Caso gomes lund vs. Brasil

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Supremo Tribunal Federal vs. Corte IDH: Caso Gomes Lund

Supremo Tribunal Federal vs. Corte IDH: Caso Gomes Lund

ARTIGO 5º, CAPUT, III E XXXIII DA CONSTITUIÇÃO DO BRASIL; PRINCÍPIO DEMOCRÁTICO E PRINCÍPIO REPUBLI- CANO: NÃO VIOLAÇÃO. CIRCUNSTÂNCIAS HISTÓRICAS. DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA E TIRANIA DOS VALO- RES. INTERPRETAÇÃO DO DIREITO E DISTINÇÃO ENTRE TEXTO NORMATIVO E NORMA JURÍDICA. CRIMES CONE- XOS DEFINIDOS PELA LEI N. 6.683/79. CARÁTER BILATERAL DA ANISTIA, AMPLA E GERAL. JURISPRUDÊNCIA DO SUPRE- MO TRIBUNAL FEDERAL NA SUCESSÃO DAS FREQUENTES ANISTIAS CONCEDIDAS, NO BRASIL, DESDE A REPÚBLICA. INTERPRETAÇÃO DO DIREITO E LEIS-MEDIDA. CONVEN- ÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS CONTRA A TORTURA E OU- TROS TRATAMENTOS OU PENAS CRUÉIS, DESUMANOS OU DEGRADANTES E LEI N. 9.455, DE 7 DE ABRIL DE 1997, QUE DEFINE O CRIME DE TORTURA. ARTIGO 5º, XLIII DA CONS- TITUIÇÃO DO BRASIL. INTERPRETAÇÃO E REVISÃO DA LEI DA ANISTIA. EMENDA CONSTITUCIONAL N. 26, DE 27 DE NOVEMBRO DE 1985, PODER CONSTITUINTE E “AUTO-A- NISTIA”. INTEGRAÇÃO DA ANISTIA DA LEI DE 1979 NA NOVA ORDEM CONSTITUCIONAL. ACESSO A DOCUMENTOS HIS- TÓRICOS COMO FORMA DE EXERCÍCIO DO DIREITO FUN- DAMENTAL À VERDADE.
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O cumprimento da decisão da Corte Interamericana de Direitos Humanos no caso Gomes Lund e outros vs. Brasil frente ao Relatório Final da Comissão Nacional da Verdade

O cumprimento da decisão da Corte Interamericana de Direitos Humanos no caso Gomes Lund e outros vs. Brasil frente ao Relatório Final da Comissão Nacional da Verdade

Depois de brevemente abordarmos o tema do litígio estratégico, passamos ao estudo do caso Gomes Lund e outros vs. Brasil no âmbito da Corte IDH e a condenação imposta ao Brasil. Fizemos uma exposição dos argumentos apresentados em referida sentença e analisamos também o seu dispositivo, que condenou o Brasil a uma série de obrigações de fazer, dentre elas a de efetivamente realizar a persecução penal dos agentes responsáveis pelas violações da Convenção Americana de Direitos Humanos consistentes em práticas de torturas, desaparecimentos forçados e execuções sumárias extrajudiciais, além do ocultamento de cadáveres.
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Entre a Jurisdição Constitucional Interna e a Internacional: ADPF 153 e Caso "Julia Gomes Lund e Outros Vs. República Federativa do Brasil"

Entre a Jurisdição Constitucional Interna e a Internacional: ADPF 153 e Caso "Julia Gomes Lund e Outros Vs. República Federativa do Brasil"

Ora, em face dessa relação político-jurídica que recai sob um Estado soberano e a dinâmica do direito internacional representado por meio de suas estruturas garantidoras da efetividade das normas jurídicas é que o processo de junção e tensão das ordens constitucionais e transnacionais na órbita mundial são objetos de recentes estudos. Essa transformação ocorrida no interior do direito nacional (interno) e internacional (externo) vem recebendo diversas terminologias correlatas: Jurisdição Global, Justiça Transnacional, Constitucionalismo Global, Interjusfundamentalidade (Canotilho), Estado Constitucional Cooperativo (Häberle), Transconstitucionalismo (Marcelo Neves), Constitucionalismo Multinível (Pernice). A evolução que se sucede à binária relação entre o Estado e o indivíduo, delineada pela inter-relação dos sujeitos de direito internacional e a participação de cada um nos problemas que envolvem os direitos humanos é enfatizada por Marmelstein Lima: “[...] determinados problemas jurídicos são enfrentados ao mesmo tempo por diversas instâncias decisórias. Um mesmo caso de violação de direitos pode ser julgado tanto por cortes nacionais quanto por cortes internacionais, supranacionais ou
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A RACIONALIDADE JURÍDICA DA CORTE  DE DIREITOS HUMANOS NO CASO GOMES LUND E OUTROS VS BRASIL  Ana Carolina Araujo Bracarense Costa

