Boca de Rua (Jornal)

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Sujeitos no sumidouro: a experiência de criação e resistência do Jornal Boca de Rua.

Sujeitos no sumidouro: a experiência de criação e resistência do Jornal Boca de Rua.

RESUMO: Este texto versa sobre o Jornal Boca de Rua, periódico confeccionado por moradores de rua da cidade de Porto Alegre. Procura-se nele relacionar a posição subversiva destes moradores de rua com a lógica do capitalismo contemporâneo em três instâncias – espaço urbano, mídia e consumo –, trabalhando seus detalhes, implicações, ambi- valências e comentando seus resultados parciais. A resistência espacial é tida como a própria maneira do morador de rua habitar a urbe – seja como morador, seja como vendedor –, ou seja, a reinvenção dos desvalidos vãos da cidade. A resistência midiática, por sua vez, é caracterizada pela construção de um meio de dispersão alternativo ao mass-mídia, possibilitando a um grupo emitir palavras e imagens sobre si e fazê-las agenciáveis em circuitos antes não alcançados. A resistência do consumo, por fim, dá-se na possibilidade do deslocamento da posição de pedinte para a de prestador de serviço, o que, em última análise, possibilita outros modos de inserção do morador de rua nas tramas da sociedade atual. PALAVRAS-CHAVE: Jornal Boca de Rua; moradores de rua; Psicologia Social; cidade contemporânea; resistência.
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O CARTOGRAFAR DA GRANDE SAÚDE DAS RUAS EM “IR VIR PERMANECER”, AUDIOVISUAL COM O JORNAL BOCA DE RUA

O CARTOGRAFAR DA GRANDE SAÚDE DAS RUAS EM “IR VIR PERMANECER”, AUDIOVISUAL COM O JORNAL BOCA DE RUA

Embora houvesse uma pauta previamente criada para as entrevistas pelo grupo do jornal, no decorrer das entrevistas o Cícero passou a improvisar questões e réplicas, sempre colocando a entrevista e entrevistado em relações cambiantes que visavam quebrar as respostas-clichê previamente concebidas e que buscavam agradar aos entrevistadores dizendo aquilo que acreditavam que gostariam ouvir, mesmo quando a entonação e gestos indicavam contradição entre o discurso e o que possivelmente algumas das pessoas entrevistadas efetivamente pensavam, como repararam Cícero, Deivyd e Diego no decorrer das abordagens. Deste modo, seguindo guiados pelo acaso dos encontros e sem instruções técnicas de como operar os instrumentos de gravação, foi sendo tecido o Ir Vir Permanecer. Entretanto, havia uma intenção de pesquisa não declarada de, após algum tempo de entrevistas, fazer os integrantes do Boca de Rua falarem. Após duas horas de interpelação à “sociedade” pelos moradores de rua, foram então
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Múltiplos singulares : as inscrições de si da população de rua no jornal Boca de Rua

Múltiplos singulares : as inscrições de si da população de rua no jornal Boca de Rua

