Conselhos de administração

Top PDF Conselhos de administração:

Análise do papel dos conselhos de administração e de suas determinantes em empresas listadas no novo mercado da BM&FBOVESPA

Análise do papel dos conselhos de administração e de suas determinantes em empresas listadas no novo mercado da BM&FBOVESPA

Hermalin e Weisbach (2003) afirmam que a teoria econômica acerca dos Conselhos de Administração ainda é incipiente, estando os progressos nessa área mais fortemente vinculados a trabalhos empíricos que a aprimoramentos teóricos formais. Para os autores, ainda não há uma sustentação sólida quanto ao porquê da existência desses órgãos, além da mera obrigação legal, e qual a efetiva contribuição que devem ofertar às entidades em que estão inseridos. Bebchuk e Weisbach (2010) apontam que o direcionamento nas pesquisas sobre o tema tem sido acerca dos possíveis benefícios de estruturas mais independentes, como decisões mais efetivas sobre a remuneração de executivos.
Mostrar mais

45 Ler mais

A Participação das Mulheres nos Conselhos de Administração. Análise dos Efeitos no Potencial de Valorização, Desempenho Financeiro, Aspetos Éticos e Sociais das Empresas na Europa

A Participação das Mulheres nos Conselhos de Administração. Análise dos Efeitos no Potencial de Valorização, Desempenho Financeiro, Aspetos Éticos e Sociais das Empresas na Europa

variáveis explicativas do modelo são individualmente estatisticamente significativas, com níveis de significância que variam entre 1 e 5%, pelo que todas elas têm impacto na variável explicada, à exceção da variável DUALCEOCH. A variável FEMCA - que capta a participação de mulheres no Conselho de Administração, apresenta uma estimativa de sinal negativo, o que denota que a presença feminina tem um impacto negativo na existência de código de ética. Este resultado não é consistente com os obtidos por Garcia-Sanchez et al. (2015), que detetaram uma relação positiva entre estas duas variáveis, porém tal como Rodriguez-Dominguez et al. (2009), também não se verificou uma evidência relevante. Posto isto, identifica-se que a estimativa de sinal negativo sugere que quanto maior a presença de mulheres no Conselho de Administração, menor a probabilidade de existir código de ética na empresa. Uma possível explicação pode ser devido à reduzida representação feminina nos Conselhos de Administração ainda verificada, que leva a que ainda seja um grupo minoritário e por isso possa não ser considerado no processo de tomadas de decisão (Carter et al., 2003). Outra razão tem a ver com o facto das mulheres puderem vir a adotar comportamentos idênticos aos dos outros membros já existentes, comportamentos esses designados como convencionais que ao serem adotados pelos membros mulheres não permitem produzir as vantagens previsíveis da sua presença (Rose, 2007). No que toca às outras variáveis do modelo, convém ressalvar que empresas em países com legislação com sanções (LEGSANC) para a presença de mulheres em órgãos de gestão também não tem um efeito estimado positivo na existência de códigos de ética, uma vez que o sinal da variável também ele é negativo. Todas as restantes variáveis revelam um efeito positivo na existência de código de ética, quer isto dizer que, possuir um comité de governo da empresa, a sua dimensão e do Conselho de Administração têm um contributo positivo para tal.
Mostrar mais

70 Ler mais

Governança corporativa, conselhos de administração e fiscal e propriedade dos números...

Governança corporativa, conselhos de administração e fiscal e propriedade dos números...

Bushman e Smith (2001, p.238) consideram a contabilidade como ferramenta importante dentro do espectro da governança corporativa pelo fato dos sistemas contábeis promoverem informações úteis para mecanismos de controle de performance, por exemplo. Krishnan (2005) buscou demonstrar o efeito complementar entre duas características de governança (auditoria e controles internos), porém, ao usar um conjunto limitado de medidas de governança corporativa, os resultados econométricos reportaram coeficientes inconsistentes (Dechow et al., 2010, p.383). Para resolver esse tipo de problema, um conjunto mais amplo de características dos conselhos de administração e fiscal (vide Figuras 5 e 6) é analisado por intermédio da técnica de Análise Fatorial (AF), objetivando extrair constructos que reflitam melhor, e de forma não correlacionada, a maior parte da variância dos dados originais, além de permitir uma relação robusta entre o ambiente dos conselhos de administração, dos conselhos fiscais do país e a qualidade da informação contábil divulgada, além de considerar o possível efeito de causalidade reversa entre as diversas características analisadas.
Mostrar mais

