Código das sociedades comerciais

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Da influência de Proposta de 5.ª Directiva na consagração do artigo 17.º do Código das Sociedades Comerciais

Da influência de Proposta de 5.ª Directiva na consagração do artigo 17.º do Código das Sociedades Comerciais

admissibilidade dos acordos parassociais e, em particular, dos acordos de voto, assim como a superação da querela doutrinal e jurisprudencial em torno desta figura, aqui e além-fronteiras, mais não são senão o ponto de partida, não encerrando o seu expresso reconhecimento a discussão em torno de determinadas questões, como seja a da definição dos limites ao conteúdo daqueles convénios, assim como as diversas dificuldades que a temática suscita (Coelho, 1987, p. 85; Câmara, 1996, p. 46; Trigo, 2008, p. 172, e 2011, p. 131; Leal, 2009, p. 157; Vale, 2010, p. 368). Nem tão-pouco significa que a sua utilização seja isenta do risco de, mediante a sua celebração, se defraudarem regras societárias e os estatutos (Teles, 1951, p. 75; Cordeiro, 2001, p. 529, e 2011, p. 688; Leal, 2009, p. 140), o que, a par da entorse que representa a multiplicação destes acordos para o sistema em que assenta a constituição e funcionamento das sociedades (Leal, 2009, p. 141) (não só por não estarem sujeitos ao controlo da legalidade pelo notário ou conservador, como também por lograrem modificar a distribuição interna dos poderes societários, nomeadamente, com a retirada das decisões das estruturas e órgãos societários e consequente erosão dos poderes da assembleia geral) e da circunstância de traduzirem, muitas vezes, esquemas de controlo de poder à margem dos sócios minoritários (Leitão, 2012, p. 585), explica o cauteloso regime delineado pelo artigo 17.º do Código das Sociedades Comerciais.
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Aplicação do artigo 490.º do Código das sociedades comerciais : aquisição tendente ao domínio total

Aplicação do artigo 490.º do Código das sociedades comerciais : aquisição tendente ao domínio total

Com a presente dissertação, procurou-se realizar um trabalho que reunisse os necessários conhecimentos relativos à matéria dos grupos de sociedades, tendo como principal enfoco a figura jurídica estabelecida no artigo 490.º do Código das Sociedades Comerciais - Aquisição Tendente ao Domínio Total. Como parte integrante deste trabalho, foi feita uma breve abordagem de determinados instrumentos jurídicos, que pelo seu conteúdo e incidência, se devem clarificar, sob pena de se permeabilizarem ao conflito com a figura dos grupos de sociedades. Assim, pela absorção dos conhecimentos primários, se releva o estudo para os redutos complexos do tema, donde serão abordados de forma incisiva os pressupostos de aplicação plasmados no artigo 490.º. Esta figura, seguindo o encadeamento jurídico adotado pelo legislador, encontra-se estabelecida numa aqui denominada, legal bridge, entre o término de uma relação de domínio qualificado e o pretenso início de uma relação de grupo, por domínio total superveniente. A emergência deste mecanismo surge no nosso regime, para fazer face a dissidências próprias que se foram constatando, fruto da evolução das próprias formas e relações jurídicas entre sociedades.
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A vinculação das sociedades por quotas no código das sociedades comerciais

A vinculação das sociedades por quotas no código das sociedades comerciais

Com o presente estudo visa-se fazer la mise au point sobre uma temá- tica de enorme relevância prática: a vinculação das sociedades por quotas no actual direito societário português; i. é, pretende-se fazer uma análise, ainda que breve, sobre quem pode representar aquele tipo social e quando é que tal representação é válida e eficaz. Trata-se de uma matéria fulcral para todos aqueles que queiram contratar com estas sociedades, nomea- damente para saberem quais os cuidados e cautelas de que se devem rodear aquando da contratação com uma SQ. Apesar da importância da questão — tenha-se presente que, segundo dados recentes do RNPC, mais de 90% das sociedades portuguesas são sociedades por quotas ( 1 ) — e da atenção
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A responsabilidade civil dos administradores perante sócios e terceiros: o conceito de dano diretamente causado do artigo 79º do Código das Sociedades Comerciais

