Conflito de normas trabalhistas no espaço

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PRINCÍPIO DA INTERVENÇÃO MÍNIMA E PRINCÍPIO DA VEDAÇÃO DO RETROCESSO: CONFLITO ENTRE PRINCÍPIOS E NORMAS

PRINCÍPIO DA INTERVENÇÃO MÍNIMA E PRINCÍPIO DA VEDAÇÃO DO RETROCESSO: CONFLITO ENTRE PRINCÍPIOS E NORMAS

(BRASIL, 2017) a autonomia privada ganha mais espaço de atuação, tanto nas relações individuais como nas coletivas. Nesse sentido corrobora Abel Ferreira Lopes Filho (2017, p. 159) ao dizer que a reforma aqui comentada teve como principal objetivo dar autonomia às partes envolvidas na relação trabalhista, vez que nos debates no Congresso Nacional, durante a tramitação da reforma, julgou-se que um trabalhador com graduação em ensino superior e salário acima da média remuneratória da maioria da população não deveria ser tratado como alguém vulnerável, que necessite de proteção do Estado ou de tutela sindical para negociar seus direitos trabalhistas.
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COLISÃO DE PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS NA COMPOSIÇÃO DOS CONFLITOS DE LEIS TRABALHISTAS NO ESPAÇO  Manoela Bitencourt

COLISÃO DE PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS NA COMPOSIÇÃO DOS CONFLITOS DE LEIS TRABALHISTAS NO ESPAÇO Manoela Bitencourt

A partir do que foi visto, verifica-se que o conflito entre o princípio da igualdade e o princípio da norma mais favorável não significa uma antinomia de regras, razão pela qual não será possível responder se, no caso concreto, acerca da relação de teletrabalho transnacional, a igualdade entre os empregados de uma mesma empresa e de um mesmo território suprime a aplicação da norma que for mais favorável ao teletrabalhador, ou considerando que a norma mais favorável ao obreiro é princípio que norteia o direito do trabalho e deve prevalecer como uma forma de eficácia dos direitos humanos trabalhistas e, por isso, plenamente oponível na relação de emprego, prejudicada estará a aplicação de normas iguais aos trabalhadores de uma mesma empresa e/ou território. Isso porque não se está na dimensão do “tudo ou nada” em que a adoção de uma regra importa na exclusão da outra.
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A EFICÁCIA TEMPORAL DAS NORMAS DE TERCEIRIZAÇÃO E SUA  NOS PROCESSOS TRABALHISTAS.  Jackson Passos Santos, Raquel Helena Valesi

A EFICÁCIA TEMPORAL DAS NORMAS DE TERCEIRIZAÇÃO E SUA NOS PROCESSOS TRABALHISTAS. Jackson Passos Santos, Raquel Helena Valesi

...contém normas relativas à aplicabilidade e incidência de outras normas, constituindo o sobredireito (Ueberrecht). Disciplina as próprias normas jurídicas, assinalando-lhes o modo de entendimento, predeterminando as fontes de direito positivo, a classificação hierárquica dos preceitos, indicando-lhes as dimensões espaciotemporais, por conter critérios atinentes ao conflito de leis no espaço e no tempo. Isso significa, convém repetir, que essa lei ultrapassa o âmbito do direito civil, vinculando o direito privado como um todo e alcançando o direito público, atingindo apenas indiretamente as relações jurídicas, uma vez que contém tão somente normas de apoio que disciplinam a atuação da ordem jurídica... (DINIZ, 2017, p. 23)
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A FLEXIBILIZAÇÃO DAS NORMAS TRABALHISTAS NO BRASIL

A FLEXIBILIZAÇÃO DAS NORMAS TRABALHISTAS NO BRASIL

Medidas para flexibilizar as relações trabalhistas, bem como reduzir o peso dos encargos sociais, são defendidas por uma corrente denominada tradicional. Afirmam seus seguidores que tais[r]

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Rasgando uniformes e descosturando normas de gênero no espaço escolar

