Avaliação Clínica da Glândula Mamária e Secreção Láctea

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Características fisico-químicas e celulares na secreção láctea de caprinos da raça Saanen durante o processo de secagem da glândula mamária

Características fisico-químicas e celulares na secreção láctea de caprinos da raça Saanen durante o processo de secagem da glândula mamária

Durante todo o processo de secagem da glândula mamária pode-se observar um aumento gradual dos teores de proteína. No último dia de ordenha, antes de se iniciar o processo de secagem, o valor médio era de 2,89±0,87g/dl. Os valores foram crescendo até alcançar o valor de 5,27±2,07g/dl no trigésimo dia de secagem, o que representa um aumento de 82,35% no teor de proteínas da secreção láctea. Até o quinto dia o teor de proteína ainda se encontrava dentro do intervalo de normalidade para leite caprino compreendido entre 2,83g/dl e 3,7g/dl (PARK; HUMPHREY, 1986; PARK, 1991; PRATA et al., 1998; BENEDET, 1996; FERNANDES, 2002; MORGAN et al., 2003; GOMES, 2004; TORII et al., 2004; SILVA et al., 2006). Segundo Birgel (2006) os bovinos apresentam uma gradual elevação do teor de proteínas do leite entre a interrupção da ordenha e o décimo quinto dia do processo de secagem, quando sofreram uma estabilização, e sofreram pequenas flutuações até o final da secagem. Nesse caso o comportamento das duas espécies foi mais semelhante já que houve um aumento dos teores de proteína na secreção láctea de 82% para caprinos e 112,08% para bovinos. Em três oportunidades (primeiro, décimo quinto e trigésimo dia) pode ser observada uma elevação do coeficiente de variação acima do esperado para ensaios com animais.
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Retenção láctea: fator etiológico predisponente às inflamações da glândula mamária...

Retenção láctea: fator etiológico predisponente às inflamações da glândula mamária...

A perfeita descida do leite permite uma adequada ordenha da vaca, restando nestas circunstâncias apenas um pequeno volume de secreção láctea nas cisternas da glândula e no sistema de dutos galactóforos, favorecendo a higidez do órgão. A descida do leite, em vacas sadias em condições normais de manejo, deve-se à ação da ocitocina, liberada por via reflexa (estímulos da ordenha) do lóbulo posterior da hipófise. Esse hormônio, responsável pela contração das células mioepiteliais, que envolvem os ácinos secretores, por tal razão ele foi considerado responsável pela adequada descida do leite. Todavia, em situações de dor, estresse ou infecções sistêmicas, a glândula supra renal libera adrenalina, cuja ação se antepõe àquela da ocitocina, desfavorecendo a descida do leite. A atuação deletéria da adrenalina dificultando o processo de ordenha determinaria retenção de maior volume de leite residual. A retenção de maior volume de leite nos dutos e ácinos glandulares foram consideradas por si só indutora de inflamação do tecido epitelial de revestimento interno da mama, sendo por isso considerado significativo fator predisponente à colonização e desenvolvimento de infecções bacterianas intramamárias (BIRGEL, 1982; COSTA; REINEMANN, 2004; NICKERSON, 1994).
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Processo de secagem da glândula mamária de bovinos da raça holandesa: avaliação física...

Processo de secagem da glândula mamária de bovinos da raça holandesa: avaliação física...

