Contexto político.

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Representações linguístico-discursivas em texto midiático no contexto político do Brasil

Representações linguístico-discursivas em texto midiático no contexto político do Brasil

Em maio de 2016, o contexto político-social brasileiro foi marcado por grande transformação, devido ao afastamento da Presidente da República após votação no Senado Federal pela admissibilidade do parecer favorável ao processo de impeachment e, como efeito, o vice-presidente tomou posse em agosto do mesmo ano. O interstício temporal entre a criação dos textos foi marcado politicamente por inúmeros protestos contra o evento político ocorrido, contra as reformas propostas pelo novo governo e pelas evidências divulgadas sobre corrupção na esfera do governo do país. Contudo, embora tenha iniciado um processo de recessão econômica, nesse período, as manifestações foram consideradas por alguns grupos específicos como menos representativas. É nesse cenário de recessão econômica, crise e apatia política que os textos foram escolhidos como corpus deste texto. Circuito visual discursivo – contribuições teóricas
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DEMOCRACIA NO CONTEXTO POLÍTICO: UMA VISÃO COMPREENDIDA DIANTE DA AUTOCRACIA

DEMOCRACIA NO CONTEXTO POLÍTICO: UMA VISÃO COMPREENDIDA DIANTE DA AUTOCRACIA

Resumo: O presente artigo aborda a democracia no contexto político, tendo como referencial teórico Giovanni Sartori e seu posicionamento sobre o que vem a ser a democracia. Em um sistema de democracia representativa, os cidadãos possuem liberdade para escolherem dentre uma pluralidade de partidos políticos quem será o melhor líder a representá-los no poder, sendo esta escolha tomada pela maioria dos cidadãos. Em um sistema democrático, é possível abordar o exercício da cidadania no campo político, o papel do povo e a atuação do líder no poder. Somente uma minoria ativa em sociedade preocupa-se com a política, de maneira que esta minoria será responsável por conduzir a maioria dos indivíduos em seus posicionamentos políticos. O entendimento do que vem a ser democracia não é igual em todos os lugares do mundo, contudo, alguns líderes de Estado com posturas ditatoriais sustentam ser democráticos. Diante deste equivocado entendimento e posturas antidemocráticas, o artigo apresenta uma abordagem sobre a democracia, de modo a compreender o seu real significado.
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Loulé no contexto político e socioeconómico das Lutas Liberais

Loulé no contexto político e socioeconómico das Lutas Liberais

Resumo: A inserção geográfica do Algarve, no extremo sul do território nacional, mol- dou a mentalidade das suas gentes e corroeu as barreiras sociais, suavizadas por um cosmopolitismo emergente do trato mercantil. Contudo, não permitiu que se emanci- passe da sua inexorável condição periférica de reino integrado. O Algarve sempre foi encarado pelo poder central como uma região extremada, mas estratégica na conser- vação da unidade nacional. Perdê-lo seria abrir as portas à temível anexação ibérica. Na sua identidade patriótica, os algarvios sempre se esforçaram por permanecerem no seio da nação. Nos momentos cruciais da nossa história, nunca deixaram que se pu- sesse em causa o seu patriotismo, nem invocaram ou alimentaram qualquer pretensão separatista. E foi esse orgulho, associado ao seu apreço pela liberdade, que lhe deu alento e protagonismo no contexto político-militar da primeira metade do século XIX. O relacionamento mercantil com os empresários britânicos, as tentaculares influências maçónicas e as várias praças de guerra sediadas no Algarve, colocaram este pequeno e esquecido reino em sintonia com os tumultos sociais e pronunciamentos militares que despontaram na cidade do Porto. Tornou-se sui generis essa participação do Algarve ao lado da cidade Invicta em todo o século XIX. E esse relacionamento manteve-se perma- nente, imitando-lhe as atitudes e decisões.
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A influência do contexto político na elaboração de conflitos internos em Morangos Mofados.

A influência do contexto político na elaboração de conflitos internos em Morangos Mofados.