A RACIONALIDADE JURÍDICA DA CORTE DE DIREITOS HUMANOS NO CASO GOMES LUND E OUTROS VS BRASIL Ana Carolina Araujo Bracarense Costa

No que diz respeito ao direito das minorias, Alexsandro Rahbani Aragão Feijó e Flavia Piva Almeida Leite analisam a relação entre o Brasil e a Argentina e a Convenção da ONU sobre o Direito da Pessoa com Deficiência e seu Protocolo Facultativo, a fim de constatar, nos respectivos ordenamentos jurídicos, a influência, o modo de operacionalização e os efeitos produzidos por esse Tratado. Ainda dentro dessa temática Fernanda Holanda Fernandes aborda em seu texto a a capacidade civil no direito brasileiro á luz da convenção internacional sobre os direitos das pessoas com deficiência, objetivando verificar se a legislação pátria acerca da capacidade civil e do processo de interdição é condizente com a nova compreensão sobre a deficiência estabelecida pela Convenção de Nova York. No mesmo contexto, Ana Luisa Celino Coutinho e Antonio Albuquerque Toscano Filho examinam a garantia do status familiar e afetivo às pessoas com deficiência intelectual no brasil à luz da convenção sobre os direitos das pessoas com deficiência da ONU. Eles buscam no estudo evidenciar o descaso e desrespeito por parte do Estado brasileiro e demais motivos determinantes para a inefetividade da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, delineando pressupostos viáveis de compatibilização do Código Civil Brasileiro aos seus termos, com vistas ao combate à discriminação e promover à efetivação do direito de as pessoas com deficiência intelectual se casarem e estabelecerem família.
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Um aporte ao porvir do caso Gomes Lund e outros (Guerrilha do Araguaia) Vs. Brasil, à luz da argumentação jurídica argentina articulada na causa ‘Simón’, no âmbito do Sistema Interamericano de Proteção dos Direitos Humanos

Um aporte ao porvir do caso Gomes Lund e outros (Guerrilha do Araguaia) Vs. Brasil, à luz da argumentação jurídica argentina articulada na causa ‘Simón’, no âmbito do Sistema Interamericano de Proteção dos Direitos Humanos

A noção foi utilizada pelo representante das vítimas no caso Loayza Tamayo, no qual o Tribunal admitiu (1998, para. 117, 147, 150 e 151) que é uma noção diferente de as de danos emergentes e lucros cessantes, porque não corresponde à afetação patrimonial imediata e diretamente derivada dos fatos, como acontece com os danos emergentes, nem se refere à perda de rendimentos futuros que podem ser quantificados utilizando certos indicadores mensuráveis e objetivos, como acontece com o lucro cessante. Pelo contrário, trata-se, segundo a Corte e o próprio autor da noção (Fernandez Sessarego, 2003) de um conceito que foca na plena realização da pessoa, tendo em conta a sua vocação, suas aptidões, suas circunstâncias, suas potencialidades e aspirações, tudo o que lhe permite definir razoavelmente certas expectativas e acessá-las. Portanto, quando a existência, a vida de uma pessoa é alterada por fatores fora dela, que são impostos de forma injusta e arbitrariamente, em violação das regras em vigor e da confiança que pode ser depositada nos órgãos do poder público, obrigados a proteger e dar segurança para o exercício dos seus direitos e satisfação de seus interesses legítimos, a Corte considerou admissível a alegação de reparação, na medida do possível e pelos meios adequados, da perda de opções da vítima causada por uma violação da Convenção, pois desta forma o reparo está ainda mais perto de satisfazer as exigências da justiça, que visam dar toda a atenção aos danos causados ilegalmente e se aproximar do ideal da restitutio in integrum. Inexplicavelmente, o mesmo Tribunal não aceitou o conceito nas indenizações ordenadas neste caso. Salienta, entretanto, o voto dissidente do juiz Roux Rengifo, que indicou sua plena aceitação, entendendo que a sentença deveu compreender (primeiro parágrafo da opinião parcialmente dissidente) “uma quantia de dinheiro especificamente destinada a reparar os danos ao projeto de vida da vítima”.
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A Racionalidade jurídica da Corte Interamericana de Direitos Humanos no caso Gomes Lund e outros VS Brasil

