Capital - Crise estrutural

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A crise estrutural do capital — Outubro Revista

A crise estrutural do capital — Outubro Revista

14 - outubro próprio sistema como inexoravelmente global e desenfreado. Assim, o perdi- do “Estado do sistema do capital” como tal, demonstra a incapacidade do capital para atingir a lógica objetiva da irrefreabilidade do sistema em suas últimas conseqüências. É esta circunstância que deve colocar as expectativas otimistas de “globalização” sob a sombra de sua deplorável falência, sem remover, entretanto, o próprio problema — nomeadamente, a necessidade de uma verdadeira integração global dos intercâmbios reprodutivos da humani- dade — para o qual somente uma solução socialista pode ser considerada. Pois, sem uma solução socialista, os necessariamente crescentes antagonis- mos fatais e confrontos hegemônicos pelos mercados exigidos entre princi- pais poderes concorrentes — como, por exemplo, para tomar apenas um, dentro de duas ou três décadas a economia chinesa (mesmo a sua presente taxa de crescimento) deverá ultrapassar largamente a força econômica dos Estados Unidos, com um potencial militar para lhes fazer frente — pode re- sultar, apenas, em uma catastrófica ameaça à sobrevivência da humanidade. A crise estrutural do capital é a séria manifestação do encontro do siste- ma com seus próprios limites intrínsecos. A adaptabilidade deste modo de con- trole do metabolismo social pode ir tão longe quanto a “ajuda externa” compa- tível com suas determinações sistemáticas permita fazê-lo. O próprio fato de que a necessidade desta “ajuda externa” aflore — e, apesar de toda a mitologia em contrário, continue a crescer durante todo o século XX — foi sempre um indicativo de que algo diferente da normalidade da extração e apropriação eco- nômica do sobretrabalho pelo capital tinha que ser introduzido para conter as graves “disfunções” do sistema. E, durante a maior parte de nosso século, o capital pôde tolerar as doses do remédio ministradas e nos poucos “países capi- talistas avançados” — mas somente neles — pôde até mesmo celebrar a fase mais obviamente bem sucedida de expansão do desenvolvimento durante o intervencionismo estatal keynesiano das décadas do pós-guerra.
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Crise estrutural do capital, Maquinofatura e a precarização do trabalho: A Questão Social no Século XXI'

Crise estrutural do capital, Maquinofatura e a precarização do trabalho: A Questão Social no Século XXI'

Textos & Contextos (Porto Alegre), v. 12, n. 2, p. 235 - 248, jul./dez. 2013 | objetivo do texto é expor elementos categoriais necessários para o entendimento da natureza da questão social no século XXI nas condições do capitalismo global. Iremos expor um conjunto de conceitos indispensáveis para a crítica do capital numa perspectiva materialista de cariz histórico- dialético. Explicaremos, de modo sucinto, o significado dos conceitos de capitalismo global, maquinofatura, crise estrutural de valorização do valor, precarização existencial, modo de vida just in time e trabalho ideológico. Eles são produto de uma reflexão elaborada no decorrer dos últimos anos de e te di e toàdoà o ple oàdeà eest utu açãoàp odutivaàdoà apitalà aseadoà oà espí itoàdoàto otis o àeà na apreensão crítica das mutações da morfologia social do trabalho e do sociometabolismo do capital nas condições de sua crise estrutural (ALVES, 2001; 2007). O entendimento do nexo essencial do espírito do to otis oà o oà aptu a àdaàsu jetividadeà osà o duziuàefetiva e teàaoàdesvela e toàdaàp e a izaçãoà do trabalho como precarização existencial (ALVES 2011; 2013).
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O PAPEL DO ESTÁGIO NAS ESCOLAS ESTADUAIS DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL DO CEARÁ NO CONTEXTO DE CRISE ESTRUTURAL DO CAPITAL: FORMANDO JOVENS TRABALHADORES PARA O DESEMPREGO

O PAPEL DO ESTÁGIO NAS ESCOLAS ESTADUAIS DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL DO CEARÁ NO CONTEXTO DE CRISE ESTRUTURAL DO CAPITAL: FORMANDO JOVENS TRABALHADORES PARA O DESEMPREGO

