Avaliação das escolas

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AUTOAVALIAÇÃO, AVALIAÇÃO EXTERNA... AFINAL PARA QUE SERVE A AVALIAÇÃO DAS ESCOLAS?.

AUTOAVALIAÇÃO, AVALIAÇÃO EXTERNA... AFINAL PARA QUE SERVE A AVALIAÇÃO DAS ESCOLAS?.

Nesse modo de conceber a avaliação, é possível ajudar as es- colas e os professores a: desenvolver um trabalho de autoanálise e de reflexão sobre os sentidos (ou seja, significados e direções) do trabalho educativo; promover a construção do coletivo dos atores como parceiros em um processo de trabalho, capazes de assumirem uma argumentação justificativa das ações, construindo outra compreensão sobre a ação de- senvolvida; fluidificar, e assim facilitar, a comunicação entre todos os atores que se enriquece, porque se complexifica, implicando a criação de uma base de acordo estabelecida a partir de um máximo denominador comum, quer dizer, uma base de acordo com que reúne, na discussão, tanto as ideias comuns quanto as ideias divergentes, assim como novas ideias que emergem da própria discussão. Em suma, uma autoavaliação em que “[...] o saber não reforça um poder externo, gestionário, em que o que acontece é a mera execução de instruções, mas aumenta o ‘poder sobre si’ situando, assim, a autoavaliação numa concepção democráti- ca da relação ‘poder/saber’” (BERGER; TERRASÊCA, 2011, p. 14). Essa  concepção de avaliação permite reabilitar o papel dos professores como importantes agentes no processo de avaliação das escolas, partici- pando ativamente em sua concepção e implementação, e constitui-se em um forte mecanismo de contracorrente face ao entendimento dominante e quase exclusivo da avaliação como externa, de produto e de controle.
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Avaliar a Auto-Avaliação das Escolas

Avaliar a Auto-Avaliação das Escolas

Como refere (Afonso, 2002, p. 31), para os sectores mais conservadores, “… a avaliação educacional tende a ser assumida como instrumento de actuação predominante em sistemas políticos autoritários, mais permeáveis aos valores tradicionais da ordem, da disciplina e da hierarquia social”, por outro, nos sectores mais liberais, “… a avaliação educacional tende para uma selecção mais meritocrática de natureza individualista” ou como acontece recentemente, é vista também como “… um instrumento de gestão subordinada aos novos valores da produtividade instrucional, da performatividade e da prestação de contas, numa perspectiva de lógica de mercado”. Em sectores mais progressistas, a avaliação educacional “… tende a ser vista a valorizar o desenvolvimento pessoal e colectivo (cognitivo, moral, emocional, relacional…), como um instrumento de promoção de aprendizagens críticas e reflexivas e de melhoria dos programas e projectos educativos, incluindo a transparência e democraticidade dos processos de decisão relativos às políticas educativas, e como uma condição para estruturar modelos negociados de responsabilização (“accountability”) que envolvam os actores e decisores educativos no âmbito da actuação em diferentes assuntos.”.
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Avaliação externa das escolas em Portugal e das escolas europeias : uma perspetiva comparativa

Avaliação externa das escolas em Portugal e das escolas europeias : uma perspetiva comparativa

No dia 22 de fevereiro de 2012, assisti a uma sessão de formação realizada no edifício da IGEC sobre a análise e o tratamento da informação estatística útil no processo de Avaliação Externa das Escolas. A formadora foi a Doutora CS que foi a perita consultada e integrada no grupo de trabalho de preparação para o novo ciclo de AEE. A formadora também esteve presente na sessão de formação dos avaliadores (que decorreu nos dias 3 e 4 de novembro de 2011, ver atividade 9 – Sessão de formação dos avaliadores externos), tendo em conta o novo ciclo de Avaliação Externa onde abordou de forma mais sistemática esta área da análise e tratamento da informação estatística. Para a Doutora CS faz todo o sentido que agora se aposte numa sessão de formação dedicada unicamente a esta temática, uma vez que o processo de avaliação das escolas já está em andamento e vão surgindo dúvidas em relação a casos concretos do perfil das escolas e do valor esperado. A sessão de formação focou-se em duas vertentes: uma apresentação teórica (da parte da manhã),com esclarecimento de dúvidas e, a realização de trabalho prático (da parte da tarde) em pequenos grupos para a análise de casos práticos concretos (em algumas situações são apresentados casos reais que suscitaram dúvidas aos avaliadores no decorrer das suas visitas a determinadas escolas/agrupamentos).
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Sistema Permanente de Avaliação da Educação Básica do Ceará (Spaece) na vertente da avaliação do rendimento escolar

