Cancro do colo do útero

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O Rastreio do Cancro do Colo do Útero

O Rastreio do Cancro do Colo do Útero

O desenvolvimento do cancro do colo do útero é um processo assintomático. Visto que a lesões pré-neoplásicas e a maioria das infeções por HPV são assintomáticas é normal que a sua apresentação ocorra apenas numa fase já tardia, dificultando o processo de cura e piorando o seu prognóstico. Poderão aparecer alguns sinais de alarme como: corrimento vaginal anormal, dor pélvica e perdas de sangue durante ou após a relação sexual e no período inter-menstrual. Este facto ressalva a importância de um programa de rastreio regular e eficaz. Países em desenvolvimento que têm uma aposta mais precária a nível da saúde, é normal chegarem aos seus postos de saúde casos em que a sintomatologia da carcinogénese cervical seja mais evidente e, como tal, é importante ensinar e alertar a população para procurar ajuda no momento do aparecimento dos primeiros sintomas. [23] Nos casos mais avançados poderão surgir dores abdominais, sintomas urinários, digestivos, respiratórios entre outros. [24]
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Avaliação do grau de conhecimento de uma população de jovens universitários sobre a infecção pelo VPH, cancro do colo do útero e vacina contra o VPH

Avaliação do grau de conhecimento de uma população de jovens universitários sobre a infecção pelo VPH, cancro do colo do útero e vacina contra o VPH

cancro do colo do útero e ao seu tratamento. Segundo a American Cancer Society 20 , a mortalidade e morbilidade são altas apesar de serem realizados anualmente mais de 60 milhões de exames Papanicolau. Metade surge em mulheres que nunca fizeram o rastreio e mais 10% nas que o não fizeram nos últimos 5 anos 21 . As mulheres jovens, nas quais a infecção VPH é mais prevalente, têm taxas de lesões pré-cancerosas de baixo grau mais elevadas. Pelo menos 37% das adolescentes têm uma citologia anormal em pelo menos um teste, mas a maioria destas alterações citológicas regride. As lesões de alto grau como CIN 3, podem surgir num curto intervalo de tempo depois da primeira relação sexual, mas a média de idade em que surge CIN 3 (29 anos) sugere que a maior parte das lesões de alto grau se desenvolve alguns anos após a exposição a tipos de VPH de alto risco 12 .
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Prevenção do cancro do colo de útero: informação dos alunos do 1º ano da Universidade Fernando Pessoa

Prevenção do cancro do colo de útero: informação dos alunos do 1º ano da Universidade Fernando Pessoa

A prevenção é algo de crucial na área da saúde, pois com uma prevenção eficaz consegue-se obter mais e melhores ganhos em saúde (diminuindo a incidência de doenças agudas e crónicas, o aumento de cirurgias, etc.). O cancro do colo do útero pode ser prevenido através da identificação de lesões pré-cancerígenas precocemente, usando citologias repetidas e tratar estas lesões, antes de estas avançarem (Khoo et alii, 2009). O conhecimento dos alunos sobre as estratégias para a prevenção do cancro do colo do útero é satisfatório no geral, sendo que a maioria defende que a vacina é uma estratégia de prevenção, 8 assinalaram a opção limitar o número de parceiros sexuais, e apenas uma pequena percentagem respondeu não ter conhecimento. Ainda se pode salientar que uma parcela razoável (23) afirma que a “prevenção nunca é demais” assinalando todas as opções como certas. Ao verificar-se que houve uma grande inclinação para escolher a opção da vacinação como a melhor resposta, conclui-se que a divulgação através dos media começa a ter os seus efeitos positivos.
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Cancro do colo do útero: tendências e estudos recentes

