Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania

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Gramáticas do consenso: práticas autocompositivas no centro judiciário de solução de conflitos e cidadania em Fortaleza-CE

Gramáticas do consenso: práticas autocompositivas no centro judiciário de solução de conflitos e cidadania em Fortaleza-CE

Essa dissertação discute, a partir do enfoque da Antropologia do Direito, a ideia de consenso e as diferentes formas de administração de conflitos, no Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc), na cidade de Fortaleza, Estado do Ceará. Para entender como se dão distintos significados sobre novas práticas judiciárias na administração de conflitos, foquei o meu olhar sobre o tratamento que é dispensado por mediadores e por conciliadores aos processos que são remetidos ao Cejusc/Fórum Clóvis Beviláqua, onde realizei pesquisa etnográfica, a qual permitiu perceber as diferentes nuances de uma prática de tratamento dos conflitos em ascensão. Os resultados da pesquisa indicaram que há uma proposta em fase de estruturação de uma “nova” justiça, entendida pelos seus operadores através de suas vivências, que oscila entre uma nova maneira de administrar os conflitos, descentralizando a decisão da figura do juiz, focando na participação dos envolvidos na resolução dos conflitos e na noção de equidade. No entanto, ainda há reiteração das antigas práticas judiciárias, em que os encaminhamentos das fases dos processos em juízo continuam a depender fundamentalmente da ação de um único sujeito, o juiz. A construção do consenso, nessa perspectiva, está atrelada a uma tentativa de efetivação da oralidade como princípio fundamental para o acesso à justiça em níveis mais amplos. O trabalho está dividido em quatro capítulos. Na introdução, apresento ao leitor a minha trajetória no tema e como realizei a pesquisa; as diferenças entre os meios autocompositivos (mediação e conciliação) em termos teóricos. No primeiro capítulo, procuro delimitar o campo da Antropologia do Direito, a partir da contribuição de diversos antropólogos na construção dessa disciplina, observando também como a cultura jurídica brasileira está estruturada. No segundo capítulo, apresento ao leitor informações sobre o campo empírico onde realizei a pesquisa, bem como as legislações pertinentes à área, descrevendo ainda o cotidiano institucional pesquisado. No terceiro capítulo, em linhas gerais, falei sobre a formação dos conciliadores e dos mediadores, delimitando a trajetória desses sujeitos como novas profissões no Judiciário. No quarto capítulo, analiso as práticas de mediação e de conciliação buscando entender como essa nova forma de administrar os conflitos encontra espaço (ou não) num Judiciário voltado para a lide processual.
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Meios adequados de solução de conflitos: a efetividade do 1º Centro Judiciário de solução de conflitos e cidadania de Jataí/GO sob a perspectiva do acesso à justiça / Adequate conflict resolution means: the effectiveness of the 1st Judicial conflict solut

Meios adequados de solução de conflitos: a efetividade do 1º Centro Judiciário de solução de conflitos e cidadania de Jataí/GO sob a perspectiva do acesso à justiça / Adequate conflict resolution means: the effectiveness of the 1st Judicial conflict solution Center and citizenship in Jataí / GO under the perspective of access to justice

Braz. J. of Develop., Curitiba, v. 6, n.5, p.26144-26169 may. 2020. ISSN 2525-8761 satisfatoriamente os anseios da sociedade quanto à resolução de seus problemas. Diante dessa conjuntura, emergem as reflexões sobre os meios alternativos de conflitos, como instrumentos capazes de, não somente reduzir as demandas processuais, mas sobretudo, propiciar uma composição amigável às lides, resolvendo o conflito. Considerando-se o exposto, o presente artigo propõe uma análise de dados primários coletados no âmbito do 1° Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) de Jataí/GO, a fim de identificar a efetividade dos meios conciliatórios, em relação às audiências realizadas e conciliações. O recorte temporal da análise compreendeu o período do mês de janeiro a dezembro de 2016. A abordagem metodológica priorizou a pesquisa qualitativa e quantitativa, com análise de dados, principalmente, descritiva. As técnicas de pesquisa utilizadas subsidiaram-se na bibliográfica, na documental e na de campo. O referencial teórico apoiou-se em material publicado como livros e artigos científicos. Na análise documental, priorizaram-se documentos, tais como legislações e relatórios. Constatou-se que os meios adequados de resolução de conflitos são instrumentos eficazes na composição pacífica das litigiosidades. O 1º Cejusc de Jataí/GO, em análise, cumpriu com o seu propósito principal, qual seja: promover os meios alternativos de forma célere, informal e sem custos aos interessados, demostrando a eficácia dos meios adequados na resolução das lides, com vistas ao devido acesso à justiça.
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A conciliação na resolução de conflitos familiares: atuação do centro judiciário de solução de conflitos e cidadania (CEJUSC) da comarca de Tubarão/SC

