As políticas públicas como instituições

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Movimentos sociais e instituições políticas na elaboração de políticas públicas.

Movimentos sociais e instituições políticas na elaboração de políticas públicas.

Este novo contexto torna premente a necessidade de analisar as relações estabelecidas entre movimentos sociais e instituições políticas na elaboração de políticas públicas participativas, no sentido de verificar os efeitos dos arranjos institucionais participativos (orçame ntos participativos e conselhos gestores) sobre a forma de ação coletiva destes movimentos. Quer dizer, o exame das mudanças experimentadas na ação coletiva dos movimentos sociais em decorrência de sua ação em espaços institucionalizados de formulação de políticas, por exemplo, quanto a sua formação organizacional, relacional e discursiva, torna-se tema proeminente na agenda de pesquisa e, por outro lado, denuncia a fragilidade do conceito de movimento social como protesto público e ação não institucional. Isto, pois, ao escolherem os espaços institucionalizados de elaboração de políticas como principal arena de participação, os atores coletivos constroem um modelo de ação que assevera sua relação com instituições políticas em geral, tais como, órgãos governamentais, partidos políticos e políticos eleitos. Tendo em vista, que a restrição de movimento social a protesto público dificulta a análise da relação dos atores coletivos com as instituições políticas, faz-se necessário um conceito mais amplo e sensível a esta interação entre atores sociais e institucionais.
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ST 27 POLÍTICAS PÚBLICAS: instituições, idéias e redes

ST 27 POLÍTICAS PÚBLICAS: instituições, idéias e redes

Embora essas pesquisas tenham contribuído para aprofundar o nosso entendimento sobre as instituições e os processos políticos estaduais, permanece ainda uma séria lacuna na literatura relativamente ao estudo das conexões entre a dinâmica político-eleitoral nos estados e o processo de formulação e implementação de políticas públicas, especialmente políticas de gasto social. Sobre esta questão, alguns analistas têm enfatizado o papel de políticas distributivas, de caráter clientelista, na mobilização de lideranças locais e eleitores e na montagem de coalizões eleitorais e governativas, mas as evidências de que dispomos a este respeito ainda são parcas e pouco sistemáticas 3 . Um dos argumentos muitas vezes pressuposto nas análises – mas raramente testado – é que a construção de máquinas políticas estaduais passa basicamente pela mobilização de uma ampla base de apoio na esfera local por meio da distribuição de cargos e verbas. Os prefeitos e demais elites locais aliadas ao governador atuariam, nos períodos de eleição, como cabos eleitorais a serviço deste último, recebendo em troca acesso privilegiado aos recursos de patronagem controlados pelo Executivo (Abrucio, 1998; Samuels, 2003).
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Aplicações de políticas públicas arquivísticas: arquivos de instituições estaduais da Paraíba

Aplicações de políticas públicas arquivísticas: arquivos de instituições estaduais da Paraíba

A política pública arquivística é um estudo voltado para projetos, programas e diretrizes, com a finalidade de promover a organização do acervo documental das instituições. A participação do arquivista e do Estado frente às políticas de arquivo é fundamental para o desenvolvimento das atividades de arquivo. O objetivo principal desse estudo foi avaliar as aplicações das políticas públicas arquivísticas no que abrange a gestão documental e o acesso à informação, tendo em vista como suporte a Lei nº 8.159/91 e a Lei nº 12.527/2011. Trata-se de uma pesquisa de campo, qualitativa, realizada em três órgãos públicos no estado da Paraíba. Para a coleta de dados utilizou-se um questionário, onde foi interpelado sobre as práticas arquivísticas de cada órgão. Os dados foram analisados com base na Lei de arquivo e da Lei de acesso à informação. Está pesquisa contribuiu para o conhecimento de lacunas que ainda existem nas condutas das atividades arquivísticas, mesmo com a presença das Leis e regulamentos.
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Instituições participativas e políticas públicas: uma nova literatura para a agenda de pesquisa

Instituições participativas e políticas públicas: uma nova literatura para a agenda de pesquisa

