Cerveja - Armazenamento

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Impacto sensorial da microbiota no off-flavour da cerveja artesanal Session Ipa durante o armazenamento

Impacto sensorial da microbiota no off-flavour da cerveja artesanal Session Ipa durante o armazenamento

A preferência dos consumidores de hoje mudou em relação à cerveja, uma vez que há uma crescente demanda por cervejas artesanais, que oferecem um amplo espectro de sabores e aromas encorpados. O termo off-flavour é usado para determinar um aroma ou sabor desagradável, indesejável na cerveja, resultante da degradação química ou microbiológica, dos componentes da bebida, durante seu processamento ou armazenamento. O objetivo da pesquisa foi avaliar a microbiota deteriorante presente na cerveja artesanal Session IPA e o seu impacto na produção e estabilidade de off-flavours, durante o seu armazenamento por 150 dias, sob duas condições de temperatura, e verificar o comportamento da atividade antioxidante e do teor dos compostos fenólicos totais. As análises microbiológicas, sensoriais e químicas foram realizadas na data de envase (T0) e em intervalos de 30 dias (T30, T60, T90, T120 e T150) para as cervejas armazenadas as temperaturas de 18 o C (A) e 1 o C (B). Para a quantificação da microbiota deteriorante da cerveja, foram realizadas as contagens de bactérias láticas e acéticas, leveduras Saccharomyces e não Saccharomyces pela metodologia de filtração em membrana. A metodologia dos limiares hedônicos (MLH) foi aplicada na determinação dos limiares de aceitação comprometida (LAC) e de rejeição (LR). O método Check-All-That-Apply (CATA) foi aplicado para entender a maneira como o consumidor descreve a cerveja artesanal. Utilizou-se a metodologia dos radicais DPPH e ABTS, na determinação da capacidade antioxidante da cerveja, e para o seu teor de compostos fenólicos totais, o método de Folin-Ciocalteau. Não houve crescimento de bactérias láticas e acéticas durante o armazenamento para as amostras A e B. Mas, houve crescimento de leveduras Saccharomyces, exceto em T30 (A), e não Saccharomyces, exceto em T30 e T120 (A) e em T150 (B). Com altas contagens para leveduras Saccharomyces e não Saccharomyces em T60 (A) e T120 (B). Os LAC foram identificados a amostra B atributos impressão global (T60) e sabor (T60). Já o LR, foi identificado para o atributo sabor (T60), apenas na amostra B. A atividade antioxidante das amostras não se alterou ao longo do tempo. No entanto, houve indicação de que os compostos fenólicos totais se alteraram com o tempo. Na pesquisa, observou-se uma possível associação entre a alta carga de leveduras e o surgimento do LAC das amostras.
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Estudo da migração do ferro das latas para a cerveja

Estudo da migração do ferro das latas para a cerveja

Algumas das latas do lote L3309092 foram amolgadas, tendo sido o seu conteúdo analisado ao longo do tempo. Relativamente, às latas amolgadas do lote L3309092, também não se detectou diferença na concentração do ferro ao longo do tempo, excepto para as amostras com tempo de armazenamento de 299, 580 e 581 dias em que a concentração de ferro ultrapassou o limite máximo recomendado. Concluiu-se que as concentrações de ferro na cerveja para estas latas não dependem do tempo de armazenamento mas sim do tipo de agressão feito à folha-de-flandres da lata. Nas latas amolgadas cuja agressão feita na folha-de-flandres não danificou o revestimento interior, as concentrações de ferro obtidas na cerveja são da mesma ordem de grandeza que nas latas normais. Já naquelas em que se notou pontos de corrosão que permitiu o contacto da cerveja com a camada metálica, o teor de ferro era maior. Pode-se dizer que se a lata de cerveja não sofrer nenhum tipo de agressão a sua qualidade no que diz respeito à presença de ferro não é alterada pelo menos durante 581 dias.
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Leveduras utilizadas no processo de fabricação da cerveja