A responsabilidade civil dos administradores perante sócios e terceiros: o conceito de dano diretamente causado do artigo 79º do Código das Sociedades Comerciais

Cândido Lemos, cujo relatório refere que: “Os requisitos que se exigem, cumulativamente, para que o credor social possa exercer o direito à indemnização, são: - Que o facto do administrador ou gerente constitua uma inobservância culposa de disposições legais destinadas à proteção dos interesses dos credores sociais; - Que o património social se tenha tornado insuficiente para a satisfação dos respetivos créditos”; pelo acórdão do Tribunal da Relação do Porto de 29 de Novembro de 2007, relatado pelo Desembargador José Ferraz, cujo relatório menciona que: “A responsabilidade dos gerentes pelos danos causados a terceiro exige, deste modo, a presença de todos os requisitos de que, nos termos do artigo 483º, nº1 do C. C[ivil], depende a obrigação de indemnizar – inobservância da disposição legal (destinada a proteger o interesse dos credores, a culpa, o dano do credor e a causalidade entre a violação do dever legal e o dano (importando que o dano se tenha produzido no âmbito de proteção da norma). Acresce a necessidade da atuação dos gerentes ser determinante da insuficiência do património social para a satisfação dos respetivos créditos. Requisitos a serem demonstrados pelo credor lesado – arts. 342º, nº1 e 487º, nº1 do C. C[ivil]” e, principalmente, o acórdão do Tribunal da Relação de Lisboa de 19 de Dezembro de 2007, relatado pelo Desembargador Santos Geraldes, acórdão que defendeu que para que os administradores fossem responsabilizados perante os credores da sociedade não seria suficiente “o mero preenchimento dos requisitos gerais do art. 483º, nº1, do Código Civil”, acrescentando que seria necessário que se “verifi[casse], especificamente, a violação de normas de proteção dos credores e que essa violação [fosse] causa de insuficiência patrimonial (art. 78º, nº1, do C.S.C.)”.
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Direito à informação nas sociedades comerciais

Direito à informação nas sociedades comerciais

Abreu, Jorge M. Coutinho (Cood.), Código das Sociedades Comerciais em comentário, Volume III, Almedina, 2011, pág. 302. Afirma fazer sentido essa fórmula utilizada pelo legislador. Justificando que muitas vezes, os próprios gerentes podem não estar em condições de prestar as informações solicitadas. Dai que se justifique defender igualmente o dever de estarem presentes nas assembleias não apenas os gerentes, mas também os membros do conselho fiscal (se existir tal órgão) e, na assembleia anual, o revisor oficial de contas que examinou as contas, se for o caso (artigos 262.º e 278.º do CSC)
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A declaração de insolvência por atraso nas contas das sociedades comerciais

A declaração de insolvência por atraso nas contas das sociedades comerciais

Em sentido contrário, com o argumento de que quer o relatório, quer as contas, são meras propostas, cf. José Carlos Soares Machado, Sobre a justificação da recusa de assinatura do relatório e contas da sociedade, p. 362 e 363. Entende, não obstante, este autor que as alterações ou modificações não podem ser de tal dimensão que os administradores deixem de concordar com tais documentos. Ao admitir essa limitação, está, no fundo, a aceitar que só com a anuência da administração tais documentos podem ser alterados. Ora, tal conduz exatamente à solução que a lei determina: não sendo aprovada a proposta dos membros da administração, devem os sócios deliberar motivadamente que se proceda à elaboração total de novas contas ou à reforma das apresentadas. Também Vasco Lobo Xavier se pronunciou no sentido da possibilidade de a assembleia geral poder modificar o balanço que lhe é apresentado pela administração. Todavia, fê-lo no âmbito de disposições do Código Comercial (nomeadamente, o art. 179.º, § único, n.º 1.º) entretanto revogadas pela entrada em vigor do Código das Sociedades Comerciais – cf. Anulação de deliberação social e deliberações conexas, p. 493, nota 161.
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O dever de não concorrência dos administradores nas sociedades comerciais

