Baía da Ribeira (RJ)

Top PDF Baía da Ribeira (RJ):

A Ocupação da Orla da Baía da Ribeira e seus Impactos Sobre a Hidrodinâmica Local. Uma Investigação Através de Modelagem Numérica

A Ocupação da Orla da Baía da Ribeira e seus Impactos Sobre a Hidrodinâmica Local. Uma Investigação Através de Modelagem Numérica

A Figura 36 mostra as séries de marés calculadas pelo modelo hidrodinâmico para os diferentes cenários na estação de controle mais interna na Baía da Ribeira (estação 6, Figura 35). Os dados mostram que o sinal de maré não sofreu mudança significativa em maré de quadratura. Em maré de sizígia é possível verificar, que o cenário de 2007 apresenta uma pequena diferença de fase de 0,5 h e uma diferença de elevação de 5 cm na baixa-mar, não ocorrendo diferenças notáveis na preamar. A diferença observada no cenário de 2007 é fruto da restrição do fluxo causada pelo estreito canal de acesso a região onde se localiza a estação de n o 6 (Figura 35). Essa restrição impede que a maré acompanhe o mesmo sinal ocorrido nos outros cenários. Essa hipótese pode ser comprovada pelo fato da estação de n o 5 (que se encontra numa região sem muita restrição ao fluxo), em 2007, apresentar o mesmo sinal observado na estação de n o 6 nos demais cenários (Figura 36). Isso também indica a uniformidade do sinal de maré ao longo da baía, que não mostra variação significativa, independente da posição espacial ou dos cenários morfológicos, exceto no caso de 2007 mostrado acima.
Mostrar mais

98 Ler mais

Avaliação de risco ecológico associado à contaminação mercurial em dois estuários do estado do Rio de Janeiro: Baía de Guanabara e Baía da Ribeira

Avaliação de risco ecológico associado à contaminação mercurial em dois estuários do estado do Rio de Janeiro: Baía de Guanabara e Baía da Ribeira

tomada de decisão para o gerenciamento de ecossistemas. No estado do Rio de Janeiro, estuários como o da Baía de Guanabara vem sendo altamente impactado por atividades antrópicas como o lançamento indiscriminado de metais tóxicos, inclusive de mercúrio. Em ecossistemas aquáticos, o mercúrio participa de múltiplas reações, sendo a metilação responsável pela formação do metilmercúrio, que entra na cadeia alimentar, atingindo peixes e outros organismos do topo cadeia. O presente trabalho teve como objetivo avaliar o risco ecológico devido à exposição mercurial na Baía de Guanabara, utilizando biomarcadores de exposição (Hg Total em músculo, sangue, hemácias e plasma) e efeito (acetilcolinesterase, micronúcleo, hemograma e fator de condição) em espécies de peixes. Como referência, foram utilizados os valores encontrados para peixes coletados na Baía da Ribeira, área reportada na literatura como não-impactada por fontes difusas e/ou pontuais. Na Baía da Ribeira foram coletados um total de 200 peixes de 4 espécies: 96 espécimes de Genidens genidens, 31 espécimes de Aspistor luniscutis, 33 espécimes de Haemulon steindachneri e 40 espécimes de Micropogonias
Mostrar mais

98 Ler mais

Echinodermata da Baía de Todos os Santos e da Baía de Aratu (Bahia, Brasil).

Echinodermata da Baía de Todos os Santos e da Baía de Aratu (Bahia, Brasil).

