Competência tributária dos estados

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A (IN)COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA E O EXERCÍCIO DA CAPACIDADE TRIBUTÁRIA ATIVA PELOS CONSÓRCIOS PÚBLICOS: UMA ANÁLISE DA ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA À LUZ DA LEI 11.107/2005

A (IN)COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA E O EXERCÍCIO DA CAPACIDADE TRIBUTÁRIA ATIVA PELOS CONSÓRCIOS PÚBLICOS: UMA ANÁLISE DA ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA À LUZ DA LEI 11.107/2005

São características das associações públicas serem instituídas por mais de um ente estatal, podendo ser entidades transfederativas (a associação pública poderá ser ao mesmo tempo federal, estadual e municipal, integrando todas as esferas federativas das pessoas consorciadas), estando sujeitas à administração própria e dotadas de personalidade jurídica distinta da atribuída às entidades consorciadas. A participação da União nos Consórcios Públicos é permitida, porém, condicionada ao envolvimento dos Estados. Se o Estado não fizer parte a União não pode integrar-se. Se os Municípios integrantes pertencem a mais de um Estado, todos os Estados envolvidos terão de participar para haver a adesão da União.
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O imposto sobre serviços de qualquer natureza e os conflitos de competência tributária

O imposto sobre serviços de qualquer natureza e os conflitos de competência tributária

Guilherme Bueno de Carmargo 95 menciona, ainda, algumas circunstâncias políticas e econômicas que ajudam a explicar melhor essa generalização da competição intergovernamental desenfrada por investimentos privados, que podem ser resumidas da seguinte forma: 1) retomada do investimento privado no Brasil a partir da estabilização em 1994; 2) enorme parcela de autonomia tributária e financeira das entidades subnacionais, que lhes permite lançar mão de renúncias fiscais para incentivar o desenvolvimento local; 3) forte retração na oferta de empregos, causada, dentro vários fatores, pela incorporação de novas tecnologias substituidoras da mão de obra, globalização da economia mundial e fusões e aquisições de grupos empresariais por outros; 4) apelo de “marketing político”, uma vez que trazer um grande empreendimento produtivo para se instalar no seu território rende muitos dividendos políticos para o governante que liderou e “venceu” a disputa; 5) busca pela desconcentração industrial, que faz que entes menos abastados tenham de se valer de instrumento como as renúncias fiscais para atrair o capital privado, pois do contrário não conseguiriam convencer empresas de grande porte a se estabelecerem em suas regiões, visto que os Estados mais desenvolvidos dispõem naturalmente de melhor infraestrutura.
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O pacto federativo na constituição federal de 1988: análise da competência tributária e da repartição das receitas tributárias

O pacto federativo na constituição federal de 1988: análise da competência tributária e da repartição das receitas tributárias

que os autorize, ou fazê-lo incidir sobre efeitos já produzidos por atos jurídicos perfeitos; VIII - tributar os combustíveis produzidos no País para motores de explosão; IX - cobrar, sob qualquer denominação, impostos interestaduais, intermunicipais de viação ou de transporte, ou quaisquer tributos que, no território nacional, gravem ou perturbem a livre circulação de bens ou pessoas e dos veículos que os transportarem; X - tributar bens, rendas e serviços uns dos outros, estendendo-se a mesma proibição às concessões de serviços públicos, quanto aos próprios serviços concedidos e ao respectivo aparelhamento instalado e utilizado exclusivamente para o objeto da concessão. Parágrafo único - A proibição constante do nº X não impede a cobrança de taxas remuneratórias devidas pelos concessionários de serviços públicos”. Artigo 18: “É vedado à União decretar impostos que não sejam uniformes em todo o território nacional, ou que importem distinção em favor dos portos de uns contra os de outros Estados”. Artigo 19: “É defeso aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: IV - estabelecer diferença tributária, em razão da procedência, entre bens de qualquer natureza”. Artigo 113: “A Constituição assegura a brasileiros e a estrangeiros residentes no País a inviolabilidade dos direitos concernentes à liberdade, à subsistência, à segurança individual e à propriedade, nos termos seguintes: [...] 36) Nenhum imposto gravará diretamente a profissão de escritor, jornalista ou professor” (BRASIL. Constituição da República dos Estados Unidos do Brasil de 1934).
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Centralização da Competência Tributária nas propostas de reforma do Sistema Tributário: uma análise de sua compatibilidade com o Pacto Federativo

