Comitê de Política Monetária (Brasil)

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Aplicações de técnicas de análise de sentimento às atas do Comitê de Política Monetária: comparação dos períodos de 2003 a 2018

Aplicações de técnicas de análise de sentimento às atas do Comitê de Política Monetária: comparação dos períodos de 2003 a 2018

Este estudo apresenta uma comparação das expressões do Comitê de Política Mone- tária, levando em consideração as publicações das atas disponíveis após cada reunião, para o período de 2003 à 2018 – isto é, do período de gestão de Meirelles ao período de gestão Goldfajn. A estrutura metodológica e analítica deste trabalho apresenta as técnicas de coleta e mineração de dados; a divergência de Kullback-Liebler; índices de sentimentos; e modelos de vetores auto-regressivos, bem como a função de res- posta ao impulso. Os resultados deste trabalho indicam que efetivamente a forma de expressão da política monetária é relacionada com o período a ser analisado, sendo demonstrado que, de fato, a as distribuições de termos e palavras diferem de acordo com o cenário político brasileiro (PT-PMDB), bem como índices de sentimentos podem ser considerados em modelos macroeconômicos para predizer fenômenos econômicos.
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Regras de política monetária para a economia brasileira

Regras de política monetária para a economia brasileira

A variação da divida líquida total do Governo Federal e do Banco Central do Brasil em relação ao PIB, em nível, possui seu lugar na regra monetária do BACEN, contudo seu peso é pequeno, -0,021. Entretanto, seu peso é menor do que o hiato do produto esperado. Como a variável é em nível e o que ela expressa é a diferença do valor atual da divida total do Governo, em relação ao trimestre anterior, podemos perceber uma preocupação do BACEN com relação a política fiscal para sua tomada de decisão. Isso aparentemente fica evidente no atual contexto em que ao anunciado pelo Governo uma redução nos gastos, momentos antes da reunião do Comitê de Politica Monetária (COPOM), este decidiu por reduzir a taxa de juro básica da economia em 0,5 pontos percentuais.
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Comunicação e política monetária no Brasil.

Comunicação e política monetária no Brasil.

A discussão a respeito da publicação dos votos não é consensual. Geraats (2005) argumenta que a publicação dos votos, quando as decisões de política monetária são tomadas por comitês, traz informa- ções relevantes uma vez que permite ao público observar o comportamento de cada membro do comitê de política monetária ao mesmo tempo em que expõe diferentes comportamentos na condução da polí- tica monetária. Por outro lado (Geraats, 2000) observa que a publicação dos votos poderia ter um efeito negativo uma vez que poderia levar a um incentivo de votar de acordo com as preferências do governo. Fato é, que a literatura precisa explorar melhor o que constitui política de comunicação “ótima” (Blinder et alii, 2008). Uma avaliação das diferentes experiências de outros bancos centrais poderia trazer alguma evidência de se vale a pena ou não o Banco Central fazer alguma mudança nesta direção.
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As interações entre a política monetária e o mercado de capitais

As interações entre a política monetária e o mercado de capitais

do mercado de capitais exerce um impacto direto sobre as variáveis macroeconômicas, existindo três canais principais pelos quais os mesmos são transmitidos. Primeiramente, mudanças no valor das ações afetam a riqueza das famílias, e consequentemente o consumo agregado. Segundo, mudanças nos preços das ações alteram a capacidade das empresas em levantar fundos para realizarem seus investimentos. E terceiro, o desempenho do mercado de capitais contêm importantes informações com relação às condições econômicas futuras. Sendo assim, devido a seu impacto sobre a economia, as flutuações no mercado de capitais fazem com que o Banco Central tenha que levar em consideração o desempenho do mercado acionário nas suas decisões de política monetária. Os autores também demonstram em seu trabalho que o desempenho do mercado acionário está intimamente ligado à condução da política monetária. Nesta mesma linha, Hayford e Malliaris (2002) procuram responder se o FED, na elaboração de sua política monetária, leva em consideração o desempenho do mercado de capitais, ou seja, se o valuation 4 do mercado acionário é uma das variáveis que entram nos modelos econométricos do Banco Central americano. Para responder a essa questão foram utilizadas três formas de análise: primeiro, foram analisados os dados do período entre 1987 e 2001, para poder verificar se existe alguma correlação entre o comportamento da taxa de juros do FED, o crescimento do PNB (produto nacional bruto), a inflação, a taxa de desemprego e o mercado de capitais. Segundo, realizou-se uma leitura de todos os relatórios do FOMC (comitê de política monetária do governo americano). E terceiro, foi aplicada a regra de Taylor (Taylor´s rule), para verificar se existe um impacto do valuation do mercado de capitais sobre a taxa de juros do FED, ou seja, se o Banco Central americano reage ao desempenho do mercado de capitais. Vale destacar que o mercado acionário americano estava sobrevalorizado no final da década de 90, e os autores buscaram com esse artigo verificar de que forma o FED agiu. Foi visto que na gestão de Greenspan (até 2001), o FED não teve intenções concretas de orquestrar uma rápida correção no mercado de capitais, em virtude dos possíveis efeitos colaterais nas variáveis macroeconômicas.
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O papel do crédito na política monetária