Leveduras utilizadas no processo de fabricação da cerveja

molécula multi-ramificada consistindo de numerosas cadeias de resíduos de D-glicose unidos por ligações α-(1,6). A trealose é um dissacarídeo que consiste de dois resíduos de D-glicose ligados por meio de átomos de carbono redutores. O glicogênio serve como uma reserva bioquímica de energia e carbono para suprir a célula durante o estágio aeróbico da fermentação quando os lipídios estão sendo sintetizados. À medida que os constituintes do mosto vão sendo absorvidos pelas leveduras, o nível de glicogênio das células aumenta até alcançar o máximo e, então, diminui levemente no final da fermentação. Idealmente, o conteúdo de glicogênio na levedura a ser inoculada deveria ser alto (DRAGONE et al., 2010). Como o glicogênio é rapidamente consumido durante o armazenamento, é importante que a levedura seja preferencialmente reutilizada após 24 a 48 horas de sua coleta, sendo que a velocidade de consumo de glicogênio é dependente de um número de fatores incluindo a linhagem de levedura e as condições de utilização. Os procedimentos de manipulação da levedura sobre o desenvolvimento do flavor da cerveja durante a fermentação provocam baixos níveis de glicogênio nas células, resultante de efeitos, tais como altas temperaturas e tempos excessivos de armazenagem. Isso influi na viabilidade celular, nos tempos de fermentação e nos níveis de diacetil, acetaldeído e dióxido de enxofre ao final da fermentação (DRAGONE et al., 2010). Quando as células de Saccharomyces cerevisiae encontram-se sob condições nutricionais baixas, produzem ATP pelo catabolismo de trealose que envolve a ação da enzima trealase para a obtenção de glicose. A trealose garante a viabilidade da levedura durante a germinação, ausência de nutrientes e desidratação protegendo a membrana plasmática contra autólise (MORADO, 2009).
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FÁBRICA-ESCOLA DE CERVEJA ARTESANAL: PRODUÇÃO E

FÁBRICA-ESCOLA DE CERVEJA ARTESANAL: PRODUÇÃO E

Aberto em 2009, na av. Rondon Pacheco, foi o primeiro bar a servir cerveja artesanal na cidade. Após 4 anos, mudou-se para o Mercado Municipal, onde em seu cardápio estão presentes além das tradicionais, os 4 estilos de cervejas produzidas em sua fábrica, as quais são servidas através de chopeiras ou em garrafas, tendo também um cardápio de petiscos atrativos. O bar é composto por 1 freezer específico para refrigerantes e outro para cervejas engarrafadas, 1 balcão para armazenamento de copos a uma temperatura de -14°C, 2 balcões para chopeiras, prateleiras e pia com armário inferior. O caixa é um pequeno balcão em L, para o apoio de máquinas de cartão de crédito, telefone e cardápios. O bar funciona com quatro funcionários fixos, sendo 1 gerente, 2 cozinheiras e 1 garçom. Para os dias de
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Métodos espectroscópicos para o estudo da cerveja

Métodos espectroscópicos para o estudo da cerveja

Devido à complexidade da cerveja, o aroma não é caracterizado por um ou alguns compostos bem definidos. Na verdade, muitos compostos contribuem para o aroma, individualmente, ou de modo sinergista ou antagonista. Os ésteres e os álcoois são dois dos principais grupos de compostos que mais contribuem para o sabor e aroma da cerveja. Os principais ésteres encontrados na cerveja estão apresentados na Tabela 2.5 . Como se pode ver, o acetato de etilo é o que está presente em maior concentração, mas é o menos detectável, sendo a concentração mínima necessária para se detectar o sabor/aroma de 30 mg/L. Dos compostos apresentados, aqueles que mais preocupam os cervejeiros, por provocarem sabores e aromas desagradáveis, são o acetato de etilo e o acetato de isoamilo, que são uma mistura de acetatos de 2- e 3-metilbutilo. O nível destes compostos é influenciado por vários factores incluindo a densidade do mosto e a quantidade de oxigénio a que as leveduras são expostas. Este último factor afecta o sabor e aroma da cerveja, pois os ésteres são formados a partir dos álcoois produzidos, quando o grupo acetato está disponível mas não é necessário para a biossíntese dos componentes das membranas das leveduras. Assim, factores que promovem o crescimento celular, como elevados níveis de oxigénio e baixo conteúdo de lípidos no mosto, desfavorecem a produção de ésteres (Lewis e Young, 1996).
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O HAMBÚRGUER E O MOLHO DE CERVEJA QUASE PERFEITO

