Assentamentos de reforma agrária

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Escolas do campo e formação territorial dos assentamentos de reforma agrária do município de Cruz do Espírito Santo-PB

Escolas do campo e formação territorial dos assentamentos de reforma agrária do município de Cruz do Espírito Santo-PB

Com essa concepção de ruptura do modelo de desenvolvimento é que os assentamentos rurais de Cruz do Espírito Santo foram conquistados a partir de muita organização, luta e resistência dos trabalhadores sem-terra, que reivindicaram o direito de acesso à terra a partir da atuação e assessoria proporcionadas pela Comissão Pastoral da Terra (CPT) e pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST). Isto confere a estes casos uma importância significativa, a expansão dos movimentos sociais no campo sobrepondo-se à concentração fundiária marcante no território brasileiro. Tais movimentos reivindicam sistematicamente a Reforma Agrária, entretanto, há uma enorme resistência, principalmente política, para que esta não se concretize, pois, não é interesse dos governos o desenvolvimento de agricultura camponesa, mas sim o desenvolvimento do capitalismo no campo, na figura do agronegócio.
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Estrutura de áreas protegidas dos assentamentos de reforma agrária no município de Uberlândia-MG, Brasil: um estudo de ecologia de paisagem.

Estrutura de áreas protegidas dos assentamentos de reforma agrária no município de Uberlândia-MG, Brasil: um estudo de ecologia de paisagem.

RESUMO: Este estudo avaliou a estrutura das áreas protegidas de assentamento de reforma agrária, no município de Uberlândia (MG). A pesquisa foi conduzida entre 2010 e 2011. Foram investigados 12 dos 15 as- sentamentos localizados em Uberlândia. Áreas de Proteção Permanente (APP) e Reservas Legais (RL) foram analisadas por meio de técnicas de mapeamento. Índices morfométricos foram calculados para oito das RL. A área total dos assentamentos foi de 12.756,87 ha, dos quais 3.301,57 ha corresponderam a áreas de proteção (25,88%). As RL, com 2.580,78 ha, representaram 20,23% da área total e 78% das áreas protegidas. As APP somaram 720,79 ha (5,65% da área total). Três assentamentos tiveram RL demarcadas em apenas um fragmento; nos outros, as RL dividiram-se de quatro a seis fragmentos. Com exceção de três assentamentos, todos apresentaram conectividade entre os fragmentos, inclusive com as APP. Zumbi dos Palmares apresentou maior efeito de borda nas áreas protegidas, enquanto os menores valores foram veriicados em Nova Tangará. As áreas protegidas nos assentamentos rurais pesquisados equivalem a 167% das áreas ocupadas pelos Parques e Reservas de Uberlândia.
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Avaliação da Qualidade da Água nos Assentamentos de Reforma Agrária Bernardo Marin II e Mundo Novo, Município de Russas (Ceará, Brasil): um estudo de caso

Avaliação da Qualidade da Água nos Assentamentos de Reforma Agrária Bernardo Marin II e Mundo Novo, Município de Russas (Ceará, Brasil): um estudo de caso

A seca constitui um dos principais problemas da região Nordeste. O Ceará foi o precursor da instalação de açudes na região para regularizar a vazão de cursos d’água importantes, porém, a água nesse tipo de reservatório tende a apresentar alterações de qualidade devido a contaminações difusas. A pesquisa focou os assentamentos de reforma agrária em Russas, Ceará. A qualidade da água foi analisada através do Índice de Qualidade da Água (IQA) e do Índice do Estado Trófi co (IET). Foi encontrado IQA na faixa de água de boa qualidade, contudo as amostras apresentaram desacordo com as normas quanto à cor, cloretos e fósforo total. Quanto ao IET, a área de recreação dos açudes apresentou-se mesotrópica e em outro ponto do Açude Grande, oligotrófi ca. Sugere-se a retirada ou minimização das fontes de poluição nos açudes como primeiro passo para minimização e recuperação destes. Destaca-se, também, a importância do acompanhamento da evolução do IET.
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Aspectos da cultura rural tradicional na Reforma Agrária: estudo nos assentamentos de Presidente Venceslau, SP