foi observada a presença de secreção com aspecto viscoso de coloração amarelada; ao final do processo, no 45º dia do período seco, observou-se em 40,9 % das mamas uma secreção pré- colostral, com aspecto de mel ou soro lácteo. Durante o período seco, em animais, nos quais a supressão da ordenha tenha ocorrido há mais de três dias, foram observadas alterações similares àquelas descritas nas mamites diagnosticas durante a lactação ou nas retenções de leite, ou seja, observou-se um aumento abrupto dos valores do pH, eletrocondutividade, cloretos, índice cloretos/lactose, proteína e número de células somáticas, enquanto os teores lácteos de lactose diminuíram abruptamente. Entre o 3º e o 45º dia do período seco foram obtidos os seguintes valores para as características físico-químicas e celulares da secreção láctea de vacas sadias: pH entre 7,08 e 7,34; Eletrocondutividade entre 7,50 e 8,35 mS/cm; Cloretos entre 242,20 e 287,66 mg/dl; Lactose entre 1,20 e 2,45 g/dl; Índice Cloretos/Lactose entre 12,99 e 26,40; Gordura entre 2,27 ± 7,97 g/dl; Proteína entre 6,00 e 9,47 g/dl; Sólidos Totais entre 10,73 e 16,35 g/dl; Número de Células Somáticas entre 1.930.450 e 6.486.900 células/ml. A partir do 5º dia do período seco nenhuma das amostras apresentou reações negativas ao CMT e entre o 7º e o 45º dia todas as amostras apresentavam reações do CMT classificadas como duas ou três cruzes. A avaliação da influência da ocorrência de mamite durante o processo de secagem nas características físico- químicas e celulares da secreção láctea demonstrou ser ela parcial e restrita a alguns momentos do período seco, sendo que as diferenças entre os valores obtidos no grupo de mamas com mamite e no grupo com mamas sadias eram de pequena magnitude, impedindo o diagnóstico baseado na avaliação dos resultados obtidos nas características físico-químicas e celulares da secreção láctea.Entre a última ordenha antes do seu início e o 45ºdia do período seco não houve diferenças estatísticas entre as freqüências de isolamentos bacterianos, enquanto o percentual de mamas com isolamento bacteriano no retorno da lactação foi menor do que o encontrado durante o processo de secagem da glândula mamária.
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Imunidade inata da glândula mamária bovina: resposta à infecção.

Imunidade inata da glândula mamária bovina: resposta à infecção.

São importantes células efetoras da imunidade inata, especializadas na apresentação de antígenos para linfócitos T, com capacidade de secretar grande variedade de mediadores inflamatórios como citocinas ou componentes derivados do ácido aracdônico, o que lhe confere grande capacidade de defesa da glândula mamária (RAINARD & RIOLLET, 2003). O tecido da glândula mamária saudável e o leite contêm principalmente macrófagos, enquanto que o tecido infectado e as secreções contém principalmente neutrófilos. Quando os macrófagos reconhecem bactérias, liberam citocinas pró-inflamatórias, como TNF-a e IL-1b, estimulando a atividade bactericida dos neutrófilos e também produzindo prostaglandinas e leucotrienos, que aumentam a reação inflamatória local (BANNERMAN et al., 2004). Sua atividade diminui durante o periparto, fato relacionado com o aumento da ocorrência da mastite nesse período (SORDILLO & STREICHER, 2002; RAINARD & RIOLLET, 2006). São altamente ativos no período de involução, quando fagocitam os restos celulares e a secreção láctea (NICKERSON, 1989).
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Características fisico-químicas e celulares na secreção láctea de caprinos da raça...

Características fisico-químicas e celulares na secreção láctea de caprinos da raça...

Durante todo o processo de secagem da glândula mamária pode-se observar um aumento gradual dos teores de proteína. No último dia de ordenha, antes de se iniciar o processo de secagem, o valor médio era de 2,89±0,87g/dl. Os valores foram crescendo até alcançar o valor de 5,27±2,07g/dl no trigésimo dia de secagem, o que representa um aumento de 82,35% no teor de proteínas da secreção láctea. Até o quinto dia o teor de proteína ainda se encontrava dentro do intervalo de normalidade para leite caprino compreendido entre 2,83g/dl e 3,7g/dl (PARK; HUMPHREY, 1986; PARK, 1991; PRATA et al., 1998; BENEDET, 1996; FERNANDES, 2002; MORGAN et al., 2003; GOMES, 2004; TORII et al., 2004; SILVA et al., 2006). Segundo Birgel (2006) os bovinos apresentam uma gradual elevação do teor de proteínas do leite entre a interrupção da ordenha e o décimo quinto dia do processo de secagem, quando sofreram uma estabilização, e sofreram pequenas flutuações até o final da secagem. Nesse caso o comportamento das duas espécies foi mais semelhante já que houve um aumento dos teores de proteína na secreção láctea de 82% para caprinos e 112,08% para bovinos. Em três oportunidades (primeiro, décimo quinto e trigésimo dia) pode ser observada uma elevação do coeficiente de variação acima do esperado para ensaios com animais.
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Imunidade inata da glândula mamária bovina: resposta à infecção - REVISÃO BIBLIOGRÁFICA -

Imunidade inata da glândula mamária bovina: resposta à infecção - REVISÃO BIBLIOGRÁFICA -