Comparando os resultados de distribuição dos equinodermos na Baía de Todos os Santos com aqueles encontrados em outras baías brasileiras, verificou-se que Amphiodia atra também foi à espécie dominante na baía de Camamu (BA), onde foi coletada junto com os ofiuróides Amphioplus camamuensis e Amphiodia pulchella e o equinóide Agassizia excentrica (Manso 2004). Na Baía da Ribeira, em Angra dos Reis (RJ), na área dos Sacos de Piraquara de Fora e Piraquara de Dentro, Manso & Absalão (1988) encontraram, durante a fase pré-operacional da usina nuclear Angra I, que Amphiodia atra (naquele trabalho como Micropholis atra) ocorreu em 80% das esta- ções onde foram registrados ofiuróides, em sedimentos classificados como: lama, lama arenosa, areia lamosa e areia. Na Baía da Ribeira, assim como na Baía de Todos os Santos, os ofiuróides Amphipholis subtilis (naquele trabalho como Micropholis subtilis) e Amphiodia riisei (naquele trabalho como Diamphiodia riisei) foram os ofiurói- des mais freqüentes, ocorrendo em boa parte das estações. Uma das diferenças observadas entre a Baía de Todos os Santos e a Baía da Ribeira em relação à distribuição dos Ophiuroidea, foi quanto à freqüência de ocorrência da espécie Hemipholis elongata. Na Baía da Ribeira, H. elongata foi bem representada ocorrendo em 59,6% das estações, sendo a segunda espécie mais freqüente, enquanto que na Baía de Todos os Santos sua freqüência foi de apenas 11%. A explicação deste resultado pode estar na diferença dos aparelhos uti- lizados nas amostragens, ou ainda por esta espécie preferir ambientes eutrofizados ou poluídos (Hendler et al., 1995), provavelmente não sendo ainda o caso da Baía de Todos os Santos. Hemipholis elongata foi também registrada na Baía de Aratu, localizada ao fundo da Baía de Todos os Santos, junto às espécies Amphiodia atra e Amphipholis subtilis. Esta pequena baía se encontra atualmente com um elevado nível de poluição.
Mostrar mais

18 Ler mais

Impacto de aterramentos sobre a hidrodinâmica da Baía da Ribeira - Salvador-BA: Uma investigação através de modelagem numérica

Impacto de aterramentos sobre a hidrodinâmica da Baía da Ribeira - Salvador-BA: Uma investigação através de modelagem numérica

A an´alise de sensibilidade do modelo da Ba´ıa da Ribeira mostrou que n˜ao h´a variac¸˜ao significativa nas magnitudes das correntes e vaz˜oes, e nem na curva de mar´e calculada pelo mo- delo em func¸˜ao de diferentes valores de rugosidade de fundo e viscosidade turbulenta (Franklin, 2009). Levando em conta que variac¸˜oes dos parˆametros de rugosidade e viscosidade n˜ao foram significativos para o controle da hidrodinˆamica calculada pelo modelo, foram ent˜ao adotados os mesmos valores de rugosi- dade e viscosidade, mencionados acima, para todos os cen´arios simulados. Uma discuss˜ao mais detalhada da relac¸˜ao entre os parˆametros de rugosidade e os tipos sedimentos de fundo da Ba´ıa da Ribeira pode se vista em Franklin (2009).
Mostrar mais

16 Ler mais

A bioengenharia na requalificação fluvial da Ribeira de Odelouca

A bioengenharia na requalificação fluvial da Ribeira de Odelouca

A bacia hidrográfica apresenta evidências de mecanismos de especiação para a boga portuguesa (Chondrostoma lusitanicum), o que demonstra a importância deste local para a diversidade genética dos ciprinídeos. Esta ribeira apresenta locais de elevada importância para a lontra (Lutra lutra). Esta área evidencia também a ocorrência de um dos importantes abrigos algarvios para a conservação das comunidades de morcegos cavernícolas, nomeadamente o morcego-de-ferradura mourisco (Rhinolophus mehely). Para além desta espécie existem outras, também elas com estatuto de ameaça, que frequentam o local durante o resto do ano (INAG, 2000).
Mostrar mais

90 Ler mais

Geologia da zona de Alpajares-ribeira do Mosteiro

Geologia da zona de Alpajares-ribeira do Mosteiro

riça). Isto leva a que a rede de drenagem pré-existente seja destruída, deixando de correr para leste e, também possivelmente associado a processos de captura de redes de drenagem, o rio Douro adquira a sua configuração actual, aproveitando com frequência ao longo do seu traçado as zonas de fraqueza – e logo de mais fácil erosão – das antigas zonas de fractura hercínica, o que explica a linearidade de grandes partes do seu troço. Esta elevação das terras hercínicas e o consequente acréscimo de erosão levam ao entalhe de vales profun- dos, sendo devido a estes processos que se instala a ribeira do Mos- teiro e a razão do seu vigoroso entalhe (associado também ao facto de que esta segue uma zona de fractura importante). Este processo está ainda em evolução, como disso são testemunho as embocaduras suspensas, em acentuado desnível de cotas, de numerosos afluentes do Douro na região de Miranda do Douro.
Mostrar mais

