Beleza feminina

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Beleza feminina e publicidade : um estudo sobre as campanhas da marca Dove

Beleza feminina e publicidade : um estudo sobre as campanhas da marca Dove

Ao optar pelo estudo da marca Dove, não foi encontrada nenhuma dissertação ou tese que relacionasse beleza feminina aos anúncios, informes e campanhas publicitárias dessa marca. Em vista disso, recorreu-se à investigação de artigos publicados em congressos e revistas especializadas. Entre eles, podem ser citados seis que tratam de campanhas realizadas pela marca: Realidade e simulação na linguagem publicitária: a campanha pela “Real” beleza de Dove, de Vanessa Cardozo Brandão, professora da Faculdade de Comunicação e Artes da PUC Minas, apresentado durante o V Encontro dos Núcleos de Pesquisa da Intercom (Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação), em 2006; Responsabilidade social, diversidade e marketing: o discurso Real Beleza Dove, de Rudimar Baldissera e Denise Castilhos de Araujo, professores e doutores da UFRGS e Feevale, respectivamente, publicado na revista Fronteiras – estudos midiáticos, em 2007; A verdade sobre a beleza – um relatório global, de Carlos Frederico Lucio, publicado na revista da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing), em 2007; A Construção e a Desconstrução de estereótipos pela publicidade brasileira, de Dylia Lyzardo-Dias, publicado na Revista de Estudos Latinos-americanos Stockholm, em 2007; O raio-x da verdade da marca, de Sandra Dalcul Depexe e Juliana Petermann, publicado no VIII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação da Região Sul – Passo Fundo - RS, em 2007; e As estratégias de manipulação da Campanha pela Real Beleza da Dove, de Luciene Paula Machado Pereira e Renata Pereira Felício, publicado na Revista Rabiscos de Primeira, Campo Grande, MS, em 2008.
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ATITUDES DAS CONSUMIDORAS EM RELAÇÃO AO PADRÃO DE BELEZA E ÀS PROPAGANDAS QUE ENDOSSAM A DIVERSIDADE DA BELEZA FEMININA

ATITUDES DAS CONSUMIDORAS EM RELAÇÃO AO PADRÃO DE BELEZA E ÀS PROPAGANDAS QUE ENDOSSAM A DIVERSIDADE DA BELEZA FEMININA

Entre as marcas, a que mais se destaca é a americana Dove que, em 2004, através de uma pesquisa, descobriu que a grande maioria das mulheres não se descreveria como bonita e não se sentia segura com sua aparência. A empresa criou, então, a “Campanha pela Real Beleza” e desde então vem veiculando propagandas e outras ações voltadas para a temática da diversidade da beleza feminina (COCCO; MATTOS, 2016). Outras marcas, tais como a Natura e a Avon também têm explorado, recentemente, essa temática em suas propagandas.
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Consumo midiático da beleza feminina e o sonho de ser modelo profissional

Consumo midiático da beleza feminina e o sonho de ser modelo profissional

de estudo, foram realizadas quatro observações participantes em seleções de modelo de Porto Alegre. Ali, se pode perceber que o padrão de aparência das candidatas é muito destoante em relação ao que o mercado das modelos trabalha. Essa constatação da grande inadequação física das garotas, e não se está falando apenas de alguns quilos a mais ou de centímetros a menos, é uma surpresa da pesquisa, pois se pressupunha que as exigências do padrão midiático de beleza feminina incidiriam de uma forma mais acentuada sobre um grupo de garotas que desejasse seguir essa profissão. No entanto, não foi isso que se encontrou em campo. Algumas jovens reconhecem as exigências de magreza, altura e beleza que a profissão requer, mas, mesmo não estando nem próximas disso, não deixam de sonhar e algumas inclusive de tentar espaço na profissão. O que torna válida a argumentação de Campbell (2001), para quem o sujeito moderno é um artista do sonho e, pelo que tudo indica, essas garotas são exemplares avançados nessa arte. O autor defende que essa aptidão imaginativa cria fantasias tão convincentes que os indivíduos reagem subjetivamente a elas como se fossem reais. Assim, conclui-se que, aparentemente, a mídia opera mais na transmissão dos ideais de fama, glamour e projeção social do que no regramento da aparência destas jovens, que são a maioria dentro do grupo investigado.
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A imagem da beleza feminina no Brasil e em Portugal: um estudo de caso das Campanhas Primavera/Verão 2018 das páginas do Facebook da marca C&A - diferenças, estereótipos e representações

