Brasil - fluxos migratórios

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Desenvolvimento regional e fluxos migratórios no Brasil: uma análise para o período 1980-2010

Desenvolvimento regional e fluxos migratórios no Brasil: uma análise para o período 1980-2010

No caso do Brasil, a maior parte dos trabalhos que procura analisar as interações entre desenvolvimento e migração pertence ao primeiro grupo. Justo e Silveira Neto (2008a), por exemplo, analisam a influência de variáveis de atratividade, sociais e naturais, para a determinação da taxa líquida de migração estadual. Os autores estimam um modelo com condicionamento espacial para o Brasil (por Unidade da Federação) entre 1980 e 2000 e concluem que aproximadamente 40% da taxa líquida de migração estadual são explicados pela renda esperada de cada localidade. Da Mata et al. (2007) analisam, para o ano 2000, quais são as características das cidades brasileiras que mais atraem migrantes qualificados 85 e verificam que estes indivíduos tendem a se direcionar para localidades com maior dinamismo nos mercados de trabalho (salários mais elevados) e menores níveis de desigualdade social e violência. Além disso, áreas próximas ao litoral e/ou com climas mais amenos tendem a receber maior volume de migrantes qualificados. Outro trabalho interessante e que se refere à região menos desenvolvida do país, foi elaborado por Ramalho (2006). O autor utiliza um modelo de dados em painel espacial para investigar as principais forças econômicas por trás das migrações intermunicipais no Nordeste entre 1991 e 2000, sobretudo, sua relação com a renda esperada, o acesso ao mercado de trabalho, a atratividade e as amenidades locais. Seus resultados sugerem que os municípios com maiores níveis de renda e emprego, baixa criminalidade e desigualdade e com amenidades positivas, são mais atraentes para os migrantes. Ramalho (2006) também verifica que a redução dos custos de transporte tem contribuído para reforçar determinados fluxos migratórios.
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Impacto das políticas de transferência de renda nos fluxos migratórios do Brasil : o programa bolsa família

Impacto das políticas de transferência de renda nos fluxos migratórios do Brasil : o programa bolsa família

Os resultados obtidos mostram o impacto negativo que tem o programa BF nos fluxos migratórios internos no Brasil 32 . O algoritmo de pareamento utilizado indica a existência de um efeito de tratamento médio sobre os tratados negativo e significativamente diferente de zero. O coeficiente obtido mostra um efeito médio de quase -0.018, alcançado mediante o algoritmo vizinho mais próximo. Se admitimos que a variável que mede a migração varia entre 0 e 1, a interpretação dos resultados indicam que ser beneficiário do programa Bolsa Família diminui quase 1,8 pontos porcentuais as possibilidades de ser um migrante interno brasileiro, no caso de dois indivíduos com similares características observáveis. É possível observar que o impacto do programa não é muito forte, mas gera um estímulo negativo para virar migrante por parte dos brasileiros. Assim mesmo, é necessário mencionar um elemento que contribuem a confirmar a validez das estimações e é a existência de um erro padrão relativamente baixo.
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A LEI DE MIGRAÇÃO COMO RESPOSTA AOS FLUXOS MIGRATÓRIOS NO BRASIL

A LEI DE MIGRAÇÃO COMO RESPOSTA AOS FLUXOS MIGRATÓRIOS NO BRASIL

O inciso III apregoa que um dos princípios basilares da Lei de Migração é a não criminalização do migrante. Novamente, quando se trata de direitos humanos, tal dispositivo nem deveria fazer parte da legislação. Pelo contrário, deveria ser uma premissa absoluta e cumprida por todos. Contudo, mais uma vez, ante os fatores que influenciaram o Estatuto do Estrangeiro de 1980. E os recentes acontecimentos nos Estados Unidos e na Europa, a norma acertou em expor que o Brasil não concorda com o pré-julgamento, criminalização, feito ao migrante.

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Enfermeiros migrantes no Brasil: características demográficas, fluxos migratórios e relação com o processo de formação.

Enfermeiros migrantes no Brasil: características demográficas, fluxos migratórios e relação com o processo de formação.