Rasgando uniformes e descosturando normas de gênero no espaço escolar

Como conheço de perto boa parte da história daquele espaço, posso apostar em uma certa ideia de controle, de criatividade para manifestar isso a comunidade. Antes as paredes azuis celestes eram “bordadas” com desenhos/grafites feitos por alunos e professores alguns anos antes, estes refletiam elementos culturais da nossa litoraneidade e imaginário popular nordestino. Ali, haviam cangaceiros, papagaios, cactos e frases “soltas” de livros e músicas de rock. Notei também um certo descuido nos últimos anos: fios aparentes, partes do forro caindo, portas dos banheiros meio quebradas e a presença de uma necessidade no discurso das pessoas com as quais foi conversando “essa escola está precisando de uma reforma urgente”. Para além disso, não pude deixar de pensar de como algo nele ainda era praticamente intocado, os seus ladrilhos que me transportava de imediato ao tempo no qual fui aluno, ali certamente se encontra uma marca visível da idade da escola.
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A FLEXIBILIZAÇÃO DAS NORMAS TRABALHISTAS COMO SOLUÇÃO PARA A DINÂMICA SOCIAL FRENTE AO PROCESSO DE GLOBALIZAÇÃO ECONÔMICA E O SEU IMPACTO NAS RELAÇÕES LABORAIS

A FLEXIBILIZAÇÃO DAS NORMAS TRABALHISTAS COMO SOLUÇÃO PARA A DINÂMICA SOCIAL FRENTE AO PROCESSO DE GLOBALIZAÇÃO ECONÔMICA E O SEU IMPACTO NAS RELAÇÕES LABORAIS

Os princípios da flexibilização e da autonomia privada consagrados pela Constituição da República conferem aos Sindicatos maior liberdade para negociar com as entidades patronais, valorizando, assim, a atuação dos segmentos econômicos e profissionais na elaboração das normas que regerão as respectivas relações, cuja dinâmica torna impossível ao Poder Legislativo editar Leis que atendam à multiplicidade das situações delas decorrentes. Desta forma, não podemos desestimular essas negociações, avaliando as cláusulas de um Acordo de forma individual, com um enfoque sectário, sem considerar a totalidade do instrumento normativo, porquanto as condições mais restritivas para os trabalhadores foram por eles acordadas em prol de outros dispositivos, que instituem vantagens ou benefícios além dos patamares legalmente fixados.
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Amamentação: conflito e harmonia no espaço interativo enfermeira, puérpera e sua famiília

Amamentação: conflito e harmonia no espaço interativo enfermeira, puérpera e sua famiília

A minha percepção do seu sentimento de culpa por não ter amamentado os fílhos, sensibilizou-me para buscar formas de atenuar este conflito que a acompanhava há aproximadamente 30 anos. E o diálogo nos permitiu isto. Através de uma abordagem histórica do desenvolvimento da alimentação artifícial, encontramos um denominador comum: na falta de estímulo e apoio a amamentação há aproximadamente 30 anos, quando as indústrias de leites artifíciais dominavam o mercado e difundiam a ideologia da sua superioridade sobre outro tipo de alimento para lactentes. Reconhecendo a história. Ametista identifícou as causas da falta de estímulo e apoio que não encontrara na família, nos profíssionais de saúde e na sociedade para que pudesse ter vivido de forma diferente o amamentar seus fílhos, o que reforçou a sua crença de que não era a única culpada pelo insucesso. E esta história serviu aos demais presentes no momento interativo. Diamante e Pérola, que de certa forma começaram a perceber a importância de uma estrutura social para a manutenção do processo de amamentação. Orientações relativas a variabilidade da constituição do leite materno, a impossibilidade do aleitamento cruzado e a importância da tranqüilidade materna para o desenvolvimento do processo, se fízeram presentes nos dois encontros com Pérola e sua família.
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O conflito armado Russo-Georgiano - Um bloqueio no espaço pós-soviético

O conflito armado Russo-Georgiano - Um bloqueio no espaço pós-soviético

Abordando agora, brevemente, o papel da Rússia, importa frisar que este Estado foi um dos coprotagonistas do conflito. Veja-se, porém, que rejeitou sempre a atribuição do rótulo de intervenção militar para classificar as ações empreendidas pelas suas forças armadas em solo georgiano aquando da ocorrência destes eventos. De acordo com o contributo de Roy Allison (2009) plasmado num artigo publicado pela European Security e no qual se reportou às confrontações de agosto de 2008, Moscovo socorreu-se de um conjunto de argumentos em nome da defesa dos independentistas que incluíram a consideração de que os ataques de Tbilisi à Ossétia do Sul e à Abecásia constituíram um ataque aos agentes de manutenção de paz russos aí presentes e que, por conseguinte, havia-se tratado de um ataque à própria Rússia. Para além disso, o executivo de Dmitri Medvedev insistiu sempre que a Geórgia tinha sido responsável pelo princípio das hostilidades.
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O CONFLITO NO ESPAÇO AGRÁRIO BRASILEIRO: UMA REFLEXÃO A PARTIR DA RELAÇÃO “TERRA, TERRITÓRIO E PODER”

