avaliação de risco

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Foi Basileia II e Basileia III: e agora?

Foi Basileia II e Basileia III: e agora?

Numa primeira análise, procura-se neste trabalho pela identificação e respectivo envolvimento no que concerne às necessidades do sector da banca, intimamente unido às causas principais do Acordo Basileia II. Este Acordo apresenta uma maior sensibilidade ao risco e aos avanços na sua gestão, incita à criação de instrumentos de avaliação de risco visando o cálculo dos requisitos mínimos de capital, exige uma avaliação mais minuciosa da exposição ao risco, implementação de um sistema de controlo de risco estruturado por ratings, estruturação do Acordo em três pilares, com maior incisão no pilar II (supervisão), das suas revisões até ao surgimento de Basileia III, do aumento da exigência de capital dos bancos, na introdução de uma Almofada de conservação de capital, na introdução de padrões de liquidez e de alavancagem.
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Projeto Graduação sofia viana pdf

Projeto Graduação sofia viana pdf

Assim, este projeto encontra-se dividido em duas partes. A primeira parte apresenta o enquadramento teórico, que foi subdividida em dois capítulos e a segunda parte apresenta a proposta de investigação. A proposta de investigação terá início com o levantamento de necessidades, feitas junto da Associação de Apoio à Vítima, de relatórios anuais de Segurança Interna, do Observatório da Mulher Assassinada e de algumas referências bibliográficas relativamente à revitimização (Dutton, 1996; Matos, 2011; Tusher, 2007). Em seguida serão descritos os objetivos gerais e específicos do programa, o método a ser utilizado, designadamente a amostra de onde serão recolhidas as informações necessárias para este projeto, assim como serão também apresentados os instrumentos de avaliação de risco (Checklist de Revitimização e Checklist - Danger Assessment Scale (Campbell, 2003) e os procedimentos a ter em consideração na elaboração do projeto.
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O ACORDO DE BASILÉIA, SUA LEGISLAÇÃO NO BRASIL E A APLICAÇÃO NO BANCO DO BRASIL

O ACORDO DE BASILÉIA, SUA LEGISLAÇÃO NO BRASIL E A APLICAÇÃO NO BANCO DO BRASIL

No que tange o papel desempenhado pelo supervisor dentro das especificações do PILAR 2 do Novo Acordo de Basiléia, podemos notar que o BACEN tem feito bem sua parte, mesmo antes deste Novo Acordo estar vigente. Considerando-se do ponto de vista do Novo Acordo, o PILAR 2 tem sido bem cumprido pelo nosso regulador bancário. Como visto no Capítulo 1, neste pilar espera-se que o supervisor cumpra com quatro princípios básicos. E pelo que pudemos observar com as diversas normas acima, estes princípios são cumpridos quando, por exemplo, o supervisor exige que as instituições financeiras tenham um eficiente processo de avaliação de risco (princípio 1, resoluções 2554 e 2682, por exemplo), quando exige a existência de processos internos que abranjam toda a gama de risco existente em cada instituição (princípio 2, resoluções 2554, 2682 e 2804), quando exige que os bancos tenham índice de capital superior ao divulgado em Basiléia (princípio 3, resolução 2891 válida até julho de 2008), quando exige a divulgação de relatórios trimestrais sobre as condições de cada instituição (circular 2990) e quando prevê intervenção ou chamada de atenção sempre que o resultado apresentado pela instituição esteja fora dos padrões (princípio 4, previsto desde a resolução 2099).
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Projecto Final27102014 FINAL

Projecto Final27102014 FINAL

Assim sendo, foi elaborada uma avaliação de risco através do método William T. Fine e consequentemente, definiram-se as possíveis medidas preventivas e corretivas a implementar, necessárias ao cumprimento da legislação em vigor e com vista à eliminação / mitigação dos riscos profissionais identificados e avaliados. Para efetuar esta avaliação tiveram-se em conta alguns aspetos, tais como a observação do local de estudo, através de inúmeras visitas ao espaço, recolha fotográfica e por fim, entrevistas aos trabalhadores.
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T RABALHO DEP ROJECTO C ONSTRUÇÃO DE UMA GRELHA DE AVALIAÇÃO DOS R

