Brasil - Fronteiras - Peru

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INTERCEPTAÇÕES DE PRODUTOS DE ORIGEM ANIMAL EM FRONTEIRAS TERRESTRES NO BRASIL.

INTERCEPTAÇÕES DE PRODUTOS DE ORIGEM ANIMAL EM FRONTEIRAS TERRESTRES NO BRASIL.

Se considerarmos que os principais produtos de origem animal identificados nas interceptações realizadas pela vigilância agropecuária internacional nas fronteiras do Peru e da Bolívia são os que provavelmente mais ingressam clandestinamente no Brasil, podemos relacioná-los com a situação sanitária do respectivo país de origem. Com base nesta premissa, foi possível estabelecer uma relação dos principais produtos de origem animal identificados com ingresso clandestino no Brasil pela Uvagro Assis Brasil com a condição sanitária do Peru. Considerando que laticínios, pescados e produtos apícolas estão entre os com maior volume de apreensões, vemos o risco de introdução dos agentes causadores da brucelose (B. melitensis) e da paratuberculose, através dos laticínios, e a podridão americana e podridão europeia da abelha melífera através dos produtos apícolas. O Peru ou não disponibilizou informações sobre sua condição sanitária, ou teve registros mais recentes destas doenças, enquanto que no Brasil algumas nunca ocorreram (11) , revelando que o país possui
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Situação da malária na tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru.

Situação da malária na tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru.

A tríplice fronteira Brasil, Colômbia e Peru, pe- la sua posição estratégica no coração da bacia amazônica e localizada às margens do principal eixo de comunicação, o rio Amazonas/Solimões, foi palco ao longo dos séculos XVII, XVIII e XIX de acirradas disputas territoriais, primeiramen- te entre colonizadores portugueses e espanhóis e, posteriormente, entre as nações recém-liber- tadas do jugo colonial. O interesse pela região deve-se não só pela sua posição estratégica mas também pelos recursos naturais que possui, variando a cada ciclo de exploração (quinina, borracha, madeira etc.). As populações nativas foram as que mais sofreram com esse processo, sendo obrigadas a abandonar suas terras ances- trais e muitas vezes seus costumes e modos de vida, pela catequização e exploração a que foram submetidas. O contato com os colonizadores trouxe também doenças, provocando epidemias que dizimaram enormes contingentes popula- cionais indígenas. A estabilização das fronteiras internacionais foi tardia, ocorrendo somente no início do século XX com a demarcação do limite internacional entre esses três países, em 1922, com a assinatura do Tratado Lozano-Salomón que delineou a configuração atual deste territó- rio 6,7,8,9 .
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O CONFLITO DE DELIMITAÇÃO DE FRONTEIRAS MARÍTIMAS ENTRE PERU E CHILE: UM OLHAR À LUZ DA GEOPOLÍTICA E DO DIREITO INTERNACIONAL

O CONFLITO DE DELIMITAÇÃO DE FRONTEIRAS MARÍTIMAS ENTRE PERU E CHILE: UM OLHAR À LUZ DA GEOPOLÍTICA E DO DIREITO INTERNACIONAL

Como mencionado acima, os blocos regionais internacionais, principalmente UNASUL, MERCOSUL e CAN contribuíram também para o apaziguamento das relações entre Chile e Peru. Tanto Brasil, Peru, Chile e Bolívia possuem vínculos com essas três organizações e como tal, o objetivo central desses blocos é de gerar um bom relacionamento entre os países membros para atender interesses, e quando dois países – Peru e Chile ou Bolívia e Chile – estão em desacordo, acordos como esses são importantes para manter um equilíbrio, graças à postura dos países membros desses blocos. E por isso, podemos ver que esses atores tiveram um papel muito importante para disputa do Chile e Peru se manter de forma calma e controlada, apesar de conflituosa.
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Cruzando fronteiras: entre a Antropologia e a Educação no Brasil e na Argentina.

Cruzando fronteiras: entre a Antropologia e a Educação no Brasil e na Argentina.