O papel do crédito na política monetária

Interessante estudo de Gerdesmeier et al. (2010) procurou analisar a expansão do crédito como explicação central para a ocorrência de crises financeiras. De acordo com os autores, testes estatísticos demonstram que agregados de crédito (tanto em termos de mudanças anuais como de crescimento), mudanças nas taxas de juros de longo prazo e percentagem do investimento em relação ao PIB combinados com preços de imóveis ou preços de ações são os melhores indicadores para prever quedas bruscas nos preços dos ativos no horizonte de 8 trimestres a frente, durante o período estudado (Q1: 1969 a Q3: 2008). Este modelo aponta o indicador de ‘lacuna de crédito’ (‘credit gap’), caracterizado como uma expansão brusca no crédito (‘credit boom’) em determinado período em que a razão entre o crédito (para o setor privado) e o PIB desvia-se de sua tendência por um montante especificado, como o melhor indicador de crises financeiras. Os autores afirmam que com uma margem aproximada de 4% neste indicador de crédito é possível prever até 80% das crises no horizonte de um ano. Neste sentido, os autores estimaram que em um horizonte de três anos, a lacuna de crédito (com uma margem de 4%) é o melhor indicador para prever crises financeiras, tendo sido possível prever 80% delas, superando inclusive a previsibilidade da variável da lacuna dos preços dos ativos, com uma margem de 60%. Os autores utilizaram como fonte de dados para créditos e empréstimos para o setor privado as bases de dados do FMI, da OCDE, dos Bancos centrais dos países, do ECB (banco central europeu) e do BIS (banco de compensações internacionais). Rossi (2013) procura avaliar o papel de diversas variáveis de liquidez na previsão de taxas de câmbio para um grupo de países, no período de janeiro de 2001 a abril de 2013. Segundo o autor, várias definições assim como diferentes variáveis são usadas para a liquidez na literatura. Segundo o Comitê do Sistema Financeiro Global (CGFS 2011), é improvável encontrar uma só variável que explique todos os aspectos relevantes da liquidez global. Desta forma, o artigo não tem por objetivo encontrar a melhor variável para liquidez para prever a variação nas taxas de câmbio, mas sim aquela que tem melhor utilidade para determinar esta variação.
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POLÍTICA MONETÁRIA E MERCADO DE TRABALHO NO BRASIL

POLÍTICA MONETÁRIA E MERCADO DE TRABALHO NO BRASIL

O foco deste estudo é analisar a interação entre a política monetária e a dinâmica do mercado de trabalho no Brasil. Buscou-se investigar se a introdução de fricções no mercado de trabalho brasileiro ajuda a compreender melhor o desvio padrão das séries históricas. Os principais objetivos específicos deste trabalho são: i) contribuir com a literatura nacional, apresentando a aplicação de um modelo DSGE desenvolvido por Christoffel, Kuester e Linzert (2009); ii) calibrar detalhadamente o modelo, com fric- ções do tipo searching and matching, para a realidade da economia brasileira; iii) verifi- car o ajustamento do modelo em relação às séries históricas de produto e desemprego; iv) elaborar uma análise de impulso resposta sobre o equilíbrio econômico no país, dado um choque de política monetária negativo (ou redução da taxa de juros nominal).
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Consistência das expectativas sobre política monetária

Consistência das expectativas sobre política monetária

Utilizando microdados da Sondagem do Consumidor do FGV/IBRE, investigamos se os consumidores brasileiros formam expectativas consistentes sobre a regra de Taylor e se essa consistência se altera de acordo com a condução da política monetária feita pelo Banco Central do Brasil. A partir de uma análise semelhante a de Carvalho e Nechio (2014), en- contramos que o público consegue capturar corretamente a relação entre juros e inflação no arcabouço da regra, mas não a relação entre juros e desemprego, provavelmente por causa do regime de política monetária adotado no país e por particularidades dos dados. Além disso, encontramos que a consistência das expectativas sofre quedas significativas nos períodos em que o banco central desvia da regra de Taylor, indicando que uma maior tolerância a choques inflacionários por parte da autoridade monetária pode prejudicar a coordenação das expec- tativas da sociedade.
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Credibilidade, política monetária e racionamento de crédito.