São importantes células efetoras da imunidade inata, especializadas na apresentação de antígenos para linfócitos T, com capacidade de secretar grande variedade de mediadores inflamatórios como citocinas ou componentes derivados do ácido aracdônico, o que lhe confere grande capacidade de defesa da glândula mamária (RAINARD & RIOLLET, 2003). O tecido da glândula mamária saudável e o leite contêm principalmente macrófagos, enquanto que o tecido infectado e as secreções contém principalmente neutrófilos. Quando os macrófagos reconhecem bactérias, liberam citocinas pró-inflamatórias, como TNF-a e IL-1b, estimulando a atividade bactericida dos neutrófilos e também produzindo prostaglandinas e leucotrienos, que aumentam a reação inflamatória local (BANNERMAN et al., 2004). Sua atividade diminui durante o periparto, fato relacionado com o aumento da ocorrência da mastite nesse período (SORDILLO & STREICHER, 2002; RAINARD & RIOLLET, 2006). São altamente ativos no período de involução, quando fagocitam os restos celulares e a secreção láctea (NICKERSON, 1989).
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Avaliação dos aspectos patológicos, clínicos e epidemiológicos dos neoplasmas de glândula mamária, diagnosticados em cães e gatos no município de Realeza - PR

Avaliação dos aspectos patológicos, clínicos e epidemiológicos dos neoplasmas de glândula mamária, diagnosticados em cães e gatos no município de Realeza - PR

De acordo com o exame histopatológico, dos 24 animais que realizaram mastectomia ou foram encaminhados para necropsia, todos foram diagnosticados com neoplasmas de glândula mamária malignos, o que pode ser explicado pela idade dos animais e pelo tempo entre o aparecimento do tumor e a avaliação clínica ser longo. Além disso, a realização de ovariossalpingohisterectomia também pode ser outro fator, pois 94% (58/62) das fêmeas deste estudo não eram esterilizadas até a data do atendimento clínico e as OSH realizadas no momento da mastectomia não foram contabilizadas. Acredita-se que os neoplasmas mamários sejam hormônio-depedentes, de acordo com Silva; Serakides; Cassali (2004), foram encontrados receptores para estrógeno e progesterona em tumores de mama de cadelas, por isso, a época em
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Avaliação da relação do exame físico da glândula mamária de ovelhas da raça Santa...

Avaliação da relação do exame físico da glândula mamária de ovelhas da raça Santa...

amostras de mamas normais e com amostras de mamas aumentadas de volume. Este aumento de escores pode ser indicativo de aumento da celularidade e este aumento em mamas diminuídas de volume pode ser explicado pela maior mobilização celular decorrente de processos inflamatórios crônicos. Este aumento dos escores poderia estar relacionado com o aumento celular relativo, o que poderia ser conseqüência da redução da secreção em mamas diminuídas de volume, seja decorrente de processos fisiológicos ou patológicos, embora não se possa afirmar essa condição por não ter sido quantificada a produção de leite neste experimento. Ou mesmo, para alguns autores, como Anderson et al. (2005), que não aconselham a utilização do CMT na avaliação do leite de cabras e ovelhas, este possível aumento da celularidade no CMT pode ser originado do fato da contagem celular destes animais ser superior à dos bovinos. Portanto o resultado “+” (fracamente positivo) no CMT pode ser considerado como resultado negativo (ANDERSON et al., 2005; CONTRERAS et al., 1996). Outros autores recomendam a utilização do CMT sem nenhuma restrição (BOSCOS et al., 1996; SUARES et al., 2002) e outros indicam o CMT desde que seja realizada outra avaliação. Silva et al. (2001) indicaram a associação com o exame bacteriológico enquanto que Clements et al. (2003), que também trabalharam com ovelhas de corte indicaram o uso do CMT associado com a CCS automática e consideraram o CMT como o melhor teste diagnóstico para ovinos desde que apresentassem reação fortemente positiva.
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A expressão da COX-2 em patologias da glândula mamária da gata

A expressão da COX-2 em patologias da glândula mamária da gata

O parênquima mamário é formado por glândulas de estruturas tubuloalveolares que apresentam uma configuração ramificada veiculando e promovendo a secreção de leite. Esta ramificação e os alvéolos são constituídos por duas populações celulares com diferentes características: células epiteliais luminais (responsáveis pela produção láctea), duplamente estratificadas e de forma regular; e células mioepiteliais que formam uma bainha externa descontínua em volta das porções alveolares e contínua em ductos mamários, com propriedades contrácteis para promoverem a excreção láctea (BANKS 1993, MONTEIRO-RIVIERE et al., 1993, YOUNG et al., 2000).
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Neoformações da glândula mamária felina parte I: neoplasias malignas e benignas