Centralização da Competência Tributária nas propostas de reforma do Sistema Tributário: uma análise de sua compatibilidade com o Pacto Federativo

A Austrália implementou, no ano de 1999, uma reforma que optou pela centralização dos tributos a nível Federal e realizando transferências de recursos para os estados sendo, com exceção aos Estados Unidos, o último país membro da Organização para Cooperação de Desenvolvimento Econômico a adotar o método agregado de tributação. Cumpre mencionar ainda que em questão de abrangência de temas relacionados aos problemas no Sistema Tributário, as reformas realizadas nos casos da Austrália e do Canadá demonstram ser muito mais eficientes que os projetos apresentados no Brasil. Além da simplificação do Sistema Tributário, objetivaram a diminuição da regressividade, readequando a divisão das fontes fiscais com a ampliação das alíquotas de impostos sobre a renda. (PERRONI; THIAGO, 2019) A implementação do Imposto sobre Valor Agregado ao consumo e a prestação de serviços tem se observado em grande número de países e se consolidado como padrão internacional para a tributação indireta. Do mesmo modo, não se deixa de observar a melhora na eficiência de tributos diretos, pois possuem maior capacidade de auferir a renda econômica do indivíduo, como é o caso do imposto de renda de pessoas físicas e jurídicas seguida de contribuições de cunho social, com o intento de evitar que se ampliem as desigualdades.
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REGIME PRÓPRIO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL E LIMITES DA COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA  Allan Alexandre Mendes Gonçalves

REGIME PRÓPRIO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL E LIMITES DA COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA Allan Alexandre Mendes Gonçalves

XIV – os proventos de aposentadoria ou reforma motivada por acidente em serviço e os percebidos pelos portadores de moléstia profissional, tuberculose ativa, alienação mental, esclerose múltipla, neoplasia maligna, cegueira, hanseníase, paralisia irreversível e incapacitante, cardiopatia grave, doença de Parkinson, espondiloartrose anquilosante, nefropatia grave, hepatopatia grave, estados avançados da doença de Paget (osteíte deformante), contaminação por radiação, síndrome da imunodeficiência adquirida, com base em conclusão da medicina especializada, mesmo que a doença tenha sido contraída depois da aposentadoria ou reforma; (Redação dada pela Lei nº 11.052, de 2004)
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Tributação e desenvolvimento local: um estudo do exercício da competência  tributária no município de Palmeira dos Índios - AL

Tributação e desenvolvimento local: um estudo do exercício da competência tributária no município de Palmeira dos Índios - AL

Ao longo deste estudo, buscou-se aferir se, e em que medida, a crise econômica e política afetou a situação fiscal das administrações municipais. Demonstrou-se que os impactos foram diferenciados, em função, entre outros aspectos, das diferenças na composição da Receita, principalmente nos menores municípios, que têm forte dependência de Transferências da União e dos estados, que desde 2014 vêm suas 20 receitas minguarem. Embora os maiores municípios tenham resistido mais, em função de Receitas Tributárias e acesso a outras formas de financiamento, a generalização e a persistência da crise vêm reduzindo a possibilidade de contar com essas fontes para o dia a dia da prestação de serviços públicos de competência municipal. Sem cortes de pessoal e custeio compatíveis com a redução da receita, a poupança dos municípios, que sustenta parte de seus investimentos, se reduz. O quadro se agrava com o fechamento da torneira de operações de crédito, que repercutirá mais fortemente no futuro próximo, uma vez que o gasto de investimento de um ano é resultado, em geral, de decisões tomadas dois ou mais anos antes. Além disso, a União, a maior provedora de Transferências de Capital aos municípios, se afastou e, nessa posição mais longínqua, deve permanecer enquanto dure o período do pretendido ajuste fiscal. A falta de planejamento e de gestão orçamentária e financeira, que prevalece na maioria dos municípios e mesmo em alguns estados, aumentou o poder de erosão desta crise, comprometendo, com despesas permanentes, receitas que já não existem e cujo prazo de retorno não está no alcance da vista 195 .
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A distribuição da competência legislativa tributária no Brasil e a obrigatoriedade do seu exercício