novas surgem sempre ao passo que as desconexões jamais se interrompem, como posso falar de mim e, em certa medida, como posso mesmo saber quem sou – ou minimamente garantir e sustentar que sou aquilo que imagino ser? Por que percursos correm e se chocam freneticamente léxicos e sintaxes e ações e discursos que moldam aquilo tudo que sei e que sinto e que expresso, fazendo de questões aparentemente simples enredados enigmas que, apesar de constantes tentativas, parecem jamais satisfatoriamente respondidos? Tais questionamentos nos perturbam e, exatamente devido a isto, por eles nos aventuraremos, partindo de compreensões pós-estruturalistas e dos Estudos Culturais. Para efetuar esta tentativa, elegemos como objeto de estudo o Jornal Boca de Rua, publicação produzida inteiramente por pessoas em situação de rua de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil: nele queremos entender como são construídas as narrativas de si daquelas e daqueles a quem com incômoda frequência é negada a permissão para dizer o que quer que seja e, em boa parte por causa disto, também a para existir da maneira que melhor lhes convir. Efetuaremos um estudo actancial: para escapar de abordagens essencialistas, atentaremos para as ações de moradoras e moradores de rua inscritas nos textos e também ao entorno, à rua e à cidade e aos outros destes que estigmatizamos como Outros maiúsculos; o que fazem e o que os faz fazer e o que ativam quando fazem o que fazem. Reagindo a tentativas de estabilizações identitárias já postas sobre ela, pesados estigmas, a população de rua grita: vemos, no Boca de Rua, a inscrição de ações singularizantes que nos revelam seres complexos e múltiplos, bem mais diversos que o suposto pela ação que mais pesa sobre elas e eles, o morar na rua que os define. Inseridos em um cotidiano de violência – simbólica e física –, inscrever a si no mundo parece uma importante ferramenta para a população de rua reencontrar, na singularidade das mortes e das vidas narradas, a sua multiplicidade.
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O JORNAL =BOCA DE RUA= ESPAÇO DE POSSIBILIDADES PARA PESSOAS EM SITUAÇÃO DE RUA: UMA REFLEXÃO DISCURSIVA CRÍTICA

O JORNAL =BOCA DE RUA= ESPAÇO DE POSSIBILIDADES PARA PESSOAS EM SITUAÇÃO DE RUA: UMA REFLEXÃO DISCURSIVA CRÍTICA

Como resultado de uma investigação discursiva empreendida no âmbito do Mestrado em Linguística, a presente pesquisa analisa práticas sociodiscursivas ligadas à produção do jornal Boca de Rua. O objetivo da pesquisa foi examinar traços discursivos presentes no material empírico coletado que reproduzem ou redefinem discursos acerca de pessoas em situação de rua, de Porto Alegre, representadas no citado jornal. Para tanto, baseei-me, nos estudos críticos do discurso, especificamente na Análise de Discurso Crítica (ADC) desenvolvida por Fairclough (2001, 2003), Resende & Ramalho (2006, 2009), Ramalho & Resende (2011), em estreito diálogo com a Linguística Sistêmico-Funcional (LSF), com base em Halliday (2004), e no paradigma de pesquisa qualitativa de cunho emancipatório, à luz do Realismo Crítico proposto por Bhaskar (RESENDE, 2009). Os dados coletados são de natureza essencialmente documental, sendo complementados pelos dados gerados em trabalho de campo. Dessa maneira, o corpus analítico é composto de quatro textos veiculados no Boca de Rua, obedecendo um recorte temporal entre 2004 e 2010, todos ligados às chamadas de capa das respectivas edições em que foram publicados. Os dados complementares, por sua vez, são constituídos de notas de campo e entrevista focalizada com a coordenadora do jornal, o que possibilitou a ampliação de meu viés analítico. O tratamento dos dados foi feito, principalmente, à luz da categoria analítica representação de atores sociais. Na representação veiculada nos textos, a agência de pessoas em situação de rua representadas é mitigada dado o entrave entre a construção de uma identidade de resistência frente à identidade legitimadora que opera com raízes profundas no meio social (CASTELLS, 1999). O baixo grau de tecnologização discursiva na produção do jornal pode ser um fator dificultador na representação da ação desse grupo. Em contrapartida, essa mesma característica de produção configura-se como fator de promoção da ação de pessoas efetivamente em situação de rua na produção do jornal, que se torna recurso material e simbólico de natureza contra-hegemônica totalmente produzido por pessoas que se encontram em risco social.
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Vozes de uma gente invisível : o jornal Boca de Rua como promotor do letramento, da autoria, da cidadania e da visibilidade social

Vozes de uma gente invisível : o jornal Boca de Rua como promotor do letramento, da autoria, da cidadania e da visibilidade social

