Arte sacra - São Paulo (Estado)

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A memória de uma imagem e a imagem de uma memória: um estudo sobre o "São Francisco das Chagas", do Museu de Arte Sacra de São Paulo.

A memória de uma imagem e a imagem de uma memória: um estudo sobre o "São Francisco das Chagas", do Museu de Arte Sacra de São Paulo.

Oliveira Neto complementa esta reflexão ao mencionar a imagem de Santana Mestra (século XVII), de uma capela particular de Araçariguama, a qual descreve desta forma o penteado típico das nobres espanholas da época, representadas por Velas [sic] (NETO, 1968: 19-20) A presença de traços do pintor espanhol Diego Velázquez (1599-1660) numa peça do interior do Estado dialoga com o estudo da professora Aracy Amaral (1981) sobre a arquitetura paulista colonial, o qual revelou que algumas propriedades também do interior sofreram influências de origem paraguaia e argentina. Mas além da influência arquitetônica, neste trabalho a autora também destaca o intenso trânsito de imagens entre as américas espanhola e portuguesa e com elas suas devoções. Um exemplo interessante destas movimentações é o fato da invocação de Nossa Senhora do Pilar ter parado em Ouro Preto (MG). A influência hispânica em São Paulo foi responsável por levar até o interior das minas uma devoção tipicamente espanhola, cujo santuário está em Saragoça, Espanha. Na representação do tema iconográfico, a Virgem está em cima de um pilar com o Menino Jesus. (CUNHA, 1993)
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ASSOCIAÇÃO AMIGOS DO MUSEU DE ARTE SACRA DE SÃO PAULO - SAMAS - ORGANIZAÇÃO SOCIAL DE CULTURA REGULAMENTO DE COMPRAS E CONTRATAÇÃO DE SERVIÇOS

ASSOCIAÇÃO AMIGOS DO MUSEU DE ARTE SACRA DE SÃO PAULO - SAMAS - ORGANIZAÇÃO SOCIAL DE CULTURA REGULAMENTO DE COMPRAS E CONTRATAÇÃO DE SERVIÇOS

Parágrafo Único – O setor de compras poderá prosseguir no regime de rotina, caso demonstre não estar caracterizado a situação de urgência, informando a unidade r[r]

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Reflexões sobre a curadoria museológica no Museu de Arte Sacra da Universidade Federal da Bahia (MAS/UFBA)

Reflexões sobre a curadoria museológica no Museu de Arte Sacra da Universidade Federal da Bahia (MAS/UFBA)

As Reservas Técnicas (RTs), antes depósitos acumulados com coleções para guarda do que não está exposto, foram espaços que se transformaram e aperfeiçoaram para lugares preparados para cuidar da preservação preventiva que segue “regras de adequação de mobiliário e de acondicionamentos, de controle ambiental e de pragas, de localização de todos os itens e de segurança”, 2 assim explicado no site do Museu da Imigração do Estado de São Paulo. Seguir as regras de adequação torna-se um desafio para qualquer museu que precisa de condições necessárias tais como infra-estrutura, mobiliário apropriado para armazenamento e acondicionamento, cuidar e manter a segurança, a limpeza exigindo o trabalho diário de conservadores, documentalistas e outros profissionais. A conjunção de procedimentos complexos em uma Reserva Técnica me levou a valorizar a experiência muito produtiva que tive no MAS/UFBA, uma vez que esse espaço museológico requer total atenção para a preservação física e documental do objeto. Sobretudo, por que as coleções são bases de sustentação da instituição e o objeto corresponde a seu instrumento de trabalho. Embora a segurança do acervo seja importante, se a RT for restrita pode inibir o desenvolvimento de estudos que apontem para questões sobre a memória social, identidade de grupo, classes e tradições, caso das instituições que “guardam” os objetos a ponto de escondê-los nas reservas, como problematiza o historiador Umpierre Carlan (2008) refletindo sobre a relação do museu e o patrimônio histórico. O mesmo autor sinaliza que “a memória em si, ligada a aprendizagem ou a uma função a experiência, aprendida no passado, faz parte da preocupação básica com a sociedade” (CARLAN, 2008: p.82).
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Presépio Napolitano do Museu de Arte Sacra de São Paulo e de coleções internacionais : cenografia e expografia