Cancro do colo do útero: tendências e estudos recentes

O rastreio citológico da população feminina a cada 3/5 anos pode reduzir a incidência do cancro do colo do útero em mais de 80%. Todavia, para que tal aconteça é necessário que todas as etapas do programa de rastreio sejam implementadas, nomeadamente, ao nível da informação prestada, da convocatória das faixas da população feminina a serem rastreadas, no seguimento clínico dos casos que apresentam resultados com anormalidade, no tratamento dos casos instalados (Arbyn et al., 2010). Em Inglaterra, notou-se uma correlação positiva entre o aumento da abrangência do rastreio e a redução da mortalidade por cancro do colo do útero. Este aumento de abrangência foi conseguido devido à introdução de uma convocatória periódica das mulheres para realizar o exame citológico, ou seja, uma melhor organização do sistema de saúde potencia ganhos ao nível da mortalidade em doenças passíveis de serem rastreadas (Zeferino, 2008).
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Prevenção do cancro do colo do útero: informação e comportamentos das mulheres

Prevenção do cancro do colo do útero: informação e comportamentos das mulheres

O cancro do colo do útero é o segundo tipo de cancro mais frequente na mulher em todo o mundo. No entanto, a prevenção do cancro do colo do útero é a estratégia-chave. São meios de prevenção do cancro do Colo do Útero: a abstinência de relações sexuais, uso regular de preservativo nas relações sexuais e limitar o número de parceiros. Em 2008 foi instituída no Plano Nacional de Vacinação a vacina contra o HPV. A citologia ou Papanicolaou, constitui um meio de diagnóstico precoce. Existem várias formas de prevenção para o cancro do colo do útero. A Ordem dos Enfermeiros, preconiza que é competência do Enfermeiro de Cuidados Gerais a promoção da saúde e a prevenção da doença. Desta forma, o tema escolhido foi o seguinte: “Prevenção do Colo do Útero: Informação e Comportamentos das Mulheres”. O objetivo geral é determinar a informação e os comportamentos das mulheres em idade adulta residentes em Ponte de Lima, acerca da prevenção do cancro do colo do útero. Optou-se por realizar um estudo quantitativo, descritivo. Os dados foram colhidos através de um questionário autoadministrável. A população em estudo é constituída por mulheres, residentes naquele concelho, com idades compreendidas entre os 18 e os 65 anos. A amostra seleccionada para este estudo de investigação é composta por um conjunto de 83 mulheres com idades entre os 18 e os 65 anos que frequentaram o local Largo de Camões, nos dias 17 e 18 de Julho de 2012, das 8 horas às 20h que disponibilizaram a responder ao questionário proposto.
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DNA minicircular multigénico com potencial ação terapêutica no cancro do colo do útero

DNA minicircular multigénico com potencial ação terapêutica no cancro do colo do útero

O vírus do Papiloma Humano (HPV) é o principal fator de risco para o cancro do colo do útero, uma vez que as oncoproteínas E6 e E7 comprometem a expressão ou a atividade das proteínas supressoras de tumor p53 e pRb. Muitas abordagens terapêuticas têm sido consideradas ineficazes, existindo a necessidade de desenvolver novas estratégias como a terapia génica. O DNA minicircular (mcDNA) surge como um vetor inovador, que resulta de um processo de recombinação in vivo, no qual um plasmídeo parental (PP) leva à formação de um mini- plasmídeo (mP) que contém as sequências procariotas, e um mcDNA que contém apenas a cassete de expressão eucariótica. O mcDNA apresenta uma elevada eficiência de transfecção devido ao seu tamanho reduzido, sendo também considerado uma terapia mais segura do que o DNA plasmídico. Assim, o presente trabalho tem como objetivo, numa primeira fase, produzir e purificar um vetor de mcDNA que codifica o gene p53 para aplicação em estudos in vitro. Com o intuito de isolar a isoforma superenrolada (sc) do mcDNA-p53, a partir de quantidades residuais de PP e impurezas bacterianas, foram explorados monolitos com ligandos de L- histidina e 1-benzil-L-histidina, assim como uma coluna cromatográfica de filtração em gel (Sephacryl S-1000 SF). A força iónica e o pH dos passos de ligação e eluição foram ajustados ao longo das estratégias de purificação. Os resultados indicaram que a filtração em gel foi a melhor abordagem para o isolamento da biomolécula de interesse, assegurando um grau de pureza superior e obtenção de maior quantidade de amostra. Posteriormente, foram realizados estudos de transfecção in vitro em células HeLa com os vetores PP-p53 e mcDNA-p53, tendo-se verificado a internalização celular de ambos os vetores. Para além disto, foi confirmada a transcrição do gene de interesse p53 e detetada a tradução na respetiva proteína alvo, assim como foi realizada a sua quantificação. Por último, de modo a avaliar a ação terapêutica do gene p53 codificado nestes vetores, foram realizados ensaios de proliferação celular, citotoxicidade e apoptose. De um modo geral, todos os estudos in vitro realizados sugeriram que o mcDNA-p53 apresenta resultados mais promissores, com potencial para ser utilizado numa nova estratégia terapêutica para o cancro do colo do útero. Numa segunda fase, o presente trabalho também teve como objetivo a construção de um vetor de mcDNA multigénico, com clonagem de dois genes terapêuticos no PP (gene p53 e gene pri-miRNA-375), visando uma potencial aplicação terapêutica combinada e mais eficaz no cancro do colo do útero.
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Avaliação Económica do Rastreio do Cancro do Colo do Útero na Região de Saúde do Centro

