Câncer de tireóide

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Avaliação da incidência e do comportamento do câncer de tireóide em pacientes com doença de graves submetidos a tireoidectomia.

Avaliação da incidência e do comportamento do câncer de tireóide em pacientes com doença de graves submetidos a tireoidectomia.

U ma das indicações de tratamento cirúrgico na DG é, entre outras possibilidades, a suspeita de malig- nidade associada, e nestes casos usualmente efetua-se uma ressecção cirúrgica mais extensa, o que aumenta a probabilidade de se encontrar um carcinoma. Tal fato obviamente implica em um viés de seleção de pa- cientes, produzindo resultados que podem não se aplicar a outras populações. A seleção de indivíduos com DG para tireoidectomia parece ser a explicação mais plausível para justificar o aumento da incidência de câncer de tireóide em associação à DG nos estudos mais recentes (1,2,4,5). Nos idos da década de 50, a intervenção cirúrgica era o tratamento mais comu- mente empregado para a DG e, posteriormente, com o advento do uso das drogas antitireoidianas e iodo radioativo, houve um declínio progressivo do número de pacientes encaminhados à cirurgia, que nos dias de hoje costuma ser reservada para casos com suspeita de neoplasia, impossibilidade de tratamento com anti- tireoidianos ou que se negam ao tratamento com iodo radioativo. Conseqüentemente, os pacientes que atual- mente são tratados cirurgicamente constituem um grupo seleto de indivíduos que não representa a po- pulação total de indivíduos com DG.
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Incidência e mortalidade por câncer de tireóide no Brasil.

Incidência e mortalidade por câncer de tireóide no Brasil.

Esse estudo visou avaliar a incidência e a mortalidade por câncer de tireóide (CT) no Brasil através análise dos dados de sete Registros de Câncer de Base Populacional e do Sistema de Informação sobre Mor- talidade. Taxas de mortalidade qüinqüenais por CT, ajustadas para idade, foram calculadas dentro de um período de 20 anos (1980–1999) para o país como um todo. Calculamos taxas trienais de incidência ajus- tadas por idade empregando os dados disponíveis desde 1993. As taxas de mortalidade ajustadas por idade decaíram de 0,22/100.000 para 0,28/100.000 (-21%) entre os homens, e de 0,42/100.000 para 0,51/100.000 (-17%) entre as mulheres. Entre os homens, as taxas de incidência ajus- tadas por idade variaram de 0,7/100.000 em Belém até 3,0/100.000 em São Paulo. Essas cidades também apresentaram a mais baixa (0,8/100.000) e a mais alta (10,9/100.000) taxas de incidência ajustada por idade entre as mulheres. A tendência de queda de mortalidade é provavelmente explicada pela melhoria do diagnóstico e do tratamen- to do CT ao longo do período do estudo, enquanto as variações geográficas da incidência estão provavelmente relacionadas à disponi- bilidade de recursos de cuidados médicos nas diferentes regiões e na qualidade dos dados dos registros de câncer. (Arq Bras Endocrinol Metab 2005;49/4:503-509)
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Avaliação dos aspectos dosimétricos no tratamento de câncer de tireóide com Iodo-131

Avaliação dos aspectos dosimétricos no tratamento de câncer de tireóide com Iodo-131

O câncer de tireóide é a neoplasia maligna mais freqüente do sistema endocrinológico, apesar de ser uma patologia relativamente rara, sendo responsável por aproximadamente 1% dos novos casos de câncer. Este é um dos tumores malignos que apresenta melhor taxa de cura, cujas estatísticas de diversos centros indicam que 85% a 93% dos pacientes adultos, tratados, estão vivos cerca de 10 anos após o diagnóstico inicial. A taxa de mortalidade por câncer de tireóide varia de 0,2 a 1,2 por 100 mil indivíduos entre os homens e 0,4 a 2,8 entre as mulheres. [2][3]
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Perfil dos pacientes com câncer de tireóide submetidos à radioiodoterapia.