Presépio Napolitano do Museu de Arte Sacra de São Paulo e de coleções internacionais : cenografia e expografia

Entretanto, discordamos desta argumentação. Em seu texto, Borrelli duvida inclusive da notícia de que a Rainha Amalia tivesse realmente visitado o presépio do arquiteto Nauclerio conforme relatado por Napoli-Signorelli. De fato, não podemos afirmar que o governante não dedicasse qualquer devoção ao presépio apenas por não existirem notícias de jornalísticas. Afinal, quantos não foram os eventos que não foram documentados? Ademais, não conhecemos qual o valor dos relatos dos jornais naquela sociedade. Dentro deste contexto, sabemos que somente os fatos inéditos mereciam destaque jornalístico(BORRELLI, 1970, p.59), daí podermos entender a esparsa divulgação de notícias a respeito dos presépios. Como sua tradição já estava bem consolidada, não é de se estranhar que os jornais não os mencionassem com frequência, fazendo-o apenas quando existia algum fato novo a seu respeito. Dentro deste raciocínio podemos ir além. Se entendermos que a política do soberano era demonstrar sua paixão pelo presépio como uma atividade corriqueira, realmente, ela não deveria ser motivo de notícia. Assim, é plausível supor que uma vez estabelecida uma diretriz política que passava pela divulgação de sua devoção pela arte presepial, ele ficasse atento ao seu complexo, impetrando as modificações necessárias, orientando suas diretrizes para que o espetáculo natalino fosse o mais adequado possível.
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Preservação do Presepio Napolitano do Museu de Arte Sacra de São Paulo : percursos metodologicos para a elaboração de um inventario cientifico

Preservação do Presepio Napolitano do Museu de Arte Sacra de São Paulo : percursos metodologicos para a elaboração de um inventario cientifico

Do exposto, fica evidente que ao longo do século XVII a tradição presepista napolitana desenvolveu todas as características essenciais que costumamos agregar à produção do século XVIII. As figuras reduziram de tamanho, suas cabeças passaram a ser feita em terracota, sua estrutura ganhou a maleabilidade do ferro, seu realismo foi acentuado com a utilização de vestimentas, perucas e acessórios e sua ambientação cenográfica ampliou-se, adquirindo profundidade e perspectiva pictórica. Entretanto, este expressão artística ganhará reconhecimento e fama com a dinastia dos Bourbons (Fig.33). A maioria dos autores costuma atribuir o esplendor do presépio napolitano no XVIII à paixão de Carlo III por esta arte. Na verdade, ele só pode ser responsabilizado pelo estágio em que o presépio alcançou ao tratarmos seu feito como uma tática política aliada a uma edução profundamente religiosa. Se entendermos que suas estratégias passavam pela valorização e divulgação presépio e conseqüentemente, pela elaboração de uma propaganda de seu fervor pessoal, demostrando-o como um soberano humano, paternal e próximo do povo 123 , podemos compreender
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História e arte sacra do Conjunto Carmelita de Santos