Como fenômeno dessa pauperização da classe trabalhadora podemos citar a Reforma Trabalhista, Lei nº 13.467, de 13 de julho de 2017 que altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Com inúmeras alterações, a referida lei trouxe várias mudanças, a maioria delas inferindo que os acordos sejam pactuados entre empregador e empregado, de modo que não precisem acionar a legislação para essas negociatas. Dentre essas modificações, podemos citar: o tempo para almoçar poderá ser reduzido para trinta minutos; funcionários poderão ser contratados sem hora fixa e ter salário variável: grávidas vão poder trabalhar em locais de perigo mínimo ou médio; demissão pode ser por acordo, e o trabalhador ganha menos FGTS; aumenta o rigor para entrar com uma ação trabalhista, e o trabalhador que perder uma ação também poderá ser obrigado a pagar as custas dela, dentre outras. Ora, nessa correlação de forças é notório que essa lei é uma afronta direta à classe trabalhadora, que como elo mais fraco, tende a ser ainda mais explorada. A modificação violenta dos direitos trabalhistas conquistados a custo de muita luta, manifestação, greve, comprova a máxima de Marx (2008, p. 80) quando afirma que “A história de toda sociedade até agora tem sido a história da luta de classes”. Mészáros (2003), no mesmo sentido, afirma que o desemprego tornado crônico no contexto da crise estrutural do capital carrega consigo o espectro da barbárie. Quanto a isso atesta Marx:
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A crise estrutural do capital segundo o filósofo húngaro istván mészáros e seus reflexos na educação

A crise estrutural do capital segundo o filósofo húngaro istván mészáros e seus reflexos na educação

É o que acontece agora, no atual momento histórico por que passamos, quando estamos enfrentando uma situação de crise estrutural do capital, a qual teve início na década de 1970, quando a maioria da população mundial, se encontra em uma situação de privação das condições mais elementares de vida, como demonstram: o desemprego estrutural reinante, o subemprego, o precário sistema de transporte público e de saúde, a fome, o baixo nível das condições de ensino e a deficitária situação de moradia daqueles que vivem em favelas, as quais têm se proliferado, apesar das promessas liberais de pleno emprego, progresso para todos e fim da pobreza, segundo postularam Walt Rostow e John Kenneth Galbraith (MÉSZÁROS, 2007, p. 125/126).
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A CRISE ESTRUTURAL DO CAPITAL DE ISTVÁN MÉSZÁROS COMO UMA SÍNTESE SUI GENERIS: POSSIBILIDADES E LIMITES

A CRISE ESTRUTURAL DO CAPITAL DE ISTVÁN MÉSZÁROS COMO UMA SÍNTESE SUI GENERIS: POSSIBILIDADES E LIMITES

Century” to the Crossroads) publicado originalmente em 2001 e no Brasil em 2003 pela Boitempo; “O desafio e o fardo do tempo histórico” (The Challenge and Burden of Historical Time: Socialism in the Twenty-First Century ) publicado em 2007; “A crise estrutural do capital” (Capital’s unfolding systemic crisis) publicado em 2009; “Estrutura social e formas de consciência: a determinação social do método” (Social structure and forms of consciouness: the social determination of method) publicado em 2009 pela Boitempo; “Atualidade histórica da ofensiva socialista: uma alternativa radical ao sistema parlamentar” (Historical actuality of the socialist offensive: alternative to parlamentarism) publicado em 2010 pela Boitempo; e “Estrutura social e formas de consciência, volume II: a dialética da estrutura e da história” (Social structure and forms of consciouness: the dialetic of structure and history) publicado em 2011 pela Boitempo. O levantamento realizado teve influência do trabalho de Mészáros (2002) e Jinkings e Nobile (2011, p. 269-272).
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Homem, natureza e crise ambiental no contexto da crise estrutural do capital: uma leitura a partir da ontologia marxista lukacsiana

Homem, natureza e crise ambiental no contexto da crise estrutural do capital: uma leitura a partir da ontologia marxista lukacsiana