A Racionalidade jurídica da Corte Interamericana de Direitos Humanos no caso Gomes Lund e outros VS Brasil

No que tange ao tema da prescrição dos crimes anistiados, viu-se que a Suprema Corte chilena entendeu que crimes cometidos durante o Estado de exceção não devem receber anistia, pois esse mecanismo do direito penal somente deve ser concebido em situações de paz social. A CorteIDH citou esse entendimento, porém não abordou diretamente o assunto, não demonstrou qual é a interpretação do sistema Interamericano no caso de anistias fora do contexto de exceção. Apesar da sentença estar discutindo o caso específico brasileiro, em que a lei de anistia realmente foi redigida num período de exceção, não há como saber se essa decisão pode vir a criar precedente para outras leis que anistiem crimes contra os direitos humanos em regimes democráticos e pacificados.
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A CORTE INTERAMERICANA DE DIREITOS HUMANOS NO CASO GOMES LUND E OUTROS VS. BRASIL: EFICÁCIA NO QUADRO DAS VIOLAÇÕES DOS DIREITOS HUMANOS NO BRASIL

A CORTE INTERAMERICANA DE DIREITOS HUMANOS NO CASO GOMES LUND E OUTROS VS. BRASIL: EFICÁCIA NO QUADRO DAS VIOLAÇÕES DOS DIREITOS HUMANOS NO BRASIL

“que o Estado brasileiro deteve arbitrariamente, torturou e desapareceu os membros do PCdoB e os camponeses listados no parágrafo 94 deste Relatório. Além disso, a CIDH conclui[u] que, em virtude da Lei 6.683/79 (Lei de Anistia), promulgada pelo governo militar do Brasil, o Estado não levou a cabo nenhuma investigação penal para julgar e sancionar os responsáveis por estes desaparecimentos forçados; que os recursos judiciais de natureza civil com vistas a obter informação sobre os fatos não foram efetivos para garantir aos familiares dos desaparecidos o acesso à informação sobre a Guerrilha do Araguaia; que as medidas legislativas e administrativas adotadas pelo Estado restringiram indevidamente o direito ao acesso à informação desses familiares; e que o desaparecimento forçado das vítimas, a impunidade dos seus responsáveis, e a falta de acesso à justiça, à verdade e à informação afetaram negativamente a integridade pessoal dos familiares dos desaparecidos [...]”(CIDH, 2008, Apêndice 1, para. 216.)
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DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA DE TRANSIÇÃO: Obstáculos para o cumprimento da sentença do caso Gomes Lund e outros Vs. Brasil

DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA DE TRANSIÇÃO: Obstáculos para o cumprimento da sentença do caso Gomes Lund e outros Vs. Brasil

4.1 AS EXCEÇÕES PRELIMINARES SUSCITADAS PELO ESTADO BRASILEIRO E A ANÁLISE DO MÉRITO PELA CORTE ............................................................................... 141 4.2 AS CONDENAÇÕES IMPOSTAS AO ESTADO NA SENTENÇA DO CASO GOMES LUND E OUTROS VS. BRASIL .......................................................................................... 147 4.2.1 Apresentação da documentação que confirme a data do óbito das pessoas que faleceram ou podem ter falecido antes de 10 de dezembro de 1998 ....................................................... 148 4.2.2 A publicação da sentença ............................................................................................... 149 4.2.3 A abertura do prazo de seis meses para solicitação de indenização a familiares de vítimas reconhecidas pela Lei 9.140/95 junto à CEMDP ................................................................... 149 4.2.4 A publicação de edital para identificação e habilitação de familiares de oito vítimas que não haviam sido reconhecidas pelo Estado através da Lei nº 9.140/95 ou da CEMDP ......... 151 4.2.5 Realização de ato público de reconhecimento de responsabilidade internacional ........ 152 4.2.6 Curso de direitos humanos para as Forças Armadas ..................................................... 153 4.2.7 O pagamento de indenização por dano material e imaterial e restituição de custas e gastos ...................................................................................................................................... 155 4.2.8 Tratamento médico e psicológico ou psiquiátrico às vítimas ........................................ 157 4.2.9 Tipificação e julgamento efetivo do delito de desaparecimento forçado ...................... 160 4.2.10 Determinação do paradeiro das vítimas desaparecidas e identificação e entrega dos restos mortais aos familiares .................................................................................................. 165
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Adaptações de Didelphis albiventris Lund. para o ambiente urbano

