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A OBSERVÂNCIA DO MÍNIMO EXISTENCIAL NA RESPONSABILIDADE CIVIL AMBIENTAL: APLICAÇÃO ANÁLOGA DA VEDAÇÃO AO CONFISCO E CAPACIDADE CONTRIBUTIVA COMO GARANTIA DO RESULTADO EFICIENTE.

A OBSERVÂNCIA DO MÍNIMO EXISTENCIAL NA RESPONSABILIDADE CIVIL AMBIENTAL: APLICAÇÃO ANÁLOGA DA VEDAÇÃO AO CONFISCO E CAPACIDADE CONTRIBUTIVA COMO GARANTIA DO RESULTADO EFICIENTE.

No Estado de Polícia – fase final do patrimonialismo – modifica-se o enfoque da questão da pobreza: procura-se aliviar a tributação dos pobres e transferir para o Estado a sua proteção. Critica-se a proporcionalidade e se inicia, com o cameralismo, a defesa da progressividade da tributação, limitada, porém, pela imunidade do mínimo existencial, retirando-se do campo de incidência fiscal, aquelas pessoas que não possuem riqueza mínima para o seu sustento, de que é exemplo a legislação de D. Maria, de 17.12.1789, que alivia a sujeição fiscal dos pobres [...] No Estado Fiscal de Direito modifica-se substancialmente o tratamento dado à questão da pobreza, estruturando-se juridicamente a imunidade do mínimo existencial e a assistência social aos pobres, atendido, no Brasil, com a secularização dos dízimos eclesiásticos. A tributação passa a se fazer com fundamento no princípio da capacidade contributiva e no seu subprincípio da
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O princípio da capacidade contributiva e a (in) do cálculo por dentro do ICMS: uma nova proposta do projeto de lei complementar 16312

O princípio da capacidade contributiva e a (in) do cálculo por dentro do ICMS: uma nova proposta do projeto de lei complementar 16312

O Fisco empregando esse cálculo compele o contribuinte a transmitir esse ônus para o consumidor final. Mesmo se o contribuinte se creditar e debitar os valores devidos a título de ICMS, pelo fato de a alíquota está empregada duas vezes na base de cálculo, esse imposto alcança o bolso do consumidor, aumentando implicitamente o seu fato gerador, pois não ele não tributa somente a circulação de mercadorias e serviços, mas também consumo. Acaba-se criando um outro imposto sobre o consumo, extrapolando além do princípio da capacidade contributiva também o da estrita legalidade.
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O limite frágil entre a capacidade contributiva e a vedação ao confisco no sistema  tributário

O limite frágil entre a capacidade contributiva e a vedação ao confisco no sistema tributário

A amplitude do sacrifício fiscal do cidadão-contribuinte e a correta redis- tribuição dos encargos públicos tem sido objeto de ampla discussão não apenas nos aspectos relativos ao Direito Tributário. Em realidade, a literatura recente tem tratado o tema não apenas a partir da perspectiva jurídica mas também política, econômica e social. Os efeitos da aplicação do princípio da capacidade contribu- tiva, em uma análise vertical das diferentes categorias de contribuintes, apontam, em um primeiro momento, que esta seria a forma mais justa de se promover a justiça fiscal e a repartição equânime dos gastos do Estado. Quando se procede a uma revisão dos princípios teóricos da tributação, depara-se com diversas classificações dos impostos as quais procuram demonstrar, a partir de diversos dados econômicos dos contribuintes, a incidência sobre essa ou aquela expressão de riqueza, como é o caso do patrimônio e da renda. A essas classificações, se junta também aquela relativa ao consumo, o que traz à tona a clássica discussão sobre tributos diretos e indiretos. Qual dessas modalidades seria a mais eficiente para medir a capacidade contributiva do cidadão. A partir da justa aplicação de conceitos, seria possível determinar os limites do poder contributivo do indivíduo sem o risco de ir além, o que levaria a uma situação de confisco.
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a imperfeita aplicação do princípio  da capacidade contributiva  Marcelo Guerra Martins

a imperfeita aplicação do princípio da capacidade contributiva Marcelo Guerra Martins