Com o processo de democratização no inal da década de 1970, vários países la- tino-americanos (México, Peru, Brasil, Argentina, etc.) começaram a buscar formas de transferir às escolas as experiências pedagógicas desenvolvidas nos projetos de educação popular. Educadores críticos participaram de reformas educativas em seus países, como foi o caso do México, visando à criação de uma educação pública de qualidade. O grupo de pesquisadoras do DIE participou desses projetos, fez a releitu- ra de clássicos do marxismo, principalmente nas interpretações de Gramsci (1985) e da Escola de Budapeste representada por Heller (1994) e Lukács (1979). Além destes, dialogaram com autores como Thompson (2011) na História, e Geertz (1989) na An- tropologia; e desenvolveram um debate crítico com as perspectivas estruturalistas e fenomenológicas, em busca de concepções que as superassem.
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As faixas de fronteiras do Brasil e os Neopuncti Dolents

As faixas de fronteiras do Brasil e os Neopuncti Dolents

Participam dessa tríplice fronteira Brasil, Colômbia e Peru representadas pelos municípios de Tabatinga, Letícia e o povoado de Santa Rosa, respectivamente. Os limites com a Colômbia tem sido a de maior dinamismo e preocupação, tanto em escala regional, quanto nacional e internacional. Dentre as maiores preocupações estão as atividades de guerrilha, representada pelas FARCS, com atuação, inclusive, nas bordas da fronteira entre os dois Estados Nacionais. Vale aqui ressaltar que recentemente foi assinado um acordo de paz entre esse grupo guerrilheiro e o Estado colombiano, sendo que as FARC, na atualidade, se transformaram em partido político, atuando agora na esfera legal. Com a deposição das armas pelas FARCS, o contrabando de armas de grosso calibre tem se intensificado nessa tríplice fronteira amazônica, e que tem abastecido grupos criminosos nas cidades brasileiras, com armamentos originários da Europa Oriental, notadamente a Rússia.
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PERU-BOLÍVIA-BRASIL: garimpeiros e ideia de região transfronteiriça

PERU-BOLÍVIA-BRASIL: garimpeiros e ideia de região transfronteiriça

A criação de usinas hidrelétricas no rio Madeira, a construção de hidrovias e de portos, os asfaltamentos das estradas nacionais e internacionais e a montagem de redes-técnicas de tele- comunicações, os minerodutos, os oleodutos, os gasodutos (rede apenas iniciada) e as linhas de transmissão de eletricidade podem simbolizar uma nova etapa de ocupação na Pan-Amazônia ocidental. A conexão entre espaços e a ocupação capitalista mais efetiva das fronteiras políticas na Amazônia Ocidental estão em andamento nessas primeiras décadas do século XXI e as referências são diferentes daquelas que foram anteriormente esboçadas na segunda metade do século XX. Porém, as condições políticas, sociais e ambientais são distintas das anteriores. Os grupos sociais e as porções espaciais em evidência não são as mesmas nem são atingidas da mesma forma que antes pelas mudanças políticas, sociais e ecológicas. Novos contextos, novas temporalidades, novas formas sociais de organização e novas instituições vigoram.
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A mobilidade humana na tríplice fronteira: Peru, Brasil e Colômbia.

A mobilidade humana na tríplice fronteira: Peru, Brasil e Colômbia.

Diferentemente da categoria de refugiados, os desplazados (esse termo será man- tido em espanhol porque não existe uma terminologia em português que seja capaz de definir profundamente essa categoria) pela violência vivem os hor- rores da fuga desesperada para escapar da morte e das ameaças constantes nos territórios dominados pelos narcotraficantes, em constante conflito, ora com o Exército nacional ora com os paramilitares (justiceiros) ora com os guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionarias da Colômbia (Farc), o chamado “Ejército del Pueblo” (Exército do Povo). Os guerrilheiros das Farc continuam recrutando militantes em território colombiano e também nas fronteiras de países vizinhos, como o Brasil e o Peru. As estimativas apontam que as Farc possuem entre doze mil a dezoito mil membros e mantêm presença em aproximadamente 35% a 40% do território colombiano, a maioria em florestas e selvas a sudeste da base das montanhas dos Andes e, mais recentemente, na região da selva amazônica do lado colombiano.
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Desempenho das firmas sus percepção de obstáculo: evidências para Brasil, Chile e Peru

Desempenho das firmas sus percepção de obstáculo: evidências para Brasil, Chile e Peru