Neste estudo, aponto de que forma o jornal Boca de Rua, periódico trimestral produzido e vendido pela população em situação e trajetória de rua de Porto Alegre há 18 anos, se constitui como uma agência de letramento para aqueles que integram o projeto. Com base em uma etnografia do grupo, apresento os eventos e as práticas de letramento envolvidos na produção do jornal de acordo com o contexto social, histórico e cultural daqueles que vivem, estão ou ficam nas ruas. Para isso, recorro a procedimentos metodológicos como observação- participante, anotações em diário de campo e análise documental, de forma a me aproximar da visão de seus participantes, quer por aquilo que deixam expresso em suas falas, quer por aquilo que deixam entrever em suas ações. Para a leitura dos dados, este trabalho se funda centralmente na Linguística enunciativa de Émile Benveniste, para quem a língua é condição de existência do homem, que sempre nela se inscreve de forma intersubjetiva, e nos Estudos de Letramento, segundo o qual a língua é uma prática social situada que muda de acordo com o interlocutor e o propósito comunicativo. Tomando como base tal aparato teórico e a pesquisa em campo, a dinâmica das reuniões do Boca de Rua é pensada a partir de três tópicos principais, que põem em foco o protagonismo da população em situação ou trajetória de rua na construção do projeto: 1) ele é regido por regras definidas democraticamente pelos integrantes; 2) ele se organiza a partir do relato de seus participantes; 3) ele se estrutura a partir da divisão em grupos, cuja temática reflete alguma demanda trazida durante as reuniões. Cada um desses pontos é analisado sob o enfoque enunciativo, entendendo que a ação efetiva em práticas sociais de leitura e de escrita só é possível através de uma língua que demanda que cada um se construa como sujeito no discurso tendo em vista o outro diante de si. Com este estudo, busco contribuir com a divulgação de conhecimentos sobre a população em situação e trajetória de rua, principalmente no que toca à forma como atuam em práticas sociais de leitura e escrita e como lidam com o mundo da cultura escrita.
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Marketing boca-a-boca, fidelização de clientes e preço: o caso da geladaria Santini

Marketing boca-a-boca, fidelização de clientes e preço: o caso da geladaria Santini

38 Como refere Gonçalves (2009), a 29 de Setembro de 2009, festejaram-se os 60 anos da Santini, na Loja da Avenida Valbom, o que obrigou ao encerramento da rua, em função da imensa animação de rua, que incluiu pessoas a fazer caricaturas, cocktails de gelados, teatro de fantoches, e que contou com a presença de inúmeros convidados VIP. Tinham ainda pessoas vestidas à época, para entregar o Jornal Santini, comemorativo dos 60 anos e que dava a conhecer a sua história, tudo com o empenho para que se criasse um ambiente alusivo ao país de origem de Attilio Santini. Gonçalves (2009) salienta este que, nesta altura, com o aumento da produção, a Santini passou a estar disponível em quiosques no Guincho, em Cascais e ainda em duas praias da Grande Lisboa. Estava presente nos cardápios de vários restaurantes de luxo, tanto no Chiado em Lisboa, como na estrada do Guincho.
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Relações entre valor percebido, comprometimento, propaganda boca a boca e intenção de recompra

Relações entre valor percebido, comprometimento, propaganda boca a boca e intenção de recompra