A distribuição da competência legislativa tributária no Brasil e a obrigatoriedade do seu exercício

M ACHADO H ORTA 40 , que aponta as seguintes características, fixadas na Constituição de 1988: a) indissolubilidade do vínculo federativo entre a União, os Estados, os Municípios e o Distrito Federal (art. 1º); b) pluralidade dos entes constitutivos da república federativa: União, Estados, Distrito Federal e Municípios (art. 18); c) faculdade de incorporação, subdivisão, desmembramento, anexação, formação de novos Estados, bem como criação, incorporação, fusão e desmembramento de Municípios, mediante plebiscito (art. 18, §§ 3º e 4º); d) vedações constitucionais da União, Estados, Distrito Federal e Municípios (art. 19, incisos I, II e III); e) Soberania da União e autonomia dos Estados, Distrito Federal e Municípios ( art. 21, incisos I e II, e arts. 25, 29 e 32); f) repartição de competências (arts. 21, 22, 23 ,24, 30, 32, §1º, aos quais podem ser acrescidos dispositivos específicos como os que repartem competências de natureza tributária, tais como os arts. 145, 149, 153, 154, 155, 156, 195, dentre outros), g) intervenção federal nos Estados e no Distrito Federal (art. 34); h) intervenção estadual nos Municípios e intervenção federal nos Municípios de Território Federal (art. 35); i) organização bicameral do Poder legislativo federal, assegurada a existência da Câmera dos Deputados, órgãos dos representantes do povo e do Senado Federal, órgão dos representantes dos Estados e do Distrito Federal (arts. 44, 45 e 46); j) igualdade da representação dos Estados e do Distrito Federal no Senado (art. 46); k) iniciativa das Assembléias Legislativas Estaduais, para propostas de emendas à Constituição (art. 60, inciso III); l) Poder Judiciário da União, com a inclusão de um Supremo Tribunal Federal, para exercer a função de Guarda da Constituição, e do Poder judiciário nos Estados (arts. 92, inciso I, 102 e 125); m) Ministério Público, na qualidade de instituição essencial à função jurisdicional do Estado (art. 133); n) poder e competência tributária da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, observada a particularização dos impostos atribuídos a cada pessoa de direito público interno (arts. 153, 154, 155 e 156); o) repartição de receitas tributárias, objetivando promover o equilíbrio socioeconômico entre Estados e entre Municípios (arts. 157, 158, 159 e 161, II).
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Soberania e Tributação: implicações na Competência Tributária MESTRADO EM DIREITO

Soberania e Tributação: implicações na Competência Tributária MESTRADO EM DIREITO

De todo o arcabouço legislativo registrado não se pode afirmar que o Congresso encontra-se autorizado, em nome do Estado brasileiro, a legislar e subjugar todos os Entes da Federação ao seu bel prazer, mesmo porque as competências trazidas pela Constituição são expressas e encontram-se bem delineadas. Portanto, o campo de atuação do Congresso Nacional deve jungir-se aos limites permitidos para que sua atuação se faça legítima sem violação às autonomias dos Estados-membros e dos Municípios, pois, quando o Estado brasileiro legisla em matéria tributária em nome da nação, por meio do Congresso, a representatividade da União Federal, como pessoa de direito público interno confunde-se com a do Estado brasileiro, cuja soberania aqui defendemos. Entretanto, a emissão dessa norma, desde que não desborde do texto constitucional, subordinando, de alguma forma, as competências tributárias, tem uma natureza especial. Chega-se a essa conclusão não só pela espécie normativa que é editada, lei complementar, a qual, como mencionamos alhures, é dependente de um rito especial, mais rigoroso para ser aprovado, necessitando de um quorum qualificado, mas por compreender um instrumento de política indispensável para a execução não só de um dos fundamentos da República que é a sua soberania, mas também de uma política nacional, necessária para que o Estado brasileiro implemente os objetivos desta República, como o de redução das desigualdade sociais e regionais, quando, sob o manto dessa supremacia desonera, ou isenta determinado tributo. Insta consignar, ainda, que o Estado brasileiro não tem qualquer força impositiva para criar tributos. A Constituição Federal não atribuiu competência tributária ao Estado-Nação para criar, em abstrato, tributos. Essa força tributante compete única e exclusivamente à União, aos Estados membros, ao Distrito Federal e aos Municípios. Contudo, traçou mecanismos,
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A TRIBUTAÇÃO SOBRE A TECNOLOGIA DE STREAMING À LUZ DA LEGISLAÇÃO BRASILEIRA: CONFLITO DE COMPETÊNCIA ENTRE ESTADOS E MUNICÍPIOS