Perfil dos pacientes com câncer de tireóide submetidos à radioiodoterapia.

RESUMO: Estudo descritivo com abordagem quantitativa, que objetivou descrever o peril de 650 pacientes com câncer de tireóide e tireoidectomizados, submetidos à terapia por radioisótopos num Serviço Público da grande Florianópolis, que passaram pela consulta de enfermagem no período de 2004 a 2009. Para alcance dos objetivos foram pesquisadas as seguintes variáveis: gênero, idade, proissão, estado civil, procedência, e detecção de alterações na tireóide. Constatou-se que 88% são mulheres. Dos pacientes 34,9% tem primeiro grau incompleto; 27,2% não trabalham fora. Quanto à detecção do problema na tireóide ou palpação do nódulo, em 62,9% foi o próprio paciente que percebeu as alterações, seguido do proissional de saúde (28%). Conclui-se que a maioria dos pacientes apresenta pouca escolaridade, proissões poucos valorizadas inanceiramente, e mais da metade percebeu alterações na tireóide.
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Acromegalia e doença tiroideana: prevalência de câncer de tireóide .

Acromegalia e doença tiroideana: prevalência de câncer de tireóide .

A relação entre câncer e acromegalia tem sido objeto de estudo há muitos anos. A partir de um caso de carcinoma diferenciado de tireóide em um de nossos pacientes acromegálicos, estudamos uma série de 100 outros acromegálicos e encontramos dois outros casos de câncer de tireóide, descritos neste trabalho. A partir daí, levantamos os dados da literatura sobre esta última associação e sua possível patogênese. A prevalência de patologias tireoidianas é aumentada dentre os acromegálicos, às custas, principalmente, do bócio nodular. Esta associação será abordada, assim como a relação entre o fator de crescimento insulina símile I (IGF-I) e câncer, numa tentativa de entender melhor seu significado frente aos nossos casos. Nós concluímos que seria prudente realizar exame ultrassonográfico periódico em acromegálicos, seguido de Punção Aspirativa com Agulha Fina (PAAF) dos nódulos suspeitos. (Arq Bras Endocrinol Metab 2005;49/5:843-849)
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Câncer de tireóide na infância e adolescência: relato de 15 casos.

Câncer de tireóide na infância e adolescência: relato de 15 casos.

A função tireoideana era normal em nove pacientes (um deles em uso de 50mg de propiltiouracil ao dia). Um paciente apresentava-se laboratorialmente tireotóxico e não havia registro dos exames pré-operatórios de função tireoideana nos outros cinco pacientes. CT estava elevada nos quatro pacientes com CMT. Oito pacientes realizaram cintilografia de tireóide: seis apresentavam nódulos “frios”; um, bócio multinodular com nódulos “mornos” e um, bócio difuso. Ultra-sonografia de tireóide foi realizada em nove pacientes e revelou nódulo sólido e hipoecóico em três; nódulo heterogêneo em três, bócio multinodular com calcificações em um e tireóide bocelada, multinodular e hipervascularizada em dois. A ultra-sonografia evidenciou, ainda, linfonodomegalia cervical em cinco pacientes.
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Utilidade da tomografia de emissão de pósitrons com fluoro-deoxiglicose (FDG-PET) na avaliação do câncer de tireóide: uma revisão sistemática.

Utilidade da tomografia de emissão de pósitrons com fluoro-deoxiglicose (FDG-PET) na avaliação do câncer de tireóide: uma revisão sistemática.