Embora o construto intenção de recompra venha sendo estudado por diversos pesquisadores, existem alguns desafios sobre o conhecimento das relações entre os seus construtos determinantes ou antecedentes. Assim, para o desenvolvimento desta pesquisa, foi analisada a influência do valor percebido, do comprometimento afetivo, do comprometimento normativo e da propaganda boca a boca positiva sobre a intenção de recompra de smartphones de uma determinada marca (marca líder do mercado mundial). Para tanto, foi realizado o levantamento teórico que aborda a intenção de recompra, bem como a compreensão e análise dos construtos contemplados na pesquisa. Posteriormente, foi realizada uma pesquisa quantitativa, por meio da implementação de uma survey. A análise dos resultados foi feita através de estatísticas multivariadas, utilizando-se a técnica da Modelagem de Equações Estruturais para se observar e analisar os elementos que compõem o objeto em estudo, além da realização do teste das hipóteses levantadas. A amostra foi composta por 283 consumidores de telefones celulares smartphones. Os resultados evidenciaram que o valor percebido pelos consumidores influencia positivamente o comprometimento afetivo e o comprometimento normativo; que o valor percebido pelos consumidores não influencia positivamente a propaganda boca a boca positiva; que o comprometimento afetivo do consumidor influencia positivamente a propaganda boca a boca positiva; que o comprometimento afetivo do consumidor influencia positivamente a intenção de recompra; que o comprometimento normativo influencia positivamente a intenção de recompra; e que a propaganda boca a boca positiva influencia positivamente a intenção de recompra de um produto desta mesma marca. Portanto, este estudo fornece uma maior compreensão das relações dos construtos determinantes ou antecedentes da intenção de recompra, incluindo em um mesmo modelo teórico diferentes construtos que antes não haviam se relacionados.
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A COMUNICAÇÃO BOCA A BOCA NEGATIVA NAS MÍDIAS SOCIAIS E SEU EFEITO NO COMPORTAMENTO DO CONSUMIDOR

A COMUNICAÇÃO BOCA A BOCA NEGATIVA NAS MÍDIAS SOCIAIS E SEU EFEITO NO COMPORTAMENTO DO CONSUMIDOR

O desenvolvimento do modelo teórico desta dissertação corrobora os estudos de Smith e Vogt (1995); Bone (1995); Loureiro et al. (2003); Bruyn e Lilien (2008); Tineu e Fragoso (2009); Pereira (2010); Liu (2010); Andrade et al. (2010); Sandes e Urdan (2010); Silveira e Soares (2011); Tomas; Meschgrahw e Alcantara (2012) e Kotler e Keller (2012), partindo do pressuposto que o boca a boca influencia a intenção de compra dos consumidores, podendo inclusive, conforme Lee e Lee (2006); Henning-Thurau et al. (2004) e Almeida e Ramos (2012), comprometer a lealdade deles. Baseado também nas pesquisas de Burnham; Frels e Mahajan (2003); White e Yanamandram (2004); Gastal e Luce (2005) e Madureira e Gosling (2012) que afirmam que os custos de mudança podem impedir que os clientes troquem de fornecedor e se mantenham leais à organização, o modelo proposto para análise testará se a comunicação boca a boca negativa nas mídias sociais pode influenciar negativamente a decisão de compra e a lealdade de outros consumidores e verificará se os custos de mudança podem reduzir esses efeitos.
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Boca a boca on-line: um estudo sobre a Gestão da Comunicação na Internet

Boca a boca on-line: um estudo sobre a Gestão da Comunicação na Internet

Após os fatos ocorridos em Nova Iorque a Yum Brands fechou diversos restaurantes da rede Taco Bell, nos quais não havia certeza absoluta da inexistência de ratos ou qualquer outro problema de ordem sanitária. Nos dias subseqüentes ao fato pelo menos 27 vídeos diferentes haviam sido postados e recebidos, ao todo 660 mil acessos. Devido à comunicação boca a boca estórias como essa são poderosas e possuem longa duração.

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Fatores motivacionais da comunicação boca-a-boca eletrônica positiva entre consumidores no Facebook

Fatores motivacionais da comunicação boca-a-boca eletrônica positiva entre consumidores no Facebook