Neoformações da glândula mamária felina parte I: neoplasias malignas e benignas

Apesar de a imunoistoquímica ter incrementado o diagnóstico e auxiliado na determinação do prognós- tico, as características anatomopatológicas clássicas do tumor, como tamanho tumoral, tipo histológico, envol- vimento linfático e grau nuclear, são considerados como indicadores prognósticos básicos para a avaliação dos carcinomas mamários. A realização do estadiamento clínico, classificação e graduação histológica têm se de- monstrado de grande importância para o diagnóstico definitivo do tumor, escolha de melhores condutas tera- pêuticas, prognóstico e compreensão da evolução clínica da paciente. Porém, tanto na prática clínica de pequenos animais como nos laboratórios de patologia veterinária, alguns desses fatores de prognósticos ainda são pouco explorados (40).
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ADENOCARCINOMA COMPLEXO GRAU II DE GLÂNDULA MAMÁRIA EM UMA CADELA DA RAÇA BICHON FRISÉ

ADENOCARCINOMA COMPLEXO GRAU II DE GLÂNDULA MAMÁRIA EM UMA CADELA DA RAÇA BICHON FRISÉ

RESUMO: Dentre as neoplasias mamárias de cadelas, os adenocarcinomas possuem incidência de 25 a 50% dos casos. Além de serem localmente invasivos, podendo ser únicos ou múltiplos, ulcerados ou não, possuem amplo potencial metastático para linfonodos regionais e pulmões. O presente trabalho teve como objetivo relatar o caso de uma cadela da raça Bichon Frisé que foi atendida com histórico de aumento de volume bilateral nas glândulas mamárias abdominal caudal e inguinal, com evolução de aproximadamente dois meses, apresentando secreção sanguinolenta em mama abdominal caudal esquerda. A paciente não era esterilizada, se apresentava dispnéica e com hipertermia. No exame clínico notou-se aumento de volume com aspecto em placa única que atingia glândulas abdominais (cranial e caudal) e inguinal esquerda e abdominal caudal e inguinal direita, com aproximadamente 8,0 cm de diâmetro, consistência firme, superfície lisa e ulceração na porção cranial da glândula abdominal caudal esquerda. Após exames complementares, deduziu-se tratar-se de um caso de neoplasia mamária. Devido às condições físicas e clínicas da paciente optou-se pelo tratamento clínico de manutenção para posterior reavaliação. Contudo, como a terapia clínica adotada não foi satisfatória para o controle do quadro clínico da paciente, resultando na evolução das lesões neoplásicas e piora clínica após 50 dias do inicio do tratamento, foi realizada eutanásia. No exame histopatológico foi diagnosticado adenocarcinoma complexo grau II.
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Extratos de própolis no tratamento da mastite bovina: avaliação in vitro da atividade antimicrobiana e da viabilidade celular em explantes da glândula mamária

Extratos de própolis no tratamento da mastite bovina: avaliação in vitro da atividade antimicrobiana e da viabilidade celular em explantes da glândula mamária

