Cartas brasileiras - Décadas de 1940 - 1950

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FORMAS DE PERCEPÇÃO DA NATUREZA NA CIDADE DE PARINTINS NAS DÉCADAS DE 1940 -1950

FORMAS DE PERCEPÇÃO DA NATUREZA NA CIDADE DE PARINTINS NAS DÉCADAS DE 1940 -1950

O que nos motivou desenvolver esta pesquisa foi a riqueza de detalhes observadas nas narrativas de moradores mais antigos da cidade de Parintins em suas formas de dizer a natureza local nas décadas de 1940-1950. É em sentidos como esse que Leff (2001) dirá que a História Ambiental aparece como uma narrativa que emerge da natureza vencida. Com esta inquietação iniciamos a coleta de dados de um trabalho de pesquisa de extensão com idosos. Esses idosos de quase 80 anos tiveram sua juventude e vida adulta marcada nesse período. Por isso a escolha da referida década. Os procedimentos metodológicos da pesquisa que proporcionaram a obten- ção dos dados apresentados no presente texto foram: leitura de obras referidas aos estudos de História Ambiental, memória, e realização de entrevista semi-estruturada (narrativas dos sujei- tos) com os sujeitos da pesquisa, quatro moradores mais antigos da cidade de Parintins entre a faixa etária de 80 anos. Conforme os passos a seguir:
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Formar e assistir: imagens da escola do Senai em Curitiba nas décadas de 1940 e 1950.

Formar e assistir: imagens da escola do Senai em Curitiba nas décadas de 1940 e 1950.

Im ages and written records held by the Paraná State Federation of Industries depict aspects of technical training at the Senai school in Curitiba, both from an institutional perspectiv[r]

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A capital federal nos altiplanos de Goiás - medicina, geografia e política nas comissões de estudos e localização das décadas de 1940 e 1950.

A capital federal nos altiplanos de Goiás - medicina, geografia e política nas comissões de estudos e localização das décadas de 1940 e 1950.

O Pla nal to Cen tral, onde atu al men te se en con tra o Dis tri to Fe de ral, foi de fi ni do ofi ci al men te como re gião para onde de ve ria ser le va da a ca pi tal do país na Car ta Cons ti tu ci o nal de 1891. A lo ca li za ção pre ci sa da ci da de, no en tan to, só foi es ta be le ci da mais de cin quen ta anos de po is, quan do a Co mis são de Lo ca li za - ção da Nova Ca pi tal Fe de ral, or ga ni za da pelo go ver no fe de ral em 1953, che gou a uma con clu são de fi ni ti va a res pe i to do sí tio mais ade qua do para este fim. O pro - ces so que se es ten de da de fi ni ção da re gião até a es co lha do sí tio en glo ba mu i tos es tu dos, efe tu a dos no in te ri or de ga bi ne tes e in loco, re a li za dos por pro fis si o na is de di ver sas áre as do co nhe ci men to e com di fe ren tes pon tos de vis ta so bre a me - lhor lo ca li za ção da fu tu ra sede ad mi nis tra ti va do país. Nes te ar ti go, dis cu ti mos a im por tân cia que ar gu men tos ori un dos da me di ci na e da ge o po lí ti ca, ali a dos a in - te res ses re gi o na is, ti ve ram nas co mis sões de es tu dos e de lo ca li za ção or ga ni za das pe los go ver nos de Du tra e Var gas nas dé ca das de 1940 e 1950, respectivamente.
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POSIÇÃO SOCIAL DO ARTISTA NO MOVIMENTO NEO-REALISTA EM PORTUGAL: ARTIGOS DE JÚLIO POMAR E LIMA DE FREITAS NA REVISTA VÉRTICE NAS DÉCADAS DE 1940 E 1950

POSIÇÃO SOCIAL DO ARTISTA NO MOVIMENTO NEO-REALISTA EM PORTUGAL: ARTIGOS DE JÚLIO POMAR E LIMA DE FREITAS NA REVISTA VÉRTICE NAS DÉCADAS DE 1940 E 1950