O dever de não concorrência dos administradores nas sociedades comerciais

Com o contexto, ainda actual, de uma profunda crise económica e financeira, fo- ram reveladas as insuficiências dos mecanismos de fiscalização previstos na lei 48 . Neste sentido, e com vista a proceder a uma harmonização a legislação portuguesa em matéria societária com os restantes ordenamentos jurídicos europeus 49 , o legislador português procedeu a uma maior responsabilização das funções de administração no âmbito dos deveres legais e contratuais de gestão, com a introdução da reforma do Código das So- ciedades Comerciais em 2006, pelo Decreto-Lei 76-A/2006, de 29 de Março, o que re- sultou na actual redacção do artigo 64º do Código das Sociedades Comerciais. Indício deste acréscimo de exigência foi a alteração da epígrafe “Dever de Diligência” para “Deveres Fundamentais”.
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Direito de exoneração dos sócios em sede de fusões

Direito de exoneração dos sócios em sede de fusões

52 Contudo, no meu ponto de vista e no da maioria doutrinária, o legislador não concebeu um real e efetivo direito de exoneração em sede de fuões. Apesar de o artigo 105º se designar “Direito de exoneração dos sócios”, este limita-se a remeter o mencionado direito para outras normas que o atribuam ou para o contrato que a sociedade tenha estabelecido. Todavia, a problemática não se esgota no art. 105º, pois além deste preceituado não vincular um efetivo direito de exoneração, também remete para previsões escassas e pouco eficazes. O regime das várias tipologias societárias que o Código das Sociedades Comerciais elenca, não estatui a fusão como causa direta do direito de exoneração, pelo que, a garantia de exoneração na fusão decorre de outra causa legal que, simultaneamente, se verificou por intermédio do processo de fusão, como é o caso da alteração do substrato da sociedade. Neste seguimento, é de salientar ainda a fusão por incorporação de sociedade detida pelo menos 90% por outra (art. 116º), em que o legislador estipulou e bem o direito de exoneração, porém, falhou no aspeto da tutela dos sócios minoritários por fazer depender a atribuição de tal direito da vontade de sócios com 5% do capital social (contrariando assim a natureza unilateral do direito de exoneração). Ainda no âmbito do direito de exoneração em sede de fusões, o legislador consagrou um verdadeiro direito de exoneração mas a sua consagração não se encontra no C.S.C.. O sócio que se oponha à deliberação da fusão para constituição de uma sociedade anónima europeia (SE) poderá requerer a exoneração, o Decreto-lei n.º2/2005, de 4 Janeiro. Como tal, observamos aqui finalmente uma causa de exoneração por efeito da fusão, mas que se contempla num regime jurídico específico, não se encontrando assim o Código das Sociedades Comerciais uniforme com outros estipulados normativos.
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O direito dos sócios à informação

