Consumo de drogas - Rio de Janeiro

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Os discursos acerca das drogas e os idiomas experienciais de consumidores na cidade do Rio de Janeiro: apontamentos sobre a continuidade e descontinuidade no consumo de drogas

Os discursos acerca das drogas e os idiomas experienciais de consumidores na cidade do Rio de Janeiro: apontamentos sobre a continuidade e descontinuidade no consumo de drogas

“Aí, tem um camarada meu que tá com o verme”. 14 Ou “você sabe quem tá passando ‘doce’?” Geralmente com frases desse tipo é disparado o gatilho que aciona várias cadeias de comunicação entre “contatos” e consumidores, criando elaborados esquemas de compra de drogas na “pista”. Em geral, essa cadeia entre “contatos” e consumidores é composta por amigos ou conhecidos. Como medida de segurança, ela não é aberta a estranhos e é preciso conhecer alguém. Isso, na verdade, é um grande dilema para os “contatos”, isto é, para os que vendem drogas na “pista”. Como observou Grillo (2008a: 17), esse dilema se caracteriza porque ao mesmo tempo em que eles precisam encobrir suas práticas ilegais, eles ganhariam mais dinheiro se aumentassem a sua rede de consumidores e não fi cassem restritos a conhecidos apenas. O consumidor que só está interessado na droga não tem tanta preocupação com essa situação. Se o seu “contato” preferencial não tem o que ele quer, ele se volta a outros ou pergunta a outros consumidores se podem conseguir com seus “contatos” o que quer. Desse modo, um consumidor pode pegar com o seu “contato” uma quantidade maior de droga do que o normal para “passar” para seus amigos. O intuito não é ganhar dinheiro, pois geralmente quem “passa” para os amigos, isto é, quem faz o papel de intermediário entre um “contato” e uma rede de pessoas desconhecidas do primeiro, não aumenta o preço. O objetivo é apenas ajudar alguns amigos. Se os amigos forem próximos, não é incomum eles cederem uma parte da droga para o outro, quando este não tem dinheiro para pagar. Quem consome maconha com constância deve ter sempre um estoque não apenas como uma medida preventiva para se proteger da “seca” e garantir seu próprio consumo, mas também para “apresentar” um baseado nos momentos em que se fuma em grupo e para ceder aos amigos mais próximos quando estes estão sem nada. Há entre os consumidores uma rede de comunicação e reciprocidade que garante o acesso constante de fornecimento de drogas.
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O consumo de drogas e seus controles: uma perspectiva comparada entre as cidades do Rio de Janeiro, Brasil, e de San Francisco, EUA

O consumo de drogas e seus controles: uma perspectiva comparada entre as cidades do Rio de Janeiro, Brasil, e de San Francisco, EUA

Seguindo meu interesse em observar como a cidade de San Francisco administrava institucionalmente o consumo de drogas, frequentei inicialmente o Community Justice Center (CJC[r]

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O consumo de crack no Rio de Janeiro: alguns circuitos, muitas sociabilidades

O consumo de crack no Rio de Janeiro: alguns circuitos, muitas sociabilidades

Nesse ponto de venda de drogas, foi possível constatar uma grande variedade de preços. Havia maconha vendida a R$ 2,00, a R$ 5,00 a R$10,00 e esporadicamente a R$ 30,00. A cocaína, mais conhecida como “pó”, era vendida a valores entre R$ 5,00, R$10,00, e, às vezes, R$20,00. O crack era vendido nos valores de R$ 5,00, R$ 10,00 e às vezes R$ 20,00. A hierarquia, a distribuição das cargas, e os valores das mesmas de “movimento” para “movimento” são distintas. Porém, o cargo mais elevado fica com a “carga” de maior valor e a arma de maior potência, pois são estas “cargas” que valem mais e as que dão a chance de maiores pagamentos. O “salário”, geralmente semanal, e chamado de “pg”, é baseado a partir da quantidade de “cargas” vendidas por cada um deles durante a semana, e, por tal motivo, os vendedores tentam conquistar o cliente. Cada vendedor é chamado de vapor e geralmente fica responsável por uma carga. A quantidade de dinheiro resultante da venda de cada carga é denominada “feixo”, como exemplo: o feixo do pó de dez, o feixo da maconha de dois...
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Rompendo com a criminalidade: saída de jovens do tráfico de drogas em favelas na cidade do Rio de Janeiro.

