Áreas protegidas

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O PAPEL DAS ÁREAS PROTEGIDAS NA CONTENÇÃO DO DESMATAMENTO NO BIOMA CERRADO

O PAPEL DAS ÁREAS PROTEGIDAS NA CONTENÇÃO DO DESMATAMENTO NO BIOMA CERRADO

‟s) e em função dos atributos das Unidades de Conservação. Tal diferença foi especialmente observada entre unidades com diferentes níveis de restrição e entre unidades com criação mais recente e aquelas com criação mais antiga. Outras características, como o tamanho e a esfera governamental a que pertencem as UC‟s, nem sempre apresentaram influência relevante, variando entre subgrupos de unidades. Os resultados do trabalho sugerem que políticas públicas voltadas à contenção do desmatamento e que considerem a utilização de áreas protegidas, devem priorizar o aumento da área total das unidades de conservação das categorias I, II e IV da IUCN, bem como adotar ações de conservação específicas voltadas a aumentar a capacidade de unidades pertencentes às categorias V e VI em evitar a ocorrência do desmatamento. Aponta, também, a necessidade de se considerar nessas políticas o papel desempenhado pelas Terras Indígenas, haja vista sua grande capacidade em promover a preservação do habitat.
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Efetividade das áreas protegidas para a conservação da natureza sob a abordagem...

Efetividade das áreas protegidas para a conservação da natureza sob a abordagem...

A distribuição geográfica da oferta revela que as áreas protegidas com maior potencial resultam de grandes fragmentos florestais. Estes estão associados às áreas de cabeceira da bacia hidrográfica, onde as características topográficas, como a alta declividade, formaram uma barreira à expansão das áreas agrícolas, principalmente no caso da cana de açúcar. Por vezes, características topográficas podem estar diretamente relacionadas aos altos valores de serviços ecossistêmicos prestados (LOCATELLI; IMBACH; WUNDER, 2014). A exceção mais evidente é a FEENA, que foi instituída como floresta plantada e atualmente figura como importante mancha florestal na oferta de serviços. De modo oposto, as florestas ripárias constituem a maioria das áreas protegidas que resultaram em baixo potencial, muito ocasionado pela histórica perda florestal e pelo alto efeito de borda, que resultou por vezes na ausência de área nuclear nestas florestas. A degradação acentuada da vegetação ripária contribui com a maior probabilidade de homogeneização biótica das comunidades aquáticas, redução da diversidade de espécies e, por fim, impacto em funções e serviços ecossistêmicos (CASATTI et al., 2012).
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A escolha do destino turístico a visitar – motivos da visita a áreas protegidas

A escolha do destino turístico a visitar – motivos da visita a áreas protegidas

As principais limitações do estudo aqui apresentado estão associadas ao facto deste estudo ter sido desenvolvido num espaço geográfico bastante restrito – o Parque Nacional da Peneda- -Gerês e o Parque Natural de Sintra-Cascais – e num período temporal bastante limitado – entre meados de Junho de 2002 e finais de Agosto do mesmo ano. Considera-se que seria importante alargar este tipo de pesquisa a áreas protegidas localizadas noutras regiões de Portugal e, inclusivamente, noutros países. Neste caso, um objectivo interessante seria verificar a diversidade de motivações para visitar áreas protegidas de áreas geográficas consideravel- mente diferentes.
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Lacunas cartográficas na delimitação territorial em áreas protegidas

Lacunas cartográficas na delimitação territorial em áreas protegidas

RESUMO: As sobreposições territoriais constituem um dos problemas mais co- muns para o processo de gestão territorial e ambiental das áreas protegidas no Bra- sil. Este trabalho faz a análise das sobreposições territoriais da área de manejo flo- restal do Grupo Jari, de iniciativa privada, na Reserva de Desenvolvimento Susten- tável do Rio Iratapuru e no Projeto de Assentamento Agroextrativista do Rio Ma- racá, situados no sul do Amapá e suas implicações no processo de gestão territorial e ambiental. Com base em análise espacial de dados em Sistema de Informações Geográficas e pesquisa documental confeccionou-se o mapa das sobreposições ter- ritoriais existentes. A partir desse mapa calculou-se a extensão e localização das sobreposições territoriais e algumas implicações nas dinâmicas territoriais, sociais, econômicas e ambientais em função dos usos da terra.
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Iniciativa natureza para todos: o acesso universal às áreas protegidas portuguesas

