Contra terrorismo

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Data mining no contra-terrorismo: uma abordagem para a compreensão dos factores determinantes do terrorismo

Data mining no contra-terrorismo: uma abordagem para a compreensão dos factores determinantes do terrorismo

A inflação é outra variável a ter em conta, tanto ao nível dos preços de consumo como ao nível do deflator do PIB. Este indicador assume elevada importância devido à sua forte relação com a economia de um país, podendo causar impactos crescentemente negativos numa economia. A inflação medida pelo índice de preços ao consumidor reflecte a variação percentual anual no custo médio para o consumidor de aquisição de um cabaz de bens e serviços que podem ser fixados ou alterados regularmente. Consiste na queda do valor de mercado ou poder de compra do dinheiro, referindo-se popularmente ao aumento geral dos preços. Elevadas taxas de inflação podem estar positivamente correlacionadas com o terrorismo, porquanto se verificam significativas evidências de que a hiperinflação está directamente relacionada com mudanças de regime e instabilidade política, estando esta última acompanhada na maioria das vezes de violência política (Piazza, J., 2006). A inflação medida pela taxa de crescimento anual do deflator implícito do PIB mostra a taxa de variação dos preços na economia como um todo. O deflator do PIB é uma estatística simples calculada pela divisão do PIB nominal pelo PIB real multiplicados por cem. Reflecte as mudanças que ocorrem nos preços do mercado e, portanto, é usado para controlar o nível médio de preços em dada economia. O cálculo da taxa de inflação de um determinado ano leva em consideração, geralmente, o deflator do PIB deste ano em relação à mesma estatística referente ao ano anterior (proposta por: Feldmann e Perälä, 2004; Gassebner e Luechinger, 2011; Piazza, 2006).
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MAJ Pereira Cancelinha

MAJ Pereira Cancelinha

A sexta fase as vulnerabilidades identificadas são: (i) exposição, para observar e a recolher imagens; (ii) transmissão das informações, para os elementos da liderança da organização terrorista ou elementos da célula operacional; (iii) movimento para o alvo; (iv) falha em algum dos sistemas (armas e explosivos); (v) falta de proficiência dos terroristas; (vi) falta de coordenação da manobra. Para explorar estas vulnerabilidades, é necessário utilizar métodos e técnicas de informações, medidas de antiterrorismo e efetuar ações de contra terrorismo: (i) manter a pesquisa de informações, recorrendo às técnicas de OSINT, HUMINT, GEOINT, SIGINT, IMINT e CSI; (ii) manter a monitorização de sites na internet, normalmente utilizados pelas OT; (iii) manter medidas de segurança mais elevadas para entidades, infraestruturas e locais críticos (evitar padrões na forma de execução e gestão das medidas de segurança), através da implementação de vários anéis de segurança em volta das entidades e infraestruturas críticas, impedir a recolha de imagens, bem como a concentração de pessoas junto a esses locais; (iv) manter os controlos e fiscalização de trânsito; (v) identificar todos os elementos que se aproximem de entidades e infraestruturas críticas; (vi) incentivar a população a informar o mais rapidamente as autoridades sobre, a presença nas suas áreas de residência de pessoas estranhas, todas as situações que considerem estranhas e suspeitas de envolvimento com o crime ou
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A cooperação luso-espanhola na luta contra o terrorismo e a radicalização (2005- 2017)

A cooperação luso-espanhola na luta contra o terrorismo e a radicalização (2005- 2017)

Não poderíamos finalizar esta síntese sem referir concisamente o papel da ONU no combate ao terrorismo e o papel de Portugal na própria ONU neste âmbito. Referente à luta contra o terrorismo, a Estratégia Global da ONU assenta em quatro pilares. Assim o primeiro é direcionado para as circunstâncias afetas à propagação do terrorismo; já o segundo ponto recai sobre as medidas necessárias tanto para o combate ao terrorismo como para a sua prevenção; o terceiro pilar foca-se no objetivo de dotar e robustecer tanto dos Estados assim como reforçar o papel das Nações Unidas neste contexto; por outro lado, o quarto pilar incide sobre a importância e relevância de medidas que garantam o supremo respeito pelos Direitos Humanos e do Estado de Direito como direitos fundamentais e incorruptiveis no combate ao terrorismo. (Prates 2018) Em 2017, Portugal no âmbito da ONU acompanhou a atividade do comité 1373 – CTC- Comité contra Terrorismo. (RASI 2017). Seguindo de perto o Institucionalismo Liberal e o conceito de interdependência, no sentido de fortalecer a estratégia de prevenção da radicalização resultante em terrorismo, em 2015 a ONU estabeleceu o Plano de Ação para Prevenir o Extremismo Violento. Com vista ao sucesso do mesmo salientou que os Estados de forma multidisciplinar e multinível devem envolver a participação de entidades de aplicação da lei, da área da educação e serviço social, assim como atores não-governamentais (líderes religiosos, mulheres, juventude, sector privado e sociedade civil) (Prates 2018). Desta feita mostrando assim que as políticas criadas pelas Organizações Internacionais precisam do barómetro “sociedade civil” tanto para aplicação dos planos de ação estratégicos, como para o sucesso dos mesmos.
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POLÍTICAS DE COMBATE AO TERRORISMO SEGURANÇA

