as autarquias locais

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A descentralização da administração da educação : as autarquias locais enquanto promotoras do programa das actividades de enriquecimento curricular no 1º CEB

A descentralização da administração da educação : as autarquias locais enquanto promotoras do programa das actividades de enriquecimento curricular no 1º CEB

As actividades de enriquecimento curricular surgiram na sequência da implementação do Programa de Generalização do Ensino do Inglês no 3.º e 4.º anos de escolaridade implementado ao abrigo do Despacho n.º 14753/2005, de 26 de Abril. Este programa teve como principal objectivo a promoção de igualdade de oportunidades através da oferta educativa extracurricular gratuita. Segundo o despacho, pretendeu-se com o programa desenvolver uma estratégia de generalização progressiva do ensino precoce da língua estrangeira que fosse descentralizada e flexível, dando-se relevância ao envolvimento das escolas, dos agrupamentos de escolas, das autarquias e das associações de pais, na construção de respostas sociais adequadas às realidades locais. A este Projecto seguiu-se o Programa de Generalização do Ensino de Inglês e de Outras Actividades de Enriquecimento Curricular, criado pelo Despacho 12 591, de 16 de Junho de 2006, o qual visou regular a oferta das actividades de animação e de apoio às famílias (educação pré-escolar) e de enriquecimento curricular no 1.º Ciclo do Ensino Básico. Este diploma legal partiu da partilha entre o Ministério da Educação e as autarquias locais da responsabilidade pelos estabelecimentos de educação pré-escolar e do 1.º ciclo do Ensino Básico, e da necessidade de reforçar as atribuições e competências das autarquias nestes níveis de ensino. Neste contexto, os municípios surgem como as entidades promotoras privilegiadas pelo Ministério da Educação para a implementação do programa, cabendo-lhes a elaboração da candidatura ao apoio financeiro, bem como, o estabelecimento de acordos de colaboração com os agrupamentos de escolas (n.º 15 do referido despacho).
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A descentralização de atribuições e competências para as autarquias locais em matéria de educação

A descentralização de atribuições e competências para as autarquias locais em matéria de educação

Importa salientar que entre a Constituição saída do 25 de abril de 1974, a legislação de 1984 e a Lei de Bases de 1986, não se operou na prática, nestes doze anos de democracia, a descentralização para o poder local. Assim, a tentativa de delegar nos municípios competências outrora do Estado central, configurou-se de forma mais sistemática a partir da publicação da Lei nº159/99, de 14/09, que estabeleceu o Quadro de Transferências de Atribuições e Competências para as autarquias locais. Na verdade, muitas destas competências já estavam previstas em legislação mais antiga, servindo esta Lei apenas para as clarificar. Ao lermos o art.º 19º desta Lei encontramos espelhadas as competências dos órgãos municipais no que respeita à educação: construir, apetrechar e manter os estabelecimentos de ensino da educação pré- escolar e do ensino básico; elaborar a carta escolar a integrar nos Planos Diretores Municipais, criar os conselhos locais da educação; assegurar os transportes escolares e a gestão dos refeitórios dos estabelecimentos de educação pré-escolar e do ensino básico; garantir o alojamento aos alunos que frequentam o ensino básico, como alternativa ao transporte escolar, nomeadamente em residências, centros de alojamento e colocação familiar; comparticipar no apoio às crianças da educação pré-escolar e aos alunos do ensino básico, no domínio da ação social escolar; apoiar o desenvolvimento de atividades complementares de ação educativa na educação pré-escolar e no ensino básico; participar no apoio à educação extraescolar; gerir o pessoal não docente da educação pré-escolar e do 1º CEB. Ainda em 1999, é publicada a Lei nº 169/99, de 18/09, que estabelece o regime jurídico do funcionamento dos órgãos dos municípios e das freguesias, assim como as respetivas competências, nomeadamente o fornecimento de material de limpeza e de expediente às escolas do 1º CEB e estabelecimentos de educação pré-escolar (artº 34º, nº 6) a cargo das juntas de freguesia bem como a possibilidade da CM delegar na JF a gestão, conservação e reparação de equipamentos pertencentes ao município, onde se incluem os estabelecimentos de educação pré-escolar, creches, jardins-de-infância, e a conservação e reparação de escolas do ensino básico e do ensino pré-escolar (artº 66, nº 2, f, g).
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Ana Eunice Domingos, “A Transferência de Competências para as Autarquias Locais Portuguesas: Uma Reflexão sobre o Processo em Curso” - 47