História e arte sacra do Conjunto Carmelita de Santos

Snr. Juiz dos Orfaons. Dizem o Pe. Fr. Bento da Silva Gatto, Prior do Convento de Nossa Sra. do Carmo desta Villa de S. Paulo e os mais Religiosos Conventuais, que para bem de sua justissa lhe he necessario hua certidão e na qual se declare de meios que elles suplicantes buscarão para se informarem com os senhores officiais da Camara desta villa sobre as differenças, que entre elles avia sobre a terra da tabatinguara e como elles suplicantes são religiosos obdientes amigos da concórdia, e paz tratarão por meio de louvados pessoas authorisadas para que fizessem toda a esposição e julgarem seos títulos que elles suplicantes tem pertencentes ao Convento da Villa de Santos a quem elles suplicantes avião arrendado a ditta terra, e porque sobre ella se moverão alguas duvidas por serem perto desta villa, e para talharem todas as dificuldades que lhe forão postas pellos ditos snrs. Officiais da Camara tratarão pello meio de louvados como ditto tem que forão chamados a Camara. – Pelo que p.p. a V.m. lhe fasa merse passar hua certidão visto vir ser hum dos louvados como tal se achar prezente com os senhores officiais estando em Camara, como do maisque neste particular de tudo passado, e a V.m. lhe costa na verdade e diligencias q. elles suplicantes tem feito pª conseguir a quietação, tudo com clareza por assim convir a sua justiça no q. p a V.M. –
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Conservação preventiva em edifícios de museus: estudo de caso do museu de arte sacra de Laranjeiras/SE

Conservação preventiva em edifícios de museus: estudo de caso do museu de arte sacra de Laranjeiras/SE

O portão dianteiro de madeira e o de trás não estão em funcionamento adequado, emperrados pela umidade, não sendo possível ter acesso através deles. A madeira de ambos apresenta deteriorações, como se vê na figura 26 e 27. É fundamental fazer a troca dos portões para que eles exerçam suas funções, inclusive de acessibilidade como dito anteriormente pois seriam excelentes locais para a instalação de rampas de acessibilidade. A escada que dá acesso ao jardim possui um degrau quebrado e presença de vegetação, como mostra a figura 28. Para melhorar o acesso e a aparência dessa escada deve-se retirar as plantas e providenciar o conserto do degrau, pois, “as escadas, quando em pedras, são feitas de modo a cada degrau formar um batente biapoiado nas alvenarias de fechamento da caixa de escada. Os patamares são lajes de pedra com face lisa para cima que constituem o piso” (SÃO PAULO, 2000, 13).
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Costurando a memória: o acervo têxtil do Museu Arquidiocesano de Arte Sacra de Mariana

Costurando a memória: o acervo têxtil do Museu Arquidiocesano de Arte Sacra de Mariana

A cor branca deve ser usada nas festas da SS. Trindade, de Nosso Senhor Jesus Cristo (menos no dia de paixão), no Corpus Domini, da SS. Virgem, do SS. Anjos, dos santos confessores, das santas virgens ou não, mas não mártires, do nascimento de São João Batista, nas festas principais de São João Batista, de São Pedro in Vincoli, da Cátedra de São Pedro, da confissão de São Paulo, de Todos os santos, no dia dedicado a Igreja e o seu aniversário, na consagração de altar, na consagração do Papa,no aniversário da eleição e coroação do Papa, na eleição e consagração dos bispos, nas oitavas, nas missas votivas dos santos e mistérios, nos dias entre a Páscoa e Pentecostes (exceto festas de santos e dos esponsais), no SS. Sacramento (incluindo procissões e bênçãos), no sepultamento de crianças mortas antes do uso da razão (7 anos), no batizado, no SS. Viático, nas bênçãos matrimonias, ao dar o SS. Comunhão na Igreja fora da SS. Missa (neste caso pode-se usar uma estola branca ou a da cor do dia). 28
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Biblioteca do Museu de Arte Sacra da UFBA: relevância histórica e social

