Centro histórico e espaço público

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Centro Histórico de Leiria: Projecto de Reabilitação do Espaço Público

Centro Histórico de Leiria: Projecto de Reabilitação do Espaço Público

A primeira parte, corresponde ao capítulo 2, “Elementos morfológicos do espaço público urbano” onde se apresentam os elementos e que constituem o espaço público urbano e que lhe conferem, simultaneamente, o seu próprio reconhecimento de lugar, com características próprias e a sua identificação com a própria cidade. O seu estudo é feito segundo vários autores e assume-se como um acerto teórico base i.e. de prévio enquadramento da temática, necessário à abordagem do estudo de caso. Assim, abordará os aspectos que caracterizam e definem cada elemento e como podem influenciar a percepção desses espaços e consequentemente o comportamento humano na sua utilização. A vegetação é referida como sendo o elemento de maior importância no espaço público dos centros históricos. Esta opção deve-se ao facto de ser o elemento mais escasso ou inexistente na área de estudo e portanto, o que maiores desafios coloca na acção projectual de o considerar. Por isso é aprofundado o estudo relativo à presença e aos diferentes tipos de espaços verdes que podem estar presentes no meio urbano. Consideram-se os seus benefícios a nível estético, económico, social e ambiental. Este capítulo surge na sequência de conceitos e ideias retirados da bibliografia anteriormente recolhida.
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Proposta de reabilitação urbana no centro histórico de Chaves: espaço público vs edificado

Proposta de reabilitação urbana no centro histórico de Chaves: espaço público vs edificado

20 Todos estes englobam factores têm contribuído fortemente para a degradação da qualidade urbanística dos centros históricos e dos espaços mais nobres da cidades, com especial enfoque no declínio da actividade comercial. O uso massivo do automóvel, por exemplo, acarretou um efeito duplamente negativo para estes núcleos históricos, “por um lado, facilitou o acesso à habitação nas periferias das cidades na medida em que aproximou distâncias, por outro, invadiu uma zona que não estava pronta nem desenhada para assumir de forma maciça este novo elemento” (Freire Chico; 2008, 35). Toda esta saturação provocada pelo excesso de trânsito rodoviário e a problemática entre automóveis e peões nos centros históricos das cidades “retirou espaço para o convívio, para o uso pedonal e, consequentemente, por muito que se queira pensar o contrário, para a actividade comercial” (Freire Chico; 2008, 35). A problemática entre os peões e os veículos como se demonstra na figura que se segue, levou ao afastamento da população. Estas condições foram aproveitadas pelos grandes centros comerciais que são agora os grandes centros de lazer, os lugares de encontro, divertimento e, é claro, de abastecimento e consumo. Deste modo, as ruas dos centros históricos das cidades, foram sendo tomadas pelos veículos, em prejuízo dos peões. Muitas das vezes os peões e os automóveis têm que dividir as estreitas ruas e sinuosas, criando dificuldade e obstáculos de movimentação para ambos.
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O património reencontrado - Centro Histórico de Guimarães, património da humanidade : a cidade enquanto memória, espaço de identidade e cidadania

O património reencontrado - Centro Histórico de Guimarães, património da humanidade : a cidade enquanto memória, espaço de identidade e cidadania

O centro histórico de Guimarães foi, sem dúvida, classificado dentro da categoria das cidades históricas vivas: não surgiu de escavações arqueológicas nem o seu tecido urbano construído pode ser confundido com qualquer arquitectura contemporânea. Para além disto, a sua história está comprovada e um tecido social com fortes ligações ao meio garantem-lhe a vida. Mas, das 4 formas acima referidas, qual ou quais terão prevalecido? À primeira vista, foi classificado por ser um “centro histórico” que, ocupando o perímetro da cidade, está circundado pela cidade moderna- 3ª possibilidade. No entanto, a autenticidade das pré-existências construídas, conservadas quase integralmente, e a “autenticidade” de práticas e gestos sociais, ambas pouco afectadas por desenvolvimentos posteriores, tornam o centro histórico de Guimarães uma cidade típica, testemunho de uma época e de uma cultura- 1ª possibilidade. Por outro lado, “a unidade do seu tecido urbano de origem medieval, (...) caracterizada (...) por tipologias arquitectónicas diferenciadas, erguidas com os sistemas construtivos tradicionais, constituindo exemplos de evolução da cidade nas suas diferentes épocas” 57 constitui um exemplo de cidade com carácter evolutivo que conservou, de forma modelar, a organização do espaço e as estruturas urbanas características das sucessivas fases da sua história. A requalificação e a posterior classificação deram-lhe um protagonismo que o faz prevalecer sobre a envolvente contemporânea- 2ª possibilidade. Finalmente, a requalificação deu ao centro histórico uma unidade que antes não possuía, tornando mais perceptível o seu estatuto de intra-muros e reforçando a sua coerência como cidade histórica. A apertada dimensão e a condição de espaço demarcado- pelos limites da muralha- e exclusivo- pela classificação de Património da Humanidade- fazem com que o centro histórico de Guimarães se pareça cada vez mais com um bairro. Pelo menos, segundo a concepção que Certeau (1998: 40) tem de bairro: porção de espaço público em geral- anónimo, de todo o mundo- em que se insinua pouco a pouco um espaço privado, particularizado pelo uso quotidiano desse espaço. A coerência como cidade histórica e a rigorosa delimitação do espaço pelas muralhas foram objecto desta classificação- 4ª possibilidade.
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Acessibilidade e mobilidade no espaço público dos centros históricos: proposta de um percurso histórico-cultural acessível no núcleo histórico Vila Adentro de Faro