Aspectos da cultura rural tradicional na Reforma Agrária: estudo nos assentamentos de Presidente Venceslau, SP

O espaço rural brasileiro é composto por um mosaico cultural de saberes e práticas que revela aspectos de um modo de vida tradicional. São poucos os lugares nos quais esse universo é mantido no Estado de São Paulo - geralmente em vilas, bairros, sítios e pequenas propriedades rurais que não foram incorporados pelos monocultivos de larga escala. Mesmo sendo produto da luta pela terra, os assentamentos rurais ainda guardam e mantêm vivos os fragmentos da cultura popular do campo. Nesse sentido, buscamos entender, nessa monografia, os aspectos da cultura rural tradicional nos assentamentos de Reforma Agrária do município de Presidente Venceslau, SP, a partir de três frentes: a da preservação patrimônio imaterial, a refuncionalização do patrimônio edificado e a da reprodução de práticas tradicionais.
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Concentração fundiária e assentamentos de reforma agrária: uma análise da estrutura agrária na Zona da Mata Pernambucana

Concentração fundiária e assentamentos de reforma agrária: uma análise da estrutura agrária na Zona da Mata Pernambucana

A concentração da terra no Brasil é um grave problema social que se arrasta desde o período colonial. As lutas pelo acesso à terra e pela reforma agrária assumiram outra dimensão a partir dos anos 1980, com o surgimento do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). O objetivo do presente trabalho é analisar a estrutura agrária da mesorregião Zona da Mata Pernambucana, em Pernambuco. A metodologia se baseou na análise de três fontes principais: os dados do Sistema Nacional de Cadastro Rural (SNCR) e do Sistema de Informações de Projetos de Reforma Agrária (SIPRA), ambos mantidos pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), e os dados do Censo Agropecuário 2006, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foram analisadas as informações dos 43 municípios da região, que foram classificadas em: a) de acordo com o módulo fiscal em minifúndio, pequena propriedade, média propriedade e grande propriedade; b) por classe de área em hectares; e c) em agricultura familiar e não familiar. Cada grande propriedade, por sua vez, foi classificada em produtiva ou improdutiva. Como conclusão, observamos que a região possui 560 grandes propriedades (1,88% do total), que concentram 248 mil hectares (40,05% de todas as terras), das quais a metade (292 grandes propriedades) são improdutivas e concentram mais de 127 mil hectares. A área ocupada pelas grandes propriedades é próxima àquela verificada na Região Nordeste (39% de todas as terras) e inferior à brasileira (56%). A análise fundiária baseada no tamanho da propriedade, em hectares, também indica que a região estudada tem um percentual menor de área ocupada por imóveis com mais de 1000 ha, 12,17%, frente a 19,8% em Pernambuco, 30,1% no Nordeste e 45% no país. Porém, isso não significa que a região estudada tem uma concentração fundiária menos concentrada, pois a média do módulo fiscal é de 14,56 ha, logo, uma grande propriedade na região é toda aquela acima de 218 ha. Por outro lado, a região apresenta o maior percentual de propriedades de exploração não familiar (83,3%), o que pode indicar que muitos pequenos produtores podem ter sua renda majoritariamente oriunda de atividades assalariadas fora da parcela. A luta pela terra conquistou mais de 124 mil hectares em 136 assentamentos de reforma agrária na região, contribuindo para a redução de cerca de 33% da área ocupada pelas grandes propriedades. O assentamento de 14.977 famílias promoveu uma reconfiguração da estrutura fundiária na qual as pequenas propriedades passaram de 17,6% para 59% do número de imóveis, ampliando de 11,6% para 31,8% o total da área ocupada.
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Qualidade de vida da agricultura familiar em assentamentos da reforma agrária no Rio Grande do Norte