Biblioteca do Museu de Arte Sacra da UFBA: relevância histórica e social

Estudou Filosofia e Teologia no Instituto Superior de sua Ordem no Rio de Janeiro. Tendo-se ordenado em 1928, fez uma viagem de estudos para Portugal, Espanha, Itália e Alemanha. Em 1940 foi nomeado perito efetivo de Arte do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, após ter lecionado por longos anos no Ginásio de sua Ordem no Rio de Janeiro, em São Paulo e na Bahia. Partes de seus trabalhos sobre História da Arte foram publicadas por vários Institutos Científicos e pelo Ministério da Educação. Dedicou muitos anos ao estudo e à publicação, em 1946, do genial arquiteto Francisco de Frias da Mesquita, que de 1603 a 1635 construiu as melhores fortalezas, as mais belas igrejas e os maiores conventos do Brasil. Em 1950 aparece a obra monumental “Construtores e Artistas do Mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro”, como também as monografias dos três artistas beneditinos do século XVII: “O arquiteto Frei Bernardo de São Bento Corrêa”, “O Escultor Frei Domingos da Conceição da Silva” e “O pintor Frei Ricardo do Pilar”, este último natural da Colônia no Baixo-Reno. Em 1953 segue-se a biografia do grande mestre da Arte Cerâmica brasileira “Frei Agostinho da Piedade”, falecido, já muito idoso, em 1661 na Bahia. 55
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A arte sacra de Cláudio Pastro na Basílica de Aparecida e sua contemporaneidade: história, cultura e leitura de suas obras

A arte sacra de Cláudio Pastro na Basílica de Aparecida e sua contemporaneidade: história, cultura e leitura de suas obras

No dia 23 de novembro de 1939, Dom José Gaspar de Fonseca e Silva, arcebispo que havia tomado posse na arquidiocese de São Paulo há dois meses, fez sua visita de ação de graças à Basílica de Nossa Senhora Aparecida, quando anunciou sua intenção de construir um novo santuário para Nossa Senhora ( ECOS MARIANOS, no. VII – 1940 – p. 4). Houve duas tentativas frustradas de se adquirir terrenos para a nova basílica. A primeira, de um terreno situado atrás da basílica velha, cujos proprietários se recusaram a negociar a área, negando-se a vender “um palmo sequer”. Em seguida a administração do Santuário adquiriu a região do Morro do Cruzeiro, com escritura lavrada em 13/09/40. Mas, uma comissão de técnicos chegou à conclusão de que o solo era impróprio para uma construção do porte que se pretendia para a nova basílica. Por im, decidiu-se por uma gleba de 60 alqueires, que se iniciava no Morro das Pitas, em direção ao Porto Itaguaçu (local onde, em 1717, foi encontrada a imagem de Nossa Senhora por pescadores). A compra foi acertada por 300 contos de réis, mas a escritura não pôde ser assinada por Dom José Gaspar, porque ele foi vítima de um desastre aéreo em viagem à capital do país, à época no Rio de Janeiro ( ECOS MARIANOS, 1943). A gleba, composta por 10 terrenos, foi vendida à Cúria Metropolitana de São Paulo, em 1944, já sob a gestão do Cardeal Dom Carlos Carmelo de Vasconcelos Motta (BRUSTOLONI, 2012, p. 211).
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A Via Sacra da Hanseníase de Veganin.

A Via Sacra da Hanseníase de Veganin.

La investigación histórica se llevó a cabo con análisis documental y la historia oral con el objetivo de describir la biografía y la revisión de la pintura de Veganin. Luiz Carlos de Souza nació en 1950 en Aimorés (MG) y a la edad de 16 años estaba trabajando en enfermería en la Santa Casa de Misericordia de Belo Horizonte. Con 20 años fue hospitalizado en Colônia Santa Isabel y que ahora se conoce como “Veganin”. En Colônia trabajado en enfermería, carpintería y pintura. Pintó en el estilo Pop Art de los cuadros del Vía Sacra, donde se muestra la Pasión de Cristo con la originalidad y la crítica social.Los cuadros muestran su resistencia en relación la enfermedad y el tratamiento. Muerto en Colônia Santa Fé (MG) en 1997.
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A imagem de nossa senhora das maravilhas do museu de arte sacra da UFBA: Estudos preliminares para elaboração de diretrizes expositivas.

A imagem de nossa senhora das maravilhas do museu de arte sacra da UFBA: Estudos preliminares para elaboração de diretrizes expositivas.