T RABALHO DEP ROJECTO C ONSTRUÇÃO DE UMA GRELHA DE AVALIAÇÃO DOS R

Esta hierarquização dos níveis de intervenção (primário, secundário, terciário) deve ser tida como uma sequência lógica do tratamento dos RPS, embora não sejam definidas regras para cada uma das etapas. No entanto, para Gollac (2012), é necessário ter uma visão global para distinguir as causas comuns das situações singulares e para conceber formas de acção que não sejam rapidamente desviadas da sua finalidade. Neste sentido, Detchessahar (2013) declara que esta acção só pode ser iniciada se todos os actores interessados participarem na sua construção. Por outro lado, Vézina (2008) identifica cinco factores que estão na origem do sucesso de um projecto de prevenção dos RPS: i) apoio da direcção e participação de todos os níveis da organização; ii) participação dos trabalhadores na discussão dos problemas e na elaboração de soluções; iii) identificação prévia da população de risco em função de modelos teóricos validados; iv) definição rigorosa das propostas de mudanças de acordo com a informação recolhida e necessidades identificadas; e por último v) acompanhamento da fase de mudança. Estas cinco condições de sucesso são seguidas no quadro de uma acção participativa estruturada. Por fim, Légeron (2008) sugere ainda que as acções que beneficiam tanto os trabalhadores como as empresas são a melhor forma de tratar eficazmente os RPS em vez de acções centradas apenas no indivíduo ou inversamente na organização.
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Gestão do Risco Biológico e Notificação – Normas de Orientação Clínica

Gestão do Risco Biológico e Notificação – Normas de Orientação Clínica

Na intervenção preventiva ou corretiva devem ser adotados princípios gerais de redução da exposição ao fator de risco biológico, tendo em conta, em cada caso concreto, a história natural da doença/dano com identificação do reservatório, a transmissão e as vias de exposição do trabalhador. No geral, as seguintes medidas devem ser equacionadas: medidas técnicas (1) e administrativas; formação e informação aos trabalhadores; medidas de proteção

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Avaliação do risco oncológico

Avaliação do risco oncológico

Estas duas neoplasias são altamente influenciadas por factores infecciosos. Um dos principais factores de risco para o cancro no estômago é a presença da bactéria, Helicobacter pylori . No caso do cancro do colo do útero, é necessária a presença do vírus do Papiloma Humano (HPV) para o desenvolvimento desta neoplasia. A evolução do risco desta última é particularmente notória a partir de 2002. Espera-se que esta diminuição se mantenha, talvez de forma ainda mais acentuada, como resultado da mais recente sensibilização quanto à prevenção e vacinação.
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Avaliação do Risco Sísmico

Avaliação do Risco Sísmico

Os resultados relativamente à avaliação das perdas são expostos através da construção de cenários de dano através de distribuições probabilísticas globais utilizando valores repre[r]

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GESTÃO DE RISCO

GESTÃO DE RISCO

Risco sistêmico refere-se ao risco de crise, afetando amplamente a economia - com forte impacto sobre as taxas de juros, câmbio e os preços dos ativos em geral. Segundo o economista José Alexandre Scheinkman, da Universidade Princeton, risco sistêmico é o risco de que um choque a uma parte limitada do sistema (a falência de uma grande instituição fnanceira, por exemplo) se propague por todo o sistema fnanceiro, levando a uma reação em cadeia de falências e à quebra do sistema - ou seja, uma crise sistêmica. O Comitê de Bancos da Basiléia defniu risco sistêmico como sendo aquele em que a inadimplência de uma instituição para honrar seus compromissos contratuais pode gerar uma reação em cadeia, atingindo grande parte do sistema fnanceiro. Esta defnição pressupõe elevada exposição direta entre as instituições, de modo que a falência de qualquer uma desencadeie um "efeito cascata" sobre o sistema.
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Exames Ecográficos na Gravidez de baixo risco – Normas de Orientação Clínica

Exames Ecográficos na Gravidez de baixo risco – Normas de Orientação Clínica

A. A ecografia realizada entre as 11 e as 13 semanas e seis dias tem como objetivos: confirmar a viabilidade fetal, determinar o número de fetos e corionicidade, datar corretamente a gravidez, diagnosticar malformações major e contribuir para a avaliação do risco de aneuploidias 1 .