O HAMBÚRGUER E O MOLHO DE CERVEJA QUASE PERFEITO

O hambúrguer, originado de um hábito antigo de moer a carne de baixa qualidade, conquistou o mundo, se transformando em um prato nobre dos melhores e mais exigentes gourmets. Atualmente, o hambúrguer é muito mais que um filé feito de carne moída, pois pode conter diversos ingredientes como verduras, legumes e queijos, sendo ainda um prato aberto para transformações exóticas e combinações criativas. O objetivo deste trabalho foi desenvolver uma nova fórmula de hambúrguer, preparado com pão de queijo e carne de boi, e tendo como acompanhamento um molho todo especial feito a base de cerveja artesanal Red Ale e redução de jabuticaba. Uma metodologia experimental e bibliográfica foi utilizada. Para a pesquisa bibliográfica os dados foram retirados de livros sobre hambúrguer, jornais, revistas e sites. A pesquisa experimental foi desenvolvida nas cozinhas didáticas do Centro Gastronômico do CES/JF onde foram feitos seis testes práticos. Após alguns testes na cozinha, optamos por não incluir grãos de cevada na carne. A carne de boi foi moída em moedor grande e coberta com pedaços bem finos de bacon, sendo regada com azeite e fritada numa soutese em fogo baixo. Após a fritura, a carne foi colocada em um prato, acrescentado de molho composto de cerveja Red Ale combinada com redução de jabuticaba acrescido de açúcar mascavo. Esse conjunto se completa com a presença de queijo Minas e pão de queijo, mostrando um sabor especial. Neste trabalho, desenvolvemos uma receita inédita, que pode contribuir para enriquecer a qualidade e a fama do hambúrguer.
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Plano de marketing da cerveja artesanal Vitória

Plano de marketing da cerveja artesanal Vitória

Tendo em conta que as características do produto poderão não ser factor suficiente para se estabelecer e destacar no segmento das cervejas artesanais, a estratégia adotada terá um carisma conceptual, ou seja a Vitória será apresentada no mercado não apenas como uma cerveja artesanal, mas sim como uma forma de estar, uma continuidade do espírito que se vive no Plano B e que o aproxima dos clientes. O objetivo não é apenas que publico alvo consuma o produto mas sim que se identifique com o produto, desta forma o conceito estratégico será “Sou Vitória” recorrendo ao “storytelling” e à participação ativa dos consumidores na construção da notoriedade da marca e sua divulgação.
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A intervenção do design no desenho da rota da cerveja

A intervenção do design no desenho da rota da cerveja

qualidade superior, capaz de preencher os mais distintos gostos, e ligar-se intimamente a valores de sustentabilidade e de produtos naturais. A ideia de quando alguém bebe cerveja artesanal “got happy, not stupid” (ACITELLI, 2013), foi também uma bandeira utilizada nos Estados Unidos, e transportada com esta bebida para as diferentes paragens onde se desenvolveu, diferenciando e atestando a sua relação saudável com os seus consumidores. A originalidade e características únicas que cada cerveja artesanal apresenta, é também pretexto para abordagens ao mercado ímpares e destacáveis. A comunicação utilizada pelas marcas de cerveja artesanal transporta a originalidade e criatividade presente na bebida para a marca, marca gráfica e tom de voz com que se apresenta ao público. Observando o panorama geral das cervejas artesanais em Portugal, constatam-se desiguais tratamentos da semântica utilizada no nome, marca gráfica, rótulos, suportes publicitários, entre outros, que de forma mais ou menos vincada remetem o público para temas que podem incluir a origem geográfica da cerveja, a cultura local, regional ou nacional, a história, a mulher, o ócio e diversão, a ironia, e outros mais, decididos e apropriados pelos diferentes cervejeiros. Resulta numa miscelânea de marcas que coexistem saudavelmente e contribuem individualmente para a diversidade exigida a uma bebida que se propõe combater a uniformização e padronização da cerveja.
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Desenvolvimento de Novos Produtos na Categoria de Cerveja

Desenvolvimento de Novos Produtos na Categoria de Cerveja

A escolha de lúpulo envelhecido em vez de lúpulo fresco deve-se ao facto que, depois de exposto ao oxigénio do ar e à radiação solar, os alfa-ácidos presentes na flor de lúpulo são oxidados a beta-ácidos, sendo que os segundos contribuem em menor quantidade para o amargor da cerveja. No entanto, as características antissépticas e estabilizadoras de espuma permanecem no lúpulo envelhecido. Utilizando lúpulo envelhecido é possível criar uma cerveja com as vantagens do lúpulo mas sem o seu aroma e amargor, sendo mais fácil harmonizar a cerveja base com o fruto adicionado (Ray 2000; Keersmaecker 1996; Lam et al. 1986; Oliver 2012).
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Quebra de extrato na fabricação de cerveja