Qualidade de vida da agricultura familiar em assentamentos da reforma agrária no Rio Grande do Norte

Nos últimos anos, os países têm intensificado a procura para melhorar seu desempenho e com isso melhorar as condições de vida da população em geral. Nesse contexto a agricultura familiar como forma de produção sustentável vem sendo intensamente estudada, impulsionada pela discussão corrente sobre desenvolvimento sustentável, como instrumento de geração de emprego e renda no meio rural. Dentro desse enfoque a presente pesquisa teve por objetivo estudar a qualidade de vida da agricultura familiar em assentamentos de reforma agrária no município de Mossoró, no Estado do Rio Grande do Norte, em 2002. Os dados utilizados foram de origem primária, oriundos da aplicação de questionários e entrevistas semi-estruturadas. A amostra pesquisada foi de 40 produtores, abrangendo quatro assentamentos. A metodologia utilizada para aferir a qualidade de vida dos assentamentos foi desenvolvida através dos indicadores relativos à educação, saúde, habitação, aspectos sanitários, lazer e bens duráveis agregado a valores expressos pelo grau de satisfação dos produtores. Os indicadores que mais contribuíram para mensurar a qualidade de vida dos produtores foram: habitação, educação e bens duráveis. Em relação à amostra total, verificou- se que o assentamento de Jurema foi o que apresentou melhor índice de qualidade de vida, enquanto que o de Cordão de Sombra I possui o menor índice. Com exceção de Jurema, os indicadores de qualidade de vida dos demais assentamentos, situaram-se abaixo da média. Palavras-Chave: Qualidade de vida, agricultura familiar, Rio Grande do Norte.
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Desenvolvimento tecnológico dos assentamentos de reforma agrária do município de Seropédica – RJ

Desenvolvimento tecnológico dos assentamentos de reforma agrária do município de Seropédica – RJ

Diante dessa constatação, é necessário observar que os assentamentos estu- dados foram constituídos em épocas diferentes. O Piranema foi criado na década de 1930, seguido do assentamento coletivo, constituído na década de 1950, com os demais datando das décadas de 1970 a 1990. O fato de os assentamentos consti- tuídos há mais tempo, Piranema e coletivo, terem sido os que exibiram melhores indicadores relativos ao uso de tecnologia e capitalização é indício de que o tempo de existência é um fator importante, dado que os mais recentes se encontram em si- tuação mais precária. como implicação imediata, a aceitação dessa hipótese indica que as avaliações sobre os sucessos ou insucessos de programas de reforma agrária não devem abranger um curto espaço de tempo, no qual os assentamentos ainda estariam numa fase de consolidação.
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Políticas públicas e  sustentável: a realidade dos assentamentos de reforma agrária no Ceará

Políticas públicas e sustentável: a realidade dos assentamentos de reforma agrária no Ceará

artigo, avaliar como as políticas públicas estão contribuindo para a sustentabilidade dos assentamentos de reforma agrária no Estado do Ceará.  2V GDGRV XWLOL]DGRV QR HVWXGR IRUDP GHRULJHPVHFXQGiULDREWLGRVDSDUWLUGR%DQFRGH 'DGRVGR&HQVRGH5HIRUPD$JUiULD0yGXOR

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Sociedade, natureza e reforma agrária: assentamentos rurais e unidades de conservação...

Sociedade, natureza e reforma agrária: assentamentos rurais e unidades de conservação...