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ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO PACIENTE COM ÚLCERA POR PRESSÃO HOSPITALIZADO OU ACAMADO: UMA REVISÃO INTEGRATIVA

ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO PACIENTE COM ÚLCERA POR PRESSÃO HOSPITALIZADO OU ACAMADO: UMA REVISÃO INTEGRATIVA

Os fatores no qual aumenta o risco de Úlcera por Pressão não são somente fatores externos, mas também fatores internos, incluindo eles a idade, peso, estado geral e nutricional, incontinência urinária e/ou fecal, circulação e mobilidade prejudicada. A umidade e o posicionamento do paciente no leito, acaba prejudicando sua pele e assim favorecendo o aparecimento de úlceras. O reconhecimento precoce e o posterior tratamento da Úlcera por Pressão em um ambiente hospitalar são indicadores importantes para a qualidade do atendimento. (POTT et al., 2013).
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Avaliação do Risco Cardiovascular SCORE (Systematic Coronary Risk Evaluation) – Normas de Orientação Clínica

Avaliação do Risco Cardiovascular SCORE (Systematic Coronary Risk Evaluation) – Normas de Orientação Clínica

B. O cálculo do risco CV global, como estimativa do sinergismo derivado da presença simultânea dos diversos fatores de risco individuais, permite não só identificar os utentes com um risco alto assim como modelar a intensidade de intervenção terapêutica no controlo efetivo dos fatores de risco, motivar os utentes numa estratégia de intervenção com o pleno cumprimento das medidas modificadoras de estilos de vida e farmacológicas, realçando o grau de risco e os ganhos potenciais das intervenções propostas e valorizar devidamente a necessidade e a efetividade de alguns tratamentos. Por outro lado, o objetivo da prevenção das doenças CV na prática clínica deve consistir em reduzir o risco CV global, isto é, os médicos tratam utentes e não fatores de risco isolados. Se não for possível atingir o objetivo com um fator de risco, ainda será possível reduzir o risco CV global abordando de modo mais intensivo os restantes fatores.
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Exames Laboratoriais na Gravidez de Baixo Risco – Normas de Orientação Clínica

Exames Laboratoriais na Gravidez de Baixo Risco – Normas de Orientação Clínica

A. A todas as grávidas deverá ser proposta a realização dos exames laboratoriais com os critérios e nos períodos que a seguir se definem. Os exames e rastreios definidos na presente Norma devem ser realizados, também, às grávidas com risco acrescido, que fazem, além disso, exames adequados ao risco identificado.

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PERCEPÇÃO DOS ENFERMEIROS DE EMERGÊNCIA NA UTILIZAÇÃO DE UM PROTOCOLO PARA AVALIAÇÃO DA DOR TORÁCICA.

PERCEPÇÃO DOS ENFERMEIROS DE EMERGÊNCIA NA UTILIZAÇÃO DE UM PROTOCOLO PARA AVALIAÇÃO DA DOR TORÁCICA.

resumo: Estudo qualitativo, descritivo que objetivou identiicar a percepção de enfermeiros do serviço de emergência de um hospital do Sul do Brasil sobre a utilização de um protocolo de enfermagem para classiicar dor torácica, protocolo esse, já implementado em um hospital privado localizado na região sudeste brasileira. Contempla, entre outros, as características da dor torácica, fatores de risco e luxogramas que conduzem a ação do enfermeiro ao classiicá-la. Participaram do estudo sete enfermeiros por meio de entrevista semiestruturada, em janeiro e fevereiro de 2014. Para análise dos dados utilizou-se a análise de conteúdo. Os resultados apontam consenso entre os enfermeiros de que o protocolo prioriza o atendimento, identiica mais facilmente os fatores de risco para Infarto Agudo do Miocárdio e, também, o tipo de dor. Como considerações negativas apontam ser extenso e demorado. Para os enfermeiros, o protocolo é aplicável ao serviço, pois proporcionou respaldo em sua conduta.
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Open Proposta de um Procedimento para Identificar, Avaliar e Priorizar Riscos em Cadeias de Suprimentos.