Avaliação Económica do Rastreio do Cancro do Colo do Útero na Região de Saúde do Centro

As lesões percursoras do colo do útero variam desde a atipia celular até diferentes graus de displasia ou CIN. Uma CIN de baixo grau (CIN1), caracterizada por alterações de tamanho, forma e número de células anormais formadas na superfície do colo do útero, tem uma taxa de regressão espontânea de 60% e, por isso, é, na maioria dos casos, eliminada espontaneamente (Pereira et al., 2009). Em casos menos frequentes, a CIN1 pode progredir para uma CIN de alto grau (CIN2 ou CIN3), definidas pela presença de um grande número de células pré-cancerígenas na superfície do colo do útero. Uma vez que estas células têm potencial para se tornarem cancerígenas e invadirem tecidos mais profundos do colo do útero, das CIN2 e CIN3 apenas uma pequena proporção regride espontaneamente e a maioria progride para cancro se não for diagnosticada e tratada atempadamente (Centre of Disease Control and Prevention, 2012) (figura 2).
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Avaliação da atividade anticancerígena de aptameros de DNA para terapia do cancro do colo do útero

Avaliação da atividade anticancerígena de aptameros de DNA para terapia do cancro do colo do útero

De modo a avaliar o efeito do aptamero de G4 AT11, dos ligandos e complexos na proliferação celular, realizaram-se ensaios colorimétricos quantitativos baseados na redução do brometo de 3-(4,5-dimetiltiazol-2-il)-2,5-difeniltetrazólio (MTT) em linhas celulares do cancro do colo do útero (HeLa) e em fibroblastos da derme humana normais (NHDF). Nesta técnica, a quantidade de MTT reduzido pelas células a cristais de formazano foi quantificada espetroscopicamente a 570 nm, uma vez que é equivalente ao número de células viáveis. 50

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Relatório de estágio 2014   Cancro do Colo do Útero   Agir para Prevenir

Relatório de estágio 2014 Cancro do Colo do Útero Agir para Prevenir

O projeto de intervenção comunitária foi realizado no ACES Lisboa Central, na USF Sétima Colina, e teve como objetivo geral “promover o autocuidado das mulheres com idades compreendidas entre os 20 e os 64 anos, inscritas na USF Sétima Colina, relativamente aos comportamentos preventivos do HPV e CCU”. Seguiu-se a metodologia do Planeamento em Saúde, de acordo com Tavares (1990) e Imperatori & Giraldes (1993) e como referencial teórico recorreu-se à Teoria do Autocuidado de Dorothea Orem (1995). Para o diagnóstico de situação, aplicou-se um questio nário para a colheita de dados, designado “Cancro do colo do útero: conhecimentos e comportamentos” (Vicente, 2006). Identificados os problemas, estes foram priorizados segundo a Grelha de Análise, tendo resultado como problemas prioritários: deficit de conhecimentos relacionado com os fatores de risco do CCU; deficit de conhecimentos relacionado com o método de rastreio do CCU (diagnóstico CIPE ® Versão 2).
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Dimensão dos custos do cancro do colo do útero no Hospital Nossa Senhora do Rosário

Dimensão dos custos do cancro do colo do útero no Hospital Nossa Senhora do Rosário