O outro aspecto que aparece no depoimento do Miro é aquele relacionado à estética do lote. Como são assentadas em locais que anteriormente eram destinados à exploração de pecuária extensiva, as famílias, ao se instalarem nos lotes definitivos, encontram uma paisagem verdadeiramente desoladora. As casa são construídas no meio de pastagens degradadas. Isso faz com que a implantação dos sistemas agroflorestais tenha também o componente de embelezamento do lote, uma vez que o que as famílias assentadas estão procurando ao se engajar no processo de reforma agrária não é apenas conseguir um local para produzir alimentos e fibras, mas um local para viver com dignidade. Nas palavras do Bil (Valmir Rodrigues Chaves, na época presidente da Cocamp e assentado na Gleva XV de Novembro), quando da abertura do seminário sobre Reforma Agrária e Agroecologia, realizado em 2000 na sede do Parque Estadual do Morro do Diabo, este aspecto de embelezamento dos lotes fica claro: “o que a gente precisa é fazer esses assentamentos ficarem mais bonitos, encher eles de árvores...aí vai ter os passarinhos e os bichos de volta, que agora não tem mais nada, é só capim pisado...”.
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da agricultura familiar em assentamentos de reforma agrária no Rio Grande do Norte

da agricultura familiar em assentamentos de reforma agrária no Rio Grande do Norte

Os assentamentos de Cordão de Sombra I, Quixaba e Jurema ainda mantêm a exigência legal de preservação ambiental de 20% da área total dos as- sentamentos, enquanto que, em Hipólito, os produ- tores vêm avançando no desmatamento dessa área. A não-utilização de práticas para evitar a de- gradação do solo é o indicador de menor participa- ção no Indicador Ambiental do assentamento de Cordão de Sombra I, com total ausência de medi- das preventivas, enquanto que, em Hipólito, desta- ca-se como o indicador de menor contribuição o uso de fogo em atividades agropecuárias. Em Jure- ma, três dos cinco indicadores apresentaram valo- res iguais de 0,02, ou seja, o uso de métodos de controle fitossanitário, o uso de fogo em atividades agropecuárias e a existência de práticas de plantio para evitar a degradação do solo foram os que me- nos contribuíram na formação do IA desse assenta- mento. Em função disso é que o assentamento de Jurema apresentou o menor IA, de 0,32, enquanto o de Hipólito foi de 0,42, e o de Cordão de Som- bra I e Quixaba foi de 0,40 cada.
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Cooperativismo em assentamentos de reforma agrária: a sobrevivência de cooperativas do MST no contexto capitalista.

Cooperativismo em assentamentos de reforma agrária: a sobrevivência de cooperativas do MST no contexto capitalista.

3- Associações: que podem ser de diversos tipos: para aquisição de animais; de máquinas ou implementos agrícolas; de transporte; de comercialização; de benfeitorias; e de representação política de todos os assentados. A associação é formada por pessoas que se unem para solucionar um problema que dificilmente conseguiriam resolver sozinhas, ou seja, prestar algum serviço de interesse comum. A associação de máquinas é uma das experiências mais desenvolvidas nos assentamentos do MST. Normalmente, a terra permanece como lote individual. Já o capital pode permanecer em parte com o indivíduo e em parte com a associação. Na maioria das associações, o planejamento da produção ocorre no lote individual. Apenas nas atividades coletivas o planejamento é centralizado pela associação. A maioria das associações é registrada e legalizada. Apresentam personalidade jurídica, com estatuto, regimento interno, livro de atas, diretoria. Seus associados estabelecem regras de utilização ou prestação de serviços a todos os sócios. Existem nos assentamentos algumas associações não legalizadas, que têm apenas um regimento interno e caderno de atas para registrar as decisões. Há também grupos semi-coletivos que usam o nome de associação.
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Universidade Federal de São Carlos Centro de Educação e Ciências Humanas Programa de Pós- Graduação em Sociologia ENCONTROS E DESENCONTROS NOS ASSENTAMENTOS DE REFORMA AGRÁRIA: ESTUDO SOCIOLÓGICO SOBRE GERAÇÕES E IDENTIDADES