Ana Eunice Domingos, “A Transferência de Competências para as Autarquias Locais Portuguesas: Uma Reflexão sobre o Processo em Curso” - 47

Volvidos mais de cinco anos sobre a aprovação desta Lei, o tema da descentralização administrativa (e financeira) encon- tra-se, uma vez mais, na ordem do dia. A Proposta de Lei n.º 62/XIII 9 , que esteve na origem da Lei n.º 50/2018, de 16 de agosto 10 , evidencia, na exposição de motivos, o intento de erigir “[…] como pedra angular a transformação do modelo de funci- onamento do Estado, começando pelas estruturas que consti- tuem a sua base, isto é, as autarquias locais, reforçando e apro- fundando a autonomia local, apostando no incremento da legi- timação das autarquias locais e abrindo portas à desejada transferência de competências da administração direta e indi- reta do Estado para órgãos mais próximos das pessoas, dando, assim, concretização aos princípios da subsidiariedade, da au- tonomia das autarquias locais e da descentralização democrá- tica da administração pública, plasmados no n.º 1 do artigo 6.º da Constituição”.
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O financiamento das autarquias locais e a estrutura da despesa: o caso dos municípios algarvios

O financiamento das autarquias locais e a estrutura da despesa: o caso dos municípios algarvios

Com a entrada em vigor da lei de 1998 dá-se nova alteração na fórmula de cálculo do valor das transferências, calculando-se estas agora não em função do IVA mas sim ten- do em conta a média do IRS, do IRC e do IVA. Desta forma, o valor a transferir para os municípios ficava determinado e era conhecido logo que fossem publicadas as estatísti- cas oficiais relativas às receitas arrecadadas. Importante também é o facto de que os valores considerados no cálculo corresponderem aos valores cobrados desses impostos e não os valores previstos nos orçamentos anuais (como acontecia na lei de 1987), daqui resultando que 33% da média da cobrança desses impostos são transferidos para as autarquias locais.
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Lei de Bases da atividade física e do desporto

Lei de Bases da atividade física e do desporto

1 - O Estado, em estreita colaboração com as Regiões Autónomas e com as autarquias locais e entidades privadas, desenvolve uma política integrada de infra- estruturas e equipamentos desportivos com base em critérios de distribuição territorial equilibrada, de valorização ambiental e urbanística e de sustentabilidade desportiva e económica, visando a criação de um parque desportivo diversificado e de qualidade, em coerência com uma estratégia de promoção da actividade física e desportiva, nos seus vários níveis e para todos os escalões e grupos da população.
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PODER LOCAL E AUTARQUIAS LOCAIS: INSTITUCIONALIZAÇÃO E MODELOS PARA SUA IMPLEMENTAÇÃO.

PODER LOCAL E AUTARQUIAS LOCAIS: INSTITUCIONALIZAÇÃO E MODELOS PARA SUA IMPLEMENTAÇÃO.

O autor apresenta, mais uma vez, a divergência deste entendimento, à luz da decisão constituinte e das opções acolhidas na CRA: por um lado, nada na Constituição autoriza a que o poder local, na sua expressão mais significati- va (as autarquias locais), possa não ser implementado numa parte do terri- tório nacional; pelo contrário, qualquer daquelas hipóteses traduziria ofensa ao princípio democrática, ao princípio da igualdade na esfera da participação política dos cidadãos e não menos ao princípio da autonomia local; por outro lado, é dificilmente sustentável a racionalidade quer da hipótese de adiar, para uma segunda fase, a criação de autarquias locais nas áreas mais desfavoreci- das do território nacional (o que redundaria numa dupla penalidade dessas comunidades, além da ofensa àqueles princípios), quer a hipótese de adiar nas áreas mais desenvolvidas (o que redundaria no absurdo da inibição do desen- volvimento, justamente onde se mostra mais exequível).
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Balanço da implementação da Lei da Paridade em diferentes níveis de governo: análise longitudinal

Balanço da implementação da Lei da Paridade em diferentes níveis de governo: análise longitudinal