Rompendo com a criminalidade: saída de jovens do tráfico de drogas em favelas na cidade do Rio de Janeiro.

Quando meu tio foi falar com o chefe, ele disse assim: “é engraçado quando eles entram ninguém vem aqui, agora pra sair vem todo mundo”. A sorte que meu tio conseguiu falar bacana com ele (Hugo, 23a). Ao obter o salvo-conduto, o rapaz vive um período transitório de insegurança e medo, pois sua saída não é imediata. É obrigado a passar por um tempo ainda em atividade. Esse tempo será maior ou menor dependendo do seu histórico no movimento. Ele não pode ser visto como “vacilão”, como alguém capaz de se transformar num “X-9” (traidor). Não pode dever dinheiro por consumo de droga, por perda de mercadoria (droga e arma) ou por outra razão similar. Em suma, não pode ter nenhum tipo de dívida, nem monetária nem moral, com a boca-de-fumo. O único caso em que o jovem é convidado a sair é quando, após um período de atuação no tráfico, não consegue acom- panhar com destreza, valentia e destemor as ativi- dades requeridas pelo movimento.
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Consumo de substâncias lícitas e ilícitas por policiais da cidade do Rio de Janeiro.

Consumo de substâncias lícitas e ilícitas por policiais da cidade do Rio de Janeiro.

Tema complexo e multifacetado, o uso de subs- tâncias psicoativas por membros das Corpora- ções policiais evidencia questões que precisam ser enfrentadas. A principal delas diz respeito à cons- cientização dos policiais usuários e da própria Corporação, sobre os prejuízos provocados por este uso abusivo e a necessidade de se buscar apoio para lidar com a dependência. É difícil para o po- licial buscar os serviços de saúde da própria polí- cia por temer ser identificado como usuário e punido. Talvez mais fácil seja falar para seus pa- res e companheiros de irmandades como os Al- coólicos Anônimos (AA) e os Narcóticos Anôni- mos (NA), do que para um profissional de saúde lotado em uma Instituição de atendimento ao usuário de substâncias psicoativas que carrega, em seu próprio nome, o estigma de ‘dependência às drogas’. Por outro lado, são poucos os profis- sionais de saúde capacitados para lidar com essa questão, o que contribui para fomentar discrimi- nação, preconceito e exclusão social desse grupo. Estudo com uma amostra de oficiais australia- nos elenca como fatores de risco individuais e con- textuais do trabalho para o consumo abusivo do álcool a idade, o gênero, a situação conjugal, pres- tar serviço operacional, tempo de trabalho, satis- fação e percepção do controle sobre o trabalho 38 .
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A "dura" e o "desenrolo": efeitos práticos da nova lei de drogas no Rio de Janeiro.

A "dura" e o "desenrolo": efeitos práticos da nova lei de drogas no Rio de Janeiro.

Um entrevistado do Complexo do Salgueiro comentou sobre como o ato da própria tipificação penal que diferenciará usuários de traficantes – para além das idiossincrasias dos policiais – transita por fronteiras, na prática, igualmente confusas. “Na minha visão, usuário não é bandido. Mas na opinião dos canas... E é uma linha também muito fina, principalmente na favela. Quem usa acaba vendendo. Tipo, eu não me vejo trabalhando na boca. Eu comprava a maconha de R$ 2, e vendia cada uma delas por R$ 5 [na escola onde estudava, para colegas que não entravam na favela para comprar a droga]. Eu tirava o carimbo delas. É lei da favela tirar o carimbo. Eu não posso vender maconha com o carimbo da favela. Porque carimbo é uma coisa da boca. E eu não sou da boca. Nunca fui. Mas fiquei dois meses fazendo isso. Por isso que eu falo que essa linha é uma linha fina, tênue. Viciado faz isso toda hora. Pra poder se sustentar e ter o dele. Tira um dinheiro da carteira do pai, vai na Mineira [Morro da Mineira, no centro da cidade do Rio de Janeiro], compra um pó de 50 e vende aqui [em São Gonçalo]. Tipo, oito de R$ 10. Porque o de lá é muito maior do que o daqui. Um de dez de lá são dois daqui. Eu não ficava sem dinheiro. Eu não tinha um lucro imenso, mas não ficava sem dinheiro. E tinha pro meu consumo. Era só pra curtir. E na favela essa linha é menor ainda”.
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Política de drogas no Rio de Janeiro e alternativas para tratamento de dependentes químicos