187 Ler mais

Características e competências dos conselhos de administração de bancos brasileiros e sua relação com seu desempenho financeiro

Características e competências dos conselhos de administração de bancos brasileiros e sua relação com seu desempenho financeiro

Com relação às variáveis referentes às competências dos CA, a variável relativa à “fiscalização da gestão dos diretores” (L) apresentou um coeficiente negativo e significante, indicando que companhias que atribuem a seus conselhos de administração a fiscalização de seus diretores tendem a ter um ROI menor na proporção de 2,0 pontos percentuais que aquelas que não atribuem tal competência. Dentre os 28 Bancos, cerca de 75% possuem essa competência determinada em seus estatutos. D acordo com Mclntyre e Murphy (2008), sob uma visão holística, o conselho possui um papel complexo, pois está sujeito à possibilidade de agir em interesse próprio, assim como em interesse da administração. Para os autores, esse papel trás consigo a necessidade de assegurar aos acionistas que o CA não se envolva com esse tipo de comportamento. Tendo em vista os recentes escândalos e fraudes envolvendo instituições bancárias no país, acredita-se que os CA’s desses Bancos deveriam reservar maior atenção para a fiscalização das ações implementadas por seus diretores. Apesar disso, atenta- se para a observação de Murphy e Mclntyre (2007) de que o papel de condução que o CA deve ser capaz de desenvolver não se limita a ser um instrumento de coerção.
Mostrar mais

23 Ler mais

A diversidade de género nos Conselhos de Administração e a sua relação com os resultados das empresas cotadas no Euronext Lisbon

A diversidade de género nos Conselhos de Administração e a sua relação com os resultados das empresas cotadas no Euronext Lisbon

De acordo com a literatura (Vafeas, 1999; Finegold, 2007; Mahadeo et al., 2012;), várias são as características dos Conselhos de Administração que influenciam o desempenho das sociedades. Desde a idade média dos seus membros, a sua formação e experiência profissional, a frequência das reuniões do conselho, entre outras. Entre as características mais analisadas e consideradas como mais determinantes para o desempenho das organizações estão a independência dos membros e a dimensão dos conselhos, sendo estudadas por diversos autores (Coles e Hesterley , 2000; Bhagat, e Black, 2002; Cheng, 2008; Guest, 2009; Wagner, 2010; Johnson, et al., 2012). Segundo Finegold et al. (2007:866) “ (…) a independência exige que os indivíduos não tenham qualquer relação material com a empresa, ou seja, que não sejam funcionários recentes, familiares dos membros do Conselho de Administração, nem façam parte de cargos de chefia interligados”. Mas a influência dos administradores independentes no desempenho financeiro das empresas, não é consensual. Alguns autores (Luan e Tang, 2007; Florackis e Ozkan, 2009; Nguyen e Nielsen, 2010), encontram uma relação positiva entre a presença de independentes no Conselho de Administração e o desempenho da empresa. Já outros (Hermalin e Weisbach, 1991; Klein, 1998; Arosa et al., 2010) mostram que os administradores independentes não trazem valor acrescentado
Mostrar mais

49 Ler mais

Diversidade em conselhos de administração: uma análise da realidade brasileira

Diversidade em conselhos de administração: uma análise da realidade brasileira

Já a variável relativa ao gênero (FEM) também apresentou relação positiva quanto à geração de valor para as empresas, indicando que empresas com maiores percentuais de mulheres em seus conselhos de administração tem melhores desempenhos; conselhos de administração mais diversos quanto ao gênero conduzem a um monitoramento mais eficaz dos executivos da empresa, visto que mulheres tendem a ter um estilo de liderança mais colaborativo, estimulando as discussões e não demonstrando dificuldades em abordar problemas complexos e de difíceis soluções (Petrarca e Rollemberg, 2018). Este resultado contradiz ao apresentado por Margem (2013), Dani et al. (2017) e Akpan e Amran (2014), mas corrobora com o apresentado por Dal Magro, Carpes, Vergini e Silva (2018), Meggin, Damion e Gaia (2016) e Carter, D. et al (2008). Tal contradição pode ser explicada pela baixa porcentagem de participação feminina nos conselhos de administração das companhias brasileiras (média de 6,5%), não suficiente para avaliar o impacto da quantidade de mulheres nos conselhos.
Mostrar mais