Credibilidade, política monetária e racionamento de crédito.

Assim, reconhecendo que a assimetria de informações leva ao racionamento do crédito (como uma postura racional), o trabalho destaca que empreendedores com baixos níveis de riqueza e, portanto, recursos próprios escassos, encontrarão dii- culdades para executar seus projetos de investimento, pois necessitarão de maiores volumes de recursos emprestados, os quais os bancos podem não estar dispostos a disponibilizar devido à percepção dos riscos envolvidos e às poucas garantias ofere- cidas. Será visto a seguir que essas diiculdades podem ser agravadas ou reduzidas pelas ações da autoridade monetária e pela credibilidade do regime de política eco- nômica, pois a política monetária exerce inluência sobre as expectativas dos agentes, sobre a preferência pela liquidez e, por conseguinte, sobre o volume de recursos que os bancos disponibilizam para crédito, e também sobre a riqueza dos empreendedo- res e suas garantias, assim como seus balanços e retornos esperados.
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Política monetária e mercado aberto no Brasil

Política monetária e mercado aberto no Brasil

o papel moeda em circula~io, bem como as reservas bancá- rias, formam a base monetária que se constitui no agregado monetá- rio observado diariamente pelo Banco C[r]

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Classes sociais e política monetária no Brasil

Classes sociais e política monetária no Brasil

A conversibilidade e a garantia do pagamento em espécie, como ocorre no caso do padrão-ouro, garantiriam a não depreciação do papel-moeda por conta da sobre-emissão. “A moeda encontra-se no seu mais perfeito estado quando é constituída totalmente de papel- moeda, mas papel-moeda de valor equivalente ao ouro que ela expressamente representa” (RICARDO, 1996, p. 265). O papel-moeda, pela facilidade logística que representa, seria um meio que modernizaria as relações monetárias e promoveria o desenvolvimento das relações comerciais. Para Ricardo, era “[...] indiferente que o Estado ou um banco seja encarregado da emissão de papel-moeda, desde que esta seja corretamente executada” (p. 265). A correição estaria na sua atrelamento ao seu valor do seu fundamento metálico. Desse modo, a moeda realiza neutralmente seu papel como meio de troca, facilitando a realização do valor das mercadorias, que é determinada em termos físicos a partir da quantidade de trabalho necessária à sua produção, “[...] sendo o dinheiro apenas o meio pelo qual o seu valor se expressa” (p. 119). Afirmando seu quantitativismo, defende Ricardo que “[...] quando qualquer causa eleva o preço de todas as mercadorias, os efeitos são quase similares a uma redução no valor do dinheiro. Se o dinheiro se desvaloriza, o preço de todas as mercadorias aumenta” (p. 167). O controle estrito das emissões de papel-moeda através da conversibilidade deveria permitir que, assim, os preços fossem regulados pelo valor real das mercadorias, não por distorções provocados por excesso de meio circulante. Ricardo se vincula à Teoria Quantitativa da Moeda na medida em que assume que o nível geral dos preços das mercadorias, sejam bens ou serviços, é diretamente proporcional à quantidade de dinheiro em circulação. Em termos de política monetária, as noções ricardianas se vinculam à ortodoxia monetária e à noção de moeda-véu:
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A inércia da taxa de juros na política monetária

A inércia da taxa de juros na política monetária

A existência de um piso para o coeficiente θ significa dizer que na especificação da equação (1) existe um limite superior para o grau de suavização, ou de inércia, da taxa de juros pelo banco central. Os parâmetros da economia e da regra de política monetária impõem uma restrição ao comportamento do banco central no processo de suavização da taxa de juros. As Tabelas 1 e 2 mostram alguns valores para o limite superior do coeficiente de inércia, em função de valores dos parâmetros α , δ , e γ . 4 A Tabela 1 supõe que o coeficiente α é igual a um, enquanto a Tabela 2 calcula o coeficiente de inércia supondo que α é igual a dois. Estes dois valores são bem representativos de valores usados em exercícios de calibragem, e também próximos de estimativas de estudos econométricos. As Tabelas 1 e 2 usam os mesmos valores para os parâmetros δ e γ , que assumem os valores de 0,25, 0,50 e 1,00. A primeira linha das Tabelas 1 e 2 mostra que coeficientes de inércia entre 0,8 e 0,9, mencionados na introdução deste artigo, são consistentes com alguns valores dos parâmetros do modelo.
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A crise financeira e a política monetária no Brasil