Para Lima de Freitas, as considerações de Portinari foram impensadas, sem consciência do impacto que uma atitude descomprometida com o conte- údo ideológico de suas obras pudesse causar[r]

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Sete décadas de políticas sociais no Brasil

Sete décadas de políticas sociais no Brasil

Ao estruturar instituições voltadas especificamente para a área social, o Estado passa progressivamente a ser identificado como o responsável pelo atendimento de necessidades da popu- lação na área social e pela prestação de serviços públicos. Assim, quando, ao longo das décadas de 1940 e 1950, diante do rápido crescimento das áreas urbanas, houve uma intensificação dos problemas sociais no país, ocorreu não apenas a inclusão de novos temas sociais na agenda pública, mas também a identificação do Estado como o responsável pela elabo- ração e pela implementação de políticas sociais que dessem resposta a esses
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A qualificação profissional sob enfoque da psicologia do trabalho: estudo histórico em uma instituição de ensino tecnológico

A qualificação profissional sob enfoque da psicologia do trabalho: estudo histórico em uma instituição de ensino tecnológico

Resumo: Este estudo aborda questões relativas à qualificação profissional e aos fatores humanos no trabalho. O objetivo do artigo foi o de analisar o uso do teste mental, nas décadas de 1940 e 1950, como forma de avaliar aptidões específicas dos alunos na Escola Técnica Nacional (ETN), a partir da perspectiva da Psicologia do Trabalho e de uma metodologia qualitativa de análise documental exploratório-descritiva. Os resultados obtidos mostraram que na ETN, os exames vestibulares, a partir de 1942, passaram a incluir a obrigatoriedade do teste de nível mental, porque se o candidato não apresentasse aptidão para o ensino técnico, não poderia ser matriculado. No entanto, em que pese a ênfase nesse teste mental, a gestão desse processo de ensino foi truncada e inconsistente, muito embora prevalecesse, no contexto do taylorismo, um discurso em prol da relevância de uma avaliação objetiva e científica das aptidões dos trabalhadores.
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O espaço dos miseráveis no teatro brasileiro nas décadas de 1950 e 1960

O espaço dos miseráveis no teatro brasileiro nas décadas de 1950 e 1960

Para Veríssimo e Bittar, as residências são configuradas a partir de cinco instâncias espaciais paradigmáticas: a varanda; a garagem; o setor social (a sala); o setor íntimo (quarto e banheiro); e o setor de serviços (a cozinha, a copa, as áreas de serviço e o alojamento de empregados). A varanda constitui-se como um espaço transitório entre o ambiente interno e o externo, sendo uma espécie de divisor de águas entre o universo privado e o público. A garagem remete ao status social dos moradores, pois abrigou a carruagem e, mais recentemente, dá guarida ao automóvel; os veículos de locomoção, além de necessários para percorrer longas ou pequenas distâncias, configuram-se como ícones de poder. A sala, como setor social, comporta os encontros mais formais, sendo, na ausência de varandas, a intermediária entre o ambiente público e o privado. O quarto e o banheiro, inseridos no setor íntimo, configuram-se, de maneira lógica, como locais onde os moradores ficam mais à vontade. Os pesquisadores ressaltam ainda que o número de banheiros de um imóvel, a partir da década de 1970, passou também a ser sinal de status. A cozinha e as áreas de serviço, segundo os estudiosos, localizavam-se fora da residência, durante o período colonial. No século XX, elas migram para o interior das moradias, ficando mais ao fundo. A partir das construções de apartamentos da década de 1940, todavia, a cozinha torna-se compacta, pequena e funcional, contendo uma série de equipamentos modernos como geladeiras, freezers, microondas etc.
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Art déco e indústria: Brasil, décadas de 1930 e 1940.

Art déco e indústria: Brasil, décadas de 1930 e 1940.