Open Proposta de um Procedimento para Identificar, Avaliar e Priorizar Riscos em Cadeias de Suprimentos.

Esta dissertação tem por objetivo apresentar um procedimento para identificar, avaliar e priorizar riscos em cadeia de suprimentos no intuito de preencher lacunas relacionadas às etapas de identificação e avaliação do risco. O trabalho inicia com uma revisão de literatura sobre cadeia de suprimentos (conceitos, modelos de gestão e indicadores de desempenho), gestão de riscos em cadeia de suprimentos, métodos de auxílio multicritério à decisão e probabilidade. Referente à identificação do risco, inicialmente, com base na literatura pesquisada, construiu-se uma classificação de risco em cadeia de suprimentos. Para facilitar o processo de identificação, a classificação de riscos foi decomposta em eventos que permitem identificar a ocorrência do risco e dados ligados a ela. Relacionado a etapa de avaliação do risco, devido à dificuldade de mensurar o impacto (custo) e probabilidade do risco, na busca de combinar aspectos qualitativos e quantitativos e adicionar uma análise de influência entre os riscos, foram estabelecidos indicadores que traduzem o significado do impacto a partir da literatura, os quais foram associados à classificação do risco pelo método A nalytic Network Process (ANP) para avaliar o impacto, e é apresentada uma estrutura para levantamento e avaliação da probabilidade. Como resultado final, pôde-se propor o procedimento que pressupõe: 1) Compreender a cadeia de suprimentos; 2) Identificar os riscos; 3) registrar dados de ocorrência dos riscos; 4) Avaliar o impacto dos riscos com o ANP , onde os riscos são as alternativas e os indicadores são critérios; 5) Calcular a probabilidade; 6) Definir o índice de criticidade dos riscos (Impacto x Probabilidade) e, consequentemente, priorizar os riscos com os maiores índices. Com este procedimento, o processo de identificação e avaliação do risco em cadeia de suprimentos poderá fornecer respostas mais acuradas aos tomadores de decisão, logo, uma cadeia pode responder melhor aos riscos que a afligem.
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Avaliação de tromboprofilaxia em hospital geral de médio porte.

Avaliação de tromboprofilaxia em hospital geral de médio porte.

A partir dessa descoberta, recrudesceu a importância da proilaxia da TVP e da TEP, o que levou à elaboração de consensos e recomendações para cada grupo de risco, dentro dessa entidade nosológica. Apesar disso, o TEV continua sendo a maior causa de morte súbita em ambiente hospitalar, em pacientes com riscos aumentados. 17

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Análise de sensibilidade dos modelos KMV, de Merton, e CreditRisk+ de gestão de portfólio de crédito

Análise de sensibilidade dos modelos KMV, de Merton, e CreditRisk+ de gestão de portfólio de crédito

A suscetibilidade do mercado de crédito a perdas incentivou a criação de regulamentações, como os Acordos de Capital da Basileia I e II, que estimularam o desenvolvimento de modelos de gestão de portfólio de crédito. O objetivo desta dissertação é observar o comportamento de dois modelos avançados de mensuração do risco: o KMV, baseado nos estudos de Merton (1974), e o CreditRisk+, criado pela Credit Suisse Financial Products. O estudo pretende verificar seus desempenhos em amostras de carteiras baseadas em informações contábeis, de mercado e de títulos de dívidas de empresas, através de variações aplicadas nos parâmetros de cada modelo, serão realizadas, também, análises de desempenho dos modelos em diferentes cenários. A pesquisa foca, especificamente, as distribuições de perdas geradas pelos modelos. Para a conclusão desses objetivos, o risco de crédito é abordado conforme sua evolução histórica, iniciando com os primeiros registros de concessão de financiamentos, na Antiguidade, até o passado recente, quando surgiram as principais regulamentações transnacionais para o risco de crédito.
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NUTRIÇÃO E DOENÇA DE ALZHEIMER: BREVE REVISÃO