Adaptações de Didelphis albiventris Lund. para o ambiente urbano

florestas do estado de Curitiba, ao Sul do Brasil. Nesta pesquisa a dieta foi determinada pela análise fecal e a dispersão de sementes foi testada por meio de experimentos de germinação de sementes. De 71 amostras de fezes de Didelphis coletadas, 51 tinham sementes. O gambá, sendo um animal onívoro, consumiu em sua dieta invertebrados, frutos e vertebrados (tab.1). A diversidade de itens da dieta foi similar entre gambás de diferentes idades. Sementes de muitas espécies de plantas passaram intactas pelo intestino e continuaram viáveis, e frutos de plantas pioneiras foram os mais consumidos. Baseados nesses resultados, concluísse que este gambá é um importante dispersor de sementes no Sudeste do Brasil (Cáceres, 2002).
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Conflito de interesses entre acionistas : o caso BPI vs BFA

Conflito de interesses entre acionistas : o caso BPI vs BFA

para 1.297 milhões de euros. Assim, considerando a nova forma de contabilização que o BPI teria de seguir em relação a Angola, o rácio Common Equity Tier 1 (segundo regras transitórias) cairia dos 12,5%, contabilizados em setembro de 2014, para os 10,7%. Já o rácio Common Equity Tier fully implemented (com a inclusão de todas as regras), que em setembro de 2014 era de 9,8%, desceu a partir de 2015 para os 8,9%. Além da influência negativa nos rácios que medem a solidez do capital do BPI, as novas regras comunitárias também tiveram impacto no limite dos grandes riscos, um limite que é colocado na legislação europeia para evitar grandes perdas decorrentes da falência de contrapartes dos bancos. No caso do BPI, a exposição indireta do BPI a Angola excedia os limites tanto no que diz respeito ao Estado como ao BNA, o regulador bancário angolano. No caso do Estado angolano, superava o limite em 2.979 milhões de euros. Já a exposição ao BNA era ultrapassada em 184 milhões de euros. Apesar de o CaixaBank (banco de origem espanhola, indiretamente dominado pela Fundação La Caixa) controlar 44% do BPI, a blindagem de estatutos dava à Santoro (Santoro Finance, uma sociedade de direito português detida pela holding Santoro, controlada pela Eng. Isabel dos Santos), que tinha cerca de 19% do capital, praticamente o mesmo poder. Com vista a pôr termo a este diferendo, a 1 de julho entrou em vigor o decreto-lei, que havia sido publicado em abril, que veio desblindar os estatutos do banco, tornando mais fácil a introdução de mudanças nos estatutos para desbloquear os direitos de voto, fazendo equivaler os direitos económicos aos direitos de voto.
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UM ESTUDO DOS DETERMINANTES DA INTEGRAÇÃO DE CANAIS DE EXPORTAÇÃO: O CASO DAS EMPRESAS DA REGIÃO SUL DO BRASIL CAROLINE GOMES NOGUEIRA

UM ESTUDO DOS DETERMINANTES DA INTEGRAÇÃO DE CANAIS DE EXPORTAÇÃO: O CASO DAS EMPRESAS DA REGIÃO SUL DO BRASIL CAROLINE GOMES NOGUEIRA

Uma primeira função desempenhada por um canal de distribuição é a de fluxo físico de produtos e serviços do fabricante até o consumidor, sendo predominante aqui a questão logística, com atividades principalmente ligadas à administração de estoques, transporte e provisão de serviço técnico e manutenção. Uma segunda função dos canais trata do fluxo de comunicações, pedidos e informações, destacando a realização de pedidos de compra, negociação, a promoção de vendas, o fornecimento de informações sobre características do produto, publicidade e propaganda, e linhas de atendimento aos consumidores. Há também o fluxo financeiro e de risco, no qual contemplam atividades como as cobranças, a avaliação de crédito sobre os compradores, financiamentos, pagamentos, fornecimento de crédito e seguros. Uma última função consiste no fluxo de direito de propriedade, no qual este direito sobre o produto vai sendo transmitido ao longo do canal, sendo assumido por quase todos os indivíduos que atuam no processo, exceto no caso dos agentes e representantes de exportação. É importante destacar que, os fluxos físicos, de propriedade e de comunicações percorrem um caminho no sentido do início ao final do canal de distribuição. Já os fluxos de financeiro e de pedidos e informações percorrem o mesmo caminho, mas no sentido inverso (NEVES, 2000).
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O Brasil na vida e na obra de Francisco Gomes de Amorim