A imagem da beleza feminina no Brasil e em Portugal: um estudo de caso das Campanhas Primavera/Verão 2018 das páginas do Facebook da marca C&A - diferenças, estereótipos e representações

Como estratégia persuasiva com a utilização de imagens na publicidade, neste caso, ao abordar modelos “padronizadas”, mostrou não ser uma boa opção, uma vez que estas imagens foram percepcionadas pela maior parte do público aqui analisado, tanto no Brasil quanto em Portugal, como não inclusivas, ou seja, conseguiram chamar a atenção do público mas não transmitiu uma forte empatia, uma relação honesta e verdadeira com a representação da beleza feminina. Ou seja, as imagens utilizadas chamaram a atenção da pessoa que vê, e revelaram não só detalhes da intenção de venda da marca, mas também alguns valores que podem estar subentendidos, como a valorização do estereótipo de beleza feminino. Por este motivo, e a partir das percepções das entrevistadas, é verificável que talvez a C&A pudesse ter abordado modelos com características mais realísticas ao do público feminino em suas imagens, de forma a gerar uma maior afinidade e representatividade perante e com o público. Uma última questão a ser observada é que em Portugal a marca opta por utilizar a mesma comunicação que é transmitida para todas as outras lojas da Europa, sem uma comunicação direcionada para o público residente no país que possui não só mulheres e pessoas que se identificam como femininas portuguesas, mas também estrangeiras que fazem parte deste contexto.
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CONTRASTE ENTRE A REAL BELEZA FEMININA APÓS OS 50 ANOS E O CONCEITO DE BELEZA DE ACORDO COM A MÍDIA

CONTRASTE ENTRE A REAL BELEZA FEMININA APÓS OS 50 ANOS E O CONCEITO DE BELEZA DE ACORDO COM A MÍDIA

Frequentemente retratada com padrões restritos, o modelo ideal de beleza feminina, imposto pela mídia, e propagada há décadas, ainda é motivo de debate e controvérsias no discurso e na prática. Em seleção de capas de revistas brasileiras direcionada às mulheres da idade adulta madura (neste trabalho com enfoque para mulheres com mais de 50 anos), o púbico feminino representado sempre possui o mesmo estereótipo “ideal” inatingível: jovialidade eterna, magreza e sensualidade. O presente artigo retrata e faz refletir, sobre mulheres que tendem, podem e devem ser retratadas como belas em qualquer fase da vida e não em busca de um modelo único. A fotografia como recurso de linguagem, tão importante quanto o texto e outras maneiras de comunicação, deve ser uma aliada em difundir a verdadeira beleza feminina para desconstruir estes conceitos, constranger, provocar reflexão e poder demonstrar que a beleza perfeita não é apenas uma, mas sim mulheres reais, sem manipulação de imagem, retratadas como únicas e que cada uma se reconheça e identifique seu real valor.
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A beleza feminina como poder: desvendando outros sentidos para a construção estética de si.

A beleza feminina como poder: desvendando outros sentidos para a construção estética de si.

A opinião de Ana Júlia foi utilizada justamente para revelar que a apresentação corporal representa uma necessidade a ser cultivada. A produção da beleza pode, então, ser compreendida enquanto pré-requisito para uma avaliação imediata e positiva do sujeito, uma vez que ela demonstra uma relação de comprometimento com a integridade corporal. Nas falas de Flávia e Ana Júlia sobressai, ainda, a cate- goria “liberdade”, ora associada ao sucesso profissional (sou livre, pois, atingi meu ápice profissional), ora associada à capacidade de atingir metas (sou livre, pois, sou capaz de atingir minhas metas). Nos dois casos a beleza corporal se articula com o discurso da liberdade de maneira fulcral, tendo em vista que a beleza representa, ao mesmo tempo, condição de possibilidade para realização de vontades pessoais e constatação duma certa segurança adquirida pela superação de si.
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Corpos em confecção: considerações sobre os dispositivos científico e midiático em revistas de beleza feminina.

Corpos em confecção: considerações sobre os dispositivos científico e midiático em revistas de beleza feminina.