Iniciativa natureza para todos: o acesso universal às áreas protegidas portuguesas

A iniciativa Natureza para Todos procurou estabelecer metas objectivas para o seu processo de implementação. Definiu-se um padrão de intervenção que procura dotar cada uma das áreas protegidas com um percurso de acesso universal, criado de raiz, optimizando o conhecimento e a aplicação das normas a um território isento de intervenções prévias. Paralelamente, procedeu-se a uma adaptação dos padrões de acessibilidade universal sobre percursos existentes e que contenham em si o potencial de interesse que justifique essa
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Áreas protegidas resilientes e a importância do sistema de governança em Portugal

Áreas protegidas resilientes e a importância do sistema de governança em Portugal

Com a criação da Secretaria de Estado do Ambiente em 1975 64 e o envolvimento de diversos arquitetos paisagistas, uma nova visão sobre as áreas protegidas foi emergindo, inspirada pelas experiências alemã e francesa, baseadas em valores paisagísticos e culturais, e que viria a valorizar as paisagens humanizadas predominantes no nosso país (Pinto & Partidário, 2012). A Constituição da República Portuguesa, na sua versão original aprovada em Diário da República a 10 de abril de 1976, incumbia o Estado de “criar e desenvolver reservas e parques naturais e de recreio, bem como classificar e proteger paisagens e sítios, de modo a garantir a conservação da natureza e a preservação de valores culturais de interesse histórico ou artístico” (alínea c) do art.º 66.º). Embora o termo ‘parque natural’ fosse então utilizado, o mesmo só viria a integrar o ‘regime de proteção à natureza’ meses mais tarde. De acordo com o novo diploma 65 , para além desta nova tipologia, poderiam ser constituídas reservas naturais (integrais e parques nacionais), reservas naturais parciais, reservas de recreio, paisagens protegidas e objetos, conjuntos, sítios e lugares classificados (Tabela 9).
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Implementação de Sistemas de Gestão Ambiental em Áreas Protegidas

Implementação de Sistemas de Gestão Ambiental em Áreas Protegidas

De entre as principais conclusões do 4º Congresso Nacional de Áreas Protegidas, que decorreu em Lisboa em 1999, destaca-se que as AP não podem ser perspectivadas sob o ponto de vista estrito de conservação do Património Natural, nem consideradas como “ilhas” de protecção, mas sim encaradas como parte integrante do espaço envolvente. Concluiu-se ainda a necessidade de ter em conta as vertentes sócio-económica e cultural da região em que se insere cada uma das AP, assim como privilegiar uma efectiva participação das populações locais e de outros agentes económicos da sociedade nas várias fases pelas quais as AP passam (criação, elaboração dos seus planos e gestão), de forma a que seja criado um sistema coerente de AP.
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O Planeamento do Turismo em Áreas Protegidas: Centro de visitantes para o PNSE

O Planeamento do Turismo em Áreas Protegidas: Centro de visitantes para o PNSE

Em relação a ofertas alternativas, foi estudado e referido neste trabalho o exemplo do Turismo em Áreas Protegidas: atualmente, cerca de 21% do território nacional é considerado Área Protegida, sendo que o ideal seria dotar estes espaços de infraestruturas e equipamentos que possam possibilitar uma melhor experiência de visita, mas que não coloquem em causa todo um património natural e cultural que aí se insere. Para isso, o elemento dinamizador destes espaços, deveria passar pelas várias componentes do Turismo de Natureza, uma vez que é um tipo de Turismo para o qual a região apresenta especial apetência, já que, alia a busca de práticas ecologicamente corretas e sustentáveis (mínimo impacto ambiental), com o máximo de benefícios económicos para a região de acolhimento e com a satisfação máxima de atividades de lazer para os visitantes.
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A criação de áreas protegidas e os limites da conservação ambiental em Rondônia.

A criação de áreas protegidas e os limites da conservação ambiental em Rondônia.