32 Ler mais

Mulheres nos conselhos de administração e indicadores financeiros

Mulheres nos conselhos de administração e indicadores financeiros

2017 23/6/2017 Foi aprovada a lei das quotas de género nas empresas. “A nova lei destina-se às empresas públicas e às empresas cotadas em bolsa, e pretende que a partir de 2018 estas fiquem obrigadas a cumprir uma quota mínima do género menos representado nos conselhos de administração e nos órgãos de fiscalização. Assim, pelo menos, 33,3% terão de ser ocupados por mulheres. Para as cotadas, esse mínimo é de 20% e sobe para os 33,3% em 2020. A proposta inicial do Governo previa multas monetárias obrigatórias, mas a negociação na subcomissão parlamentar fez com que as penalizações fossem suavizadas para as cotadas. As multas deixam de ser obrigatórias e essas empresas podem recorrer da sanção. Quando se verificar o incumprimento, as cotadas têm 90 dias para resolver a situação; se não o fizerem o seu nome será divulgado publicamente. Se ao fim de um ano a situação se mantiver podem ser aplicadas multas, das quais as empresas podem recorrer. A sanção nunca poderá ser mais do que o equivalente a um salário de um conselho de administração da empresa em causa.
Mostrar mais

60 Ler mais

Conselhos de administração: análise de sua composição em um conjunto de companhias abertas brasileiras.

Conselhos de administração: análise de sua composição em um conjunto de companhias abertas brasileiras.

O presente trabalho visa a identificar o perfil dos conselhos de administração de 142 companhias brasileiras listadas na Bolsa de São Paulo, a partir de dados do encerramento do exercício de 1999. Os conselheiros foram divididos em quatro categorias distintas, cujos critérios de separação segui- ram a metodologia adotada por Bhagat e Black (2000). Foi avaliado o grau de independência do conselho de administração em relação aos acionistas controladores. Foram ainda realizadas análises para identificar características das companhias ligadas à sua composição acionária e situação patri- monial, que pudessem influenciar a composição do conselho, como existência de recibos represen- tativos de ações, negociados no exterior, modalidade de exercício do controle e tamanho da compa- nhia. Os resultados indicaram que os órgãos são amplamente dominados por representantes dos acionistas controladores e que há indícios de baixa utilização dos mecanismos de voto à disposição dos minoritários.
Mostrar mais

19 Ler mais

Atributos e papéis dos conselhos de administração das empresas brasileiras.

Atributos e papéis dos conselhos de administração das empresas brasileiras.

Além disso, os recentes escândalos éticos e finan- ceiros das corporações americanas, como a Enron, a Worldcom e a Imclone Systems, colocaram em che- que os papéis dos conselhos de administração, os lan- çamentos contábeis das empresas e as auditorias ex- ternas, motivando discussões sobre governança cor- porativa nas empresas e sua importância na constru- ção do novo arcabouço financeiro internacional. Por governança corporativa (GC) entende-se um sistema, princípios e processos pelos quais as empresas são controladas e administradas e que colocam o conse- lho de administração como referência central do sis- tema. Além do conselho, fazem parte da estrutura de governança os acionistas; os executivos da empresa; a auditoria independente e os stakeholders (associações, sindicatos, fornecedores, funcionários e outros grupos que possuam influência na gestão da empresa) (IBGC, 2001). Segundo Child e Rodrigues (2000), GC é o as- sunto mais proeminente dos meios acadêmicos, go- vernos e instituições internacionais e diz respeito a quem tem o poder para alocar os recursos corporativos e definir quais serão os mecanismos apropriados para a obtenção dos retornos desejados.
Mostrar mais