Neste momento histórico, tão arraigada já se encontrava a idéia de capacidade contributiva na consciência dos povos civilizados, que vários episódios políticos de relevo podem ser atribuídos, direta ou indiretamente, a sua inobservância. Assim, a “Boston Tea Party”, evento no qual os norte-americanos rebelaram-se contra a tributação inglesa das importações efetuadas pelos colonos, entre elas a de chá, e que se constituiu em importante precedente da independência (1773); a Revolução Francesa, que teve como causa, dentre outras, a precária situação do governo de Luis XVI, que o obrigava a sangrar o povo com impostos (1789); e a Inconfidência Mineira, provocada pela opressiva política fiscal da Coroa Portuguesa, por ocasião da “derrama” (1789).
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O PRINCÍPIO DA CAPACIDADE CONTRIBUTIVA E SUA EFETIVAÇÃO NO ITBI  Hélio Silvio Ourém Campos, Albert August Walter Van Drunen

O PRINCÍPIO DA CAPACIDADE CONTRIBUTIVA E SUA EFETIVAÇÃO NO ITBI Hélio Silvio Ourém Campos, Albert August Walter Van Drunen

Merece atenção as formas de atendimento à capacidade contributiva objetiva e à subjetiva. Esta primeira, conforme Baleeiro, já se encontra em grande parte atendida no momento da definição de competência pelo constituinte, posto que sempre são definidos fatos que demonstrem a capacidade econômica em suportar a exação fiscal (BALEEIRO, 1997, p. 692). Mas, como ressaltado por Baleeiro, em grande parte se encontra atendida, mas não totalmente. Por isso aqui se entende que tanto a capacidade contributiva objetiva como a subjetiva ainda devem ser buscadas pelo legislador. A primeira pode ser buscada com a progressividade fiscal direta graduada segundo a capacidade contributiva nos impostos diretos, tal como defendido por Eros Grau, no RE 562.045/RS e a segunda pode ser buscada com a personalização dos impostos diretos. Ou seja, no caso dos impostos diretos, aqui não se vislumbra óbice à aplicação de aferição da capacidade contributiva objetiva, através de maior tributação sobre fatos que demonstrem maior capacidade econômica, como no ITBI, com progressão de alíquotas em função do valor venal dos imóveis, como também através da consideração do aspecto pessoal na definição do aspecto material do imposto como já se visualiza nos casos de isenção para servidores públicos (Fortaleza, Salvador, Aracaju e João Pessoa), ex combatentes da Segunda Guerra Mundial (Fortaleza, Rio de Janeiro, Campo Grande e Belém) e pessoas de baixa renda (Porto Alegre, Recife, Campo Grande, Belém, Natal, João Pessoa e Boa Vista).
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SUSTENTÁVEL PELA ÓTICA DOS PRINCÍPIOS DA CAPACIDADE CONTRIBUTIVA E DO POLUIDOR PAGADOR  Alex Taveira dos Santos, Ana Paula Basso

SUSTENTÁVEL PELA ÓTICA DOS PRINCÍPIOS DA CAPACIDADE CONTRIBUTIVA E DO POLUIDOR PAGADOR Alex Taveira dos Santos, Ana Paula Basso

A concepção do princípio da capacidade contributiva autoriza que sejam dadas algumas interpretações, visto que o dispositivo constitucional apenas estipula que as despesas públicas sejam repartidas entres os contribuintes conforme suas possibilidades de suportar o encargo econômico do tributo. Não há limites específicos e expressos no texto constitucional. Por isso, deve-se ter cuidado quanto à elasticidade do princípio, de forma que possa distorcer sua finalidade. O grau de indeterminação, os conceitos jurídicos são postos com base em regular o sistema jurídico e, por se tratar de um princípio que orienta o legislador na estipulação do tributo, é necessário estabelecer uma completude do conceito com dados da realidade em que está sujeita a sua aplicação.
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JUSTIÇA FISCAL: UMA ANÁLISE DA APLICAÇÃO DO PRINCÍPIO DA CAPACIDADE CONTRIBUTIVA A LUZ DO IPVA