Em primeiro lugar, órgãos federais e estaduais trabalham com diferentes mandatos legais que, em muitas ocasiões, tendem a produzir conflitos de jurisdição e impedem uma cooperação mais dinâmica. Um exemplo deste tipo de problema ocorreu em 1994 quando o IBAMA demorou cerca de um ano para renovar um acordo que permitia à SEDAM conduzir ações repressivas no interior das unidades federais, o que deixou aquelas áreas sem nenhuma proteção efetiva (FÓRUM DAS ONGs E MOVIMENTOS SOCIAIS & FRIENDS OF THE EARTH, 1995). Segundo, todos os órgãos envolvidos na proteção de unidades de conservação têm seus escritórios centrais localizados em Porto Velho, o que os deixa fisicamente distantes da maioria das áreas protegidas existentes em Rondônia. Assim a distância geográfica somada a corpos funcionais reduzidos resulta em sérios problemas de coordenação que facilitam a evasão dos violadores quando as equipes encarregadas de operações repressivas finalmente chegam no campo. Estas dificuldades operacionais são acrescidas pelo baixo moral dos funcionários estaduais que muitas vezes ficam meses sem receber seus salários. Além disso, os órgãos ambientais são sempre alvos fáceis nos programas de enxugamento de despesas que têm marcado o funcionamento do Estado brasileiro nas últimas décadas. Um exemplo deste tipo de corte orçamentário foi o corte de cerca de 49% do orçamento do Ministério do Meio Ambiente para realizar o ajuste das contas públicas acordado com o Fundo Monetário Internacional. Terceiro, a falta de uma normatização das leis ambientais tem resultado em longas batalhas judiciais que terminam por isentar os violadores de cumprir as penas previstas na lei. Por exemplo, uma prática muito comum em toda a Amazônia brasileira é a de deixar a madeira apreendida sob a guarda dos madeireiros responsáveis por sua extração ilegal. Numa combinação sinistra, os próprios órgãos ambientais transformam saqueadores de unidades de conservação nos fiéis depositários do produto de seu saque. Esta prática aparentemente estranha demonstra quão difícil é estabelecer um mínimo de controle sobre a exploração dos recursos naturais existentes nas áreas protegidas da Amazônia. Além disso, a adoção deste tipo de estratégia acaba por incentivar a extração ilegal de madeira porque os madeireiros terminam por serrar a madeira sob sua guarda e ainda têm que extrair mais árvores no caso de perderem as batalhas nos tribunais. Finalmente, a eficiência dos órgãos governamentais é comprometida pelo grau de politização que envolve as suas atividades cotidianas. Por exemplo, a maior parte dos postos de chefia nos órgãos ambientais não são ocupados por técnicos experientes mas sim por protegidos de políticos (que em muitos casos estão envolvidos na invasão de áreas protegidas) 1 .
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Avaliação da efetividade de áreas protegidas : conceitos, métodos e desafios

Avaliação da efetividade de áreas protegidas : conceitos, métodos e desafios

Considerando a necessidade de se viabilizar a conservação e a proteção dos recursos naturais e culturais, o percentual das APs no mundo deve- se alcançar 17% das áreas terrestres e de águas continentais e 10% de áreas marinhas e costeiras até 2020, conforme as Metas de Biodiversidade de Aichi (UNEP; WCMC; UICN; NGS, 2018). Em 2018, segundo o WDPA – World Database on Protect Areas (Banco de Dados Mundial de Áreas Protegidas), 238.563 territórios são registrados como APs, contribuindo com a conservação de aproximadamente 20 milhões de km² ou 14,9% da superfície terrestre do planeta. Contudo verifica-se que as APs terrestres registraram redução de 0,5 pontos percentuais entre os anos de 2014 e 2018 (Juffe-Bignoli et al., 2014; UNEP; WCMC; UICN; NGS, 2018)
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Geoconservação em áreas protegidas