A TRIBUTAÇÃO SOBRE A TECNOLOGIA DE STREAMING À LUZ DA LEGISLAÇÃO BRASILEIRA: CONFLITO DE COMPETÊNCIA ENTRE ESTADOS E MUNICÍPIOS

Todavia, a forma como deve ser contemplado o interesse do Poder Público em regular o streaming (transmissão de mídia) exige máxima cautela. Esta cautela se justifica para que não haja ofensa ao pacto federativo no que diz respeito à competência tributária e as demais previsões constitucionais e legais sobre a matéria tributária. Em que pese esse dever de “cuidado”, a natureza jurídica do streaming (transmissão de mídia) não está sendo respaldada, ao passo que, conforme demonstrado neste artigo, a regulação sobre o assunto foi feita de maneira a considerá-lo como serviço e mercadoria, o que não condiz com sua realidade.
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O exercício da competência tributária municipal na delimitação da base de cálculo...

O exercício da competência tributária municipal na delimitação da base de cálculo...

A Constituição Federal de 1988 conferiu aos Municípios e ao Distrito Federal a competência para instituir o imposto sobre serviços de qualquer natureza definidos em lei complementar, com exceção dos serviços de transporte interestadual e intermunicipal e dos serviços de comunicação, que são tributados pelos Estados por meio do ICMS. Um dos pontos principais do exercício daquela competência está na delimitação da base de cálculo do ISS, por se tratar do elemento que indicará o montante da riqueza que o contribuinte obteve com a prestação do serviço e sobre o qual o ISS será calculado. É necessário, então, que a base de cálculo definida na lei municipal para a cobrança do ISS tenha estreita relação com o fato jurídico “prestar serviço de qualquer natureza”, pois é somente a riqueza decorrente dessa materialidade que poderá ser atingida pelo ISS. Sendo assim, caso um Município preveja, em lei própria, que os valores que não foram recebidos pelo prestador como remuneração pelo serviço executado em favor do tomador também devem compor a base de cálculo do ISS, a cobrança desse imposto que se baseie nessa lei será inconstitucional, pois atingirá valores que não revelam capacidade contributiva do prestador do serviço. Considerando-se que a Lei Complementar n.º 116/2003, ao exercer a função de lei complementar nacional prescritora de normas gerais em matéria de cobrança de ISS, estabelece que a sua base de cálculo deve ser o “preço do serviço”, torna-se necessário verificar quais são os limites semânticos que podem ser atribuídos a essa expressão para que o ISS não seja calculado sobre valores que não representem receita decorrente da prestação de serviço. Para tal análise, primeiramente serão apresentados os critérios que compõem a regra-matriz de incidência do ISS, de tal forma que seja possível demonstrar a relação intrínseca que cada um deles estabelece com a materialidade tributável
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Estado federal brasileiro e competência tributária: a não-valoração igualitária das  diferenças dos entes federativos na partilha dos tributos

Estado federal brasileiro e competência tributária: a não-valoração igualitária das diferenças dos entes federativos na partilha dos tributos

Opera-se, então, a construção do maior conglomerado tributário de que se tem notícia na história do país, com a adesão de deputados ‘expertos’ em tributação. [...] Sobre a nossa Constituinte – compromissária aqui e radical acolá – convergiram pressões altíssimas de todas as partes. Dentre os grupos de pressão há que destacar os dos Estados-Membros em matéria tributária, capitaneada pela tecnoburocracia das Secretarias de Fazenda dos Estados. E surge o ICMS, outra vez à revelia das serenas concepções dos juristas nacionais, senhores das experiências européias e já caldeados pela vivência de 23 anos de existência do ICM. Suas proposições não foram aceitas. Prevaleceu o querer dos estados.” 193
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competência

competência

- A ampliação da competência da Justiça do Trabalho pela modificação do art. 114 da Constituição Federal, promovida pela Emenda Constitucional n.º 45/04, não altera a competência para o julgamento de ação de restauração de autos de ação que se alega ter sido ajuizada no Juízo Comum Estadual.

