Arte e ciência militares - Grécia - Antiguidade

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A ideia de sacrifício, a partir das fontes da Antiguidade Clássica, em a Arte de Ser Português de Teixeira de Pascoaes

A ideia de sacrifício, a partir das fontes da Antiguidade Clássica, em a Arte de Ser Português de Teixeira de Pascoaes

Ora este espírito agónico, a partir do exercício prático e disciplinado, o sentido original de ‘ascese’, traduzia-se na procura constante da superação dos limites humanos, rumo a um modelo humano de excelência, que se iden- tificava com o herói. Este herói olímpico, para os espectadores, era alguém divinizado, era um ser humano mais próximo da divindade, simultanea- mente expoente da beleza física, mas também exemplo da ética da tradição épica, isto é, belo e bom, que se exprime pela palavra καλοκἀγαθία, o grande ideal humano da época arcaica da Grécia Antiga. É nas competições atléticas que se manifesta o princípio de Apolo, em que o ser humano se eleva, assim, à contemplação do absoluto, da totalidade, que se manifesta em Zeus, sinal
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Tese de Doutoramento em História da Arte da Antiguidade J ULHO 2010

Tese de Doutoramento em História da Arte da Antiguidade J ULHO 2010

Segundo K.SCHEFOLD, a primeira fase do classicismo,„clássico primitivo‟(500-450), caracteriza-se pela tensão entre imobilidade e movimento vertida em modelos arcaicos, e nela distingue a fase subarcaica (500-480) e o momento inovador do estilo severo (480-450), que introduz um novo sistema de formas de amplas superfies e eixos sólidos a suportar a imagem. A segunda fase, apogeu do classicismo (450-425), caracteriza-se pelo equilibrio harmonioso das tensões; segue-se o estilo rico (425-380) que SCHEFOLD caracteriza pela ausência daquele equilibrio e pelo privilégio da aparência e não da essência, o momento mais do que a regra. A última e quarta fase, a do classicismo tardio (380-325), vem compensar esse predomínio do temporal, integrando pela 1ª vez o espaço no esquema da composição, na medida em que se desenvolveu em redor da forma plástica. In Grécia Clássica, pp.15-16.
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Paisagem, graça e sentimento do belo: Winckelmann, Chateaubriand e Girodet.

Paisagem, graça e sentimento do belo: Winckelmann, Chateaubriand e Girodet.

Na cultura neoclássica, ela não era muito mais do que moldura para as ações do homem; a arte acadêmica a colocava, entre os gêneros pictóricos, em uma posição subalterna à pintura de história – o gênero maior pela nobreza dos temas e a submissão ao princípio do ut pictura poesis –, ao retrato e à representação de animais vivos em movimento. A paisagem era só superior à natureza-morta. Além disso, a pedagogia corrente pressupunha um processo no qual o artista, por longo tempo, começava suas lições de paisagem copiando estampas ou pinturas para então, só bem mais tarde, entrar em contato com a natureza; mesmo assim, os quadros eram pintados no ambiente fechado dos ateliês. Mais valia a convenção, portanto, do que do que a experiência do olho, do intelecto e da mão em face da natureza. Mas a cultura neoclássica não foi avessa à viagem e artistas e amadores trilharam também o caminho da Itália. Não iam à Grécia, porque era otomana, mas foram muito ao reino de Nápoles, depois das descobertas arqueológicas de Pompeia e Herculano, desde a década de 1730. No entanto, o objetivo não era a paisagem, mas outras cópias também valorizadas nas academias, sobre- tudo a de frisos, baixos-relevos e estátuas da arte da Antiguidade.
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Área de especialização em História da Arte da Antiguidade Cultos Orientais no Ocidente Peninsular – Perspectiva Artística

Área de especialização em História da Arte da Antiguidade Cultos Orientais no Ocidente Peninsular – Perspectiva Artística