Geoconservação em áreas protegidas

sagens, a integração da geodiversidade à gestão territorial é fundamental para o desenvolvimento de políticas amplas de conservação da natureza. A International Union for Conservation of Nature – IUCN é o órgão internacional responsável por estas ações. Instituída em 1948, a IUCN descreve as áreas protegidas como “...um espaço geográfico claramente definido, reconhecido, dedicado e gerido, por meios legais ou outros efetivos, para atingir a conservação duradoura da natureza e serviços de ecossistemas e valores culturais associados” (Dudley, 2008). Desde sua criação, a IUCN tem aplicado a maior parte de seus esforços na conservação dos aspectos bióticos da natureza. No entanto, desde 2008 o órgão propôs a inclusão da temática da conservação do patrimônio geoló- gico e da geodiversidade em sua agenda (Resolu- ções 048/2008, 4.040/2008, 048/2012 e 091/2016), através da inclusão de instituições (Sociedade Geológica da Espanha, Associação Europeia para a proteção do Patrimônio Geológico - ProGEO),
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A conservação da paisagem como alternativa à criação de áreas protegidas: um estudo...

A conservação da paisagem como alternativa à criação de áreas protegidas: um estudo...

A hipótese central do trabalho é a de que, face a situações complexas de interação entre a sociedade e o meio ambiente, tal como ocorre no Pantanal, há uma necessidade de superar o modelo de conservação baseado em “ilhas” de natureza intocada, não apenas por meio do aperfeiçoamento dos instrumentos existentes, mas também e principalmente por meio do desenvolvimento de mecanismos de proteção em escala regional, capazes de conservar a paisagem na concepção ampla do termo: um arranjo espacial resultante das interações entre processos humanos e naturais, formado por um mosaico em que coexistem diferentes atividades e objetivos de manejo, e cujo valor resulta não só de seus atributos naturais e de sua qualidade ambiental, mas também de seus atributos históricos, simbólicos e estéticos, que servem igualmente de suporte para as atividades humanas que aí se desenrolam. A conservação da paisagem, em claro contraponto com o conceito de áreas protegidas, pressupõe o uso efetivo destas áreas, com base em critérios determinados conjuntamente pelos diferentes atores que com ela interagem- e suas diferentes concepções de natureza, e que permitam a co-evolução dos processos naturais e culturais sem que sua continuidade seja comprometida.
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Estratégia turística em áreas protegidas caso de estudo - ilha da berlenga

Estratégia turística em áreas protegidas caso de estudo - ilha da berlenga

decreto –lei cria a RFCN, a qual é composta pelas áreas nucleares de conservação da natureza e da biodiversidade integradas no SNAC e pelas áreas de reserva ecológica nacional, de reserva agrícola nacional e do domínio público hídrico enquanto áreas de continuidade que estabelecem ou salvaguardam a ligação e o intercâmbio genético de populações de espécies selvagens entre as diferentes áreas nucleares de conservação, contribuindo para uma adequada proteção dos recursos naturais e para a promoção da continuidade espacial, da coerência ecológica das áreas classificadas e da conectividade das componentes da biodiversidade em todo o território, bem como para uma adequada integração e desenvolvimento das atividades humanas. Ainda em concretização da mesma opção estratégica, o presente decreto-lei estrutura o SNAC, constituído pela RNAP, pelas áreas classificadas que integram a Rede Natura 2000 e pelas demais áreas classificadas ao abrigo de compromissos internacionais assumidos pelo Estado Português, assegurando a integração e a regulamentação harmoniosa dessas áreas já sujeitas a estatutos ambientais de proteção. Ao nível da RNAP, com o objetivo de clarificar e atualizar o regime atual, o presente decreto–lei dispõe sobre as categorias e tipologias de áreas protegidas — prevendo no nosso ordenamento jurídico, expressamente, a possibilidade da existência de parques nacionais nas Regiões Autónomas —, os respetivos regimes de gestão e estrutura orgânica e ainda sobre os objetivos e os procedimentos conducentes à sua classificação. Por outro lado, com o objetivo de simplificar e adaptar o regime vigente às características específicas das reservas naturais, das paisagens protegidas e dos monumentos naturais de âmbito nacional, bem como das áreas protegidas de âmbito regional ou local, é introduzida, com carácter inovatório, a ponderação casuística da necessidade de existência de planos de ordenamento para as duas primeiras tipologias — aquando da respetiva classificação — e a dispensa de elaboração de tais instrumentos de gestão territorial no caso dos monumentos naturais e das áreas protegidas de âmbito regional ou local (…)”.
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Áreas protegidas prioritarias para la investigación y el monitoreo de la biodiversidad en Nicaragua