O CONFLITO NO ESPAÇO AGRÁRIO BRASILEIRO: UMA REFLEXÃO A PARTIR DA RELAÇÃO “TERRA, TERRITÓRIO E PODER”

Desta forma, refletir o território agrário é desvendar os conflitos, as opiniões, as contradições e as afirmações, um jogo de força que abarca toda a sociedade. Tem-se uma agricultura hegemônica (capitalista), amplamente aceita, legitimada e divulgada na sociedade, a qual é carregada de “tramoias” e estratégias perversas, contrárias à agricultura camponesa, pois é inadmissível o capital visualizar um trabalhador rural (camponês) satisfeito e autônomo, ou seja, o capitalista quer todas as atenções, todos os lucros, todos os méritos, todos os olhares e a todos como servos. Assim, o agrário brasileiro como herança contínua do estilo colonial, em conflito ao crescente processo de luta e resistência camponesa, desde a segunda metade do século XX, coloca-se em questão na contemporaneidade, uma sociedade alternativa foi viabilizada de ser pensada, uma vida soberana em que seus atores sejam os donos de sua própria ação – a agricultura dos sem vozes emerge como sujeito de direitos e percebidos socialmente.
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Conflito entre as normas internacionais e o ordenamento jurídico brasileiro no âmbito das indenizações decorrentes do transporte aéreo internacional

Conflito entre as normas internacionais e o ordenamento jurídico brasileiro no âmbito das indenizações decorrentes do transporte aéreo internacional

O transporte aéreo de cargas e passageiros é amplamente utilizado em todo o mundo. Juntamente com este modal de transporte, existem normas derivadas de tratados e convenções internacionais, que servem de parâmetros balizadores para as deliberações dos litígios surgidos entre as partes envolvidas no transporte aéreo internacional. O Brasil é um dos países signatários destes tratados e convenções internacionais, ainda assim, possui seu próprio ordenamento jurídico interno relativo às indenizações derivadas do transporte aéreo internacional. As normas nacionais e internacionais abordam o mesmo tema, entretanto, foram criadas em épocas diferentes e o resultado foi o aparecimento do conflito entre ambas as normas. Para sanar o conflito entre as normas nacionais e internacionais, existe a necessidade de haver o entendimento jurisprudencial pacificado afirmando qual norma deve ser utilizada pelo judiciário brasileiro em relação as indenizações decorrentes do transporte aéreo internacional com contratos firmados no Brasil. Neste trabalho monográfico se pretende demonstrar qual norma deve ser utilizada na justiça brasileira quando os litígios forem decorrentes do transporte aéreo internacional em que os contratos foram firmados aqui no Brasil. Para atingir este objetivo, será feita uma pesquisa na forma teórica, cuja as informações analisadas foram obtidas a partir das literaturas produzidas na área do Direito Civil, Processual Civil e Direito Aeronáutico. Neste compasso, a pesquisa será feita na forma bibliográfica e documental, através da análise de dados encontrados em bibliografias (livros, artigos, jornais, sites, etc.) e, em documentos (leis, jurisprudências, processos, etc.). A partir da avaliação dos dados e da afirmação do atual entendimento jurisprudencial brasileiro sobre o tema, serão feitas considerações em relação às consequências para as partes envolvidas.
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Família em conflito: violência, espaço doméstico e categorias de parentesco em grupos populares de Florianópolis /

Família em conflito: violência, espaço doméstico e categorias de parentesco em grupos populares de Florianópolis /

possam ter também pode ser constatada no discurso oficial sobre violência doméstica.. Como.[r]

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A vida social dos marcos: espaço, sociabilidade e conflito numa aldeia da Beira Baixa (Portugal)

A vida social dos marcos: espaço, sociabilidade e conflito numa aldeia da Beira Baixa (Portugal)

Ao longo deste short paper canalizamos algumas das ideias acima expressas para a construção de uma narrativa pessoal sobre o modo como uma família nuclear, residente numa cidade média portuguesa, percepciona e valora um espaço florestal (património familiar herdado por linha materna), entretanto destruído nos incêndios do verão de 2003. Relembra Jean-Claude Duclos que “El patrimonio, en el seno de nuestras viejas sociedades latinas, es el legado del padre que recibimos en herencia y que nosotros transmitimos a su vez en aras de la continuidad del linage” (Duclos 1997: 7). No contexto em análise, esta acepção original do conceito de património é retomada, de modo a desvendar relações entre processos de construção e reconstrução patrimonial do espaço paisagístico.
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A flexibilização das normas trabalhistas: uma análise da eficácia dos modelos de flexibilização vigentes e o impacto ocasionado na Economia com reflexos nas relações de trabalho