Política de drogas no Rio de Janeiro e alternativas para tratamento de dependentes químicos

Somente a legalização da produção, do comércio e do consumo de todas as drogas porá fim à violência provocada pela proibição, que é especialmente sentida no Brasil. Na cidade do Rio de Janeiro, por exemplo, os elevados índices de homicídios dolosos – mais de 3.000 por ano – têm estreita relação com a proibição às drogas, seja por resultarem de conflitos surgidos no interior do mercado ilegal (cobranças de dívidas, disputas por pontos de vendas, ou outros conflitos entre "traficantes"), seja por resultarem da repressão ao "tráfico". Basta pensar que cerca da quarta parte do total de homicídios dolosos na cidade do Rio de Janeiro resulta de execuções sumárias praticadas por policiais durante operações dirigidas contra "traficantes" de drogas em favelas. (LEAPBRASIL.COM.BR)
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O uso de drogas e o recolhimento compulsório de crianças e adolescentes no Rio de Janeiro

O uso de drogas e o recolhimento compulsório de crianças e adolescentes no Rio de Janeiro

O estudo de crianças e adolescentes em situação de rua que fazem uso de drogas é um tema causador de grandes debates e polêmicas não só entre os pesquisadores da área, mas perante a sociedade também. Temos ciência que a questão do consumo de drogas está atrelada a uma perspectiva histórica, levando em conta os processos que transformaram os hábitos da sociedade. Neste sentido, é importante ressaltar que as políticas públicas voltadas para esse público alvo ainda não foram e ainda não são eficazes o suficiente para dar conta da crescente demanda. Em torno dessa discussão, surge o enfrentamento de modelos de tratamentos baseados em métodos proibicionistas e outros dispostos a utilizar a redução de danos como forma de atenuar os riscos e respeitar a vontade do indivíduo. Em meio a isso, a Prefeitura da cidade do Rio de Janeiro, através do Protocolo do Serviço Especializado em Abordagem Social, autoriza a internação compulsória dessa parte da população. O trabalho tem como proposta discutir se esse método de abordagem tem uma lógica de proteção ou de higienização da cidade, visando contribuir para o debate que acerca o tema. Em torno disso, o objetivo é uma reflexão crítica sobre as práticas das políticas públicas para população de rua e usuária de drogas.
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ESTUDO QUALITATIVO DO CONSUMO DA POLPA DE AÇAÍ NA CIDADE DO RIO DE JANEIRO

ESTUDO QUALITATIVO DO CONSUMO DA POLPA DE AÇAÍ NA CIDADE DO RIO DE JANEIRO

A procura deve ainda aumentar não apenas no município analisado, mas também em outras importantes cidades brasileiras, como é o caso da cidade de São Paulo. No Estado de São Paulo, ele apareceu primeiramente nas praias paulistas. Atualmente, existem diversas lojas vendendo esse produto na capital. Ele é consumido da mesma forma que no Rio de Janeiro. Isto pode ser comprovado em um artigo que foi publicado na Folha de S. Paulo, no mês de janeiro de 1998: “Açaí é a nova moda do verão do El Nino”. O artigo reproduz a opinião do proprietário que começou seu negócio com o açaí no mês de maio de 1997 e hoje vende até 2 toneladas por mês no verão, tendo seu faturamento dobrado após iniciar a venda da polpa de açaí na forma de suco e na tigela.
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Patrimonialização, sustentabilidade e consumo: a recomposição da paisagem cultural do Rio de Janeiro

Patrimonialização, sustentabilidade e consumo: a recomposição da paisagem cultural do Rio de Janeiro