52. Após a morte de José Al- bino Pimentel, em 1954, a empresa deparou-se com momentos difíceis. A partir do final dos anos 1950, a fá- brica viveu um longo pe- ríodo de crise, suspendendo suas atividades em 1957 e reiniciando-as em 1963. Em janeiro de 2003, atuava no beneficiamento de algodão. Ao longo desse processo, a indústria desfez-se de parte de seu patrimônio. Em 1968, a quase totalidade das casas da vila operária foi vendida aos moradores, através de fi- nanciamentos feitos pelo Banco Nacional de Habita- ção (BNH). Apenas parcial- mente utilizado pela indús- tria, o prédio da fábrica teve partes subdivididas e aluga- das a locatários diversos. A casa do industrial continuou sendo usada ocasionalmente por seus herdeiros. Seu cine- ma deixou de funcionar em meados da década de 1950 e, em 2000, era um espaço desprovido de cobertura. O prédio da sorveteria, após permanecer fechado duran- te anos, foi desapropriado em 1999 pela Procuradoria do Ministério Público. Ape- sar das lamentáveis reformas de algumas fachadas, parte significativa do conjunto de moradia para operários per- manecia, em outubro de 2000, preservada no seu as- pecto exterior. O principal efeito arquitetônico da redu- ção ou eliminação do con- trole da empresa sobre as moradias estava na diversifi- cação das cores que cobriam as fachadas. Tal diversifica- ção havia sido acentuada em decorrência de projeto da Prefeitura Municipal incenti- vando os proprietários a pin- tarem com cores vivas as fa- chadas de casas e de prédios que haviam abrigado as ins- talações fabris.
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O campesinato como sujeito político nas décadas de 1950 a 1980

O campesinato como sujeito político nas décadas de 1950 a 1980

O Pontal era ainda uma região de fronteira em São Paulo nos anos 40. Localizado a oeste do estado, forma um triângulo natural, bordeado pelos rios Paraná e Paranapanema, que marcam as divisas entre São Paulo, Mato Grosso do Sul e Paraná. Em meados do século XIX, coronéis rivais reque- riam para si o título das terras da região e usavam sua infl uência sobre os burocratas e sobre o clero para assegurar a sua posse no processo chamado de “grilagem”. Iniciaram a colonização das terras e criaram companhias para atrair imigrantes, desenvolveram povoados e venderam títulos de terras que pareciam legítimos, quando na verdade eram falsos. Os questionamentos sobre a veracidade da propriedade dessas terras se multiplicaram tão rapi- damente quanto se multiplicaram as falsifi cações no decorrer do tempo. Em 1932, por exemplo, a Secretaria Estadual de Agricultura emitiu uma nota pública que dizia “ser perigosa a aquisição de terras na Alta Sorocabana”. Dez anos antes, a estrada de ferro da Alta Sorocabana já tinha alcançado a beira do Rio Paraná no porto de Presidente Epitácio, facilitando a ocupa- ção e o desenvolvimento econômico. O censo de 1940 mostrou que mais de 275 mil pessoas viviam na região, 81% em áreas rurais. Isso signifi cou que as companhias colonizadoras tiveram sucesso em atrair imigrantes e que muitos outros, ao saber dos questionamentos sobre a propriedade das terras, tinham se aventurado pela região na esperança de obter um pedaço de chão para eles próprios. Embora as fl orestas virgens da Mata Atlânti- ca ainda cobrissem boa parte da área na década de 1950, os pioneiros recém-chegados foram encorajados a derrubar as árvores para que fossem vendidas às serrarias da região e para que, no descampado, se pudessem erguer fazendas e criar pastos. Eles o fi zeram numa velocidade fantástica. Por volta de 1975, usando ferramentas manuais, deixaram apenas uma pequena porção da fl oresta de pé, numa região conhecida como Morro do Diabo. Hoje, o pedaço da Mata Atlântica original sobrevive somente por ter se tornado uma reserva ecológica protegida pela Polícia Especial (Leite, 1998; Callado, 2003).
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Sonoridades da vida conjugal registradas em versos de canções brasileiras produzidas entre 1940 e 1960.

Sonoridades da vida conjugal registradas em versos de canções brasileiras produzidas entre 1940 e 1960.