Inicialmente a própria “divisão” do livro pode ser analisada através desse viés. Dividido entre O mofo, Os morangos e Morangos Mofados, o livro demonstra estar tratando de três momentos. O Mofo conta com nove contos. A característica mais marcante percebida nesse primeiro momento é a descrença. Essa descrença, quando interpretada a partir de elementos como a perspectiva melancólica de quase todos os personagens e ambientes, pode ser ligada a derrota de uma geração. Como visto inicialmente, os jovens de 1964 foram pegos praticamente “de surpresa” com o golpe militar, já que o que vinha sendo construído era um processo de mudança e de esperança em um Brasil com potencial verdadeiramente democrático. Logo no segundo conto, Os Sobreviventes, se identifica a melancolia dos personagens, a descrença e a partir da palavra companheiro, a inferência a um caráter político.
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A Abep no contexto político e no desenvolvimento da demografia nas décadas de 1960 e 1970.

A Abep no contexto político e no desenvolvimento da demografia nas décadas de 1960 e 1970.

Este artigo analisa o contexto da criação da Abep, em 1976, considerando seu entorno, ou seja, do fim dos anos 1960 ao fim dos anos 1970, incluindo seu primeiro encontro nacional em 1978. Para a construção desse contexto, suas autoras tratam de alguns aspectos do debate que ocorria no país sobre a questão do crescimento demográfico, com ênfase na discussão política que se dava no Parlamento a partir da segunda metade dos anos 1960, bem como apresentam o percurso do surgimento das instituições técnicas e acadêmicas que atuavam no campo da demografia naquela ocasião. A questão subjacente ao artigo é procurar entender como uma associação criada sob o estímulo de recursos externos – em um ambiente internacional com forte preocupação com o crescimento demográfico – e em pleno regime autoritário (embora no começo da abertura política) resultou em uma entidade pluralista e abrangente de demografia, nos enfoques utilizados e nas temáticas tratadas.
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A evolução organizacional do poder político e os conflitos pós independência no contexto político jurídico-constitucional em São Tomé e Príncipe

A evolução organizacional do poder político e os conflitos pós independência no contexto político jurídico-constitucional em São Tomé e Príncipe

Devido a falta de resposta da instância objetiva de resolução de conflitos jurídico- constitucionais, muitos dos conflitos desta natureza foram resolvidos ou solucionados pelas instâncias subjetivas de resolução de conflitos jurídico-constitucionais. Dentro destas há que destacar: Os recursos ao diálogo, e o bom senso político, como vimos no caso dois, a pacificação ocorreu por via política. De facto, o diálogo, ainda que difícil, entre o PR, a AN, o PCD-GR, e os restantes partidos políticos, bem como a omissão de certos comportamentos políticos por parte do PCD-GR, foi sem dúvida o caminho para resolução de conflito gerado no caso acima mencionado; No quarto caso, a resolução do conflito também passou por bom senso, onde a mediação do conflito jurídico-constitucional esteve a cargo de duas mulheres, a PM da época, Maria das Neves (MLSTP-PSD), e da Presidente do Supremo Tribunal da Justiça da época, Alice Carvalho; Quanto ao terceiro caso, tomou-se em conta a opinião informal dos jurisconsultos portugueses ventiladas pelos meios de comunicação social, e o PR Miguel Trovoada, através de diálogo político, resolveu a questão ou conflito jurídico- constitucional em termos institucionais com a AN, e diretamente com o Presidente da Assembleia Nacional, Dr. Francisco Fortunato Pires; Em relação ao primeiro caso, o conflito jurídico-constitucional foi resolvido mediante recurso a interpretação da Constituição por parte de constitucionalistas portugueses Marques Guedes e Vital Moreira.
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Movimentos sociais e eleições: por uma compreensão mais ampla do contexto político da contestação.

Movimentos sociais e eleições: por uma compreensão mais ampla do contexto político da contestação.