Da organização dos movimentos sociais no final da década de 1960, passando pela institucionalização da participação na Constituição de 1988, desaguando nas recentes análises mais minuciosas sobre a engenharia institucional de Orçamentos Participativos a partir dos anos 2000, a agenda de pesquisa sobre as instituições participavas no Brasil não só se consolidou no cenário acadêmico como vem crescendo e se diversificando nas última décadas. Com o objetivo de inserir a mais recente literatura do campo de políticas públicas nos estudos das instituições participativas, essa dissertação se constitui da união de dois grandes movimentos: O primeiro pretende resgatar as teorias da ciência política que pautaram fortemente os estudos sobre esses novos centro de empoderamento popular. Das teorias democráticas ao neo-institucionalismo, a literatura nacional produziu extenso e importante material sobre a representação extraparlamentar e a reconfiguração da relação entre o Estado e a sociedade; como também sobre os efeitos da institucionalização da participação, seu histórico e a avaliação de sua eficácia e efetividade. Feito o balanço dessa literatura e do que foi produzido a partir dela, o segundo movimento defende as políticas públicas como um campo epistemológico. Fronteiriço ao campo da ciência política é através da explanação de algumas de suas teorias e modelos próprios de análise de formulação de políticas que se pretende mostrar novos horizontes para a agenda de pesquisa sobre as instituições participativas. Sob a hipótese de que as políticas participativas institucionalizadas na Constituição de 1988 podem ser entendidas como sendo políticas públicas, esse trabalho pretende demonstrar como, integradas, as teorias da ciência política e os modelos de análise de políticas públicas podem produzir questões que direcionem para a construção de uma nova agenda de pesquisa das instituições participativas no Brasil.
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Palavras-chave: Estado, instituições, políticas públicas, plano diretor.

Palavras-chave: Estado, instituições, políticas públicas, plano diretor.

RESUMO No ano de 1950, o Rotary Club, a Associação de Engenharia e o Centro de Pesquisas e Estudos Urbanísticos da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP atuaram efetivamente na sensibilização da população local para a elaboração do plano diretor de Araraquara. A elaboração desse plano diretor teve como referência teórica os estudos produzidos por urbanistas da FAU-USP, dentre eles destacando-se o Prof. Luís Ignácio de Anhaia Mello. O poder público local optou por romper sua principal característica, o centralismo decisório, e, com a participação dessas instituições, concretizam-se na década de 1950 as primeiras etapas de elaboração do plano diretor, que findará apenas no ano de 1977. As décadas de retalhamento e descumprimento desse plano diretor tornaram sua aplicabilidade irreal em 1999. Assim sendo, Araraquara inicia os debates para a elaboração de um novo plano diretor sob a égide participativa na formulação e implementação de políticas públicas. As análises desses dois processos suscitam questionamentos que orientarão o procedimento metodológico desse projeto de pesquisa de doutorado. Para respondê-los, recorreremos à sistematização de dados de fontes documentais, incluindo artigos em jornais e revistas, decretos, leis e projetos de lei, dados em arquivos históricos da cidade de Araraquara, da FAU-USP e em entrevistas realizadas com os principais atores participantes dos dois processos de elaboração dos planos diretores.
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POLÍTICAS PÚBLICAS PARA EDUCAÇÃO SUPERIOR: O INCENTIVO AO ENSINO PRIVADO EM DETRIMENTO DA EXPANSÃO DE INSTITUIÇÕES PÚBLICAS

POLÍTICAS PÚBLICAS PARA EDUCAÇÃO SUPERIOR: O INCENTIVO AO ENSINO PRIVADO EM DETRIMENTO DA EXPANSÃO DE INSTITUIÇÕES PÚBLICAS

Neste artigo são expostas algumas considerações acerca das políticas públicas criadas para educação superior nos últimos anos, no Brasil. É clarividente que na legislação brasileira não há mecanismos que exijam garantia de acesso à educação pública superior a todos os cidadãos habilitados. Todavia apesar dos esforços governamentais em viabilizar o ensino superior gratuito a todos, o que se tem visto é o amplo crescimento de políticas públicas que incentivam o acesso ao ensino superior privado em detrimento da expansão das instituições públicas. O que retira o caráter suplementar, sem fins lucrativos, do ensino privado e contribui para uma mercantilização da educação superior. Para tanto, utilizou-se como recurso metodológico a pesquisa bibliográfica, especificamente a consulta em fontes documentais diversas, em especial, web sites referentes à educação, bem como órgãos da imprensa tradicional e da mídia eletrônica nacionais.
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A coevolução entre políticas públicas/instituições e o desenvolvimento tecnológico: o caso da Petrobras Biocombustível.

A coevolução entre políticas públicas/instituições e o desenvolvimento tecnológico: o caso da Petrobras Biocombustível.