Os achados do estudo permitiram deinir o peril geral da força de trabalho de nível superior da Enfermagem, no que se refere aos padrões migratórios. Para tanto, os dados da amostra do Censo Demográico de 2010, com mais de 30 mil casos identiicados como enfermeiros, mostraram-se consistentes. Nesse sentido, este estudo se mostrou relevante ao abordar, de forma pioneira, a possibilidade de utilização desses dados para análise da migração de proissões que apresentam contingentes numerosos de pessoas. No caso da área da saúde, o mesmo exercício poderia ser replicado, por exemplo, para médicos e cirurgiões- dentistas.
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Fluxos migratórios na avifauna da reserva ecológica do IBGE, Brasília, D.F., Brasil.

Fluxos migratórios na avifauna da reserva ecológica do IBGE, Brasília, D.F., Brasil.

Um segundo fluxo migratório chega na região, coincidindo com o perfodo chuvoso de primavera, algumas espécies arribam semanas an- tes do inrcio das chuvas.. Este grupo de "Migratória[r]

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NOVOS FLUXOS MIGRATÓRIOS PARA O MERCADO DE TRABALHO BRASILEIRO. DESAFIOS PARA POLÍTICAS PÚBLICAS

NOVOS FLUXOS MIGRATÓRIOS PARA O MERCADO DE TRABALHO BRASILEIRO. DESAFIOS PARA POLÍTICAS PÚBLICAS

De acordo com Cassarino (2008), os diferentes projetos migratórios contemporâneos estão cada vez mais diversificados, de modo que convive a migração de assentamento (migration for settlement), com a migração de retorno definitivo (one-time returnmigration) e a migração circular. Dessa forma, no Brasil, como em outras partes do mundo, as migrações deixaram de ser um evento unilinear, bipolar (países de emigração x de imigração) e unilateral. Tal dinamismo sinaliza que os fluxos migratórios se caracterizam por não apresentarem projetos fechados e planificados, mas por configurarem vínculos entre a sociedade de origem e a(s) de destino que influenciam em todo o momento as disposições delas e dos migrantes. Dessa forma, o fenômeno migratório - caracterizado por ser dinâmico, multifacetado, difícil de contabilizar e que muda constantemente – possui uma complexidade sem precedentes na história recente das migrações (CASSARINO, 2008; PORTES, 2012).
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REMHU, Rev. Interdiscip. Mobil. Hum.  vol.25 número49

REMHU, Rev. Interdiscip. Mobil. Hum. vol.25 número49

Resumo. Após um período de crescimento económico que potenciou o aumento dos fluxos migratórios para Portugal, o país entrou, após 2008, numa forte crise económica com impactos muito negativos no emprego e em sectores que empregavam um grande número de imigrantes como a construção civil. Pela incorporação diferenciada dos imigrantes nos vários segmentos do mercado de trabalho é importante analisar em profundidade a extensão e a abrangência destes efeitos, designadamente tendo em conta a origem geográfica dos imigrantes. Os brasileiros constituem o maior contingente estrangeiro em Portugal desde meados dos anos 2000 e é sobre os efeitos da crise nestes imigrantes que queremos centrar-nos neste artigo. Abordamos duas questões principais: o impacto da crise nos fluxos Portugal-Brasil e o impacto na situação laboral dos que se encontravam em Portugal entre 2012-2015. Paralelamente, procuramos também averiguar os níveis de satisfação com a experiência migratória em Portugal.
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MIGRAÇÕES NO BRASIL: USO DE INDICADORES PARA IDENTIFICAÇÃO DE DIFERENÇAS REGIONAIS

MIGRAÇÕES NO BRASIL: USO DE INDICADORES PARA IDENTIFICAÇÃO DE DIFERENÇAS REGIONAIS

Lee (1980) analisou outro trabalho de Ravenstein, de 1889, com dados para mais de 20 países, e percebeu que este tinha acrescentado mais uma lei no rol das “Leis da Migração”: muitos fatores produzem correntes migratórias, “[...] conquanto nenhuma delas seja comparável em volume à que resulta do desejo inerente à maioria dos homens de melhorar sua situação material” (RAVENSTEIN apud LEE, 1980, p. 97). Essa constatação tem sido um dos poucos pontos de concordância entre os teóricos do temário migração. Diante da constatação de que a principal motivação dos fluxos migratórios é de ordem econômica, as análises socioeconômicas da região de origem e de destino, através dos fatores push-pull, são importantes para a compreensão do fenômeno. Tais fatores não são os mesmos para todos os atos migratórios entre dois pontos; e também não são os mesmos para quaisquer pares de pontos. Diante da complexidade, a descoberta da influencia dos fatores de atração e expulsão sobre a decisão de migrar não é uma tarefa simplista. Essa análise torna-se ainda mais desafiadora diante das disparidades econômicas entre as regiões brasileiras, tendo em vista, por exemplo, as diferentes ocupações do território, formação política, industrialização e urbanização.
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MICRORREGIÃO DE GOVERNADOR VALADARES (MG): a dinâmica de seus fluxos migratórios