Nesta pesquisa, decidiu-se buscar dados so- bre relacionamento conjugal a partir de abordagem indireta e documental, valendo-se de letras de can- ções populares compostas e gravadas nas décadas de 1940 e 1950. Supõe-se que, a partir dessas le- tras, haveria acesso aos focos de interesse da pesquisa - explicitados no início do texto -, até porque a relação homem-mulher constitui tema recorrente na música popular (Oliven, 1987). A opção foi investigar como maridos e esposas são retratados e valorizados, e quais prescrições de comportamento aparecem nas letras. É possível su- por que tais prescrições guardem relação de mútua influência com as práticas cotidianas de homens e mulheres desse período, e também com as expe- riências de quem compunha tais músicas (homens, em absoluta maioria), possibilitando resgatar um pouco da história desse momento do país.
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Sírios e libaneses no oeste paulista – décadas de 1880 a 1950

Sírios e libaneses no oeste paulista – décadas de 1880 a 1950

Era até certo ponto natural então que, sendo suas famílias conhecidas como comer- ciantes e tendo se formado como doutores, as vias de uma carreira política se tornassem atrativas. Foi o que muitos filhos de imigrantes fizeram, elegendo-se como vereadores e prefeitos, sobretudo a partir da redemocratização do país na segunda metade dos anos 1940. E como consequência de carreiras políticas iniciadas como vereador ou prefeito em cidades do interior paulista, vários destes políticos tiveram sucesso em pleitear cargos na Assembleia Legislativa estadual e mesmo na Câmara Federal nos anos 1950. Entre estes, Bady Bassit, Semi Jorge Resegue, Nagib Chaib, Miguel Jorge Nicolau e Anibal Hamam – todos muito pouco conhecidos na capital paulista, mas que portavam um traço distintivo comum. Eles haviam ocupado cargos políticos em suas cidades de origem e, agora, convertiam a popularidade acumulada em suas bases interioranas em trunfos eleitorais: Bady Bassit na região de São José do Rio Preto; Semi Jorge Resegue em Bariri; Nagib Chaib em Mogi Mirim; Miguel Jorge Nicolau em São João da Boa Vista; e Anibal Hamam em Pirajuí.
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O Programa Brasileiro de genética evolucionária de populações, de Theodosius Dobzhansky.

O Programa Brasileiro de genética evolucionária de populações, de Theodosius Dobzhansky.

Nas décadas de 1940 e 1950, a Fundação Rockefeller estabeleceu um programa para o desenvolvimento da genética de populações na Universidade de São Pau- lo, sob a direção do geneticista norte- americano Theodosius Dobzhansky, nascido na Rússia. O grande sucesso des- se programa foi atribuído ao tipo de or- ganização da pesquisa, realizada em gru- pos, prática introduzida por Dobzhansky. O presente artigo analisa essa conclusão, com base nas reminiscências do geneti- cista suíço Hans Burla, membro estran- geiro do grupo original de Dobzhansky. Palavras-chave: Theodosius Dobzhan sky; Programa Brasileiro de Genética Evolu- cionária de Populações; Hans Burla.
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Mercator (Fortaleza)  vol.16

Mercator (Fortaleza) vol.16

[...] - do início do século XX até o ano de 1940, quando foi instalada a primeira usina de beneiciamento de sisal na cidade de Valente. Período que marca o início do plantio de sisal com objetivo explicitamente comercial; - nas décadas de 1940 e 1950, período que marca a consolidação das lavouras e o amplo incentivo ao plantio de sisal pelo então governador da Bahia Landulfo Alves; - nas décadas de 1960 e 1970, período que marca o apogeu da lavoura sisaleira quando o sisal passou a ser conhecido como ouro verde do sertão; - a década de 1980, período de forte crise quando se veriicou queima de sisalais e ampla redução da produção; - a partir da década de 1990 até o presente, período que marca uma reestruturação do processo de beneiciamento e industrialização da ibra, com destaque para a ação de pequenos proprietários de terra ( p. 217-218).
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Era das batucadas: o carnaval baiano das décadas 1930 e 1940.

Era das batucadas: o carnaval baiano das décadas 1930 e 1940.

