Aproveitamento Hidrelétrico Belo Monte

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O caso Belo Monte: desenvolvimento humano de povos indígenas e tecnopolítica de geração de energia

O caso Belo Monte: desenvolvimento humano de povos indígenas e tecnopolítica de geração de energia

da bacia hidrográfica, realizado para a determinação do seu potencial hidrelétrico, mediante a escolha da melhor alternativa de divisão de queda, caracterizada pelo conjunto de aproveitamentos compatíveis entre si e com projetos desenvolvidos, de forma a se obter uma avaliação da energia disponível, dos impactos ambientais e dos custos de implantação dos empreen- dimentos; • Com estudo de viabilidade – resultado da concepção global do aproveitamento, considerando sua otimização técnico-econômica que permita a elaboração dos documentos para licitação. Esse estudo compreende o dimensionamento das estruturas principais e das obras de infra-estrutura local e a definição da respectiva área de influência, do uso múltiplo da água e dos efeitos sobre o meio ambiente; • Com projeto básico – aproveitamento detalhado e em profundidade, com orçamento definido, que permita a elaboração dos documentos de licitação das obras civis e do fornecimento dos equipamentos eletro- mecânicos; • Em construção – aproveitamento que teve suas obras iniciadas, sem nenhuma unidade geradora em operação; e • Em operação – os empreendimentos em operação constituem a capacidade instalada. Os aproveitamentos somente são considerados para fins estatísticos nos estágios ‘inventário’, ‘viabilidade’ ou ‘projeto básico’, se os respectivos estudos tiverem sido aprovados pelo poder concedente.” (AGÊNCIA NACIONAL DE ENERGIA ELÉTRICA, 2016).
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Neodesenvolvimentismo e conflitos sociais: o caso da Hidrelétrica de Belo Monte

Neodesenvolvimentismo e conflitos sociais: o caso da Hidrelétrica de Belo Monte

Entre os vários megaprojetos e empreendimentos de infraestrutura do PAC destinados para a região amazônica, o Aproveitamento Hidrelétrico de Belo Monte ganha destaque e é apresentado pelo Governo Federal como um dos principais símbolos da nova era de “aceleração do crescimento” e de “desenvolvimento” do Brasil na atualidade, em particular da Amazônia. Esse megaempreendimento está situado no sudoeste do Estado do Pará, na Bacia do rio Xingu, em Vitória do Xingu, previsto para ser a terceira maior hidrelétrica do mundo (e a primeira totalmente nacional) com mais de 11.000 MW de potência e com o maior investimento público do PAC. A previsão de iniciar o funcionamento e geração parcial de energia é em 2015, com sua motorização total prevista para janeiro de 2019 (EPE/MME, 2011). Tal empreendimento (como outros), contudo, tem sido alvo de diversas polêmicas (contra e a favor), gerando bastante tensões e conflitos. Essa polêmica tem tomado dimensão, além de local, regional e nacional, também internacional.
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ENTRE OS DIREITOS HUMANOS E A PRESSÃO POLÍTICA: O CASO BELO MONTE NO SISTEMA INTERAMERICANO

ENTRE OS DIREITOS HUMANOS E A PRESSÃO POLÍTICA: O CASO BELO MONTE NO SISTEMA INTERAMERICANO

proteção dos direitos humanos, recorda que o caráter de tais sistemas é subsidiário ou complementar, razão pela qual sua atuação somente se legitima na hipótese de falha dos recursos de jurisdição interna. A auto- rização para implementação do Aproveitamento Hidrelétrico de Belo Monte foi concedida pelo Congresso Nacional por meio do Decreto Legislativo n.788/2005, que ressalvou como condição da autorização a realização de estudos de viabilidade técnica, econômica e ambiental, em especial “estudo de natureza antropológica, atinente às comunidades indígenas localizadas na área sob influência do empreendimento”, com a devida consulta a essas comunidades. Coube aos órgãos competentes para tanto, IBAMA e FUNAI, a concretização de estudos de impacto ambiental e de consultas às comunidades em questão, em atendimento ao que prevê o parágrafo 3º do artigo 231 da Constituição Federal. O Governo brasileiro está ciente dos desafios socioambientais que proje- tos como o da Usina Hidrelétrica de Belo Monte podem acarretar. Por essa razão, estão sendo observadas, com rigor absoluto, as normas cabíveis para que a construção leve em conta todos os aspectos sociais e ambientais envolvidos. O Governo brasileiro tem atuado de forma efe- tiva e diligente para responder às demandas existentes (Brasil, 2014b).
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UHE Belo Monte: o estudo de impacto ambiental e suas contradições