67 O perfil etário da população em estudo evidenciou um grupo de utentes com idades, maioritariamente, acima dos 35 anos, correspondendo a 91,4% dos casos. Estes dados vêm corroborar estudos realizados sobre a incidência do cancro em utentes com uma faixa etária acima dos 35 anos (Brasil, 2005; Caetano & Caetano, 2005; Silva, 2004; Bezerra, 2007; Pedrosa, 2001). A infecção por HPV atinge, maioritariamente, mulheres de faixa etária compreendida entre os 18 e os 24 anos, contudo tal como foi revelado neste estudo, no HNSR são as utentes entre os 35 a 65 anos que apresentam o desenvolvimento a cancro do colo do útero. Tal facto deve-se, como referido anteriormente, ao desenvolvimento tardio da doença. Dos 5 anos analisados do tratamento prestado pelo HNSR a nível de cirurgia de ambulatório, ambulatório médico e internamento, os diagnósticos realizados tiveram maior concentração no internamento. No ambulatório médico não houve nenhum diagnóstico de neoplasia maligna do colo do útero apesar dos procedimentos realizados terem sido “injecção/infusão de substância quimioterapêutica contra o cancro”. O GDH (410) desses procedimentos pertence ao GCD 17, ou seja, das doenças e perturbações mieloproliferativas e neoplásicas mal diferenciadas (Borges et al., 2011; Diário da República, 2009).
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Estudo de sobrevivência das doentes com cancro do colo de útero

Estudo de sobrevivência das doentes com cancro do colo de útero

Do modelo de Cox múltiplo conclui-se que as covariáveis que influenciaram a sobrevivência por CCU são, rastreio do CCU, faixa etária e o comportamento do cancro. Verificou-se ainda que as mulheres não submetidas ao rastreio do CCU têm 2,4734 vezes mais risco de morte por CCU do que as mulheres submetidas ao rastreio do CCU, para as mulheres da mesma faixa etária e com o mesmo tipo de comportamento do cancro. As mulheres com comportamento do cancro maligno, com localização primária têm 8,0971 vezes mais risco de morte por CCU do que as mulheres com comportamento do cancro in situ não invasivo, mantendo as outras variáveis constantes. Também se conclui que apenas as faixas etárias dos [45,54] anos é que revelaram estatisticamente significativos. Ainda do modelo de Cox múltiplo selecionado, conclui-se que como os parâmetros 𝛽̂ são todos positivos, com exceção da faixa etária dos [25,34] anos, (ver Anexo XVI), isso significa que as mulheres não submetidas ao rastreio do CCU, com comportamento do cancro do colo do útero maligno, com localização primária e com idades pertencentes a qualquer uma das faixas etárias, exceto a faixa etária dos [25,34] anos (faixa etária protetor) têm um risco acrescido de ter óbito por CCU, por apresentarem o HR>1. No entanto apenas a faixa etária dos [45,54] é que apresentam risco estatisticamente significativa, por apresentarem o p-valor > 0.05.
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Rastreio do Cancro do Colo do Útero com Teste Primário de HPV em mulheres com menos de 30 anos

Rastreio do Cancro do Colo do Útero com Teste Primário de HPV em mulheres com menos de 30 anos

No presente estudo, na avaliação dos resultados citológicos e histológicos, não foram analisados os casos negativos para o teste de HPV, que nos poderiam fornecer a sensibilidade e especificidade do método. No entanto, não era esse o objetivo. O objetivo principal consistia na investigação e compreensão das diferenças na positividade para o teste de HPV, quando realizado como método de rastreio e, desse modo, excluímos os casos de teste de HPV efetuados no seguimento de doentes tratadas nos 3 últimos anos a neoplasia intraepitelial do colo do útero. Também foi excluída do estudo a análise de outros fatores de risco para o cancro do colo do útero, tais como, a imunossupressão, tabagismo, uso de contracetivo oral e multiparidade (6) para torná-lo mais próximo de um rastreio organizado, no qual esses parâmetros assumem pouca relevância.
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Terapia do cancro do colo do útero