O direito dos sócios à informação

mantém o direito à informação e ao pedido de inquérito judicial, previsto no artigo 216º, n.º 1 do Código das Sociedades Comerciais, para o tornar efetivo, quando ocorram circunstâncias impeditivas de acesso à informação.” Neste acórdão vem o requerente A alega que ele e a ré C (sua mulher) eram únicos sócios e gerentes da sociedade C, mas que, por acordo entre ambos, apenas ela se encarregaria da gestão (não exercendo ele de facto a gerência). O requerente e mulher desentenderam-se e ela deixou de lhe dar conta do que se passa na sociedade. Tendo ele requerido informações à sociedade verbalmente e por escrito sem obter resposta. Na decisão em agravo entendeu-se que, sendo ele também gerente, não podia requerer inquérito. No entanto, diz a relação que não podem deixar de ver o que diz o artigo 21º, n.º 1, alínea c) do CSC de acordo com a qual “todo o sócio tem direito a obter informações sobre a vida da sociedade”- trata-se de uma norma de carácter geral inserida na secção dedicada às obrigações de direitos de todos os sócios. Assim, tratando-se in casu de uma sociedade por quotas com dois únicos sócios em que apenas um exerce de facto a gerência aquele que não exerce a gerência de facto não perdeu, ainda assim, a sua qualidade de sócio, assim como não perdeu o direito à informação. Aqui em causa está a utilização de um instrumento legal conferido aos sócios para tornarem o seu direito exequível de forma compulsiva – o inquérito judicial. A decisão em agravo entendeu que o Autor deveria ter pedido a destituição do cargo para voltar a ser sócio não gerente e pedir o inquérito, o que para o Tribunal da Relação de Coimbra não faz sentido. Assim conclui que “para estas situações anormais só pode haver uma solução: a de que o sócio gerente mantém o direito à informação e ao pedido de inquérito judicial para o tornar efetivo, quando as circunstâncias o justifiquem. De nada serve dizer que é sócio gerente e por isso tem acesso à informação, se na prática a não tem”.
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Breves notas sobre a transmissão mortis causa de quota

Breves notas sobre a transmissão mortis causa de quota

RESUMO: Ocorrendo o falecimento de um sócio de uma sociedade por quotas, a transmissão da respetiva participação social terá lugar, em princípio, nos termos gerais do direito das sucessões. No entanto, há exceções que escapam ao fenómeno sucessório natural regido pela lei das sucessões, caso, por exemplo, de estipulação contrária prevista em contrato de sociedade. O contrato social pode conter cláusulas que restringem a transmissão da participação social aos sucessores, na medida em que estabeleça condições de transmissibilidade não cumpridas ou uma cláusula de intransmissibilidade da quota aos sucessores do sócio falecido, devendo, nestes casos, esta ser amortizada (art. 232º e ss. do Código das Sociedades Comerciais (CSC)) ou adquirida pela sociedade (art. 220º do CSC), por sócios ou por terceiros. Os sócios sobrevivos dispõem, nestes casos, de 90 dias para efetivar uma das medidas, sob pena de a quota se considerar definitivamente transmitida aos herdeiros (art. 225º nº 2 do CSC). O contrato social pode, também, colocar na dependência da vontade dos sucessores do sócio falecido a transmissão da quota, caso em que estes deverão declará-la, por escrito, à sociedade, nos 90 dias seguintes ao conhecimento do óbito (art. 226º do CSC). Na pendência destas decisões, a titularidade transfere-se ou não para os sucessores do sócio falecido? Existem duas perspetivas sobre esta questão. Uma é a de que os sucessores não adquirem a quota enquanto a sociedade não deliberar sobre o seu destino, a outra é a de que os sucessores a adquirem enquanto tal decisão não for tomada pela sociedade. É nossa opinião ser preferível este último entendimento já que, embora limitados, os sucessores têm direitos que a lei acautela, designadamente no artigo 227º nº 3 do CSC.
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A arbitragem no âmbito das sociedades comerciais

A arbitragem no âmbito das sociedades comerciais

Assim, de acordo com Sampaio Caramelo, enquanto o Código de Registo Comercial não sofrer alterações no sentido de prever a obrigatoriedade de inscrição e/ou de publicação das ações arbitrais, à semelhança do que acontece para as ações judiciais, deverá impor-se, na cláusula compromissória estatutária, que o sócio ou titular de órgão social que instaure um ação de anulação ou declaração de nulidade de deliberação social, informe por escrito a administração ou gerência da sociedade sobre os elementos essenciais da ação, ficando a sociedade obrigada a transmitir, também por escrito, tal informação aos demais sócios, devendo, ainda, estipular-se na cláusula compromissória estatutária, a obrigatoriedade de o(s) demandante(s) na ação arbitral iniciada, facultar(em) cópia da petição inicial aos sócios que a solicitem, com vista a que estes possam tomar uma decisão consciente sobre se intervêm ou não na ação. 277
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O capital social livre como promotor de sociedades comerciais originariamente subcapitalizadas?