Áreas protegidas prioritarias para la investigación y el monitoreo de la biodiversidad en Nicaragua

biodiversidad es una necesidad de la mayoría de los países, incluyendo los más desarrollados, ya que la disponibilidad de recursos financieros para estos efectos es siempre limitada. En el presente trabajo se presentan las áreas protegidas seleccionadas como prioritarias para la realización de monitoreo e investigación en biodiversidad en Nicaragua, así como se detalla la herramienta multicriterio diseñada para tal efecto. Aplicando la citada herramienta se obtuvo un listado de 16 áreas el cual fue completado por consulta con la comunidad científica, por dos áreas más para un total de 18 áreas protegidas prioritarias para el monitoreo y la investigación de la biodiversidad en el país.
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Áreas Protegidas: que modelo de Gestão?

Áreas Protegidas: que modelo de Gestão?

Autarquias: Todos os intervenientes concordaram que as autarquias têm uma função crucial a desempenhar na gestão das AP. No entanto, foi quase consensual entre os palestrantes e o público que elas NÃO devem assumir a direção das Áreas Protegidas (ao contrário das opiniões dos presidentes do ICNF e da CM de Idanha-a-Nova que concordam com o modelo desde que as autarquias se dediquem aos assuntos da valorização). Na perspetiva dos críticos do novo modelo de gestão agora proposto, vários lembraram que os municípios já tiveram uma intervenção na gestão das AP quando integravam as comissões diretivas no modelo implementado em 1993, “mas que essa intervenção nem sempre é de boa memória” (Tito Rosa, LPN), referindo várias auditorias e processos enviados ao Ministério Público, em que “nem sempre a lei foi respeitada e houve muitas situações de conflito”. Nestas comissões, o ICNF “esteve sempre numa franca posição de fragilidade”. Para o presidente da Câmara Municipal de Odemira, esta modalidade de gestão no PNSACV “não correu bem” por desentendimentos entre os membros da comissão, levando à saída de autarcas da mesma. Como exemplos negativos do papel dos municípios na gestão de valores ecológicos, referiu-se a transferência de poderes da Reserva Ecológica Nacional (REN) para as autarquias. De acordo com Francisco Correia, presidente da Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza (APGVN), “a primeira coisa que algumas autarquias fizeram foi desafetar área para responder a interesses económicos”. Carla Graça, vice-presidente da Zero, deu o exemplo dos concelhos de Alcácer do Sal e de Grândola que reduziram em 2/3 a sua área de REN.
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Desporto, Recreação e Turismo em Áreas Protegidas

Desporto, Recreação e Turismo em Áreas Protegidas

116 3) Aspetos comerciais: i) um primeiro aspeto está relacionado com o desenvolvimento de novos produtos desportivos (e.g. equipamentos técnico ou vestuário). Hoje em dia, verifica-se na realidade do montanhismo ou do alpinismo indivíduos (ou individualidades) que testam equipamentos aos fabricantes em condições reais mediante pagamento; ii) Os limites entre performers, os média, a indústria dos equipamentos e os eventos vão ficar cada vez mais próximos. Reflexões de Breivik (2010) revelam que os média e as facilidades de comunicação em geral provocaram influências sobre estas práticas e na sua notoriedade junto do grande público. Consequentemente, produtores de eventos apercebem-se desta tendência, verificando-se uma maior frequência de novos e variados eventos. O uso de câmaras de vídeo, onde espetaculares performances são gravadas, é verificado em filmes ou anúncios publicitários. Com base no trabalho de Breivik (2010), uma questão se coloca: Será que um estilo de vida menos organizado, com menos focos na performance e maior ênfase em elementos de socialização e vivência de experiências (que sempre caracterizaram estas atividades), serão substituídos por um maior foco em performances extremas e visibilidade junto dos meios de comunicação?; iii) Qual a futura relação entre os DN e os produtos turísticos baseados no consumo da natureza? Dados evidenciam o crescimento de setores como o ecoturismo e o turismo costeiro, assim como uma sociedade cada vez mais sensibilizada para os benefícios da atividade física e para o contato com a natureza (Bell et al., 2007; Pröbstl & Haider, 2013). Uma possibilidade é a de que novos e cada vez mais experimentados turistas exijam experiências mais diversificadas e de maior qualidade, às quais promotores (e.g. empresas de turismo; agências viagens) e espaços (e.g. áreas protegidas) terão de se adequar e criar novas estratégias de captação de públicos.
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O desmatamento na Amazônia e a importância das áreas protegidas.

