Arte contemporânea e tecnologia

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A contribuição de exposições de arte, ciência e tecnologia a partir de 1968 para a historiografia da arte contemporânea

A contribuição de exposições de arte, ciência e tecnologia a partir de 1968 para a historiografia da arte contemporânea

Desde, sobretudo, o fim da Segunda Guerra Mundial, muitos artistas deixaram em segundo plano a relação que se fazia entre arte e objeto estético concebido dentro de padrões estabelecidos (pintura, escultura etc.). Eles passaram a desenvolver propostas em que o artista não mais operava dentro da necessidade de produção de objetos únicos e concebidos para realçar sua “genialidade” e competência, com base em parâmetros estabelecidos pela tradição (mesmo a moderna). A partir daquele período nota-se o avolumar de propostas em que o trabalho do artista, em vez de continuar circunscrito ao universo do “belo” (mesmo que esse último conceito já houvesse se expandido em suas significações), passa a operar em relação a outras demandas socioculturais. Tão ou mais importante do que seguir as preocupações inerentes às vertentes estéticas anteriores, começa a surgir o imperativo de posicionar-se claramente em relação às diversas instâncias sociais, usando objetos e procedimentos que até então não faziam parte do universo artístico estabelecido. 13
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O quotidiano na arte contemporânea

O quotidiano na arte contemporânea

Nesse sentido, Sophie Calle foi uma das minhas maiores influências e, seja no primeiro ou no segundo projetos de experimentação (ver capítulo 4), essa referência e inspiração são visíveis, não apenas no conceito e na intervenção de outras pessoas, mas também na própria escolha do meio utilizado, a fotografia e o vídeo. O quotidiano entra no trabalho de Calle, porque a artista lhe cria condições para tal, porque o observa e manipula de forma a que ele próprio lhe dê um motivo para as suas obras. Uma outra artista à qual me refiro e que sempre me serviu de referência principal, acabando por abrir o terceiro capítulo desta dissertação, é Nan Goldin. Goldin quebrou a barreira entre o público e o privado numa obra focada em torno do seu quotidiano e retratando aqueles que lhe eram próximos, as suas atitudes e formas de vida um pouco à margem da realidade, acabou por as trazer à visibilidade através da fotografia. E, como ela, muitos outros artistas seguem querendo penetrar a barreira da intimidade e do privado, fazendo jus a um mundo social que para aí caminha com a proliferação da tecnologia e das redes sociais.
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INJUNÇÕES DA ALEGORIA NA ARTE CONTEMPORÂNEA

INJUNÇÕES DA ALEGORIA NA ARTE CONTEMPORÂNEA

Na arte contemporânea as ferramentas e técnicas se tornam cada vez mais os indicativos do conceito do trabalho. Porque mesmo que se considere apenas a ordem da tecnologia, os artistas são aqueles, que diferentemente dos cientistas, entendem que a técnica, ou melhor, sua escolha determina em grande parte o que é o trabalho, posto que cada linguagem visual, cada procedimento empregado, tem suas especificidades, e estas é que permitem ao artista alegar o que deseja. Tal é o caso de Andy Warhol que, além de chamar seu atelier de fábrica, produzia as serigrafias como uma linha de produção e se apropriava de imagens de ícones culturais – pessoas célebres ou produtos pop –, numa referência à banalização da imagem e ao poder que ela possui. Mesmo a fatura impessoal e nada artesanal da arte minimal indica a elaboração e o projeto como significados da obra, negando o caráter genial da fatura do artista. A montagem cenográfica que faz Cindy Sherman, bem como a apropriação de elementos do cotidiano das colagens de Braque e Picasso, e até o gesto duchampiano emblemático do Urinol são práticas onde se somam apropriação, deslocamento e justaposição de significados. Os processos escolhidos pelos artistas têm um significado maior do que apenas produzir o objeto, e neste sentido, uma apreciação unicamente retiniana fica impossibilitada, requerendo do processo de contemplação o entendimento do processo de criação como integrante da poética do trabalho. Assim, a análise dos procedimentos e noções operatórias supõe o encontro do outro a que a obra remete ou alega.
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Sonhos xamânicos na arte contemporânea