A conciliação na resolução de conflitos familiares: atuação do centro judiciário de solução de conflitos e cidadania (CEJUSC) da comarca de Tubarão/SC

This monographic research aims to analyze the effectiveness of the Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (CEJUSC) [Judicial Center for Conflict Resolution and Citizenship] of the Tubarão / SC district in pacifying family conflicts. For this,an exploratory research was conducted, with quantitative, qualitative and documentary approach. 688 terms of conciliation hearing in the procedural phase from March to December 2018 were analyzed. It was also used forms to catalog the terms and interviews with conciliators and magistrates.The study found that CEJUSC achieved a 75% success rate in these hearings, being effective in the perception of the conciliators and magistrates working in the organ, given their role in pacifying family conflicts. So, it is concluded that the CEJUSC of the Tubarão/SC district is an effective public body for the reasonable duration of the process and for the pacification of family conflicts, achieving the objectives proposed by Resolution 125/2010 of the Conselho Nacional de Justiça [National Council of Justice].
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"Não cause, concilie" : os sentidos da política de conciliação em um Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania em Campinas-SP

"Não cause, concilie" : os sentidos da política de conciliação em um Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania em Campinas-SP

Essa pesquisa teve como objetivo analisar como uma política judicial que prometeu criar um “novo acesso à justiça” - a política nacional de conciliação - tem afetado as práticas e o atendimento aos cidadãos dentro dos tribunais. Partindo de uma abordagem etnográfica, acompanhei as atividades de um Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania localizado na cidade de Campinas-SP para entender como as diretrizes da política constroem e ganham significados nas práticas locais. A primeira hipótese, de que a conciliação judicial tem sido utilizada no Brasil como forma de reagir a problemas de gestão estatal de recursos, encontrou fortes indícios que confirmaram sua eloquência. As diretrizes da política valorizam o encerramento de processos por meio de acordos e o controle de estatísticas, além de organizar premiações para incentivar os tribunais a serem mais “eficientes”. A segunda hipótese, de que a política estaria criando lógicas coercivas que forçam o acordo em nome do “bem comum”, também demonstrou ser convincente. Tal como observado nas primeiras iniciativas de tornar a conciliação uma prática judicial nos Estados Unidos, o Judiciário brasileiro estaria transformando o “acordo” em um ideal a ser alcançado, convertendo a audiência de conciliação num ritual judicial propício para práticas de harmonia coerciva. Enquanto a “pacificação” dos burocratas do Judiciário se resume a “acordos forçados”, a “pacificação” dos métodos que buscam o diálogo ou, nos casos em que o diálogo não é possível, encaminham para a “porta” do processo judicial, é desvirtuada. Este deslocamento de sentidos retrata um Judiciário que se apropria de “boas ideias” para convencer a todos sobre as vantagens da sua autorreforma, sem garantir condições para que assimetrias, desigualdades e relações de poder inerentes ao sistema de justiça sejam eliminados. Evitando o conflito e aceitando que assinar um acordo é pacificar, o Judiciário negligencia seu papel de garantidor de direitos e adota critérios de um modelo de justiça neoliberal.
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A problemática da judicialização e a solução consensual de  conflitos na perspectiva do Centro Judiciário de Solução de  Conflitos e Cidadania (CEJUSC) de Guarabira/PB

A problemática da judicialização e a solução consensual de conflitos na perspectiva do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (CEJUSC) de Guarabira/PB