Tilly não foi o único a rejeitar o insulamento dos movimentos sociais em relação à política contestatória em geral. Na Europa, Hanspeter Krie- si, com seus alunos (1995) ou por conta própria (2004), afirmou que as fronteiras entre as formas de mobilização popular – transgressiva e mode- rada – são fluidas e permeáveis. Mas, por mais influente que tenha sido o trabalho de Kriesi, ele não avança tanto quanto gostaríamos. Em boa parte de sua obra que trata dos movimentos sociais, a ênfase está naqueles que se mobilizam. Em resumo, sob seu ponto de vista, o campo está centrado nos movimentos. Isso está em completo desacordo não só com a tradição “social estrutural” de onde provêm muitos dos estudiosos dos movimen- tos, mas também com a visão central dos teóricos do processo político, de que a contestação é conformada por uma grande diversidade de atores: estatais (muitas vezes em desacordo entre si); meios de comunicação; grupos contramovimento; público espectador; governos estrangeiros; e, claro, partidos políticos e eleições.
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A concepção hegeliana de Estado para o contexto político atual da América Latina

A concepção hegeliana de Estado para o contexto político atual da América Latina

Já na Venezuela, a situação política mostra-se ainda mais conturbada. Hugo Chavez ao ser eleito no ano passado afirmou que quer implantar na Venezuela, “o Socialismo do século XXI”. Se isto será implantado ou não, só o tempo irá responder. Entretanto, Chavez consegue uma proeza na esfera política: enfrentar o poderio político e econômico dos EUA. Com os seus discursos de defesa de um Estado forte e centralizador - instancia que regula a vida dos indivíduos – capaz de gerir os investimentos nacionais contra a entrada de capital estrangeiro, o presidente da Venezuela está combatendo, na verdade, não o governo Bush ou quem quer que esteja no poder; combate, isso sim, o sistema capitalista que impõe aos indivíduos a competição, a busca pelo status, o individualismo, o consumismo, em suma, os efeitos maléficos do sistema.
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A campanha presidencial e o Vota Brasil em 2006: marketing e contexto político

A campanha presidencial e o Vota Brasil em 2006: marketing e contexto político

“Na realidade, é o mesmo sentido da mercadoria. Antigamente bastava ao capital produzir mercadorias, o consumo sendo mera conseqüência. Hoje é preciso produzir os consumidores, é preciso produzir a própria demanda e essa produção é infinitamente mais custosa do que a das mercadorias (o social nasceu em grande parte, sobretudo a partir de 1929, desta crise da demanda: a produção da demanda ultrapassa amplamente a produção do próprio social). Assim, durante muito tempo bastou que o poder produzisse sentido (político, ideológico, cultural, sexual), e a demanda acompanhava, absorvia a oferta e ainda a excedia. Se faltasse sentido, todos os revolucionários se ofereciam para produzi-lo mais ainda. Hoje tudo mudou: o sentido não falta, ele é produzido em toda parte, e sempre mais - é a demanda que está declinante. E é a produção dessa demanda de sentido que se tornou crucial para o sistema. Sem essa demanda, sem essa receptividade, sem essa participação mínima no sentido, o poder só é o simulacro vazio e o efeito solitário de perspectiva. Ora, ai também a produção da demanda é infinitamente mais custosa que a produção do próprio sentido. No limite ela é impossível, todas às energias reunidas do sistema não serão suficientes. A demanda de objetos e de serviços sempre pode ser produzida artificialmente, a um preço elevado mas acessível, o sistema já o demonstrou. O desejo de sentido, quando falta, o desejo de realidade, quando se faz ausente em todas as partes, não podem ser plenamente satisfeitos e são um abismo definitivo” (p. 14-15).
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O caso República no contexto político-militar de 1975