Sonhos xamânicos na arte contemporânea

[...] rever esse material todo me permite uma reflexão sobre o sentido da vida, sua humanidade, seus problemas, sua beleza. Permite chegar a entender que sua essência está num caminho de eterna procura e recriação. A tecnologia permite voos impensados, mas não soluciona o voo interior. A inquietude e as procuras da alma estão dentro de cada ser humano. A beleza da vida é para ser encontrada no cerne da intimidade. Muito dessa procura se deve a imagens cavadas na manifesta simbiose entre o ser índio e o seu meio-ambiente na intimidade desse “novo-velho” mundo. Também se deve à procura contínua da renovação do processo criativo da minha produção, que, em última análise, me alimenta na reflexão e autoconhecimento. Isso tudo me liberta e me provoca! (ANDUJAR in: PERSICHETTI, 2008, p. 29).
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Video arte: uma abordagem da arte contemporânea no ensino artístico

Video arte: uma abordagem da arte contemporânea no ensino artístico

Na abordagem do Vídeo Arte como instrumento pedagógico, foi importante explicar aos alunos que Vídeo Arte é uma expressão de arte, de entre as muitas, que tem como elemento principal a projeção da imagem em movimento “(...) o movimento nada mais faz do que exprimir uma “dialética” das formas, uma síntese ideal que lhe dá ordem e medida” (Deleuze, 2009:17); que o Vídeo Arte é uma linguagem que provoca uma nova interrelação entre a imagem e o espetador; que tal expressão de arte é elaborada pela tecnologia da projecção sem a preocupação de sua comercialização, sendo uma forma de arte que se baseia em princípios críticos, principalmente, sobre a televisão; que como expressão artística procura, por meio das suas projeções, provocar no público estados anímicos e sensações. A experiência estética do aluno/espetador que entra em contacto com a obra, passando da observação para a reflexão, vem promover o conhecimento entre o que é sentido e o que é pensado, convertendo-se em material que amplia a sua compreensão do mundo.
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Cultura audiovisual e arte contemporânea.

Cultura audiovisual e arte contemporânea.

produção de trabalhos que revolucionaram o campo de estudos da cultura, porém, procurando sempre preservar com relação à abordagem um enfoque crítico. Armand Mattelart (1999:20-2) enfatiza que o objetivo de realizar um balanço crítico atravessa todos os projetos na área do audiovisual, sendo que a produção do Ministério da Pes- quisa e da Tecnologia – envolvendo pesquisadores do CNRS, das Universidades e do INA – é reveladora dessa preocupação. Nessa geração desponta, entre os pioneiros e como inovador, Michel de Certeau (1980), que, através de seu trabalho tematizando as “artes de fazer”, redimen- sionou os estudos sobre recepção, retirando-os do impas- se construído pelas teorias funcionalistas. Richard Hoggart (1975), um dos fundadores dos Cultural Studies, também é figura fundamental na concretização desses estudos, com a obra precursora As utilizações da cultura, cuja primeira edição é de 1957. Contudo, Armand Mattelart observa que o “enfoque precoce sobre os receptores nas análises de Hoggart não impedem que suas hipóteses permaneçam profundamente marcadas pela desconfiança face à indus- trialização da cultura. A própria idéia de resistência das classes populares que sustenta a aproximação das práti- cas culturais das mesmas está ancorada nesta crença.” (Mattelart e Neveu, 1996:17).
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O ensino da Arte Contemporânea