UHE Belo Monte: o estudo de impacto ambiental e suas contradições

A pesquisa realizada no âmbito do Projeto de iniciação científica permite concluir que existe uma grande divergência entre o que deve conter no estudo de impacto ambiental, conforme as normas que os regem, e a realidade que se verifica na prática. O caso da UHE Belo Monte foi escolhido por melhor revelar, apesar da complexidade de todo o processo, as várias contradições do processo de licenciamento ambiental. Também se constatou que os projetos, quando aliados de interesses desenvolvimentistas e governamentais, por mais que sejam comprovadamente prejudiciais ao meio e à população de onde será instalado, acabam tornando- se algo extremamente difícil de se barrar. A construção da UHE Belo Monte, mesmo com todas as inconsistências comprovadas e presentes no Estudo de Impacto Ambiental (EIA), também alertado através de diversos documentos, como o denominado "PAINEL DE ESPECIALISTAS: Análise Crítica do Estudo de Impacto Ambiental do Aproveitamento Hidrelétrico de Belo Monte" conseguiu passar por todas as barreiras e ser concretizado.
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O conflito socioambiental dos ribeirinhos esquecidos: os 'velhos' no mar de Belo Monte

O conflito socioambiental dos ribeirinhos esquecidos: os 'velhos' no mar de Belo Monte

Em 2009, quando o “Painel dos Especialistas: Análise Crítica do Estudo de Impacto Ambiental do Aproveitamento Hidrelétrico de Belo Monte” foi elaborado por acadêmicos de distinto conhecimentos sobre as questões relacionadas à construção de uma UHE, procurando analisar criticamente o Estudo de Impacto Ambiental da UHE Belo Monte apresentado pela Eletrobrás, houve uma grande repercussão, porque com a união de diversos especialistas de diferentes instituições de ensino e pesquisa nacionais, para analisarem o projeto da obra e identificarem quais eram as inconsistências, falhas e omissões apresentadas pelo EIA, existiu uma inovação, em termos de discussão acadêmica, ao se apresentar duras projeções sobre os impactos de um empreendimento desse porte.
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Desenvolvimento e direitos humanos: marcas de inconstitucionalidade no processo Belo Monte.

Desenvolvimento e direitos humanos: marcas de inconstitucionalidade no processo Belo Monte.

O caso da Hidrelétrica de Belo Monte ilustra o fato de como um GPI, destinado à geração de energia elétrica, acaba por atingir os povos indígenas, em diversas dimensões, de formas diretas e indiretas. Essas comunidades não são devidamente consideradas no âmbito de um tipo de desenvolvimentismo que prioriza o econômi- co imediato e discursa em nome do chamado “interesse nacional”, nesse contexto, o Estado, seja por intermédio do Poder Judiciário, seja por meio do Legislativo ou do Executivo, deixa de observar e de implementar direitos humanos reconhecidos em instrumentos internacionais e nacionais de relevância. Não há dúvidas de que um dos principais problemas desse tipo de ação desenvolvimentista (não de desenvolvimen- to, porque desenvolvimento é outra coisa) está no enfoque exacerbado dado aos benefícios em longo prazo ou para a maioria, ignorando-se deliberadamente os pre- juízos sofridos por comunidades minoritárias invisíveis, alijadas do processo, ou mesmo por comunidades amplas demais, por esta razão, também invisíveis, como as gerações presentes e futuras. Atente-se para prejuízos desconsiderados nos âmbitos locais e globais, contrapostos a propagados benefícios nas esferas regionais, nacionais ou mesmo internacionais (caso do comércio internacional, por exemplo).
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A CONSTRUÇÃO DE RELAÇÕES DE CAUSALIDADE EM SAÚDE NO CONTEXTO DA HIDRELÉTRICA DE BELO MONTE.