Outros trabalhos, como os de Bell e Figueiredo (2012) e Dieleman e Sachs (2008), afirmam que pouco se sabe sobre o papel das empresas e instituições no processo de apren- dizado, de geração de conhecimento e de capacidades tecnológicas em latecomer firms. As- sim, há certa carência de estudos empíricos capazes de analisar, propor e testar tipologias e medidas que possam estabelecer o papel das políticas públicas e das instituições voltadas a estimular a evolução tecnológica de setores e de suas empresas constituintes em países de economia emergente. Este trabalho pretende contribuir com a diminuição dessa lacuna por meio do estudo do caso da Petrobras Biocombustível (PBio) e de suas três principais usinas de produção de biodiesel, localizadas na região Nordeste do Brasil (incluindo o norte de Minas Gerais), considerando sua evolução tecnológica e seus fornecedores de matérias-primas, prin- cipalmente aqueles ligados à agricultura familiar, bem como o comportamento das políticas públicas e das instituições de fomento a essa indústria.
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A influência das Instituições de Bretton Woods nas políticas públicas de Moçambique : 1975-2010

A influência das Instituições de Bretton Woods nas políticas públicas de Moçambique : 1975-2010

A sociedade civil moçambicana ainda está longe de ser uma sociedade desmembrada da classe política e do Governo e aquela que se distância destas correntes vive a reboque dos doadores. O envolvimento da sociedade civil no desenho das políticas públicas pode ser entendida por duas vertentes. A primeira vertente a participação da sociedade civil está ligada aos interesses doadores e sociedade ganha com os apoios direccionado as Organizações da Sociedade Civil. A segunda vertente está relacionada aos interesses dos políticos/governo para legitimar os seus interesses. Igualmente abordou-se as políticas sectoriais políticas sectoriais implementadas com apoio técnico - financeiro das Instituições de Bretton Woods. Todo o processo de elaboração dessas políticas teve a participação dos financiadores.Fundamentalmente, não existe processo de desenho de políticas públicas no país sem no entanto a intervenção/interferência dos doadores. Cada vez mais o Estado moçambicano mostra-se fraco e sem poder de decisão para formular as suas políticas de desenvolvimento sem guiar-se pelos doadores. O Estado moçambicano deve recuperar a posse capacidade financeira e técnica interna com vista a garantir o financiamentos das acções e implementação.
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OLHAR DIFERENCIADO PARA A INFÂNCIA NAS POLÍTICAS PÚBLICAS DE INFRAESTRUTURA DAS INSTITUIÇÕES DE EDUCAÇÃO INFANTIL

OLHAR DIFERENCIADO PARA A INFÂNCIA NAS POLÍTICAS PÚBLICAS DE INFRAESTRUTURA DAS INSTITUIÇÕES DE EDUCAÇÃO INFANTIL

Contato: franciely-peixoto@hotmail.com aecmari@gmail.com RESUMO O presente artigo tem por objetivo apresentar uma pesquisa sobre a brincadeira e o espaço da educação infantil. Neste sentido, o estudo adotou os moldes da pesquisa bibliográfica de cunho qualitativo, amparada pelos autores da bibliografia especializada com especial destaque para: Leontiev (2010), Barbosa e Horn (2001) e Schimitt (2013), bem como fundamentou-se nos Parâmetros Nacionais de Qualidade para a Educação Infantil (2006), nos Parâmetros Básicos de Infraestrutura para Instituições de Educação Infantil (2006) e nas Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil (2010). Verificou-se que mesmo havendo um avanço em relação à organização do espaço para o brincar nas instituições de educação infantil, ainda se faz necessário políticas públicas efetivas para uma estrutura que contribua para o desenvolvimento dos alunos que frequentam estas instituições.
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Cultura e instituições : relações entre cultura política e políticas públicas no Brasil, no Chile e no México

Cultura e instituições : relações entre cultura política e políticas públicas no Brasil, no Chile e no México

