Comunidade judaica

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Padrão de mortalidade da comunidade judaica de Belo Horizonte no século XX.

Padrão de mortalidade da comunidade judaica de Belo Horizonte no século XX.

É possível estudá-los pela observação da prevalência de agravos nas populações, bem como das causas de mortalidade, buscando-se uma correlação com os hábitos sociais e origens étnicas e familiares dos indivíduos. Nestes estudos, destacam- se as comunidades nas quais podem-se verificar vínculos sociais e genéticos entre seus membros. A comunidade judaica de Belo Horizonte se encaixa nesses critérios. Ela se consolidou na década de 20 do século passado e, atualmente, a Federação Israelita de Minas Gerais (FISEMG) tem cadastro de aproximadamente 600 famílias. Este estudo pretende definir o padrão de mortalidade nessa comunidade, e como ele se modificou a partir de sua formação.
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O declínio da comunidade judaica do Iraque no romance Rokemet hachalomot mibagdad (A Bordadeira dos sonhos de Bagdá) de Ezra Tsabani

O declínio da comunidade judaica do Iraque no romance Rokemet hachalomot mibagdad (A Bordadeira dos sonhos de Bagdá) de Ezra Tsabani

Rokemet Hachalomot miBagdad (A bordadeira dos sonhos de Bagdá) é o primeiro romance de Ezra Tsabani, escritor israelense de família iraquiana e lançado em 2016. Nesse romance, Tsabani conta parte da saga da mais antiga comunidade judaica, ao longo da primeira metade do século XX, época de grande conturbação social e politica naquele país, assim como no restante do mundo. No anoitecer do dia 01 de junho de 1941, teve início em Bagdá um pogrom que em muito se assemelhou ao que ocorrera três anos antes na Alemanha durante a Kristallnacht de 9 de novembro de 1938. Naquela noite em Bagdá, a turba incitada pelo regime pró-nazista de Rashid Ali al- Gaylani 1 que tinha fugido de Bagdá, e com o beneplácito de membros das forças de
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Da diáspora ao Ladinokomunita: estudo etnográfico de uma comunidade judaica no ciberespaço

Da diáspora ao Ladinokomunita: estudo etnográfico de uma comunidade judaica no ciberespaço

Em 1933, Atatürk, fundador da República da Turquia, convidou os cientistas judeus alemães e austríacos perseguidos pelo nazismo a trabalhar nas universidades turcas, demonstrando assim apreço e solidariedade para com a comunidade judaica sefaradita lá existente. Deste modo, os que vieram, fizeram grandes contribuições à vida cultural. Da mesma forma que as comunidades judaicas sefaraditas prosperaram e floresceram na Espanha, igualmente, desenvolveram-se na Turquia, formando comunidades, também chamadas juderias em Istambul, Esmirna, Adrianópolis, Tessalônica (dizimada no holocausto pela 2ª Guerra Mundial), e países Balcânicos. Na Turquia, os sefaraditas mantiveram a sua língua, o ladino, e a enriqueceram com palavras turcas, gregas, francesas e italianas. Esta língua foi e continua sendo falada até os nossos dias. No caso dos judeus sefaraditas o idioma ladino foi o instrumento de agregação que lhes permitiu ter uma comunidade unida e mantida ao longo dos séculos, permanecendo até os dias de hoje. Também existiram os judeus portugueses que se refugiaram na Holanda, muitos descendentes de judeus espanhóis, e que fundaram uma florescente comunidade em Amsterdã, com uma administração inicialmente bilíngüe. Neste caso, como os portugueses eram a maioria, e falava-se português cotidianamente, o espanhol, tido como superior, reservou-se para as escrituras sagradas (Paulo, 1978, p. 55).
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O século XIX e seus desdobramentos: implicações do século do desenvolvimento na comunidade judaica lusa

O século XIX e seus desdobramentos: implicações do século do desenvolvimento na comunidade judaica lusa