31 composição, além de alterações no tecido mamário (febre, vermelhidão, tremores musculares, prostração, entre outros) (Philpot & Nickerson, 1991). Animais com mastite clínica são facilmente identificados durante a ordenha através do teste da caneca de fundo preto. Por ser uma infecção grave, além de um efeito negativo sobre o bem-estar do animal, em alguns casos, pode levar ao descarte precoce do mesmo. Todavia, é a mastite subclínica que tem maior impacto negativo ao setor leiteiro, uma vez que se alastra silenciosamente pelo rebanho sem que sejam percebidas alterações macroscópicas à inspeção do úbere ou do leite (Medeiros, 2009). Para a identificação de animais com mastite subclínica recomenda-se o uso frequente da metodologia California Mastitis Test (CMT), que consiste na formação de um gel de espessura variada após a mistura do leite com um reagente CMT (detergente aniônico), que destrói os glóbulos brancos (leucócitos) existentes no leite e coagula o DNA liberado pelos mesmos (Rosenberger, 1993). A falsa segurança, gerada pela inexistência de sinais externos, contribui para o alastramento rápido da doença no rebanho, uma vez que a relação entre ocorrência de mastite subclínica é muito maior quando comparada a de mastite clinica (Medeiros & Souza, 2009; Mdegela et al., 2009). A mastite subclínica também tem consequências sobre a qualidade do leite, alterando, por exemplo, a relação oxidante/antioxidante do tecido mamário, acarretando na diminuição dos níveis de antioxidantes no leite (Atakisi et al., 2010). Além disso, uma das consequências da mastite é a formação de um tecido conjuntivo dentro do úbere como resultado da tentativa da glândula para driblar a infecção. A presença deste tecido conjuntivo limita a área onde os ductos e alvéolos podem se desenvolver e reduz o potencial de produção da glândula (Cunningham & Klein, 2008). A elevada incidência de mastite nos rebanhos bovinos é responsável por uma perda de 33 a 45% na produção de leite durante a lactação do animal, representando uma diminuição de cerca de 900 kg de leite por animal por lactação (Hand et al., 2012).
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APLICAÇÃO DA ULTRASSONOGRAFIA NA AVALIAÇÃO DA GLÂNDULA MAMÁRIA DE RUMINANTES

APLICAÇÃO DA ULTRASSONOGRAFIA NA AVALIAÇÃO DA GLÂNDULA MAMÁRIA DE RUMINANTES

Portanto, para que o desempenho e, consequentemente, a eficiência produtiva de animais leiteiros possam ser melhorados, é fundamental compreender o desenvolvimento e diferenciação mamária. Nesse sentido, tem-se buscado métodos alternativos de pesquisa que reduzam o tempo e o custo das análises, bem como permita a avaliação in vivo dos animais, de forma não invasiva e em tempo real. A ultrassonografia mamária representa uma ferramenta de importância significativa na área de investigação da fisiologia animal, permitindo a obtenção de avaliações mais completas (CARVALHO et al., 2009).
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Avaliação da terapia com talidomida em neoplasias malignas da glândula mamária canina

Avaliação da terapia com talidomida em neoplasias malignas da glândula mamária canina

RESUMO - As neoplasias da glândula mamária canina são as neoplasias mais comuns em cadelas não castradas, sendo pelo menos 50% malignas. A maioria dos carcinomas invasores é relacionado a uma sobrevida inferior a dois anos quando tratados apenas com cirurgia, sendo a principal forma de tratamento da doença. A talidomida tem demonstrado benefício clínico em diversas doenças neoplásicas e não-neoplásicas, principalmente devido aos seus efeitos antiangiogênicos e imunomodulatórios. Assim, o objetivo do presente trabalho foi avaliar os efeitos terapêuticos da talidomida em cadelas diagnosticadas com neoplasias malignas da glândula mamária. Inicialmente, os eventos adversos do tratamento com talidomida foram avaliados em 29 cadelas tratadas com 20 e 10 mg/kg/dia, durante 6 meses. O fármaco foi bem tolerado, não interferindo na qualidade de vida dos animais. Em casos de sonolência excessiva a dose de 10 mg/kg deve ser preconizada. Em seguida, 58 cadelas foram divididas entre quatro diferentes tratamentos propostos: tratamento cirúrgico; cirurgia seguido de quimioterapia em dose máxima tolerada (QDMT); cirurgia, QDMT e talidomida; e cirurgia, QDMT e quimioterapia metronômica (QM). Não houve diferença estatística significativa na sobrevida global (SG) entre os quatro tratamentos propostos quando animais de todos os estadiamento clínicos foram avaliados (p=0,3177). Porém, quando avaliamos a sobrevida de animais diagnosticados com metástase à distância, os tratamentos com cirurgia, QDMT e talidomida ou QM apresentaram maiores SG (l63 e 376,5 dias, respectivamente) quando comparados aos tratamentos consistindo em cirurgia e cirurgia e QDMT (150 e 1l8 dias, respectivamente). Além disso, relatamos o caso de uma cadela diagnosticada com um carcinossarcoma que, após diagnóstico de metástase pulmonar, sobreviveu 20 meses sendo submetida apenas ao tratamento com talidomida. O tratamento com cirurgia, QDMT e talidomida foi considerado eficaz e seguro em pacientes com estadiamento avançado, aumentando a SG de pacientes com metástase à distância. A QM pode ser associada ao tratamento cirúrgico e quimioterápico quando a talidomida não estiver disponível.
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Avaliação da população de células tronco tumorais nas neoplasias da glândula mamária em cadelas