Firms' performance may be affected by a number of obstacles, they are intrinsic to the Firm as size, sector, and organizational structure of the firm, or determined by the social and economic context of the country in which it is located. The perception that the entrepreneur has the contextual difficulties can direct investments in any direction, making the same companies take different decisions. This dissertation investigates how perceptions of different types contextual obstacles can affect the performance of firms in different countries of South America: Brazil, Chile and Peru. For this was used as performance indicators fixed asset investment, resource capacity utilization, sales growth and hiring workers. Contextual obstacles were considered the institutional / legal nature such as taxes, licenses and regulation of labor; Social: corruption, crime and competition from the informal sector; economic: unskilled labor and access to funding and infrastructure: access to electricity and transportation. The survey data were extracted from the World Bank website, research enterprise surveys. To make estimates of the linear and logistic regression models were used as the dependent variable. The main results showed that economic and social obstacles are common to the three countries studied. It should be noted that in addition to common obstacles to the three countries, to Chile and Peru, obstacles Institutional / Legal also seem to influence the performance of companies in those countries.
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Fronteiras étnicas: breve histórico da “questão indígena” no Brasil

Fronteiras étnicas: breve histórico da “questão indígena” no Brasil

Este texto traça um breve histórico da “questão indígena” no Brasil através de uma leitura sintética que combina Renato Athias, Roberto Cardoso de Oliveira, Manuela Carneiro da Cunha e Fredrik Barth. Após tecermos algumas palavras sobre as diferentes teorias que abordaram (e influenciaram) as relações interétnicas no contexto brasileiro, transitamos para a discussão na qual o contato interétnico deixa de ter a cultura como ênfase e passa a ser compreendido por meio de relações sociais baseadas em interesses opostos e interdependentes. A partir da discussão em torno das fronteiras entre diferentes grupos étnicos enfatizamos que o problema das relações interétnicas não está nas diferenças culturais e sim nos processos sociais de exclusão. 1
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O Padre Lourenço de Mendonça: entre o Brasil e o Peru (c. 1630 - c. 1640).

O Padre Lourenço de Mendonça: entre o Brasil e o Peru (c. 1630 - c. 1640).

Alguns anos decorridos desde a entrega deste memorial, de volta a Madrid, o Padre Lourenço de Mendonça repetiu, mas agora de forma bem desenvolvida, a denúncia das entradas que faziam pelo ser- tão os moradores provenientes da cidade do Rio de Janeiro, capitanias de S. Vicente e S. Paulo. As ações dos que visavam escravizar os índios, que depois eram vendidos abertamente no Rio de Janeiro até pa- ra a Bahia e Lisboa, eram feitas em conluio com muitos estrangeiros das nações do norte, já reputados como inimigos, e de alguns do Levante, referindo-se talvez a mouriscos ou a grupos islamizados. Trata- va-se de um processo que, segundo o autor, teria começado pelos anos de 1625, contando no momen- to da denúncia mais de dez anos, vitimizando sobretudo as aldeias de jesuítas, onde se encontravam os principais grupos de índios já reduzidos à doutrina cristã. Tais entradas ameaçavam um vasto território que englobava a diocese do Rio de Janeiro, passando depois para as províncias do Paraguai, Rio da Pra- ta e terras do Peru. Apesar do estatuto de liberdade já por tantas vezes reafirmado pela coroa em relação a todas essas populações ameríndias, os “dichos moradores de la dicha Diocesi” em associação com os referidos estrangeiros já de si inimigos confessos, profanavam igrejas e cometiam atos de barbaridade, para aterrorizar e capturar os índios. Só de uma vez, teriam cativado e destruído catorze aldeias jesuítas de mil ou duas mil famílias, num total de 60.000 almas. 28
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A percepção sobre a discriminação étnico-racial entre crianças do Brasil, Colômbia e Peru

A percepção sobre a discriminação étnico-racial entre crianças do Brasil, Colômbia e Peru