No Capítulo 3 – Produção destrutiva e limites da produção: a crise estrutural do capital nos extremos séculos XX-XXI – buscaremos compreender, de forma mais atenta, como e porque a crise ambiental hodierna articula-se à crise estrutural do capital. Faremos uma breve digressão na história do capitalismo, com o intuito de entender suas fases periódicas de ascensão e queda. Procuraremos discutir a respeito da taxa de uso descrente em sua variante capitalista, isto é, como a tendência de utilização decrescente implícita nos avanços produtivos da humanidade torna-se, com a chegada do capitalismo, expressão da absurda reversão (ou regressão) dos avanços na produtividade em favor da dissipação dos recursos e do rápido consumo, em detrimento da produção de produtos duráveis e re-utilizáveis, impondo- nos uma vida imediatista “[...] totalmente destituída de qualquer justificativa em relação com as limitações das forças produtivas e das potencialidades da humanidade acumuladas no curso da história” (MÉSZÁROS, 1989, p. 20). Abordaremos, então, as questões da produção de riqueza e da produção destrutiva, melhor representada atualmente pelo complexo militar industrial. Também analisaremos, en passant , a falha na reprodução metabólica na relação entre homem a natureza, que sob o julgo do capital passou a ser orientada pelos imperativos da acumulação e, por isso mesmo, as demandas sobre os recursos naturais foram aumentadas em níveis proibitivos. Por fim, trataremos dos desafios da sustentabilidade e da igualdade substantiva, hoje encarados apenas em termos de desenvolvimento e modernização, com a chamada “revolução verde industrial”. No entanto, tal como acontecera na agricultura, por exemplo, onde deveria ter solucionado o problema mundial da fome, a “revolução verde”,
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Pensamento pósmoderno e formação do professor de História no contexto da crise estrutural do capital

Pensamento pósmoderno e formação do professor de História no contexto da crise estrutural do capital

Nesse sentido, em um primeiro momento, discutiremos os principais pres- supostos que sustentam o pensamento pós-moderno, as controvérsias e os princi- pais teóricos que discutem o tema. Em um segundo momento, desenvolveremos uma reflexão crítica situando os debates em torno da educação no contexto da pós-modernidade, de um modo geral, destacando o posicionamento teórico de alguns autores sobre a perspectiva pós-moderna na educação hoje. Em seguida, debateremos brevemente a relação entre o pensamento pós-moderno, a educação e a crise estrutural do capital, com o intuito de verificar em que medida essa cor- rente de pensamento expressa, no campo teórico-ideológico, uma legitimação dessa crise e o papel da educação na sua reprodução. No último tópico, analisa- remos criticamente as implicações do pensamento pós-moderno na elaboração de uma proposta curricular que fundamenta uma concepção de História e a conse- quente formação do professor desta disciplina.
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A problemática da alienação e seus rebatimentos no complexo da educação no contexto da crise estrutural do capital

A problemática da alienação e seus rebatimentos no complexo da educação no contexto da crise estrutural do capital

Diante de todo o cenário caracterizado pela produção destrutiva, não podemos deixar de mencionar que – sob os mais variados mecanismos de exploração do homem pelo homem – presenciamos os reflexos do toyotismo 45 e o agravamento da flexibilização do trabalho inclusive no complexo da educação (JIMENEZ, 2007). Sendo assim, o complexo da educação 46 é chamado pelos organismos internacionais a assumir uma possível organização – como um nicho de mercado – do capital em crise estrutural. Explicando em outras palavras, a formação educacional passa a se constituir em uma estratégia importante, não apenas economicamente, mas política e ideologicamente a fim de reproduzir a problemática da alienação (BRAGA, 2011). Sob essa argumentação, podemos fazer um destaque com relação aos desdobramentos da crise contemporânea no tipo de formação imposta aos indivíduos pelo capital. É claro que as consequências de todo esse aparato destrutivo no campo do complexo da educação permitem pontuarmos um tipo de formação – superficial, fragmentada e aligeirada – alicerçada nos interesses da racionalidade da produção destrutiva. Além disso, a categoria quantidade assume relevância em detrimento da qualidade. Esse fato traz sérias repercussões para o processo educacional dos indivíduos. Haja vista que a avaliação quantitativa assume prioridade no quadro da
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Pensamento pósmoderno e educação na crise estrutural do capital