Como esperado, a hipótese que relaciona a preocupação com os outros consumidores com o boca a boca positivo no contexto do Facebook foi confirmada. Esse resultado suporta o papel relevante deste constructo como fator motivador do boca a boca em diferentes contextos e culturas, em concordância com Dichter (1966), Engel, Blackwell e Miniard (1993), Sundaram, Mitra e Webster (1998) e Henning - Thurau et al. (2004). Na década de 1960, Dichter (1966) denominou este grupo de consumidores de “pessoas de boa vontade”. Portanto, os resultados deste estudo confirmaram para o contexto do Facebook no mercado brasileiro o que pesquisas anteriores mostraram em outros contextos e culturas: o desejo de ajudar outros consumidores com suas decisões de compra, sem antecipar alguma recompensa em troca, é um dos motivos relevantes do comportamento de boca a boca. É plausível que existam motivações altruísticas entre os consumidores no Facebook, haja vista que seus usuários tendem a usar identidades verdadeiras e a estabelecer relacionamento com contatos estabelecidos no espaço off-line, como por exemplo, amigos, família e colegas de trabalho. Um dos aspectos relevantes da recomendação espontânea é justamente esta preocupação maior com o outro do que com si próprio, uma preocupação natural de ajudar a outra parte com que se mantém algum tipo de relação.
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Marketing boca a boca: um estudo de caso de um shopping center da cidade de Goiânia

Marketing boca a boca: um estudo de caso de um shopping center da cidade de Goiânia

Primeiramente, para atender o primeiro objetivo específico do trabalho, foi realizada uma análise do comportamento do consumidor quando se trata de marketing boca a boca. Foi estudado como o mesmo age no momento da decisão de compra, sob a influência de opinião de parentes e amigos. Kapferer (1993, p 176) afirma que os consumidores têm mais confiança nos amigos e vizinhos do que na publicidade ou nos revendedores. Na pesquisa, foi identificado que a maioria dos consumidores dá total importância às indicações de parentes ou amigos no momento da compra final. Diferentemente de quando pessoas famosas indicam alguma marca ou produto, foi identificado neste critério que as pessoas não dão tanta importância a estas indicações no momento da compra. Ainda na análise do comportamento, foi identificado que os consumidores falam sobre suas compras para outras pessoas com uma frequência razoável e dão mais importância em comentar ou colocar em redes sociais quando ficaram insatisfeitas com alguma marca ou produto do que quando ficaram satisfeitas.
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A comunicação boca a boca nas redes sociais e seu impacto no comprometimento afetivo do cliente

A comunicação boca a boca nas redes sociais e seu impacto no comprometimento afetivo do cliente

A comunicação boca a boca sempre exerceu influência na forma como o consumidor faz escolhas em relação ao consumo. Observa-se na atualidade a potencialização dessa comunicação por meio de tecnologias que intensificam seu impacto e a velocidade de disseminação dessas informações. A comunicação boca a boca espontânea, dentro das redes sociais, concede ao consumidor um novo tipo de poder: suas percepções podem influenciar outros consumidores a consumir ou não um produto ou serviço. Essas percepções são divulgadas e compartilhadas na rede com um rápido alcance a múltiplas bases de clientes e se tornam fatores determinantes para a decisão de compra ou para o estabelecimento de um comprometimento afetivo do cliente com relação a uma marca ou produto.
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Antecedentes de geração de boca-a-boca eletrônica pelos clientes de pacotes de viagens

Antecedentes de geração de boca-a-boca eletrônica pelos clientes de pacotes de viagens

A comunicação via o boca-a-boca eletrônico (eletronic worth of mouth, eWOM), tem sido identificada em vários estudos como uma fonte de informação eficiente e eficaz no auxilio à decisão dos consumidores (LEE, 2009). O relacionamento com a experiência de outros consumidores, considerados imparciais (BICKART e SCHINDLER, 2001), mecanismos de persuasão e dissuasão dos consumidores (HAWKINS, BEST e CONEY, 2004), sua confiabilidade e relevância (TRUSOV et al., 2009), o impacto das mensagens de processamento através da via central de persuasão (SHREFFLER, 2014) são exemplos de trabalhos nesse sentido. Em resumo, a maioria dos trabalhos convergem para quatro motivações distintas de natureza social e psicológica: preocupação com outros consumidores, benefício social, desejo de compartilhar emoções positivas e desejo de ajudar a empresa (HENNIG-THURAU et al., 2004; JEONG e JANG, 2011; YOO et al., 2013).
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SÍNDROME DA BOCA ARDENTE