Sistema Permanente de Avaliação da Educação Básica do Ceará (Spaece) na vertente da avaliação do rendimento escolar

Em fevereiro de 2000, o sistema de avaliação foi institucionalizado por meio da Portaria nº 101, passando a denominar- se Sistema Permanente de Avaliação da Educação Básica do Ceará (Spaece), constando de duas vertentes: a avaliação do rendimento escolar e a avaliação institucional. A primeira segue uma abor- dagem mais quantitativa por ser uma ava- liação em grande escala. A segunda, mais qualitativa, por ser, sobretudo, uma avali- ação em processo e ter características de auto-avaliação das escolas. As duas ver- tentes não são excludentes. Ao contrário, se complementam, pois uma procura su- perar as limitações da outra e juntas for- mam hoje o Sistema Permanente de Ava- liação da Educação Básica do Ceará, a cargo do Núcleo de Pesquisa e Avaliação Educacional da Coordenadoria de Plane- jamento e Política Educacional da Seduc. Neste trabalho vamos nos deter somente sobre a vertente da avaliação do rendimen- to escolar.
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A avaliação externa das escolas como processo social

A avaliação externa das escolas como processo social

No entanto, as comparações internacionais entre modelos de avaliação têm mostrado também que existem diferenças consideráveis nos princípios, nas metodologias, nos ritmos e nos objecti- vos destes processos políticos, sendo difícil identificar o melhor modelo na promoção da quali- dade das aprendizagens dos alunos ou na defesa da equidade educativa (Van Zanten, 2006; OCDE, 2009). Exige-se, pois, prudência na extrapolação de quadros teóricos criados a propósito dos contextos educativos anglo-saxónicos. Os sistemas tradicionalmente públicos, centralizados e hierarquizados, como aqueles que vigoram na Europa do Sul, têm revelado problemas estruturais na relação com as comunidades mais desfavorecidas, limitando fortemente a participação dos alu- nos, dos pais e dos professores nas organizações escolares (Bourdieu & Passeron, 1970; Archer, 1979; Petitat, 1982). Além disso, as políticas educativas recentes têm-se desenvolvido em tensão permanente com poderosas organizações sindicais, defensoras dos direitos profissionais dos docentes, sendo que as medidas adoptadas resultam de complexas negociações e bloqueios (Enguita, 2007). Curiosamente, são países em que a avaliação dos alunos sempre foi assumida como uma missão central da escola, com uma forte carga classificativa e penalizadora, mas a tradi- ção de avaliar, de forma sistemática e externa, os profissionais e as organizações é escassa. Neste cenário, a avaliação das escolas tem adoptado um formato mais formativo, participado, qualitativo, sem efeitos punitivos, justificada por uma necessidade da transparência e da prestação de contas das instituições públicas face aos cidadãos.
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Projeto de avaliação de tendências de mudanças no curso de graduação nas escolas médicas brasileiras.

Projeto de avaliação de tendências de mudanças no curso de graduação nas escolas médicas brasileiras.