JUSTIÇA FISCAL: UMA ANÁLISE DA APLICAÇÃO DO PRINCÍPIO DA CAPACIDADE CONTRIBUTIVA A LUZ DO IPVA

O presente trabalho tem como objetivo abordar os princípios tributários trazidos pela Constituição Federal de 1998, no Título VI, da Tributação e do Orçamento, Capitulo I, do Sistema Tributário Nacional, Seção II, das limitações ao poder de tributar e analisar a aplicação no caso concreto destes princípios, especialmente o Princípio da Capacidade Contributiva e se estes realmente operam como mecanismos de defesa do contribuinte frente a atuação do Estado no campo do direito tributário. É necessário esclarecer que o modelo de tributação de um país deve buscar atingir vários objetivos, às vezes conflitantes. O primeiro desses objetivos é arrecadar para financiar políticas públicas, em segundo lugar, os tributos de um país devem gerar o mínimo de distorções econômicas que prejudicam o crescimento. Por fim, a tributação deve contribuir para melhorar a distribuição de renda do país. No presente trabalho, o foco será a aplicabilidade dos referidos princípios da cobrança do Imposto sobre Propriedades de Veículos Automotores – IPVA. Assim, serviços essenciais à população, como educação, saúde, moradia e segurança, considerados direitos fundamentais pela Constituição Federal de 1988, são muito mal prestados aos cidadãos, embora a administração pública seja remunerada (e muito bem) para oferecê-los com boa qualidade a todos.
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A PROGRESSIVIDADE NOS IMPOSTOS (OS PRINCÍPIOS DA IGUALDADE E DA CAPACIDADE CONTRIBUTIVA) (PERFIL CONSTITUCIONAL)

A PROGRESSIVIDADE NOS IMPOSTOS (OS PRINCÍPIOS DA IGUALDADE E DA CAPACIDADE CONTRIBUTIVA) (PERFIL CONSTITUCIONAL)

Quando, porém, os tributos se destinarem a atingir uma finalidade extrafiscal, porque instituídos com o fim prevalente de atingir fins econômicos ou sociais, a medida de comparação não será a capacidade contributiva. Ela deverá corresponder a um elemento ou propriedade que mantenha relação de pertinência, fundada e conjugada, com a finalidade eleita. Nesse sentido, deve-se buscar, nas outras finalidades que o ente estatal deve realizar, o parâmetro para a validação das medidas de comparação escolhidas. A manutenção do Estado federativo (art. 18), a garantia da segurança pública (art. 144), a preservação da ordem econômica (arts. 170 e ss), a implementação da política urbana (arts. 182 e 183), a garantia da função social da propriedade (arts. 184 a 191), a preservação da ordem social (arts. 193 a 231), a evolução da ciência e da tecnologia (arts. 218 a 224), a proteção do meio ambiente (art. 225) e da família (arts. 231 e 232), a fiscalização e o controle sobre o comércio exterior (art. 237), entre tantos outros fins direta ou indiretamente previstos no ordenamento constitucional, é que irão permitir a verificação da compatibilidade da medida de comparação legalmente escolhida. 203
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O CONTRIBUTO DA TEORIA DOS PRECEDENTES PARA O PRINCÍPIO DA CAPACIDADE CONTRIBUTIVA (Páginas 41 a 61) Pablo Enrique Carneiro Baldivieso

O CONTRIBUTO DA TEORIA DOS PRECEDENTES PARA O PRINCÍPIO DA CAPACIDADE CONTRIBUTIVA (Páginas 41 a 61) Pablo Enrique Carneiro Baldivieso

Ademais, em muitas situações embora o contribuinte tenha alegado ofensa ao princípio da capacidade contributiva, o STF sequer se pronunciou sobre o tema, muitas vezes por ausência de prequestionamento, é o caso do RE 284.619/PA, interposto contra acórdão que assegurou ao contribuinte o direito de não aplicar, na atualização monetária das demonstrações financeiras relativas ao ano-base de 1990, o BTN fiscal desvinculado do IPC, na forma prevista pela MP nº 189/90. ( PESSÔA, ob. Cit., pág.98)