Que as práticas afro-baianas não tenham se tornado o principal, ou mesmo o único aspecto definidor do carnaval de Salvador, como foi o caso das escolas de samba do Rio de Janeiro, se deve a vários fatores. Enquanto no Rio de Janeiro chefes políticos locais reconhece- ram a utilidade política das escolas de samba, para as elites de Salvador parece não ter havido nem necessidade nem desejo de institucionalizar as diversas e instáveis pequenas associações de carnaval do redor da cidade. Em vez da institucionalização, as batucadas foram assumidas abstratamente como um gênero e fundidas no discurso e no conjunto de associações identificadas com a Bahia e o carnaval. O governo munici- pal concentrou suas energias e apoio financeiro nos três grandes clubes, e foi fundamental para sua revitalização no início da década de 1950. No entanto, a prefeitura também investiu recursos significativos para apoi- ar o carnaval popular e os clubes menores, não só no centro da cidade, mas também em numerosos pontos periféricos de maior animação . O prefeito Aristóteles Góes (1954-1955) fazia questão de participar não só dos bailes de elite, mas também de sair às ruas durante o carnaval popular. As batucadas, certamente, se beneficiaram disso e a mensa- gem era que o carnaval baiano continuaria a ser de elite e popular. Isso era conhecido na época como “oficialização do Carnaval”, pois tanto a elite quanto a forma mais significativa de participação popular nas fes- tas tornaram-se dependentes, ou pelo menos fortemente influenciadas, pela generosidade do governo. 102
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MODERNIZAÇÃO SOCIOESPACIAL E URBANIZAÇÃO NA REGIÃO BAIXO JAGUARIBE – CEARÁ (Modernisation socioespacial and urbanity in the region Baixo Jaguaribe - Ceará)

MODERNIZAÇÃO SOCIOESPACIAL E URBANIZAÇÃO NA REGIÃO BAIXO JAGUARIBE – CEARÁ (Modernisation socioespacial and urbanity in the region Baixo Jaguaribe - Ceará)

Outro produto que trouxe dinamismo urbano foi a cera de carnaúba, entre as décadas de 1940 e 1950, sendo responsável não apenas pela expansão de atividades urbanas das principais cidades − Limoeiro do Norte, Morada Nova e Russas, como também contribuindo para a eman- cipação de distritos que se tornaram cidades, como Tabuleiro do Norte, Alto Santo e São João do Jaguaribe. De acordo com Lima (2003), a região chegou a responder por aproximadamente 70% da produção do estado e 20% da produção nacional. A exploração econômica da cera de carnaú- ba, segundo Silva (2002), provocou, na primeira metade do século XX, um processo de interiori- zação das funções urbanas, antes concentradas na cidade de Aracati, para as cidades de Russas e Limoeiro do Norte. Esta última apresentou índice de crescimento urbano relevante, associado ao enriquecimento da classe agrocomercial e ao seu fortalecimento junto à estrutura de poder do estado. Na opinião de Chaves (2004), também contribuiu para o seu crescimento urbano a cria- ção da diocese, por favorecer a centralidade de serviços sociais de educação, saúde, comunicação e religiosos voltados à região. Estes serviços, de acordo com Santos (1996), respondem a uma demanda da população. Antes apenas a cidade de Russas tinha sua área de influência regional, devido à centralidade de indústrias (usinas de algodão, fábricas de sabão, resíduo, óleo) e do co- mércio de bens de consumo na cidade. Vale salientar que a área de influência de Limoeiro do Norte na região chegou a ultrapassar a de Russas. No litoral, a cidade de Aracati, que tinha perdi- do posição na economia cearense com a afirmação de Fortaleza enquanto polo econômico, e no espaço regional, com o surgimento da produção da cera no sertão, reaparece no cenário regional, conforme Barbosa (2004), com a atividade industrial e a comercial.
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Endemias rurais, saúde e desenvolvimento: Emmanuel Dias e a construção de uma rede de aliados contra a doença de Chagas.

Endemias rurais, saúde e desenvolvimento: Emmanuel Dias e a construção de uma rede de aliados contra a doença de Chagas.