Acessibilidade e mobilidade no espaço público dos centros históricos: proposta de um percurso histórico-cultural acessível no núcleo histórico Vila Adentro de Faro

A autora refere alguns exemplos de intervenção que seguiram estas linhas estratégicas. Fala de Jerez de La Frontera, onde foram instaladas barreiras eletrónicas para o acesso de veículos motorizados ao centro histórico e que só dão acesso a residentes locais, que possuem controlos remotos. Nesta situação os turistas só podem circular pelo centro histórico a pé, mas não é por isso que deixam de visitar o local. Bolonha, Milão, Verona e Roma também restringiram o acesso de automóveis particulares às áreas centrais e o acesso, mais uma vez, só é livre a residentes que possuem chips nos seus veículos. A monitorização do cumprimento das regras é feita através de câmaras fotográficas que registam quem não as cumpre. Desta forma é possível controlar e garantir a eficácia das medidas tomadas. As cidades que implementaram este sistema continuam a movimentar milhares de pessoas nos centros históricos, apesar do rigoroso controlo do trânsito. Como tal, Zanirato (2008) defende que as seguintes medidas podem contribuir para uma melhoria dos centros históricos, tanto a nível de manutenção dos elementos que estruturam a cidade, como também a nível da garantia da qualidade de vida dos seus habitantes:
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O espaço público do Marais - Paris

O espaço público do Marais - Paris

este é contudo um quadro ambíguo, dado que a cultura tanto surge associada à singularidade dos lugares e dos coletivos como à emergência de valores e práticas globais. Com bastante frequência e sem especial surpresa assistimos à coexistência de expressões culturais locais e globais ou à passagem rápida de um ritmo musical de uma aldeia africana para uma banda hip-hop internacional. esta ligação estreita entre o local e o global confere à expressão artística e aos bens culturais um valor estratégico nas sociedades atuais. Um exemplo interessante pode ser um dos últimos filmes de Woody allen (Meia noite em Paris, 2011) onde os espaços mais distintivos de Paris, incluindo a rue des rosiers no Marais (Le Marché Paul Bert), associados à boémia parisiense dos meios artísticos vanguardistas do início do século XX, bem como aos locais de charme da atualidade, passam para um blockbuster financiado pelo município de Paris para ampliar a notoriedade da cidade. a singularidade pare- ce transformar-se num dos principais trunfos da afirmação internacional, mesmo quando se associa a representações de melancolia e decadência como é, por exem- plo, o caso de alguns espaços do centro histórico de Lisboa.
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Espaço patrimonial: usos e tensões em torno de um Centro Histórico