A presente tese parte do questionamento de por que países com problemas sociais semelhantes, que concebem e executam políticas públicas com características parecidas, podem chegar a resultados distintos. Para tanto, problematiza-se que o que as pessoas pensam, seus valores, crenças, atitudes e comportamentos influenciam as instituições e modificam o curso das políticas públicas. Assim, são analisadas e discutidas duas vertentes tradicionalmente separadas na ciência política: culturalismo e institucionalismo, que serão trabalhadas em um nível de análise menos abstrato, relacionando elementos de cultura política com políticas públicas. Com isto, o trabalho visa ao estudo das interseções entre as vertentes e à ampliação do debate acadêmico sobre culturalismo e institucionalismo; estuda a relação do Estado desenvolvimentista na construção atual das políticas públicas; analisa os caminhos usuais da avaliação de impacto e o uso incipiente de elementos culturais na etapa ex-post; e também propõe um caminho empírico para inserção de fatores de cultura política nas políticas públicas, especialmente em seu momento avaliativo ex-ante. São analisadas de forma comparativa algumas políticas públicas no Brasil, Chile e México; o uso intuitivo de elementos culturais nestas políticas; e algumas características das avaliações de impacto dos programas de transferência condicionada de renda. Como conclusão, a tese apresenta evidências da interseção entre cultura política e políticas públicas; identifica um uma proposta de utilização do referencial teórico e metodológico da cultura política para pensar, planejar e implementar políticas públicas de forma mais eficiente, eficaz e efetiva; e apresenta o fenômeno da palidez de sentido nas políticas sociais, quando não são considerados os elementos de cultura política nas políticas públicas.
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Instituições participativas e seus efeitos nas políticas públicas: estudo do Comitê de Mortalidade por Aids de Porto Alegre

Instituições participativas e seus efeitos nas políticas públicas: estudo do Comitê de Mortalidade por Aids de Porto Alegre

A literatura atenta para duas questões: o funcionamento das instituições participativas e seus resultados (outcomes) (Almeida; Tatagiba, 2012; Lavalle; Voigt; Serafim, 2016; Wampler, 2011). O argumento desenvolvido por Almeida e Tatagiba (2012) concerne à problemática que as instituições participativas há décadas enfrentam no país. Por um lado, segundo as autoras, elas são um importante modelo de participação da sociedade civil; por outro, estão fragilmente ancoradas institucionalmente, visto que ainda existem problemas de comunicação entre essas instituições e as esferas de decisão na gestão pública e, de forma geral, não há garantias que a esfera da policy decision acatará o que for decidido no fórum participativo. Wampler (2011) é ainda mais cético em relação à efetividade das instituições participativas no Brasil: haveriam poucas evidências empíricas que demonstrem sistematicamente como conselhos e outras instituições participativas afetam os resultados das políticas públicas, ou seja, existem poucas comprovações de que a presença dessas organizações faz com que o Estado entregue um serviço de melhor qualidade.
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Instituições participativas e seus efeitos nas políticas públicas: estudo do Comitê de Mortalidade por AIDS de Porto Alegre

Instituições participativas e seus efeitos nas políticas públicas: estudo do Comitê de Mortalidade por AIDS de Porto Alegre

Este estudo se insere no contexto das discussões sobre os efeitos das instituições participativas sobre políticas públicas. O objetivo foi conhecer a percepção dos membros do Comitê Municipal de Mortalidade por Aids de Porto Alegre sobre como essa instituição participativa tem consequências na melhoria do atendimento às pessoas que vivem com HIV/aids. Trata-se de pesquisa qualitativa, com método de estudo de caso, realizada com 17 membros do referido comitê. Suas reuniões mensais foram acompanhadas, quando se realizou observação de cunho etnográfico; realizou-se, também, entrevistas a partir de um roteiro semiestruturado, empregando-se o referencial da Teoria das Instituições Participativas. Identificou- se que o comitê é capaz de diagnosticar inúmeros problemas no sistema de saúde da cidade e apontar as fragilidades dos serviços de atendimento. Todavia, ainda não consegue assegurar que as propostas sugeridas sejam implementadas nos serviços a fim de resolver os problemas identificados e, por conseguinte, melhorar a qualidade dos serviços de atendimento às pessoas com HIV/aids.
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Família para quem precisa... : Estado, instituições, políticas públicas  e classes populares na construção de uma moral familiar

Família para quem precisa... : Estado, instituições, políticas públicas e classes populares na construção de uma moral familiar