O presente estudo não termina com conclusões ou certezas, mas com uma apreciação final, uma vez que o intuito deste projecto era apreender o grau ou nível de conhecimentos atingidos relativamente à presença de cultos orientais na Península. Aliás, se alguma conclusão se pode retirar é que a Península estava bem integrada nas redes comerciais do Mediterrâneo desde a Antiguidade. Pessoas, bens e ideias foram recebidas na Península. Houve colonização com os Fenícios e conquista com os Romanos e com eles vieram os novos modelos artísticos, ainda que nem sempre fossem absorvidos, caso da cerâmica levantina, que se manteve alheia às novas técnicas de representação. Em muitos casos, apercebemo-nos que existe um elo com o Egipto, Chipre, Sicília, Magna Grécia, Cartago, noutros terá ocorrido uma apropriação das técnicas e dos modelos, para conceber novas peças autóctones, apenas para exemplificar com as mais relevantes e porventura as mais conhecidas: a Dama de Baza e a Dama de Elche. Porém, são parcos os vestígios artísticos que sobreviveram. Danificados, transformados em entulho, espoliados pelos múltiplos estados e invasões ao qual a Península foi sendo sujeita. Fica a esperança, talvez estejam por descobrir. De momento, grande parte dos objectos artísticos, de culto, do quotidiano ou de função incerta, geram mais dúvidas e hipóteses do que certezas. Mas já é indiscutível que a presença de diversas divindades orientais se difundira por quase toda a Península e que surge nos mais diversos contextos, cultuais ou como amuletos, sepulcrais 307 e em objectos do quotidiano. Na multiplicidade de objectos artísticos apresentados, muito se tem discutido qual seria a sua função, todavia do período romano, relativamente às estelas e às aras, essa questão já não é premente. As aras são o suporte da devoção, mas sobretudo de agradecimentos pela interferência da divindade. Porém, por terem um propósito específico, apresentam um modelo decorativo simples e repetitivo. No entanto, as aras, como suporte, foram adoptadas pelos devotos de todas as classes sociais para demonstrarem o seu apreço aos deuses, e naturalmente entre eles também se incluem as divindades orientais, tal como foi demonstrado nos capítulos da segunda parte do estudo. A sua utilização revela uma homogeneidade no mundo romano, mas igualmente uma continuidade no cristianismo, com os ex-votos, pelo menos sê-lo-iam na devoção e na mensagem que lhes estaria subjacente.
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A teoria econômica dos Estados antigos: a questão do capitalismo na Antiguidade na visão de Weber.

A teoria econômica dos Estados antigos: a questão do capitalismo na Antiguidade na visão de Weber.

De uma perspectiva totalmente diversa, ainda se poderiam a limine impor restrições de fundamento ao emprego do conceito “capitalismo” como uma forma econômica no essencial já existente na Antiguidade. Trata-se – até certo ponto – do argumento “filológico” de que nem a palavra, nem o conceito são próprios à Antiguidade, mas tão somente posteriores a ela, e portanto estranhos à consciência antiga. Em todo caso, “dinheiro” e “capital”, por exemplo, não são a mesma coisa, e “dinheiro” não tem nas línguas antigas a nuance especial que se atribui a “capital” como meio planejado para a obten- ção de ganho próprio por meio da produção e da circulação de bens. Mesmo o termo grego chr¯ematismós, o anseio ilimitado por dinheiro (chr¯ema), não abarca a noção específica de formação de “capital”, acumulação de “capital”, “capital” investido etc. Nesse sentido, “capitalismo” na Antiguidade é, sem dúvida, um capitalismo avant la lettre, o que entretanto não significa, de modo algum, algo extraordinário, tampouco um argumento contra a designação como tal – ao menos enquanto se possa comprovar a coisa designada, em todo caso. Afinal, as línguas antigas também não conhecem, por exemplo, conceitos gerais para “economia” ou “sociedade”, sem que a presença de ambos tenha sido seriamente colocada em questão. Não se pode ignorar aqui o fato de que a formação do conceito no pensamento político antigo era notadamente mais desenvolvida que a do pensamento econômico, o que ainda hoje se revela com a multiplicidade de conceitos de origem grega e latina para fenômenos políticos fundamentais, desde a própria “política” até “democracia”, desde “república” até “ditadura”. Não há conceitos econômicos comparáveis, apesar do termo grego oikonomia (que na verdade quer dizer “administração doméstica”), que sob esse aspecto constitui antes uma exceção. Significativamente ocorre, em contraposição (também em vista da imagem de Max Weber da economia antiga) 1 , que a terminologia dos bancos e do
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Perspect. ciênc. inf.  vol.22 número especial