Em agosto de 2006, foi promulgada a “Lei da Paridade” (Lei Orgânica, nº 3/2006, de 21 de agosto) em Portugal. De acordo com esta lei, todas as listas de candidaturas apresentadas para a Assembleia da República, para o Parlamento Europeu e para as autarquias locais são compostas de modo a promover a paridade entre homens e mulheres (artigo 1º). Entende-se por paridade a representação mínima de 33,3% de cada sexo nas listas (artigo 2ª, alínea 1), não podendo haver mais de duas pessoas candidatas do mesmo sexo colocadas, consecutivamente, na ordenação da lista (artigo 2º, alínea 2). A não correção das listas de candidaturas que não observam o disposto na lei - após notificação do mandatário (artigo 3º) – acarreta as seguintes consequências: a) a afixação pública das listas com a indicação da sua desconformidade à lei; b) a sua divulgação através do sítio na Internet da Comissão Nacional de Eleições (CNE) com a indicação da sua desconformidade à lei; c) a redução do montante de subvenções públicas para as campanhas eleitorais (artigo 4º) em função do grau de incumprimento 1 .
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Administração pública angolana: a estrutura organizativa à luz da Constituição de 2010

Administração pública angolana: a estrutura organizativa à luz da Constituição de 2010

Finalmente, a par da CRA, a L. 17/10 de 29 de Julho (Lei da Organização e Funcionamento dos Órgãos da administração Local do Estado, inclui das autoridades tradicionais como membros do órgão de apoio consultivo, fazendo parte dos Conselhos: Provincial, Municipal e Comunal de Auscultação e Concertação Social, reforçando a efectiva cooperação entre o poder local público e as autoridades tradicionais na governação local. Os sobas, enquanto líderes comunitários, detêm conhecimento em matérias ligadas as crenças, hábitos e costumes dos antepassados, tornando-se interlocutores válidos junto dos órgãos públicos locais, facilitando a melhoria das políticas públicas que mais se adequam com as áreas territoriais que representam. Todavia, para concretização desse desiderato, a Assembleia Nacional, deverá legislar, cuja competência é absoluta (art. 164º al. f) da CRA) sobre a lei de bases do sistema de organização e funcionamento do poder local (as autarquias locais e as autoridades tradicionais) com primazia as primeiras, pois a sua institucionalização dela depende, enquanto que, as autoridades tradicionais são uma realidade histórica pré existente em relação ao Estado, desempenhando sempre o seu papel na base do direito consuetudinário.
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A perequação financeira com referência aos municípios: dos alvores da nacionalidade à atual lei das finanças locais

A perequação financeira com referência aos municípios: dos alvores da nacionalidade à atual lei das finanças locais

No que se refere a esta Lei, a quarta, na ordem sequencial da regulamentação das finanças locais, é manifesto o esforço do legislador no sentido de reforçar os sistemas de financiamento das autarquias locais e de densificar os mecanismos perequativos, tanto em termos verticais, como horizontais, na sequência, aliás, da revisão constitucional de 1997, que veio ampliar esse princípio, através da introdução do nº 4 ao artº 238º, que refere: as autarquias locais podem dispor de poderes tributários, nos casos e nos termos previstos na lei. Nada é dito na lei, no entanto, sobre as condições e o âmbito do exercício desses poderes por parte dos municípios. Em nosso entender, tal só poderia verificar-se após mediação do legislador, a estabelecer o seu âmbito e os seus limites. Mesmo as deliberações fundamentadas da assembleia municipal prevista no nº 4, no sentido de conceder, por proposta da câmara municipal, benefícios fiscais por contrapartida da fixação de projetos de investimento de especial interesse para o desenvolvimento do município, sem concreta delimitação legal do seu âmbito, levantava algumas dúvidas de carácter constitucional. Dúvidas mais tarde ultrapassadas pelas LFL seguintes – Lei nº 2/2007, de 15 de janeiro e Lei nº 73/2013, de 03 de setembro – com o inestimável contributo da doutrina no esclarecimento do alcance e do sentido a atribuir ao nº4, do artº 238º, como é o caso de JORGE MIRANDA e RUI MEDEIROS, como mais adiante (44) melhor veremos. No que se refere à atribuição de benefícios fiscais, a conceder a projetos de investimento de interesse para a economia nacional, abrangendo mais do que um município, a competência para o seu reconhecimento ficava reservada ao Governo, podendo, no entanto, gerar compensações para os municípios afetados pela decisão, a inscrever no OGE.
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O Conceito de Autarquias Locais na Constituição da República de Angola: o caso do Município