Espaço patrimonial: usos e tensões em torno de um Centro Histórico

Entre os acontecimentos ligados a públicos especíicos destacam-se casamentos, festas de aniversário, lança- mentos de livros, congressos e piqueniques. Esses eventos não fazem menção à “requaliicação” da praça (ex- ceto, os lançamentos de livros), e seus organizadores costumam ser livres de sanções ao descumprirem regras oiciais estabelecidas para a utilização da praça. Um exemplo signiicativo foi a realização do XIX Congresso Brasileiro de Perinatologia realizado na praça em 2007. Os guardas municipais Eduardo e Simone comenta- ram que os organizadores de tal evento fecharam os portões da praça, fazendo do espaço público um ambiente privado. Mesmo assim, nenhuma medida foi tomada nesta situação. Em outros eventos, percebo a presença irregular de animais e de uma intensa movimentação que contribui para a daniicação da grama e das árvores. A maioria dos eventos particulares envolve atividades relacionadas à educação, como o lançamento de livros ou palestras que atraem uma grande quantidade de intelectuais e estudantes, ou famílias por meio de casamentos e comemorações de aniversários. Os espaços da praça tornam-se também cenários para books de casamento. Em síntese, a busca de retorno aos espaços da cidade por segmentos das classes médias e alta visa demarcar concepções e formas de uso do patrimônio, exprimindo tanto as profundas desigualdades sociais existentes na cidade, como sentidos que articulam memória e consumo na vida urbana contemporânea.
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A Mobilidade e a Requalificação do Espaço Público nas Zonas Históricas

A Mobilidade e a Requalificação do Espaço Público nas Zonas Históricas

O mobiliário urbano não deve entrar em rutura com a identidade do espaço público e deve reforçar as características singulares de cada centro histórico, quer através da requalificação de mobiliário existente, quer através da introdução de mobiliário novo. No caso da introdução de mobiliário novo, é sempre preferível optar por soluções com design contemporâneo do que por soluções apoiadas em formas históricas, pois as últimas resultam muitas vezes numa imitação descaracterizada e pouco ajustada tanto no tempo como no espaço.
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Réquiem para uma cidade: um olhar sobre as alterações do Núcleo Histórico Urbano de Bonfim - MG

Réquiem para uma cidade: um olhar sobre as alterações do Núcleo Histórico Urbano de Bonfim - MG

A proposta da presente dissertação de Mestrado é estudar as alterações ocorridas no Núcleo Histórico Urbano da cidade mineira de Bonfim (NHU), após o tombamento de seus bens edificados, em 1997. Esta data legitima a solicitação do Conselho Deliberativo do Patrimônio Histórico de Bonfim pelo tombamento do NHU. O referido Centro Histórico foi merecedor de tombamento após avaliação de seu grau de significância pelo IEPHA/MG. Embora a oficialização da salvaguarda dos bens patrimoniais imóveis do município estivesse deferida, uma nova readequação do espaço urbano inaugura sua presença na cidade. Trata-se de intervenções que tendem ao adensamento construtivo, verticalização das novas construções, alterações, descaracterizações e/ou demolições de exemplares arquitetônicos do NHU tombado. Diante das descaracterizações que o NHU enfrenta, a presente pesquisa almeja acompanhar o processo que culmina na perda de valores e atributos do mesmo. Também, o estudo pretende avaliar a intervenção do poder público municipal, no que se refere às diretrizes de salvaguarda dos bens edificados tombados. Assim sendo, dados constantes no Dossiê de Tombamento, laudos técnicos, fotografias e outros documentos serão apresentados como comprovação de uma realidade descaracterizante. Ainda serão examinadas ações de desrespeito à legislação vigente sobre a preservação do patrimônio histórico, com suas consequências na esfera do Ministério Publico. Por fim, serão apresentados sinais imagéticos de transfigurações ocorridas na paisagem urbana dos antigos cenários da cidade.
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O espaço urbano e suas temporalidades: diagnóstico e propostas de intervenção para o patrimônio histórico do centro de Limeira - SP

O espaço urbano e suas temporalidades: diagnóstico e propostas de intervenção para o patrimônio histórico do centro de Limeira - SP

A Prefeitura Municipal de Limeira, pede muito respeitosamente a Vossa Excelência, a devida vênia para sugerir ou solicitar, seja dado ao Segundo Grupo Escolar desta cidade, o nome de “Brasil”. Essa denominação, Excelentíssimo Senhor Doutor Secretário, viria como um complemento natural e grandioso, coroar a ação patriótica deste poder público municipal, que já deu às suas escolas municipais os nomes de todos os Estados brasileiros, tendo recebido um grupo Escolar municipal há pouco constituído, o nome de “São Paulo”. Aspiração natural, espontânea e ardente do povo limeirense, o nome de “Brasil” seria um tributo a mais de civismo, erguido em honra de Nossa Pátria pelos habitantes da “Capital da Laranja”, que assim, teria um outro magnífico ensejo de ver exaltado na fachada desse grandioso estabelecimento educacional, como um incentivo e um florão de glória, o nome que simboliza todo um evangelho de luminosidade e esplendor. Agradeço penhoradamente a gentileza e a generosidade da boa acolhida à sugestão ora apresentada, e valho-me do ensejo para me firmar com máxima estima, apreço e muito atenciosamente. (ALMEIDA, 2007, p. 36-7).
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Habitação em centros históricos: um desafio à integração das políticas públicas.