O desmatamento na Amazônia e a importância das áreas protegidas.

Esses resultados demonstram claramente a importância das áreas protegi- das (Unidades de Conservação e Terras Indígenas) como uma das ferramentas para conter ou diminuir o processo do desmatamento nos três estados que mais contribuíram com o desmatamento na Amazônia legal e contraria parcialmente a hipótese generalizada de que as áreas protegidas na Amazônia não estão cum- prindo sua função principal na conservação e uso racional dos recursos na região, pelo fato de que muitas não estão ainda implementadas e apresentam diferentes graus de vulnerabilidade (Sá e Ferreira, 2000 ).
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AVALIAÇÃO MULTICRITERIAL NA DEFINIÇÃO DE ÁREAS PROTEGIDAS, NO MUNICÍPIO DE PIEDADE, SP

AVALIAÇÃO MULTICRITERIAL NA DEFINIÇÃO DE ÁREAS PROTEGIDAS, NO MUNICÍPIO DE PIEDADE, SP

As áreas protegidas, no Brasil, podem ser públicas ou privadas e apresentam o respaldo legal de algumas leis como a Lei n o 9.985 de julho de 2000 que trata de Unidades de Conservação (UCs), ou melhor, do Sistema Nacional de Unidades de Conservação e a Lei n o 12.727 de outubro de 2012 (responsável pela alteração da Lei n o 12.651 de maio de 2012 que modificava o antigo Código Florestal). O ato legal federal N o 12.727 regulamenta as normas, com algumas exceções, para se conservar as Reservas Legais (área com cobertura de vegetação nativa, localizada no interior da propriedade ou posse rural) e as Áreas de Preservação Permanente (área protegida, coberta ou não por vegetação nativa, com diversos propósitos como preservar os recursos hídricos, a paisagem, a biodiversidade, fornecer estabilidade geológica, proteger o solo, facilitar o fluxo gênico da biota e assegurar o bem estar das populações humanas). Outras áreas propensas à proteção são as Zonas de Amortecimento (ZAs), contempladas no Art. 2, inciso XVIII da Lei N o 9.985 de 2000 .
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Evolução das tipologias e categorias de áreas protegidas no Brasil.

Evolução das tipologias e categorias de áreas protegidas no Brasil.

No ano seguinte ao estabelecimento do novo regime, em 1965, um novo Código Florestal foi apreciado no legislativo, sancionado pela Presidência da República e instituído através da Lei n° 4771 de 15/09/1965. Basicamente, seus objetivos seguiam a mesma linha do seu antecessor. No entanto, ele extinguiu as quatro tipologias de áreas protegidas antes previstas na versão de 34, substituindo-as por quatro outras novas: Parque Nacional e Floresta Nacional (anteriormente categorias específicas), as Áreas de Preservação Permanente (APP) e a Reserva Legal (RL). Estas duas últimas, uma tipificação de dispositivos existentes na versão de 34, eram uma clara tentativa de conter os avanços sobre a floresta. A primeira declarando intocável todos os espaços cuja presença da vegetação garante sua integridade (serviços ambientais) e, a segunda, transferindo compulsoriamente para os proprietários rurais a responsabilidade e o ônus da proteção (BRASIL, 1965).
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Reserva de desenvolvimento sustentável: avanço na concepção de áreas protegidas?.

Reserva de desenvolvimento sustentável: avanço na concepção de áreas protegidas?.

O trabalho objetivou investigar a percepção ambiental e o nível de envolvimento da população com relação à RDS Ponta do Tubarão, localizada no estado do Rio Grande do Norte.[r]

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