O Conceito de Autarquias Locais na Constituição da República de Angola: o caso do Município

Dada a importância deste princípio na organização democrática do Estado, o legislador europeu de 1985, levou a questão da autonomia local a detalhe ao ponto de ignorar o axioma jurídico latino “omnis definitio in lege periculosa est”, que desaconselha definições no corpo de disposições normativas, e definiu a autonomia local no nº 1, do artigo 3.° da Carta Europeia da Autonomia Local nas seguintes palavras: «Entende-se, por autonomia local o direito e a capacidade efectiva de as autarquias locais regulamentarem e gerirem, nos termos da lei, sob sua responsabilidade e no interesse das respectivas populações, uma parte importante dos assuntos públicos». O nº 2 do mesmo artigo, o legislador acrescenta que este direito «é exercido por conselhos ou assembleias compostos de membros eleitos por sufrágio livre, secreto, igualitário, directo e universal, podendo dispor de órgãos executivos que respondem perante eles».
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O Sistema Integrado de Avaliação do Desempenho da Administração Pública nas Autarquias Locais

O Sistema Integrado de Avaliação do Desempenho da Administração Pública nas Autarquias Locais

algumas dificuldades na utilização das fichas de avaliação. Com efeito, o Decreto-Lei n.º 121/2008, de 11 de julho, veio identificar e extinguir as carreiras e categorias cujos trabalhadores integrados ou delas titulares transitaram para as carreiras gerais de técnico superior, assistente técnico e assistente operacional, assim como identificou as carreiras e categorias que subsistiam por impossibilidade de se efetuar a transição dos trabalhadores nelas integrados ou delas titulares para as carreiras gerais, nos termos da Lei n.º 12-A/2008, de 27 de fevereiro. Contudo, tendo em conta que se manteve em vigor o Sistema de Avaliação estabelecido na Lei n.º 10/2004, de 22 de março, para as autarquias locais, e que o pessoal das carreiras de operário e de auxiliar, nos termos do referido diploma era avaliado com base em ponderações diferentes nas componentes avaliativas (objetivos, competências e atitude pessoal), tendo passado a integrar a carreira de assistente operacional, questionou-se como proceder relativamente ao ano de 2009 e que fichas de avaliação deveriam ser utilizadas. Esta questão foi analisada em reunião de coordenação jurídica de 16 de março de 2009, tendo sido emitida a seguinte solução:
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As Tecnologias de Informação Geográfica na Sociedade da Informação

As Tecnologias de Informação Geográfica na Sociedade da Informação

O livre fluxo de informação entre o governo e o público, dá a este último a possibilidade de conhecer as suas responsabilidades cívicas, proteger os seus direitos e dar a conhecer as suas opiniões. A informação do Governo também pertence ao cidadão e por isso deverá estar sempre acessível. As tecnologias de informação geográfica quando postas ao serviço da administração pública e em particular de organismos como as autarquias locais, transformam a maneira como essa informação é fornecida ao cidadão. Mais do que o nível informacional, onde os conteúdos se resumem a uma simples (e nada interactiva) descrição de factos, as TIG devem permitir ao e-Citizen um conjunto de tarefas, de onde se destacam:
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Reforma da Administração Local – Novas competências da Freguesia: o caso da Freguesia de Porto de Mós – São João Baptista e São Pedro

Reforma da Administração Local – Novas competências da Freguesia: o caso da Freguesia de Porto de Mós – São João Baptista e São Pedro

Neste sentido, Amaral (2015) defende que estabelecer-se formas de as autarquias locais, de forma a mediar e a encontrar sempre que o interesse nacional, regional e[r]

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Business intelligence no suporte às autarquias locais e à sua gestão orçamental