Habitação em centros históricos: um desafio à integração das políticas públicas.

novos usos – viu-se claramente definida quan- do apresentou aos moradores as alternativas de serem indenizados e realojados provisoria- mente em outro local ou realocados em imóvel recuperado, mediante novo contrato de alu- guel. A aparente sedução da indenização para indivíduos de baixa renda e a forma autoritária como o poder público lidou com as desocupa- ções resultaram no abandono do local, por par- te de residentes, e o residual retorno de alguns após as intervenções. A questão habitacional não fazia parte da equação do Programa de Reabilitação do Centro, e as unidades residen- ciais disponíveis após a intervenção entraram no circuito do mercado imobiliário, proceden- do-se, assim, à renovação do tecido social do centro histórico. Nesse contexto, a maioria dos novos moradores, comerciantes e outros resi- dentes não possuía com aquele espaço qual- quer vínculo em relação a vivências anteriores, nem participou de forma ativa no processo.
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miguel bonifácio faria dissertacao

miguel bonifácio faria dissertacao

Sobre este, abre-se um grande janelão de cantos recortados. As duas fachadas laterais, apenas com uma pequena janela, são despojadas de qualquer elemento decorativo. O espaço interior da Capela é constituído essencialmente por uma grande nave retangular com um teto em forma de abóbada abatida em granito. Entre a nave e a capela-mor existe um arco triunfal pleno, sobre pilastras com altos pedestais e capitéis jónicos. O Teto da capela-mor em abóbada de canhão, apainelada em duas ordens, com rosas entre os caixotões de cantaria. O altar da capela-mor possui um retábulo de talha dourada, constituído por painéis com oito pinturas em tábua emoldurada, distribuídos em dois níveis, rematados ao eixo por um frontal. As pinturas representam a "Anunciação", a "Visita dos Reis Magos", a "Visita de Santa Isabel", a "Natividade", "Jesus entre os Doutores" e a "Fuga para o Egito". Todo este conjunto de feição renascentista julga-se de origem flamenga. Ressalta deste conjunto o nicho em talha de estilo rococó.
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A Cidadania no espaço público e privado

A Cidadania no espaço público e privado

Nesse contexto, os movimentos sociais que se destacaram foram o sindicalismo no final da década de 1970, que procurava superar a tradição de tutela imposta pelo getulismo, e os movimentos sociais liderados por grupos progressistas da Igreja Católica, ancorados nos fundamentos da chamada Teologia da Libertação. Surgiram as Comunidades Eclesiais de Base (CEBS), visando construir um espaço para organizarem e lutarem contra a opressão, exploração e dominação, impostos sob a égide dos governos militares. Nesse sentido, segundo Boff (1992), “o pobre emerge como sujeito de sua libertação e também da nova evangelização. Ele é sujeito criador da igreja. As CEBS representam a obra dos próprios oprimidos...” (BOFF, 1992, p. 35). As CEBS foram o ponto de partida para o surgimento do maior movimento social do século XX: o Movimento dos Sem Terra (MST). Este movimento social vem sendo composto por inúmeros trabalhadores das classes populares, sendo a principal expressão de luta pela cidadania através da reforma agrária. Como sabemos, a estratégia adotada é a ocupação de grandes latifúndios, visando pressionar o Estado a desapropriar áreas para fins de assentamento rural. O MST é uma das poucas vozes representativas dos segmentos menos favorecidos da sociedade, contribuindo para o aperfeiçoamento da nossa democracia, que em muitos aspectos, existe apenas no plano formal, ou seja, a luta pela terra não se circunscreve ao ganho com a conquista de direitos sociais, mas socializa politicamente o exercício da prática participativa democrática, o que tem a ver com a cidadania.
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Acessibilidade no espaço público patrimonial

Acessibilidade no espaço público patrimonial

Destacam-se os princípios I e V. A vontade política é indispensável para que um objetivo seja concretizado. Sem apoio e comprometimento, observa-se descontinuidade nos planos. Inserir a meta de não desperdiçar as oportunidades (princípio V) é realmente estratégico e potencializador dos seus objetivos. Beneficiam-se de todas as operações em curso, cientes de que os investimentos são limitados, expande-se a implantação da acessibilidade a todos os departamentos que atuam no espaço público, cumprindo-se a legislação de implementá-la. Neste documento afirma-se que “Todos os dias se fazem planos, projetos e obras (pequenas e grandes, públicas e particulares) que podem eliminar barreiras sem custo adicional para a CML. É preciso preparar soluções que possam ser integradas nesses trabalhos. E aproveitar os projetos piloto como oportunidade de aprendizagem e demonstração”. 203
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Centro histórico de Viseu