“Família para quem precisa...”: Estado, instituições, políticas públicas e classes populares na construção de uma moral familiar dialógica. Este trabalho, a partir de um estudo sobre crianças e adolescentes numa instituição de abrigo, realiza uma análise relacional sobre os diferentes discursos acerca da família na cidade de Penedo-AL, observando a relação entre os discursos institucional e das famílias de classes populares. Estas últimas são alvos de diversos discursos estigmatizantes, apontadas como não se encaixando em determinado padrão de comportamento moral “adequado” ao “bom desenvolvimento” das crianças e adolescentes serão As mulheres aparecem discursivamente reduzidas à figura materna, apontadas como principais responsáveis pelo equilíbrio do lar e cuidado com os filhos. Observando o cotidiano e a conversa dessas mulheres, constata-se que constroem com a apresentação positiva de determinadas características pessoais e familiares uma moral familiar na busca de contrariar os estigmas infligidos. Elas realçam características pessoais e familiares que julgam ser positivas. Este cenário revela uma “confusão de línguas” (FONSECA, 2000), na qual a normatização moral imposta pelo Estado e suas políticas públicas, em nome da justiça social, reforçam determinadas estratégias de deslegitimação moral, sem levar em conta as especificidades socioeconômicas e culturais em que se constroem a moral dos pobres. Dessa forma, o discurso institucional centra a responsabilidade por determinados “problemas sociais” nestas pessoas e em suas famílias, desviando o olhar das críticas ao Estado.
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Políticas públicas e educação superior: os desafios das instituições de ensino superior no cenário do século XXI

Políticas públicas e educação superior: os desafios das instituições de ensino superior no cenário do século XXI

A pesquisa, políticas públicas e educação superior: os desafios das instituições de ensino superior no cenário do século XXI, propicia a visão sobre a realidade da gestão e política da educação superior no âmbito nacional. O referencial teórico fundamenta-se nas teorias do contexto histórico da educação superior no Brasil; o estudo das leis, planos e decretos referente à educação superior; o cenário da universidade e educação superior no século XXI e as políticas públicas do Governo Federal. A pesquisa enfoca a educação superior como o instrumento fundamental para o desenvolvimento intelectual e moral do indivíduo. O estudo denúncia que a política do desenvolvimento de mercado e econômico e a sociedade do conhecimento estão transformando a missão fundamental da universidade brasileira. Nesta perspectiva, segundo a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Ensino Superior - CAPES (2008), a responsabilidade social da educação superior consiste em produzir e socializar conhecimentos científicos, mas também valor social e formativo. É necessária políticas públicas condizente na promoção, educação e emancipação humana e não apenas no capital de mercado. Esta pesquisa conclui que a educação superior desde 1920 até os dias atuais apresenta mudanças e transformações na criação, no funcionamento; na institucionalização da produção intelectual; na qualidade dos cursos e na formação superior oferecida a comunidade acadêmica.
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Sistema Nacional de Inovação e a relação entre tecnologia e instituições : 35 anos de políticas públicas no Brasil

Sistema Nacional de Inovação e a relação entre tecnologia e instituições : 35 anos de políticas públicas no Brasil

O Brasil, apesar de diversas tentativas das políticas públicas de alterar a conformação de seu Sistema Nacional de Inovação (SNI), ainda não teve sucesso em alcançar a sua consolidação e atrelar a competitividade de sua economia primordialmente ao conhecimento e à inovação. Essa tese se propõe a reinterpretar o conhecimento sobre os SNIs de forma ampla, combinando-se as proposições da teoria econômica neoinstitucionalista com proposições da teoria evolucionária neoschumpeteriana, e definindo uma nova lente para a compreensão do processo de conformação dos SNIs, através da lógica da relação entre tecnologia e instituições. Assim, o processo de conformação do SNI passa a ser visto como resultado dessa relação, que estabelece a própria dinâmica dos fluxos de conhecimento e envolve: 1) os tipos e quantidades de conhecimento disponível e aplicado nesse sistema para a atividade econômica; e 2) a forma como a sociedade – com seu conjunto de hábitos compartilhados, regras e convenções sociais – estabelece as condições para a produção e aplicação desse conhecimento. Propõe-se, desta forma, que a relação entre tecnologia e instituições se materializa, em nível fundamental, nas firmas como agentes de inovação e desenvolvimento, e, em nível macro, no SNI. Nesse sentido, o objetivo desta tese analisar, à luz da combinação das teorias neoschumpeteriana e neoinstitucionalista, como a relação entre tecnologia e instituições conformou o SNI brasileiro e as razões do insucesso das políticas públicas em fomentar mudanças nessa relação e a consolidação do SNI, nos últimos 35 anos. A metodologia utilizada foi a análise documental das políticas para a ciência, tecnologia e inovação, as políticas industriais e as estratégias de desenvolvimento do governo federal. Os resultados mostram que as políticas públicas brasileiras falham quando não entendem que o caminho para a consolidação do SNI passa
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215 A IMPORTÂNCIA DAS INSTITUIÇÕES NA IMPLEMENTAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS: COMPETIÇÃO VERSUS COOPERAÇÃO NO FEDERALISMO BRASILEIRO