Percorrendo as chamadas da revista, vimos que a mesma segue anunciando que a modelo de capa do mês revelará seus “mais íntimos segredos de beleza e os exercícios responsáveis pelo corpo enxuto e torneado”.O segredo disso tudo? Diz a matéria, uma família linda, um trabalho que ela adora, um pouco de tempo para cultivar sua individualidade e, claro, dieta saudável e exercícios físicos feitos com regularidade e disciplina. Isso sem contar alguns segredinhos para manter o visual e a saúde no lugar. Afinal de contas, com a correria desgastante do dia a dia (ela grava seis dias por semana), não custa dar uma mãozinha à natureza (LENZ; IPPOLITO, 2010). Cuidar do corpo implica cuidar de si a tal ponto e de tal modo que estamos diante do que Costa (2004) denomina personalidade somática: somos o nosso corpo e o que ele revela de nós. O autor não defende que estamos diante de perda dos valores na sociedade atual, pois essa ideia, para ele, é falsa. O que há hoje é outra forma de apresentação dos valores, tendo como pilares a mitologia científica e a moda.
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Corpos em confecção : considerações sobre os dispositivos científico e midiático em revistas de beleza feminina

Corpos em confecção : considerações sobre os dispositivos científico e midiático em revistas de beleza feminina

Resumo: Pretende-se problematizar os dispositivos científico e midiático na construção do ideal de corpo magro, mediante a análise de revistas de beleza voltadas ao público feminino. Para tanto, foram selecionadas seções específicas de duas revistas de grande circulação – Boa Forma e Corpo a Corpo –, com vistas a analisar os textos e imagens vinculados ao tema do consumo de alimentos, produtos e serviços, entre outras formas simbólicas que valorizam e garantem longevidade, acesso à boa forma, magreza e beleza, considerados atributos saudáveis. Os resultados evidenciam a profusão de fórmulas ou receitas associando magreza e felicidade, dentre outros ganhos a serem alcançados com disciplina, esforço e, sobretudo, lançando mão do consumo de bens e serviços voltados à estética. Há claro suporte discursivo amparado no saber médico estético especializado diluído na mídia impressa, e protagonizado por especialistas em diferentes domínios disciplinares e profissionais, emprestando legitimidade ou valor de verdade junto aos leitores, na ênfase dos cuidados com a “saúde”. Constata-se, assim, uma cumplicidade entre os discursos midiático e biomédico, em um consórcio lucrativo mediante o qual a legitimidade alcançada pelo primeiro se desdobra em um lucrativo mercado para os agentes que detêm o saber (bio)médico-estético.
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Primazia da beleza feminina e juventude empobrecida: notas de uma relação conflituosa.

Primazia da beleza feminina e juventude empobrecida: notas de uma relação conflituosa.

A intolerância à flacidez e ao excesso de gordura, quando analisada sob o discurso popular por meio da mensagem “só é feio quem quer”, reforça a associação entre beleza/saúde/potência, já apontada por Novaes (2006) em seu livro “O intolerável peso da feiúra”, ao discutir uma educação reguladora dos corpos e licenciada pelo coletivo. Portanto, pertencer, ser ou estar belo, em nossa sociedade, demanda tempo e investimento cotidianos, tanto no uso de ornamentos, vestimentas, calçados, maquiagens, cremes, exercícios e intervenções evasivas no corpo, quanto na ingestão de nutrientes, remédios e permanente vigia na falta de atenção e cuidado, interpretados como desleixo, preguiça e, muitas vezes, doença. Expressões desse investimento podem ser traduzidas em elogios, maiores oportunidades de se relacionar afetivamente e melhores chances no mercado de trabalho 6 .
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Clarice Lispector : uma beleza além dos padrões : a beleza feminina como resultado da individualidade e da interioridade da mulher

Clarice Lispector : uma beleza além dos padrões : a beleza feminina como resultado da individualidade e da interioridade da mulher

Em linhas gerais, pode-se dizer que o século XX vê progressivamente o advento (e por consequência o esmagamento das mulheres) de ideais quase inalcançáveis de saúde e perfeição. Ano após ano, "beleza" torna-se cada vez mais sinónimo de "superpoder". O papel social mais activo em que as mulheres _ trabalhando em número sempre crescente e lutando para uma posição que evite, ao menos, submetê-las completamente aos homens_ se inserem agora, faz com que sejam como que atropeladas por outra, gigante onda de expectativas. É, este, o século das grandes pressões e opressões, às quais, para as mulheres, se junta a ideia apeladora duma crescente independência e autonomia que muitas vezes se revelam pouco mais que uma ilusão, e que são acompanhadas por um vórtice oco e frenético que torna os ritmos da vida humanamente difíceis, numa corrida constante às escuras e sem rumo. O fenómeno propaga-se, chegando, em várias formas, a invadir o nosso século. A mulher vive continuamente obrigada a responder a padrões, expectativas, novos ideais humanamente impossíveis e tensos que juntam estilo de vida e imagem exterior. Na primeira década do século passado ainda está presente, em Portugal como na Europa em geral, um ideal de "gordura" como "formosura" (Vaquinhas, 2009, título) e como representação tranquilizadora da antítese duma pobreza ameaçadora e alastradora, sobretudo nos meios sociais mais desfavorecidos. Paralelamente, as classes mais altas abraçam um novo protótipo feminino esbelto e desportivo, representador da nova mulher enérgica e executiva, trabalhadora e com atitudes à "Maria-rapaz". Mais magra, mais alta, formas pequenas, roupas mais simples e práticas, e frequentemente cabelo à garçonne, ou, em português, "à Joãozinho", o que constitui um grande escândalo para a época: a sociedade assusta-se perante a mulher que ela própria criou, e que constitui uma ameaça à ordem conhecida das coisas. Os homens percepcionam, e com temor, o risco de perder o próprio papel de dominadores sociais, e a mulher que os preocupa é aquela mulher cuja beleza, a partir do Futurismo, é comparada com a beleza _ por exemplo típico _ dum carro desportivo de último modelo.
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"Leitoras": gênero, raça, imagem e discurso em O Menelik (São Paulo, 1915-1916).