Perspect. ciênc. inf. vol.22 número especial

Devido aos muitos devotos da bibliografia, especialmente na França, tem-se exagerado o valor da prática bibliográfica para muito além da posição que lhe seria coerente na escala do conhecimento humano. Escritores como Peignot e Achard apresentam a bibliografia como a maior das ciências, incluindo, na verdade, todas as outras. Nada certamente pode ser mais absurdo do que observá-la sob esta luz meramente porque ela trata dos livros, e porque os livros são veículos de toda sorte de conhecimento. Aliás, esse é o único fundamento que se encontra para estas extravagantes representações, que tendem, como em qualquer outro caso de pretensões exageradas, expor ao ridículo um assunto que, quando sua natureza e objetos são corretamente definidos, não deixará de parecer importante como a serva da literatura, por assim dizer, e um apoio essencialíssimo para a ciência e a arte.
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A indeterminação de senior e o curriculo minimo de economia

A indeterminação de senior e o curriculo minimo de economia

Considerando os diferentes níveis de abstração na tricotomia ciência pura, aplicada e arte da ciência, observa-se que o currículo mínimo prescreve formação apropriada para a econ[r]

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Pesquisas com os cotidianos: devir-filosofia e devir-arte na ciência.

Pesquisas com os cotidianos: devir-filosofia e devir-arte na ciência.

O último aspecto dessa longa questão seria, é eviden- te: bem, mas o que é a evolução dos problemas? O que a assegura? Posso sempre dizer: forças históricas, sociais. Sim, claro, mas há algo mais profundo. É misterioso. E não teríamos tempo, mas creio em uma espécie de devir do pensamento, de evolução do pensamento que faz com que não apenas não coloquemos os mesmos problemas, mas com que não os coloquemos do mesmo modo. Um problema pode ser colocado de vários modos sucessivos, e há um apelo urgente, como uma grande corrente de ar, que faz apelo à necessidade de sempre criar, recriar no- vos conceitos. Há uma história do pensamento que não se reduz à influência sociológica ou... Há um devir do pen- samento, que é algo misterioso, que seria preciso definir, que faz com que, talvez, não se pense hoje da mesma ma- neira que há cem anos (Deleuze, 2005, comunicação oral). E o que esse modo de operação, que visa procedimentos para a compreensão e expressão das experimentações do mundo, implica, es- pecialmente se evocarmos o rigor do método científico conformado e tornado hegemônico com a ciência moderna? Nas palavras de Deleuze:
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O entrelaçamento de fios entre a geografia e a literatura: a construção de um saber múltiplo

O entrelaçamento de fios entre a geografia e a literatura: a construção de um saber múltiplo

Outra contribuição relevante para os estudos desenvolvidos pelo grupo de pesquisa é dada por Maurice Merleau-Ponty com a obra A Fenomenologia da Percepção (2006). Ao argumentar acerca do significado e da abrangência da ciência, o autor sustenta a seguinte reflexão: “tudo aquilo que sei do mundo, mesmo por ciência, eu o sei a partir de uma visão minha ou de uma experiência do mundo sem a qual os símbolos da ciência não poderiam dizer nada. Todo o universo da ciência é construído sobre o mundo vivido” (MERLEAU-PONTY, 2006, p. 03). Uma vez que o mundo é caracterizado e identificado de maneira distinta, coube não só aos filósofos e aos historiadores, como também aos geógrafos humanistas perscrutar como se configuram os valores, atitudes, percepção e sentimentos na relação humana com o mundo. Semelhante identidade humanista da ciência geográfica permite o entrelaçamento com outros saberes – a arte, por exemplo. Assim, a literatura, enquanto arte e linguagem intimamente relacionadas à condição e existência humanas, se apresenta capaz de exprimir o mundo sentido e subjetivamente concebido, relacionando-se com os princípios e a gênese do significado e da experiência. Por isso, para Tuan,
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O Ensino de Geografia na relação entre cinema e questão ambiental