Universidade Federal de São Carlos Centro de Educação e Ciências Humanas Programa de Pós- Graduação em Sociologia ENCONTROS E DESENCONTROS NOS ASSENTAMENTOS DE REFORMA AGRÁRIA: ESTUDO SOCIOLÓGICO SOBRE GERAÇÕES E IDENTIDADES

O que se percebe, deste modo, na motivação da primeira geração que vai em busca de terra é o forte estranhamento nas cidades em relação aos valores rurais tradicionais em uma realidade cotidiana maçante e desenraizadora. E quando surge a oportunidade de romper com o cotidiano que se demonstrava insuportável nas cidades e nos trabalhos em fábricas e de boias frias, surge o momento da invenção, da ousadia e da transgressão e os sujeitos colocam-se em busca da volta ao modo de vida que sempre guardaram em sua memória. Nesse sentido é importante pontuar que não são somente os problemas econômicos e sociais que motivam a busca de se voltar a terra, mas o desconforto existencial que muitos desses sujeitos passaram ao viverem nos grandes centros urbanos. Essa ressalva é importante, pois não é incomum encontrar sujeitos da luta que se achavam em boa situação financeira antes de se inserirem no movimento, mas que não se sentiam realizados no trabalho assalariado e com a vida na cidade. Assim, estes sujeitos não devem ser vistos como vítimas e incapazes de pensarem e refletirem estratégias de superação da situação que se encontram, ou como inábeis econômica e politicamente e que por isso deveriam ser conscientizados e conduzidos. A seguinte fala mostra de forma clara essa relação entre MST e os sujeitos da reforma agrária,
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Segredos ìntimos: a gestão nos assentamentos de reforma agrária

Segredos ìntimos: a gestão nos assentamentos de reforma agrária

É uma das coisas que pode causar problemas para esses assentamentos (referido-se aos assentamentos Vitória e Cachoeira Cercada) e até para outros assentamentos, que as vezes causam um pouco de prejuízo para os assentados é essa questão da gestão. Tem uma direção que assume uma gestão por 2 ou 3 anos, por acaso, aí, se não dá certo, aquela pessoa não sabe fazer um trabalho organizativo, fazer aplicação dos projetos dos assentados para aplicar no seu assentamento, isso também traz um desastre, não um desastre, mas um grande atraso para os assentamentos. Muitas vezes os trabalhadores deixam que é a diretoria da associação que articula, que busca, vai lá e trás, mas a gente vê que isso pode trazer problemas, quando não é bastante participativo, porque falta um e os outros porque não estão participando do projeto, como está o restante todinho dos projetos do seu assentamento? Então, a gente está vendo como fazer um trabalho de esclarecimento com os trabalhadores para que este seja um trabalho de todos. Realmente tem que ter uma coordenação, que haja um repasse e que todos fiquem bem informados e até se possível capacitados para que no momento da falta de um, se um não está assumindo, então fulano vai assumir (Secretário de Política Agrícola do STR de Canindé e posseiro de área de conflito no município, entrevistado em 05/09/97).
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IMPACTO DOS ASSENTAMENTOS RURAIS NO DESMATAMENTO DA AMAZÔNIA

IMPACTO DOS ASSENTAMENTOS RURAIS NO DESMATAMENTO DA AMAZÔNIA

Diante deste contexto, sendo o estado importante agente da Política Agrária e do Combate ao Desmatamento, ambas aplicadas ao mesmo território, e visando suprir a lacuna científica para o tratamento dessas relações, tem-se como objetivo investigar qual a influência que os projetos de assentamentos de Reforma Agrária têm sobre o desmatamento no município de Novo Repartimento (PA) no período de 2000 a 2013, escolhido por integrar a Portaria MMA nº 28/02008, que listava os primeiros trinta e seis municípios prioritários, por ser considerado um município prioritário de acordo com Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAm 2012-2015) e, segundo a metodologia do Programa Municípios Verdes (PMV), por ser classificado como “Município Embargado”, além de ocupar a 5ª posição no ranking dos municípios paraenses que mais desmatam, de acordo com dados oriundos do Programa de Cálculo do Desmatamento da Amazônia (PRODES/INPE), referente ao ano de 2013.
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Diagnóstico das oportunidades de créditos rurais no assentamento João Rodrigues Primo em Petrolina, Pernambuco / Diagnosis of rural credit opportunities in the João Rodrigues Primo Settlement in Petrolina, Pernambuco