A CONSTRUÇÃO DE RELAÇÕES DE CAUSALIDADE EM SAÚDE NO CONTEXTO DA HIDRELÉTRICA DE BELO MONTE.

Durante uma reunião da Câmara de Saúde do PDRSX (Plano de Desenvolvi- mento Sustentável do Xingu), emergiu o debate sobre o aumento de casos de sífilis em gestantes na cidade de Altamira (como mostra o gráfico 1). Quais as causas para esse aumento? O agente responsável pelas questões de saúde do consórcio Norte Energia argumentou que esse aumento representava a falência do Programa de saúde da família na assistência ao pré-natal e o Secretário de Saúde de Altamira, por sua vez, retrucou dizendo que o problema foi ocasionado pelo aumento do número de trabalhadores (homens) na cidade em função de Belo Monte. Dois problemas analíticos (interde- pendentes entre si) estão aqui colocados: o primeiro diz respeito a demonstração da relação de causalidade entre a vinda de trabalhadores para a cidade de Altamira e aumento do número de casos. Foram vários homens positivos que infectaram várias mulheres? Foram poucos homens positivos que contamiram várias parceiras? Qual a relação desses casos com o aumento da prostituição na cidade? Como dimensionar os casos ocorridos em Altamira com o aumento dos casos notificados em várias outras regiões do Brasil ocorridos entre 2005 e 2013 (de 1.865 casos em 2005 para 21.382 em 2013, de acordo com dados do Ministério da Saúde)? Foi o aumento da capaci- dade de detecção de casos, via sistema de notificação que tornou vísivel o que antes estava subdiagnosticado. Em relação a essa última pergunta verificamos, através de entrevistas realizadas com profissionais do sistema de Vigilância Epidemiológica de Altamira que esse município passou a notificar sífilis em gestantes a partir do ano de 2010, o que complexifica ainda mais a pesquisa e corrobora com o argumento desse artigo sob o qual a falta de dados e/ou a precariedade dos dados existentes sobre a saúde da população antes do início da obra de Belo Monte impede a construção de relações de causalidade fidedignas.
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Belo Monte: a construção do sonho - o trabalho na comunidade de Antônio Conselheiro

Belo Monte: a construção do sonho - o trabalho na comunidade de Antônio Conselheiro

Ainda que o genial autor de Os sertões tenha o mérito de haver intentado a primeira explicação sociológica para a Guerra de Canudos e a coragem de não resisti[r]

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Avaliação das alternativas na construção da Usina Hidrelétrica Belo Monte pela aplicação...

Avaliação das alternativas na construção da Usina Hidrelétrica Belo Monte pela aplicação...

A Amazônia é a maior floresta tropical ainda existente no mundo e oferece diversos serviços ambientais. No Brasil, suas bacias hidrográficas são fontes do maior potencial de geração de energia elétrica ainda não utilizado por meio de usinas hidrelétricas. Nesse contexto, destaca- se, atualmente, a construção da Usina Hidrelétrica (UHE) Belo Monte como uma obra de escolha emblemática no país, marcada por diversos conflitos e que apresenta impactos diversificados que repercutirão em modificações permanentes na biodiversidade da Amazônia. Assim, o objetivo geral desta pesquisa foi realizar a aplicação de dois métodos MCDA - o ELECTRE III, não compensatório; e um método de abordagem em grupo baseado na Teoria de Jogos com uso do Equilíbrio de Nash nas alternativas de construção da UHE Belo Monte, visando demonstrar em que medida os métodos MCDA podem ser utilizados para a análise desse processo de tomada de decisão em grupo. Para isso, foram identificados os principais problemas envolvidos na construção da UHE Belo Monte e estruturadas duas matrizes de decisão com suas alternativas e critérios, que foram aplicadas aos dois métodos MCDA. Foi observado que a alternativa de área do reservatório de 516 km², que foi a de fato adotada na construção da UHE em questão, foi avaliada como a alternativa mais adequada na abordagem em grupo e na maioria das abordagens individuais dos jogadores para ambos os métodos. Já a alternativa de vazões muito próximas às naturais do rio, que não foi a adotada na construção da UHE Belo Monte, foi avaliada como a alternativa mais adequada na abordagem em grupo e na abordagem individual de todos os jogadores. As contribuições desta pesquisa referiram-se à realização da modelagem do problema complexo da UHE Belo Monte; à demonstração que os métodos MCDA podem consistir em uma etapa primordial na discussão de problemas complexos; a auxiliar gestores no processo decisório que, muitas vezes, têm como mecanismo de fomento de suas decisões documentos técnicos e específicos; e a possibilitar uma maior participação formal de vários tomadores de decisão.
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CENTRAL DE TRATAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS URBANO DA CIDADE DE BELO HORIZONTE: TRANSFORMANDO O LIXO EM SUSTENTABILIDADE