MICRORREGIÃO DE GOVERNADOR VALADARES (MG): a dinâmica de seus fluxos migratórios

Quando se considera os movimentos migratórios internacionais, historicamente o Brasil vivenciou diferentes tendências em seu fluxo migratório, hora sendo um país que atraiu milhares de migrantes com diferentes objetivos, ressaltando nesse período o grande fluxo de entrada promovido pelos colonizadores e a escravidão, tal como a abolição desta e a entrada dos mais diversos migrantes europeus com o objetivo de concretizarem a ocupação do território e trabalhar nas grandes lavouras. E outra hora sendo grande fornecedor de emigrantes ávidos por melhores condições de vida e que se direcionaram principalmente para os Estados Unidos da América.
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Um imperialismo possível: fluxos migratórios e estratégias colonialistas na Europa mediterrânea (1870-1914).

Um imperialismo possível: fluxos migratórios e estratégias colonialistas na Europa mediterrânea (1870-1914).

Em Portugal, os debates sobre a emigração e o desenvolvimento do país também não foram tão candentes. À parte de algumas tentativas de canalizar o fluxo para as colônias na África, parece que o êxodo sempre esteve ligado a uma tradicional forma de ascensão econômica pessoal que, no entanto, ganhou contornos de problema nacional com o crescente volume das remessas monetárias enviadas do além-mar, sobretudo do Brasil. Nesse sentido, o governo português buscou alguma forma de intervenção por meio da criação de uma rede bancária oficial para transferência desses valiosos fluxos. Em Espanha, as remessas, excetuada a questão da balança de pagamentos, não puderam sequer ser utilizadas para justificar ou defender a emigração, pois até mesmo seu impacto no meio rural foi minimizado (ALONSO, 1989, p. 455), o que talvez justifique o silêncio da lei de 1907 sobre o assunto.
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Crianças em cena. Sobre mobilidade infantil, família e fluxos migratórios em Cabo Verde

Crianças em cena. Sobre mobilidade infantil, família e fluxos migratórios em Cabo Verde

Gil é uma das pessoas com quem mantenho contato até hoje, o que me permite continuar acompanhando sua trajetória: no ano seguinte ao meu campo, a moça conseguiu ser aceita em uma universidade no Brasil; após terminar o curso (em 2009), se- guiu para Praia, onde trabalha numa empresa de contabilidade. Da última vez que conversamos, contou-me, com entusiasmo, sobre os seus planos de ir para a Europa e, quando perguntei se pensava em retornar para Boa Vista, sua resposta foi enfática: “Boa Vista? Deus me livre, para lá só volto a passeio! Aquilo é muito parado, as pessoas, com a cabeça muito pequena. Vivem naquela mesma rotina que você deixou há anos. Lembra de fu- lana? Então, está do mesmo jeito! Você sabe como é, nunca saiu da Boa Vista, então tem aquela mentalidade, não cresceu, pois não viu o mundo lá fora”. 22
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Fluxos migratórios em Portugal: do boom migratório à desaceleração no contexto de crise. Balanços e desafios.

Fluxos migratórios em Portugal: do boom migratório à desaceleração no contexto de crise. Balanços e desafios.