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O PRINCÍPIO DA CAPACIDADE CONTRIBUTIVA E O PRINCÍPIO DA IGUALDADE  José Edmilson de Souza Lima, Manoel Régis Berigo De Andrade Neto

O PRINCÍPIO DA CAPACIDADE CONTRIBUTIVA E O PRINCÍPIO DA IGUALDADE José Edmilson de Souza Lima, Manoel Régis Berigo De Andrade Neto

O nascimento do princípio da capacidade contributiva deu-se na Alemanha, mas foi na Espanha que se iniciou a discussão a respeito do mínimo existencial, fator reforçador do princípio da capacidade contributiva, elencado no art. 145, parágrafo 1º da Constituição do Brasil de 1988, sendo uma espécie de limitação ao poder de tributar por parte do Estado, o qual deverá respeitar a capacidade contributiva do indivíduo, não podendo sobrecarregá-lo de forma a atingir o mínimo existencial para sua sobrevivência. Definido no ideal de justiça fiscal, o estudo do princípio da capacidade contributiva é de vital importância, inclusive como forma de efetivar a concreção do princípio da igualdade na seara do Direito Tributário.
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O princípio da capacidade contributiva e o imposto predial e territorial urbano a luz da constituição de 1988

O princípio da capacidade contributiva e o imposto predial e territorial urbano a luz da constituição de 1988

ATALIBA, Geraldo, "Progressividade e Capacidade Contributiva", Separata da Revista de Direito Tributário, 1991, V Congresso Brasileiro de Direito Tributário, São Paulo" pág.. ATALIBA, Ge[r]

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A (IN)CAPACIDADE CONTRIBUTIVA DO   Jean Eduardo Aguiar Caristina

A (IN)CAPACIDADE CONTRIBUTIVA DO Jean Eduardo Aguiar Caristina

“Nos impostos que percutem (chamados de ‘indiretos’ ou de ‘mercado’) entra em cena o contribuinte de fato, diferente do de jure , e a capacidade contributiva realiza-se imperfeitamente. É o caso das alíquotas menos gravosas do IPI e do ICMS. Supõe-se que os de menor renda (contribuintes de fato) consomem artigos necessários tão somente a uma existência sofrida, e, por isso, as alíquotas são reduzidas, ou mesmo isenções são dadas. Ocorre que tanto compra feijão José da Silva quanto Ermírio de Moraes, com o rico industrial se beneficiando dos favores pensados para José. Em compensação, José não consome champanha ou caviar, cujas alíquotas são altas...”
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Limitações constitucionais às violações à capacidade contributiva

Limitações constitucionais às violações à capacidade contributiva

Abstraindo-se disso, são de grande relevo os frequentes ca- sos de abusos comprovados estatisticamente pelos tribunais e pelo Ministério das Finanças da Alemanha. Eles podem e devem contri- buir para a tipificação e conformação dos dispositivos de combate aos abusos de forma coerente com a realidade nas diversas leis de cada imposto. As violações à capacidade contributiva por meio de tais tipificações voltadas para o combate aos abusos seriam, em princípio, suficientemente justificadas de forma substancial. Apesar disso, estes dispositivos não podem levar a uma situação em que, em virtude destas tipificações grosseiras, se acabe desviando da capacidade contributiva constantemente e em um número muito elevado de casos 54 .
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Resiliência da progressividade, da capacidade contributiva e da redistribuição de renda na tributação das pessoas físicas em época de crise – um estudo objetivado na crise financeira portuguesa.

Resiliência da progressividade, da capacidade contributiva e da redistribuição de renda na tributação das pessoas físicas em época de crise – um estudo objetivado na crise financeira portuguesa.