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Cálculo de índice de ilusão fiscal a partir de evidências do efeito flypaper e da ilusão causada pela complexidade da estrutura tributária de estados e municípios

Cálculo de índice de ilusão fiscal a partir de evidências do efeito flypaper e da ilusão causada pela complexidade da estrutura tributária de estados e municípios

no modelo do eleitor mediano demonstrou coeficientes que não permitem rejeitar a hipótese de que os gastos públicos são mais sensíveis às transferências não condicionadas da União para estados e municípios do que ao crescimento na renda mediana. Quanto à complexidade tributária, foram obtidas evidências de que o índice de Herfindahl-Hirschman de concentração da receita possui correlação negativa com o gasto público per capita dos estados e municípios, para o período da amostra (2004- 2015), quando defasado em um período. Tal resultado converge à hipótese de que quanto mais simples uma estrutura tributária, no que diz respeito à quantidade de impostos, menor o incentivo para aumento do gasto público. No entanto, não foram encontrados resultados que ratificassem a hipótese de Mill, que supõe que quanto maior a representatividade de tributos indiretos, maior a dificuldade de percepção da carga tributária por parte dos contribuintes, ou seja, maior a ilusão fiscal. Nesse caso, a variável de visibilidade tributária, que representa a razão entre impostos diretos e arrecadação, apresentou comportamento diferente do estipulado na literatura, uma vez que a correlação encontrada com o proxy de demanda por bens públicos foi positiva.
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REFORMA TRIBUTÁRIA E OS SEUS REFLEXOS NOS ESTADOS (2005) 1

REFORMA TRIBUTÁRIA E OS SEUS REFLEXOS NOS ESTADOS (2005) 1

A maior eficiência será alcançada pela simplificação do sistema impositivo, reduzindo-se inclusive o custo do cumprimento das obrigações e do controle pelas administrações tributárias. Reduzir a sonegação significa reduzir um dos mais injustos ônus sociais, pois com essa prática surge a competição desleal, trazendo vantagens econômicas para os sonegadores e reduzindo a competitividade dos bons contribuintes. Não se pode olvidar também que o sistema tributário vigente sedimentou um nível de disponibilidade de receita para os entes federativos, o que torna inconveniente realizar uma reforma que reduza os níveis de arrecadação da União, dos Estados ou dos Municípios. Proceder à ruptura desse sistema poderia significar grandes transtornos à sociedade, inclusive pondo em risco a prestação dos serviços públicos.
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Competência

Competência

 Liminar concedida pelo Ministro Nelson Jobim e referendada pela plenário do STF em 05.04.2006 afastou, em relação ao inciso I do art. 114 da CF, na redação que lhe foi conferida pela E.C 45/2004 qualquer exegese que inclua na competência da Justiça do Trabalho a apreciação de causas que sejam instauradas entre o poder público e seus servidores, a ele vinculados por típica relação de ordem estatutária;

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Sujeição Tributária Passiva Indireta e Responsabilidade Tributária

Sujeição Tributária Passiva Indireta e Responsabilidade Tributária

Cabe uma última observação quanto à obrigação tributária principal. A já mencionada inclusão da penalidade como objeto da obrigação principal, pelo § 1º, do art. 113, do CTN, recebe críticas da doutrina por confundir institutos de natureza diversa. Em citação anterior, Sacha Calmon Navarro Coêlho justifica que o legislador do CTN equiparou tributo e penalidade para que tivessem o mesmo regime processual. Porém, afirma que “[...] o fez com desastrada infelicidade passando a idéia de que tributo e multa se confundem, o que não é permitido pelo art. 3 o do CTN, nuclear e fundante do conceito de tributo” (COÊLHO, 2006, p. 671). O texto codificado pressupõe a existência de fato gerador de penalidade pecuniária que, no caso da obrigação tributária, consistiria numa infração por ato omissivo, isto é, por não ter sido realizado o pagamento do tributo. Contudo, penalidade pecuniária tem natureza de sanção de ato ilícito, algo que não se confunde com tributo, como dispõe o próprio art. 3 o do CTN. Eis o que Luciano Amaro desvenda sobre o assunto:
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Por uma revolução tributária

