos permite concluir que o legislador desconsidera o comportamento feminino nesta situação particular, estabelecendo regime jurídico penalizador. Teresa Beleza interpreta o tratamento legislativo desta matéria como uma manifestação do princípio da unidade de regime familiar, atendendo à relevância do papel do marido na vida familiar 49 .
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REPERCUSSÕES DOS ARTIGOS 9º E 10º DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. A PROIBIÇÃO DO JULGAMENTO SURPRESA

REPERCUSSÕES DOS ARTIGOS 9º E 10º DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. A PROIBIÇÃO DO JULGAMENTO SURPRESA

RECURSO ESPECIAL - EMBARGOS À EXECUÇÃO - PRELIMINAR DE INTEMPESTIVIDADE - INEXISTÊNCIA - ART. 244, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL - PREQUESTIONAMENTO - AUSÊNCIA - INCIDÊNCIA DA SÚMULA 211/STJ - PREPARO - AUSÊNCIA - INTIMAÇÃO PESSOAL - DESNECESSIDADE - PRECEDENTES DESTA CORTE SUPERIOR - PORÉM, DETERMINADA A INTIMAÇÃO PARA RECOLHIMENTO DO PREPARO E DEVIDAMENTE CUMPRIDO - VIOLAÇÃO DO PRINCÍPIO DA CONFIANÇA (VENIRE CONTRA FACTUM PROPRIUM) - DECISÃO QUE EXTINGUE A DEMANDA, SEM JULGAMENTO DE MÉRITO - PRINCÍPIO DA BOA-FÉ OBJETIVA - OBSERVÂNCIA - RECURSO ESPECIAL PARCIALMENTE CONHECIDO E, NESSA EXTENSÃO, PROVIDO. (...) IV - Todavia, na espécie, a conduta do Juízo a quo revela-se contraditória e viola o princípio insculpido na máxima nemo potest venire contra factum proprium, na medida em que anteriormente determinou - quando não precisava fazê-lo - a intimação para recolhimento do preparo e, ato contínuo, mesmo após o cumprimento de sua ordem, entendeu por bem julgar extinta a demanda, sem julgamento de mérito. V - Tal atitude viola o princípio da boa-fé objetiva porque criou, na parte autora, a legítima expectativa de que, após o recolhimento do preparo, dentro do prazo estabelecido pelo Magistrado, suas razões iniciais seriam examinadas, observado-se o devido processo legal. VI - Determinada a intimação para recolhimento do preparo e figurando este devidamente cumprido, em tempo e modo oportunos, não é o caso de extinção dos embargos à execução, com base no art. 267, IV, do CPC. VII - Recurso especial parcialmente conhecido e, nessa extensão, provido. (REsp 1116574/ ES, Rel. Ministro MASSAMI UYEDA, TERCEIRA TURMA, DJe 27/04/2011). 0027224-94.2013.8.26.0053.
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O REGIME DE BENS MATRIMONIAL E A  DAS QUOTAS SOCIAIS  Renata Barbosa de Almeida, Aline Santos Pedrosa Maia Barbosa

O REGIME DE BENS MATRIMONIAL E A DAS QUOTAS SOCIAIS Renata Barbosa de Almeida, Aline Santos Pedrosa Maia Barbosa

3. Ante a inegável expressão econômica das quotas sociais, a compor, por consectário, o patrimônio pessoal de seu titular, estas podem, eventualmente, ser objeto de execução por dívidas pessoais do sócio, bem como de divisão em virtude de separação/divórcio ou falecimento do sócio. 3.1 In casu, afigura-se incontroverso que a aquisição das quotas sociais da sociedade de advogados pelo recorrido deu-se na constância do casamento, cujo regime de bens era o da comunhão universal. Desse modo, se a obtenção da participação societária decorreu naturalmente dos esforços e patrimônios comuns dos então consortes, sua divisão entre os cônjuges, por ocasião de sua separação, é medida de justiça e consonante com a lei de regência. 3.2 Naturalmente, há que se preservar o caráter personalíssimo dessas sociedades, obstando-se a atribuição da qualidade de sócio a terceiros que, nessa condição, não detenham com o demais a denominada affectio societatis. Inexistindo, todavia, outro modo de se proceder à quitação do débito ou de implementar o direito à meação ou à sucessão, o direito destes terceiros (credor pessoal do sócio, ex-cônjuge e herdeiros) são efetivados por meio de mecanismos legais (dissolução da sociedade, participação nos lucros, etc) a fim de amealhar o valor correspondente à participação societária. 3.3 Oportuno assinalar que o atual Código Civil, ao disciplinar a partilha das quotas sociais em razão do falecimento do cônjuge ou da decretação da separação judicial ou do divórcio, apenas explicitou a repercussão jurídica de tais fatos, que naturalmente já era admitida pela ordem civil anterior. E, o fazendo, tratou das sociedades simples, de modo a tornar evidente o direito dos herdeiros e do cônjuge do sócio em relação à participação societária deste e, com o notável mérito de impedir que promovam de imediato e compulsoriamente a dissolução da sociedade, conferiu- lhes o direito de concorrer à divisão períodica dos lucros.
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Direito à informação nas sociedades por quotas

Direito à informação nas sociedades por quotas

O principal efeito de inquérito judicial requerido na sequência de recusa ilícita de informação é, normalmente, a determinação da prestação da informação. Isto decorre da sua previsão como sanção para a recusa de informação previsto expressamente no artigo 292.º. n.º 2 82 . Contudo, do inquérito judicial podem surgir outras consequências que o Código de Processo Civil abarca, no seu artigo 1481.º, sob a epígrafe de «medidas cautelares». Estas medidas são as necessárias para garantir os interesses da sociedade, dos sócios e dos credores sociais. Para além da prestação da informação, o juiz poderá determinar qualquer das três medidas contempladas nas alíneas a), b) e c) do n.º 2, do artigo 292.º do CSC, isto é, o juiz pode ordenar: a) a destituição de pessoas cuja responsabilidade por atos praticados no exercício de cargos sociais tenha sido apurada; b) a nomeação de um administrador (ou gerente se tivermos perante uma sociedade por quotas); c) a dissolução da sociedade, se forem apurados fatos que constituam causa de dissolução, nos termos da lei ou do contrato, e a ela tenha sido requerida.
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