POLÍTICAS DE COMBATE AO TERRORISMO SEGURANÇA

O trabalho é composto por três grandes capítulos: o primeiro capítulo com o nome de revisão da literatura elucida temas que permitirão trazer luz à discussão dos resultados. Este é um capítulo muito importante porquanto é aqui que se encontram as fontes, é aqui que se encontra a sabedoria. Os seus sub-capítulos seguem uma ordem de importância desde a divergência de definições de terrorismo onde se depara com a questão como é que se pode combater alguma coisa, que não se sabe bem o que é. Passa-se depois para a análise da sua evolução em Portugal, uma vez que se está a estudar o fenómeno no panorama português, pelo que interessa saber como se desenvolveu ao longo dos tempos. O enquadramento legal não deixa de ser menos importante, pois se nos regemos por leis então é necessário saber o que elas nos dizem sobre a ameaça. Conhecida a lei, interessa ter o conhecimento das políticas existentes para o combate ao terrorismo. E como normalmente na prática quem combate são as Forças e Serviços de segurança e as FA, interessa saber qual o seu papel no designado contra-terrorismo.
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CTEN Guerreiro de Oliveira

CTEN Guerreiro de Oliveira

Todavia, o terrorismo também se combate com medidas de segurança e militares. Estas últimas são, desde logo, utilizadas para a destruição física de campos de treino terroristas, com operações como a Active Endeavour, que se realiza no Mediterrâneo desde Outubro de 2001, onde navios e aeronaves da Nato controlam todo o espaço aero-naval, de forma a garantir que não aconteçam actos terroristas praticados a partir e/ou no mar e, paralelamente, actuar no mar para evitar e negar o tráfego de pessoas, o contrabando de armas e de substâncias radiológicas naquela região do globo 51 . Esta operação nasce imediatamente após o 11 de Setembro e constitui uma das oito medidas estratégicas para fazer face ao terrorismo (NATO, 2007). Neste ambiente de “contra-terrorismo militar” e para enfrentar este tipo de inimigo, houve necessidade de rever procedimentos e desenvolver novos conceitos doutrinários no que concerne à protecção de força (force protection) através da criação de medidas tácticas pré-estabelecidas 52 .
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"Terrorismos": uma exploração conceitual.

"Terrorismos": uma exploração conceitual.

Em relação ao nível jurídico-político, o debate internacional sobre o terrorismo, embora tenha levantado questões importantes, parece, especial- mente depois do “11 de setembro”, muito pressi- onado, pelas políticas de combate ao terrorismo, para chegar a um consenso sobre a conceituação desse fenômeno. Se, por um lado, as pressões do contra-terrorismo levam a uma ampliação da con- cepção de terrorismo (para incluir nas ofensas criminais, por exemplo, a ameaça de terrorismo e o financiamento do mesmo), por outro, o debate tende a centrar-se agora no acordo sobre defini- ções operacionais (de “atos terroristas”, e não de “terrorismo”) necessárias para a harmonização das políticas entre os Estados. O dissenso ainda sub- siste, mas fica um pouco limitado pela ênfase na necessidade de uma conjugação de políticas e es- forços no combate ao terrorismo. Mas será que essa conjugação está sendo feita de modo crítico ou, pelo contrário, a pressão de superpotências como os Estados Unidos leva à imposição de um determinado quadro interpretativo sobre o terro- rismo? Segundo a lei norte-americana, o terroris- mo é “a violência premeditada e politicamente motivada contra alvos civis por parte de grupos subnacionais” (NYE JR., 2005, p. 230). Se os Estados matarem deliberadamente civis com o fim de aterrorizar a população, não é terrorismo o que fazem, mas crime de guerra. Assim, o fenômeno do terrorismo é legislado a partir de uma perspec- tiva que nega o terrorismo de Estado.
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A ONU e o combate ao terrorismo