Terapia do cancro do colo do útero

8 Em relação aos fatores de risco do cancro do colo do útero, a infeção pelo vírus do papiloma humano é a principal causa. A transmissão do vírus acontece principalmente através da atividade sexual (Barasso et al., 1987). As células basais do epitélio são infetadas pelo vírus em áreas de metaplasia cervical imatura ou microtraumatismo. O genoma viral penetra nas células através da membrana celular, havendo libertação da cápside, sendo depois transportado até ao núcleo. A capacidade das células se dividirem e de se clonarem acelera a replicação viral. O período de incubação do HPV ronda em média 3 meses (Jenison et al., 1990). No entanto, apenas uma infeção por HPV não é por si só suficiente para o desenvolvimento de cancro do colo do útero, podendo ser eliminada pelo sistema imunitário. Existem outros co-fatores que influenciam a evolução do estado de infeção ao aparecimento de células cancerígenas como, por exemplo: o início da atividade sexual precoce, promiscuidade sexual e antecedentes de outras infeções sexualmente transmissíveis (IST), a alimentação, sobretudo com baixos níveis de vitamina A e C e de ácido fólico, raça, tabagismo e a falta de uso de preservativo (Mota, 2012).
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Efeito de diferentes terapêuticas citotóxicas na expressão do CD133, Wnt/β-catenina no cancro do colo do útero

Efeito de diferentes terapêuticas citotóxicas na expressão do CD133, Wnt/β-catenina no cancro do colo do útero

82 3.21). A GSH desempenha um papel protetor na radioterapia, uma vez que o aumento da sua expressão está relacionado com a radioresistência, o que poderá ser justificado pela ligação da GSH à P53, impedindo assim, a sua correta função (197). No entanto, existe pelo menos um estudo que descreve a diminuição da expressão da GSH após a radioterapia (205). Krishna e colaboradores observaram em doentes com cancro do colo do útero nos estádios IIB e IIIB expostas à radioterapia, com dose de 35 Gy distribuída em 16 frações durante 4 semanas, houve diminuição da GSH ,após uma única fração de 2Gy de radiação-X, tanto nas amostras sanguíneas como nas amostras tumorais (205). Surpreendentemente, os nossos dados revelam que ocorre a diminuição da expressão com a dose de 3 Gy e o aumento da GSH com a dose de 10 Gy. Este aumento poderá ser justificado como uma tentativa das células HeLa contornarem o efeito da radioterapia. É possível observar ainda em todas as condições a existência de stresse oxidativo, uma vez que é necessário o consumo de duas moléculas de GSH para reduzir uma molécula de peróxido (98). Desta forma, a análise da GPx também seria interessante já que a GSH é oxidada em GSSG pela ação da GSH peroxidase utilizando como substrato o peróxido de hidrogénio. O peróxido de hidrogénio nesta reação é convertido em água por intermédio da GPx (197). A análise da GPx, permitiria compreender de melhor forma este processo oxidativo. Uma vez que o stresse oxidativo resulta do desequilíbrio entre a formação das espécies reativas de oxigénio e a sua remoção, analisando apenas os superóxidos não se pode concluir se houve ou não stresse oxidativo porque não se avaliou a SOD, enzima importante na transformação do peróxido de hidrogénio em água. Desta forma, seria também importante a análise da SOD neste estudo.
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Terapia do Cancro do Colo do Útero