No decorrer do século XX, os planos de renovação urba- na do Rio de Janeiro ocorreram com forte influência dos enge- nheiros e dos setores imobiliários (Brandão, 2006). O processo de renovação intervém no tecido urbano demolindo as estruturas existentes e não presume a preservação do conjunto material, como casas, praças e edifícios (Vargas e Castilho, 2006), tendo como exemplo mais emblemático o processo de renovação da área central, no chamado “bota-abaixo” durante a construção da Av. Central (atual Av. Rio Branco), na gestão de Pereira Passos (Marins, 1998). Construções que levaram ao arrasamento de di- versos morros que foram erigidas entre os morros e o mar cons- tituíram paisagens e espaços urbanos em consonância às ne- cessidades físicas e simbólicas da cidade, a exemplo da abertura de grandes avenidas, que se tornaram os espaços da velocidade e do tráfego intenso de automotores, e instalações de espaços de lazer para os residentes, como o Passeio Público, o Parque do Flamengo e a Orla de Copacabana.
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O Consumo de Drogas pela Juventude Brasileira

O Consumo de Drogas pela Juventude Brasileira

Pacheco, 2007, em seu artigo “Toxicomania: um modo fracassado de lidar com a falta estrutural do sujeito e com as contradições da sociedade”, traz a reflexão de que várias transformações históricas tiveram como seu berço o capitalismo, que transformou as relações sociais e forças produtivas. Na civilização ocidental a sociedade é constituída em cima dos pilares da “mercantilização’’ das relações sociais, em que os sujeitos se constituem como ferozes consumidores dos objetos de consumo. A drogadição veio a ser um eficaz modo de movimentar o sistema atuando numa relação intensa entre o objeto e a pulsão. O autor cita: “Da mesma maneira que a Revolução Francesa marca o êxito da instauração do modo de produção capitalista e o fracasso dos seus ideais de Liberdade, Igualdade e Fraternidade, a toxicomania atesta o sucesso do ideal de consumo e a falência do que esse ideal insinua como promessa’’ (PACHECO, 2007, p.36).
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Consumo de drogas psicoativas por universitários

Consumo de drogas psicoativas por universitários

Muitos adolescentes passam a utilizar substâncias psicoativas, legalizadas ou não, primeiramente por “curiosidade” e, em um segundo momento, “porque os amigos usam. No caso da curiosidade, essa corresponde a uma qualidade natural do ser humano, sendo que alguns indivíduos são naturalmente mais curiosos do que outros (PRATTA E SANTOS,2006) A preocupação mundial nas últimas décadas, em função da alta incidência do consumo e dependência de substâncias psicoativas no contexto universitário e suas consequências diretas no desempenho acadêmico e profissional tem provocado a criação de programas de prevenção em universidades.
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Políticas urbanas de patrimonialização e consumo : a paisagem cultural do Rio de Janeiro

Políticas urbanas de patrimonialização e consumo : a paisagem cultural do Rio de Janeiro

Para Harvey (2008, p. 92), “dar determinada imagem à cidade através da organização de espaços urbanos espetaculares se tornou um meio de atrair capital e pessoas (do tipo certo) num período [...] de competição interurbana e de empreendimentismo urbano intensificados. A competição interurbana intensifica-se de tal modo que os empreendimentos se repetem continuadamente, a exemplo dos megaeventos e políticas de revitalização urbana. A mercadorização da cidade é vista por Ortigoza como processo de homogeneização da paisagem decorrente de políticas globais nas metrópoles. Dessa linha de pensamento, a autora entende que essas políticas possuem intenções racionalizadoras do consumo no espaço e na vida social. Ao mesmo tempo, ela reconhece as interações locais/globais que incorrem em um misto de liberdade e aprisionamento dos modos de vida. Neste sentido, a autora questiona se é possível entender a paisagem como materialidade das relações de consumo (ORTIGOZA, 2010, p. 85). Se partirmos da noção polarizada homogeneização versus heterogeneização, tendemos, mesmo dentro de múltiplas escolhas, a desconsiderar um ou outro aspecto dessa relação local/global. Para Zukin (2009), os debates sobre os efeitos da globalização concentram-se sobre as rápidas migrações de pessoas, imagens e capitais como principais forças que, por um lado, reduziram as diferenças entre as culturas nacionais e, por outro, ofereceriam um território mais amplo e mais meios de expressão. Para ela,
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ESTUDO QUALITATIVO DO CONSUMO DA POLPA DE AÇAÍ NA CIDADE DO RIO DE JANEIRO