O projeto de avaliação de tendências de mudanças no curso de graduação nas escolas médicas brasileiras da Comissão de Avaliação das Escolas Médicas (Caem) da Abem resultou da necessidade de avaliar e acompanhar as mudanças que vêm ocorrendo nas escolas médicas após movimentos nacionais e inter- nacionais que recomendam adequar a formação do profissional às demandas contemporâneas de saúde, em especial no Brasil, após a homologação das Diretrizes Curriculares Nacionais para o Curso de Gra- duação em Medicina. Constituída por professores, estudantes e estudiosos do tema, a Caem discutiu e aprovou o projeto, que se baseou no trabalho de tese que adota cinco eixos conceptuais relevantes na formação médica – mundo do trabalho, projeto pedagógico, abordagem pedagógica, cenários da prática e desenvolvimento docente. O projeto propõe um trabalho para ser executado com as escolas em três mo- mentos: 1) aplicação do instrumento de auto-avaliação com análise dos dados pela Caem e devolução às escolas; 2) aproximação das evidências de mudanças apontadas pelas escolas com identificação dos atores sociais envolvidos e construção de indicadores capazes de averiguar e acompanhar as mudanças; 3) siste- matização e apresentação de dados para análise e recomendações com elaboração do relatório, atendendo aos princípios do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes). Este artigo mostra os detalhes do projeto e como resultado a adesão das escolas por conta do seu lançamento, em 2006.
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Momentos de avaliação e movimentos de mudança em um curso de Farmácia.

Momentos de avaliação e movimentos de mudança em um curso de Farmácia.

Em mais uma oportunidade o curso somou outro processo avaliativo para agregar novos olhares. Em 2008 aderiu ao projeto da Comissão de Avaliação das Escolas Médicas (CAEM) da Associação Brasileira de Educação Médica (ABEM), denominado: Avaliação de Tendências de Mudanças nos Cursos de Graduação das Escolas Brasileiras da Área da Saúde (ABEM/CAEM, 2006). Esse projeto visa verificar a integração da escola com os serviços no SUS em todos os níveis de assistência a saúde, para facilitar a construção do conhecimento pelo discente. Propõe a investigação por triangulação de métodos que segundo Minayo (2006), consiste em desdobramentos metodológicos que buscam combinar e cruzar múltiplos pontos de vista, favorecendo a interação crítica e intersubjetiva.
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Uma tipologia para a compreensão da avaliação de escolas

Uma tipologia para a compreensão da avaliação de escolas

Tendo por base esse mandato, a avaliação das escolas de ensinos fundamen- tal e médio tem tido cada vez mais expressão fazendo conviver processos de uma avaliação externa com outros que recorrem à autoavaliação. O contacto que temos tido com escolas desses níveis de ensino mostra que nem sempre é claro o que se entende e pretende com essa avaliação. Estudos que temos feito (Figueiredo, Leite e Fernandes, 2015; Leite, Morgado e Seabra, 2014) revelaram que alguns profes- sores de escolas nem sempre estão certos quanto ao que deve constituir o foco do processo de avaliação de escolas, sobretudo quando neles se deposita a responsabi- lidade pela sua execução. Torna-se assim evidente a necessidade de sistematizar o conhecimento sobre avaliação de escolas de modo que possa torná-lo acessível aos vários públicos interessados, facilitando a compreensão da problemática. Partindo dessa conclusão, desenvolveu-se o estudo que este artigo dá conta. O estudo teve como objetivos aprofundar o conhecimento sobre a avaliação de escolas e construir uma tipologia sobre a avaliação das escolas. Partimos para o estudo admitindo que a compreensão efetiva daquilo que é a complexidade da avaliação de escolas engloba o aprofundamento de conceitos e os procedimentos que lhe são inerentes. Ao longo deste texto são apresentados os procedimentos seguidos e os resultados com eles alcançados, que culminam na construção da tipologia sobre a avaliação de escolas.
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Atitudes dos professores face à avaliação de escolas