O presente artigo faz um recorte de uma pesquisa maior que envolveu insti- tuições educativas públicas do Brasil, Colômbia e Peru e procurou apreender em que medida e de que forma a discriminação era percebida por todos os segmentos da comunidade escolar. Tem como objetivo discutir as percep- ções de crianças com idade entre cinco a oito anos acerca da discriminação étnico-racial presente nesses contextos. Já há produções (como GODOY, 1996; CAVALLEIRO, 1998; SILVA, 2002; DIAS, 2007; SOUZA e CROSO, 2007, OLIVEIRA e ABRAMOWICZ, 2010; DUARTE, 2011) que investigam a existência de processos discriminatórios na educação de crianças; no entan- to, em geral, não são trazidas as próprias perspectivas infantis. No presente trabalho, essa perspectiva é vista como direito da criança e possibilidade de ampliar o conhecimento acerca de tema ainda pouco visível nos contextos educativos. Para a escuta das crianças, foram utilizadas quatro estratégias que valorizaram as suas competências e consideraram a relação assimétrica de poder entre elas e os pesquisadores. Direta ou indiretamente, todos os grupos de crianças expressaram discriminação tendo como base o pertenci- mento étnico-racial. Enquanto algumas delas exprimiram a própria discri- minação em relação a colegas, outras relataram situações discriminatórias de que já foram vítimas. Elas parecem se apropriar de algumas visões pre- conceituosas presentes na nossa sociedade ao identificarem os negros como
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A televisão brasileira nas fronteiras do Brasil com o Paraguai, a Argentina e o Uruguai....

A televisão brasileira nas fronteiras do Brasil com o Paraguai, a Argentina e o Uruguai....

A apresentadora do Globo Rural introduz a reportagem dizendo que “índios guaranis do Brasil, da Bolívia, da Argentina e do Paraguai estão reunidos em Diamante do Oeste, no norte do Paraná, para discutir o futuro da etnia. A demarcação de terras é um dos principais problemas em debate”. Enquanto são exibidas imagens dos guaranis que participam da reunião, a repórter afirma que “eles moram em estados e países diferentes, mas se consideram um povo só, [falam] a mesma língua, [compartilham] as mesmas tradições e até os mesmos problemas unem os guaranis, uma das maiores etnias da América do Sul, [que] só no Brasil são mais de 65 mil índios. Os guaranis querem fortalecer a integração cultural”. Em stand-up, a repórter ressalta que “o assunto que mais preocupa os guaranis é a demarcação de terras. A luta pelo espaço das aldeias é um problema que incomoda tanto os índios que vivem no Brasil quanto os de fora”. A reportagem ouve duas fontes. Um antropólogo, Rubem Almeida, explica que “foram terras tradicionais que foram ocupadas, ou de ocupação tradicional e que hoje se tornaram fazendas, então há uma briga muito grande, há uma peleja, uma luta deles no sentido de recuperar essas terras”, e um professor indígena que participa das discussões sobre a etnia, Teodoro Tupã Alves, argumenta que “se não tiver terra, a cultura não vai ser mantida, então a discussão é para isso, para gente reivindicar a demarcação de terra indígena na América Latina, não só no Brasil, não só no Paraguai, ou não só na Argentina, mas a gente [está] pensando na América Latina”. A apresentadora do Globo Rural finaliza informando que o “encontro termina amanhã”.
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O conto, o cânone e suas fronteiras: uma abordagem em Mato Grosso, Brasil

O conto, o cânone e suas fronteiras: uma abordagem em Mato Grosso, Brasil

A geração liderada por Dias-Pino irá se filiar aos concretistas de São Paulo, criando uma literatura fadada a permanecer no ostracismo, pela força do grupo conservador. Então, não é apenas o propalado distanciamento/esquecimento da região mais central do Brasil, mas uma questão de domínios político-culturais locais que Pierre Bourdieu trata como “poder simbólico” (2010). Para o filósofo, são relações de poder que permitem que uma cultura se sobreponha a outras, comprimindo-as de maneira a sufocar experiências sócio-históricas e interven- ções singulares que surjam de outros locais fora do eixo hegemônico e, portanto, irradiadores de padrões de comportamento social. Neste fazer em que as produ- ções locais se veem enclausuradas é que se perdeu a capacidade de abraçar as experiências do “Intensivismo” 1 que muito teria contribuído para o alargamento
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A luta pelo reconhecimento étnico dos Kokama na tríplice fronteira Brasil/Colômbia/Peru