A flexibilização das normas trabalhistas: uma análise da eficácia dos modelos de flexibilização vigentes e o impacto ocasionado na Economia com reflexos nas relações de trabalho

Existem diversos problemas estruturais que foram identificados com relação à implantação do sistema de organização toyotista, principalmente àqueles decorrentes da inexistência, segundo PINTO (2007) dos mecanismos socioculturais do trabalho japonês nas empresas ocidentais, quando da adaptação do sistema de Ohno. Acrescenta o autor que a flexibilização da produção exige que se flexibilizem as leis que regulamentam o uso e a alocação da força de trabalho pelas empresas. Isto obviamente implica em alterações na legislação trabalhista, levando, principalmente nas economias periféricas, onde já são escassas as estruturas de proteção social por parte do Estado, à redução dos direitos dos trabalhadores e a crise do movimento sindical, através da elevação do número de contratações precárias, como as temporárias, por tempo parcial, mudanças nas normas salariais, como a vinculação dos salários ao faturamento das firmas como acrescenta o autor e a heterogeneização entre os segmentos do mercado de trabalho.
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A impropriedade técnica dos artigos 15 e 16 do estatuto do desarmamento: desproporcionalidade e conflito aparente de normas.

A impropriedade técnica dos artigos 15 e 16 do estatuto do desarmamento: desproporcionalidade e conflito aparente de normas.

Tomando por exemplo o roubo seguido de morte (ou morte seguida de roubo). Neste caso, se nao houvesse uma norma especial que preve esta tipificagao conjunta, poderia-se enquadrar o suje[r]

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Espaço, Violência e Identidade em Alexandria: um Estudo Sobre o Conflito de 38 d.C.

Espaço, Violência e Identidade em Alexandria: um Estudo Sobre o Conflito de 38 d.C.

Nesta dissertação, analisa-se a relação existente entre espaço, violência e identidade cultural durante o conflito ocorrido em 38 d.C. na cidade de Alexandria, capital da província do Egito, que envolveu gregos, egípcios e judeus. Para tanto, o recurso bibliográfico foram as obras In Flaccum e Legatio ad Gaium, de Filo de Alexandria; a obra Contra Apionem, de Flávio Josefo; os Acta Alexandrinorum e a Carta de Cláudio aos Alexandrinos. Alexandria foi construída em 331 a.C. e, no decorrer do domínio ptolomaico, alcançou grande destaque nos campos político, econômico e cultural, o que atraiu um grande número de indivíduos das mais variadas etnias, tornando-a uma cidade multiétnica. Nesse contexto, investigam-se o processo de formação das comunidades grega, egípcia e judaica, as singularidades de cada grupo, as aproximações e a forma como as relações sociais se transformaram após a dominação romana em 30 a.C. O referencial teórico empregado nessa pesquisa pauta-se nos conceitos de “estabelecidos”, “outsiders”, “conflito”, “violência”, “espaço”, “identidade” e “diferença”. Já a metodologia utilizada é a Análise de Conteúdo. O objetivo principal é compreender como a apropriação dos diversos espaços da cidade e o recurso à violência contribuíram na formação e na afirmação da identidade dos atores sociais envolvidos na revolta.
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calculos trabalhistas

calculos trabalhistas

(Artigo 7º, inciso XIX, da Constituição Federal c/c artigo 10 parágrafo 1º do ADCT). d) 1 dia a cada período de 12 meses de trabalho, para doação voluntária de sangue, devidamente comp[r]

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Rotinas Trabalhistas

Rotinas Trabalhistas

Finalizamos mais uma aula. Tenho a impressão de que esse conteúdo des- pertou bastante seu interesse. Sempre ouvimos falar sobre QI e o conceito de QE é mais recente, porém também ganhou relativo espaço nas discussões sobre a aprendizagem, rendimento e mais recentemente no mercado de trabalho e relações interpessoais nas organizações. Mas, ainda não acabou. Temos muito pela frente. Na próxima aula, veremos sobre um tema também muito relevante na vida profissional: equipes e grupos. Será que estamos falando sobre o mesmo assunto ou existem diferentes conceitos sobre a temática? Vamos descobrir?
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Análise crítica à tendência  das normas trabalhistas e sua  no Brasil