O estabelecimento da Família Real no Brasil marcou o início de uma boa fase para a vida judaica. A Abertura dos Portos e o Tratado de Amizade e Paz entre Portugal e a Inglaterra, de 1810, que permitia o estabelecimento de não-católicos no Brasil, favoreceram a vinda dos primeiros imigrantes judeus à colônia. Basicamente, eles tinham como origem a Europa Oriental, e alguns, oriundos da Espanha e de Portugal, no final do século XV, buscaram acolhimento nos países e regiões de maioria islâmica do Império Otomano. A Primavera dos Povos e suas diversas manifestações revolucionárias na Europa levaram muitos judeus aos países do Novo Mundo, em busca de refúgio e oportunidades. Essas comunidades organizaram-se em grupos com identidade própria, em que a mesma língua, a mesma cultura e o mesmo passado histórico eram compartilhados. Criaram, aqui no Brasil, sinagogas, clubes e grupos de acolhimento aos imigrantes de suas regiões:
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E o homem que murmura contra o ensinamento secreto da Yahad será expulso e não mais voltará (1QS 7:17): a expulsão na comunidade judaica do mar Morto

E o homem que murmura contra o ensinamento secreto da Yahad será expulso e não mais voltará (1QS 7:17): a expulsão na comunidade judaica do mar Morto

Após a primeira geração de pesquisadores estabelecer o que acreditaram ser a identidade do grupo sob a autoridade dos MQ, tese que contou ainda com a atribuição de um local real de habitação, os pesquisadores passaram a procurar respostas que explicassem a origem da comunidade, do movimento essênio e da relação entre eles. A tese mais aceita sobre o nascimento do grupo dos MQ, delineada pela historiografia ao longo das primeiras décadas após descoberta dos manuscritos, tem como base histórica o período em que ocorreu a Revolta Macabeia (ou Macabaica) na Judeia, iniciada em 176 a.C. Antíoco Epifanes, rei do Império Selêucida, da Síria, havia criado um amplo programa de helenização forçada do território judeu (cf. 1Mc 2:42-43). Esse programa não ia de encontro apenas aos valores religiosos judaicos (o culto e as práticas centrais da religião foram proibidas, como a observação do Sábado e a circuncisão. Foi erigida uma estátua de Zeus dentro do Templo de Jerusalém), mas afetava a própria estrutura da sociedade judaica; já que em sua extensão visava tomar territórios de camponeses e fazer dos resistentes escravos (cf. 1Mc 3:34-36,41). De acordo com os livros de 1Mc e 2Mc, uma família sacerdotal judaica, conhecida como asmoneus (ou macabeus), liderou um movimento de resistência contra o regime sírio. O patriarca macabeu, Matatias, foi quem lançou as bases para a revolta (1Mc 2:39-40). Em seguida, ele recebeu apoio de um grupo de judeus conhecidos como assideus (do hebraico hasydym, que significa “os piedosos”). Os assideus são descritos como homens valorosos, cada um deles devotado à Lei (1Mc 2:42) e que fomentam a guerra e provocam sedições (2Mc 14:6). Após a morte de Matatias, a liderança dos rebeldes passa para as mãos de seu filho Judas. Ele é conhecido por estas fontes por ter liderado tropas de assalto que foram bem sucedidas, derrotando inclusive exércitos mais numerosos que o seu e libertando o Templo de Jerusalém (cf. 1Mc 4:36-59). Com a morte de Judas, seu irmão Jônatas dá continuidade à guerra de libertação que, naquele momento, ainda não havia reconquistado a liberdade política e religiosa (cf. 1Mc 4:18, 28-31). Na verdade, ela só seria efetivamente conquistada pelas mãos de Simão Macabeu, o terceiro irmão asmoneu que coordenou a resistência judaica.
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A comunidade judaica-portuguesa de Hamburgo entre 1652 e 1682