SÍNDROME DA BOCA ARDENTE

Fatores psicogênicos (ansiedade, depressão, transtornos obsessivos, compulsivo), irritantes locais como monômeros das próteses que podem irritar a mucosa oral, alguns alimentos como frutas cítricas, limão, laranja, algumas bebidas quentes ou frias e chás. Modificações no fluxo salivar também parecem exacerbar essa síndrome tais como a xerostomia ou sensação de boca seca, que parece estar relacionada ao estresse; hipossalivação devido ao uso de medicamentos, alterações emocionais, que tornam a cavidade oral avermelhada e sensível pela insuficiência salivar. Medicamentos como corticoides, anti-hipertensivos, antidepressivos parecem alterar o fluxo salivar e poderiam desencadear a síndrome (MINELLI et al; 2008).
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SÍNDROME DA BOCA ARDENTE

SÍNDROME DA BOCA ARDENTE

MAIDANA e cols (2004) constataram que a síndrome da ardência bucal (SAB) se caracteriza pela queixa de ardência constante na boca sem que qualquer lesão seja detectada ao exame físico e, a despeito dos estudos já realizados, sua causa permanece desconhecida. O presente estudo investigou a existência de associação entre hipossialia e SAB. A amostra foi constituída por cem indivíduos do sexo feminino entre 30 e 81 anos de idade, distribuídos em dois grupos: (a) grupo-caso: cinqüenta mulheres portadoras de SAB, cadastradas entre os pacientes do Serviço de Estomatologia do Hospital São Lucas da PUCRS; (b) grupo de controle: cinqüenta mulheres não portadoras de SAB. Cada indivíduo foi submetido à coleta de saliva total estimulada mecanicamente, e a velocidade de fluxo salivar (VFS) foi obtida pelo método gravimétrico. Com os resultados obtidos, foi possível concluir que não existe associação entre hipossialia e síndrome da ardência bucal.
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Marketing boca a boca em um hospital privado no município de São Paulo: Aplicabilidade da escala de Brown

Marketing boca a boca em um hospital privado no município de São Paulo: Aplicabilidade da escala de Brown

Os serviços de saúde estão inseridos em um ambiente que encontra-se em processo de transformação, observando-se mudanças no perfil dos clientes, com evolução tecnológica, aumento da concorrência e consequente busca pela melhoria do desempenho operacional e organizacional, tornando-se necessário a realização de alterações na estrutura das organizações a fim de tornarem-se mais adaptativas, flexíveis e voltadas aos clientes e às necessidades do mercado. Sendo assim, o processo de mudança organizacional é visto como um processo natural da existência das organizações e decorrente das ações destas à ação de forças exercidas pelo meio em que estão inseridas. O hospital, sendo um serviço de saúde com uma estrutura organizacional complexa, também necessitou aumentar a capacidade de formular e implementar estratégias para vencer os desafios de mercado e atingir seus objetivos organizacionais, a fim de garantir sua sobrevivência no segmento que operam. O aumento da competitividade e as mudanças de relacionamento entre organizações e clientes resultaram na necessidade da existência de um diferencial de mercado, onde busca-se cada vez mais qualidade nos produtos e serviços oferecidos, sendo essencial para a organização buscar o maior nível de satisfação dos clientes, utilizando-se do marketing de serviços como ferramenta para o fortalecimento desse relacionamento, resultando na satisfação das expectativas e necessidades dos clientes e gerando o aparecimento de uma comunicação boca a boca positiva, com consequente fortalecimento da imagem da instituição e aumento da vantagem competitiva. Sendo assim, o objetivo geral deste trabalho é estimar o impacto mercadológico das estratégias de operações de serviços de um hospital em processo de mudança organizacional em sua disputa pelo mercado de assistência à saúde, através da análise das interações entre os antecedentes de comunicação boca a boca com o comprometimento, a intenção de recomendação e o comportamento de recomendação boca a boca, propostos no modelo de (T. J. Brown, Barry, Dacin, & Gunst, 2005).
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O efeito do autocontrole sobre a influência da comunicação boca a boca eletrônica na decisão do consumidor