O Ensino de Geografia na relação entre cinema e questão ambiental

Também dizemos que as linguagens artísticas, para o nosso trabalho, visam contribuir para pensarmos aquilo que outras linguagens não conseguem dizer. A ciência, a filosofia e a arte são campos de criação distintos, carregando em suas linguagens aspectos, elementos e fatores que expressam os fenômenos que acontecem no mundo. Diríamos que através do diálogo entre ciência, arte e filosofia, buscamos ampliar a forma como criamos a ciência geográfica, tendo em vista que as diferentes linguagens podem dizer dos fenômenos algo que a Geografia não disse e nem teria dito, possibilitando que a própria ciência possa atualizar novas percepções do fenômeno.
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Articulações Arte e Ciência: sobre a experiência da “bio-arte”

Articulações Arte e Ciência: sobre a experiência da “bio-arte”

material de composição estética? Há várias respostas no âmbito artístico, e essas veremos também nos próximos pontos, sem esquecer que esta pergunta não deve ser colocada exclusivamente à arte. A arte sempre esteve próxima e chegou mesmo a “confundir-se” com a “vida” mas sem a intenção de a reduzir as seus elementos constitutivos: o gene, a célula, o tecido. No entanto, a matéria biológica sempre foi de utilidade para arte, desde a concepção de ferramentas à representação, mas não como elemento pronto para ser literalmente manipulado no sentido de constituir uma “sensação” no “plano de composição estética”. A ideia de que o mundo pode ser manipulado vem da passagem ou deslocação da construção de “imagens do mundo” para a realização e criação de “coisas ônticas”. E essa passagem foi “dada” pelo mundo das coisas feitas e pela ampliação da criatividade na conjuntura “tecno-ciência” à qual a arte parece querer juntar-se. No preciso momento em que a biotecnologia parece liderar os avanços do progresso científico e tecnológico, a arte entra pelos laboratórios dentro e usa como meio a matriz técnica que aí se pratica, parecendo ter esgotado todos os espaços e meios em que operava. Neste sentido, a “bio- arte” não será muito mais do que um sintoma de legitimação, restando ainda, por outro lado, o sintoma reflexivo e crítico. Enquanto o primeiro apresenta a possibilidade de tudo ser feito no esboço de um futuro da arte pós-digital, o segundo sintoma abre a
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Arte-ciência: processos criativos

Arte-ciência: processos criativos

Este livro é resultado do Workshop Ciências Humanas, realizado na cidade de São Pedro (SP), pela PROPe (Pró-Reitoria de Pesquisa da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” – Unesp), com o objetivo de compor ebooks para a coleção “Desafios Contem- porâneos”. Nessa oportunidade, uma equipe de docentes e represen- tantes de grupos de pesquisa, formada pelos professores Evandro Fiorin, José Marcos Romão da Silva, Maria Antônia Benutti, Paula da Cruz Landim, Paulo Roberto Masseran, Rosa Maria Araújo Simões e Rosangela da Silva Leote (de diversas unidades universitárias e cursos diferentes), debateu as ideias de sua formulação segundo o seguinte enfoque “Arte, ciência e processos criativos; filosofia no Brasil: incor- poração ou criação”. A partir dessa temática, a equipe optou por uma coletânea intitulada Arte-ciência: processos criativos, a ser organizada por representantes do Instituto de Artes (IA), câmpus de São Paulo, da Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação (FAAC), câmpus de Bauru, e da Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCT), câmpus de Presidente Prudente – todas instituições vinculadas à Unesp.
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Luz, arte, ciência... ação!.

Luz, arte, ciência... ação!.