A comunidade judaica-portuguesa de Hamburgo entre 1652 e 1682

medida que o centro de gravidade da economia europeia se deslocava irremediavelmente para Norte, a actividade colonial dos mercadores portugueses afigurou-se rapidamente como uma mais-valia de extrema importância, representando um volume estimado em 20% do comércio total praticado em Hamburgo e uma ainda maior proporção em termos de valor 161 . Foi, entre outros, este grande atractivo que levou Christian IV, Rei da Dinamarca, a convidar os Portugueses a instalarem-se no seu território e em especial na recém fundada cidade de Glückstadt, outorgando-lhes para o efeito, direitos económicos e religiosos virtualmente ilimitados 162 . Esta generosa iniciativa do monarca dinamarquês traria eventualmente os seus frutos, com a criação em 1621 de uma pequena comunidade de judeus Portugueses oriundos a sua grande maioria de Hamburgo e das localidades vizinhas situadas ao longo do rio Elbe 163 . Em 1623 residiam já em Glückstadt 29 famílias portuguesas, desenvolvendo a sua actividade tanto no comércio como na indústria, especialmente em refinarias de açúcar, de sabão e azeite. Entre alguns dos seus primeiros habitantes encontram-se Álvaro Dinis, Mose Gideon Abudiente, Gonçalo Lopes Coutinho, e à cabeça da mesma, na qualidade de hacham, o rabino Abraham de Fonseca, autor da obra Einei Avraham, publicada em Amesterdão em 1627 164 . Álvaro Dinis, o maior propagandista de Glückstadt entre os Portugueses, viria a desempenhar, juntamente com os seus serviços ao Rei Christian IV, um importante papel dentro da então jovem comunidade, destacando-se como o seu principal pregador na sinagoga local 165 . Alguns destes sermões viriam a ser compilados anos mais tarde e publicados pelo próprio numa obra intitulada Trinta discursos ou Darazes (Glückstadt, 1629) 166 . Embora Glückstadt tivesse sido inicialmente concebida com o intuito de servir de concorrência a Hamburgo, desestabilizando a sua influência como maior entreposto comercial no rio Elbe, Christian IV nunca chegaria a ver concretizadas as suas expectativas, permanecendo esta tanto em importância como em tamanho, relativamente inofensiva para os padrões de Hamburgo. Para tal contribuiram, em grande medida, as inundações de 1625 e 1629, assim como, de forma decisiva, a guerra entre a Dinamarca e a Baixa Saxónia, de cujo longo e tormentoso cerco resultaria a fuga da maioria da sua população 167 .
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Rev. Hist. (São Paulo)  número176

Rev. Hist. (São Paulo) número176

Maymonus Dareg, Natan Doscha, Belshom Efraym, Samuel Faquim, Magaluf ben Faro, Samuel Jucef, Samuel Levi, magister Leo, rabi Bione Del Mestre, Sayt Milli, Magalufus Natgar, Maymouns Natgar, Moxinus Natgar, Samuel Natgar, Abraham Ses Portes, Mahir Sason, Menaben Sisi, Maymouns Xulelli, filho de Abrafim, além do próprio Cresques Abraham e seu filho Jafuda, des- tacando-se em negrito os familiares reais. Vários destes nomes já constam do Livro de repartimento (1232), primeiro documento que estabelece uma relação dos locais existentes na ilha e sua partilha entre os conquistadores. Analisando esta lista constata-se ser composta pelas personalidades mais importantes da comunidade judaica sefardita, que se encontrava em Maiorca em meados do século XIV, como rabinos, mercadores, sábios e ar- tesãos. Kayserling realiza leitura dos nomes procurando identificar os per- sonagens através de outros nomes e documentos. Assim, “Struchus Durandi, judeus majoricam” seria Cemáh Duran, pai do célebre rabino Simon ben Cemáh ou Astruch Duran, que trabalhou a questão do comércio judeu em suas Respon- sas, transferindo-se para Alger, a cidade “catalanoparlante”, após 1391. 30 Bellshom
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A memória coletiva e a construção da identidade em famílias da Sociedade Israelita...

A memória coletiva e a construção da identidade em famílias da Sociedade Israelita...

MARIA: e tinha assim a questão da convivência da comunidade judaica, então lá em São Paulo, no bairro Bom Retiro, tinha muit... a... co... a comunidade judaica era muito grande, o Bom Retiro primeiro era de imigrantes italianos, daí depois eles saíram e vieram os judeus e ficaram no Bom Retiro. Então a gente tinha amizade com a turma lá, tinha os colégios judaicos, ficava assim, a turma entre si. Então eu lembro assim, a integração era muito... tranquila. Tinha a José Paulino, que tinha o comércio, tinha o comércio no Brás, meu pai tinha confecção de roupa, tinha ali no Brás os turcos, os árabes, então todos faziam negócio, era tudo primo, tudo amigo (rindo) não se discutia nada. Eu lembro, tinha... é engraçado, tinha assim, o Bom Retiro tinha... também tinha alguns árabes, lá, até na José Paulino, então quando tinha noticias de guerra em Israel (conta “animada”), com os árabes, não sei o que... eu lembro que tinha aquelas lojas com televisão, tipo Casas Bahia, que ninguém quase tinha televisão em casa, então, juntava todo mundo na rua pra ouvir as notícias, os judeus e os árabes ficavam falando (respira fundo) que... que tristeza (chorando), né, tipo assim, por que que isso ta acontecendo lá? E... e... assim, e por que que aqui se convive...
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Instituições de assistência social e imigração judaica.