Business intelligence no suporte às autarquias locais e à sua gestão orçamental

Por fim, cada um dos órgãos referidos tem uma constituição própria. Destaca-se a assembleia municipal que é constituída pelos membros diretamente eleitos, em número superior ao dos presidentes de junta de freguesia, e a câmara municipal que é constituída pelo presidente e um número variável de vereadores atribuídos (Direção Geral das Autarquias Locais 2005).(Locais , Governo & Português 2005) As Autarquias Locais, conforme o regulado no regime jurídico, executam as suas funções através das competências atribuídas pelo Estado. Com estes poderes, as Autarquias Locais possuem autonomia patrimonial e uma autonomia financeira que incluem, entre outras, a aprovação de opções de plano e orçamento.
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O poder tributário das Autarquias Locais

O poder tributário das Autarquias Locais

a lei fixe, ela própria, a taxa da CA ou se autoriza que a lei determine os limites da sua variação e confere às Assembleias Municipais competência para, dentro dos limites estabelecidos na lei, fixar o respetivo valor? Para responder a esta questão é necessário ter em conta um conjunto de especificidades que se verificam na norma em análise. O poder que os municípios têm de fixar a taxa da CA tem natureza municipal, não apenas porque constitui receita dos municípios, mas também porque o VPT dos prédios é fortemente influenciado pelas obras realizadas pelas autarquias. A margem de liberdade das Assembleias Municipais é limitada, uma vez que a variação fixada pela lei entre o mínimo e o máximo é relativamente curta. O poder conferido pela lei para a fixação da taxa do imposto, dentro das variáveis permitidas, tem como destinatários os municípios, ou seja, as autarquias locais mais importantes atualmente existentes, dotadas de personalidade jurídica e de autonomia financeira e administrativa 39 .
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Contabilidade de custos nas autarquias locais da região centro de Portugal

Contabilidade de custos nas autarquias locais da região centro de Portugal

Consequentemente tornou-se importante criar mecanismos de regulação, para que as autarquias locais fundamentassem, do ponto de vista económico-financeiro, a criação das taxas que lançam. A aprovação do novo Regime Geral de Taxas das Autarquias Locais (lei nº53-E/2006 de 29 de dezembro) veio impor algum rigor neste domínio, fazendo com que as autarquias locais sejam obrigadas a fundamentar devidamente as suas taxas, aumentando assim a transparência e o rigor na atividade local. Deste modo, considera-se relevante para a população em geral, e também para o meio científico, avaliar se estão a ser cumpridas as regras impostas pelo POCAL e restante legislação relativamente à utilização da contabilidade de custos para a fixação das taxas, tarifas e preços.
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A heteronomia das Autarquias Locais na atribuição de apoios a empresas privadas

A heteronomia das Autarquias Locais na atribuição de apoios a empresas privadas

20 financiamento”, sendo o financiamento para a concretização dessas matérias ou atividades públicas, totalmente privado, devido à escassez de meios financeiros ao dispor das Autarquias Locais, sobretudo quando se trata de grandes infraestruturas 62 . Este tipo de financiamento aparece entrelaçado com a privatização de tarefas públicas. Aqui a empresa privada suporta os custos da obra pública mas em contrapartida e posteriormente recebe o direito de explorar as infraestruturas ou serviços instalados durante um determinado período de tempo, suficiente para garantir a restituição do capital investido e de forma também a obter um lucro satisfatório 63 . Por exemplo, mediante os preços a pagar pelos utilizadores em portagens reais, taxas, tarifas etc. Por outras palavras, o que for construído ou aplicado por execução do esforço e meios privados, será propriedade pública, até porque não foi previsto por ambas as partes ser de outra forma. No caso do processo da nova estratégia municipal, primeiramente parte-se para a atribuição de apoios municipais para depois se proporcionar o investimento dessas empresas privadas na localidade e não o financiamento de qualquer obra ou serviço público. O que for investido ou construído em princípio será propriedade da titularidade do privado que procede à construção ou à instalação do serviço, e as atividades ou tarefas das empresas beneficiadas pelos apoios continuará a ser de fins privados, não obstante poder ocorrer em determinados casos a conexão de interesses públicos com privados.
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RelatórioEstagio AndreiaAssunção