CENTRAL DE TRATAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS URBANO DA CIDADE DE BELO HORIZONTE: TRANSFORMANDO O LIXO EM SUSTENTABILIDADE

m³ de lixo aterrado em uma área de 650 mil m², respeitando uma altura de 65 metros. Nesse contexto foi investigado as ações que a Prefeitura proveu sobre a desativação do aterro sanitário para dar lugar a uma Central de Tratamento de Resíduos Sólidos (CTRS), que com o resultado, obteve foco à correta disposição final de resíduos sólidos urbano da cidade. No entanto, o principal desafio enfrentado, é a recolha e disposição que os resíduos são recolhidos, pois o município não contempla de 100% de coleta seletiva, mas por iniciativa, à cidade é beneficiada por ações e promoções conjuntas de mudança de hábito do povo em reduzir, reutilizar e reciclar o próprio lixo, além da coleta seletiva existente entre ponto a ponto e a porta a porta. À vista disso, pretende-se, por meio deste artigo, apresentar a CTRS como uma solução inovadora atual de sustentabilidade para ser modelo aplicado em cidades brasileiras e estrangeiras, do qual promovam ações a favor do meio ambiente, afim de mitigar o efeito estufa da cidade com a reciclagem, além de produzir e vender energia elétrica a partir do próprio aterro, transformando o lixo em sustentabilidade, devido as incorporações da Central de Aproveitamento Energético do Biogás, Estação de Reciclagem de entulho, compostagem, pneus, pequenos volumes, resíduos de saúde e educação ambiental. Palavras-chave: Coleta Seletiva. Meio Ambiente. Reciclagem. Resíduo Urbano. Sustentabilidade.
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Exploração do potencial hidrelétrico da Amazônia.

Exploração do potencial hidrelétrico da Amazônia.

Straskraba & Tundisi (1999) , em um estudo detalhado de impactos negativos e benefícios da constru- ção de reservatórios, mostraram que, apesar de restrições ambientais, resultantes [r]

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EM DETRIMENTO DO   Júlia Marques Rebelato, Santiago Artur Berger Sito

EM DETRIMENTO DO Júlia Marques Rebelato, Santiago Artur Berger Sito

This study aims to demonstrate the conflicts faced by traditional peoples in their struggle for recognition of their rights and the current confrontation in the construction of Belo Monte plant. In this context, from different points (capitalist/developmental side, and human rights and traditional knowledge), the debate is of great importance in the environmental political landscape, which its repercussions will be analyzed. Using as a base the theory works "Tropical Biodiversity" Marcio Martins and Paulo Takeo Sano and "Biodiversity" EO Wilson, this research is developed through a dialectical approach, procedurally developed through literature.
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Belo Monte: a visibilidade internacional e nacional da Usina Hidrelétrica nos principais jornais do continente americano, europeu e asiático

Belo Monte: a visibilidade internacional e nacional da Usina Hidrelétrica nos principais jornais do continente americano, europeu e asiático