longo da primeira década do século XXI, aos fluxos migratórios tradicionais, dominados pelos imigrantes das ex-colónias portuguesas em África e do Brasil que ainda mantêm-se activos, somaram-se outros fluxos que vieram diversificar de forma significativa a sua composição. Esta diversificação, impensável a meados da década de 1990, engloba diversas nacionalidades provenientes de países da Europa de Leste (Ucrânia, Roménia, Moldávia, Rússia, Bulgária) e da Ásia (China, Índia, Paquistão, e mais recentemente Bangladesh). Outra consequência do boom migratório tem sido o aumento dos nascimentos e casamentos, bem como um certo rejuvenescimento da população em idade activa, fenómenos positivos face ao envelhecimento da população nacional, ainda que não sejam suficiente para alterar a tendência. No geral, as respostas de Portugal aos desafios da imigração, tal como mencionado, têm sido harmonizadoras, conciliando as necessidades do mercado de trabalho nacional com as exigências europeias. No contexto europeu de crescente criminalização, a visão portuguesa até agora tem sido mais humanitária, mesmo implementando as restrições que chegam por exigências europeias (deportações, expulsões, maior controle dos fluxos). Como Acosta 38 sugeriu, Portugal está entre os países que aplica de forma mais
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Pluripertencimentos e comunicação intercultural nos fluxos migratórios: percursos transnacionais entre migrantes na cidade de São Paulo

Pluripertencimentos e comunicação intercultural nos fluxos migratórios: percursos transnacionais entre migrantes na cidade de São Paulo

Fomos encontrar Jorge Gutierrez na quadra de esportes do Centro de Atenção Psicossocial, o CAPS, no bairro do Bom Retiro, onde ele organiza aos sábados e domingos jogos de futebol e outros esportes entre times bolivianos, paraguaios, brasileiros e outros. Quando chegamos, o encontramos na quadra, onde jogava um time boliviano contra um paraguaio. Nas arquibancadas, torcedores de toda a comunidade latina. Jorge nos disse que já foi jogador profissional na Bolívia, mas aqui no Brasil, onde vive desde 1986, organiza atividades de integração e participação da comunidade migrante latina na cidade de São Paulo. Jorge também organiza uma copa chamada Copa Vimart de futebol e basquete. Explica-nos que o nome da copa é uma homenagem à sua ex-mulher, Vitória Marlene Torres, falecida alguns anos atrás, que sempre o apoiou em todas as atividades junto à comunidade, particularmente, as atividades esportivas, entre as quais organizou uma eleição da rainha do esporte. Segundo Jorge nos conta, a Copa Vimart funciona como um farol do migrante no esporte. Diz que atrai os migrantes de uma forma geral, que os times brasileiros participam, mas que a presença de bolivianos é mais forte, porque segundo ele, a comunidade boliviana é uma das mais organizadas de São Paulo e das mais ativas. O esporte, diz Jorge, é integrador. Os times se formam em torno das nacionalidades (bolivianos, peruanos, paraguaios) mas todos se integram da mesma forma. “Apenas na hora do jogo é que competem”, explica, “fora da quadra é tudo irmão”.
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MOBILIDADE ESPACIAL DOS IMIGRANTES ESTRANGEIROS NO BRASIL - 1991/2010Spatial mobility of foreign immigrants in Brazil - 1991/2010.

MOBILIDADE ESPACIAL DOS IMIGRANTES ESTRANGEIROS NO BRASIL - 1991/2010Spatial mobility of foreign immigrants in Brazil - 1991/2010.

Na formação do território brasileiro, os fluxos migratórios internacionais e internos desempenharam papel central. Se as correntes de imigrantes oriundas da África e da Europa fomentaram as atividades econômicas do passado, as novas ondas migratórias, a contar de meados do século XX, conformaram a dinâmica socioespacial brasileira mais recente. Ao lado de tradicionais destinos como o Japão e Estados Unidos, novos movimentos populacionais internos à América do Sul ganharam importância, incluindo os fluxos de entrada no território brasileiro. Em face dessa dinâmica migratória, constitui objetivo principal deste trabalho o levantamento das diferentes nacionalidades dos imigrantes estrangeiros residentes no Brasil e a análise das diferenças na mobilidade espacial interna desses mesmos estrangeiros. De acordo com dados extraídos dos censos demográficos de 1991, 2000 e 2010, nota-se uma expressiva expansão do número de estrangeiros naturais dos países latino-americanos em terras brasileiras, em especial dos vizinhos do cone sul, e um significativo nível de mobilidade espacial interna dos paraguaios e dos bolivianos.
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Detecção de clusters migratórios no Brasil