A crise financeira e a política monetária no Brasil

A liquidez mundial tende a reduzir a força da política monetária nas economias emergentes, com o potencial de conduzir suas economias a trajetórias instáveis e ineficientes (Sales e Barroso, 2012). O influxo de capital estrangeiro ajuda a acelerar o crédito, impulsionando a demanda doméstica, além de ter impacto na valorização cambial e consequentemente na conta corrente do país. Várias bolhas financeiras estão associadas a ciclos de crédito impulsionados por influxos de capital estrangeiro. O movimento de tomada de risco, gerado pela política monetária dos Bancos Centrais dos países desenvolvidos, teve impacto significante para os países emergentes, como o Brasil. A busca por rendimento, aumentou a demanda por títulos mais arriscados. Os spreads de crédito soberano e corporativo de países emergentes em geral caíram com o aumento da demanda por estes títulos. Muitas empresas aproveitaram este ambiente para fazerem emissões em moeda estrangeira com taxas relativamente baixas a prazos mais longos. Uma reversão do fluxo estrangeiro para o Brasil tende a pressionar o câmbio e as taxas de juros longas, com efeitos adversos para o crédito e consequentemente para a dinâmica de crescimento.
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Globalização, inflação e política monetária no Brasil

Globalização, inflação e política monetária no Brasil

Outro ponto de destaque na tabela 1 é a redução do impacto das expectativas sobre a inflação. Como nota Bevilaqua et al. (2007), as previsões de inflação foram exageradas durante boa parte do período do regime de metas. Uma das razões para isto é a falta de credibilidade da autoridade monetária no inicio do regime de metas. De forma simples, pode-se dizer que as pessoas não esperavam que a autoridade monetária fosse alcançar taxas de inflação tão baixas quanto as observadas nos últimos anos, fazendo com que o trabalho da autoridade monetária fosse mais difícil. Ainda segundo Bevilaqua et al. (2007), a política monetária rígida levou a baixas taxas de inflação e fez com que as projeções de inflação fossem sendo revistas para baixo ao longo dos últimos anos. Outro fator que pode ter contribuído para a redução das expectativas de inflação foi a valorização cambial. A medida que ficava mais claro que o Real deveria continuar sua tendência de apreciação (e o dólar americano sua tendência de depreciação), as previsões de inflação poderiam estar sendo revistas para baixo antecipando o impacto do repasse cambial.
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Relatório Política Monetária. Maio de 2011

Relatório Política Monetária. Maio de 2011

crescimento das exportações de bens e serviços (8% em termos reais) aumento nominal das receitas de turismo em cerca de 11%. aumento da oferta hoteleira[r]

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Crédito bancário : canal de transmissão da política monetária

Crédito bancário : canal de transmissão da política monetária

O trabalho desenvolvido baseia-se inicialmente na identificação e descrição da empresa acolhedora e das actividades desenvolvidas ao longo do estágio. Seguidamente é realizada uma revisão de literatura sobre o crédito bancário, onde se enumera diversos tópicos respeitantes à qualidade de serviço da banca; os elementos essenciais do crédito; a concessão de crédito; o departamento de crédito; o risco inerente numa operação de crédito e informação assimétrica. O risco de crédito constitui o risco mais relevante da actividade do banco e está associada à possibilidade de ocorrência de perdas financeiras decorrentes do incumprimento dos clientes ou das contrapartes. A principal premissa do relatório consiste na análise da evolução do crédito, em que se verifica que nos últimos anos ocorreu uma evolução positiva do recurso ao crédito em geral e o impacto da política monetária no crédito bancário, com base numa metodologia qualitativa de diversos autores.
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Política fiscal, crédito subsidiado e seus efeitos sobre a política monetária

Política fiscal, crédito subsidiado e seus efeitos sobre a política monetária

Os efeitos da política fiscal sobre a política monetária tem sido amplamente discutidos na literatura brasileira e internacional, principalmente após a crise de 2008, quando os governos agiram de maneira contra-cíclica através do aumento dos gastos públicos. Do ponto de vista teórico, esta problemática foi abordada pela primeira de maneira analítica por Sargent e Wallace (1981), que discutiram a incapacidade da política monetária no controle inflacionário em um regime de dominância fiscal. Leeper (1991) afirma que a resposta dos governos a choques de déficit fiscal exigem a ação da política monetária para a estabilidade de preços. Em trabalhos mais recentes, Leeper discute a problemática de que a decisão fiscal tem em geral caráter político ao passo que as decisões monetárias tem sido pautadas em estudos econômicos (LEEPER, 2011; LEEPER, 2010). Woodford (1996) desenvolve um estudo pelo qual o equilíbrio de preços é garantido apenas quando a autoridade fiscal está compremetida com a estabilidade da dívida pública.
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Política monetária e ciclos regionais no Brasil: uma investigação das condições para uma área monetária ótima.