"Leitoras": gênero, raça, imagem e discurso em O Menelik (São Paulo, 1915-1916).

Abrimos com o presente número um concurso de beleza feminina, cujo concurso será em duas tiragens distribuídas nas seguintes formas: na primeira tiragem, a partir da próxima vindora, daremos uma demonstra- ção geral de todas aquelas que mereceram votos e, na segunda, o resul- tado final do concurso. Aquela que bater o “record” ornamentará com o seu retrato a primeira página de nosso jornal, caso consinta que nós assim procedemos. N.B. – O concurso é bem entendido, entre a “clas- se” e os votos devem ser dados pelos homens que forem assinantes, enchendo para este fim o cupom seguinte: Caro Leitor, qual é a moça mais bella no seu parecer? É.. Rua... Assignante. 83
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Pensamentos sobre as mulheres

Pensamentos sobre as mulheres

Mulher feia vale por duas porque o marido sempre tem outra.. 99% da beleza feminina sai com agua e sabão.[r]

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Pensamentos INUTEIS SOBRE MULHERES

Pensamentos INUTEIS SOBRE MULHERES

Mulher feia vale por duas porque o marido sempre tem outra.. 99% da beleza feminina sai com água e sabão.[r]

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Representações sociais do corpo: um estudo com adolescentes do Município do Rio de Janeiro, Brasil.

Representações sociais do corpo: um estudo com adolescentes do Município do Rio de Janeiro, Brasil.

A adolescência é uma das fases da vida em que as alterações corporais parecem assumir uma importância fundamental. Com o intuito de nos aproximarmos dos conflitos experimentados pelos adolescentes com as mudanças corporais, este estudo objetivou conhecer as representações sociais sobre o corpo entre estudantes do nono ano do ensino fundamental das redes privada e municipal do Rio de Janeiro, Brasil. Os partici- pantes tinham entre 13 e 18 anos de idade, e es- tudavam em escolas localizadas em bairros com mais alto e mais baixo valores do Índice de De- senvolvimento Social. Usamos a técnica de gru- po focal para a produção da representação social do corpo. Iniciamos os grupos com a evocação de cinco palavras quando ouviam a palavra “cor- po”. Para o tratamento das evocações, utilizamos o programa EVOC e, para complementar, análise de conteúdo temática. Grande parte dos adoles- centes falou da beleza como sinônimo de corpo bonito e descreveram um modelo de beleza: o corpo definido por músculos para os jovens e o corpo magro e curvilíneo para as jovens.
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Um estudo sobre Alcibíades a partir do debate siciliano em Tucídides VI.9-23 - entre...

Um estudo sobre Alcibíades a partir do debate siciliano em Tucídides VI.9-23 - entre...

Mas a resposta de Sócrates é para Alcibíades uma desagradável surpresa: ao indicar que a formosura/beleza (kalós) desse jovem, a sua beleza da aparência, não seria capaz de co[r]

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Beleza e carreira no Brasil: o significado da beleza para jovens executivas e seu papel no mercado de trabalho

Beleza e carreira no Brasil: o significado da beleza para jovens executivas e seu papel no mercado de trabalho