O capital social livre como promotor de sociedades comerciais originariamente subcapitalizadas?

Ora, é mister atender ao propósito do legislador na previsão, no art. 72.º, n.º 2, do CSC, da exclusão da responsabilidade “de alguma das pessoas referidas no número anterior (…) [se se] provar que actuou em termos informados, livre de qualquer interesse pessoal e segundo critérios de racionalidade empresarial”. Face ao preceituado neste número, cremos que, de alguma forma, o legislador foi influenciado pela Business Judgement Rule 113 . Cabe notar que, para efeitos desta norma, o previsto no n.º 2 do predito artigo trata-se de uma mera adaptação sendo, por isso, menos abrangente que aquela. No entanto, face aos motivos referidos no preâmbulo do Código das Sociedades Sociais, temos razões para afirmar que o legislador português não pretendeu transpor a Business Judgment Rule, desde logo porque sustenta que “a consagração no direito português de uma presunção de licitude da actuação do administrador implicaria uma fractura sistemática no nosso sistema de imputação de danos, com consequências práticas indesejáveis”. Deste modo, observamos que o legislador recusou transpor para o nosso ordenamento jurídico a presunção de licitude dos atos praticados pelos administradores ou gerentes, pelo que foi sua intenção, no nosso entendimento, evitar apreciações de mérito pelos tribunais relativamente a decisões tomadas no âmbito empresarial.
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O PROBLEMA DA PERSONALIDADE JURÍDICA DAS SOCIEDADES COMERCIAIS  Eloy Pereira Lemos Junior, Lucas Gonçalves da Silva

O PROBLEMA DA PERSONALIDADE JURÍDICA DAS SOCIEDADES COMERCIAIS Eloy Pereira Lemos Junior, Lucas Gonçalves da Silva

Nos termos dos art. 986 a 996 do Código Civil Brasileiro a lei brasileira passou a disciplinar as sociedades não-personificadas, o que não ocorria na legislação anterior, sendo que este novo código entrou em vigência no ano de 2003 não havendo tempo para posições doutrinárias concretas sobre o tema e muito menos, jurisprudenciais. Cabendo lembrar que a doutrina brasileira anterior à norma vigente, longe de um consenso, entendia que aquela sociedade irregular antes de seu registro poderia ser uma existência de fato, mas não legal, um estado de indivisão ou comunhão, e até mesmo ter uma existência legal sem personificação.
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O Contrato de Trabalho no contexto da Empresa, do Direito Comercial e do Direito das Sociedades Comerciais

O Contrato de Trabalho no contexto da Empresa, do Direito Comercial e do Direito das Sociedades Comerciais

um Betrieb dentro do Untemehmen (entendido este com o grupo). Em momento anterior à entrada em vigor do Código do Trabalho, Bernardo da Gama Lobo Xavier e Pedro Furtado Martins, o primeiro em “Trabalhador”, in Enciclopédia Pólis, Vol. V, Lisboa, Verbo, 1987, pp. 1225 e 1226, e ambos em “Cessão de posição contratual. Relevância dos grupos económicos: regras de contagem da antiguidade, in Revista de Direito e de Estudos Sociais (RDES), Separata, Ano XXXVI (IX da 2.ª Série), Janeiro-Setembro 1994, n.º 4, pp. 384-409, pronunciaram-se acerca da possibilidade de, por via da sua inserção num grupo económico, o trabalhador tinha direito a que se contasse a sua antiguidade com independência face às diversas entidades jurídicas que o haviam contratado. Negando um efeito automático decorrente das relações societárias das diversas entidades patronais, os dois Autores abrem contudo a possibilidade de, perante a existência de uma unidade económica e social (i.e. de uma direcção unitária), o tempo de serviço prestado às diversas sociedades do grupo ser contado conjuntamente. No mesmo sentido, se pronuncia Camps Ruiz, in AAVV, Curso de Derecho del Trabajo, 12.ª edición, Tirant Lo Blanch, Valencia, 2003, pp. 262-264, que inclusivamente enumera diversos arrestos, nos quais o Tribunal Supremo decidiu pela existência de responsabilidade conjunta em face da plantilla única (direcção plural efectiva da prestação do trabalhador), caja única o património único (confusão de patrimónios), empresario aparente (o grupo apresenta-se como uma única empresa) ou dirección unitária (direcção unitária do grupo pela dominante).
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Garantias e património nas sociedades comerciais