Atitudes dos professores face à avaliação de escolas

A Lei n.º31/2002 de 20 de Dezembro, que suporta a avaliação das escolas (interna e externa), aponta para a necessidade da avaliação das escolas ser considerada um instrumento de ajuda à mudança nas unidades de gestão. Nesta perspetiva, indo ao encontro das ideias sustentadas por Azevedo (2006), a avaliação é uma tarefa difícil mas útil que a escola deve empreender, dado que é importante pelo seu contributo no diagnóstico da organização, proporcionando momentos de reflexão, permitindo à escola encontrar estratégias e caminhos que facilitem a sua adaptação à mudança efetiva e à sua contínua melhoria, numa perspetiva de organização aprendente. Nóvoa (1992) refere-se ao perfil do professor como profissional capaz de desenvolver atitudes reflexivas, rumo a uma escola e a uma sociedade melhores, consciente de que a avaliação constitui um fator de melhoria da qualidade e eficácia nas organizações escolares.
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O RANKING DAS ESCOLAS DE ENSINO MÉDIO BASEADO NO ENEM É CONFIÁVEL Eduardo de Carvalho Andrade Ivan Akio Itocazo Soida

O RANKING DAS ESCOLAS DE ENSINO MÉDIO BASEADO NO ENEM É CONFIÁVEL Eduardo de Carvalho Andrade Ivan Akio Itocazo Soida

Existe outro forte indício de “retorno à média”. O coeficiente de correlação entre as mudanças nos notas das escolas ocorridas de 2010 em relação a 2009 e as mudanças ocorridas de 2009 em relação a 2008 é igual a -0,4667. Segundo Kane e Staiger (2002), “if a change in test scores is due to a one-time phenomenon, then the school is likely to revert back to its prior performance level in the next year. In the extreme case, if school test scores were pure noise and independent from one year to the next, we would expect a correlation between the change this year and the change in the next to be - 0,5”. Este parece ser o caso aqui. A estimativa sugere que 93% da variância da mudança da nota da escola no ENEM é transitória (-0,4667 é 93% de -0,5). Dichev (1999) ainda aponta que o sinal negativo indica a tendência de retorno à média (“reversibility”) nas séries temporais observadas para o universo de escolas, e que esse sinal registra a natureza oscilatória da medida empregada.
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A avaliação institucional como instrumento de racionalização e o retorno à escola como organização formal.

A avaliação institucional como instrumento de racionalização e o retorno à escola como organização formal.

ainda reforçada: pela sua natureza crescentemente global, ou transnacional, em termos de integração e comparação; pela velocidade e fiabilidade do tratamento de grandes massas de dados, através do recurso às tecnologias da informação e comunicação; por uma espécie de taylorismo informático que impõe novas formas de controle automático nas escolas, a estandardização de categorias e a uniformização de processos e de tempos, apoiando uma recentralização da administração do sistema escolar que é favorecida pela automação, tal como Maurício Tragtenberg (2006, p. 266) admitira; por uma maior especialização e divisão do trabalho pedagógico e avaliativo; por uma deslocalização das démarches avaliativas para instâncias superiores ou agências externas; pelo apelo a uma base científico- racional, capaz de dar resposta à complexidade dos problemas e de legitimar tecnicamente os resultados produzidos e as consequências da avaliação; pela introdução de departamentos de garantia da qualidade e de monitorização sistemática, através da ação de novas categorias de profissionais especializados em avaliação, como acontece nas universidades; pelas articulações crescentes entre avaliação de resultados e gestão por resultados, instituindo contratos de performance e orçamentos competitivos.
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Desenvolvimento docente e a formação de médicos.

Desenvolvimento docente e a formação de médicos.