ESTUDO QUALITATIVO DO CONSUMO DA POLPA DE AÇAÍ NA CIDADE DO RIO DE JANEIRO

Os principais vendedores finais são as lojas de sucos e casas especializadas, que vendem entre outros produtos, a polpa de açaí transfor mada em suco. Pode-se encontrar também em alguns supermercados a polpa de açaí congelado. Os quiosques, são barracas situadas nas calçadas das diferentes praias da zona sul do Rio de Janeiro. De acordo com as informações obtidas, um número muito pequeno de quiosques, vendem açaí nestes locais. A possível explicação seria a falta de espaço, pois eles vendem diversos produtos tais como camarão, peixe frito, sanduíches, refrigerantes, cervejas, coco etc. Isso dificulta a venda do açaí pois ele é um produto que chega em barras congeladas e estas devem ser reprocessadas, necessitando de espaço para armazenar e mão de obra suplementar. Encontra-se polpa e suco de açaí, apenas em quiosques especializados em sucos.
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Consumo de psicofármacos em uma região administrativa do Rio de Janeiro: a Ilha do Governador.

Consumo de psicofármacos em uma região administrativa do Rio de Janeiro: a Ilha do Governador.

Para estimarmos a prevalência do consumo de psicofármacos foram reanalisados os dados de um estudo de delineamento transversal (inqué- rito epidemiológico) na população de maiores de 13 anos da XX Região Administrativa (Ilha do Governador) do município do Rio de Janei- ro. Em 1988, ano do estudo, esta população estava estimada em cerca de 250.000 habitantes. A população da Ilha do Governador está distri- buída por 15 bairros e 13 favelas, não se apre- sentando homogênea quanto ao nível sócio- econômico (Fibge, 1983). Como psicofármacos consideramos todas as preparações que faziam parte da lista de medicamentos controlados, segundo as Portarias DIMED 27 e 28, de 1986. A m o s t r a s
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Consumo e sustentabilidade urbana: o processo de intervenção paisagística do Rio de Janeiro

Consumo e sustentabilidade urbana: o processo de intervenção paisagística do Rio de Janeiro

Não é difícil percebermos como os planos para o controle e reordenamento do uso do território permanecem preocupados com a mesma lógica de renovação ou revitalização, embelezamento e racionalização dos usos dos espaços. Mas a construção de equipamentos culturais e poli-esportivos começava a indicar mudanças no cenário carioca que reclamava pelo desenvolvimento do turismo em nível local e global. Desde os anos 80 e muito fortemente nos anos 90, já se indicava a orientação das intervenções para o “consumo cultural” (CANCLINI, 1993) de modo mais claro e referenciado pela própria cultura praiana que muito divulgou, por exemplo, a relação esporte, corpo, belezas naturais e beleza feminina nas “areias de Copacabana” (KAZ, 2010).
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Muito além do consumo de pão: condições de vida no Rio de Janeiro na década de 1870

Muito além do consumo de pão: condições de vida no Rio de Janeiro na década de 1870

E ste artigo parte de uma pergunta bastante simples, mas ao mesmo tempo de difícil res- posta: como eram as condições de vida daqueles que dependiam de salários – trabalha- dores livres e escravos de ganho – na cidade do Rio de Janeiro durante o Segundo Reinado? Evidentemente seus rendimentos eram baixos; porém, o que conseguiam fazer com eles? Durante muito tempo, essa questão pareceu descabida ao historiador, pois se considerava que seus ganhos eram suficientes apenas para se alimentarem mal. De acordo com esse ponto de vista, só fazia sentido investigar a qualidade do pão consumido pelas classes populares, para ressaltar a penúria de suas vidas. A ênfase excessiva dos estudiosos nos gastos em um único item levou o historiador T. S. Ashton a afirmar ironicamente que esse homem simples, aos olhos dos pesquisadores, “não ocupava uma casa ou, no mínimo, não era obrigado a pagar aluguel. Ele se permitia somente uma quantidade moderada de pão e um pouco de mingau, e nunca provou batatas ou uma bebida forte” (Ashton, 1993: 96; tradução livre). No entanto, como veremos, mesmo com todas as dificuldades, os trabalhadores pobres, incluindo escravos de ganho, tinham condições de consumir produtos e serviços que estavam além das necessi- dades básicas e, eventualmente, até de acumular bens ao fim da vida.
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A formação do enfermeiro e o fenômeno das drogas no estado do Rio de Janeiro - Brasil: atitudes e crenças.

A formação do enfermeiro e o fenômeno das drogas no estado do Rio de Janeiro - Brasil: atitudes e crenças.