Avaliação da população de células tronco tumorais nas neoplasias da glândula mamária em cadelas

Outro aspecto da EMT é a maior expressão de marcadores mesenquimais, o que está relacionado ao fenótipo mais invasivo e de pior prognóstico em tumores de mama e de vesícula urinária em humanos (MOODY et al. 2005; BAUMGART et al. 2007). Em nossos ensaios realizados com o anticorpo anti-vimentina, utilizado para detectar células de origem mesenquimal, observamos intensa marcação citoplasmática em células fusiformes de arranjo em paliçada circundantes aos alvéolos e ductos mamários, condizentes com o mioepitélio e fibroblastos do parênquima mamário e não nas células neoplásicas demonstrando no haver relação com a EMT nestas neoplasias (Figura 7 a). Esta marcação apresentou maiores escores vistos nos tumores benignos (p ˂0,05), como mostra a tabela 2, mais especificamente nos casos classificados como adenomas complexos, corroborando com Sarli et al. (2004) e Gama, Alves e Schmitt (2010), que observaram frequente diminuição da expressão de citoqueratinas e consequente aumento da expressão da vimentina em tumores da glândula mamária, que apresentam maior proliferação estromal e vascular, como os tumores complexos.
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Morfologia da glândula mamária do quati (Nasua nasua).

Morfologia da glândula mamária do quati (Nasua nasua).

com seus filhotes em bandos de até 30 indivíduos. Para descrição morfológica da glândula mamaria do Nasua na- sua foram utilizados seis animais provenientes do Criató- rio Cientifico (Cecrimpas), Unifeob. Autorizado pelo Ibama (Proc.02027.002322/98-99). Para análise macroscópica um animal foi injetado com látex neoprene, sendo a artéria femoral injetada com látex de cor vermelha e a veia jugular de cor azul. Os demais animais foram fixados em solução aquosa a 10% de formaldeído. Para análise microscópica, fragmentos glandulares foram coletados e submetidos ao processo rotineiro, embebido em parafina e corados com Hematoxilina e Eosina, Picrossírius e Azul de Toluidina. Macroscopicamente foram evidenciados três pares de glân- dulas mamárias, sendo dois pares posicionados na região abdominal e um par na região inguinal. Microscopicamen- te, notou-se epitélio de revestimento externo das papilas
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MECANISMOS DE DEFESA ESPECÍFICA E INESPECÍFICA DA GLÂNDULA MAMÁRIA DE BOVINOS

MECANISMOS DE DEFESA ESPECÍFICA E INESPECÍFICA DA GLÂNDULA MAMÁRIA DE BOVINOS

No leite mastítico o elemento do complemento C5a pode ser um dos principais mediadores inflamatórios, porque ele induz a migração de neutrófilos e células fagocíticas na direção do local onde ocorre a resposta inflamatória (ZECCONI e SMITH, 2000). Entretanto, baixas concentrações de complemento observado em glândulas mamária saudáveis durante a lactação, comprovam que as atividades bactericidas do sistema de complemento só estão aumentadas em tecidos inflamados e a intensidade esta relacionada a uma resposta inflamatória (RAINARD et al.; 2000).
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Concentração arterial, retenção de metabólitos pela glândula mamária e concentração...

Concentração arterial, retenção de metabólitos pela glândula mamária e concentração...