Este trabalho apresenta um primeiro estudo relativo aos traços biográficos da imagem de Nossa Senhora das Maravilhas, atualmente salvaguardada no Museu de Arte Sacra da Universidade Federal da Bahia - MAS/UFBA, analisando o potencial documental que a peça possui em informar aspectos sobre a formação e cultura da cidade de Salvador, com o objetivo de propor diretrizes para a elaboração de uma exposição no Museu sobre o tema. Para isso foi realizada pesquisa do tipo bibliográfica em livros, artigos, teses e, dissertações e na documentação do Museu. Objetivando recolher dados para a pesquisa também foi realizada uma entrevista com o diretor da instituição. Na leitura dos capítulos são narrados fatos ocorridos em Salvador que se entrelaçam com a história da peça, através de uma discussão sobre o potencial da imagem como objeto museológico, buscando compreender a cadeia operatória pela qual a imagem passa dentro do Museu, finalizando com discussões sobre exposições museológicas e como estas devem ser concebidas para bem comunicar as narrativas e ideias formuladas pelo museu aos visitantes, apontando, a partir daí, possíveis caminhos para a elaboração um projeto de exposição temporária sobre a imagem.
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Um “abrigo” para o acervo da Igreja da Sé: trajetória de institucionalização e implantação do Museu de Arte Sacra da Universidade Federal da Bahia (1939-1959)

Um “abrigo” para o acervo da Igreja da Sé: trajetória de institucionalização e implantação do Museu de Arte Sacra da Universidade Federal da Bahia (1939-1959)

Com a assinatura do Convênio, tem início a terceira fase de intervenções – entre 1958 e 1959. Durante as obras de restauração, a equipe do 2° Distrito relata divergências com a equipe técnica da UFBA, em virtude do planejamento de demolições e modificações, especificamente os arquitetos responsáveis, Wladimir Souza e Geraldo Câmara. Para o grupo do SPHAN era indispensável a pesquisa que revelasse as características originais da edificação. Para o grupo da Universidade, entretanto, atender as exigências do reitor quanto ao prazo de entrega era mais importante, resultando na ignorância ou substituição de partes originais, formando falso histórico. Considerando as adaptações no interior de Santa Teresa, destaca-se a reformulação de cômodos na ala poente do edifício – nesta localização, na parte externa, é possível considerar a hipótese de, à época, ainda haver sítio remanescente do século XIX, e com sua retirada, o ressurgimento da fachada com três arcos, abrindo-se ao espaço ajardinado do adro e à vista panorâmica. Paralelamente às obras de restauração, a visita do Conservador do Museu do Vaticano, Deoclécio de Campos, visando auxiliar na concessão de peças da coleção de arte sacra arquidiocesana para o acervo do museu, não impediu que alguns dos objetos mais valiosos fossem remanejados de volta para culto. Mediante a colaboração dos diversos agentes, nota-se que o projeto de implantação do MAS-UFBA tomou como modelo as diretrizes institucionais elaboradas pelo SPHAN em consonância com o espaço geográfico e simbólico, evidenciando a perspectiva de indivíduos e dos grupos de que fez parte. Encerra esta trajetória de institucionalização e implantação do Museu de
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Arte-Circuito: trajetórias da arte contemporânea no Centro de São Paulo

Arte-Circuito: trajetórias da arte contemporânea no Centro de São Paulo

Ao final, apresentei o projeto Ciclocircuito, que espera por sua realização e é uma espécie de exposição e ação artísticas, onde bicicletas são protagonistas junto com artistas do Arte-Circuito. E, justamente, circulando pelos espaços artísticos do Arte-Circuito, entre visitas e entrevistas, fui convidado pelo Instituto Ângelo Palumbo a fazer a curadoria de uma exposição dentro de um festival de final de ano. A coletiva ocupou todo o terceiro andar do prédio e se chamou Terceiro Andar - Espaço Tomado, com obras de 28 artistas que lidam com temas como identidade, memória e urbanidade, entre tantos subtemas que a cidade nos coloca.As práticas artísticas e curatoriais são parte intrínseca desta pesquisa sobre as trajetórias da arte contemporânea no Centro de São Paulo e se constituem como experimentos estéticos de investigação sobre a produção e a circulação da arte no espaço restrito do distrito da Sé.
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As origens da Revista Lusitania Sacra