Instituições de assistência social e imigração judaica.

A implantação do serviço social, com suas críticas ao modelo de caridade, à sobreposição de funções entre as várias entidades e à falta de sistematização técnica, levaram à criação, na comunidade judaica, do Serviço Social Unificado, em 1966, uma tentativa de estabelecer uma rede assistencial que integrasse as entidades assistenciais e inúmeros serviços assistenciais promovidos por ou- tras entidades, como as sinagogas. Talvez a conseqüência mais importante deste movimento tenha sido a criação, em 1976, da União Brasileiro-Israelita do Bem-Estar Social (Unibes), fusão de Ezra, Ofidas e Policlínica — no momento a mais importante enti- dade assistencial ligada ao grupo em São Paulo, com vários pro- gramas de assistência pública e convênios com a prefeitura.
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José de Asenet – Construção de identidade judaica na diáspora judaica em Alexandria

José de Asenet – Construção de identidade judaica na diáspora judaica em Alexandria

O pseudepígrafo José e Asenet é uma obra datada entre os séculos I A.E.C. e I E.C., produto da comunidade judaica que viveu na diáspora em Alexandria. O livro é um romance que conta o encontro de José, patriarca judeu, com Asenet, a conversão de Asenet e o casamento de ambos. Fruto de uma comunidade que vivia os desafios e as hostilidades da diáspora, José e Asenet tem elementos que nos revelam uma identidade desta comunidade. O judaísmo do período helênico sofreu mudanças. A identidade judaica que, até então, se restringia a questões étnicas- geográficas, passava a abrir suas fronteiras para abarcar também os prosélitos e os que se casavam com judeus. Asenet é um modelo de prosélito que se converte ao judaísmo a partir de uma experiência individual com o Deus de José. A inserção dela na comunidade judaica se dá a partir da conversão e do casamento com José. Esta pesquisa teve como escopo encontrar elementos da construção de uma identidade judaica a partir da análise do pseudepígrafo José e Asenet. Esta identidade se configura, no romance: (1) a partir do confronto e da assimilação da cultura e religião grega e egípcia; (2) a partir da inserção de prosélitos na comunidade judaica; (3) numa ética da não-retaliação; (4) numa sexualidade evidente; (5) nas epifanías como elementos autenticadores do novo status.
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Da feira à academia, uma vida

Da feira à academia, uma vida

É neste capítulo também que se revela o perfil da comunidade judaica de São Paulo, do Rio de Janeiro e também de Montevidéu, onde moravam seus pais, vivendo uma pobreza [r]

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Identidade judaica: considerações psicológicas acerca da dimensão religiosa.

Identidade judaica: considerações psicológicas acerca da dimensão religiosa.

Quanto aos últimos, embora seja observada uma maior ênfase a fatores religiosos em alguns mandamentos e, em outros, a aspectos sociais, não se pode fazer essa separação de modo rigoroso, uma vez que a Torá não explicita tal distinção. A Torá pretende que seus mandamentos, que compõem sua parte legislativa, compreendam tanto aspectos religiosos (que podem ser entendidos como direcionados a questões intrapessoais que contribuem para o estabelecimento de relações entre o homem e Deus), como também aspectos sociais (que podem ser vinculados a questões de cunho interpessoal). O entrelaçamento entre aspectos religiosos e sociais garante a emergência de princípios que irão nortear o contato do homem com ele mesmo, com outros sujeitos e com Deus, isto é, princípios que irão convidar o ser humano a constantemente refletir sobre questões intra-pessoais, interpessoais e transcendentais. O plano interpessoal não se limita aos contornos da comunidade judaica, mas se estende ao estabelecimento de relações intergrupais, o que parece apontar para a estreita vinculação entre as dimensões religiosa e étnica na configuração da identidade judaica. Conforme mencionado anteriormente, Epelboim (1997) acredita que, sobretudo, fatores religiosos, etnoculturais, educacionais, sociocomunitários e emocionais participem do delineamento em questão.
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A memória e a história do 'Shteitl'na canção popular judaica