O Brasil na vida e na obra de Francisco Gomes de Amorim

28 Jorge Peixoto, Carias de Francisco Gomes de Amorim para Abílio Augusto da Fonseca Pinto, de 1871 a 1884, 1975, p. 28. A relação com D. Pedro II respeitava precedências protocolares, pelo que Francisco Gomes de Amorim não poderá ser incluído no núcleo dos ínúmos do imperador do Brasil. Assim levam a concluir as cartas de 2 de Maio de 1871 e de 17 de Fevereiro de 1872, de Francisco Gomes de Amorim para Abiho Augusto da Fonseca Pinto, a respeito da pretendida apresentação do seu primo Hernâni Braga a D. Pedro II: «Tenho aqui um amigo que é o cônsul-geral do Brasil, Porto Alegre, que me parece pessoa competente para o efeito por ser amigo pessoal do imperador». Porto Alegre recusou-se formalmente a satisfazer tal pretensão, argumentando que «eram sem número os pedidos que tinha para espectáculos e concertos, que o imperador prometera ir a um concerto de um pianista brasileiro (Signori), mas talvez nem a esse fosse». Francisco Gomes de Amorim, face às razões apresentadas por Porto Alegre, aconselhava: «Se o Hernâni vai para o Brasil no mesmo vapor que vai o imperador, como já ouvi dizer, facilmente arranjará a apresentação a bordo. [...] Ainda se eu estivesse em estado de ir ao Porto, talvez que no caminho de ferro tivesse meio de falar a alguém, que apresentasse o Hernâni; mas eu não estou capaz de ir nem mesmo ao largo do Carmo, onde é a minha casa». Cf. Cartas de Francisco Gomes de Amorim para Abílio Augusto da Fonseca Pinto, pp. 22, 23, 31 e 32. Hernâni Braga, pianista, natural do Porto, cursou o Conservatório, em Lisboa, frequentou, em Paris, o curso de aperfeiçoamento, como discípulo de Marmontel. Deu recitais na América, principalmente no Brasil e na Argentina.
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A violência doméstica e familiar à luz da obra “Hibisco roxo” e do “Caso Maria da Penha vs. Brasil”

A violência doméstica e familiar à luz da obra “Hibisco roxo” e do “Caso Maria da Penha vs. Brasil”

De fato, já haviam se passado mais de 15 anos sem a condenação definitiva e Viveiros permanecia em liberdade, expressando a negligência com que o caso foi tratado. Relembre-se, que se trata, em suma, de uma recusa do reconhecimento da mulher como sujeito de direito, tal qual se torna evidente na leitura do drama ficcional, vez que a Beatrice foi negada inclusive a condição de assumir e de se responsabilizar pelo ato que acarretou no homicídio de Eugene. Nesse ponto, pode-se vincular uma a outra, isto é, Maria da Penha e Beatrice se fundem na imagem da mulher violentada, vulnerabilizada, e exposta à negligência estatal.
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O Desenvolvimento Regional no contexto do projeto estruturador Rota da Grutas de Peter Lund – Minas Gerais/Brasil

O Desenvolvimento Regional no contexto do projeto estruturador Rota da Grutas de Peter Lund – Minas Gerais/Brasil