13 Ler mais

Análise dos conselhos de administração no brasil: uma crítica propositiva: relatório das atas

Análise dos conselhos de administração no brasil: uma crítica propositiva: relatório das atas

desenvolvimento de nova linha de negócios (0,14%); Deliberar sobre a proposta de reforma estatutária (0,14%); Analisar, discutir e aprovar proposta de alteração do endereço da sede social da Companhia (0,28%); Deliberar sobre alteração do objeto social (0,14%); Deliberar sobre a aplicação de artigo do Estatuto Social da Companhia (0,14%); Deliberar a proposta de alteração de artigo do Estatuto Social da Companhia (0,14%); Deliberar a proposta de consolidação do Estatuto Social da Companhia (0,14%); Aprovar a proposta de modificação de artigo do Estatuto Social da Companhia, para criação dos cargos de Diretores Co-Presidentes, com a consequente extinção dos cargos de Diretor Presidente (0,14%); Alterar artigo do Estatuto Social, de forma a atualizar a expressão do capital e o número de ações de emissão da Companhia, conforme deliberações de aumento de capital, dentro do capital autorizado, efetivadas pelo Conselho de Administração em reunião prévia, tendo em vista a oferta pública de distribuição primária de ações e a conversão de debêntures (0,14%); Deliberar a alteração dos contratos sociais das sociedades controladas (0,14%); Aprovar a alteração da redação do Estatuto Social para refletir a nova composição do capital social (0,14%); Alterar as razões sociais das subsidiárias da companhia (0,14%).
Mostrar mais

60 Ler mais

Os conselhos de administração são capazes de ser instância de deliberação e inovação das companhias no Brasil?

Os conselhos de administração são capazes de ser instância de deliberação e inovação das companhias no Brasil?

2.22 Secretaria de governança. Fundamento: Para aprimorar o funcionamento do sistema de governança, o conselho de administração pode contar com uma secretaria de governança para apoiá-lo no exercício de suas atividades. Práticas: a) A função de secretaria de governança deve ser exercida por órgão ou profissional com reporte direto ao conselho. Caso seja acumulada por algum diretor, ele deve reportar-se ao diretor-presidente, em relação aos assuntos da gestão, e ao presidente do conselho, em relação aos assuntos da secretaria. b) As atividades do profissional responsável pela secretaria de governança devem ser definidas de acordo com as características da organização e a complexidade do seu sistema de governança. c) Incluem-se entre as atribuições da secretaria de governança: i. apoiar os processos de governança da organização e manter os membros do conselho de administração, do conselho fiscal e dos comitês atualizados em relação às melhores práticas, bem como propor o seu constante aprimoramento; ii. apoiar os membros do conselho de administração, do conselho fiscal e dos comitês no desempenho de suas funções, assisti-los em sua integração na organização e nas atividades de educação; iii. auxiliar o presidente do conselho de administração na definição dos temas relevantes a serem incluídos na agenda das reuniões e na convocação da assembleia geral; iv. encaminhar a agenda e o material de apoio às reuniões do conselho e interagir com os membros da diretoria, a fim de assegurar a qualidade e a tempestividade das informações; v. elaborar, lavrar em livro próprio, registrar e publicar nos órgãos competentes as atas de reunião do conselho e da assembleia geral, na forma da legislação aplicável; vi. administrar o portal de governança da organização (se existente) e zelar por sua atualização, pela segurança e pelo fluxo das informações, além de assegurar a equidade e o acesso permanente de seus usuários. d) As solicitações de inclusão ou exclusão de itens na agenda ou a convocação de reuniões do conselho, por parte dos conselheiros ou do diretor-presidente, devem ser encaminhadas, por escrito, à secretaria de governança. Ela deve submeter as propostas recebidas ao presidente do conselho e informar aos conselheiros ou ao diretor-presidente, conforme o caso, a sua decisão.
Mostrar mais

183 Ler mais

Análise dos conselhos de administração no brasil: uma crítica propositiva: relatório das entrevistas