Diagnóstico das oportunidades de créditos rurais no assentamento João Rodrigues Primo em Petrolina, Pernambuco / Diagnosis of rural credit opportunities in the João Rodrigues Primo Settlement in Petrolina, Pernambuco

Na região semiárida do Brasil há uma diversidade de agricultores familiares, entre eles, os que vivem nos assentamentos de reforma agrária. Com o acesso à terra por meio das políticas de reforma agrária, os assentamentos constituídos têm direito a determinadas políticas públicas, como as linhas de crédito rurais, que são importantes ferramentas de desenvolvimento das unidades familiares estabelecidas. A política do crédito rural caracteriza-se como uma forma de intervenção do Estado junto aos produtores rurais contribuindo para o fortalecimento da agricultura e, consequentemente, para a economia regional (Stoffel et al., 2015).
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Agricultura produtivista à agricultura multifuncional no sistema agrário do cacau / Productivist agriculture to multifunctional agriculture in the cocoa agrarian system

Agricultura produtivista à agricultura multifuncional no sistema agrário do cacau / Productivist agriculture to multifunctional agriculture in the cocoa agrarian system

Este artigo, intitulado Agricultura produtivista à agricultura multifuncional no sistema agrário do cacau: tendências recentes visa compreender os processos de transmissão de conhecimento na história e transformação do sistema agrário do cacau, considerando a crise econômica regional que se mantem desde os anos 1990, proveniente da crise de monocultura da mercadoria agrícola. As transformações no meio rural decorrem da expansão dos assentamentos rurais e, do ponto de vista técnico, da transição de uma agricultura parcialmente produtivista para uma agricultura agroecológica e multifuncional, através da agricultura familiar e dos novos assentamentos de reforma agrária. Parcialmente produtivista porque os sistemas de produção agrícola, na região do cacau do estado da Bahia, estruturaram-se, no bioma Mata Atlântica, de floresta tropical, em sistemas de produção cabruca, reconhecidos recentemente, como indicação de procedência (indicação geográfica), pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), incluindo-se, historicamente, aqueles sistemas patronais, que preservavam a mata, haja vista, no secular sistema cabruca, o cacau ser plantado sob floresta tropical secundária, mantendo-se o extenso verde da costa sul do estado da Bahia
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Uma análise da política de ATER no DF e Entorno