O caso República no contexto político-militar de 1975

das correntes político-militares da extrema-esquerda e do PC, mas ao mesmo tempo queríamos que o jornal estivesse enquadrado no processo de democracia pluralista europeia. Mas a verdade é que o jornal era claramente liderado por pessoas afectas ao PS e tinha uma proximidade ao PS nos conteúdos editoriais, na escolha dos jornalistas, e no próprio director que era o Raúl Rêgo. E, portanto, isso era um factor suplementar de atrito. A tipografia começou a ser um factor de instabilidade no jornal. Contestaram a direcção até que chegou aquele dia em que reuniram e resolveram demitir o director, em desrespeito da Lei de Imprensa que tinha sido aprovada em Fevereiro de 75. Nessa matéria, a República estava absolutamente de acordo com a lei. É claro que o caso República é apenas um caso entre muitos outros do PREC nesta matéria da comunicação social. Há o caso, por exemplo, de O Século, em que o plenário dos trabalhadores elegeu um tipógrafo para director. Há o caso dos 24 do Diário de Notícias, o da Rádio Renasceça, o caso da Europa-América. Foram exemplos de casos concretos em que havia a fundamentação baseada na ideia de que a comunicação social devia estar ao serviço da revolução, dos ideais revolucionários, e que não deve admitir as vozes dissonantes em relação ao processo revolucionário, tal como ele era entendido por essa facção mais radical. Neste caso sabíamos que havia pessoas afectas ao PC, sabíamos que havia pessoas da extrema-esquerda. Quem teve a liderança do processo não sabemos. Não posso dizer que foi o PC que decidiu fazer aquilo, tal como não posso dizer que não foi o PC e que o PC foi a reboque dos outros. Conhecia mal as pessoas, conhecia mal os tipógrafos. Entrei para o jornal como jornalista profissional em Junho de 74, a seguir ao 25 de Abril, e antes era meramente colaborador num suplemento
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O HOMEM, A OBRA: ASSIS BRASIL NO CONTEXTO POLÍTICO DE SUA ÉPOCA

O HOMEM, A OBRA: ASSIS BRASIL NO CONTEXTO POLÍTICO DE SUA ÉPOCA

Mais preocupado com a polêmica na qual estava inserido, isto é, a defesa de um ideal republicano liberal, do que em historiar a Revolução Farroupilha, nosso autor forja uma versão dess[r]

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A Educação Especial na perspectiva inclusiva: apontamentos dos adolescentes com deficiência e privados de liberdade na Casa de Atendimento Socioeducativo em Feira de Santana-BA / Special Education in an inclusive perspective: indicators of adolescents wit

A Educação Especial na perspectiva inclusiva: apontamentos dos adolescentes com deficiência e privados de liberdade na Casa de Atendimento Socioeducativo em Feira de Santana-BA / Special Education in an inclusive perspective: indicators of adolescents with disabilities and freedom of freedom at the Casa de Atendimento Socioeducativo in Feira de Santana-BA

Mediante a essa dura realidade, atualmente o contexto político da inclusão escolar e da perspectiva da educação e da sociedade inclusiva vem modificando, mesmo se constituindo em políticas altamente polêmicas, pois a relação sociedade-educação é de grande valia para o êxito das políticas escolares voltadas aos alunos excludentes da rede de ensino. Tais alunos deixados de fora à educação básica, fundamental e até o ensino médio têm características pessoais e devem ser incluídos aos demais grupos sociais, cabendo aos agentes transformadores da educação dar um novo rumo à realidade dos adolescentes privados de conhecimento para que as políticas devassaladoras sejam alteradas para melhor e pela inclusão.
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O DISCURSO DO/SOBRE ÓDIO NO CONTEXTO BRASILEIRO: NOSSO COMPROMISSO POLÍTICO COM O DIZER