Considera-se que o lazer é um fenômeno social, político, cultural, e também econômico. É dialé- tico e complexo, e por isso, permeado por ambi- guidades, contradições, conflitos e tensões. É uma expressão da sociedade, portanto, localizado his- toricamente no tempo e no espaço. Complemen- tarmente, em uma visão que pretende ir além da eurocêntrica, e que reforça um ponto de vista he- gemônico – fortemente associado à modernidade e à sociedade urbano-industrial –, em estudos mais recentes, com os quais se coaduna, o lazer é com- preendido como uma dimensão da cultura, consti- tuída pela vivência lúdica de manifestações cultu- rais no tempo-espaço social (Gomes, 2011, 2014). Definido pela Constituição Federal de 1988 e amplamente difundido na produção bibliográfica, é, também, um direito social (Gomes & Isayama, 2015), e, por isso, envolve a noção de dever e com- promisso. O dever do poder público de direcionar atenção e esforços a essa área, e o compromisso de todos para entendê-lo como veículo de trans- formação da sociedade, e não apenas como um contraponto ao trabalho, um divertimento, ou até mesmo como uma fonte de alienação.
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O TRABALHO ESCRAVO CONTEMPORÂNEO: UMA ANÁLISE DA DECISÃO DO CASO “TRABALHADORES DA FAZENDA BRASIL VERDE VS BRASIL” DA CORTE INTERAMERICANA DE DIREITOS HUMANOS

O TRABALHO ESCRAVO CONTEMPORÂNEO: UMA ANÁLISE DA DECISÃO DO CASO “TRABALHADORES DA FAZENDA BRASIL VERDE VS BRASIL” DA CORTE INTERAMERICANA DE DIREITOS HUMANOS

107 No Brasil, foram resgatados mais de 45 mil trabalhadores entre os anos de 2003 e 2018 em condições consideradas análogas a de escravo, tendo uma média de 2.814,3 trabalhadores resgatados por ano. Destes, 73% eram trabalhadores agropecuário em geral; 3% eram servente de obras; 3% eram trabalhadores da pecuária; 2% eram pedreiros; 2% eram trabalhadores da cultura de cana-de-açúcar; 2% eram trabalhadores volantes da agricultura; 1% eram carvoeiros, entre outras profissões. Quanto à etnia, 42% eram pardos, caboclos ou mulatos; 23% eram brancos; 18% amarelos e 12% pretos. Já quanto à escolaridade, 39% tinha até 5º ano incompleto; 15% do 6º ao 9º ano incompleto; 31% eram não alfabetizados; 5% tinham o fundamental completo; 4% tinham o 5º ano completo; apenas 3% tinha o ensino médio completo e o mesmo percentual possuia o ensino médio incompleto. Já o perfil etário demonstra uma predominância masculina nessa exploração, tendo em vista que 34.562 dos explorados eram homens, enquanto 1.962 eram mulheres. Desses, a faixa etária com o maior número de trabalhadores é a dos 18-24 anos, com 496 trabalhadoras e 9738 trabalhadores. Ademais, 885 meninos e 74 meninas tinham menos de 18 anos quando foram resgatadas (SMARTLAB, 2018).
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O CASO O’CONNOR VS UBER  Marcelo Simões dos Reis

O CASO O’CONNOR VS UBER Marcelo Simões dos Reis

Em relação ao requisito da impraticabilidade do litisconsórcio, há um rigor adicional no caso das ações coletivas previstas na Rule 23(b)(3). Tendo em vista que se trata de uma categoria voltada para a finalidade indenizatória, o juízo somente certifica a classe se for possível determinar quem são os seus membros. Assim não basta haver uma quantidade considerável de potenciais autores a ponto de inviabilizar o litisconsórcio. É preciso que se possa determinar as pessoas que se adequam à definição da classe. À luz do caso concreto, não havia dúvidas sobre o preenchimento do requisito no tocante à numerosidade propriamente dita e à identificação dos sujeitos integrantes da classe. Por um lado, a própria Uber informava que centenas de motoristas haviam rejeitado a cláusula de arbitragem proposta em 2014, o que já preenchia o número considerado em outras class actions 7 . Por outro lado, não havia dificuldade de extrair dos registros da Uber as informações necessárias não só para identificar os que se inscreveram na qualidade de pessoa natural como também se os pagamentos eram feitos a uma terceira empresa
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Variabilidade genética de populações de gambá de orelha branca, Didelphis albiventris Lund 1840 (Didelphimorphia; Didelphidae) no Brasil

Variabilidade genética de populações de gambá de orelha branca, Didelphis albiventris Lund 1840 (Didelphimorphia; Didelphidae) no Brasil