Terapia do Cancro do Colo do Útero

Em Portugal estima-se que morrem 350 mulheres por ano com cancro do colo do útero, estando Portugal nos 20 países da Europa com maiores taxas de incidência e mortalidade. Este cancro resulta, geralmente, da infeção pelo vírus do papiloma humano e é a quarta causa de morte, nas mulheres, a nível mundial. A sua progressão resulta da expressão das oncoproteínas E6 e E7, sendo estas capazes de alterar o ciclo celular, interagindo com uma grande variedade de proteínas, nomeadamente com o supressor de tumor p53. Esta interação leva à marcação da p53 com a finalidade de ser degradada pelo proteossoma. Uma vez que a sua função é induzir a apoptose das células com danos no Àcido Desoxirribonucleico (ADN) ou que se encontram infetadas, quando esta proteína não é corretamente produzida ou é inibida, deixa de desempenhar as suas funções permitindo assim que ocorra uma proliferação descontrolada das células malignas, dando origem a tumores. Neste sentido, o desenvolvimento de estratégias terapêuticas como a terapia génica para a entrega de material genético utilizando vetores não virais de base polimérica, descritos como mais seguros e eficientes, surge como uma alternativa promissora para a terapia do cancro do colo do útero, tendo como objetivo a reposição dos níveis normais de p53 nas células cancerígenas, induzindo a apoptose das mesmas. Para além disto, e tendo em conta os avanços clínicos em terapia do cancro descritos na literatura, a conjugação da terapia génica com a quimioterapia traz inúmeros benefícios. Assim, o foco deste trabalho foi o desenvolvimento de um sistema de entrega capaz de incorporar em simultâneo um ADN plasmídico (pADN) e uma droga anti-cancerígena, metotrexato (MTX). O MTX é um fármaco que, não só permite conferir direcionamento e seletividade ao veículo de entrega pelas células cancerígenas, como também apresenta atividade quimioterapêutica, complementando assim o efeito terapêutico pretendido.
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ANÁLISE DE POLIMORFISMOS GENÉTICOS NOS GENES ERCC1 E XRCC3 E A SUA INFLUÊNCIA NA RESPOSTA AO TRATAMENTO DE DOENTES COM CANCRO DO COLO DO ÚTERO

ANÁLISE DE POLIMORFISMOS GENÉTICOS NOS GENES ERCC1 E XRCC3 E A SUA INFLUÊNCIA NA RESPOSTA AO TRATAMENTO DE DOENTES COM CANCRO DO COLO DO ÚTERO

A infeção pelo HPV é necessária, no entanto não é suficiente para o desenvolvimento do cancro do colo do útero, o que implica o envolvimento de outros fatores relacionados com o hospedeiro (23). O número de parceiros sexuais ao longo da vida é considerado um dos principais fatores de risco para a infeção por HPV e pode estar associado a um elevado risco de desenvolver lesões pré-tumorais e CCU (19, 24). De igual forma, existem fortes evidências para considerar que o uso de contracetivos orais a longo termo pode ser um importante fator de risco para esta neoplasia (24). Nos últimos anos, verificou-se que existem associações entre o CCU e fatores como: a classe social baixa, a multiparidade, as fumadores, o início precoce da atividade sexual e a não utilização de barreiras locais de contágio de doenças sexualmente transmissíveis (13, 25, 26). Uma associação entre o tabaco e o CCU tem sido estabelecida, principalmente devido às substâncias tóxicas do fumo do tabaco que podem introduzir danos no DNA e terem um efeito negativo direto nas células do colo do útero (13).
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Cancro do Colo do Útero: o que sabem as jovens?

Cancro do Colo do Útero: o que sabem as jovens?

Objetivos: Avaliar conhecimentos e fontes de informação sobre cancro do colo do útero (CCU), nas jovens com idade igual ou superior a 15 anos, que frequentam as escolas da freguesia de P[r]

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Seguimento das Doentes Tratadas por Cancro Invasivo do Colo do Útero – Normas de Orientação Clínica

Seguimento das Doentes Tratadas por Cancro Invasivo do Colo do Útero – Normas de Orientação Clínica

1. Todas as mulheres submetidas a tratamento por cancro invasivo do colo do útero devem ter seguimento regular com o objetivo de identificar e controlar potenciais complicações dos tratamentos, diagnosticar eventuais persistências tumorais, recidivas loco-regionais ou metástases à distância. (Nível de Evidência C, Grau de Recomendação I)

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Contribuições para a determinação do custo-efetividade: caso do cancro do colo do útero

Contribuições para a determinação do custo-efetividade: caso do cancro do colo do útero

- Suficiente em zona de transição normal, realiza-se o teste de HPV, caso este apresente HPV de alto risco positivo, deve-se realizar um estudo endocervical ou uma conização, caso a opçã[r]

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Purificação de uma vacina de DNA plasmídico para prevenção ou tratamento do cancro do colo do útero

Purificação de uma vacina de DNA plasmídico para prevenção ou tratamento do cancro do colo do útero

Thus, the purpose of this work was the optimization of a chromatographic purification process by exploiting two similar ligands, namely lysine and cadaverine immobiliz[r]

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