Análise crítica à tendência das normas trabalhistas e sua no Brasil

Algumas vezes, o contexto explicativo político de uma determinada decisão judicial pode-se apresentar mesmo em casos de solução jurídica – aparentemente fácil. O que até aqui foi afirmado com relação à discricionariedade judicial se aplica nos contextos de “penumbra” hartianos, ou seja, nos casos de difícil solução pelo conjunto normativo posto ou reconhecido. Nos chamados casos fáceis, a solução se apresenta visível no ordenamento jurídico, sendo que qualquer interpretação destoante revela mais claramente a opção política do aplicador jurídico, e, em ultima análise, sua decisão adquire força vinculativa pelo argumento da autoridade prolatora. Nesses exemplos, talvez seja possível se identificar a prática da flexibilização não formal dos direitos trabalhistas, que se apresenta como uma espécie de re-regulamentação “branda” da norma jurídica. 64
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O direito ao lazer como paradigma (re)interpretativo emergente das normas trabalhistas

O direito ao lazer como paradigma (re)interpretativo emergente das normas trabalhistas

O empregado, entretanto, não é obrigado a ser usuário do vale ora em discussão. A Lei n. 12.761, de 27 de dezembro de 2012, prevê, no §4º do seu art. 8º, que ele poderá optar pelo seu não recebimento mediante procedimento a ser definido em regulamento. O mesmo se pode dizer do empregador, que somente será obrigá-lo a concedê-lo se - e somente se - aderir ao Programa de Cultura do Trabalhador 386 . O atributo intervencionista do Direito ao Lazer na relação de emprego, ou seja, na relação entre particulares, é assunto que deve ser estudado com maior profundidade diante do alto grau de obscuridade. Já seu atributo transindividual é de fácil percepção na relação com o Estado, como na criação de praças, de museus e de outros projetos educacionais de natureza cultural ativa, que ultrapassam a fruição individualizada da pessoa. Por todo o exposto, a pesquisa irá se restringir, sempre que for conveniente, ao atributo não interventivo do lazer na sua aplicação enquanto paradigma emergente interpretativo das normas trabalhistas.
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A flexibilização das normas trabalhistas ante o reconhecimento dos direitos dos trabalhadores como direitos fundamentais

A flexibilização das normas trabalhistas ante o reconhecimento dos direitos dos trabalhadores como direitos fundamentais

A presente pesquisa científica intencionou explorar alguns nuances do fenômeno neoliberal da flexibilização das normas trabalhistas, prática esta que encontra respaldo no artigo 7º, incisos VI, XIII e XIV da CF/1988 e autoriza, em algumas hipóteses, o afastamento da incidência estatal em privilégio da autonomia negocial coletiva dos sindicatos na construção de normas tendentes a reger as relações de trabalho. Destarte, é possível a redução das mínimas vantagens constitucionalmente previstas aos trabalhadores preponderantemente por meio da negociação coletiva. Em que pese deva-se conceder prestígio aos benefícios da flexibilização para o empresariado, visto que esta busca amoldar as condições de trabalho ao cenário evolutivo social, na contemporaneidade o fenômeno da flexibilização das normas trabalhistas vem sendo utilizado sob um viés de precarização das condições e relações de trabalho em prol do capitalismo e da impulsão da economia, sob o argumento de ser instrumento eficaz a dirimir as desigualdades sociais e o desemprego. Com efeito, faz-se imprescindível um olhar atento à esfera de abrangência das práticas flexibilizadoras e suas consequentes delimitações, para que, à luz dos princípios constitucionais e dos direitos fundamentais dos trabalhadores, não seja autorizada a supressão da própria essência protetiva dos direitos trabalhistas. A relevância teórica da pesquisa justifica-se nos embates doutrinários que estão em voga acerca do alargamento das práticas flexibilizadoras e a possibilidade destas provocarem a supressão dos direitos fundamentais dos trabalhadores. Durante a execução deste estudo, por intermédio do método dedutivo e do procedimento monográfico, pôde-se verificar que a flexibilização das normas trabalhistas, autorizada pelo constituinte originário em hipóteses específicas, deve a estas se ater, sempre à luz dos princípios da proporcionalidade e da norma mais favorável, para que os direitos fundamentais dos trabalhadores não sejam restringidos de forma a resultar na perda de seu núcleo essencial, seu conteúdo em dignidade da pessoa humana, o que terminaria por consagrar a desregulamentação dos direitos fundamentais mínimos, arduamente conquistados pelos trabalhadores e, consequentemente, verdadeiro retrocesso social.
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