Pensamento pósmoderno e educação na crise estrutural do capital

Esta tese analisa o pensamento pós-moderno e a educação em Lyotard e Vattimo no contexto da crise estrutural do capital contemporâneo. Tem por objetivo elaborar uma crítica ao pensamento pós-moderno e a sua categoria central da diferença apresentando-os como expressões ideológicas da produção material dessa crise, demonstrando criticamente suas reflexões e seu impacto ideológico na Educação a partir do referencial teórico marxista: Mandel, com ênfase no conceito de capitalismo tardio e a terceira revolução; Meszáros, com prioridade na crise estrutural do capital e sua incontrolabilidade, ativação dos limites absolutos e taxa decrescente de utilização da mercadoria; Jameson e Harvey, com a elaboração de sua crítica ao pensamento pós-moderno como expressão ideológica do capitalismo tardio. O estudo crítico aqui apresentado investiga se o pensamento pós-moderno e sua idéia acerca da Educação expressa a lógica do capital: em Lyotard, foi explorado o papel da universidade; em Vattimo, a reflexão foi sobre a libertação midiática das diferenças e o novo ideal hermenêutico para a educação. O resultado da pesquisa demonstra que o pensamento pós-moderno e sua influência sobre a educação expressam o movimento e os interesses do capital contemporâneo na sua crise estrutural. A determinação do capitalismo tardio sobre a educação foi vista por meio da influência da terceira revolução tecnológica no ensino superior, partindo do pensamento de Mandel. A influência da crise estrutural do capital na educação foi analisada, a partir das reflexões de Meszáros. Contudo, a investigação demonstrou, ainda, que o pensamento pós-moderno, apesar de seus limites epistemológicos e educacionais, também contribuiu com avanços e possibilidades emancipatórias.
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Escola cidadã: questão acerca da educação escolar em tempos de crise estrutural do capital

Escola cidadã: questão acerca da educação escolar em tempos de crise estrutural do capital

Ao contrário, para estes autores tal movimento possibilitará a organização de colegiados locais democráticos, com plenos poderes deliberativos, criando condições para que a escola seja[r]

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ELEMENTOS SINTÉTICOS PARA UMA COMPREENSÃO DA CRISE ESTRUTURAL DO CAPITAL Alexandre Aranha Arbia1 Resumo

ELEMENTOS SINTÉTICOS PARA UMA COMPREENSÃO DA CRISE ESTRUTURAL DO CAPITAL Alexandre Aranha Arbia1 Resumo

Como justificar, por exemplo, o descarte de toneladas de alimentos frente à expansão flagrante da fome pelo mundo? Conforme Braudel (1985, p. 93) e Chesnais (1996, p. 38-9), o capital tende a formação de centros, em torno dos quais articula seu processo de acumulação: centros de produção, circulação e consumo, cuja constituição pressupõe a formação de periferias. As crises de superprodução explicam-se pela incapacidade de realização do ciclo do capital dentro do conjunto de pontos integrados do sistema. Não basta, pois, a simples existência de demanda por valores-de-uso: é imperativo que haja capacidade de realização do valor – que se realize a metamorfose M’ – D’. Essa é a condição obrigatória para que os valores-de-uso se realizem. A integração de alguns pontos (nações) periféricos (para falarmos apenas da periferia integrada) é reduzida, no mais das vezes, ao fornecimento de matérias- primas ou, o mais grave, à produção de capitais-mercadorias que terminam por não realizar, nesses países, o ciclo global do capital. O resultado é uma desertificação onde a circulação não se conclui, culminando na escassez em meio à abundância da produtividade global do capital.
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O programa Mais educação no contexto de crise estrutural do Capital: um estudo à luz da centralidade ontológica do trabalho

O programa Mais educação no contexto de crise estrutural do Capital: um estudo à luz da centralidade ontológica do trabalho