Par a ob t en ção d os d ad os u t ilizou - se u m a escala par a m edir o con h ecim en t o dos alu n os de enferm agem do últim o período sobre o fenôm eno das drogas em nível nacional e internacional e as atitudes e crenças em relações à sua form ação acadêm ica e às ações a ser em desenv olv idas com o usuár io de álcool e d r og as. Est a escala d en om in ad a NEADA FACULTY Y SURVEY, d o Pr oj ect NEADA – Nu r sin g Educat ion in Álcohol and Drugs – Connet icut – EUA. O instrum ento foi traduzido do inglês para o português por um brasileiro e um britânico e posteriorm ente foi f e i t o a “ b a ck t r a n sl a t i o n ” p o r u m t r a d u t o r d a Univ er sidade Feder al do Rio de Janeir o – URFJ. O Pr o j e t o f o i a p r o v a d o p e l o Co m i t ê d e Ét i ca d a Universidade Est adual do Rio de Janeiro – UERJ. O Test e Pilot o foi realizado com 76 alunos de escolas privadas e após esse procedim ento aplicou- se a escala aos alunos com ponent es da am ost ra, ressalt ando- se que todos devolveram o term o de consentim ento livre e esclar ecido
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Consumo de gordura e hipercolesterolemia em uma amostra probabilística de estudantes de Niterói, Rio de Janeiro.

Consumo de gordura e hipercolesterolemia em uma amostra probabilística de estudantes de Niterói, Rio de Janeiro.

Objective: To evaluate the relationship between fat intake and serum cholesterol. Methods: A survey was conducted in a probabilistic sample of students from public schools in Niterói, state of Rio de Janeiro, Brazil. Anthropometric data were collected on 610 youngsters, 573 of them had blood drown, and 539 answered a simplified questionnaire on fat intake. Multivariate linear regression included as confounders: parents’ cholesterolemia, adolescent age and body mass index (BMI). Results: The prevalence of high concentrations (> 170 mg/dL) of serum cholesterol was 31.2%. Both sexes presented high frequencies (45% approximately) of inadequate intake of fatty foods. Prevalence of overweight was 15.7%, without significant statistical difference between sexes (p= 0.83). Total fat intake as measured by the questionnaire and each one of the nine high fat items was not associated with youngsters’ cholesterol. Among girls BMI and parents’ hypercholesterolemia were associated with cholesterol levels, but for boys only age showed statistically significant association. Lack of association between fat intake and cholesterol levels was observed. Conclusion: The combined higher prevalence of hypercholesterolemia, overweight and intake of high fat foods suggest that only public health action may curb these epidemics. This may indicate that overall energy intake should be the target of the actions. (Arq Bras Endocrinol Metab 2007;51/1:65-71)
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A DESPENALIZAÇÃO NO USO E CONSUMO PESSOAL DE DROGAS

A DESPENALIZAÇÃO NO USO E CONSUMO PESSOAL DE DROGAS

como medida desencarceradora, aplicando medidas sócio-educativas ao dependente químico que é tratado pela nova lei como um “doente” que precisa de tratamento, tendo o referido tratamento ao entender da ampla maioria dos aplicadores do Direito como sendo uma evolução ao problema social que, hoje, assola ricos e pobres; contudo, o Direito tem como premissa, desde o nascimento da convivência do homem em sociedade, a proteção de todos como ideal, para secundariamente a defesa individual e específica, ou seja, a defesa da sociedade é o gênero da qual a defesa individual é espécie. Assim, trata-se de uma pesquisa bibliográfica com o objetivo de chegar a resultados lógicos e a conclusão de que, com a previsão legal da internação compulsória para os casos mais graves de dependência química e com recorrência criminal, todos saem ganhando: a sociedade no seu convívio mais harmônico e de paz social; a justiça que atuará com mais eficiência no papel de proteger os bens jurídicos da sociedade e das pessoas pacificando os conflitos de interesses e os problemas jurídicos sociais; a família que não sofrerá ao ver o ente querido perdido no mundo das drogas e perdendo sua dignidade humana, moral, física e intelectual e, por último, o próprio dependente químico que terá seus direitos fundamentais, da dignidade da pessoa humana garantidos e o direito social respeitado de ser valorizado e recuperado para posterior reinserção a sociedade.
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