The marsupials of the genus Didelphis Linnaeus, 1758 are a small non-volant mammals that are an essential component of natural communities and good indicators of environmental changes and its degree of conservation (Conde y Vera and Rocha, 2006; Castro, 2012; Quintela et al., 2013). In particular, populations of the white-eared opossum (Didelphis albiventris Lund, 1840) tends to increase in density in response to environmental disturbance (Cáceres et al., 2008), with associated implications for public health given that this species is a natural reservoir for a number of human diseases such as Chagas disease and leishmaniasis (Sherlock et al., 1984; Pinho et al., 2000; De Luca et al., 2003; Bern et al., 2011; Zetun et al., 2014).
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Uma metáfora do Brasil: o Bem Amado e a teledramaturgia de Dias Gomes

Uma metáfora do Brasil: o Bem Amado e a teledramaturgia de Dias Gomes

Nessa fase inicial da televisão brasileira, sua identidade leva a marca da localidade. Os transmissores que geravam as imagens conseguiam transmiti-las para um raio máximo de 100 quilômetros. Não havendo fitas de vídeo para gravar os programas e transportá-los entre as regiões, cada região produzia sua própria programação, que era composta de programas veiculados ao vivo, como musicais, teleteatros, humorísticos, jogos, infantis e filmes, esses, na sua grande maioria, norte-americanos. Os filmes ganharam uma abrangência maior, já que as cópias de suas fitas circulavam por vários locais. Mesmo sendo a maioria das emissoras, propriedade das Emissoras Associadas, suas programações eram diferenciadas e regionalizadas, havendo no máximo um intercâmbio de scripts de programas, ou a circulação de artistas, que apresentavam o mesmo programa, mais de uma vez. Esse fato foi comum entre as emissoras de São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Sendo assim, “antes de enxergar o Brasil, ou um certo Brasil – o das redes -, o público viu na telinha a sua própria face, a sua terra, a sua região”(P RIOLLI , apud B UCCI , 2000: 16).
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O caso povo indígena Xucuru e seus membros vs. Brasil e os direitos humanos dos povos indígenas: uma análise histórica de uma massacre legitimado

O caso povo indígena Xucuru e seus membros vs. Brasil e os direitos humanos dos povos indígenas: uma análise histórica de uma massacre legitimado

Esta monografia tem como objetivo de estudo a questão indígena e sua trajetória no Brasil e no mundo, percorrendo pelo período da colonização e os dias atuais, com a intenção de identificar os principais marcos históricos e contextualiza-los. Destacam- se os conceitos construídos ao longo de uma história de luta, resistência e busca de reconhecimento por estas comunidades, a partir de temáticas como a invisibilidade destes povos perante o Estado e a sociedade, e a ineficiência das políticas públicas destinadas a essas comunidades indígenas. Este trabalho aborda também a relação da Organização das Nações Unidas (ONU) com os direitos indígenas, bem como identifica os avanços e mecanismos advindos dela. Outra organização que será evidenciada é a Organização dos Estados Americanos (OEA) que ajuda a promover o direito dos povos indígenas através do Sistema Interamericano de Direitos Humanos (SIDH), contemplando o direito desses povos através do julgamento de casos de violação dos seus direitos. Além disso, buscasse o estudo do caso 12.728, chamado "Caso Povo Xucuru e seus membros", levado à jurisdição da Comissão Interamericana de Direitos Humano devido as diversas violações de direitos pelo Estado Brasileiro, como a falta de respeito ao direito à integridade pessoal, direito ao território, violação do direito a garantias judiciais, proteção judicial, entre outros. A realização do presente trabalho se deu através de pesquisa bibliográfica, além disso, será utilizado notícias e dados estatísticos divulgados pelos meios de comunicação, especialmente aqueles disponíveis na internet.
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O “direito à desindexação”: repercussões do caso González vs Google Espanha

O “direito à desindexação”: repercussões do caso González vs Google Espanha

formação que é publicada lá, o operador de um mecanismo de busca ‘coleta’ tal data que é subsequentemente ‘recuperada’, ‘registrada’ e organizada na estrutura de seus programas de indexação, também ‘guardada’ em seus servidores e, dependendo do caso, ‘divulgada’ e ‘disponibilizada’ para seus usuários na forma de listas com resultados de pesquisa. De modo que tais operações constam expressamente e incondicionalmente no artigo 2º, alínea b, da Diretiva 95/46/CE, elas devem ser classi- ficadas como ‘tratamento’ no sentido daquela provisão, independente do fato de que o operador dos mecanismos de busca também realiza essas mesmas operações no tocante a outros tipos de informação e não realiza a distinção entre o último e os dados pessoais.” (tradução nossa).
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