Análise dos conselhos de administração no brasil: uma crítica propositiva: relatório das entrevistas

Um entrevistado afirmou que mesmo não existindo tal disposição, esta questão é resolvida se não pelo regimento, por outros meios. Mesmo que não esteja explicitado um limite, se o conselheiro estiver ocupado demais para desempenhar suas funções pelo fato de estar participando de muitos conselhos, isto será percebido ou na entrevista que ocorre antes de o conselheiro ser efetivado para o cargo, ou no decorrer de sua atuação por seus pares. Ele reconheceu ocorrer, no entanto, de a empresa saber que o conselheiro não tem disponibilidade para atuar corretamente, mas mesmo assim querer a pessoa no órgão pelo peso de seu nome. 72
Mostrar mais

21 Ler mais

Determinantes da representação das mulheres nos conselhos de administração

Determinantes da representação das mulheres nos conselhos de administração

O estudo utiliza a fuzzy-set qualitative comparative analysis (fsQCA) para analisar como diferentes condições, neste caso, igualdade de género, masculinidade, mulheres com[r]

59 Ler mais

Conselhos de administração: análise de sua composição em companhias abertas brasileiras

Conselhos de administração: análise de sua composição em companhias abertas brasileiras

No grupo de países com maior concentração acionária, ambos os direitos são garantidos apenas aos acionistas controladores. Aqueles não integrantes do grupo de controle têm direito apenas[r]

75 Ler mais

Os servidores públicos federais e a gestão de sociedades privadas

Os servidores públicos federais e a gestão de sociedades privadas

A Lei nº 11.784, de 2008, inovou ao deslocar parte do conteúdo do inciso para um parágrafo único do art. 117. Assim deixou o texto mais elegante e compreensível. A primeira exceção, contida no inciso I, do pa- rágrafo único, refere-se à participa- ção nos conselhos de administração e fiscal de empresas ou entidades em que a União detenha, direta ou indi- retamente, participação no capital social. Tal modificação já constava desde 2001, ficando claro que nes- ses casos o interesse precípuo é da Administração, na boa gestão das empresas ou sociedades de que par- ticipa. Assim, não poderia o servidor ser punido por receber um encargo da própria Administração, no inte- resse desta.
Mostrar mais

15 Ler mais

Rev. adm. empres.  vol.27 número3

Rev. adm. empres. vol.27 número3

nos conselhos de administração das empresas. Na Alemanha Ocidental, mos- tra como o Benk filr Gemeinwirts- chaft AG IBFGJ foi criado na déca- da de 1950 pela fusão de seis ban- cos re[r]

1 Ler mais

Mercados educacionais e a comunidade.

Mercados educacionais e a comunidade.

Do mesmo modo, na Nova Zelândia, a experiência de autogestão educacional envolveu confiar novas responsabilidades a pessoas leigas. O elemento-chave dessas reformas foi a criação de Conselhos de Admi- nistração para dirigir as escolas, os quais compreendiam essencialmente representantes dos pais eleitos que estavam em número muito maior que uma minoria com interesse profissional, composta pelo diretor e por representantes do staff (docentes e funcionários). Também existem disposições, no caso das escolas de ensino médio, para uma representa- ção discente. Os Conselhos de Administração compartilham algumas das responsabilidades que pesam sobre seus equivalentes ingleses: os conselhos diretores. Mais uma vez, estes costumam ser dominados por preocupações de diretoria e de finanças. Por exemplo, espera-se que ad- ministrem o orçamento por delegação e que nomeiem o diretor e o staff . Entretanto, existe uma diferença operacional crucial. Ao contrário da Inglaterra, cada escola autogestionada neozelandesa tem um “esta- tuto”, elaborado e acordado entre os membros do Conselho de Admi- nistração e o governo central. E sse estatuto, que inclui as metas, os objetivos e os alvos educacionais, é uma forma de contrato redigida e parecida com uma missão de empresa. O governo central torna os membros do Conselho responsáveis por instaurar e monitorar as políti- cas que vão atender às metas educacionais que a escola estabeleceu para si em seu estatuto.
Mostrar mais

25 Ler mais

A influência da cultura na presença das mulheres nos conselhos administrativos nas maiores empresas europeias

A influência da cultura na presença das mulheres nos conselhos administrativos nas maiores empresas europeias

Os resultados da análise empírica revelam que a percentagem média de mulheres nos conselhos de administração é mais elevada nos países onde os interesses coletivos estão ac[r]

61 Ler mais

Dinâmicas do Desempenho Financeiro, da Mudança Estratégica e da Concentração Industrial em Empresas Brasileiras.