O respectivo artigo tem como objetivo discutir a problemática da cultura brasileira de ajuizamento excessivo de ações, através das práticas consensuais de solução de conflitos, ora seja, a Mediação e Conciliação, tendo como parâmetro, as aplicadas no Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (CEJUSC) de Guarabira/PB. Com isso, o texto foi escrito com base na pesquisa bibliográfica e na documental, usando de citações doutrinárias e pesquisas (oriundos de estudos sobre o tema). Assim, num primeiro momento, foram discutidas as questões procedimentais do Processo e, após, a contextualização da sua problemática nacional de excessivos litígios, embasada por dados numéricos divulgados, entre mais, pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), na cartilha “Justiça em Números, 2018”. Destarte, é aprofundado o conhecimento a respeito das técnicas que envolvem as práticas de Mediação e Conciliação, pelos estudos doutrinários e da lei, partindo-se das suas definições, até as consequências práticas do seu uso. Por fim, trazendo a tona, nesse contexto, a vivência no Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (CEJUSC) de Guarabira/PB, com o intuito de tomar como modelo, para que se descontrua a cultura social de conflitos, que lota os fóruns pelo Brasil, e que torne a Justiça mais célere e confiável.
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Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania - CEJUSC: da sua criação e das práticas judiciárias

Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania - CEJUSC: da sua criação e das práticas judiciárias

Essa é uma parte sensível da mediação. A gente está vivendo um tempo de uma racionalidade positivista. A judicialização é vista hoje como a forma de solução. A partir de 88 quando ganhamos o império do Direito ao acesso à justiça, a CF nos garantiu isso e para exercer esse direito, nós acabamos terceirizando um poder que a gente tinha, que era de decidir nossa vida. A CF foi maravilhosa em garantir o livre acesso à justiça, por outro lado, acabou não vindo junto com uma cultura que é a do empoderamento, a crença no indivíduo, na decisão, na escolha e a gente acabou não valorizando isso. A mediação, para mim, existe como um lugar de demonstração de força do coletivo, de força comunitária. Eu honro a participação do TJRJ nessas práticas porque ele chancela e incentiva as práticas de mediação. Mas hoje, eu acredito na força de todas essas práticas, da mediação, das práticas restaurativas, como forças comunitárias. Mas isso precisa de uma mudança de paradigma, uma mudança de cultura que a gente ainda não tem. Na realidade, o que a gente experimenta, são as pessoas que até querem fazer um acordo ou até querem estar numa sessão de mediação, mas elas querem ter certeza que caso uma das partes não cumpra, o juiz vai estar ali e vai poder impor uma pena, impor um cumprimento. Daí, infelizmente, a gente ainda tem uma prática muito mais judicializada do que efetivamente deveria ser a mediação. Deveria ser uma prática comunitária. (grifo meu)
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PANORAMA INSTITUCIONAL DO CENTRO JUDICIÁRIO DE SOLUÇÃO DE CONFLITOS E CIDADANIA (CEJUSC) DE PETROLINA/PE

PANORAMA INSTITUCIONAL DO CENTRO JUDICIÁRIO DE SOLUÇÃO DE CONFLITOS E CIDADANIA (CEJUSC) DE PETROLINA/PE

Dez dos doze meses avaliados tiveram índice de resolução igual ou superior a 82%. Se compararmos com os números globais do TJPE, constataremos que os mecanismos de resolução consensual de conflitos mesmo que ainda pouco explorados, são inevitáveis. Primeiramente porque o Índice de Conciliação Geral ainda é baixo: 18,4%, de acordo com dados de 2016 (CNJ, 2016, p. 112). Ao lado disso, o assustador número de processos congestionando o judiciário estadual e a morosidade na sua resolução. Foram 2.394.804 casos novos + pendentes de julgamento (CNJ, 2016, p. 84), com uma demora média de 02 anos e 05 meses para prolação de sentença nos processos de conhecimento (CNJ, 2016, p. 51), no 1º grau.
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Serviço de Psicologia Jurídica no Centro Judiciário de Resolução de Conflitos de Bauru

Serviço de Psicologia Jurídica no Centro Judiciário de Resolução de Conflitos de Bauru

Os conflitos são resolvidos de uma maneira amigável, pois a solução não é imposta por uma autoridade, e sim pela vontade das partes. O objetivo da criação do CEJUSC é a promoção ao exercício de cidadania e para melhor informar a população em geral sobre a conciliação, que é um meio consensual de solucionar problemas. A conciliação é uma das formas amigáveis de solução do litígio e tem como objetivos o restabelecimento do diálogo e a solução do conflito por meio do acordo entre as partes (SÃO PAULO, 2016).