A ONU e o combate ao terrorismo

colocada a bordo e que causou a morte de 270 pessoas em 1988, que no início dos anos 90 o Conselho de Segurança adoptou a Resolução 748 (1992) para obrigar a Líbia a extraditar dois nacionais seus, suspeitos do atentado de Lockerbie. Nessa resolução o Conselho de Segurança considerou, pela primeira vez, que o terrorismo constituía uma ameaça contra a paz e segurança internacionais e impôs sanções à Líbia. O Conselho de Segurança tinha já também imposto antes do 11 de Setembro diversas sanções contra o regime taliban no Afeganistão (interdição de ligações aéreas, de fornecimento de material militar, redução da presença diplomática taliban e restrição dos seus movimentos, congelamento de contas, etc.) nas Resoluções 1267 (1999) e 1333 (2000), designadamente pela protecção conferida a terroristas que aí possuíam campos de treino e bases das suas organizações, exigindo ainda a entrega de Bin Laden e o fim de todas as actividades de apoio a terrorismo. Normalmente estes regimes de sanções impostos pelo Conselho de Segurança são posteriormente reafirmados pela União Europeia, tornando-se assim directamente aplicáveis e vinculativos não só para os Estados Membros da União Europeia mas também para os seus nacionais, quer sejam pessoas singulares ou colectivas. Em reacção aos ataques terroristas contra os Estados Unidos em 11 de Setembro de 2001, o Conselho de Segurança adoptou a Resolução 1368 no dia 12 de Setembro, que condenou inequivocamente esses actos e os considerou, como todo o terrorismo internacional, uma ameaça à paz e segurança internacionais.
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TERRORISMO NA REGIÃO DO SAHEL

TERRORISMO NA REGIÃO DO SAHEL

O terrorismo do Sahel alimenta-se de vários factores que assolam a região. Sobrevive em condições físicas, humanas, climáticas e sociais muito adversas, por causa da desertificação e da pobreza rural, mas também do fraco desenvolvimento económico, da fragilidade dos regimes políticos (a maior parte dos referidos países do Sahel são considerados internacionalmente como “Estados falhados”) e das elevadas taxas de desemprego entre populações que se dedicam sobretudo à agricultura e à pastorícia, não obstante no litoral também se dediquem em parte aos serviços. Afirma-se como fenómeno de luta de poder aproveitando-se de tensões étnico-religiosas. Não obstante as ligações que existem entre grupos terroristas, há também grande rivalidade entre eles. Alguns são guerrilheiros que utilizam o terrorismo como meio nas suas reivindicações políticas separatistas ou de alternância de regime; outros são bandos de criminosos e extremistas religiosos que lutam sobretudo pelo controlo das riquezas locais, e por oportunismo mais do que para velar por interesses sociais ou mesmo religiosos.
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Universidade Federal do ABC – UFABC

Universidade Federal do ABC – UFABC

Esse é um curso introdutório que pretende abordar a violência, em geral, e outros fenômenos interligados à violência, como terrorismo, guerra civil, e segurança pública, além de outras formas de violência. Serão discutidos diferentes métodos de pesquisa na área, aprofundando-se no método quantitativo. Analisaremos, possivelmente, abordagens teóricas; temáticas de (in)segurança; conceitos e definições; modelos e mecanismos da eclosão de conflito interno; sistemas políticos e situação econômica propícios para o início da violência; conflito étnico e revolucionário; segurança pública no Brasil; violência agrária no Brasil e América Latina; etc. O curso tem por objetivo verificar as diferenças e semelhanças de um fenômeno político (violência) específico que ocorre no interior de um mesmo país ou região.
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Terrorismo lone wolf