Os objetivos desse experimento foi avaliar os efeito de doses crescentes de óleo de soja (0, 30, 60 e 90g/dia) sobre o consumo, digestibilidade dos nutrientes no trato digestório total, produção e composição do leite, perfil de ácidos graxos no leite e no sangue arterial, concentração arterial e retenção de metabólitos pela glândula mamária de cabras em lactação. Foram utilizadas quatro cabras Saanen multíparas, com produção e período de lactação semelhantes, que foram delineadas em Quadrado Latino 4 x 4. Cada subperíodo de 28 dias, sendo 24 de adaptação e 4 de colheitas. Dois meses antes do início do experimento, os animais foram preparados cirurgicamente para exteriorização subcutânea de ambas as artérias carótidas a fim de facilitar a colheita do sangue arterial. Os animais foram alojados em baias individuais onde receberam os respectivos tratamentos, que consistiram em recebimento de uma ração basal, para o tratamento controle (sem adição de óleo); ração basal + 30g de óleo de soja; ração basal + 60g de óleo de soja e ração basal + 90g de óleo de soja. As doses de óleo de soja foram divididas em duas porções diárias que foram fornecidas via oral. As doses de óleo influenciaram o consumo diário da matéria seca (MS), da matéria orgânica (MO) e do extrato etéreo (EE), embora não tenha havido efeito quando o consumo da MS e da MO foram relacionados com o peso metabólico. Também não houve efeito das doses de óleo de soja sobre o consumo da fibra em detergente neutro (FDN) e da proteína bruta (PB) também não foram alterados. A digestibilidade da MS e do extrato etéreo (EE) no trato digestório total foi influenciada pelos tratamentos. Porem, a digestibilidade da MO, fibra em detergente neutro (FDN) e da proteína bruta não foram alteradas. Não houve efeito na produção diária de leite, embora, quando corrigido para 3,5% de gordura a produção diminuiu linearmente com o aumento das doses de óleo de soja devido à queda na porcentagem de gordura. Porem os demais constituintes do leite não foram alterados. Os perfis de ácidos graxos do leite e arterial foram influenciados pelas doses do óleo de soja. Verificou-se que o aparecimento do C18:2 t10, c12 culminou com a redução em 558% na gordura do leite. A dose de 90 g propiciou a elevação do vacênico do leite em cerca 810%, ao contrário do C18:2 c9, t11, em decorrência da redução da inibição da atividade da 9-desaturase pelo C18:2 t10, c12 O perfil de ácidos graxos arterial também foi alterado pelas doses de óleo e a concentração de ácido vacênico foi elevada linearmente em 150% na dosagem de 90 g. O aporte de metabólitos (glicose, ß- hidroxibutirato) e a retenção mamária não foram influenciadas pelas dosagens de óleo de soja.
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Estudo microbiológico e histopatológico da glândula mamária de caprinos tuberculina...

Estudo microbiológico e histopatológico da glândula mamária de caprinos tuberculina...

Testes como o California Mastitis Test (CMT) que é um método indireto de diagnóstico de fácil aplicabilidade dando uma idéia muito aproximada da situação do rebanho, sendo um método amplamente difundido como auxiliar no diagnóstico de mastite em bovinos, e utilizado como teste de triagem da saúde da glândula mamária caprina (SCHALM; NOORLANDER, 1957; SILVA et al., 2001). Esse método mede indiretamente a concentração de leucócitos no leite, que em caprinos deve ser utilizado com algumas restrições devido ao maior número de células somáticas presentes em seu leite. Sendo assim para essa espécie deve-se considerar como negativos os três primeiros níveis: negativo (-); duvidoso (+/-) e fracamente positivos (+). Somente valores acima destes, ou seja, positivo (++) e fortemente positivo (+++) é que devem ser considerados como infecção instalada. (SMITH; ROGUINSKY, 1977; CONTRERAS et al., 1996). Com a finalidade de se evitar falsos positivos deve ser associado ao exame microbiológico do leite devido à fisiologia da glândula mamária caprina.
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USO DE VACINAS E DE MICRONUTRIENTES NA RESPOSTA IMUNE DA GLÂNDULA MAMÁRIA

USO DE VACINAS E DE MICRONUTRIENTES NA RESPOSTA IMUNE DA GLÂNDULA MAMÁRIA

A vacinação com E. coli J5 tem demonstrado que a imunização, efetivamente, reduz a incidência e intensidade de casos clínicos de mastite por coliformes (GENTILINI, 2012; SANTOS e TOMAZI, 2012). Segundo Tomita et al. (2000), a redução de casos clínicos é atribuída não só a eliminação bacteriana, mas também à neutralização do LPS, devido ao elevado título de anticorpos contra os antígenos internos do LPS de E. coli J5. O aumento significativo nos títulos séricos de IgM, IgG1 e IgG2 que se aderem à parede celular bacteriana favorece o aumento da capacidade fagocítica e de opsonização de leucócitos e macrófagos. Este aumento está envolvido na prevenção da colonização da glândula mamária pelos organismos invasores e no aumento da taxa de eliminação destes agentes quando a infecção já se encontra estabelecida.
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