O trabalho aqui apresentado pretende desvelar a proposta de Educação Integral, afinada às metas da Proposta de Educação para Todos EPT, denominado Programa Mais Educação, que vem reeditando a defesa de uma formação integral supostamente preocupada com o desenvolvimento dos educandos não somente no seu aspecto cognitivo, mas no seu desenvolvimento mais amplo. Tal proposta, no cenário educacional brasileiro, centra-se, mormente, nos paradigmas encaminhados pelos organismos internacionais, a exemplo do Banco Mundial e Unesco, uma vez que esse programa de educação integral é parte constitutiva das metas e ações do Movimento empresarial Compromissos Todos pela Educação, assumido em 2007 pelo Governo Federal com a perspectiva de que essas metas devam ser atingidas pelo Brasil até o ano de 2021. O Programa apresenta a defesa da educação integral, inspirada principalmente nos ideais escolanovistas defendidos por Dewey, conforme o relato dos próprios documentos publicados pelo MEC, quando se dizem herdeiros dos ideais defendidos por Anísio Teixeira e Darcy Ribeiro ,no que se refere à proposta de uma educação voltada para integralidade. Ademais, constatamos que a proposta em tela, segue um receituário de educação integral nos moldes da UNESCO, com um programa educacional minimalista elaborado sob a coordenação do Banco Mundial, Fundo Monetário Internacional e tantos outros organismos internacionais interessados em moldar e engessar a educação dos países da periferia do capital em crise, visando, disponibilizar as crianças e jovens das escolas públicas um maior tempo dentro das unidades escolares. Em seus termos, esta necessidade parte da concepção de educação integral fundamentada pela garantia do direito das crianças e adolescentes de ter proteção integral, amparados na Constituição Federal (1988), no Estatuto da Criança
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A política de formação de professores da educação básica no contexto da crise estrutural do capital: o caso MAGISTERCeará

A política de formação de professores da educação básica no contexto da crise estrutural do capital: o caso MAGISTERCeará

Investiga a Política de Formação de Professores da educação básica no Estado do Ceará, no contexto da crise do capital, focalizando o Programa MAGISTER. O espaço de investigação foi constituído por duas universidades — UFC e UECE —, das quatro instituições responsáveis pela realização do Curso. Para a consecução de tal objetivo, recorre-se à pesquisa bibliográfica sobre a temática; à análise de fontes documentais, como leis, pareceres, decretos, resoluções, diretrizes, proposta pedagógica, dentre outros; além de entrevistas com a representante da SEDUC, da Universidade Federal do Ceará e Universidade Estadual do Ceará, protagonistas da implantação e desenvolvimento do Curso MAGISTER. Os resultados permitiram concluir que: a) os investimentos no campo da formação de professores ocupam lugar de destaque nas políticas públicas — brasileira e cearense; b) a política de formação de professores no Ceará, nos anos de 1990, segue a orientação dos organismos internacionais, priorizando a formação em serviço, privilegiando os aspectos metodológicos do trabalho docente e concebendo o professor como um ―prático‖ na resolução de problemas, incapaz de efetivar uma práxis criadora, por se encontrar circunscrito a uma práxis ―reiterativa‖; c) o Programa MAGISTER objetivou a certificação de nível superior dos docentes (rede pública estadual e municipal), materializando o formato definido pelos organismos internacionais.
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Análise da crise estrutural do capital à luz de István Mészáres

Análise da crise estrutural do capital à luz de István Mészáres

Igualmente a tarefa da reprodução social e do intercâmbio metabólico com a natureza é de- finida de modo feitichizada como a repro- dução das condições objetivas - alienadas de produção,[r]

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A crise estrutural do capitalismo

A crise estrutural do capitalismo

Nos EUA, em 2007, o nível de desemprego era de 4,6%, passou para 5,8% no ano seguinte e saltou para 9,3%, em 2009. Estima-se que cerca de 30 trilhões de capital fictício, na forma de ações e títulos, foram “queimados” entre o início da crise e o começo de 2009 (FMI, 2010; Corsi, 2010; Dowbor, 2009).