Fischer apresenta a arte como forma de colocar o homem em estado de equilíbrio com o mundo à sua volta, daí viria a necessi- dade da arte. Aprofundar a discussão sobre o papel ou a função da arte na sociedade atual é exercício filosófico que, apesar de instigante, não caberia no presente artigo. Entretanto, Fischer nos oferece um bom ponto de partida para a reflexão sobre alguns possíveis papéis das artes em museus de ciência. Claude Lévi-Strauss (1970), em La pensée sauvage, também estimula a discussão. Segundo o antropó- logo francês, o cientista nunca dialoga com a natureza pura, mas com um certo estado de relação entre a natureza e a cultura, definível pelo período da história em que vive, sua civilização, os materiais dos quais dispõe. Talvez seja na relação entre ciência e sociedade que a arte possa dar uma contribuição relevante aos museus de ciência, uma vez que, por meio da linguagem artística, é possível apresentar acontecimentos da ciência e da vida de cientistas, relaci- onando-os ao ambiente social em que estão inseridos. O teatro, por exemplo, pode contextualizar social, histórica e politicamente a prática científica, concretizando episódios do mundo real e re- produzindo com riqueza de informações diferentes circunstâncias. A convicção de que o teatro pode contribuir para o processo educativo é antiga e pode ser constatada já na Arte poética de Aristóteles — um dos mais antigos registros sobre o teatro ociden- tal. Ao longo da história do teatro, verificamos muitos momentos em que a associação entre teatro e educação esteve presente de dife- rentes maneiras e em níveis diversos. O teatro da Idade Média se serviu da linguagem teatral para ensinar a vida dos santos por meio dos mystères franceses ou das sacri rappresentazioni italianas. A Igreja encenava os sacramentos em espetáculos que se multiplica- ram pela Europa e alcançaram grande popularidade. Na Renascen- ça, os estudiosos das obras clássicas encenavam peças latinas e al- mejavam ‘reencenar’ a cultura greco-romana por meio do teatro. No século XX, o chamado living newspaper, nos Estados Unidos, empregava fontes documentais como material dramático e tinha como meta a educação política.
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A Administração Pública como Ciência ou Arte

A Administração Pública como Ciência ou Arte

Desejamos acentuar aqui o ponto-de-vistà formulado por O liv e r S h e ld o n , (11) a fespeito da definição de administração pública como ciência ou arte. Nesse autor encontra-se, segundo nos parece, a resposta mais adequada à nossa pergunta, resposta que, durante muito tempo ainda, será o eixo em tôrno do qual deverá girar tudo que se relaciona com o estudo da administra­ ção. Para S h e ld o n , em tudo que disser respeito a coisas, a administração pode ser considerada como ciência e pode seguir um método baseado em "princípios científicos” . Por outro lado. quando se tratar do fator humano, não lhe podemos aplicar o método científico, a não ser na medida em que essa matéria viva possa subordinar-se a métodos e princípios científicos, de yez que a ciência da administração pode perfeitamente chegar a conclu­ sões sôbre cada elemento do trabalho humano, mas que a arte é indispensável à criação de condições favoráveis para a aplicação das decisõe:s já tomadas. Em suma, poder-se-ia dizer que o têrmo ciência é aplicável à administração pública sempre que alguns de seus métodos possam seguir princípios cinetíficos, tais como mé­ todos de cohtrôle contábil, de organização de planos etc., en­ quanto que poderemos defini-la como arte, quando seus métodos apresentarem o resultado esperado através, apenas, da utilização de uma técnica ou de uma experiência já adquirida. Êste é o Caso, por exemplo, da necessidade que se impõe de manter a colaboração e a compreensão recíproca entre as unidades da ad­ ministração. Com efeito, em tal caso, nenhum método científico pode ser aplicado, porquanto seria incapaz de proporcionar equi­ líbrio às desavenças entre os homens, e de assegurar a colaboração harmoniosa entre as pessoas. E ’ inegável que, na administração pública, ao se considerarem tais problemas, só a técnica e a ex­ periência dos dirigentes poderão ter alguma eficácia e assegurar o resultado esperado.
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Ciência e arte: relações improváveis?.