Centro histórico de Viseu

Á semelhança de outras cidades romanas, a muralha permaneceu sem alterações nos três primeiros séculos, no entanto, com a chegada de povos invasores, os habitantes reduziram o espaço para que se pudessem defender melhor. Para tal, construíram uma nova muralha nos finais do século III e inícios do século IV. Esta “segunda muralha com cerca de vinte metros de comprimento e dois metros e quarenta centímetros de largura (…)” (MARQUES, 2013:68) reduz a área urbana do lado oriental e norte e mantendo o limite ocidental mais íngreme para mais facilidade na defesa da cidade. Esta é uma muralha forte e possante e o seu aspeto arquitetónico mais interessante é “(…)o seu torreão semicircular com quatro metros e setenta e cinco centímetros de diâmetros.” (MARQUES, 2013: 68) Estes foram construídos, pois vivia-se “um período de profunda instabilidade política interna, acrescida de ameaças de invasões por parte de povos que se encontravam para além das fronteiras do império romano.” (MARQUES, 2013: 68)
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A arquitectura enquanto geradora de mobilidade: equilíbrio do espaço público através da arquitectura

A arquitectura enquanto geradora de mobilidade: equilíbrio do espaço público através da arquitectura

tem como objectivo, através de um conjunto de peças arquitectónicas, a recolocação de todo o estacionamento existente em toda a Av. Almirante Reis, ficando esta ao longo de toda a sua extensão completamente livre de espaços dedicados ao estacionamento automóvel, sendo deixados apenas os espaços já existentes destinados a cargas e descargas de apoio ao comércio local. Com as referidas peças arquitectónicas não se pretende especializar o estacionamento, mas sim compatibiliza-lo com o espaço público, de modo a que o estacionamento não anule o espaço público. Da mesma forma, para que o estacionamento não se isole do espaço público, estas peças arquitectónicas irão ter usos mistos consoante o programa já existente na sua periferia. Esta decisão prende-se a uma vontade de querer devolver o espaço público às pessoas fazendo com que a distribuição do espaço público seja feita de uma forma cada vez mais razoável e ponderada de modo a que nenhuma destas componentes que fazem parte de uma cidade seja prejudicada.
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Espaço público, videovigilância e privacidade

Espaço público, videovigilância e privacidade

51 suas recomendações.” Para além disso, estabelece-se, ainda, que o parecer da CNPD deverá incidir sobre a conformidade do pedido com as situações em que é expressamente vedada a instalação de câmaras de vídeo, concretamente, em locais em que, pela sua natureza se destinem “a ser utilizados em resguardo”; “quando abranja interior de casa ou edifício habitado ou sua dependência”; quando a captação de imagens “afete, de forma direta e imediata, a intimidade das pessoas ou resulte na gravação de conversas de natureza privada”; e, também, sobre a salvaguarda dos direitos de acesso e eliminação dos registos por parte dos interessados. Por outro lado, para além de manter a autorização de utilização de câmaras de vídeo dependente da “existência de riscos objetivos para a segurança e ordem públicas”, esta alteração legislativa introduziu algumas inovações muito significativas, das quais destacamos a introdução da obrigatoriedade do pedido de autorização conter, para além de outros elementos, “o comprovativo de aprovação, de capacidade ou de garantia de financiamento da instalação do equipamento utilizado e das respetivas despesas de manutenção”; a possibilidade de promoção de consulta pública prévia ao pedido de instalação; a obrigatoriedade de comunicação ao Ministério Público das decisões de autorização de instalação de câmaras e das decisões de instalação em caso de urgência; e a obrigatoriedade de promoção da avaliação legislativa do regime jurídico que regula a utilização de câmaras de vídeo pelas forças e serviços de segurança em locais públicos de utilização comum, decorridos que sejam três anos após a entrada em vigor daquela lei. Considera-se que, em alguns aspectos, esta alteração legislativa reforça os direitos dos cidadãos, nomeadamente no que diz respeito às condições de guarda, conservação e transmissão dos registos gravados. Ao membro do Governo, a quem compete autorizar a instalação de sistemas de videovigilância no espaço público, é reservada a apreciação sobre a adequação da medida em relação aos fins a atingir e às circunstâncias do local a vigiar; sobre a existência de riscos objectivos para a segurança e ordem públicas; e sobre o grau de afectação de direitos pessoais, numa palavra apreciar a proporcionalidade da medida que, nos termos do ordenamento jurídico português, implica a apreciação do princípio da proporcionalidade na sua tríplice vertente: da idoneidade ou da adequação, da necessidade e da proporcionalidade em sentido estrito, sendo que “a preterição de qualquer uma das três dimensões envolve a preterição global da proporcionalidade.” (Sousa e Matos, 2008: 215).
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HISTÓRICO DO ARQUIVO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA

HISTÓRICO DO ARQUIVO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA

Constituído de documentos provenientes dos Cartórios do Registro Civil e Registro de Imóveis, recebidos na grande maioria dos municípios e distritos do Estrado de Santa Catarina ... 1.1.[r]

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Insurgência, espaço público e direito à cidade

Insurgência, espaço público e direito à cidade

No Brasil politicamente turbulento deste começo de século, muitas são as contradições que corroem as relações políticas em todas as esferas do governo assim como também é grande a complexidade da vida urbana, resultante dessas contradições vivenciadas à escala do quotidiano. Pensar na construção do direito à cidade – noção frequentemente banalizada – soa, muitas vezes, inapropriado, deslocado ou extemporâneo, sobretudo num país com dimensões continentais e com heterogeneidades muito demarcadas de Sul a Norte, que possivelmente muito pouco tem a ver com a França do final dos anos 1960, onde/quando Henri Lefebvre pensou o direito à cidade. Neste ensaio, propomos lidar com esses aspectos, estabelecendo mediações entre o cenário político nacional e sua reverberação no espaço público das cidades, dando destaque para uma manifestação na feira livre do bairro Junqueira em Ituiutaba, MG, pensada em termos de insurgência. Apresentamos, no texto, elementos teóricos e aproximações empíricas para fazer uma reflexão sobre o que significa a construção do direito à cidade como luta revolucionária. Palavras-chave: urbanização, espaço público, insurgência, direito à cidade.
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Dinâmicas de Integração e Participação no Espaço Público

Dinâmicas de Integração e Participação no Espaço Público

Fraser, afirma que a estreita análise impediu que Habermas vislumbrasse que a publicidade e acessibilidade existentes nos espaços por ele estudados eram, em grande medida, fruto de uma retórica vazia, já que a facticidade das práticas sociais era marcada por exasperada desigualdade. Além disso, a autora considera que aquilo a que Habermas chamou de público nunca o foi na verdade uma vez que já nestas sociedades havia diversos públicos que sempre estiveram em conflito constante com o público liberal-burguês, desde antes mesmo dos finais do século XVII e XVIII. Neste mesmo sentido as críticas de Lefebvre (1991) também se evidenciam. Lefebvre (1991) afirma que Habermas ignorou que o verdadeiro surgimento do debate político se deu nas cidades-Estado italianas dos séculos XIV e XV.
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Espaço Público e Desenvolvimento: a Encruzilhada da Cidadania

Espaço Público e Desenvolvimento: a Encruzilhada da Cidadania

Admitidas as insuficiências das concepções cepalinas e da teoria da dependência, caracterizadoras dos dois primeiros momentos analíti- cos, o terceiro momento, questionador do próprio processo de desenvol- vimento capitalista visto como intrinsecamente excludente, resta igual- mente problematizado com as dificuldades enfrentadas pelas experiên- cias do “socialismo real”. Para os que apostavam no caminho socialista como alternativa ao modelo capitalista a crise e a própria derrocada das experiências reais feitas em nome do socialismo abriram um vácuo nas discussões sobre o desenvolvimento. Se a perspectiva socialista perdeu em boa parte seu poder utópico de alternativa ao capitalismo, o que, aliás, sinaliza para a crise de qualquer outro modelo global de desenvol- vimento, em que direção avançar o debate em torno da construção de espaços públicos generalizáveis e inclusivos? O fato é que, mesmo no contexto de um processo de globalização ao mesmo tempo homogeneizador e gerador das mais variadas fragmentações de interes- ses, urge perseguir formas alternativas, sustentáveis e de caráter emancipatório para o desenvolvimento, as quais permitam a ampliação do espaço público democrático e potencializador da cidadania. Nessa direção vão as reflexões a seguir.
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