O ensino da Arte Contemporânea

Os conceitos da cultura contemporânea vistos no início deste capítulo fazem “o pano de fundo” de onde se exibe a arte atual. São o seu reflexo, contexto e matéria-prima. As questões de identidade em crise provocadas pelos abalos nos quadros de referências citadas por Hall foram fortemente trabalhadas pela Body Art, pelo grafite, e pelos artistas engajados nas questões de gênero, sexualidade, etnia e raça. O contato e a tolerância com as diferenças foram promovidos pela difusão cultural entre os países através do processo de globalização permitindo um intercâmbio maior entre a arte produzida pelos diversos países. O tema da diferença também foi amplamente utilizado pelos artistas engajados política e socialmente na realidade das minorias. A mídia se utilizou da arte para enobrecer-se e a arte utilizou-se da mídia para criticar e ironizar. A Pop Art desvelou o poder do consumo e colocou nas galerias a réplica do próprio produto como obra de arte. O crescimento e a rapidez com que a tecnologia e os meios de comunicação de massa entraram em nossas vidas foram fundamentais para a formação de uma nova cultura que passou a cultuar a diversidade, a heterogeneidade, a pluralidade. Determinaram também, mudanças no tempo, comprimindo-o e encurtaram distâncias antes intransponíveis.
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A poética da luz na arte contemporânea

A poética da luz na arte contemporânea

Em todas as épocas da história da humanidade existiram manifestações artísticas e, em todas essas épocas os artistas de vanguarda não foram bem aceites no seu tempo, vindo a ser valorizados muito tempo depois, devido às suas visões futuristas. Essa constatação deveria gerar incentivos muito convincentes para todo sujeito, almejar o entendimento das mais recentes inovações. E isso não significa - a meu ver - a aceitação de toda e qualquer inovação, como verdadeiro, bom, ou inquestionável. Entender, compreender, é ter elementos de juízo capazes de formular interpretações, conclusões, compreensões e críticas que possibilitem colocar com consciência, os acontecimentos no contexto em que se vive. Os artistas contemporâneos pretendem refletir no nosso tempo, que se encontra cheio de contradições, opções e de muita tecnologia.
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O sujeito na psicanálise e na arte contemporânea.

O sujeito na psicanálise e na arte contemporânea.

O trabalho de Sophie Calle não pode ser rapidamente tomado como paradigma da arte contemporânea. Mas ele nos interessa aqui por apresentar de forma inequívoca algo que é central à arte, mas muitas vezes se apresenta de forma dissimulada: sua potência de convocação do sujeito. Douleur exquise mostra que tal convocação visa justamente o que é mais próprio ao sujeito, sua dor. E o gozo que a acompanha, misterioso e terrível – belo, às vezes, sublime –, surgimento do sujeito sob o primado da pulsão de morte. O adjetivo francês exquis refere-se, comumente, ao que de mais sofisticado e sutil pode-se conceber nas delícias gastronômicas. Ele tem a mesma origem latina de “esquisito”, mas designa algo refinado, raro, delicado, precioso. No vocabulário médico, douleur exquise tem a significação, citada por Calle, de dor viva e nitidamente localiza- da. A dor é preciosa e pode ser bela. Ou, ainda: em toda beleza há dor, na dor pode haver alguma beleza sutil e preciosa. Como diz o filósofo irlandês Edmund Burke em 1757, “tudo que é de alguma maneira capaz de excitar idéias de dor e perigo [...] é uma fonte do sublime, ou seja, pode produzir a emoção mais forte que a mente é capaz de sentir” (Burke, [1757] 2004: 86; tradução nossa). Essa é a posição romântica do sublime. E não deixa de ser a posição de Freud, sublime herdeiro do Romantismo, quando afirma, no belo ensaio “Sobre a transitorie- dade”, que “o doloroso também pode ser verdadeiro” (Freud, [1915] 1946: 358- 359; tradução nossa). A iminência da perda, do inverno, torna mais bela a natu- reza primaveril.
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QUANTO VALE A ARTE CONTEMPORÂNEA?.

QUANTO VALE A ARTE CONTEMPORÂNEA?.