215 A IMPORTÂNCIA DAS INSTITUIÇÕES NA IMPLEMENTAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS: COMPETIÇÃO VERSUS COOPERAÇÃO NO FEDERALISMO BRASILEIRO

Este artigo pretende contribuir para a literatura ao indicar um novo caminho, além da competição predatória, onde a cooperação entre os entes federados se mostra possível, podendo, inclusive, gerar serviços inovadores à população. Ao dispor o contraste entre o Confaz, que encontra dificuldade para promover a harmonização tributária entre os estados, e o Enat, que, sendo composto praticamente pelos mesmos agentes, avança na coordenação interestadual, o artigo propõe a discussão em torno dos fatores que levam à cooperação federativa por meio de projetos como o Sistema Público de Escrituração Digital (SPED) e a Nota Fiscal Eletrônica (NFE). À luz das diferenças entre o Confaz e o Enat, o artigo conclui pela importância das instituições (neoinstitucionalismo histórico) para a implementação de políticas públicas, pela autonomia relativa da burocracia, pela influência das normas no comportamento dos agentes, mas ressalta que as condições para cooperação produtiva dependem de vários fatores de relativa complexidade.
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ARQUIVOS DE INSTITUIÇÕES DE SAÚDE História e Políticas Públicas :: Brapci ::

ARQUIVOS DE INSTITUIÇÕES DE SAÚDE História e Políticas Públicas :: Brapci ::

Aborda aspectos históricos do tema dos arquivos médicos no âmbito da arquivologia brasileira: apresenta um relato da constituição e atuação da Câmara Setorial de Arquivos Médicos do Con[r]

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Linha 2 - Políticas Públicas, Instituições e Dinâmicas do Agronegócio

Linha 2 - Políticas Públicas, Instituições e Dinâmicas do Agronegócio

BUAINAIN, A. M. orientador de Carolina Barbosa Marques de Souza. A bovinocultura de corte do Estado do Mato Grosso do Sul: Evolução e competitividade. 05/11/2010..Dissertação (Mestrado em Desenvolvimento Econômico, Espaço e Meio Ambiente) - Instituto de Economia - Unicamp, . 2010 CASTRO, A. C. orientadora de Raphael Rezende Esteves. Caráter Estratégico e Construção Institucional do Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel. Dissertação (Mestrado em Políticas Públicas, Estratégias e Desenvolvimento) - Universidade Federal do Rio de Janeiro, Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior. Início: 2009. DefesaÇ Maio de 2011.
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Linha 2 - Políticas Públicas, Instituições e Dinâmicas do Agronegócio

Linha 2 - Políticas Públicas, Instituições e Dinâmicas do Agronegócio

LEITE, S. P.. 22a Jornada Temática Sistemas de Financiamento Intergovernamental e Privado.Sistemas de Financiamento Intergovernamental e Privado. 2010. (Oficina). LEITE, S. P.. IV Encontro da Rede de Estudos Rurais.Agronegócio, produção de alimentos e agrocombustíveis: dinâmicas regionais em disputa. 2010. (Encontro). LEITE, S. P.. XXVIII International Congress of the Latin American Studies Association. Políticas públicas, desenvolvimento territorial e atores sociais: descentralização, governança e novas formas de articulação no meio rural brasileiro. 2009. (Congresso).
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Instituições, políticas públicas e planejamento para o desenvolvimento da região Nordeste do Brasil

Instituições, políticas públicas e planejamento para o desenvolvimento da região Nordeste do Brasil

Este trabalho analisa as políticas públicas regionais destinadas ao desenvolvimento da região Nordeste do Brasil, sob o enfoque da eficácia da aplicação dos recursos federais alocados visando ao desenvolvimento econômico da Região, tendo por fundamento as teorias do desenvolvimento e do planejamento e enfatizando o status quo socioeconômico da Região, segundo os principais indicadores sociais e econômicos, e procura identificar os fatores determinantes de tal desempenho. As principais conclusões a que se chega são: 1) as políticas regionais de financiamento do Governo Federal para desenvolvimento socioeconômico do Nordeste ainda não lograram o êxito almejado, eis que persistem as condições de pobreza extremada de uma grande parcela da população, e 2) a baixa qualidade do ensino em geral e os altos índices de analfabetismo e analfabetismo funcional conduzem a uma baixa qualificação profissional de trabalhadores e a uma baixa capacitação da população para o empreendedorismo, elementos que, por sua vez, têm influência negativa sobre o desempenho da economia nordestina e, portanto, interferem negativamente sobre o desempenho das políticas regionais de fomento em análise.
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