Quebra de extrato na fabricação de cerveja

Após o golpe de frio no fermentador não é desejável recolher imediatamente a cerveja, pois existe levedura não viável ainda em suspensão e que necessita de decantar para posterior- mente ser removida. Além disso, existe apenas uma linha de processo para transferência de cerveja do fermentador para os tanques de guarda, causando por vezes tempos de espera desde o golpe de frio até à recolha de cerveja ainda maiores do que os tempos desejáveis. Isto provoca um aumento do número de purgas de levedura decantada na base do fermen- tador, o que leva muitas vezes ao arraste de cerveja e à perda de extrato. No início da transferência de cerveja para os tanques de guarda, é necessário realizar mais uma purga (purga de levedura pré-centrifugação, representada na Figura 2.12 como momento de purga 3) com o mesmo objetivo das purgas anteriores, remover levedura da base do fermenta- dor, e devido ao facto da centrifugadora Alfa Laval não suportar percentagens de turvação superiores a 40% (por motivos mecânicos). Desta última purga nasceu a OM n ○ 6 pois é efetuada sempre que a cerveja está preparada para ser recolhida de um fermentador. Cerca de 55% do volume purgado é cerveja. Neste momento de purga também é enviada para o esgoto toda a água existente nas tubagens, imediatamente antes do envio da levedura. Após a purga pré-centrifugação, a cerveja é recolhida do fermentador e transferida para a centrifugadora Alfa Laval. Por cada 3 800 hL de cerveja centrifugada (por cada fer- mentador), a centrifugadora efetua cerca de 100 descargas de pasta de levedura. Cada descarga contém aproximadamente 16%v/v de cerveja. Apesar das descargas serem re- colhidas para tanques apropriados e serem vendidas para alimentação animal, o extrato presente na cerveja sai do uxo principal do processo e é desvalorizado. Daqui nasceu a OM n ○ 7. Após a centrifugação, a cerveja é arrefecida, são adicionados dois aditivos e é transferida para um tanque tampão onde é armazenada até ser transferida para os tanques de guarda. Na Figura 4.6 encontra-se representado um esquema resumo do diagrama de processo apresentado na Figura 4.5 .
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Assimetria na transmissão de preços de cerveja

Assimetria na transmissão de preços de cerveja

Isso denota um maior poder de mercado no canal “gêneros alimentícios” (repre- sentado por mercados) do que no canal “alimentação fora” (representado por bares e restaurantes). Esse fenômeno pode ser explicado por custos de menu mais altos nos bares e restaurantes do que em supermercados. Enquanto supermercados modificam preços com uma grande frequência, bares e restaurantes costumam realizar mudanças poucas vezes no ano. Uma explicação alternativa é que a cerveja, propriamente dita, representa uma maior parcela dos custos dos mercados do que nos bares que tendem a ter custos mais altos com mão de obra, por exemplo. O resultado pode também ser um indício de que o canal “alimentação fora” tem um nível de concorrência maior do que o canal “gêneros alimentícios”.
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Barriga de cerveja   Mito ou realidade

Barriga de cerveja Mito ou realidade

Os efeitos do álcool na barriga são complicados, mas estudos mostram de maneira clara que a cerveja, vinho e outras bebidas afetam mais a barriga de adultos que bebem esporadicamente do que em pessoas que bebem regularmente, mas em pequenas quantidades.

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Processo cervejeiro e a comercialização da cerveja

Processo cervejeiro e a comercialização da cerveja

A quantidade de levedura a ser adicionada no meio para que ocorra uma boa fermentação deve ser de, aproximadamente, 5 a 10 milhões de células por mililitro de mosto. Os principais produtos da fermentação do mosto são o álcool e o gás carbônico, porém outras reações paralelas ocorrem gerando subprodutos, como álcoois superiores, ésteres, diacetil, compostos sulfurados, ácidos orgânicos (KROTTENHALER et al., 2009). O diacetil é o aroma formado na cerveja por reações paralelas, e fornece a cerveja um gosto adocicado, que em grandes concentrações se aproxima sabor de manteiga e é consumido pelo próprio fermento, no estágio final de fermentação (KUNZE, 1996). A eficiência da levedura durante a fermentação sofre influência de diversos fatores externos, como a composição lipídica, temperatura do meio, concentração de lipídeos e diversos outros. Porém, o estado fisiológico da levedura também tem papel fundamental para seu desempenho no processo fermentativo. A gestão da levedura a ser utilizada, seu pH e temperatura de conservação e a ausência de contaminação são essenciais para a manutenção da vitalidade das células de fermento. O maior parâmetro que tem efeito na fermentação é a temperatura, pois altera a taxa metabólica dos organismos, podendo levar a resultados de fermentação indesejáveis, como maior teor alcoólico (BRIGGS et al., 2004). Após a atuação da levedura e a retirada de suas células na cerveja, tanto por decantação espontânea ou por centrifugação, a cerveja vai para o processo de maturação, podendo ser chamada de fermentação secundária. Na maturação, ocorre o ajuste fino das propriedades organolépticas da cerveja, como a melhoria da estabilidade da espuma e coloidal, ajuste na coloração da cerveja, decantação de células de levedura que passaram pela centrifugação. Nas microcervejarias, durante a maturação os cervejeiros podem dar suas características a suas cervejas, introduzindo frutas, hortaliças ou, até mesmo, flores nos tanques maturadores, para introduzir aromas específicos (BRIGGS et al., 2004).
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A singularidade do texto publicitário da cerveja Bohemia