As origens da Revista Lusitania Sacra

O título de Lusitania Sacra, proposto por Miguel de Oliveira para a revista do Centro, foi aprovado por quase unanimidade, porque se fundava em termos já marcados por tradição. De facto, a Academia Real da História, criada em 1720, recorria a essa nomenclatura ao desejar escrever a história eclesiástica do Reino, como informa Manuel Caetano de Sousa. Foi também com essas palavras que o conhecido oratoriano António Pereira de Figueiredo intitulou uma obra inédita, em quatro volumes, con- servada na Biblioteca da Academia das Ciências de Lisboa: Lusitania
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Biblioteca Digital do IPG: Relatório de Estágio Curricular – Câmara Municipal – Museu de Arte Sacra (Covilhã)

Biblioteca Digital do IPG: Relatório de Estágio Curricular – Câmara Municipal – Museu de Arte Sacra (Covilhã)

Esta atividade consistiu, essencialmente, em criar uma hora interativa no horário do museu. Apesar de o museu dispor de técnicos especializados em História da Arte e cultura, as visitas ao museu não são normalmente acompanhadas por eles, a menos que seja feita uma requisição prévia para esse efeito. Por isso, e para criar uma maior dinâmica no espaço, pensei em recriar todas as semanas um facto histórico em que se insira alguma peça do espólio do museu - seja ela de vestuário, de olaria, uma pintura, ou qualquer outro tipo de peça. E portanto, com essa finalidade, resolvi criar o dia do Conto no Museu. O dia do conto realiza-se todas as sextas-feiras, às 19h. A escolha da sexta-feira deve-se ao facto de ambicionar que estejam presentes o maior número de pessoas possível e por ser véspera de fim de semana e a escolha do horário (19h), por ser uma hora a que normalmente as pessoas já saíram do emprego. Planificação no ANEXO VI.
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Objectos identitários, recursos turísticos. Acervo, colecções e performances museográficas do Museu de Arte Sacra e Etnologia - Fátima

Objectos identitários, recursos turísticos. Acervo, colecções e performances museográficas do Museu de Arte Sacra e Etnologia - Fátima

memórias Confesso Que Vivi foi publicado em quatro colecções de duas casas editoriais entre 1975 e 2003, nomeadamente nos «Livros de Bolso Europa-América», colecção dirigida a um mercado alargado, pelo preço e pelas características dos próprios volumes. Temos também três edições antológicas, organizadas por Fernando Assis Pacheco e José Bento (1969, 1973 e 1998). O alargado leque de editoras constitui outro aspecto interessante: Neruda foi publicado pela Afrontamento, Agência Portuguesa de Revistas, Arcádia, Campo das Letras, Diário de Notícias, Dom Quixote, Europa-América, Inova, Litoral, O Oiro do Dia, Quasi, Relógio d’Água e Vega, destacando-se os vários volumes da Campo das Letras (poesia, mas também teatro), da Dom Quixote e da Europa-América. Trata-se, pois, de editores de dimensão variável e com interesses e objectivos diferentes, mas que têm em comum o nome do poeta chileno no historial dos seus catálogos. Outro elemento importante é o número de tradutores de Neruda que são também poetas ou escritores: Alexandre O’Neill, Adolfo Simões Müller, Arsénio Mota, Nuno Júdice 1 , Mário Dionísio, Luiza Neto Jorge e, em especial, Fernando Assis Pacheco. Este último assina três traduções e é responsável pela selecção de poemas de Antologia Breve e pela cronologia de 12 páginas incluída no volume, sob o título «Neruda: vida e obra». Vejamos os paratextos da primeira edição de Neruda em Portugal – segundo a responsável, a Afrontamento, a primeira publicação em língua portuguesa –, datada de 1964. No texto «Uma poesia empenhada» (não assinado), a editora afirma não «pugnar por uma qualquer forma de arte alistada» 2 , mas salienta que «a poesia reflectirá necessariamente o cidadão que o poeta é» 3 e que é mais interessante «o testemunho de um poeta que sofre no seu ser (e o reflecte na poesia que escreve) todo o drama da humanidade tal como ele se desenrola sob nossos olhos» 4 . Por outras palavras, a Afrontamento, não desejando ser panfletária, defende a literatura interveniente que apresenta nas páginas seguintes, a do poeta chileno. Em «A propósito de Pablo Neruda», Manuel Pina afirma que o poeta:
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A Arte Sacra na Ilha do Faial