A memória e a história do 'Shteitl'na canção popular judaica

A legislação antijudaica do Quarto Concílio de Latrão foi proclamada em 1215 tendo sido aplicada pelo rei Luís IX. Entre outras humilhações os judeus foram obrigados a usar um emblema que os distinguia dos demais cidadãos. Após o Debate de Paris de 1242 foram queimados, em grande escala, exemplares do Talmude. A partir de 1306, os judeus foram sendo expulsos da França. Algumas vezes tiveram permissão para retorno e em 1394 foram novamente expulsos inclusive de Paris Esta foi a última expulsão que continuou em vigor em algumas províncias, até a Revolução Francesa de 1789. Depois dela os judeus franceses passaram a gozar de plena emancipação e após a Assembléia dos Notáveis de 1806 e o Sinédrio, em 1807 instituído por Napoleão Bonaparte, a comunidade judaica da França começou a ter os mesmos direitos de todos os cidadãos do país.
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UM OLHAR FANTÁSTICO SOBRE "O CENTAURO NO JARDIM"

UM OLHAR FANTÁSTICO SOBRE "O CENTAURO NO JARDIM"

dos autores citados, como, por exemplo, a preocupação com o social, com a amostragem dos problemas e inquietações do homem contemporâneo, os quais independem da condição judaica. O homem se vê, muitas vezes, esmagado pelo consumismo, pelo tecnologismo e pela solidão que advém de um individualismo gritante que percorre a atualidade. O elemento fantástico na obra scliariana também se faz notório. Este é fruto de, na expressão de Chaves, um realismo integral, que só consegue captar a realidade, na medida em que se abstrai um pouco dela. Também poderia ser destacado o novo enfoque dado a cidade de Porto Alegre, a qual já havia entrado para o imaginário literário da literatura rio-grandense com a obra de Érico Veríssimo e, indiretamente, com a obra de Dyonélio Machado. Porto Alegre é vista agora através de seus bairros, principalmente o Bom Fim, através da comunidade judaica que o compõe.
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A contextualidade da literatura judaica: as vozes do exílio e da diáspora

A contextualidade da literatura judaica: as vozes do exílio e da diáspora

Historiadores têm apontado o século XIX como aquele no qual os judeus experimentaram econômica, política e intelectualmente, de forma individual e coletiva, o maior reconhecimento social por parte da sociedade inclusiva na qual viviam nos países europeus. Tomando o intervalo de cem anos, entre 1810 a 1914, e comparando com o desempenho judaico em períodos anteriores, é possível afirmar ter havido uma profunda revolução na vida judaica, na medida em que grandes parcelas de sua população foram sujeitas às leis de emancipação política, que lhes garantia legalmente novos direitos semelhantes àqueles destinados a seus cidadãos. Essa nova realidade contrariava a anterior situação dos judeus que ainda viviam à margem, mais ou menos tolerados em suas sociedades de origem nas quais continuaram excluídos de posições públicas, do acesso às universidades, do desempenho de determinadas funções administrativas e políticas, de servir o Exército e segregados domiciliarmente em áreas restritas e controladas.
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Moacyr Scliar e Milton Hatoum: semelhanças e diferenças