As feiras têm se tornado o meio mais importante para conhecer o que os artistas contemporâneos estão produzindo – mais do que curadorias feitas em galerias, museus e centros culturais. Tanto é verdade que somente 15% das vendas são feitas a instituições, nacio- nais e internacionais, o que colabora ainda mais para a privatização da arte – se você não for a uma feira, a oportunidade de rever uma obra vendida no evento é quase nula, a não ser no caso de alguns poucos colecionadores que têm consciência da dimensão pública de seus acervos privados. (Cabe citar aqui a posição singular do artista Eduardo Berliner, que só autoriza a venda de suas obras pela galeria depois de terem sido expostas publicamente).
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Mídia, arte e tecnologia: uma reflexão contemporânea

Mídia, arte e tecnologia: uma reflexão contemporânea

da dimensão do corpo. As representações artísticas tentam traduzir uma nova realidade para o entendimento do corpo, pois existe um ambiente onde tecnologia e informação avançam a passos mais largos que a própria realidade cotidiana do ser. Dentro desta pro- posta pode ser sugestionado uma reflexão, na qual se evoca um olhar para as multiplici- dades como forma de entender o corpo dentro das artes tecnológicas (Leão, 1999, p. 33). As manifestações artísticas contemporâneas ao unirem o corpo com a tecnologia, atribuindo a fruição da obra ao corpo, têm criado evidências claras de representações anti-hegemônicas. As artes cíbridas tentam dar vozes às identidades minoritárias, o cor- po dentro das artes híbridas representa a diferença, o heterogêneo. As artes digitais, ao contrário das artes híbridas, principalmente as ligadas às realidades virtuais (artes digitais), por sua vez, estão cada vez mais ligadas às dinâmicas de mercado. Esta rela- ção está diretamente ligada ao que Canton (1997) chamou de “novo mecenato”, pois as artes digitais principalmente as ligadas ao mundo dos games são patrocinadas pelas maiores instituições de entretenimento do planeta.
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Arte contemporânea em espaço multidisciplinar

Arte contemporânea em espaço multidisciplinar

O objeto do estudo aqui apresentado é a análise do campo configurado por obras de arte contemporânea brasileira especialmente selecionadas e adquiridas para a composição de novos espaços institucionais SESC em São Paulo, cuja arquitetura é concebida para o desenvolvimento de práticas culturais, atividades esportivas e de lazer, simultaneamente. Para tanto, a pesquisa parte da observação e dos questionamentos referentes às relações entre o espaço institucional - sua missão e as prerrogativas que contemplam tais espaços - com a exposição de obras contemporâneas em seus ambientes, no sentido de oferecer a um público eclético a experiência estética por meio do contato direto com o objeto artístico. A característica proeminente de tal experiência se dá pelo fato de um conjunto de obras de arte brasileira, em diversas linguagens, se apresentar ao espectador num contexto, onde de forma permanente ou temporária, são expostas em espaços onde não há “a neutralidade do cubo branco, onde se acolhe sem quaisquer interferências, a pureza formal das obras de arte” 1 .
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Parque de Arte Contemporânea Monsanto

Parque de Arte Contemporânea Monsanto

As esculturas do Parque de Serralves, na Fundação de Serralves no Porto, são um exemplo do prolongamento do Museu de Arte Contemporânea para o seu exterior. Este parque, projetado, inicialmente, como uma extensão do jardim Quinta do Lordelo nas traseiras da Casa de Serralves, denominação hoje usada, ao estilo dos modelos de jardins vitorianos do final de oitocentos e posteriormente, em 1932, redesenhado pelo arquiteto Jacques Gréber transformando-o num jardim ligeiramente Déco. A partir de 1986 a propriedade é adquirida pelo Estado Português, o parque sofre novamente alterações pela arquiteta Paisagista Teresa Andresen, que mais tarde assumirá a Direção do Parque, e abre ao público de forma faseada a partir de 1987. Em 1996 é inaugurado o Museu de Arte Contemporânea de Serralves, procedendo-se a novas alterações no parque pelo arquiteto paisagista João Gomes da Silva, com a colaboração de Erika Skabar, convidado por Álvaro Siza Vieira, o arquiteto que desenhou o museu. Entre 2001 e 2006 o projeto de recuperação do parque transforma-o num lugar de ligação entre paisagem, cultura e sociedade. A partir de 2004 o museu alargou para o parque a sua programação de AC com a instalação de diversas esculturas e um programa de performances. Hoje nos 18ha de extensão do Parque de Serralves estão expostas de forma permanente dez esculturas de artistas nacionais e internacionais - Richard Serra, Veit Stratman, Francisco Tropa, Fernanda Gomes, Aristide Maillol, Ângelo de Sousa, Claes Oldenburg & Coogee Van Buren, Alberto Carneiro, Dan Graham e Maria Nordman - que fazem parte da coleção de arte do museu, indo ao encontro da missão desta Fundação de ser “um projecto inovador, articulando as vertentes arte e natureza, valorizando o seu património arquitectónico e paisagístico, promovendo exposições temporárias de artes plásticas e acções de educação ambiental” (Andrade, 2009: 218).
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MUSEU DE ARTE CONTEMPORÂNEA DE SERRALVES