20 Ler mais

DESENVOLVIMENTO DA CIDADE DE IPORANGA, VALE DO RIBEIRA – SP, E A INFLUÊNCIA DA CRIAÇÃO DO PARQUE ESTADUAL TURÍSTICO DO ALTO RIBEIRA

DESENVOLVIMENTO DA CIDADE DE IPORANGA, VALE DO RIBEIRA – SP, E A INFLUÊNCIA DA CRIAÇÃO DO PARQUE ESTADUAL TURÍSTICO DO ALTO RIBEIRA

Quando se olha para a economia e as estruturas sociais do Vale do Ribeira, notam-se os sinais de mudança e um movimento de heterogenia, no qual a situação de êxodo rural, marca das últimas décadas, não aparece mais como tendência universalizada, por sua vez, a agropecuária deixou de ser a atividade principal, dando lugar a um crescimento de novas atividades, sobretudo de serviços, setor que mais cresceu nos anos noventa. Nas diferentes dimensões do desenvolvimento, apesar dos valores relativamente baixos, houve melhora dos indicadores de saúde e educação em oito municípios, ocorreu crescimento econômico em quase todos, e em apenas oito a cobertura florestal diminuiu (Chabaribery et al, 2004; Favareto & Brancher, 2005).
Mostrar mais

19 Ler mais

Modelagem hidrodinâmica da Baía de Camamu

Modelagem hidrodinâmica da Baía de Camamu

As soluções hidrodinâmicas foram utilizadas nas simulações para avaliar a capacidade de renovação das águas da Baía de Camamu. Os cálculos foram realizados utilizando o modelo RMA4, que calcula o transporte médio de substâncias na coluna d’água através de computações do transporte advectivo e difusivo (Letter, 2003). Foi considerada a necessidade da troca de 100% do volume de água, ou a completa diluição do traçador. Como pode ocorrer da renovação a 100% tender ao infinito em algumas situações onde a fração residual do traçador demora muito tempo para ser eliminada, então também foi calculado o tempo para atingir 63% da renovação. Com a concentração a 37% (equivalente a 1/e, sendo e ≈ 1,278) pode se ter uma idéia mais realista da capacidade de renovação considerando que a maior parte da concentração do traçador é eliminada nesse intervalo de meia vida (Abdelrhman, 2002; Jouon et al., 2006).
Mostrar mais

77 Ler mais

Minha Guanabara: a Baía estampada na cidade

Minha Guanabara: a Baía estampada na cidade

continuou passando. Em 1º de Janeiro de 1502, ​quando os navegadores portugueses  Gaspar Lemos e Gonçalo Coelho chegaram ​ à​ baía, ​a Mata Atlântica cobria 97% do território  do litoral. ​ À ​ medida que os colonizadores foram chegando, avistaram uma fartura de  produtos que mais tarde viriam a enriquecer – e muito! – a coroa Portuguesa. O primeiro  deles a ser rapidamente explorado e que já provocou uma mudança rigorosa na paisagem  carioca foi a extração desenfreada do pau-brasil. O primeiro contato com os nativos foi  proveitoso. A boa convivência com os índios traria bons frutos aos portugueses, que  contaram com ajuda e conhecimento do território, além de mão-de-obra na extração da  madeira e em seu transporte, em troca de quinquilharias como espelho, metais etc. Usado  para fazer móveis finos e extrair corante de sua seiva, encontraram no pau-brasil uma  verdadeira mina de ouro, tornando-se tão importante para a coroa, que dali foi dado o nome  ao nosso país, em 1530.  
Mostrar mais