Garantias e património nas sociedades comerciais

Perante a discrepância conceitual entre capital social e capital próprio foi decidido pelo Acórdão do Tribunal da Relação de Guimarães, de 04.06.2003 o seguinte: "atenta a diferença entre capital social e património social e o estabelecido nos artigos 601.º, 817.º do Código Civil e 821.º do Código de Processo Civil, impõe-se concluir que o capital social de uma sociedade não é penhorável nem suscetível de oneração" (CJ, III, p. 289). Esta jurisprudência tem o meu total acordo. Contudo, já não será assim num regime diferente no que respeita ao património social da sociedade, constituído por todos os seus bens e direitos concretamente definidos, os quais de per se já são todos passíveis de oneração para a prestação de garantias. O capital social, como vimos, pode não corresponder ao património da sociedade, pelo que não faz sentido dizer-se, a não ser na fase de constituição da sociedade, que este constitui a garantia dos credores. O que protege os credores é o património da sociedade ou as restrições ao seu desaparecimento.
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Fusão de sociedades comerciais no CSC e CIRC: o regime de neutralidade fiscal na fusão interna e na fusão transfronteiriça

Fusão de sociedades comerciais no CSC e CIRC: o regime de neutralidade fiscal na fusão interna e na fusão transfronteiriça

23 estabelecimento, que proíbe limitações à liberdade de estabelecimento. O TJUE na fundamentação frisa a diversidade de legislações dos Estados membros que apresentam divergências quer em relação ao vínculo exigido com o território nacional para a constituição da sociedade comercial, quer em relação à alteração ulterior desse vínculo da sociedade comercial. E acrescenta o seguinte “Algumas legislações exigem que não só a sede social, como também a sede real, ou seja, a administração central da sociedade, estejam situadas no seu território, de modo que a deslocação da administração central para fora desse território (…)” e acrescenta que, por sua vez, “Outras legislações reconhecem às sociedades o direito de transferir a sua administração central para o estrangeiro, mas algumas delas sujeitam esse direito a certas restrições, variando de um Estado membro para outro as consequências jurídicas da transferência, nomeadamente no plano fiscal.” Configurando-se desta forma, o TJUE decidiu que as normas do Tratado de Roma relativas à liberdade de estabelecimento devem ser interpretadas (à data) no sentido de que não atribuem a uma sociedade comercial constituída de acordo com a legislação de um Estado membro e que neste mesmo Estado membro tenha a sua sede social, o direito de transferir a sede da administração para outro Estado membro.
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POSSIBILIDADE DE APLICAÇÃO DO CRITÉRIO DE DESEMPATE PREVISTO NO §2º DO ART. 1.010 (CÓDIGO CIVIL) NAS DELIBERAÇÕES SOCIAIS EM SOCIEDADES LIMITADAS

POSSIBILIDADE DE APLICAÇÃO DO CRITÉRIO DE DESEMPATE PREVISTO NO §2º DO ART. 1.010 (CÓDIGO CIVIL) NAS DELIBERAÇÕES SOCIAIS EM SOCIEDADES LIMITADAS