O DISCURSO DO/SOBRE ÓDIO NO CONTEXTO BRASILEIRO: NOSSO COMPROMISSO POLÍTICO COM O DIZER

O discurso do ódio é mais do que um discurso de oposição, pois a sua repetição e a sua expansão têm colocado em risco a liberdade de expressão, promovendo uma divisão entre dois domínios antagônicos, aqueles constituídos pelos “vermelhos” (PT e petistas) e os “não-vermelhos” (todos os que rejeitam o PT). Essa divisão fez tanto sentido no contexto político brasileiro que os cidadãos não olhavam mais para as plataformas dos candidatos à presidente do Brasil, o foco concentrou-se no desejo de tirar os “vermelhos” da presidência. Nesse funcionamento, o vermelho instaura uma rede metafórica sustentada em instâncias imaginárias e discursivas, divididas entre o bem e o “mal”, que “os vermelhos” representam o mal e os “não-vermelhos” o bem, englobando múltiplos sentidos. Assim, tal formação imaginária e discursiva tenta apagar os avanços sociais dos últimos doze anos, buscando desconstruir o período em que estiveram na presidência da república brasileira representantes do PT, representados pelos governantes Luís Inácio Lula da Silva (2002-2010) e Dilma Rousseff (2011-2016).
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A história da arte de Belo Horizonte: a partir de obras dos Salões Municipais entre 1964 e 1968

A história da arte de Belo Horizonte: a partir de obras dos Salões Municipais entre 1964 e 1968

Questionamentos sobre as relações de condicionalidade entre proposições artísticas e o contexto político do Brasil na década de 1960 nas obras dos Salões Municipai[r]

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REFLEXÕES SOBRE HERMENÊUTICA JURÍDICA E ENUNCIADOS DE JURISPRUDÊNCIA NA REFORMA TRABALHISTA

REFLEXÕES SOBRE HERMENÊUTICA JURÍDICA E ENUNCIADOS DE JURISPRUDÊNCIA NA REFORMA TRABALHISTA

contexto político-social distinto do brasileiro, e muitas vezes incompatíveis entre si, a necessidade de aplicação da norma pelo intérprete em um contexto de conformação com a Constitu[r]

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Consolidação do processo de informatização em Sistemas de Bibliotecas Universitárias na África do Sul, Brasil e Moçambique

Consolidação do processo de informatização em Sistemas de Bibliotecas Universitárias na África do Sul, Brasil e Moçambique

A tese, baseada em estudo comparativo entre bibliotecas universitárias de alguns países em desenvolvimento (Brasil, África do Sul e Moçambique), discute o processo de informatização destas bibliotecas, a partir de um enfoque integrado, que inclui, além dos aspectos tecnológicos, os relacionados à gestão do processo, à organização do trabalho e à qualificação dos trabalhadores, tratando-os como igualmente relevantes. Nesses termos, o presente estudo, de um modo geral, traz evidências de que o processo de informatização sofre restrições estruturais. Ou seja, traz evidências de que a informatização sofre restrições em função do lastro histórico, do contexto político, econômico e educacional da sociedade que a adota. Sofre também restrições, no caso de bibliotecas universitárias, em função dos modos de gestão (financeira, de pessoal, material) vigentes nas universidades de que fazem parte, além das restrições em função da organização do processo de trabalho. O estudo também torna evidente a desconexão entre os benefícios potenciais associados a essas tecnologias e os benefícios reais conseguidos com a sua aplicação nesse conjunto de bibliotecas. Entre os benefícios reais, podem ser destacados: a economia de tempo, o aumento da produtividade e agilidade no atendimento (quando isso ocorre) das necessidades do usuário. Todavia, o estudo mostra que esses ganhos ocorrem paralelamente à degradação do trabalho (intensificação do trabalho, simplificação, etc.) e às expensas do acesso efetivo aos documentos e informações relevantes para o usuário. Fica evidente, portanto, que a adoção tecnológica é um processo endógeno à instituição e que cada fase deve ser acompanhada pela qualificação e pelo correspondente aperfeiçoamento dos mecanismos administrativos, sob pena de involução, por hipertrofia tecnológica, da unidade de informação, como um todo, a despeito do uso da mais alta tecnologia, o que acaba por comprometer a dimensão axiológica da própria biblioteca.
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O papel do juiz na direção do processo civil no estado democrático de direito : a direção material voltada à construção da solução jurídica do caso concreto

O papel do juiz na direção do processo civil no estado democrático de direito : a direção material voltada à construção da solução jurídica do caso concreto