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ACESSO À JUSTIÇA, FORMAS DE SOLUÇÃO DE CONFLITOS E A TECNOLOGIA

ACESSO À JUSTIÇA, FORMAS DE SOLUÇÃO DE CONFLITOS E A TECNOLOGIA

Além do mais, ainda que seja preciso reconhecer que o país esteja em um momento de fragilidade em questões político-sociais, no que constituiria validade da própria justiça, e qual seria a base ética em se ter programas para solucionar conflitos humanos, a colaboração mais significativa de startups e programas criados para essa função revelaria uma contribuição para um interesse geral na sociedade: a pertinência da justiça brasileira.

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ACESSO À JUSTIÇA, FORMAS DE SOLUÇÃO DE CONFLITOS E A TECNOLOGIA

ACESSO À JUSTIÇA, FORMAS DE SOLUÇÃO DE CONFLITOS E A TECNOLOGIA

A expressão “acesso à justiça” contempla dois sentidos, quais sejam: a) o de acesso ao judiciário, como instância formal para a solução dos conflitos que sempre existirão na sociedade, em decorrência de interesses contrapostos; e, b) o de acesso a um direito subjetivo que se busca. Tem-se que não basta a previsão legal de ingressar com a ação e desencadear o processo, como instrumento de pacificação, é necessário que se tenha também a possibilidade de obter a concretude dos direitos ali pleiteados.

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ARBITRAGEM COMO SOLUÇÃO DE CONFLITOS INDIVIDUAIS DO TRABALHO

ARBITRAGEM COMO SOLUÇÃO DE CONFLITOS INDIVIDUAIS DO TRABALHO

É notório que as integrações trabalhistas vêm sofrendo transformações no mun- do inteiro, porém, no Brasil ainda se depara estancado, com uma legislação trabalhista sem expressão e com muitas brechas. Pela primazia que é deliberada ao judiciário tra- balhista tanto taxativamente, quanto por jurisprudências, as tramitações processuais, seguindo um processo lento e tortuoso, sem dar importância a celeridade processual, acarretando acúmulo de demandas diárias que tem como consequência a queda na qualidade de prestação oferecida pelo estado. Daí então, que o Brasil adota a arbitra- gem. Tornando-se possível a introdução dela nos conflitos individuais do trabalho, acolhendo o princípio da indisponibilidade de direitos do trabalhador.
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A mediação na prevençao e solução de conflitos locatícios

A mediação na prevençao e solução de conflitos locatícios

consistente na sua função de pacificação social. Esta, via de regra, não é alcançada pela sentença, que se limita a ditar autoritativamente a regra para o caso concreto; que, na grande maioria dos casos, não é aceita de bom grado pelo vencido, o qual contra ela costuma insurgir-se com todos os meios na execução; e que, de qualquer modo, se limitará a solucionar a parcela da lide levada a juízo, sem possibilidade de pacificar a lide sociológica, em geral mais ampla, da qual aquela emergiu, como simples ponta do iceberg. Por isso mesmo, foi salientado que a justiça tradicional se volta para o passado, enquanto a justiça informal se dirige ao futuro. A primeira julga e sentencia; a segunda compõe, concilia, previne situações de tensões e rupturas, exatamente onde a coexistência é um relevante elemento valorativo. Resulta daí que o método contencioso de solução das controvérsias não é o mais apropriado para certos tipos de conflitos, em que se faz necessário atentar para os problemas sociais que estão à base da litigiosidade, mais que aos meros
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A mediação como mecanismo de solução dos conflitos trabalhistas