Os índios foram tirados das próprias terras e das relações que construíram com a natu- reza, foram reportados pela imprensa nacio- nal como baderneiros, causadores da desor- dem, intrusos nos próprios territórios ao reivindicarem as terras que são suas por direito. Surpreendentemente negativa foi à função dos jornais brasileiros ao enfati- zarem Belo Monte como proposta de cresci- mento econômico e solução para os problemas de energia no país. A produção de um número maior de conteúdo não assegurou a divulga- ção real da identidade desses personagens, ao contrário da imprensa internacional, que atuou como conscientizadora das problemá- ticas socioambientais da hidrelétrica, o que pode ser positivo mundialmente.
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USINA HIDRELÉTRICA E COMUNIDADES TRADICIONAIS: ESTUDO DE CASO APLICADO A UHE BELO MONTE COM BASE NA DEMANDA POR ENERGIA ELÉTRICA E OS CONFLITOS SOCIOAMBIENTAIS INERENTES A ESTE PROCESSO

USINA HIDRELÉTRICA E COMUNIDADES TRADICIONAIS: ESTUDO DE CASO APLICADO A UHE BELO MONTE COM BASE NA DEMANDA POR ENERGIA ELÉTRICA E OS CONFLITOS SOCIOAMBIENTAIS INERENTES A ESTE PROCESSO

Os rios e igarapés são comumente utilizados para navegação e para pesca de subsistência. Com a implantação da UHE Belo Monte, que foi construída no rio Xingu, extensas áreas de vegetação nativa foram suprimidas favorecendo uma descaracterização do ambiente. Ao término da construção da barragem (Figura 03 e 04), extensas áreas ao longo do rio, foram totalmente submersas pelas águas represadas à montante do barramento localizado na Volta Grande do Xingu, e foram totalmente expostas à jusante deste mesmo barramento.

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A construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte: conflito ambiental e o dilema do desenvolvimento.

A construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte: conflito ambiental e o dilema do desenvolvimento.

da Norte Energia em atender às condicionantes, enquanto em seu boletim do mesmo mês divulgou que nas próximas eleições para diretoria da associação os representantes da ala interna, favorável à construção da usina, não irão concorrer, ficando a disputa apenas entre a “chapa neutra” e a “chapa contrária”. Outro exemplo é a articulação entre os movimentos sociais: apesar de o Movimento Xingu Vivo para Sempre ser caracterizado como um coletivo que agrega mais de cem entidades, para o fortalecimento das ações após a liberação da licença de instalação do empreendimento houve uma nova fusão de movimentos, compondo a “Frente de Resistência Contra Belo Monte”, formada pelo Movimento Xingu Vivo Para Sempre, Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Comissão Pastoral da Terra (CPT), Conselho Indigenista Missionário (Cimi), Movimento dos Trabalhadores Desempregados (MTD) e Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sintepp-Regional), entre outras organizações.
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Modelagem da qualidade da água no trecho de vazão reduzida (TVR) devido à instalação do aproveitamento hidrelétrico da Capim Branco I no Rio Araguari, MG

Modelagem da qualidade da água no trecho de vazão reduzida (TVR) devido à instalação do aproveitamento hidrelétrico da Capim Branco I no Rio Araguari, MG

Para a modelagem do trecho em questão foram utilizadas as equações do modelo QUAL2E adaptadas ao regime de escoamento referente ao estágio do TVR (rio ou série de reservatórios). Este modelo é mundialmente utilizado para a simulação de rios (CHAPRA, 1997), tendo grande aceitação por parte de órgãos como a CEMIG, FEAM e outros. Foi efetuada ainda a análise de incerteza do modelo, permitindo a avaliação dos resultados em termos probabilísticos e a análise de sensibilidade com o objetivo de identificar os coeficientes mais importantes na modelagem de qualidade da água no TVR. As análises foram realizadas com base em simulações Monte Carlo a qual consiste na aplicação do modelo com dados de entrada e coeficientes gerados aleatoriamente segundo distribuições de probabilidade uniformes
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Caracterização dos agricultores familiares: agentes multiplicadores : em assentamentos rurais da região de Andradina (SP)

Caracterização dos agricultores familiares: agentes multiplicadores : em assentamentos rurais da região de Andradina (SP)