O presente trabalho examina o papel do juiz na direção do processo, ao longo da história a contar da Idade Média, período no qual germinada a formação das duas tradições jurídicas do mundo ocidental – civil law e common law. Parte-se da abordagem da relação entre o contexto político-social e a jurisdição, buscando estabelecer a conexão entre a concentração e o fortalecimento do poder estatal, a centralização da atividade jurídica no Estado e a valorização da tarefa de aplicação da lei pelo juiz, verificada em civil law, de um lado, e a desconcentração do poder político, a sobrevalorização da atuação das partes no processo e a proeminência das peculiaridades do caso concreto, atestada em common law, de outro, com a formatação de dois modelos contrapostos de processo, ambos voltados à solução de conflitos mas que restam por absorver, de forma diversa, a parcial mudança na finalidade da atuação estatal, na transição do Estado Liberal para o Estado Social. Segue-se a verificação de que, não obstante a atribuição da direção do processo ao juiz desde o final do século XIX, em ambos os contextos, cada qual a repercutiu de determinada forma, restando evidentes as desvantagens do avultamento da discricionariedade judicial nos cenários inglês e, sobretudo, estadunidense, e a assunção de um caráter autoritário-interventivo da postura do magistrado no painel europeu-continental e latinoamericano. Na sequência, retratam-se os contornos assumidos pelo fenômeno jurídico no âmbito do Estado Democrático de Direito, onde, dado o reconhecimento da normatividade dos princípios, o processo deve transformar-se no espaço em que efetivamente se controvertam situações fáticas concretas, a serem decididas com o referencial do ordenamento jurídico-constitucional. Decorre daí a necessidade de que seus resultados legitimem-se processual e materialmente, o que se dá pela abertura à participação das partes na construção da solução jurídica da causa que as envolva, mas cuja engrenagem é orientada pela atuação do juiz na direção material do processo, nos termos como consagrado o instituto no sistema processual alemão, de forma que se assegurem a conformação de um procedimento idôneo, oportunidades reais e equilibradas do debate exaustivo, um rápido deslide do feito e, sendo aconselhável, o seu encerramento pela via da autocomposição.
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Os direitos à saúde e ao ambiente no contexto do estado socioambiental brasileiro

Os direitos à saúde e ao ambiente no contexto do estado socioambiental brasileiro

Diversas concepções acerca da “saúde” marcaram o ocidente. Divindades mitológicas (Grécia antiga) e o pecado humano (Idade Média), por exemplo, já foram considerados fatores determinantes para o aparecimento de doenças, o que bem demonstra como a compreensão de saúde oscila diante do espaço temporal e cultural no qual se desenvolve. Por isso, não há nem haverá como absolutizar o conceito de “saúde”. Ele sempre estará sujeito a diferentes possibilidades de interpretação. Pode-se, contudo, tentar uma aproximação, embora invariavelmente limitada pelo contexto no qual o intérprete está inserido.
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OS FATORES CAUSAIS DA REFORMA DA PREVIDÊNCIA SOCIAL DE 2003: UMA ABORDAGEM ECONÔMICO-POLÍTICA

OS FATORES CAUSAIS DA REFORMA DA PREVIDÊNCIA SOCIAL DE 2003: UMA ABORDAGEM ECONÔMICO-POLÍTICA

Após esta fundamentação teórica, que analisa o contexto mais amplo onde esta pesquisa busca seu objeto específico, segue-se a análise dos fatores econômicos e políticos envolvidos nas reformas da previdência dos últimos anos, e, especialmente, a reforma de 2003, através de autores como Gushiken (2003), Mello (2003), Soares (2003), Caliari e Pereira (2003), Morhy (2003), Oliveira (2003), Simionatto (2004b), Teixeira (2004) e outros, A maior parte destes autores utilizam o método crítico e histórico originado a partir das análises de economia-política de Marx e de grandes marxistas. Esta escolha metodológica deve-se ao fato que o autor desta pesquisa julga este método de análise mais fecundo por que não abstrai o contexto global, social e histórico, onde os fenômenos de reformas públicas institucionais acontecem e podem ser explicados.
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Pentecostalismo católico e entrecruzamentos políticos, teológicos e sociais com a renovacão carismática católica.