A luta pelo reconhecimento étnico dos Kokama na tríplice fronteira Brasil/Colômbia/Peru

por causa da irmandade, morava em Iquitos, depois fui morar em uma comunidade de Nauta, subindo o rio, aí me casei com meu esposo, minha mamãe era religiosa, todos nós somos religiosos, meus irmãos dois outros são crentes. Quando meu marido morreu fui morar com minha mãe e me casei com meu esposo e viemos morar aqui em SPN, porque aí alagava todos os anos, a gente ficava sem nada. Era para a gente morar no Peru mesmo, uns irmãos do Javari nos convidaram, esse ano foi um inverno grande, ficamos sem nada a gente decidiu sair. Descemos de balsa e chegamos a Rondinha, Colômbia, e aí ficamos. Aí nos apoiou a prefeitura de ATN para morar aqui. Aí o Ridy morava aqui, era sozinho com seu pai. Aí convidaram os irmãos para olhar o terreno. Queriam-nos deixar em ATN mesmo, mas os irmãos não quiseram aí porque estava perto da cidade, porque sempre nas cidades as crianças querem mirar as festas, as discotecas, nossa religião não permite essas coisas. Aí nós quisemos uma comunidade própria para morar, era para irmos mais para cima, mas éramos muitas pessoas para subir o Javari. Aí o prefeito Marquinhos e o vice-prefeito Maurício nos colocaram aqui. Chegamos em 15 famílias vindas de uma comunidade chamada São Pedro, perto de Nauta. Ficamos em Ronda um tempo, de lá para cá muitos morreram, outros foram embora porque aqui não tem assistência no hospital porque somos peruanos. Não temos documento. Ninguém quer nos ajudar. Sempre tem essa diferença. Depende de o prefeito ajudar a comunidade. Com os documentos ninguém quer nos ajudar. A comunidade foi criada pela irmandade. Entrei na religião depois de velha, a mamãe andou com o irmão José na plantação de cruzes, nós não queríamos acompanhá-la, só seus dois filhos pequenos iam com ela, nós éramos mais grande não íamos. Aqui ninguém fala Kokama. Ser kokama não interfere em ser religioso. Só que há muitas diferenças por ex. as danças que fazem os kokama, então nossa religião não permite fazer danças que fazem desnudos porque nós não podemos. Os kokama que não são religiosos fazem. Temos muitas regras, mas nem todas estão sendo seguidas porque criam muitas dificuldades para as pessoas. Em si as regras que o irmão José deixou deveriam ser feitas, porém muitas não estão sendo cumpridas. Quando acontece a festa da plantação da cruz na comunidade, em 12 de setembro, convidamos todas as irmandades, fazemos chicha, caiçuma, comida, cantamos e dançamos.
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Caminhos cruzados: marxismo e nacionalismo no Brasil e no Peru (1928-1964)

Caminhos cruzados: marxismo e nacionalismo no Brasil e no Peru (1928-1964)

Cabe destacar também que a vida intelectual peruana nos anos 1920 expandiu-se para além de Lima. A existência de órgãos como La Sierra, editado pelo grupo “Resurgimiento” de Cuzco, e Boletín Titicaca, publicada pelo grupo “Orkopata” de Puno, mostra que os departamentos do altiplano começa- ram a tomar parte de modo autônomo no debate nacional. Isso é importante para que se entenda a difusão no período do ideário indigenista. No Peru, ao longo dos anos 1920, estabeleceu-se uma rede de conexões entre Lima e as capi- tais provinciais que envolvia a associação Pró-Indígena e os assinantes de revistas como Amauta ou La Sierra, por meio da qual os simpatizantes da causa indígena na capital se conec- taram a diversos grupos de provincianos e vice-versa.
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Open Zilma Gurgel Cavalcante e a criação da unisidade Sem fronteiras no Brasil