Uma análise da política de ATER no DF e Entorno

A constituição da Política Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural – Pnater representa um marco importante na extensão rural voltada para a reforma agrária no Brasil, superando as características emergenciais e regionalizadas das primeiras iniciativas destinadas a esse público, a saber, os projetos Lumiar e Contacap. Contudo, apesar dos esforços para concretizar as ações da Política, observa-se, ainda hoje, problemas que dificultam a implementação e continuidade dos trabalhos de ATER. A identificação desses problemas e a elaboração de propostas para solucioná-los são passos fundamentais para a garantia de serviços públicos de qualidade com resultados significativos para os trabalhadores do campo. Neste sentido, essa dissertação de mestrado teve como objetivo identificar e analisar as principais dificuldades enfrentadas na implementação e execução dos serviços de extensão rural que possam ter influência direta no alcance dos objetivos da Política de ATER, assim como os impactos provocados pela descontinuidade desses serviços nos assentamentos de reforma agrária. Para isso, busca compreender o papel histórico da extensão rural analisando aspectos da questão agrária e a modernização do campo; agricultura camponesa e agricultura familiar; assentamentos de reforma agrária e agroecologia. Aborda aspectos conceituais do termo extensão rural, destacando passagens históricas da ação extensionista até a consolidação da Pnater como uma das principais políticas voltadas ao desenvolvimento dos assentamentos. Apresenta, ainda, um marco legal com os principais instrumentos jurídicos que normatizam as ações e uma análise da evolução da Política em número de famílias atendidas, recursos financeiros disponibilizados e as medidas recentes que direcionam ao enfraquecimento das políticas destinadas à reforma agrária, destacando a extinção do MDA e os significativos cortes de recursos. Os resultados demonstram que a importância dos serviços de extensão rural tornou-se indiscutível, porém, os aspectos metodológicos aplicados na execução prática dos serviços ainda estão aquém das orientações da Política, principalmente, nas ações que envolvem a agroecologia e a abordagem participativa. A descontinuidade dos serviços está ligada ao atraso nos repasses de recursos pelo Incra, afetando diretamente a organização social e produtiva das famílias assentadas.
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Repositório Institucional da UFPA: Desmatamento e uso e cobertura da terra: Um estudo de caso no assentamento de reforma agraria Paragonorte, Pará

Repositório Institucional da UFPA: Desmatamento e uso e cobertura da terra: Um estudo de caso no assentamento de reforma agraria Paragonorte, Pará

Todavia a discussão a respeito da atuação do INCRA como um vetor de desmatamento perpetua desde os anos 90 devido às ações da gestão territorial do órgão, dentre elas podemos citar a criação de assentamentos em áreas de floresta, pratica esta que contribui para o passivo ambiental da reforma agrária. No entanto neste mesmo período o órgão adotou dois eixos para compensar a divida ambiental que possui primeiro cedeu áreas arrecadadas por ele ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (IBAMA) e segundo adotou ações de limitar os impactos ambientais dos assentamentos. Sendo que a Licenciamento Ambiental Rural (LAR) torna-se obrigatório em 1997, com a resolução Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) n° 237 que exige que todos os estabelecimentos agrícolas dentre eles os assentamentos sejam licenciados ambientalmente. Em 2003 o conselho promulgou a Resolução 289 que estabelece o licenciamento simplificado aos assentamentos sendo que em 2003 foi assinado o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) comprometendo-se a licenciar os projetos de assentamento, contudo em 2003 segundo Araujo (2006) apenas 10% dos assentamentos estavam licenciados. Desta forma em 2006 o conselho estabeleceu novas diretrizes através da nova Resolução CONAMA n° 387/2006 no que se refere a gestão ambiental que orienta e disciplina o uso e a exploração dos recursos naturais, assegurando efetiva proteção do meio ambiente, de forma sustentável nos Projetos de Assentamentos de Reforma Agrária (BRASIL, 2006).
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Processo de escolarização de jovens e adultos em áreas de assentamentos de Reforma...

Processo de escolarização de jovens e adultos em áreas de assentamentos de Reforma...

Este trabalho sobre o Processo de escolarização de jovens e adultos em áreas de assentamentos de Reforma Agrária na Amazônia na perspectiva do lugar: uma abordagem geográfica, surgiu a partir do interesse da pesquisadora na Educação de Jovens e Adultos - (EJA), ao considerar o seu envolvimento com esta modalidade da educação; primeiramente quando atuou como professora de geografia, em Escolas da Rede Estadual em Manaus; posteriormente, fez parte da Equipe Técnica da Gerência de Educação de Jovens e Adultos -(GEJA) atuando como Formadora dos cursos de Formação Continuada desta erência da Secretaria de Educação do Estado - (SEDUC); além de assessorar e coordenar projetos na Universidade do Estado do Amazonas, (UEA) envolvendo esta temática com abordagem voltada para os jovens e adultos do campo. Neste sentido, estas temáticas têm conduzido a sua trajetória no campo da educação.
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