A mediação como mecanismo de solução dos conflitos trabalhistas

A arbitragem instituída, no Brasil, pela lei 9.307/96, veio atender aos anseios da cidadania na solução de seus conflitos patrimoniais. A sua cultura contribui para o aperfeiçoamento da democracia, por estabelecer, de modo simples e célere, a paz entre os cidadãos, solucionando os seus conflitos. A arbitragem e, assim, um produto das transformações vividas pela cidadania brasileira. A sua consagração como meio alternativo de solução de conflitos deve ser considerada como o primeiro passo para outras conquistas. O seu objetivo é encontrar a paz, desejada pelo homem em decorrência dos interesses patrimoniais vivenciados em suas relações com o seu semelhante. Urge cultuá-la em toda a sua extensão, aperfeiçoando os seus mecanismos de atuação, para que possa servir à Nação.(DELGADO, 2002, p. 37-38)
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Arbitragem : alternativa eficaz de solução dos conflitos

Arbitragem : alternativa eficaz de solução dos conflitos

Alguns fatores têm contribuído, entretanto, para que o direito ao acesso à jurisdição seja mais retórico que efetivo. Dentre eles, o alto valor das custas judiciais parece ser um grande obstáculo aos cidadãos para acesso ao sistema judiciário buscando a solução de conflitos. Não apenas nos países em que a parte vencida seja obrigada a suportar o ônus da sucumbência, mas também naqueles em que não há tal exigência (Estados Unidos e Japão), os altos custos acarretados pela movimentação da máquina estatal, bem como o valor cobrado pelos profissionais- advogados, intérpretes, e peritos, apresentam-se como uma grande barreira. Um aspecto importante a ser considerado, nesse ponto, diz respeito às demandas que envolvam valores de pequena monta. Nesses casos, os custos do processo chegam, muitas vezes, a superar os valores monetários do próprio direito perseguido.
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ACESSO À JUSTIÇA, FORMAS DE SOLUÇÃO DE CONFLITOS E A TECNOLOGIA

ACESSO À JUSTIÇA, FORMAS DE SOLUÇÃO DE CONFLITOS E A TECNOLOGIA

Conforme Devazzio (2002) os meios alternativos para resolução de conflitos são caracterizados pela informalidade, a simplicidade, a acessibilidade econômica e a participação ativa dos envolvidos. Uma das principais vantagens é a sua pouca regulamentação, que deixa a sua forma livres para se desenvolverem de acordo com o momento social que se vive, bem como abrangerem muitas espécies de conflitos. A mediação, a conciliação, a negociação, a arbitragem e a justiça de paz são exemplos de processos alternativos institucionalizados. Os Conselhos de Bairros, Associação de Moradores, Organizações Não Governamentais, Fundações, dentre muitas outras iniciativas são os processos alternativos não institucionalizados. A nosso ver é um processo natural e necessário, uma vez que o Estado é incapaz de acolher as demandas e de resolver os conflitos inerentes às necessidades engendradas por novos atores sociais. (BORGES, 2006. p.41).
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A mediação como meio adequado de solução de conflitos

A mediação como meio adequado de solução de conflitos

“Atualmente, com base na política pública preconizada pelo Conselho Nacional de Justiça e consolidada em resoluções e publicações diversas, pode‑se afirmar que a conciliação no Poder Judiciário busca: i) além do acordo, uma efetiva harmonização social das partes; ii) restaurar, dentro dos limites possíveis, a relação social das par- tes; iii) utilizar técnicas persuasivas, mas não impositivas ou coercitivas para se al- cançarem soluções; iv) demorar suficientemente para que os interessados compreen- dam que o conciliador se importa com o caso e a solução encontrada; v) humanizar o processo de resolução de disputas; vi) preservar a intimidade dos interessados sempre que possível; vii) visar a uma solução construtiva para o conflito, com enfo- que prospectivo para a relação dos envolvidos; viii) permitir que as partes sintam‑se ouvidas; e ix) utilizar‑se de técnicas multidisciplinares para permitir que se encon- trem soluções satisfatórias no menor prazo possível” 50 .
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O judiciário frente aos conflitos fundiários das comunidades quilombolas