Open Zilma Gurgel Cavalcante e a criação da unisidade Sem fronteiras no Brasil

O exame realizado nesta pesquisa de doutoramento em Educação, na linha de História da Educação, contemplando o uso metodológico da (auto)biografia na investigação sobre a história de vida na formação e na profissão da docente cearense Zilma Gurgel Cavalcante, teve como objetivo geral analisar historicamente as contribuições educacionais da referida professora ao processo de implantação da primeira instituição escolar voltada para a educação de pessoas idosas no Brasil, mais especificamente, na fundação da Universidade Sem Fronteiras (Unisf) como programa ligado a Pró-Reitoria de Extensão da Universidade Estadual do Ceará (UECE) entre os anos de 1988 e 1998. Partindo desse itinerário, foram historicizadas, sob as lentes da História Cultural, as primeiras instituições educativas que antecederam e conviveram com o cotidiano escolar de Zilma Gurgel Cavalcante, como a família Gurgel e a Igreja Católica, o desenvolvimento escolar dela no Colégio Santa Isabel como constitutivo da produção de sua vida como docente tanto na educação infantil como no ensino superior, os saberes e práticas gerontológicos instituídos por ela enquanto professora do Curso de Graduação em Serviço Social da UECE e, por fim, a organização e o desenvolvimento da cultura escolar da Unisf como primeira universidade da terceira idade brasileira. Prontamente, o conteúdo da presente pesquisa não ignorou o fato de que fazer a História da Educação hoje, principalmente a partir da singularidade de um sujeito educacional, implicou reintroduzi-lo no seu cenário historiográfico escolar para - tendo com referência o discurso que ele emitiu sobre si, sobre a pluralidade de seus saberes escolares e sobre os objetos pedagógicos produzidos por ele - analisar e correlacionar sua história educacional e da cultura escolar da instituição pública de ensino da qual foi fundadora e fez parte como única coordenadora até o momento de sua aposentadoria além de analisar historicamente as formas de transmissão cultural dessa instituição escolar pioneira no processo de socialização da velhice em solo brasileiro.
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As múltiplas fronteiras presentes no atendimento à saúde do estrangeiro em Corumbá, Brasil.

As múltiplas fronteiras presentes no atendimento à saúde do estrangeiro em Corumbá, Brasil.

Por fim, as ações políticas destinadas à fronteira devem desenvolver-se num cenário de tolerância e de respeito ao diferente. Pode-se, assim, considerar que a perspectiva dos profissionais de saúde sobre o SIS-Fronteiras sirva para consolidar a necessidade de reconhecer o território fronteiriço como área de conflito em que o “outro” pode e deve ser transfor- mado em interlocutor, não só através de políticas públicas, mas até mais pretensiosamente com reuni- ões conjuntas de conselhos de saúde, universidades, conselhos profissionais e realização de eventos binacionais cofinanciados em saúde, assumindo um importante passo para decidir as particularidades de uma comunidade fronteiriça que compartilha um destino comum.
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Globalização e Multilingualismo no Brasil Competência Linguística e o Programa Ciência Sem Fronteiras.

Globalização e Multilingualismo no Brasil Competência Linguística e o Programa Ciência Sem Fronteiras.

Com a defesa geral de que as áreas carentes de investimento na formação de profissionais competitivos no mundo globalizado são, prioritariamente, as á reas das ciências exatas, biológicas e tecnológicas, o governo brasileiro manteve seu critério, o qual continua na segunda edição do programa. Talvez como forma de responder às críticas recebidas, dois projetos foram divulgados recentemente, contemplando setores específicos das áreas não contempladas. São eles o programa Culturas sem Fronteiras, do Ministério da Cultura, e o Projeto de Qualificação Internacional, do Ministério do Turismo, ambos lançados no primeiro semestre de 2014. Entretanto, o alcance e dimensão dos dois projetos são muito inferiores aos do programa CsF, sobretudo no que se refere aos valores dos investimentos, ao número de países envolvidos e ao número de participantes. A segunda grande crítica diz respeito ao conhecimento de língua estrangeira exigido dos participantes. Um programa de mobilidade
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Olhares e narrativas de fronteiras: imagens dos limites territoriais e simbólicos do Brasil

Olhares e narrativas de fronteiras: imagens dos limites territoriais e simbólicos do Brasil

Já Roberto Moreira, começa e termina seu cur- ta-metragem, intitulado Boni m / Lethen, com dois planos (uma estrada de chão vermelho e uma casa abandonada) que transmitem os marcos e o isola- mento da região fronteiriça entre o Brasil e a Guia- na. Os planos dividem a terra e um céu carregado de nuvens em rápido movimento. Em seguida, um tre- cho de entrevista com um senhor de uma seita reli- giosa que acredita que a origem do ser humano está nessa região de fronteira. Depois, o documentário centra no contraste de cores e de visões de mundo de um velho garimpeiro brasileiro (em preto e bran- co) e um jovem garimpeiro guianense (em cores).
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Higiene Industrial, Peru

Higiene Industrial, Peru

En resumen ‘lLa Octava Conferencia Sanitaria Panamericana declara que: La salud y el bienestar de la clase trabajadora está íntimamente ligada a la salud pública [r]

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