Após o tratamento inicial do câncer tireoidiano, a detecção de prováveis re- corrências e/ou metástases se faz através da dosagem de marcadores séricos e estudos de imagem. Essas técnicas podem ser negativas apesar de evidências bioquímicas de doença metastática. A tomografia de emissão de pósitrons com fluorodeoxiglicose (FDG-PET) tem sido proposta como um teste acurado para detectá-la. O objetivo deste estudo é apresentar uma síntese das evidências obtidas através de revisão sistemática sobre a acurácia do FDG-PET na localização de metástases de câncer tireoidiano previamente tratado, nos quais as modalidades convencionais falharam na sua detecção. Foi realizada uma pesquisa bibliográfica no MEDLINE de todos os trabalhos relativos a FDG-PET e carcinoma tireoidiano diferenciado, indexados até setembro de 2005. Foram obtidas 216 citações e 17 trabalhos foram incluídos, 71% publicados a partir de 2000. A sensibilidade da FDG-PET foi elevada, com apenas um trabalho apresentando sensibilidade inferior a 75%. A especificidade, examinada em 12 estudos, foi menor que 75% em 3 estudos. Em 41% dos trabalhos existia pelo menos um teste comparativo com o FDG-PET. Os resultados apontam o FDG- PET como um teste diagnóstico útil para a detecção e localização de metástases do câncer tireoidiano, com implicações diretas no tratamento dos pacientes. (Arq Bras Endocrinol Metab 2007;51/6:961-971)
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Câncer de tireóide: o comprometimento bilateral constitui fator de risco? revisão de 473 casos operados e seguidos até 35 anos.

Câncer de tireóide: o comprometimento bilateral constitui fator de risco? revisão de 473 casos operados e seguidos até 35 anos.

Em todos os casos, a operação realizada foi a tireoidectomia total (TT) em um ou dois tempos ope- ratórios; as fichas foram separadas em dois grupos, segundo o encontro (grupo A) ou não [r]

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Nódulos de tireóide: valor da ultra-sonografia e da biópsia por punção aspirativa no diagnóstico de câncer.

Nódulos de tireóide: valor da ultra-sonografia e da biópsia por punção aspirativa no diagnóstico de câncer.

à PAAF pode ser útil quando o exame citológico for repetidamente insatisfatório. Conforme observado em nosso estudo, o único caso de câncer entre os pacientes com exame citológico insatisfatório foi de- tectado pela US. Já para os pacientes com exame suspeito, com maior prevalência de câncer de tireóide, a US detectou 4 dos 5 carcinomas presentes, levando a crer que neste subgrupo o uso isolado da US não 11 dos 16 nódulos malignos (69%) e resul-

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Nódulos de tireóide e câncer diferenciado de tireóide: consenso brasileiro

Nódulos de tireóide e câncer diferenciado de tireóide: consenso brasileiro

O risco de câncer é semelhante em pacientes com nódulos palpáveis ou incidentalmente detectados por métodos diagnósticos por imagem, os chamados inci- dentalomas (10). Evidências sugerem que os micro- carcinomas papilíferos (definidos pela OMS como car- cinomas com até 1 cm de diâmetro) sejam, na maioria dos casos, tumores assintomáticos indolentes que, dife- rentemente de tumores maiores, não evoluem clini- camente (4,5,11). Estes tumores apresentam epide- miologia diferente dos tumores “clínicos”, com inci- dência similar em homens e mulheres, sugerindo que fatores hormonais sejam importantes para sua progressão clínica (12). Microcarcinomas são detectados em 15–36% das glândulas tireoidianas em pacientes submetidos à autópsia (9,10,13). Em nosso meio, esses tumores são encontrados em 7,8% das autópsias e em 7,2% das tireóides operadas por doenças benignas (12), à semelhança do relatado por outros (14). Consi- derando-se que a incidência do câncer da tiróide é de ~1% no Brasil, é razoável supor que a maior parte desses microcarcinomas não deve evoluir clinicamente. É também interessante mencionar que, embora a incidên- cia do câncer de tireóide tenha aumentado signifi- cativamente nas últimas décadas, a taxa de mortalidade por essa causa permaneceu praticamente inalterada (15,16). Desse modo, embora alguns microcarcinomas possam evoluir agressivamente e ainda não existam mar- cadores capazes de identificar esses casos (17,18), con- sideramos que apenas os nódulos maiores que 1 cm de- vem ser avaliados. No entanto, nódulos menores que 1 cm devem ser avaliados se forem suspeitos por apre- sentarem características ultra-sonográficas de malig- nidade (vide abaixo) ou se o paciente apresentar história de irradiação de cabeça e pescoço ou de corpo inteiro, ou ainda uma história familiar positiva para câncer de tireóide (figura 1).
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Associação de carcinoma papilífero da tireóide e hiperparatireoidismo.