64 Ler mais

Processos hidrológicos na bacia da Ribeira dos Covões

Processos hidrológicos na bacia da Ribeira dos Covões

Esta dissertação procura estudar os processos hidrológicos em áreas peri-urbanas sujeitas a um processo de urbanização dinâmico, tendo para tal sido escolhida como área de estudo a Rib[r]

159 Ler mais

Avaliação do perigo de inundação na ribeira do Açafal

Avaliação do perigo de inundação na ribeira do Açafal

Os objetivos específicos deste estudo são: a recolha de dados de estações hidrométricas para registos de altura de água no troço em estudo, a recolha de imagens aéreas pa[r]

137 Ler mais

Caracterização e requalificação biofísica da Ribeira da Caridade

Caracterização e requalificação biofísica da Ribeira da Caridade

2 A ribeira da Caridade encontra-se inserida num contexto agrícola, atravessando vários terrenos de cultura pertencentes a diversos proprietários. O impacto da atividade humana na ribeira é sem dúvida um fator a ter em conta, na medida em que apresenta efeitos reais de degradação da mesma, nomeadamente na alteração da qualidade da água pela introdução de microorganismos fecais provenientes da permanência de gado junto da ribeira ou pela lixiviação de produtos químicos para a ribeira. Perante esta situação, existem ferramentas de gestão do meio natural que permitem reduzir e atenuar o impacto do homem. Uma destas ferramentas são os processos de restauro ecológico. De acordo com a definição proposta pela SER (Society for Ecological Restoration) entende-se por restauro ecológico o “processo de favorecer a recuperação de um ecossistema que foi degradado, danificado ou destruído ” (Society for Ecological Restoration International Science & Policy Working Group, 2004).
Mostrar mais

117 Ler mais

CONTRIBUTO DA CLIMATOLOGIA PARA A RECUPERAÇÃO DA RIBEIRA DA PARDIELA

CONTRIBUTO DA CLIMATOLOGIA PARA A RECUPERAÇÃO DA RIBEIRA DA PARDIELA

A instalação da estação meteorológica no vale da ribeira permitiu caracterizar melhor o microclima da bacia e o seu regime hídrico e funciona como um complemento ao estudo da climatologia e tendências climáticas da região. O facto da estação estar instalada no vale da ribeira da Pardiela vai ter influência em alguns parâmetros meteorológicos, em especial na temperatura. A média sazonal da temperatura mínima foi sempre inferior na estação da Pardiela (2008 e 2009) em relação à normal 61- 90 (resultado de interpolação para o local), chegando a atingir uma diferença de -5.1ºC no Outono de 2008. Com o objectivo de explicar as baixas temperaturas registadas na estação da Pardiela procedeu-se à comparação com outras estações da região. Verificou-se que a temperatura mínima diária registada na estação da Pardiela era frequentemente inferior à observada nas outras estações, chegando a registar diferenças de -8ºC para estações rurais e - 13ºC para urbanas. Estas diferenças muito acentuadas na temperatura ocorrem em situações de baixa intensidade do vento (<1 ms -1 ) favoráveis à formação de uma camada limite estável e fria no vale da ribeira.
Mostrar mais

6 Ler mais

Potencial hídrico subterrâneo da Ribeira das Cortes

Potencial hídrico subterrâneo da Ribeira das Cortes

Para a metodologia de trabalho de modo a realizar esta dissertação definiu-se uma estratégia evidenciada na Tabela 2.1. Esta pode ser dividida em 3 fases, sendo cada uma delas completamente distinta das outras. Para começar foi realizada, com alguma profundidade uma pesquisa bibliográfica de modo a haver um enquadramento sobre as várias temáticas que abrangem este trabalho. Após a compreensão de alguns novos conceitos, foi altura de ir ao “campo” recolher dados tanto a nível litológico, como percerrer a Serra da Estrela, mais propriamente a bacia hidrográfica da Ribeira das Cortes, à pesquisa de pontos de água (nascentes, poços e minas) recolhendo pequenas amostras e fazendo uma análise à qualidade de cada uma destas águas. Por fim, deu-se lugar aos trabalhos de gabinete. Foi aqui que se fez uma análise dos dados recolhidos em campo, os quais permitiram todo desenvolvimento desta dissertação.
Mostrar mais