Política monetária e ciclos regionais no Brasil: uma investigação das condições para uma área monetária ótima.

Carlino e DeFina (1999), utilizando modelo VAR, verificaram que a renda pessoal real em cada Estado que compõe os Estados Unidos da América responde de forma diferenciada ao nível da taxa de juros praticada pelo Federal Reserve. Diferenças foram identificadas na defasagem e na magnitude da resposta da economia de cada Estado às inovações da política monetária. Verificou-se também que alguns Estados apresentam respostas diferentes daquelas da região em que estão inseridos. Quanto à composição econômica setorial de cada Estado, verificou-se que a sensibilidade da renda pessoal real de um Estado relativamente às variações da taxa de juros eleva-se com o aumento da participação dos setores de construção e de bens de consumo duráveis na renda desse Estado e com a diminuição da participação dos setores de indústria extrativa e de serviços financeiros.
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Os mecanismos de transmissão da política monetária: uma resenha

Os mecanismos de transmissão da política monetária: uma resenha

Outro efeito importante do mecanismo de transmissão pelas flutuações da taxa de câmbio se dá sobre os balanços e a situação financeira das empresas, quando uma parte substancial de suas dívidas é denominada em moeda estrangeira. Uma política monetária expansionista, por exemplo, aumenta o montante e os encargos da dívida devido à depreciação cambial provocada. Como os balanços são denominados em moeda nacional, há nesse caso uma piora da situação líquida das empresas, o que dificulta a obtenção de crédito e, por conseguinte, a realização de projetos de investimento, reduzindo a atividade econômica em última instância. Da perspectiva dos bancos, o impacto da depreciação cambial sobre a sua dívida pode reduzir o interesse em oferecer crédito, também impactando a atividade econômica negativamente. Vale notar que esse canal tem mais importância em países emergentes, mais expostos à dívida externa (PACHECO, 2006, p.17).
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Moeda e política monetária: duas visões

Moeda e política monetária: duas visões

Da estrutura teórica vista no item acima, podem-se destacar ao menos três críticas importantes sobre os pressupostos que fundamentam a estrutura teórica construída até aqui. A primeira refere-se à adoção da hipótese de expectativas racionais. Se os agentes formam suas expectativas de forma racional, seria plausível supor que o Banco Central também atuasse de forma racional. Ou, em outras palavras, este não buscaria surpreender os agentes econômicos, dado que, se assim o fizesse, alcançaria um resultado inferior ao obtido com a colocação em prática da política ótima ex-ante. Portanto, a crítica que se coloca nesse contexto refere-se a um questionamento interno à própria estrutura lógica do argumento de inconsistência dinâmica. Ou, em outras palavras, não está sendo questionada a realidade do conceito de expectativas racionais, que, por sinal, é bastante contestada, mas, sim, um tratamento similar entre os agentes privados e a autoridade monetária em termos de formação de suas expectativas. A hipótese de existência de uma taxa natural de desemprego caracteriza-se como um segundo aspecto passível de questionamento à estrutura teórica em questão. Crocco & Jayme Júnior (2003, p.129) chamam atenção para a constatação empírica da não existência,
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O reforço da política fiscal face à centralidade da política monetária

O reforço da política fiscal face à centralidade da política monetária

A realidade vivida na ZE implica um controlo sobre os défices orçamentais, sendo este um dos critérios de convergência. Quando um país adota uma política de aumento dos gastos públicos este vê-se obrigado, em grande parte, a aumentar as suas receitas fiscais, de forma a assegurar a sustentabilidade das contas públicas, nomeadamente, o seu impacto na dívida pública e no respetivo custo. A pressão sobre as despesas públicas, provocadas pela instabilidade financeira, e pelo envelhecimento populacional, não permite aos Estados a falta de rigor nas suas contas. A dimensão da dívida nos PIIGS já é tão elevada, pois na generalidade ultrapassa os 100% do PIB, logo não permite aos governos ter políticas expansionistas sem por em causa o próprio crescimento económico.
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