4. No contrato há referência ao quorum qualificado, dado que as deliberações só poderão ser tomadas por sócios que detenham três quartos do capital social. Ora, tal significa dizer que sem esse quorum as deliberações não poderão ocorrer. A palavra PODERÁ, que consta da cláusula trigésima, não pode ser considerada como uma faculdade, porquanto em verdade importa em obrigatoriedade. Não há lógica considerar que seria facultativa a adoção desse quorum, sob pena de tornar inócua a previsão inserta na cláusula. Assim, já o contrato interdita a destituição do administrador por voto dos sócios que detenham apenas 50% do capital social. 5. De outra banda, para o legislador (Código Civil, Lei nº 10.406/2002, arts. 1.071 e 1.076), para a destituição do administrador, é imprescindível que a deliberação seja tomada pelos sócios que possuírem mais da metade do capital social, de modo que não alcançado esse quorum, mantém-se o administrador, revelando-se impertinente cogitar-se da norma que versa o desempate (art. 1.010, parágrafo 2º, CC) que só é aplicável para a deliberação que exige apenas a maioria de votos dos presentes.
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LA RESPONSABILIDAD DE LAS COOPERATIVAS DERIVADA DEL INCUMPLIMIENTO DE LAS OBLIGACIONES CONTABLES. INFLUENCIA DE LA REFORMA PENAL Y LA NUEVA REGULACIÓN CONTABLE / THE CRIMINAL RESPONSABILITY OF THE COOPERATIVES ARISING FROM NOT COMPLYING WITH THE ACCOUNTIN

LA RESPONSABILIDAD DE LAS COOPERATIVAS DERIVADA DEL INCUMPLIMIENTO DE LAS OBLIGACIONES CONTABLES. INFLUENCIA DE LA REFORMA PENAL Y LA NUEVA REGULACIÓN CONTABLE / THE CRIMINAL RESPONSABILITY OF THE COOPERATIVES ARISING FROM NOT COMPLYING WITH THE ACCOUNTIN

Incumplimiento absoluto de la obligación contable. El problema con el que nos encontramos es el de la interpretación que hay que hacer del “incumplimiento absoluto de las obligaciones contables”. Normalmente, se recogerán los supuestos de falta absoluta de contabilidad, cuando además no fuere posible reconstruir de forma individualizada los datos necesarios para determinar la base imponible sin recurrir a la estimación indirecta. Realizando una interpretación formal, si el Código Penal exige el incumplimiento absoluto, significa que el delito únicamente puede cometerse si se comprueba la ausencia de toda contabilidad o registro fiscal; haciendo una interpretación material, existe incumplimiento absoluto si hay ausencia total de libros o éstos están en blanco, pero no cuando existe una contabilidad interna o privada que permita conocer la verdadera situación económica del sujeto pasivo y por tanto la base imponible correspondiente.
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Mário José Gomes Pereira Aspectos da Ação de Dissolução Parcial de Sociedades no Novo Código de Processo Civil

Mário José Gomes Pereira Aspectos da Ação de Dissolução Parcial de Sociedades no Novo Código de Processo Civil

Concluída a apuração de haveres, já se sabe quem deve, quanto, para quem. Todavia, o pagamento é exigível de imediato, mas de acordo com a previsão do contrato social, que pode conter regras sobre carência e parcelamento. Não é permitido ao juiz que ignore a previsão válida do contrato social. Se omisso o contrato social, a quota é exigível conforme previsão do art. 1.031, § 2º, do Código Civil, ou seja, em parcela única, vencida em 90 dias a partir da liquidação (art. 609) 31 .

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Honor, economía y poder: El menor acceso a la salud de las mujeres peul borgoubé

Honor, economía y poder: El menor acceso a la salud de las mujeres peul borgoubé

A partir de este momento comienza el proceso de educación y socialización en función de los roles que se esperan de cada individuo y de su sexo. La persona, a través del proceso de generización, aprenderá los espacios que debe ocupar, las tareas que debe realizar, las actitudes que debe observar: no fijar la mirada a nadie, no comer en público, controlar el cuerpo (necesidades físicas que autores como Elisabeth Boesen, 1994:94 llevan incluso al plano de las necesidades materiales y del reconocimiento social Boesen, 1999: 94), respetar a sus familiares y en especial a los ancianos. Si es una mujer mantener una actitud pudorosa delante de los hombres que no son miembros de la familia directa, actuar con recato durante las consultas prenatales y no mostrar los genitales a los agentes de salud, volver a la casa paterna en los primeros partos para salvaguardar su senteene y código de conducta, entre otras.
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