O objeto do estudo é o imposto de renda sobre as pessoas físicas. O objetivo é saber em que medida são resilientes os valores da progressividade, da capacidade contributiva e da redis- tribuição de renda, objetivados em deduções à coleta (incluindo os benefícios fiscais dedu- tíveis) enquanto manifestações concretas, no plano do imposto de renda, da ideia de justiça social, em situações de reforma fiscal motivadas por crises econômicas profundas. Assim, a pergunta de partida consiste em saber: qual a resiliência dos valores teóricos da progres- sividade, da capacidade contributiva e da redistribuição de renda na tributação das pes- soas físicas que carateriza estruturalmente os modelos de tributação da renda, em época de crise financeira e de reforma tributária realizada sob o imperativo do aumento da receita fiscal? Toma-se como estudo de caso a reforma o imposto de imposto de renda das pessoas físicas português em resultado de um processo de consolidação fiscal e financeira ocorrido entre 2008 e 2012. 10 Nesse período, Portugal assumiu publicamente o descontrole das con-
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ROSELEI DE SOUSA MACHADO A CAPACIDADE CONTRIBUTIVA FRENTE À PROGRESSIVIDADE DO IMPOSTO DE RENDA DAS PESSOAS FÍSICAS: UMA PROPOSTA DE NOVA TABELA DE CÁLCULO

ROSELEI DE SOUSA MACHADO A CAPACIDADE CONTRIBUTIVA FRENTE À PROGRESSIVIDADE DO IMPOSTO DE RENDA DAS PESSOAS FÍSICAS: UMA PROPOSTA DE NOVA TABELA DE CÁLCULO

A Constituição Federal de 1988 inciso I do § 2 o do art. 153 dispôs que o imposto sobre a renda e proventos de qualquer natureza deve ser informado pelos critérios da generalidade, da universalidade e da progressividade. Pelo critério da generalidade, o IRPF incide sobre todas as espécies de rendas e proventos de qualquer natureza. Trata-se do aspecto material da regra matriz de incidência tributária. Com relação à universalidade, sujeitam-se à incidência do IRPF todos os cidadãos que auferem rendas e proventos de qualquer natureza, observada a capacidade contributiva. Representa o aspecto pessoal da regra matriz de incidência tributária. A aplicação do critério da progressividade diz que, quanto maior a renda do contribuinte, maior será a base de cálculo do imposto e, da mesma forma, maior será a alíquota incidente. Trata-se do aspecto quantitativo da regra matriz de incidência tributária.
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O princípio da capacidade contributiva na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal.

O princípio da capacidade contributiva na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal.

Também no AI-AgR 360.461/MG, em que se sustenta que a isenção fiscal de IPI sobre a cana de açúcar concedida apenas às empresas situadas em uma determinada localidade geográfica violaria os princípios da seletividade, uniformidade e isonomia, previstos na constituição, decidiu-se que a isenção pode ter caráter extrafiscal com o objetivo de promover o desenvolvimento e superar as desigualdades sociais e regionais, não havendo, portanto, violação a nenhum dos dispositivos constitucionais referidos. No voto do ministro Celso de Mello, aparece a seguinte referência, depois reproduzi- da nas referências bibliográficas do acordão: “PONTES, Helenilson Cunha. O princípio da capacidade contributiva e extra-fiscalidade: uma conciliação possível e necessária. In: Ordem Econômica e Social. P 144-159”.
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A reconstrução do princípio da capacidade contributiva para o imposto de renda da pessoa física sob o enfoque da declaração dos direitos do homem e do cidadão : uma diretiva para a pós-modernidade

A reconstrução do princípio da capacidade contributiva para o imposto de renda da pessoa física sob o enfoque da declaração dos direitos do homem e do cidadão : uma diretiva para a pós-modernidade