Por uma revolução tributária

Em primeiro lugar, a existência de apenas um imposto. Todos os demais seriam extintos, com possíveis exceções, como no caso das tarifas aduaneiras. Não haveria mais Imposto de Renda sobre a pessoa física ou sobre a jurídica; os salários não sofreriam retenção de qualquer tipo, seja como antecipação de imposto de Renda, seja para custeio de Previdência Social; não haveria mais necessidade de nenhuma escrituração fiscal ou tributária nas empresas; não haveria mais nenhuma forma de declaração para impostos de renda, de serviço, de circulação ou de qualquer outro tipo; não haveria mais necessidade de manutenção da múltiplas estruturas de fiscalização hoje existentes. A segunda característica fundamental desta proposta se prende à transferência da base do imposto único exclusivamente para as transações monetárias, em substituição à multiplicidade de bases de tributação hoje existentes. Assim, toda vez que qualquer agente econômico efetuar um pagamento a outro haverá a incidência de imposto cobrado sobre o valor da transação. O tributo será dividido em partes iguais e cobrado do emitente e do beneficiado.
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Arbitragem tributária : um contributo para a realização da justiça tributária?

Arbitragem tributária : um contributo para a realização da justiça tributária?

(ii) Não podemos deixar de referir que ficou muito aquém do que seria expetável o âmbito de competência do tribunal arbitral, embora tenha sido adotada uma solução inovadora no que respeita à cumulação de pedidos, essa inovação não foi adotada em sede de competência dos tribunais arbitrais. A solução consagrada na versão inicial do artigo 2.º n.º 1 do RJAT, era inovadora, nomeadamente a da alínea c), dado que constituía uma importante exceção ao princípio da impugnação unitária, prevista no CPPT. Esta solução representava um avanço importante na consagração do princípio da tutela jurisdicional efetiva, uma vez que dotava os tribunais arbitrais de competência para a apreciação de qualquer questão de facto e de direito, relativa ao projeto de decisão de liquidação antes de este ser emitido, e ainda tinha um efeito suspensivo da liquidação das prestações tributárias (artigo 14.ºalínea a) do RJAT). Contudo, esta alínea foi revogada pelo artigo 161.º da Lei n.º 64-B/2011, de 20 de janeiro, fazendo com que esta possibilidade não tivesse qualquer expressão prática.
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CURSO DE POS-GRADUAÇAO EM ECONOMIA - CAEN ESFORÇO FISCAL E CARGA TRIBUTÁRIA POTENCIAL DOS ESTADOS DO NORDESTE

CURSO DE POS-GRADUAÇAO EM ECONOMIA - CAEN ESFORÇO FISCAL E CARGA TRIBUTÁRIA POTENCIAL DOS ESTADOS DO NORDESTE

Em todos estes trabalhos empíricos, os métodos de estimação dos parâmetros do modelo de eficiência do segundo estágio, são falsos pelo fato de não terem levado em conta os efeitos da est[r]

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Por uma revolução tributária

Por uma revolução tributária

O segundo quesito fundamental, Sr. Presidente, é a economicidade e a eficiência. Há estimativas que mostram que para cada real arrecadado, hoje, a sociedade brasileira despende aproximadamente 30 centavos. Trinta por cento do que é arrecadado são gastos no ato meramente transferidor de recursos do setor privado para o setor público. Somando- se não só o custo da máquina federal com seus vários tentáculos, não só da Receita como também do sistema previdenciário, máquinas enormes, a isso soma-se também as vinte e sete máquinas de arrecadação, controle, fiscalização e cobrança de impostos nos vinte e sete estados brasileiros, além das máquinas existentes nos quase seis mil municípios. E a tudo isso ainda há que se somar o custo privado, aquele que as empresas internamente são obrigadas a suportar para dar atendimento a todas as exigências tributárias que o Fisco impõe ao contribuinte brasileiro.
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