A singularidade do texto publicitário da cerveja Bohemia

Kaiser, Schincariol, Brahma, Skol, Primus, Cerva e Antarctica. Assim se chega ao problema central da pesquisa: a partir da hipótese de que as peças publicitárias da Bohemia têm um caráter diferenciado, verificar em que consiste essa singularidade. Em princípio, quando se diz que a cerveja Bohemia possui uma singularidade em relação às outras, a primeira referência é à diferença existente entre o modo como ela é apresentada ao seu público-alvo, seja em cartazes de veiculação irrestrita, seja na mídia impressa, onde ela tem maior inserção que as outras. Verifica-se que, especificamente em revistas, que constituem um tipo de publicação destinada a classes mais escolarizadas, ela aparece sempre de uma forma discreta e requintada, sem nada que a torne vulgar. Já à primeira vista se observa que a singularidade das peças publicitárias da Bohemia se fixa na contínua confirmação da nobreza do produto, enquanto na publicidade das outras cervejas o maior apoio está no apelo ao prazer, com exposição da figura da mulher, geralmente de forma provocadora e vulgar.
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Análise energética de cerveja eleborada com mel

Análise energética de cerveja eleborada com mel

Esses resultados indicam que as cervejas comuns, elaboradas com menor teor de extrato primitivo, apresentam menos dextrinas e álcool em sua composição e consequentemente são menos calóricas. Já, a adição de mel aumentou o valor calórico na cerveja extra e comum, devido ao aumento nos teores alcoólicos nas cervejas com 40% de mel (Tabela 3). Por outro lado, a adição de mel diminuiu o valor energético na cerveja forte, em função do empobrecimento do teor de extrato (dextrinas principalmente) nessa bebida. As cervejas extras e fortes, dentro de cada categoria de mosto (0%, 20% e 40% de mel), apresentaram maior valor energético em função de sua riqueza em álcool e carboidrato (dextrina) (Tabela 3).
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Mercado de cerveja no Brasil: um estudo econométrico

Mercado de cerveja no Brasil: um estudo econométrico

Vamos iniciar os comentários focalizando as estimativas obtidas para a indústria da cerveja, cuja robustez pode ser mais facilmente verificada, uma vez que estas foram obtidas através de três diferentes modelos (Brahma, Antarctica e Kaiser). As elasticidades-preço de curto prazo obtidas através dos três modelos estão muito próximas, inclusive significativas ao nível de 10% (exceto a do sistema Kaiser). O mesmo ocorre com as de longo prazo (5%), estando o valor médio das estimativas próximo de –0,70. A seguir passamos a discutir os resultados indicando quando consideramos elasticidades de curto (CP) ou longo prazo (LP). No caso das elasticidades-renda (da indústria), os resultados dos sistemas da Brahma (0,44Cp e 0,78Lp) e da Kaiser (0,45Cp e 0,72Lp), além de significativos, revelam-se muito próximos, diferindo um pouco, mas não significativamente, dos números da Artarctica (0,29Cp e 0,44Lp). Por outro lado, vale ressaltar que as demais variáveis explicativas, tais como temperatura, gastos publicitários e preço de substituto (aguardente), exibiram coeficientes com sinais condizentes compatíveis com a teoria dos preços.
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Projeto de um laboratório na Cerveja com História, Lda.

Projeto de um laboratório na Cerveja com História, Lda.