RelatórioEstagio AndreiaAssunção

Dentro dos limites impostos pelo artigo 52º da Lei das Finanças Locais, e pelo artigo 87º da Lei n.º 91/2001, de 20 de agosto, com última redação em vigor dada pela Lei n.º 41/2014, de 10 de julho, Lei do Enquadramento Orçamental, verifica-se que a dívida total do município não pode ultrapassar, em 31 de dezembro de cada ano, 1,5 vezes a média da receita corrente líquida cobrada nos três exercícios anteriores. A dívida total de operações orçamentais do município engloba os empréstimos, os contratos de locação financeira e quaisquer outras formas de endividamento, por iniciativa dos municípios, junto de instituições financeiras, bem como todos os restantes débitos a terceiros decorrentes de operações orçamentais.
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As autarquias em Portugal: as políticas de gestão autárquica na construção de um perfil vencedor

As autarquias em Portugal: as políticas de gestão autárquica na construção de um perfil vencedor

Constituição Portuguesa prever a existência de três categorias de autarquias locais, por enquanto, o território português ainda só está dividido em municípios, com competências próprias e recursos financeiros específicos, que garantem a sua autonomia, no sentido definido pela Carta Europeia de Autonomia Local. As áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto não são autarquias locais, mas sim associações de municípios de tipo especial. Com o referendo de 1998, tentaram instituir-se as regiões administrativas, o que não foi possível devido ao resultado desfavorável do mesmo. As regiões autónomas da Madeira e dos Açores têm estatutos económicos e políticos idênticos aos Estados Regionais. Com dois níveis de autarquias locais, pode dar-se como exemplo de entre muitos, a Dinamarca, a Holanda e a Suécia. Na Dinamarca, o sistema de autarquias locais a dois níveis está dividido entre os kommuner, que são os municípios, e os amtskommuner, que são as autarquias intermédias. A Holanda possui um sistema quase uniforme de autarquias locais com dois níveis (municípios e províncias). Em exceção existem três províncias metropolitanas (Amesterdão, Haia e Roterdão) que estão em fase de instituição desde 1994, ano em que foi aprovada uma lei-quadro sobre a Administração Local. Em relação à Suécia, o território está dividido em três municípios (Gotland, Malmö e Gotemburgo) que acumulam as suas competências municipais com a autarquia intermédia (Martins, 2001). Três níveis de autarquias locais só existem em território francês. A França está dividida em vinte e seis regiões administrativas. As regiões estão subdivididas em cem departamentos e estes estão subdivididos em 4.032 cantões. Os cantões ainda estão divididos em 36.680 comunas, que são os municípios com um concelho municipal eleito. As regiões, departamentos e comunas são todos conhecidos como coletividades territoriais, logo possuem assembleias locais e um executivo.
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Dissertação Final Telma Peixoto

Dissertação Final Telma Peixoto

A segurança é um assunto que importa pelo bem-estar que proporciona às comunidades e pela sensação de homeostasia social, mas, com as alterações nas Relações Internacionais, a sua delimitação conceptual tem sofrido alterações significativas. Surgem novas necessidades securitárias advindas de ameaças que, também elas, se apresentam com novos contornos, cada vez mais mutáveis no tempo. Os Estados adaptam-se, assim, às consequentes exigências de manutenção da segurança, de maneira a salvaguardar os direitos fundamentais dos cidadãos. Fenómenos como a globalização são, por isso, a causa de muitas das ameaças que obrigam a repensar na segurança de forma abrangente, surgindo, desta forma, uma nova governance da segurança que assenta, essencialmente, na sua coprodução por vários atores, não só governamentais e ligados às Forças e Serviços de Segurança, mas também locais/ sociais. O Contrato Local de Segurança no município de Loures é um exemplo premente da adaptação da segurança, tendo por base uma proximidade policial com a comunidade e a existência de parceiros locais. Neste sentido, realizámos um estudo empírico, de índole qualitativa, que, através da técnica de entrevista, reúne as declarações de 20 participantes sobre a contratualização de segurança, delas fazendo uma análise de conteúdo temática. Os resultados obtidos permitem concluir, genericamente, que os contornos de implementação, monitorização e avaliação do Contrato Local de Segurança no município de Loures não são consensuais, não tendo os mesmos sido alvo de escrutínio e de rigor. Trata-se de um projeto que veio em resposta a um problema, não se projetando a sua continuidade.
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