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A expansão do mercado de trabalho do assistente social x precarização no exercício profissional no SUAS em Natal/RN: uma análise das condições e relações de trabalho

A expansão do mercado de trabalho do assistente social x precarização no exercício profissional no SUAS em Natal/RN: uma análise das condições e relações de trabalho

profissionalização, inúmeras regulamentações dos serviços socioassistenciais, um arcabouço gerencial, muito mais na lógica do privado, priorizando-se os dados quantitativos à análise qualitativa de seus atendimentos, tanto na proteção social básica quanto na proteção social especial de média e alta complexidade. Percebe- se um redesenho da política proposto, “pelo nicho de resistência do MDS” expressão utilizada por Behring, com o propósito de ruptura, porém com os necessários ajustes de concepção, termos utilizados equivocadamente, crescimento dos programas de transferência de renda entre outros aspectos. Espraia-se a concepção de avanços em tempo de crise estrutural do capital, com a destruição do trabalho regulamentado e das condições de vida dos trabalhadores. Neste fio condutor, observa-se a expansão do mercado de trabalho, mas uma expansão arquitetada na precarização das condições e relações de trabalho nas quais os Assistentes Sociais estão submetidos, nesse estudo nos CREAS em Natal/RN. Reafirma-se assim à sobrevivência da lógica do capital ao universo do trabalho e o Fetiche da Expansão.
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O PADRÃO DE DESENVOLVIMENTO DOS AGRONEGÓCIOS NO BRASIL E A ATUALIDADE HISTÓRICA DA REFORMA AGRÁRIA

O PADRÃO DE DESENVOLVIMENTO DOS AGRONEGÓCIOS NO BRASIL E A ATUALIDADE HISTÓRICA DA REFORMA AGRÁRIA

Desde o final da década de 1980, o Brasil passou por um intenso processo de reestruturação política e produtiva, ingressando na nova divisão internacional do trabalho que resultou da crise estrutural do capital deflagrada a partir da década de 1970. Mais recentemente, com o crescimento exponencial da demanda internacional por commodities agropecuárias e produtos de baixa densidade tecnológica, o País encontrou na especialização produtiva uma “nova” via para seu “desenvolvimento”, convertendo-se, simultaneamente, em importante “plataforma de valorização financeira”. No plano político interno, a captulação e (conseqüente) ascensão do principal (e único) partido político de massas surgido no pós-ditadura civil-militar ao mais alto posto de comando do Estado – o Partido dos Trabalhadores - levou o país a experimentar um extraordinário surto de expansão capitalista - que, a partir de meados dos anos 2000, foi denominado por intelectuais progressistas de toda sorte de neodesenvolvimentismo. Neste contexto, os agronegócios, que vinham se expandindo desde as décadas anteriores, tornaram- se elementos estratégicos da nova economia política brasileira do novo século. Com o PT, o setor experimentou sua belle époque, modificando, de modo decisivo, a questão agrária nacional e, ao mesmo tempo, conferindo um novo significado histórico para a (luta pela) reforma agrária. Com isto, o padrão historicamente “truncado” de acumulação capitalista brasileira evoluiu para um padrão destrutivo de desenvolvimento das forças produtivas do capital, especialmente no campo, intensificando a degradação social do trabalho e dos recursos naturais e ecológicos. Neste trabalho, analiso o padrão econômico e social de desenvolvimento dos agronegócios no Brasil nas últimas décadas e o projeto político que lhe dá forma, sobretudo a partir do impulso recebido pelo Estado, por meio do programa neodesenvolvimentista dos governos do PT. Simultaneamente, discuto a atualidade histórica da reforma agrária, os desafios e as condições necessárias para sua realização.
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Crise do capital e consequências societárias.

Crise do capital e consequências societárias.