De forma direta, a contaminação pode ocorrer quando se regista o aparecimento de microrganismos contaminantes no mosto ou na cerveja final. Tal acontece porque o mosto é uma mistura rica em açúcares, nutrientes e oxigénio, constituindo um meio favorável à propagação microbiana. Embora os compostos amargos do lúpulo tenham poder antissético, existem microrganismos que resistem ao seu efeito. É o caso das bactérias ácido-láticas (bactérias Gram- positivas), bactérias acéticas (aeróbias estritas), bactérias anaeróbias facultativas (bactérias Gram- negativas) e leveduras selvagens (Goldammer, 2008). Relativamente a estas últimas, adquirem o termo de “selvagens” pois não são escolhidas deliberadamente para o processo cervejeiro (Priest & Stewart, 2006). Resultam geralmente de contaminações cruzadas e podem pertencer aos seguintes géneros: Brettanomyces/Dekkera, Debaryomyces, Hansenula, Saccharomyces e Torulopsis (Esslinger, 2009). Provocam turvação na cerveja, o aparecimento de alguns aromas indesejados (como o diacetilo e alguns compostos fenólicos e sulfurados), superatenuação (Andrews & Gilliland, 1952) e a diminuição da produção de etanol durante a fermentação. Em relação às bactérias contaminantes, as ácido-láticas tendem a crescer em ambientes ricos em dióxido de carbono (Pellettieri, 2015). Podem aparecer nas matérias-primas a usar ou podem ser apenas detetadas no produto final. Produzem diacetilo (aroma amanteigado) e aumentam a turvação e acidez da cerveja. São pertencentes aos géneros Lactobacillus e Pediococcus (Goldammer, 2008). As bactérias anaeróbias facultativas, Pectinatus e Megasphaera (Goldammer, 2008), aparecem em ambientes anaeróbios. Por essa razão, é comum contaminarem a cerveja embalada. Promovem o desenvolvimento de odor a putrefação, devido à produção de sulfureto de hidrogénio (Pires et al., 2014).
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Estratégias discursivas em publicidades brasileiras de cerveja

Estratégias discursivas em publicidades brasileiras de cerveja

Na conclusão do texto informativo, o locutor utiliza-se de atos alocutivos, a fim de interpelar o consumidor e convencê-lo a beber Bohemia por meio do emprego do pronome de tratamento “você”: tudo isso é apenas uma breve descrição do que você encontra nas garrafas de Bohemia. Nada se compara ao que você vai sentir ao beber. O ato alocutivo evidenciado por esse pronome diz respeito a todas as pessoas se considerarmos que a mensagem é a mesma para todos perante a marca. Entretanto, a publicidade dirige-se especialmente a cada um. Em outras palavras, os consumidores são iguais perante a marca, mas cada um é individualizado no discurso publicitário. Assim, nessa publicidade, tem-se a finalidade de manter uma aproximação com o consumidor masculino, levando-o a pensar que ele é único, alguém especial, o beneficiário do produto. Além disso, o locutor reforça seu dito, utilizando a expressão o que você encontra nas garrafas de Bohemia e a locução pronominal tudo isso. Essas seqüências representam “os ganhos” que o consumidor obterá com a aquisição dessa cerveja e ainda resumem as qualificações e especificações da Bohemia que poderão ser comprovadas por meio da escolha de um de seus tipos. No final desse texto informativo, é utilizado pelo locutor um convite à ação: hora de praticar!
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Porque a cerveja é melhor que o homem

Porque a cerveja é melhor que o homem

A cerveja não vira de lado e não ronca Várias cervejas juntas não discutem futebol As cervejas não falam de outras mulheres A espuma da cerveja tem paladar agradável A cerveja não te[r]

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Língua, cultura e cerveja: um estudo ecolinguístico de rótulos de cerveja artesanal

Língua, cultura e cerveja: um estudo ecolinguístico de rótulos de cerveja artesanal

Essa influência do Ma natural também se dá de modo bastante peculiar na Cervejaria Hunsüinsck. Esse nome foi escolhido para homenagear as serras baixas da Alemanha porque elas são semelhantes às serras gaúchas da cidade de Dois Irmãos – RS (OLIVEIRA; DRUMMOND, 2014). Nesse rótulo, a coloração dourada traz uma ideia de nobreza, porque está associada a um brasão da cervejaria. O que reforça muito o discurso de distinção de pureza versus impureza, segundo o qual a cerveja é considerada como nobre se for produzida segundo a Lei da Pureza Alemã. O que reforça a visão de que essa bebida é produzida por nobres e em uma região privilegiada. O mesmo discurso sobre a nobreza/pureza se percebe na Figura 4 a seguir:
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