Resumo O objetivo deste artigo é analisar a atua ção de Emmanuel Dias (1908-1962), pesqui- sador do Instituto Oswaldo Cruz (IOC) e diretor do Centro de Estudos e Profilaxia da Moléstia de Chagas (posto do IOC criado em 1943 na cidade de Bambuí, Minas Gerais), como ator decisivo no processo de reconhecimento da doença de Chagas como problema de saúde pública no Brasil e no continente americano. Busca-se evidenciar que a conquista deste reconhecimento, que teve como marco fundamental a realização da primeira campanha de combate à enfermidade no Brasil em 1950, foi viabilizada pela intensa mobilização política de Dias junto a diversos grupos sociais, como médicos, políticos e moradores das áreas ru- rais, profissionais dos serviços públicos de saúde, governos e associações internacionais. Tal mobili- zação, ao longo das décadas de 1940 e 1950, num contexto histórico marcado por intensos debates sobre as relações entre saúde e desenvolvimento, levou à construção de uma rede de apoios decisiva para que a doença, caracterizada como cardiopa- tia crônica a ameaçar a produtividade do traba- lhador rural, fosse considerada um problema mé- dico-social a merecer ações e programas de saúde pública voltados para seu controle.
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Cartas pessoais entre crianças brasileiras, portuguesas e angolanas

Cartas pessoais entre crianças brasileiras, portuguesas e angolanas

Uma das preocupações durante a troca de cartas situava-se no desenvolvimento do conceito de nação, de país e de alguns de seus constituintes, como a língua, e das fronteiras demarcadas em um lugar geográfico ocupado no globo terrestre. Havia ainda a curiosidade inicial, entre os alunos, de entender as relações entre mares e continentes, e compreender o modo como as pessoas se deslocam entre países distantes. No caso brasileiro, os escolares conhecem Portugal por meio dos dados históricos ligados à chegada dos navegadores, do trabalho catequista dos jesuítas, da Inconfidência em Minas, do deslocamento da corte portuguesa em fuga durante invasão napoleônica, e, talvez, da figura de Pedro I como libertador. Esses fatos históricos para as crianças são apenas referências de um país distante, tanto histórica quanto geograficamente. A correspondência com crianças portuguesas daria vida a um país com imagem envelhecida e o traria para bem perto das crianças brasileiras.
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Em busca de uma arqueologia brasileira : Universidade do Paraná, décadas de 1950 a 1970

Em busca de uma arqueologia brasileira : Universidade do Paraná, décadas de 1950 a 1970

This research aims appreciate the development of archaeological thinking in the State of Parana. Considering the historicity of science and the contexts of production of ideas, this study sought to understand the mechanisms and strategies implemented by Jose Loureiro Fernandes to promote improvement courses at the University do Parana, in the decades from 1950 to 1970. To propose of organize the ideas in time and space, this study was divided in four chapters. In the first two, treating the introduction and the development of archeology science in Parana, we attempted to map the main information in the field produced in the State until the 1950s, either by private collectors and travelers, whether for “self-educated” at Museu Paranaense institution. From the observation of Loureiro Fernandes about the destruction of archaeological sites, and without attendance of techniques and theories for appropriate action, and also due to the decline of the activities of the Museum, figured out the transfer of activities to the scope of the University of Parana in the early 1950s. With low financial resources some research was conducted, followed by students who took contact with models and methods of excavation. From the documents examined, there was observed the goal political-pedagogical by Loureiro Fernandes along with development agencies, and with contacts and international travels, took more clearly his project of promoting regular courses to training university students interested in archaeological research. With the creation of CEPA in 1956, some of these courses were analyzed, promoted by the French couple Joseph and Annette Laming Emperaire, Wesley Hurt, the American couple Clifford Evans and Betty Meggers, and other Brazilian teachers. As a result of the courses, students were trained to deal with archaeological issues in Brazil, theories were discussed and tested, terminologies created, methodologies improved, and at all, finally, a mixture of views of science provided a own repertoire, currently seen by many of those students as important for the development of Brazilian archeology, at that time was in almost amateur stage.
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Entre texto e imagem: um estudo sobre as ilustrações de Sagarana