Dinâmicas do Desempenho Financeiro, da Mudança Estratégica e da Concentração Industrial em Empresas Brasileiras.

O impacto da mudança estratégica da empresa em relação ao seu desempenho financeiro é um tema inconclusivo na área de gestão. Isso se deve, entre outros fatores, à não adoção de uma perspectiva dinâmica. Nesta pesquisa, investigaram-se os efeitos das mudanças estratégicas pretéritas dos conselhos de administração, dos clientes e dos produtos (considerando, para tanto, a concentração industrial representada pela quantidade de empresas no setor) sobre a lucratividade, o crescimento das vendas e o valor de mercado em empresas de capital aberto. Foram igualmente avaliados os impactos dos desempenhos passados e da concentração do setor sobre as mudanças estratégicas subsequentes. Usando dados de 68 companhias em 10 anos, construiu-se análise em painel within- enterprise, realizada através de equações de estimação generalizadas, técnica que considera a autocorrelação temporal da variável dependente. Os resultados indicaram que as mudanças estratégicas geram efeitos de curto e longo prazo nos desempenhos financeiros, e estes têm efeitos posteriores na mudança empresarial, independentes da concentração industrial. Esta, por sua vez, ora incentiva o alto desempenho e a mudança estratégica, ora os desestimula. A pesquisa contribui para explicações causais evolucionistas das relações entre o desempenho financeiro e as mudanças estratégicas.
Mostrar mais

19 Ler mais

A representatividade das mulheres na liderança de topo: Análise das atuais empresas do PSI-20 (2005 a 2016)

A representatividade das mulheres na liderança de topo: Análise das atuais empresas do PSI-20 (2005 a 2016)

A significativa sub-representação das mulheres nas posições de liderança, nomeadamente no setor empresarial, tem colocado o tema da diversidade de género ao nível da liderança no centro de muitas análises e debates nos últimos anos. Apesar de algumas melhorias e das crescentes iniciativas para combater a situação, o não aproveitamento das competências de mulheres cada vez mais qualificadas continua a constituir uma perda de talento e de potencial de crescimento económico. O ano 2017 fica marcado pela aprovação da lei das quotas de género em Portugal, que obriga a que as empresas públicas e cotadas em bolsa promovam a igualdade de género nos seus órgãos de chefia e fiscalização. Dada a atualidade do tema, o presente estudo analisa a realidade portuguesa, mais concretamente a representatividade de mulheres nos conselhos de administração das atuais empresas que integram o PSI-20, a sua evolução de 2005 a 2016, assim como as práticas por estas utlizadas. Com os dados recolhidos foi possível verificar que, apesar da positiva evolução nos últimos 12 anos, o ritmo de crescimento é ainda lento. As medidas introduzidas pela Comissão Europeia e pelo Governo português e as práticas autorregulatórias utilizadas por algumas das empresas em análise mostraram-se pouco eficazes e muito provavelmente devido à sua natureza voluntária e recomendativa, embora melhores que a inexistência de qualquer tipo de estratégia. Em 2016, das 19 empresas em análise, seis não tinham uma única mulher no seu conselho de administração e somente seis apresentaram uma participação feminina superior a 20%, sendo que nenhuma passou os 33,3%. Tendo, portanto, em conta o fracasso das metas atingidas, que ficam ainda muito aquém dos valores pretendidos, a atitude tomada por Portugal ao implementar o regime das quotas obrigatórias é vista por este estudo de forma positiva, dada a sua eficácia comprovada por vários países que já adotaram esta medida e que mostraram ser casos de sucesso na aceleração do equilíbrio de género.
Mostrar mais

93 Ler mais

Show all 10000 documents...