109 Ler mais

O Município da Ribeira Grande:1867 – 1885

O Município da Ribeira Grande:1867 – 1885

A freguesia de Nossa senhora do Rosário é montanhosa, com várias ribeiras e com uma grande orla marítima. Nas ribeiras há uma abundância de água, solo fértil o que faz com que a actividade predominante seja a agricultura de regadio enquanto que nas zonas montanhosas pratica-se a agricultura de sequeiro. A proximidade do mar faz com que alguns habitantes se dediquem à pesca, principalmente na Ponta do Sol. A freguesia de Santo Crucifixo é percorrida na sua extensão pelo vale da Ribeira Grande, tem água abundante e terrenos férteis. É limitada pelas outras freguesias, o que faz com que não tenha ligação com o mar. A actividade predominante nesta freguesia é a agricultura. A freguesia de S. Pedro Apóstolo também é muito montanhosa, com uma orla marítima muito acidentada. A principal actividade a que se dedicam os habitantes é a agricultura. A natureza do concelho da Ribeira Grande, os condicionalismos geográficos vão determinar a dinâmica económica das diferentes localidades.
Mostrar mais

45 Ler mais

Piscicultura comunidade quilombola Vale Ribeira

Piscicultura comunidade quilombola Vale Ribeira

O CNPq, em 2008, deu parecer favorável ao projeto intitulado “Fortalecimento da piscicultura em Comunidades de Quilombo no Vale do Ribeira/SP”, cuja finalidade foi implantar[r]

8 Ler mais

Vista do Agroecologia e feminismo no Vale do Ribeira

Vista do Agroecologia e feminismo no Vale do Ribeira

ABSTRACT: This article presents the results of an action-research carried out with a network of women farmers in the municipality of Barra do Turvo, in the region of Vale do Ribeira (SP), supported by the feminist NGO SOF, within the framework of a project to promote agroecology. We analyse the process of social transformation that this project drives, observing how certain dimensions of social reproduction are redefined and transformed. We question the conditions of the observed changes regarding the constitution of agroecology as a political subject at national and local level and the construction of solidarity between women in the midst of different conflicts. We consider this transformation as an ongoing process that starts from the re-signification of agricultural production and generates new value to women’s work, causing some renegotiations of gender relations and new commitment of women to political issues. The observed solidarities were strengthened on the basis of common goals within and among the groups of women whose nature and place in the neighbourhoods gradually changed. This dynamic was based on the experimentation and progressive affirmation of new practices and social relations that aim at a greater autonomy and ecologically and socially more sustainable forms of reproduction of life.
Mostrar mais

28 Ler mais

O consumo de vitamina A em Ribeira, São Paulo (Brasil).

O consumo de vitamina A em Ribeira, São Paulo (Brasil).

Para realização deste trabalho, nos ba- seamos nos levantamentos efetuados pelo Departamento de Nutrição da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, no ano de 1970, no mu[r]

6 Ler mais

Mulheres escravas e forras na Ribeira do Acaraú

Mulheres escravas e forras na Ribeira do Acaraú

Portando, enveredar pelos interesses que permearam a dinâmica das entradas e ocupações, assim como as suas consequências em uma região tardiamente ocupada em relação às demais da América Portuguesa, é fundamental para a compreensão da natureza das migrações que possibilitaram a formação social do contexto específico da Ribeira do Acaraú. Após os confrontos iniciais desencadeados por índios e colonos, o crescimento econômico ocasionou a maior presença de trabalhadores livres e escravos, principalmente entre as décadas de 1750 a 1788, e acarretaram também a vinda de vários agentes a serviço do Rei e da Igreja Católica, com o objetivo de normatizar esses habitantes, dispersos pelo território. As consequências dessas ações podem ser observadas na reprodução de valores escravistas, calcados no acirramento das distinções sociais, e até mesmo sexuais, no seio da sociedade em formação; nos modos de interações desiguais entre homens e mulheres, e entre essas, conforme veremos adiante.
Mostrar mais

277 Ler mais

Show all 1029 documents...