Associação de carcinoma papilífero da tireóide e hiperparatireoidismo.

A comparação com doentes submetidos a tireoidectomia por doença multinodular sem suspeita inicial de câncer parece inédita até onde os autores puderam obter dados da literatura. Embora criticável por também representar um grupo de doentes com maior risco para presença de câncer de tireóide, ela representa um grupo que está tendo maior atenção para a tireóide pela equipe médica, de forma similar aos doentes tratados por HPT. A semelhança de comporta- mento nos dois grupos (HPT primário e grupo compressão) favorece a hipótese de associação casual entre o câncer e o HPT.
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Carcinoma de tireóide na infância e adolescência.

Carcinoma de tireóide na infância e adolescência.

(3,4), sendo o carcinoma derivado das células parafolic- ulares menos freqüente. O câncer de tireóide represen- ta 6% de todos os tumores na região cervical (5,6) e cor- responde a, aproximadamente, 1,5% a 3% de todos os cânceres da infância na América do Norte e Europa, com incidência anual de 0,5 a 1 caso por milhão de cri- anças (7,8). É pouco freqüente antes dos 10 anos (9), sendo as meninas mais afetadas que os meninos na pro- porção de 2 a 2,5:1 (10). Em nossa casuística, detecta- mos 15 pacientes do sexo feminino e 5 do sexo masculi- no, com idade média ao diagnóstico de 12 anos (12).
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Carcinoma papilífero de tireóide em doença de graves.

Carcinoma papilífero de tireóide em doença de graves.

A rotina para o diagnóstico pré-operatório destes tu- mores ainda não está bem estabelecida. A presença de nó- dulo único em bócios difusos tóxicos pode sugerir câncer de tireóide. A questão, porém, é como descobrir nódulos pequenos em bócios difusos. Acreditamos que o exame fí- sico cuidadoso, a ultra-sonografia, a cintilografia e a PAAF destes nódulos são de grande valia.

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Doença nodular de tireóide.

Doença nodular de tireóide.

Uma história familiar de bócio benigno usual- mente sugere um distúrbio benigno. Carcinoma medu- lar familial, associado ou não a outras neoplasias, deve indicar o s c r e e n i n g genético. A ocorrência de carcinoma papilífero familiar de tireóide, ocorrendo de forma inde- pendente ou na Doença de Cowden, Síndrome de Gardner ou polipose familiar, é importante na avaliação de risco (30). O risco de ter um câncer de tireóide é maior no mais jovem e no mais idoso e, portanto, a investigação diagnóstica deve ser mais agressiva nestes grupos de idade (2). A DNT é 5 a 10 vezes mais comum nas mulheres, enquanto que as taxas de carcinoma são praticamente iguais em homens e mulheres. Em função disto, D NT no homem tem maiores chances de ser um carcinoma. A irradiação de cabeça e pescoço na infância, indicada para um número de condições benignas, está fortemente associada com a ocorrência subseqüente de carcinoma (31). A possibilidade de que muitos carcino- mas tireoideanos sejam secundários a acidentes de exposição radioativa foi reforçada pelo aumento signi- ficativo na incidência de carcinoma papilar de tireóide, observada após o acidente nuclear de Chernobyl nas áreas circunvizinhas (32).
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Carcinoma de tireóide pouco diferenciado: novas considerações terapêuticas.

Carcinoma de tireóide pouco diferenciado: novas considerações terapêuticas.