Entre texto e imagem: um estudo sobre as ilustrações de Sagarana

Em 29 anos de atuação no Paraná o programa de Cooperação Técnica Francesa já possibilitou que mais de 170 paranaenses - ou pessoas aqui radicadas - estagiassem na França nos mais diferentes setores, aprimorando-se profissionalmente e, na maioria das vezes, voltando com alto know how - do que é uma prova os altos cargos que muitos dos ex-bolsistas ocupam atualmente. Mantido através da contribuição dos empresários franceses, o programa de Cooperação Técnica sempre foi orientado no Paraná pela Associação de Cultura Franco-Brasileira, mais especificamente por madame Helene Garfunkel, diretora-geral da entidade e que tem se empenhado para tornar realidade o sonho de centenas de jovens: estudar na França. xxx O artista Napoleão Potiguara Lazarotto, 50 anos, foi o primeiro paranaense a receber uma bolsa de estudos: em 1945, foi a Paris, onde, no ano seguinte, chegara o segundo bolsista enviado por madame Helene: Wilson Martins, crítico literário, professor universitário, há 10 anos residindo em Nova York. Houve um intervalo de 3 anos e só em 1950 seguiu a terceira bolsista: a professora Jamile Cury. No ano seguinte a bibliotecária Tereza Lacerda recebia uma bolsa e em 1952 seguia o advogado Carlos Godo Rocha. Nova interrupção até 1955, quando foi o engenheiro Isaac Milder (1928-1974). A partir de 1958 cresceram as bolsas: naquele ano foram 3 engenheiros e um médico, em 1959 eram 6 os que viajavam - entre os quais o engenheiro Pedro Viriato Parigot de Souza (1916-1973). Nos 29 anos de desenvolvimento do programa o de 1967 foi o mais pródigo para os paranaenses: nada menos que 19 puderam viajar para Paris. Em 1968 as bolsas caíram para 12, em 1969 subiram para 17, em 1970 caíram novamente para 15, em 1971 para 9, e em 1972 subiram para 11 e no ano passado apenas 5 destinaram-se no Paraná. Este ano, cinco engenheiros já receberam suas bolsas e se encontram em Paris: Júlio Cesar Stenghel Rispoli, Ladislau Dobrowoski, Luiz Roberto Dantas Bruel, Roberto Flávio Taddei e Ruy Leite de Carvalho. Aviso aos interessados: nos últimos anos, 90% das bolsas tem sido concedidas a engenheiros, médicos, sociólogos e químicos.
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Aventuras em technicolor: paraliteratura e cinema transnacional na Europa Mediterrânea

Aventuras em technicolor: paraliteratura e cinema transnacional na Europa Mediterrânea

Entre finais da década de 1950 e o início dos anos setenta registou-se o apogeu da coprodução de gêneros populares na Europa mediterrânea, graças ao êxito internacional de Le Fatiche di Ercole (P. Francisci, 1958), que lançou o ciclo do chamado peplum italiano; dominando a coprodução de filmes de aventuras, até à eclosão do chamado western spaghetti em finais de 1964. Paralelamente ao peplum italiano, os anos de 1953 a 1964 registam um novo ciclo de filmes de capa e espada baseados na obra dos mestres do folhetim de cape et épée, destacando-se obras como Le Bossu (A. Hunebelle, 1958), baseado na obra de Paul Féval, Le Capitan (A. Hunebelle, 1960) e Hardi Pardaillan! (B. Borderie, 1964), ambos baseados na obra de Michel Zévaco, diversas adaptações da obra de Alexandre Dumas, entre as quais se destaca Le comte de Monte-Cristo (C. Autant-Lara, 1961), e mais de uma dezena de adaptações da obra de Emílio Salgari, incluindo Cartagine in fiamme (1960), realizado pelo veterano Carmine Gallone, e as quatro aventuras do popular Sandokan, realizadas em 1963 e 1964 por Umberto Lenzi e Luigi Capuano 12 .
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