No projeto de avaliação proposto pela Caem/Abem, o eixo Desenvolvimento Docente aponta a necessidade de o corpo docente contar com referências e apoios institucionais permanentes no cotidiano das atividades didático-pedagó- gicas. Esse eixo busca identificar a tendência da escola para investir nos aspectos didático-pedagógicos, na atualização técnico-científica, na inter-relação com os serviços, visando constituir parcerias, e na capacitação para a gestão das mu- danças na escola. Também identifica as políticas da escola mé- dica em relação ao corpo docente, que é o agente que orienta a formação do médico e define o perfil de assessoramento dos técnico-administrativos para desenvolver suas tarefas, e, para isto, considera os elementos essenciais para que se favoreça o desenvolvimento docente.
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Análise de uma avaliação diagnóstica de matemática: de uma escola estadual de Rio Claro

Análise de uma avaliação diagnóstica de matemática: de uma escola estadual de Rio Claro

A análise da avaliação diagnóstica a que este trabalho se refere foi realizada em apenas uma das unidades escolares da rede estadual de educação no município de Rio Claro, com cinco salas de sétimos anos do Ensino Fundamental, apresentando uma amostragem de cerca de cento e trinta alunos. Através desta amostragem, se buscará examinar a compreensão dos os alunos, suas competências e habilidades em relação à matemática, esperadas para o ano em que estão cursando, ou se estão apresentando defasagem em relação ao nível de conhecimento avaliado.
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A “realidade” de cada escola e a recepção de políticas educacionais

A “realidade” de cada escola e a recepção de políticas educacionais

Em função dos embates políticos envolvidos nesta questão educacional, é importante mapear os argumentos apresentados nesta arena de debates porque revelam as dinâmicas do campo educacional brasileiro. Rosistolato e Viana (2014) afirmam que os discursos são estruturados a partir das posições sociais dos indivíduos e de suas percepções sobre as temáticas que estão em debate. No caso específico desse trabalho, cabe analisar as visões dos agentes escolares diretamente envolvidos no processo de recepção das políticas de avaliação em larga escala. Autores como Bonaminoe Sousa (2012), Coelho (2008) e Castro (2009) demonstram que a ausência de consensos nesta arena não impediu a consolidação dos sistemas nacionais de avaliação, como também a criação de novos sistemas de avaliação, municipais e estaduais (CASTRO, 2009; BROOKE; CUNHA, 2011). O objetivo desses estados e municípios seria, a partir da instituição de sistemas locais de avaliação, gerar informações e índices próprios que possam dialogar com aqueles produzidos em âmbito nacional e, assim, orientar políticas educacionais (SOUSA; OLIVEIRA, 2010).
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POSSIBILIDADES DE USO DAS INFORMAÇÕES DO SISTEMA MINEIRO DE ADMINISTRAÇÃO ESCOLAR NA GESTÃO DAS ESCOLAS

POSSIBILIDADES DE USO DAS INFORMAÇÕES DO SISTEMA MINEIRO DE ADMINISTRAÇÃO ESCOLAR NA GESTÃO DAS ESCOLAS

Este trabalho apresenta uma pesquisa exploratória sobre o uso do Sistema Mineiro da Administração Escolar (SIMADE) pela equipe gestora nas escolas situadas na circunscrição da SRE-Metropolitana C. Trata-se de um sistema de informação que foi implantado nas escolas estaduais de Minas Gerais e tem como principais funções a coleta, o armazenamento e processamento de dados relativos à escola, docentes e turmas, bem como da vida escolar de cada aluno. Esta pesquisa foi realizada com o objetivo de analisar de forma criteriosa como o sistema pode ser utilizado para fins de contribuir no planejamento, execução e controle no âmbito da gestão escolar. Um estudo de múltiplos casos, de abordagem qualitativa e quantitativa, foi realizado em quatro escolas, acompanhado de uma análise objetiva nas demais escolas estaduais da SRE – Metropolitana C. Como instrumentos de pesquisas, foram utilizados questionários estruturados e entrevista com roteiro semiestruturado. Por meio da pesquisa foi possível constatar que o SIMADE apresenta alguns pontos fortes que contribuem para a gestão escolar e alguns pontos passíveis de intervenção para tornar o sistema mais eficiente. Dentre os pontos fortes destaca-se a confiabilidade na informação e a importância dos relatórios e documentos para a secretaria escolar. Com base nos dados da pesquisa, observou-se que a criação de novos relatórios, mais capacitações para as pessoas que usufruem do sistema, definição mais clara de cronogramas e melhoria na comunicação poderá potencializar o uso do sistema na gestão escolar. Com o objetivo de melhor adequar o sistema à rotina da gestão escolar, a partir dos resultados obtidos, foi proposto o Plano de Ação Educacional (PAE), que, se implementado, poderá otimizar o uso do sistema pela equipe gestora.
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A Avaliação Interna no Agrupamento de Escolas de Marrazes