NUTRIÇÃO E DOENÇA DE ALZHEIMER: BREVE REVISÃO

Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e Medical Literature Analysis and Retrieval System Online (MEDLINE) utilizando os seguintes termos: “Alzheimer e Nutrição”; “Doença de Alzheimer e Nutrição”; “Alzheimer e nutrientes”, “Avaliação nutricional e Alzheimer”, “Desnutrição e Alzheimer” e “Alzheimer e deficiências nutricionais”. Os mesmos termos também foram utilizados em inglês para busca na base PubMed. Foram analisados artigos na íntegra, em português e em inglês, com publicação a partir do ano de 2009. Artigos anteriores a esse ano; sem texto completo disponível; muito abrangentes, abordando outros aspectos da doença que não o nutricional; que englobam as demências como um todo ou com objetivos muito específicos foram excluídos, sendo priorizados nesse estudo, os que analisaram a antropometria e/ou o consumo alimentar e a metodologia da Mini Avaliação Nutricional. Por essa configuração, este estudo foi designado de uma mini-revisão.
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TESE Barbara FINAL 2

TESE Barbara FINAL 2

As quedas apresentam diferentes etiologias, sendo agrupadas e classificadas por vários autores. Janice Morse propõe uma classificação que contempla três modelos de quedas: as quedas acidentais (ocorrem em doentes orientados no tempo e no espaço, com uma marcha normal, no entanto, estes caiem por escorregarem ou tropeçarem); as quedas não antecipadas (resultam de acontecimentos inesperados e incontrolados pelo doente, como por exemplo, síncopes, convulsões, entre outros, sendo por isso impossíveis de prevenir a não ser que haja um diagnóstico da causa física que leva a que ocorra a situação de queda); as quedas antecipadas (são as mais frequentes - cerca de 78% - sendo previsíveis e associados a alterações na locomoção e desorientação da pessoa) (Morse, 2009). Na perspetiva desta autora, o trabalho de prevenção deve centrar-se neste último tipo de quedas, passando pela identificação dos fatores de risco e a implementação de medidas protetoras.
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Costa Beatriz Tavares da

Costa Beatriz Tavares da

Como com qualquer medicamento, o doente deve ser sempre informado sobre eventuais reações adversas que possam ocorrer. O maior risco que o doente hipocoagulado corre, seja qual for o anticoagulante, é o de hemorragia. Com a varfarina esse risco pode ser maior durante o primeiro mês, período durante o qual o INR é sempre mais lábil. A necrose cutânea é uma complicação rara mas grave que ocorre em indivíduos idosos e obesos (Infarmed, 2016 & Guimarães & Zago, 2007). Esta complicação, que pode ocorrer com qualquer antagonista da vitamina K, deve-se a um desequilíbrio no número de proteínas e fatores de coagulação vitamina K-dependentes, após instituição da terapêutica, resultante do facto de terem diferentes tempos de semi-vida. As proteínas C e S e o FVII, têm um tempo de semi-vida curto e os outros fatores, FII, IX e X, possuem um tempo de semi-vida entre 20 e 60 horas. Como os tempos de semi-vida não são iguais para todos os fatores e proteínas, a diminuição acentuada das concentrações dos fatores e proteínas com tempos de semi-vida mais curtos contrasta com a redução lenta das concentrações das proteínas e fatores com tempos de semi-vida maiores. A discrepância entre concentrações induz um efeito pro-trombótico responsável pela obstrução de vasos de pequeno calibre, com consequente deficiência na irrigação sanguínea que leva ao aparecimento de lesões necróticas. Em 90% dos casos estas lesões surgem entre o terceiro e sexto dia após o início da terapêutica. Por este motivo recomenda-se a utilização de heparina nos primeiros dias de tratamento com AVK. Os locais com mais tecido adiposo são, regra geral, os mais atingidos. Assim que se detetam estas lesões recomenda-se a suspensão imediata do AVK e a administração de vitamina K endovenosa ou plasma fresco congelado (Silvestre, Thomazinho, Sardinha, Perozin, & Filho, 2009).
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