Moacyr Scliar e Milton Hatoum: semelhanças e diferenças

Milton   Hatoum   é   o   segundo   escritor   que,   depois   da   Segunda   Guerra   Mundial,   avançou   nossa   percepção  sobre  uma  comunidade  de  imigrantes.  Levando  ao  conhecimento  do  mundo  o  conteúdo  e  o   contorno  da  comunidade  de  origem  libanesa  no  Amazonas,  Hatoum  tende  a  intensificar  os  enredos   dos  seus  romances  aos  limites,  ainda  que  quase  infinitos,  da  floresta  amazônica.  É  no  seu  emaranhado   e  também  nos  redutos  urbanos  que  se  abre,  como  uma  clareira  mágica,  a  arte  literária  de  Hatoum,  ao   soprar  vida  a  personagens  que  entram  nas  suas  histórias  pelos  moldes  vistos  e  vividos  no  ambiente   dos  imigrantes  e  seus  descendentes,  entre  eles  o  próprio  autor.  Considerado  escritor  “regionalista”  por   alguns  estudiosos,  ele  faz  reviver  o  cosmos  amazônico  nas  suas  histórias,  fazendo  com  que  inúmeras   narrativas  penetrem  por  seu  universo  esfuziante  de  cores,  aromas,  volumes  e  diversas  atmosferas.  O   “regionalismo”  de  sua  obra  se  coaduna  à  ideia  de  um  trabalho  literário  específico  a  uma  região  física,   no  caso,  a  cidade  de  Manaus  e  seus  arredores.  (O  autor  não  aceita  esta  qualificação,  o  que  não  impede   que  críticos  assim  o  considerem.) 1  
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O auto-ódio na literatura brasileira-judaica contemporânea.

O auto-ódio na literatura brasileira-judaica contemporânea.

Este estudo defende a tese de que o autor ficcional brasilciro-judeu contemporâneo, independentemente da relação que o mes- mo estabeleça com sua própria condição judaica, deixa transparecer em sua obra aspectos que caracterizam distintas formas do sentimento de auto-ódio; a literatura, neste caso, é tratada como receptáculo individual, consciente ou não, assumido ou não, do sentir coletivo do grupo étnico. O trabalho discute os reflexos do auto- ódio judeu expressos na ficção literária de quatro autores brasileiros judeus contemporâneos: Samuel Rawet, Clarice Lispector, Moacyr Scliare Bernardo
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Memória judaica na arte arquivista de Leila Danziger

Memória judaica na arte arquivista de Leila Danziger

sua primeira exposição individual em 1987 chamada Entre ciel et ruines , que já apresentava algumas das características dos seus trabalhos posteriores como a intertextualidade com a literatura, o formato livro e as temáticas dos nomes e da memória traumática. Em 1989, novamente dialoga com o poeta de origem judaica na exposição Pour Edmond Jabès preservando o gesto escritural. Mais tarde, vieram os diálogos com estes outros poetas e escritores, levando a outras séries dedicatórias dentro de Diários públicos como ‚Para Orides Fontela‛, ‚Para Ana Cristina César‛, ‚Para Ireneo Funes‛, ‚Para Paul Celan‛.
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ANA CLÁUDIA PINTO CORRÊA

ANA CLÁUDIA PINTO CORRÊA

O TAIB é uma figura pálida na movimentada Rua Três Rios, parecendo nos dizer que, um dia, ele conheceu a efervescente atividade cultural judaica. Por trás de suas portas de vidro podemos enxergar convites para atividades beneficentes e peças de teatro. Seu interior, um tanto vazio de mobiliário deixa uma sensação de decadência. Este foi um local que visitei várias vezes, uma vez que ele e o ICIB ocupam o mesmo estabelecimento, abrigando o arquivo que a sra. Sarah Friedman está organizando em torno da memória do Instituto e da escola Scholem Aleichem que ali funcionou desde 1953 até os anos 80, quando foi fechada. Nestas minhas idas ao lugar, pude perceber que sua ocupação é basicamente de pessoas idosas de origem judia, que vão lá em busca de atividades voltadas à Terceira Idade. Porém, como diziam os anúncios na entrada, atividades culturais são também lá apresentadas, só que, há muito o Instituto deixou de ser sinônimo da esquerda judaica como o era nas décadas de 30, 40, 50, 60. O esquerdismo judaico arrefeceu e, juntamente com ele, este espaço cultural.
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A diáspora judaica, o anti-semitismo e o sionismo

A diáspora judaica, o anti-semitismo e o sionismo

Assente na relação Judaísmo-Jerusalém-Terra de Israel; influenciado pela ideologia nacionalista e as doutrinas coloniais do séc. XIX, o sionismo constitui um vasto movimento nacionalista judaico, defensor do princípio de que todos os Judeus constituem uma nação e não apenas uma religião ou comunidade étnica, residindo na concentração do maior número possível de Judeus na Palestina/Israel, a única solução para o “anti-semitismo”.

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