O trabalho tem por objeto a reconstrução do princípio da capacidade contributiva para o imposto de renda da pessoa física no Brasil. Parte da evolução do conceito de Estado, a partir do contexto trazido pela Revolução Francesa, textualizado na Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, datada de 1789, alcançando o fenômeno da globalização. Preocupa-se com o ditame constitucional inserido na Constituição Brasileira de 1988 no sentido de que o imposto em referência deve incidir sobre a riqueza do contribuinte, sob o critério da progressividade, abarcando um maior número de contribuintes possível que estão no mercado de produção e produzindo renda em uma economia dinâmica de mercados, hoje, não observado na legislação vigente do Brasil. A proposta da reconstrução do princípio visa colaborar com o desenvolvimento do povo brasileiro. A tributação por ser uma atividade essencial ao desenvolvimento social e do Estado e partindo-se da premissa de que o princípio em referência é um dos pilares para o alcance da justiça fiscal, sua reconstrução alcançará maior equilíbrio entre a dinâmica da vida social e a economia, e gerará maior arrecadação para o custeio das despesas públicas. O efeito econômico do tributo tem sido observado criteriosamente por juristas e economistas. Há duas alíquotas para o imposto de renda da pessoa física consoante legislação vigente, o que viola o ditame constitucional da progressividade. A teoria da tributação atravessa a modernidade e se reconstrói numa diretiva de pós-modernidade, em que está presente o binômio humanismo e tributo, em um Estado Democrático de Direito, sedimentado ao longo da história da humanidade, cujo marco histórico recaí sobre a Revolução Francesa. O imposto de renda é um tributo de maior alcance de justiça fiscal, sendo que no Brasil não se mostra adaptado a esse contexto. Mormente na República do Brasil, em que a Constituição de 1988 fixa o objetivo de desenvolvimento. O Direito como ciência social aplicada alcança a pós-modernidade e apresenta a escola pós- positivista que se preocupa com a tributação em equilíbrio com o homem e a economia.
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Capacidade contributiva como limite à liberdade de conformação do legislador em impostos extrafiscais de finalidade ambiental: uma análise

Capacidade contributiva como limite à liberdade de conformação do legislador em impostos extrafiscais de finalidade ambiental: uma análise

Analisa-se, nesta pesquisa, se e como a capacidade contributiva, interpretada pelo prisma das teorias jusfundamentais, pode influenciar na liberdade de conformação do legislador em impostos extrafiscais de finalidade ambiental. Traça-se, como hipótese inicial, a possibilidade de que o princípio da capacidade contributiva limite a dita liberdade de conformação por intermédio da necessidade de vinculação entre elementos quantitativos do tributo e a (im)possibilidade de mensuração objetiva de algum critério econômico que se ligue à situação (des)onerada para promoção do meio ambiente, mesmo que deste critério se extraia indiretamente a capacidade contributiva. Desenvolvem-se cinco hipóteses menores atinentes à interpretação da capacidade contributiva, a qual: 1) não se revela como um limite imanente à tributação ambiental, ainda que em determinadas situações influencie na liberdade de conformação do legislador em impostos extrafiscais ambientais; 2) pode ser reconhecida, a partir da Constituição vigente, como cláusula restritiva ao direito fundamental ao ambiente ecologicamente equilibrado ou como 3) elemento de interferência no processo de configuração desse mesmo direito. Questiona-se ainda se aquele princípio: 4) sempre deverá estar presente no suporte fático da norma de tributação ambiental relativa a impostos extrafiscais ambientais, o que o torna peculiar (suporte fático peculiar da norma de impostos extrafiscais de finalidade ambiental), de maneira que ele pode figurar como um elemento anterior, ou até complementar, a ser tomado em consideração ao exame de proporcionalidade no controle das restrições aos direitos fundamentais do contribuinte; ou se 5) limita a liberdade de conformação do legislador em impostos extrafiscais ambientais, pois os direitos inerentes ao seu conteúdo possuem aptidão em si para que se promova
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O PRINCÍPIO DA CAPACIDADE CONTRIBUTIVA NO ÂMBITO DAS CONTRIBUIÇÕES ESPECIAIS

O PRINCÍPIO DA CAPACIDADE CONTRIBUTIVA NO ÂMBITO DAS CONTRIBUIÇÕES ESPECIAIS

73 Para este autor: “Dizer que as despesas públicas devem ser partilhadas entre os contribuintes conforme suas respectivas possibilidades de suportar o peso do tributo, é incorrer numa tautologia: as palavras “capacidade contributiva”, sem alguma outra especificação, não constituem um conceito científico específico. Elas nem oferecem um metro para determinar a prestação do contribuinte e para adequá- la às prestações dos demais; nem dizem se existe e qual seja o limite dos tributos. Esta expressão por si mesma, é recipiente vazio que pode ser preenchido pelos mais diversos conteúdos; trata-se de locução ambígua que se presta às mais variadas interpretações” 70 .
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