As células do câncer de tireóide demonstram sensibili- dade reduzida a morte celular, o que leva à capacidade das células em manter as alterações genéticas, mas con- tinuar o crescimento (5). A apoptose é um processo organizado que leva à morte celular através de vias de sinalização específica (5). Existem drogas em desen- volvimento desenhadas para iniciar a apoptose, como o TRAIL (TNF-related apoptosis-inducing ligand). O TRAIL induz a apoptose em muitas células cancerosas humanas, embora elas possam ser resistentes a esta indução (47). A combinação do TRAIL com troglita- zona, paclixatel e ciclo-heximida induziu apoptose em células de câncer tireoideano em concentrações sub- ótimas não obtidas com o TRAIL isoladamente (47). A fosforilação da proteína Bcl-2, um marcador mole- cular de várias neoplasias, está envolvido com resistên- cia a apoptose, e a hiperexpressão do Bcl-2 leva a pro- liferação de células tireoideanas cancerosas. O com- posto G3139, que resultou em morte celular e na redução da atividade e expressão da Bcl-2 (48), poderá vir a ser útil no câncer de tireóide.
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Rev. Assoc. Med. Bras.  vol.52 número4

Rev. Assoc. Med. Bras. vol.52 número4

Pacientes em tratamento supressivo com tiroxina para câncer de tireóide podem ser monitorados apenas com o TSH de terceira geração. Num estudo de 460 pacientes em uso supressivo de tiroxina, quase todos com um TSH maior que 0,05 mU/L tinham um nível sérico normal de T4 livre 15 (C).

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Arq Bras Endocrinol Metab  vol.43 número2

Arq Bras Endocrinol Metab vol.43 número2

Os potenciais efeitos colaterais a longo prazo em pacientes com doença de Graves submetidos a doses terapêuticas, como riscos de câncer de tireóide, principalmente em crianças, leucemia,[r]

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Manifestações extracolônicas da polipose adenomatosa familiar: incidência e impacto na evolução da doença.

Manifestações extracolônicas da polipose adenomatosa familiar: incidência e impacto na evolução da doença.

RESUMO – Racional – A polipose adenomatosa familiar é doença hereditária de caráter autossômico dominante, que freqüentemente se associa a numerosas manifestações extracolônicas. Objetivos – Relatar a incidência de manifestações extracolônicas em nosso meio e analisar seu impacto na evolução da doença. Pacientes e Métodos – Revisão dos prontuários de pacientes com polipose adenomatosa familiar tratados no período de 1977 a 2001, relatando as manifestações extracolônicas associadas e suas complicações. Resultados – Dos 59 pacientes com polipose adenomatosa familiar, 23 (38,9%) apresentaram alguma manifestação extracolônica por ocasião do diagnóstico ou no seguimento. Foram registradas 37 diferentes manifestações (1,6 por paciente). As mais comuns foram osteomas e alterações na pigmentação da retina, diagnosticadas em 25% e 20% dos pacientes pesquisados, respectivamente. Outras manifestações extracolônicas achadas foram adenomas do trato digestivo superior, cistos epidermóides, tumores desmóides (sete cada), câncer gástrico (três) e câncer de tireóide (dois). Complicações importantes diretamente relacionadas aos tumores desmóides foram reportadas em seis pacientes, sendo obstrução intestinal em quatro e hidronefrose em dois. Registraram-se óbitos em dois pacientes (28,5%). Conclusões – A incidência de manifestações extracolônicas é alta (40%), podendo afetar a evolução da doença e a qualidade de vida dos pacientes. Por esses motivos, torna-se de fundamental importância a pesquisa, a prevenção e o tratamento adequado dessas manifestações na polipose adenomatosa familiar.
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Quantificação do RNAm de tireoglobulina em sangue periférico de pacientes com câncer...

Quantificação do RNAm de tireoglobulina em sangue periférico de pacientes com câncer...