Pentecostalismo católico e entrecruzamentos políticos, teológicos e sociais com a renovacão carismática católica.

ESTE ARTIGO ABORDA A HISTÓRIA DE UM MOVIMENTO DA IGREJA CATÓLICA DENOMINADO RCC, RENOVAÇÃO CARIAMÁTICA CATÓLICA, DESDE SUA FUNDAÇÃO NOS EUA ATÉ SUA CHEGADA AO BRASIL POR VOLTA DE 1967. APRESENTO A HISTÓRIA DA BEATA ELENA GUERRA, RESPONSÁVEL PELA REATIVAÇÃO DAS EXPERIÊNCIAS INTENSAS COM O SAGRADO DENTRO DO CATOLICISMO, CONSIDERANDO-A COMO POSSÍVEL MITO FUNDADOR DA RCC; E A RELAÇÃO COM O QUE SE PODE CHAMAR PENTECOSTALISMO CATÓLICO, TENTO EM VISTA A INFLUÊNCIA DO PENTECOSTALISMO NO CATOLICISMO CARISMÁTICO ATRAVÉS DAS VIVÊNCIAS DOS FENÔMENOS ATRIBUÍDOS À FIGURA DO ESPÍRITO SANTO. A RENOVAÇÃO CARISMÁTICA CATÓLICA EM SEUS 50 ANOS DE EXISTÊNCIA NO BRASIL SE TORNOU PALCO DE INÚMEROS ACONTECIMENTOS NO INTERIOR DA IGREJA CATÓLICA E EM TODO CONTEXTO SOCIAL E RELIGIOSO BRASILEIRO. A RAIZ PENTECOSTAL VISÍVEL NAS CARACTERÍSTICAS DE FERVOR EMOCIONAL E EXPERIÊNCIAS CORPORAIS PRESENTES EM SUAS PRÁTICAS RITUAIS TORNA POSSÍVEL COMPREENDER AS RESISTÊNCIAS DA INSTITUIÇÃO CATÓLICA EM RELAÇÃO A OUTRAS FORMAS DE RELIGIOSIDADES, BEM COMO A CONSEQUENTE LUTA POR FIRMAR SUA IDENTIDADE. COM A RETOMADA DA HISTÓRIA DO PENTECOSTALISMO SE RESGATA TAMBÉM REFLEXÕES SOBRE O CONTEXTO SOCIAL E POLÍTICO DA RCC NO CENÁRIO NACIONAL FRENTE AO SURGIMENTO DA TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO QUE CARACTERIZOU O MOVIMENTO DE ESQUERDA DENTRO DA IGREJA CATÓLICA; E A INFLUENCIA DOS CULTOS AFRO-BRASILEIROS NAS FORMAS DE LOUVOR ADOTADAS PELOS MOVIMENTOS PENTECOSTAIS E, CONTRADIZENDO A ESTE CENÁRIO DE HERANÇA E ELO, ESTÁ O INFINDÁVEL COMBATE ÀS RELIGIÕES AFRO-BRASILEIRAS TRAVADO PELO MOVIMENTO CARISMÁTICO CATÓLICO. O CAMPO RELIGIOSO- CATÓLICO-CARISMÁTICO, OU DO “PENTECOSTALISMO CATÓLICO”, ABORDADO NESTE ARTIGO, TROUXE A POSSIBILIDADE DE REFLETIR SOBRE O CONTEXTO HISTÓRICO, SOCIAL, POLÍTICO E INSTITUCIONAL QUE CONSTRÓI E LEGITIMA A PRÁTICA RELIGIOSA; A DIVERSIDADE DE OFERTAS RELIGIOSAS CONFIGURANDO UM CONTEXTO DE DISPUTA DE BENS SIMBÓLICOS; E A LIGAÇÃO SISTÊMICA ENTRE OS FATORES DIACRÔNICOS E SINCRÔNICOS, INTERNOS E EXTERNOS, VIVIDOS INDIVIDUALMENTE E COLETIVAMENTE NUMA EXPERIÊNCIA DE INSEPARABILIDADE.
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