Ciência e arte: relações improváveis?.

A partir de Picasso e Braque, a tentativa de fundir arte e ciência influenciou toda a arte intelectual do século XX. As revoluções ci- entíficas e estéticas, bem como a tecnologia e a pintura modernas, tornaram-se indissociáveis. Física e pintura construíram uma com- preensão da natureza que não estava baseada apenas na percepção externa dos objetos, pois esta é inadequada. Os raios X, por exem- plo, influenciaram não só o Cubismo como também o surgimento da abstração. Kupka, Kandinsky e Malévich foram motivados pela completa desmaterialização descrita pela nova física (Miller, 2001). Hoje, a natureza não é mais apenas o que vemos diretamente, pois a ciência criou novas possibilidades de pensarmos o mundo ao nosso redor. A essência dos objetos pode estar fora da aparência visual. A arte abstrata e a ciência do século XX parecem nos dizer isso.
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Carta sobre a Arte ou a Ciência do Desenho

Carta sobre a Arte ou a Ciência do Desenho

Dada a atual posição do público, dificilmente veremos Whitehall trata- do como Hampton Court, ou mesmo uma nova catedral como a de São Paulo. Quase todos, hoje em dia, se preocupam com estruturas públicas e se interessam por elas. A censura comum não poupa nem mesmo estruturas que, erguidas por homens privados, são suficientemente grandes e magnífi- cas para serem monumentos nacionais. Permite-se ao homem ordinário cons- truir seu chalé, e, ao cavalheiro, sua casa de campo, de acordo com a própria fantasia. Mas um homem importante não encontra descanso do público se, a vastas expensas, em lugar de uma bela habitação, ergue outra, falsamente magnífica, que justamente merece o reproche de deformidade, seja de ho- mens versados em arte, seja do povo em geral; que, em conjunturas como essas, segue prontamente a opinião deles.
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Ilustração científica: os caminhos entre a Arte e a Ciência

Ilustração científica: os caminhos entre a Arte e a Ciência

Resumo: Para um ilustrador científico do mundo natural é preciso dominar tanto as habilidades técnicas de ilustração como aspectos relacionados às ciências biológicas. É o momento onde a arte e a ciência caminham juntas. Dessa forma este trabalho foi realizado por uma ilustradora formada em Turismo e uma bióloga, que juntas elaborarão uma chave pictórica para uma família de insetos aquáticos. As ilustrações foram elaboradas com auxílio de estereomicroscópio com câmera clara e luz para circulação de fibra óptica. A técnica utilizada foi o esboço em papel vegetal com grafite e depois a aplicação em nanquim com bico de pena, baseado em pontilhismo e linhas. Entre as características morfológicas mais utilizadas para identificação da família Hydropsychidae destacam-se o formato das brânquias abdominais e o comprimento da garra anal. Os detalhes observados nos desenhos evidenciam a dependência e a importância das informações nas ilustrações para um boa chave de identificação zoológica. No entanto, a técnica de ilustração científica nem sempre é uma prática comum entre os pesquisadores, precisando do auxílio de um ilustrador de outras áreas.
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Da ciência à arte: a busca (utópica) da verdade

Da ciência à arte: a busca (utópica) da verdade

Essa longa citação do texto de Foucault me parece necessária para que se fixe bem que a história da verdade pode ser vista de acordo com duas posições: a história interna e a história externa da verdade. E aqui me interessa, particularmente, a história interna da verdade porque ela, conforme diz Foucault, focaliza uma “verdade que se corrige a partir de seus próprios princípios de regulação”, tal como ocorre com a história das ciências. A partir disso, quero colocar uma questão importante. Como se sabe, desde a imposição da teoria heliocêntrica de Copérnico, a ciência experimentou um desenvolvimento vertiginoso marcado em figuras emblemáticas como Tycho Brahe, Johannes Kepler, Galileu, até chegar a um ponto culminante que foi a Mecânica de Newton. A partir de então, passou-se a ter a convicção de que a ciência era infalível, uma vez que as Leis de Newton diziam que se soubermos num instante de tempo onde os corpos se encontram, como se movimentam e quais as forças que atuam sobre eles, o seu futuro está previsto. Ou seja, tem-se aí a certeza como uma crença que nasce com a possibilidade de se prever o que vai acontecer, bastando, para tanto, utilizarem-se os mecanismos da Física clássica. Em outras palavras, aí se encontraria não apenas uma crença, mas a própria verdade.
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Asikainen & Macêdo: as bordas entre a arte e a ciência