MUSEU DE ARTE CONTEMPORÂNEA DE SERRALVES

Podemos considerar o CAC como um dos precursores em Portu- gal da divulgação de artistas internacionais contemporâneos e, assim, também afirmar que a tendência para a internacionalização, que marca significativamente a agenda do Museu de Serralves, encontrava -se já anunciada naquele Centro. O primeiro tem garantidamente mais meios para trazer ao Porto obras das figuras mais conceituadas da arte contemporânea mundial, no entanto, não podemos descurar o recurso encontrado pelo CAC para apresentar artistas cujas peças muito difi- cilmente viriam ao MNSR, a gravura. Esta serviu não só para divulgar a arte portuguesa junto das populações com escasso acesso à produção artística contemporânea, como também para apresentar e discutir artistas marcantes da contemporaneidade (Rauschenberg, Morandi). Também não podemos ignorar as exposições documentais apresentadas no MNSR (e que foram continuadas na Casa de Serralves) que têm também presença na programação do actual museu do Porto.
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A arte contemporânea e a falta de interesse

A arte contemporânea e a falta de interesse

Jangada | nr. 10, jul/dez, 2017 | ISSN 2317-4722 - 108 | P á g i n a A organização em rede e o efeito looping aos quais Cauquelin se refere, estão intimamente ligados. Para a comunicação a rede é uma estrutura interligada com inúmeros pontos de acesso e o looping é a constante reativação de conexões entre esses pontos, ou seja, o looping é a impossibilidade de “sair da rede depois de nos termos ligados” (CAUQUELIN, 2010, p. 42). A redundância é a consequência desse círculo vicioso, é o que “assegura, com efeito, a manutenção da rede, mas também a condena ao desgaste por saturação” (CAUQUELIN, 2010, p. 42). A denominação por sua vez, corresponde à necessidade de demarcar uma informação, serve para efetuar “uma classificação nas várias entradas interligadas, ou seja, uma hierarquia por níveis de complexidade” (CAUQUELIN, 2010, p. 43). Já a concepção da simulação da realidade, sofre influência da linguagem usada para entender o mundo, “são novas ferramentas para a compreensão da realidade que nos rodeiam” (CAUQUELIN, 2010, p. 44). Segunda a autora, todas estas transformações estão aplicadas ao mercado de arte, norteando um novo modo de fazer artístico.
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Arte têxtil contemporânea e sustentabilidade