A Arte Sacra na Ilha do Faial

Este pensar do espaço leva-nos a duas conclusões sumárias. A primei- ra, que é necessário estudar e enquadrar o que se vê e o que se quer que seja visto, procurando compreender o visível ao olhar e mostrar o que não está à vista (ou já não existe), num processo de “reconstituir em redor delas [as obras de arte] o conjunto cultural que lhes dá plena significação”, como afirmou George Duby na introdução a O Tempo das Catedrais, de onde re- tiramos o excerto com que abrimos este texto. A segunda, que perceber (e transmitir) um espaço circunscrito como este implica perceber um sem nú- mero de ligações a outros espaços e patrimónios, como exercício de mera contextualização ou como necessária conexão, por exemplo, com os outros antigos espaços conventuais ou da Misericórdia, elementos artísticos dali provenientes e hoje noutros locais, ou sítios de proveniência de peças ali presentes. Deste modo, o que começou por ser uma reflexão centrada neste edifício e no seu acervo cedo se estendeu para outros espaços e patrimónios, percebendo que a sua compreensão era interdependente, sobretudo se tiver- mos em conta a reduzida dimensão do espaço em que se inserem.
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Escolinha de Arte de São Paulo: instantes de uma prática

Escolinha de Arte de São Paulo: instantes de uma prática

visitas realizadas à Editora Abril, onde os/as estudantes puderam, conforme planejado anteriormente, observar e discutir, em contexto diferente, a utilização de papéis. Nestes encontros, segundo Ana Mae Barbosa, as crianças observaram desde o desenho das estórias em quadrinhos até o processo de sua impressão gráfica (BARBOSA, 1975, p. 78). Para as visitas à fábrica de Papel Klabin e à Editora Abril, assim como na experiência realizada no Jóquei Clube, as crianças, auxiliadas pelas arte/educadoras, elaboraram pergunta 26 que procuravam discutir aspectos da realidade dos funcionários daquelas empresas. No caso da Editora Abril, as conversas foram realizadas com produtores, desenhistas e com a editora Ruth Machado Lousada Rocha.
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La città sacra e la città secolare

La città sacra e la città secolare

è soprattutto un veritiero bisogno di arte, si appoggia su una base terribile: questa si fa riconoscere nel sentimento terribile della vergogna. Perché esista un terreno vasto profondo e fertile per lo sviluppo dell’arte, la stragrande maggioranza degli uomini deve essere al servizio di una minoranza, deve essere sottomessa – in una misura superiore alla sua miseria individuale – alla schiavitù dei bisogni impellen- ti della vita. A spese di questa maggioranza e attraverso il suo lavoro supplementare quella classe pri- vilegiata dev’essere sottratta alla lotta per l’esistenza, per riprodurre un nuovo mondo di bisogni e per soddisfare a questi. Conformemente a ciò dobbiamo trovarci d’accordo nel considerare come verità – che suona crudele – l’affermazione che la schiavitù rientra nell’essenza della cultura: una verità che cer- to non lascia alcun dubbio sul valore assoluto dell’esistenza. Tale verità è l’avvoltoio che divora il fega- to al fautore prometeico della cultura. La sventura degli uomini che vivono faticosamente deve essere ancor aumentata, per rendere possibile a un ristretto numero di uomini olimpici la produzione del mondo dell’arte» (La filosofia nell’epoca tragica dei Greci, Adelphi, Milano 1991, pp. 98-99).
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