Ora,.o.que.a.mim.me.parece.é.que.o último terço do século XX e a abertura do século XXI assinalam — juntamente com os indicativos da emergência da crise sistêmica — o exaurimento das possibilidades civilizatórias da ordem do capital.. Em.todos.os.níveis.da.vida.social,.a.ordem.tardia.do.capital.não.tem.mais.condições. de.propiciar.quaisquer.alternativas.progressistas.para.a.massa.dos.trabalhadores.e. mesmo.para.a.humanidade..O.fundamento.último.dessa.verdadeira.mutação.na. dinâmica.do.capital.reside.no.que.o.prof..Mészáros.vem.caracterizando.como.a. especiicidade.do.tardo‑capitalismo:.a.produção destrutiva,.que.presentiica.a.crise estrutural do capital..Todos.os.fenômenos.e.processos.em.curso.na.ordem.do.ca‑ pital.nos.últimos.25/30.anos,.através.de.complexas.redes.e.sistemas.de.mediação. —.que.exigem.investigações.determinadas.e.concretas.para.a.sua.identiicação.e.a. compreensão.da.sua.complicada.articulação.—,.estão.vinculados.a.essa.transfor‑ mação.substantiva..Eles.afetam.a.totalidade.das.instâncias.constitutivas.da.vida. social.em.escala.planetária.
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A crise estrutural e a centralidade das classes sociais.

A crise estrutural e a centralidade das classes sociais.

O capitalismo, desde o início do século 19, tem passado por inúmeras crises periódicas, as quais deixa- ram exposta sua incapacidade de solucionar de forma duradoura o desequilíbrio entre produção e consumo, uma vez que este modo de produção tende a produzir muito mais do que pode realizar na esfera do consumo. As razões para esse desequilíbrio variam conforme a fase do capitalismo em que as crises ocorrem, mas tem como dado comum caracterizar-se como uma crise de abundância e não de escassez, como ocorria em perío- dos históricos anteriores, em razão de catástrofes naturais, de quebras de safras, de epidemias ou de guerras. Como o que motiva a produção capitalista é a acumulação de capital, cuja medida de eficiência e acerto estratégico é o lucro crescente, as necessidades sociais transformam-se em mera mediação para a realização da acumulação, deixando de ser a finalidade orientadora do uso dos recursos naturais, humanos e tecnológicos alocados na produção capitalista. O objetivo social da transformação da natureza, visando atender à reprodu- ção humano-genérica, é substituído pelo “imperativo abstrato da ‘realização’ do capital” (MÉSZÁROS, 2002, p. 677). A concorrência intercapitalista no mercado mundial é que vai orientar e determinar a escala e a produtividade “ideais” da produção nas unidades capitalistas individuais, subordinando a seus interesses qual- quer meta ou finalidade social.
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O estágio último do capital: a crise e a dominação do capital financeiro no mundo.

O estágio último do capital: a crise e a dominação do capital financeiro no mundo.

menos temporariamente, de vantagens compe- titivas frente aos seus concorrentes. Por essa razão, os capitais têm uma tendência a se atraí- rem, visando à constituição de unidades produ- tivas de maior porte, com as quais obtêm gan- hos de escala, dando margem a um fenômeno, também teorizado por Marx, denominado de centralização do capital. A reunião desses capi- tais resulta em fusões e aquisições, tradicional- mente na esfera produtiva, desdobrando-se, posteriormente, particularmente no período em questão, na integração entre capitais industriais e capitais bancários mediante o emprego do for- mato das sociedades por ações, as sociedades anônimas. Este formato facilita a fusão, pois per- mite o acesso mais rápido e em maior escala ao capital de financiamento para alavancar a consti- tuição das novas empresas em tamanho ampliado. Dentre esses capitais, alguns mais fortes compreendem que a fusão é a única forma para se tornarem “imunes” à concorrência e à crise. Por isso o capital financeiro termina adquirindo certa “independência” em relação aos setores di- retamente produtivos. Seus interesses e cálculos serão efetuados, serão, cada vez mais, em fun- ção de uma lucratividade que tem por aspiração a liquidez imediata de seus rendimentos. Para tal, eliminam, progressivamente, na medida do possível, o contato com a produção. Marx dirá que se trata de uma aspiração que surgiu com o próprio capital e, de forma precursora, já se en- contrava presente nos primeiros “emprestadores” de dinheiro, quando procuravam realizar, ainda que em pequena dimensão, a operação repre- sentada na fórmula D-D’, que se tornaria, poste- riormente, o fetiche dos fetiches do capital fi- nanceiro. Não é preciso relembrar quão avassaladora se tornará a concorrência entre ca- pitais, sobretudo durante o século XX.
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