Asikainen & Macêdo: as bordas entre a arte e a ciência

Santa Maria (RS), vive e atua em Florianópolis (SC). Jornalista, diretora da NProduções, microempresa voltada para projetos no campo da cultura. Expe- riência em jornalismo cultural, editou o caderno “Anexo”, do jornal “A Notícia” (1989/1993 e 2000/2005), o caderno “Plural” do “Notícias do Dia” (2008- 2011), onde também atuou como editora executiva. É autora do livro “Hassis” (Tempo Editorial) e “Coletiva de Artistas de Joinville: Construção Mínima de Memó- ria” (Fundação Cultural de Joinville) e do catálogo/livro “Superlativa Marina” (Instituto Juarez Machado). Assina artigos em livros, como “Tubo de Ensaio – Composição [Interseções + Intervenções]”, “Construtores das Artes Visuais – Cinco Séculos de Arte em Santa Catarina Vol. 1” (Tempo Editorial), “Percurso do Círculo – Schwanke Séries, Múltiplos e Reflexões” (Contraponto), entre
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Arqueologia fenomenológica de Merleau-Ponty.

Arqueologia fenomenológica de Merleau-Ponty.

precisamente, como Lebenswelt não tematizado”. E porque “entre o Lebenswelt como Ser universal e a filosofia como produto extremo do mundo, não há rivalidade ou antinomia: é ela que o desvela (grifo nosso)” (MERLEAU-PONTY, 1964, p. 224; 167). E isto, a arte lhe mostrou. Então, “a arte e a filosofia em conjunto, são justamente não fabricações arbitrárias no universo do espiritual (da cultura), mas contato com o Ser na medida em que são criações. O ser é aquilo que exige de nós criação para que dele tenhamos experiência. Fazer a análise da literatura neste sentido: como inscrição do Ser” (Id., ibid., p. 251; 187). Não chegamos ao Ser senão através da criação na qual ele vem se inscrever. Em nossas autênticas criações o Ser está inscrito e reafirmado, ainda que subentendido e silenciosamente. É por este motivo que, retomando aquela historicidade latente da criação filosófica nascida no Lebenswelt, a filosofia, enquanto história do seu nascimento, da sua criação e dessa inscrição do Ser, igualar-se-á e constituir-se-á como discurso do Lebenswelt (aquele “Logos mais fundamental que o do pensamento objetivo”), como literatura enquanto discurso da própria vida, imerso na existência e no qual a existência está imersa, e que, enquanto criação, está sempre depois da cultura, revivificando-a. Trata-se de mostrar e de ultrapassar “a distância entre a física e o ser da Physis, entre a biologia e o ser da vida, trata-se de efetuar a passagem do ser em si, objetivo, ao ser do Lebenswelt” (Id., ibid., p. 220; 164), a um universo da Weltlichkeit do Geist, e sair do “infinito como infinito objetivo” dos cartesianos, e retornar ao infinito da Offenheit (abrimento, abertura) do Lebenswelt. “Isto quer dizer que devo ainda, através das objetivações da lingüística, da lógica, reencontrar o logos do Lebenswelt” 54 (Id., ibid., p. 221; 165), quando a filosofia, enquanto criação radical, é Urhistorie, erste Geschichtilichkeit (história originária, historicidade primeira – Husserl), ou seja, desvelamento da “história orgânica sob a historicidade de verdade, instituída por Descartes como horizonte infinito da ciência” (Id., loc. cit.).
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