Este trabalho aborda dois temas de interesse e destaque na vida da mulher moderna: beleza e carreira. Para uma análise consistente, optou-se pela utilização da metodologia qualitativa, adequada em estudos nos quais os fenômenos estudados têm envolvimento com seres humanos e suas relações na sociedade. A pesquisa foi dividida em duas etapas: revisão da literatura referente à identidade feminina, beleza e comportamento de consumo e entrevistas em profundidade com seis jovens executivas, que trabalham na cidade de São Paulo. Durante os depoimentos, explorou-se o significado da beleza, seu papel no mercado de trabalho brasileiro e os hábitos de consumo de beleza. Na etapa final, foi realizado um pré- teste quantitativo com alguns recrutadores, também da cidade de São Paulo, que apontou algumas tendências.
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Rev. Estud. Fem.  vol.22 número3

Rev. Estud. Fem. vol.22 número3

um estudo do concreto, contextualizando e explicitando o que está sendo estudado e em que condições. Ainda nesse capítulo, a autora aponta sua metodologia de pesquisa e declara que compreende a etnografia não como uma questão de método, mas como um esforço inte- lectual. Assim, realiza sua descrição densa ouvindo diferentes sons: das entrevistas, dos áudios, das filmagens, e vendo diferentes imagens: das fotos, das matérias de jornal, das capas de revista. No capítulo seguinte, a autora aponta o que entende por gênero e beleza. Faz uma rápida reconstrução das ideias de gêneros enquanto papéis sociais aprendidos e esclarece que esses papéis não são universais, de modo que padrões de beleza e feminilidade são variá- veis conforme os contextos. A autora trata da categoria gênero segundo a perspectiva da Psicologia apontada por Valter Stoller 3 (1968),
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A Beleza salvará o Mundo

A Beleza salvará o Mundo

Com fazer semelhante animadvertência, não gostaria de ser in- terpretado como alguém que minimiza a restante actividade inte- lectual e interventiva do Escritor nos vários quadrantes: no da polí- tica, da sociologia e mesmo nas tomadas de posição frente à hierar- quia religiosa ortodoxa russa. Não custa reconhecer que subjacente a todos esses escritos está sempre a voz vibrante e autorizadíssima de alguém que, sobrevivente algo miraculoso não apenas do GU- LAG mas de um cancro, decidiu empenhar a própria vida na luta pelos direitos humanos. A todo o transe e assumindo todas as con- sequências Respeitabilíssimo como os que mais, por conseguinte. Sucede é que para o caso vertente, como agora se diz, vale e basta- nos o Escritor como grande espiritual da Literatura. Muito sim- plesmente, e para tudo dizermos em duas palavras, porque a ajuda que aqui nos faz falta é a que per prius nos pode supeditar o artista, como privilegiado vivenciador e criador da beleza.
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O efeito de Eros – “As afinidades eletivas”, a esperança e o homem unidimensional

O efeito de Eros – “As afinidades eletivas”, a esperança e o homem unidimensional

Quando os quatro personagens são colocados juntos, o principal acontecimento do romance é a paixão de Eduard pela beleza de Ottilie. Nas palavras de Benjamin, “a aparência da beleza encontra-se no centro da história [...] a crença na beleza de Ottilie é a condição fundamental para o envolvimento com o romance” (BENJAMIN, 2014, p. 338). Nas de Goethe, “a beleza é em toda parte um hóspede bem recebido” (GOETHE, 2008, p. 51). Eduardo fica enfeitiçado pela beleza de Ottilie. Ela o ama; Charlotte e o Capitão sentem-se mutuamente atraídos e resistem. Alegoricamente, conforme já se observou, Eduardo é paixão, Ottilie é amor, Charlotte é razão, Capitão Otto é ethos, a opinião pública. 4
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a medicalização da beleza :: Brapci ::

a medicalização da beleza :: Brapci ::

Paralelamente, uma outra vertente analítica vem indicando que a cirurgia plástica pode ser entendida como parte de um projeto corporal (Giddens, 1997; Antonio, 2008; Le Breton, 2008), bem como para o fato, também atestado por nossa pesquisa, de que a experiência da cirurgia provoca um grande impacto na subjetividade e na auto-imagem. Muitas mulheres descobrem ou redescobrem a sexualidade. Há casos de pacientes que aqueceram a relação sexual com o parceiro, enquanto outras passaram a manter um caso extra-conjugal. Minha alm a t á m udando depois da cir ur gia, passei t er alm a de put a, afirma uma entrevistada. Este impacto na subjetividade, ligado à mudança na aparência corporal, provoca o debate relativo às noções de poder e agência. A decisão de realizar a cirurgia plástica seria um ato de poder, como proporia Csordas (1996), ou uma forma de tornar o corpo um objeto, que pacificamente se submete aos ditames dos padrões de beleza divulgados pela mídia e pela indústria do culto ao corpo?
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