A Avaliação Interna no Agrupamento de Escolas de Marrazes

Da análise destes resultados podemos concluir que a maioria dos instrumentos são do conhecimento dos professores embora em dois casos, “Questionário aplicado aos DTs” e “Outros instrumentos”, se verifique um maior número de docentes que afirma não conhecer ou conhecer pouco. Esta situação talvez se deva ao facto de se tratarem de instrumentos utilizados apenas dentro de um grupo restrito como é o caso dos DTs, um grupo de docentes dos 2º e 3º ciclos que apenas tem 25 membros. O mesmo acontece com “outros documentos” onde se verifica um uso mais ou menos confinado como é o caso das atas, entre outros, que são do conhecimento do grupo específico onde foram lavradas ou elaborados, e que apenas são acedidas ou acedidos por um número limitado de outros docentes, nomeadamente: membros da Direção, equipas de formação de turmas, equipa de avaliação interna ou outras situações pontuais e sempre por um número restrito de pessoas.
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Avaliação de professores nas escolas públicas portuguesas.

Avaliação de professores nas escolas públicas portuguesas.

É perante esta dicotomia avaliação formativa - avaliação sumativa que as escolas têm levado a cabo a operacionalização do modelo de avaliação. Se é legíti- mo, e porventura pertinente, que num mesmo modelo coexistam estes dois propó- sitos, todavia, na prática, tem-se verificado todo um conjunto de dificuldades no que se reporta à sua exequibilidade. Se não se pode escamotear o facto de que a regulamentação do modelo de avaliação enuncia um conjunto de objectivos que valorizam a componente formativa, também não se pode deixar de reconhecer que, ao mesmo tempo, se condiciona a acção das escolas no sentido da valorização da componente sumativa dado que todo o dispositivo é pensado em função da classi- ficação final do docente. A ambiguidade existente entre os objectivos enunciados e o dispositivo de avaliação prescrito conduz à preocupação (legítima) por parte dos professores com o processo de avaliação e respectiva construção dos instrumentos de registo. Assim, valoriza-se o controlo e a quantificação e dirige-se a atenção para a objectividade na verificação e na medição das competências dos docentes. Transforma-se, desta forma, a avaliação do desempenho numa questão técnica remetendo-se para segundo plano o acompanhamento e o trabalho colaborativo. Assim, se se pretende que a avaliação do desempenho possa actuar como estímulo à melhoria da prática docente, tal como preconizado na regulamentação do mode- lo, torna-se necessário que o processo seja coerente com este princípio.
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Avaliação de programas educacionais : a experiencia das escolas cooperativas em Maringa

Avaliação de programas educacionais : a experiencia das escolas cooperativas em Maringa

' O estudo avalia a experiência através da comparação entre escolas cooperativas e não-cooperativas; propõe, também, uma metodologia para avaliação de programas edu[r]

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GESTÃO DA IMPLEMENTAÇÃO DO NOVO CURRÍCULO DE ENSINO BÁSICO EM MOÇAMBIQUE: O CASO DAS ESCOLAS DO DISTRITO MUNICIPAL KAMAXAKENI – Mestrado em Gestão e Avaliação da Educação Pública

GESTÃO DA IMPLEMENTAÇÃO DO NOVO CURRÍCULO DE ENSINO BÁSICO EM MOÇAMBIQUE: O CASO DAS ESCOLAS DO DISTRITO MUNICIPAL KAMAXAKENI – Mestrado em Gestão e Avaliação da Educação Pública