Com base na caracterização dos Assentamentos Anhumas, Belo Monte, Orlando Molina, Rio Paraná, São Joaquim, Terra Livre e Timboré nos municípios de Andradina/Castilho/Murutinga do Sul (SP) onde estão assentados os agentes multiplicadores selecionados para a pesquisa, pode-se considerar que a criação de todos esses Projetos de Assentamento é fruto da organização dos atores ligados a movimentos sociais da região, através da reivindicação e da pressão sobre o Estado. Em todos os casos foi possível constatar que, embora alguns Assentamentos possuam menos de três anos de implantação (tendo como referência a data em que a pesquisa foi feita), o processo de luta pela terra se iniciou de dois até sete anos antes da data definitiva de fixação dessas famílias em seus lotes. Ainda que muitas vivessem como agregadas em outros Projetos de Assentamentos, ou desempenhassem alguma atividade rural ou urbana, a maioria dessas famílias que lutaram pela desapropriação das fazendas na região de Andradina possui um histórico de exclusão social, marcado pela falta de moradia e/ou pelo desemprego.
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Rev. Direito Práx.  vol.8 número1

Rev. Direito Práx. vol.8 número1

Uma forte tendência de restrição aos movimentos sociais se encontra no estudo feito por Gomes Neto, et al (2012) que ao analisar a suspensão de segurança em âmbito do Supremo Tribunal Federal conclui que tal instrumento aumenta significativamente a possibilidade de aceitação do pedido quando as alegações se referem ao dano à economia pública conjuntamente com a lesão à ordem pública - regular funcionamento da Administração Pública, seja qual for a matéria objeto do litígio político. O estudo de Gomes Neto, et al (2012) coaduna-se às apreciações da suspensão de segurança pelo STF relacionadas à UHE Belo Monte, pois nas duas decisões (SL 125, 2007; RCL, 14.404 MC/DF, 2012) os ministros alegam danos à economia e lesão à ordem públicas.
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PPGEDAM UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ NÚCLEO DE MEIO AMBIENTE – NUMA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM GESTÃO DOS RECURSOS NATURAIS E DESENVOLVIMENTO

PPGEDAM UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ NÚCLEO DE MEIO AMBIENTE – NUMA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM GESTÃO DOS RECURSOS NATURAIS E DESENVOLVIMENTO

Outra critica, refere-se ao modelo de planejamento do setor elétrico baseado na oferta, o que baseia as decisões nas tendências de mercado e não na real necessidade da sociedade, criando expectativas para que bancos financiadores, empreiteiras e produtores de equipamentos, pressionem para que a expansão ocorra (MACHADO; SOUZA, 2007). Desta forma o planejamento estaria pautado demasiadamente por questões econômicas, refratárias as questões sociais e ambientais. É disposto, portanto que o aproveitamento de qualquer potencial energético não pode estar condicionado apenas na segurança contra “crises externas do sistema energético mundial, à economia de divisas e à geração de empregos, Outros fatores, como a viabilidade técnico- econômica e socioambiental, o elevado nível de proteção contra acidentes, também devem ser levados em conta quando se deseja aproveitar esse potencial” (SILVA; BERMANN, 2004 apud SILVA, 2005 p. 130).
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Altamira indígena em Belo Monte: experiências Xipaya e Kuruaya em transformação

Altamira indígena em Belo Monte: experiências Xipaya e Kuruaya em transformação

, um dos fatores agravantes para implementação das ações. Embora hoje seja possível avaliar melhor todas as incongruências das promessas feitas 70 é inquestionável indicar o quão impactante foi a presença da usina na conformação de inumeráveis demandas, que embora tenham um horizonte de atendimento no mínimo questionável, foram catalizadores de arranjos políticos que por sua vez permanecem em aberto. Esses são alguns dos ingredientes que compõem o cenário político atual entre os interlocutores da pesquisa. Ainda, é preciso admitir, a presença da obra criou alguns vetores particulares para veiculação de determinadas demandas dos indígenas que habitam as beiras do rio Xingu e principalmente a cidade de Altamira, antes abafadas e oprimidas. Embora o resultado da presença de Belo Monte signifique, em termos gerais, a continuidade de um modelo de desenvolvimento econômico ensimesmado, que ignora sensivelmente os próprios princípios supostamente alegados de
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