Detecção de clusters migratórios no Brasil

dos grandes aglomerados metropolitanos do país, portanto, onde se situam os centros econômicos, em maior ou menor importância e escala, também registraram taxas líquidas migratórias positivas. Vale distinguir e ressaltar, entretanto, que as principais capitais do país (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Vitória, Porto Alegre, Curitiba, Salvador, Recife, Natal, Fortaleza, etc) apresentaram taxas líquidas migratórias negativas, enquanto nos municípios de entorno as taxas foram positivas. Isso vai ao encontro da afirmação de Brito (2009) de que os grandes aglomerados metropolitanos têm demonstrado uma diminuição em suas taxas de crescimento, particularmente nos seus centros, e uma considerável propensão para um “maior crescimento dos municípios periféricos, evidenciando um processo de inversão espacial do comando do crescimento demográfico metropolitano, acelerado pelos saldos negativos dos fluxos migratórios entre capitais e os outros municípios metropolitanos”. Esta configuração se repete, em certa medida e com menor intensidade, como dito anteriormente, para o ano de 2010. Por outro lado, a região Sul do país, em especial, sua porção oeste, faixa de fronteira internacional; bem como regiões que ostentam graves problemas socioeconômicos, como o Nordeste brasileiro e a porção norte do estado de Minas Gerais (áreas historicamente com tendências à emigração), além dos demais estados que compõem a região Norte, exibiram as maiores perdas populacionais em ambos os censos, sendo que a intensidade também foi menor em 2010. Esta diminuição de intensidade nas perdas populacionais, principalmente nas regiões Norte e Nordeste, além do estado de Minas Gerais, é fruto, basicamente, da migração de retorno (BAENINGER, 2012; BAPTISTA et al., 2013; DE OLIVEIRA, 2015).
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A construção midiática do “eldorado” lusitano a partir dos novos fluxos migratórios de brasileiros para Portugal

A construção midiática do “eldorado” lusitano a partir dos novos fluxos migratórios de brasileiros para Portugal

As fontes reafirmam a todo momento o cenário caótico e a es- perança de melhores condições do outro lado do Atlântico. Mas, como define De Faria (2006), as fontes migrantes ouvidas pelos veículos jornalísticos em geral estão marcadas por uma “crise de autoestima” que revela o sentimento de uma sociedade que, ao sentir-se diminuída, passou a enxergar o progresso e a realização pessoal fora do seu país. Os depoimentos estarão, portanto, carregados de ressentimentos em relação ao país de origem e tenderão a exaltar o país de acolhimento. A imagem do Brasil, neste caso, mostra-se esvaída na crise econômica e política que o país vive. Mas é necessário também observar que a seleção das fontes e do conteúdo que será utilizado nas reportagens é de responsabilidade do jornalista imerso nas condições editoriais que carrega. Os veículos de comunicação, por sua vez, também estão atrelados às elites políticas, voluntaria ou involuntariamente. É a par- tir dessas premissas que se utiliza a Análise Crítica do Discurso para entender a construção das imagens dos imigrantes na mídia.
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No truque: fluxos migratórios de travestis brasileiras à Espanha sob uma perspectiva transnacional

No truque: fluxos migratórios de travestis brasileiras à Espanha sob uma perspectiva transnacional

pessoas que dão forças, que ajudam, que são amigas. Aí emprestam dinheiro pra você ir, não sei o quê, mesmo que vá para a prostituição. (...) Porque se você ainda faz aque- la linha agiotagem né? Que também é errado, mas, se faz assim: Eu te dou mil, tu me dá dois. Né? Porque também ninguém sabe quando é que tu vai me dar esse outro, esse mil, não é? Mas eu, quando você gasta mil e quer pedir dez em cima, doze em cima, aí eu acho que fica... uma explo- ração. É realmente uma exploração. Mas, é nada que seja escondido (...) Como elas falam lá no mundo delas: O com- binado não custa caro, não é? Então, se você sai daqui, se eu venho pra cá e você tá aqui, vão te entrevistar, a entrevista vai ser isso, isso e isso, vou perguntar isso, isso e isso e eu tô de acordo a responder. Eu não posso amanhã te processar porque você fez essa entrevista comigo aqui hoje. Então, é a mesma coisa que acontece. Eu acredito que nenhuma delas deve fazer isso escondido não, aqui no Brasil acho que não tem... existe mais com mulher né? Mulher que diz que vai ser babá, que vai ser isso, que vai ser aquilo. Quando chega lá põe as meninas pra trabalhar. Mas eu creio que no meio de travesti... O travesti ele tem essa vantagem em relação às outras pessoas, não é tão burro, não é? Catam as coisas muito no ar, muito mais (...). Porque tem a malícia né? de sempre tá achando que alguém vai te querer fazer um mal, que alguém vai te prejudicar. Aí então (...) você aprende a se modificar muito. (Cris.)
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Os fluxos migratórios entre os níveis da hierarquia urbana brasileira no período 1980-2010