Será apresentado neste capítulo o caso de gestão e os processos de gestão do currículo do ensino básico no Distrito Municipal de KaMaxaqueni. Mas, para dar início a essa discussão, faz-se necessário recapitular o que já foi investigado nas seções anteriores. No primeiro capítulo, foram descritas os motivos pelos quais foi realizada esta pesquisa. A partir do segundo capítulo, foi possível perceber que a implementação do currículo, particularmente as inovações introduzidas, tem conhecido algumas limitações derivadas do fato de os gestores escolares, assim como os professores, terem dificuldades de entender alguns elementos novos apontados pelo novo currículo, derivadas, principalmente, da falta de formação desses sujeitos.Já o capítulo 3 desta dissertação tem como objetivo apresentar uma proposta de ação a ser aplicada frente aos problemas identificados,que foram produto da nossa reflexão no capítulo anterior. A pesquisa revelou que o ensino oferecido pelas escolas do distrito estudado ainda possui algumas lacunas no que se refere à implementação das inovações curriculares. Esse fato indica que ainda há um longo caminho a percorrer para que a implantaçao do novo currículo atinja os objetivos para os quais foi projetada. Um dos problemas apresentados é a fraca preparação dos professores para o tratamento de novas disciplinas como, por exemplo, a Educação Musical, os Ofícios etc, bem como o tratamento dos conteúdos localmente identificados pela comunidade como relevantes.
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ABNER NUNES EMERICH DE PAULA O INDICADOR DE DESENVOLVIMENTO DAS ESCOLAS ESTADUAIS E A CORREÇÃO PELO FATOR SOCIOECONÔMICO: A EXPERIÊNCIA DO ESPÍRITO SANTO

ABNER NUNES EMERICH DE PAULA O INDICADOR DE DESENVOLVIMENTO DAS ESCOLAS ESTADUAIS E A CORREÇÃO PELO FATOR SOCIOECONÔMICO: A EXPERIÊNCIA DO ESPÍRITO SANTO

This dissertation is developed in the scope of the Mestrado Profissional em Gestão e Avaliação da Educação (PPGP), of the Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação da Universidade Federal de Juiz de Fora (CAEd/UFJF). The management case studied will discuss the experience of correction by indicators external to the school, especially by socioeconomic status of students, in the composition of the quality indicator of the state schools of Espírito Santo, used by SEDU (State Secretariat of Education) due to a policy of bonus by performance. Therefore, we set as objectives for this study: describe the performance indicators of schools; identify a possible correlation between academic performance and socioeconomic status; and propose alterations that would allow greater equity in the design of the indicator. We assume the hypothesis that the correction by factors external to the school, despite being a positive influence to the quality indicators of the low socioeconomic level schools, may not be enough to allow the comparability between schools of similar socioeconomic levels, since, in schools of Grande Vitória (Vitória‟s metropolitan area), the effect of the external factors seems to be greater than in the state‟s countryside. The discussion was held from theoretical references in two axes of analysis: the correlation between socioeconomic status and performance of the student (BROOKE, 2013, SOARES, 2004; SOARES e ANDRADE, 2006; SOARES E ALVES, 2013) and the accountability policies based on evaluations (BONAMINO E SOUZA, 2012; PASSONE, 2014; BROOKE, 2006; 2011; 2013; FERREIRA, 2014; E TAVARES E PONCZEK, 2013). Through literature review of the results of performance, socioeconomic level and quality indicator of the state schools, was identified a strong correlation between the socioeconomic status of the student and academic performance only in Grande Vitór ia. In state‟s countryside, the correlation found doesn‟t seem to be strong. Moreover, in Grande Vitória‟s schools, there is a strong inverse correlation between external factors and those quality indicators used by SEDU, despite the relevance of this correction in the improvement of the indicators. From semi structured interviews with the Undersecretary of Management and Finances and a director from the Union of Workers in Education of Espírito Santo, were identified possibilities to explain the correlations found. Facing the research findings, the alteration of the indicator is suggested, with the addition of a variable for calculating and defining priority schools, on the suburbs of Grande Vitoria.
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