O efeito do autocontrole sobre a influência da comunicação boca a boca eletrônica na decisão do consumidor

Este estudo pretende incluir como fator inovador, o autocontrole, analisando o efeito sobre a intenção comportamental, considerando a relação entre a comunicação boca a boca. O autocontrole tem sido pesquisado em trabalhos experimentais no campo do comportamento do consumidor analisando-se o seu poder de influência neste tipo de comportamento (LARAN, 2010; LADEIRA et al., 2014; GAO; WYER JR, 2016). Apesar do autocontrole já ser considerado um conceito promissor para a pesquisa do comportamento do consumidor há mais de 15 anos (BAUMEISTER, 2002), em uma busca, realizadas nas bases de dados citadas anteriormente, por estudos específicos que considerassem a sua relação com a comunicação boca a boca não foram encontrados trabalhos que considerassem esse aspecto. Assim, entende- se que este estudo representa uma importante contribuição para o campo teórico do comportamento do consumidor, uma vez que foi identificada uma lacuna teórica no estudo da influência do autocontrole na comunicação boca a boca, possibilitando assim um fator de inovação para esta pesquisa. Dessa forma, considerou-se relevante que esse fator, o autocontrole, também fosse trabalhado em relação à essa comunicação, complementado as variáveis associadas a esse objeto de estudo.
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Influência da familiaridade e personalidade de marca na comunicação boca-a-boca : o caso da marca SATA

Influência da familiaridade e personalidade de marca na comunicação boca-a-boca : o caso da marca SATA

Entre as avaliações dos consumidores, Lang & Hyde (2013) consideram que existem três antecedentes de maior influência sobre o boca-a-boca, que são o compromisso do cliente, a confiança e a satisfação. Segundo o mesmo, no geral, a satisfação é o antecedente principal do boca-a-boca. Quando há um cliente satisfeito ou surpreendido pela positiva, a probabilidade deste gerar um boca-a-boca positivo é muito maior. O mesmo acontece ao contrário, isto é, a insatisfação aumenta a probabilidade de ser gerado um boca-a-boca negativo. Contudo, e de acordo com um estudo de Anderson (1998, como referido em Lang & Hyde, 2013), a correlação, verificada em vários produtos através do mesmo método estatístico, entre a satisfação e o boca-a-boca teve em média um valor de 0.2 nos EUA e de 0.7 na Suécia. O estudo referido sugere que a correlação entre a satisfação e o boca-a-boca difere dependendo do contexto.
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Quem tem boca vai a Roma

Quem tem boca vai a Roma

É por isso que dizemos: quem tem boca vai a Roma. A linguagem das informações é o que podemos chamar linguagem “mapa”, e as pessoas confiam umas nas outras ao pedirem uma informação, porque são obrigadas a isso pelas situações da vida diária.

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A repercussão das iniciativas de comunicação digital no boca a boca dos consumidores usuários do twitter

A repercussão das iniciativas de comunicação digital no boca a boca dos consumidores usuários do twitter

O boca a boca online é mais influente em função da velocidade, conveniência, alcance e da inexistência da pressão face-a-face que acontece no boca a boca off-line (PHELPS ET AL., 2004). Godes e Mayzlin (2004) mostram que a variedade de aspectos do boca a boca na internet influencia de diferentes formas os resultados de venda das empresas. Estes resultados analisados diante do cenário de inserção digital no Brasil e das possibilidades atreladas a esta forma de comunicação, configuram o boca a boca eletrônico como uma importante ferramenta de marketing. Conforme Godes e Mayzlin (2004), a mensuração da comunicação boca a boca na internet é um campo de extrema relevância a ser estudado. Esta mensuração deveria ser um pré-requisito para uma efetiva “gestão de buzz” (GODES; MAYZLIN, 2004).
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