Os fluxos migratórios entre os níveis da hierarquia urbana brasileira no período 1980-2010

Los flujos migratorios entre niveles de la jerarquía urbana brasileña en el período 1980-2010 En la década del ochenta se observó una inflexión en la redistribución espacial de la población brasileña, atribuida a la relativa descentralización económica, iniciada en la década del setenta, especialmente de las actividades industriales. Estos cambios en el espacio económico nacional llevaron a cambios drásticos en los volúmenes y las direcciones de los flujos migratorios. Este artículo investiga el impacto del cambio de los patrones migratorios en la jerarquía urbana brasileña a lo largo de las últimas tres décadas para determinar si un proceso de desconcentración, señalado por algunos autores, está de hecho en marcha. Los flujos migratorios entre los diferentes niveles de la jerarquía urbana se calcularon con datos censales y representados visualmente en una serie de gráficos. Si se está produciendo un proceso de desconcentración, un aumento de los flujos desde los centros urbanos posicionados en los niveles jerárquicos más altos hacia los centros de orden inferior sería esperado. Este estudio indica un proceso de concentración de la población en las ciudades más grandes, pero no en el nivel más alto de la jerarquía urbana, lo que sugiere la inflexión de las tendencias históricas de metropolización en Brasil. La creciente importancia de las capitales regionales, el segundo nivel más alto, sugiere un proceso de reestructuración y descompresión relativa del sistema urbano, aunque el ritmo de estos cambios esté desacelerando.
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Fluxos migratórios sob a perspectiva da centralidade das cidades: uma investigação para os chefes de famílias (2000-2010)

Fluxos migratórios sob a perspectiva da centralidade das cidades: uma investigação para os chefes de famílias (2000-2010)

São duas as razões para trabalhar com esse pequeno número de alternativas. Em primeiro lugar, modelar apenas três escolhas, ao invés de todas as possíveis escolhas entre as hierarquias, torna o entendimento dos resultados e sua apresentação muito mais simples. Em segundo lugar, como o interesse está em melhor compreender o processo de concentração e desconcentração da rede de cidades no Brasil, não necessariamente identificar quais tipos de cidades estão atraindo mais ou menos migrantes, optou-se por trabalhar apenas com a direção dos movimentos, ao invés de tentar entender a escolha ou não por cada umas das hierarquias, condicional à hierarquia de origem. Finalmente, como o interesse recai em entender as características dos indivíduos associadas com as decisões de movimento entre as hierarquias, e não nas características de cada alternativa que tornam essa escolha mais ou menos provável 4 , foi tomada a escola de utilizar o Modelo Logístico
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Imigração qualificada italiana no mercado formal de trabalho do Brasil: tendências recentes (Páginas 20 a 35) Jóice de Oliveira Santos Domeniconi, Rosana Baeninger

Imigração qualificada italiana no mercado formal de trabalho do Brasil: tendências recentes (Páginas 20 a 35) Jóice de Oliveira Santos Domeniconi, Rosana Baeninger

O panorama da migração internacional no século XXI no Brasil exige um olhar que contemple as diferentes modalidades migratórias (DUMONT, 2006; BAENINGER, 2012) envolvidas nos fluxos de imigrantes internacionais para o país, assim como, as possibilidades e limitações de inserção desses profissionais no mercado de trabalho formal. Isto porque o novo panorama econômico internacional revela a crescente mobilidade internacional do capital e da força de trabalho (SASSEN, 1988), com profundas transformações na sociedade brasileira e na dinâmica sócio-demográfica nacional. Frente a essa nova sociedade do conhecimento (CASTELLS, HALL, 1994) chama-se a atenção para a necessidade do estudo da recente migração internacional para o país, sobretudo, da parcela mais qualificada dessa mão de obra e de sua inserção nos diferentes setores da economia formal brasileira. Nesse contexto, o presente trabalho busca analisar as particularidades dos fluxos migratórios internacionais de italianos para o Brasil e, mais especificamente, para o estado de São Paulo em anos recentes.
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