Um método alternativo proposto para identificar a recorrência da doença tireoidiana é a detecção de tireócitos circulantes em sangue periférico, através da mensuração de RNA mensageiro (RNAm) de TG (RNAm-TG) por RT-PCR. Através da técnica de citometria de fluxo, Ringel e colaboradores (1998) detectaram RNAm-TG em sangue periférico, sugerindo a presença de células tireoidianas na circulação. Descobriu-se que há aproximadamente, três células epiteliais tireoidianas por mililitro de sangue de indivíduos normais. O mesmo grupo, utilizando a metodologia de extração de RNA total, mostrou que o emprego do RT-PCR em tempo real aumenta a sensibilidade da detecção do RNAm-TG podendo indicar a presença de tecido residual, informação de grande valor no seguimento dos pacientes com câncer de tireóide.
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Arq Bras Endocrinol Metab  vol.51 número9

Arq Bras Endocrinol Metab vol.51 número9

de Endocrinologia & Metabologia pela Edição Especial “Câncer de Tireóide”, ABE&M, Julho de 2007, 51/5. Trata-se de um volume para ser guardado por todos envolvidos no estudo do Câncer de Tireóide, pelas excelentes contribuições internacionais e nacionais, extremamente atua- lizadas, envolvendo os diversos aspectos moleculares, fisiopatológicos e de tratamento das diversas formas de Câncer de Tireóide. Nessa edição é apre- sentado o Consenso Brasileiro de Nódulos de Tireóide e Câncer Diferen- ciado de Tireóide (1) por um grupo representando o Departamento de Tireóide da SBEM (Ana Luiza Maia, Laura S. Ward, Gisah A. Carvalho, Hans Graf, Rui M.B. Maciel, Léa M. Zanini Maciel, Pedro W. Rosário e Mário Vaisman). O importante estímulo das Dras. Denise Carvalho (então Presidente do Departamento de Tireóide) e Edna Kimura foi essencial para que esse Consenso pudesse ser efetivado. Neste momento, os Consensos Brasileiros vão poder contribuir para as definições dos Consensos da LATS (Sociedade Latino-Americana de Tireóide) sobre Nódulos e Câncer de Tireóide. Essa Edição Especial, além de contar com as participações dos colegas estrangeiros James A. Fagin, Manuel Sobrinho-Simões, Pilar San- tisteban, Alfredo Fusco, Massimo Santoro, Sonia Moretti, Shunichi Yamashita, Richard T. Kloos, Bruce Robinson, Guillermo Juvenal, Mario Pisarev, Maria A. DaGrosa e Guilermo Juvenal, teve a importante con- tribuição de muitos tireoidologistas básicos e clínicos, cirurgiões, endócrino-pediatras e imaginologistas brasileiros, fazendo com que o resultado final fosse muito mais um pequeno tratado sobre Câncer de Tireóide. O tópico seguimento do Câncer Diferenciado de Tireóide (CDT) foi enriquecido com o manuscrito “O ensaio da Tireoglobulina com melhor sensibilidade funcional enquanto os pacientes tomam L-T4 substituirá a Tireoglobulina estimulada pelo TSH no seguimento dos pacientes com Câncer diferenciado de Tireóide?” (2), no qual se discute o papel potencial da dosagem da Tireoglobulina (TG) mais sensível no segui- mento do CDT, dispensando o estímulo endógeno ou exógeno do TSH. Essa edição especial também abordou o seguimento dos pacientes com CDT com o manuscrito “Uso do TSH Humano Recombinante no Câncer Diferenciado de Tireóide” (3), onde se discute o uso do TSH Recombi- nante Humano (TSHrh) na Ablação de Remanescentes Tireoideanos (ART) no CDT, no seguimento do CDT e no uso potencial do TSHrh no tratamento do CDT Recorrente ou Metastático. Desta forma, temos na mesma edição a oportunidade de uma análise crítica das diversas aborda- gens no seguimento do CDT. A experiência com o uso do TSHrh na ART tem mostrado resultados idênticos à ART na vigência de hipotireoidismo, com uma melhor relação custo/benefício, em função da melhor qualidade de vida e menor perda de dias de trabalho do paciente (4). Para que as diferentes estratégias no seguimento do CDT possam ser utilizadas nas instituições públicas brasileiras e pelos diversos planos de saúde, a questão
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