O judiciário frente aos conflitos fundiários das comunidades quilombolas

Nem todas as ações judiciais levantadas contam com algum tipo de decisão no curso do processo. Em al- guns casos, como na mencionada ação civil pública de Rio das Rãs, a concessão de uma liminar ocorre imediatamente (menos de um mês) após o ingresso da ação; em outros, como na de usucapião de Sacopã (julgada vinte e sete anos após o início da ação), dé- cadas se passam até que uma decisão seja proferida. Consideraremos, aqui, todas as decisões mapeadas pela pesquisa, independentemente do tempo que le- varam para serem tomadas. Como decisões, estamos nos referindo especificamente a três tipos de julga- mentos que ocorrem ao longo do processo judicial: liminar, sentença e julgamento de apelação (aqui de- signado por “acórdão”). A liminar – ou antecipação da tutela – é uma decisão judicial provisória, tomada pelo juiz no início do processo, que pode ser poste- riormente confirmada ou não na sentença judicial. Sentença é a decisão tomada pelo juiz na qual ele im- põe uma solução para a questão em disputa no caso. Já o julgamento do recurso de apelação – acórdão – é realizado pelo tribunal de segunda instância, que opta por manter ou reformar a sentença de primeira instância. 26 Revelam, assim, as tomadas de posição
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ACESSO À JUSTIÇA, FORMAS DE SOLUÇÃO DE CONFLITOS E A TECNOLOGIA

ACESSO À JUSTIÇA, FORMAS DE SOLUÇÃO DE CONFLITOS E A TECNOLOGIA

Frente a pluralidade e diversidade dos conflitos interindividuais aparentes na sociedade moderna, o sistema judiciário procura e elabora formas e metodologias diferenciadas para lidar com a delicada sistemática social. Diante desta busca e no intuito de melhor atender o cidadão é que o caminho para apresentação de novos paradigmas neste assunto se mostra disponível. Apoiado na ideia de aplicação de um sistema que busca a restauração da parte que causou o dano e sua possível reintegração social é que o judiciário tem investido em formas alternativas e complementares para corroborar com o atual sistema de solução de conflitos. A justiça restaurativa é um destes métodos implantados para auxiliar a sociedade neste novo paradigma restaurador. Esta metodologia propõe aplicar uma formatação mais equilibrada, empática e participativa chamando além dos envolvidos e o estado apoiadores de cada parte, seja a família a comunidade ou aqueles a quem se identificam. Todos, em um processo de comunicação clara e honesta, são capazes de se entender e trabalhar em busca de uma solução satisfatória para os envolvidos. É fácil perceber que uma comunicação entre pessoas que possuem uma relação de proximidade e respeito atingem um processo de entendimento mais favorável. Colocar-se no lugar do outro é uma das filosofias aplicadas a esta busca comum de soluções que atendam às necessidades das partes envolvidas no processo.
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ACESSO À JUSTIÇA, FORMAS DE SOLUÇÃO DE CONFLITOS E A TECNOLOGIA

ACESSO À JUSTIÇA, FORMAS DE SOLUÇÃO DE CONFLITOS E A TECNOLOGIA

Diante da atual situação referente à questão da necessidade de maior celeridade dos trâmites judiciais e sua relação com o Acesso à Justiça com base no conceito de CAPPELLETTI. Esse trabalho propõe uma discussão, baseada em pesquisas do tipo bibliográficas, sobre a ação de implementação do Processo Judicial Eletrônico ao sistema judiciário como um todo, principalmente em relação à Justiça do Trabalho, avaliando sua utilização como possível meio de viabilização do acesso à justiça, e ainda a receptividade do mundo jurídico em relação a ele apontando pontos positivos e os desafios de sua implementação.
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ACESSO À JUSTIÇA, FORMAS DE SOLUÇÃO DE CONFLITOS E A TECNOLOGIA

ACESSO À JUSTIÇA, FORMAS DE SOLUÇÃO DE CONFLITOS E A TECNOLOGIA

O evento foi uma realização do Programa RECAJ-UFMG – Solução de Conflitos e Acesso à Justiça da Faculdade de Direito da UFMG em parceria com o Direito Integral da Escola Superior Dom Helder Câmara. Foram apoiadores: o Conselho Nacional de Pesquisa e Pós- graduação em Direito - CONPEDI, EMGE – Escola de Engenharia, a Escola Judicial do Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região, a Federação Nacional dos Pós-graduandos em Direito – FEPODI e o Projeto Startup Dom.

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