Arte têxtil contemporânea e sustentabilidade

Cultura21 − Fieldworks for Sustainability não trata necessariamente de arte têxtil nem se dirige exclusivamente ao têxtil. Cultura21 é uma rede translocal, transversal e internacional, fundada em abril de 2007. Estrutura em rede, fazendo convergir várias organizações Cultura21 disseminadas por todo o mundo. Deste modo a plataforma pode oferecer on e offline inúmeros intercâmbios e aprendizagens mútuas entre seus membros. Na Web possibilita debates, um web-magazine, um arquivo para a primeira edição da escola de verão ASSIST (International Summer School of Arts and Sciences for Sustainability in Social Transformation, em Gabrovo, Bulgária, em 2010), uma plataforma wiki, e uma seleção de notícias de todo o mundo no blog do site atual, bem como as informações diretas sobre a Cultura21. Apoia, divulga e participa na organização de eventos internacionais, muitas vezes em colaboração com outras organizações e redes, como na Bienal de Veneza em 2007, na Academia Central de Belas-Artesde Pequim, em 2008 (com a Fundação Ásia Europa), juntamente com a Conferência do Clima da ONU em Copenhaga, em 2009 (Conferência Cultura/Futuros). Tem uma coordenação internacional repartida entre Sacha Kagan e Rana Öztürk (Luneburgo e Berlim, respetivamente), Oleg Koefoed e Kajsa Paludan (Copenhaga), Hans Dieleman (Cidade do México), Francesca Cozzolino e David Knaute (Paris e Bujumbura no Burundi, respetivamente). Apesar do fator sustentabilidade na arte e na cultura ser o objetivo desta plataforma, ainda apresenta alguns sintomas de posições ―ecomoralistas‖, no entanto, é uma plataforma muito útil, até pela sua diversificação do sentido de sustentabilidade, e apresenta informação sobre abertura de participações em projetos, exposições, atividades. As suas plataformas são redigidas em inglês, alemão, francês, espanhol e espranto.
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Arte e loucura: uma questão contemporânea

Arte e loucura: uma questão contemporânea

Acho que a arte está dentro de algumas pessoas , e quando as pessoas passam por um processo de loucura exteriorizam dessa forma e outras exteriorizam de outra forma.. , no caso da arte q[r]

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Arte-Circuito: trajetórias da arte contemporânea no Centro de São Paulo

Arte-Circuito: trajetórias da arte contemporânea no Centro de São Paulo

O que vemos é aquilo que nos olha, diz a máxima relacional sobre a presenticidade, a simultaneidade entre artista e espectador, espaço estético e urbano, espaço de arte e cidade. Os novos territórios de convivência trabalham e desenvolvem-se coletiva e colaborativamente nas grandes cidades. Este é um fator de aproximação entre os espaços do Arte-Circuito, mas o que ainda ressalta é a diversidade de práticas artísticas e relações organizacionais e interpessoais. Em um mundo onde nos movemos numa espécie de realidade aumentada, com a integração do real e do virtual, as interações e as tramas em redes ficam cada vez mais intensas e complexas, com novos links comportamentais, políticos e relacionais rearranjando estruturas como as cidades. É neste contexto de diversidade de pontos de vista, interação e diálogo com a cidade que os cinco espaços autônomos deste Arte-Circuito atuam no “centro velho” de São Paulo.
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O SIGNIFICADO DA ARTE: FORMA E LINGUAGEM NA OBRA DE ARTE CONTEMPORÂNEA

O SIGNIFICADO DA ARTE: FORMA E LINGUAGEM NA OBRA DE ARTE CONTEMPORÂNEA

A arte conceitual tem inspiração direta na obra de Marcel Duchamp, ou seja, na retomada, atualização e ra- dicalização da atitude vanguardista proposta pelas poéticas do ready made de Marcel Duchamp e do objet trouvé dos surrealistas. Duchamp estava interessado mais nas ideias e não simplesmente nos produtos visuais. Ele que- ria por a pintura à serviço da mente. A sua obra “vem a ser a própria negação da noção moderna de obra”. (KRAUSS, 2002, p. 76) Em 1969, Joseph Kosuth já afirmara também, em Art after philosophy, que os artistas contemporâneos “não queriam mais criar obras, mas apenas formular questões. Fazer arte significava para eles questionar a arte e produzir comentários que tratassem de arte.” (BELTING, 2006, p. 38), ou seja, obras que quase dispensariam o domínio dos meios de expressão e a necessidade de elaboração de uma linguagem artís- tica de fato. Esses artistas acreditavam que era necessário libertar a arte da sua realização material, que era vista como sendo subordinada e até mesmo supérflua. Ligia Pape questionada sobre a execução da obra nos dá uma importante pista para entender o modo de pensar e agir desses artistas. Ela nos diz que: “não gosto de pintar. Não suporto o pintar, ficar mexendo na cor [...] e, à medida que se muda uma cor, muda-se a Gestalt do quadro. Isso me irrita. [...] O processo criador é sempre mental” (PAPE, 1998, p. 26-27)
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