Terrorismo lone wolf

Para Ganor (2002), uma luta eficaz contra o terrorismo depende de uma definição cabal e consensual por parte da comunidade internacional de modo a evitar-se a posição de Laqueur (2001) exposta anteriormente. Ganor (2002) defende que uma definição eficaz de terrorismo deve assentar nos mesmos princípios legais internacionalmente aceites que regulam as guerras convencionais entre estados, como por exemplo, a Convenção de Genebra e a Convenção de Haia. Estes princípios seriam extensíveis, por exemplo, ao terrorismo e à guerrilha, sendo que o que importa para distinguir os conceitos tem a ver com a qualidade que o alvo escolhido assume: civil ou militar. Assim sendo, ainda que terrorismo e guerrilha possam ter os mesmos objetivos ideológicos, políticos e religiosos e que façam uso da violência deliberada para os alcançar, o facto do alvo visado ser civil (terrorismo) ou militar (guerrilha). De acordo com Ganor (2002), esta definição é de grande utilidade, na medida em que esvazia o discurso de “guerreiro da liberdade” por parte dos terroristas, porque ainda que os seus motivos sejam legítimos, a partir do momento em que visam alvos civis seriam tratados como terroristas. O terrorismo, tal como definido por Ganor (2002), deve ser visto como um crime que prejudica a Humanidade e para tal devem ser adotadas pelas leis internacionais e de cada país, para que incorporem esta definição de terrorismo de modo a torná-lo um crime repudiado a nível global e assim “trazer uma mudança no cálculo custo-benefício das organizações terroristas e dos seus patrocinadores” (Ganor, 2002, p. 289) que os faça adotar uma tática de guerrilha, o que é preferível do ponto de vista moral.
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A UE incapaz de rejeitar o duplo terrorismo israelita e palestiniano

A UE incapaz de rejeitar o duplo terrorismo israelita e palestiniano

“mártires”, nem o criticou abertamente. A sua posição face à escalada de violência na zona continuou, deste modo, a pautar-se pela impotência contraditória. Em vez de se distanciar simultaneamente da nova escalada do “terrorismo de Estado” israelita e da nova escalada suicidária do terrorismo palestiniano, e de fazer, assim, a crítica clara do duplo terrorismo, que dispara o desperdício inútil de vidas entre civis, a UE remeteu-se para as condenações de “todas as formas” de violência terrorista, que se confundem com condenações idênticas do próprio Yasser Arafat, e que se perdem, sem relevo, na multidão da sua comunicação mediática oficial. A “ofensiva Sharon” suscitou repúdio em boa parte dos poderes políticos europeus. Mas a falta de uma nova atitude da UE contra o culto do terrorismo suicidário palestiniano, que se traduza em sanções concretas contra os governos, organizações e indivíduos que o promovem, não ajuda a credibilizá-la como parceiro que visa impor o regresso ao processo de paz. Pelo contrário, esta incapacidade para criticar a uma só voz, e com visibilidade, o “novo” terrorismo palestiniano em termos éticos, políticos e em nome da paz, acentua o estereótipo da separação entre uns EUA tradicionalmente pró-judaicos e pró-israelitas, e uma Europa cuja cultura política manifesta um pendor tradicionalmente pró-palestiniano e pró-árabe. Moratinos: um discurso premonitório
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A luta do Reino Unido contra o terrorismo no pós 11 de setembro: efeitos da securitização nas liberdades civis

A luta do Reino Unido contra o terrorismo no pós 11 de setembro: efeitos da securitização nas liberdades civis

Esta partilha e cooperação não só se registaram internamente como também foi notável o seu aumento a uma escala mais global com o Reino Unido a promover medidas anti terroristas na União Europeia, na NATO e no G8, onde foi concedida especial atenção à aquisição de materiais nucleares, biológicos, químicos e radiológicos por terroristas bem como o melhoramento das medidas de segurança na aviação internacional. A capacidade de grupos como a Al Qaeda, a sua habilidade de planearem e realizarem ataques, o seu apoio a outras redes terroristas e a sua grande aptidão de recrutar significa que qualquer Estado agindo de forma isolada não conseguirá combater a ameaça que este grupo terrorista coloca. Tal fez com que o Reino Unido apostasse na cooperação internacional, em especial na partilha de informação com os demais serviços de segurança e de intelligence. Apesar de o Anti-Terrorism, Crime and Security Act 2001 ter introduzido um conjunto de medidas referentes ao financiamento do terrorismo, o Reino Unido desenvolveu com outros Estados e Organizações Internacionais parcerias com o objetivo de impedir o financiamento a grupos terroristas. Para tal, as parcerias apostaram na identificação de grupos de indivíduos ligados a atividades terroristas e bloqueou as suas contas, dificultando assim o financiamento a grupos terroristas (UK Cabinet Office, 2002). Neste contexto, o Conselho de Segurança da Nações Unidas aprovou, a 28 de setembro de 2001, a resolução 1373 que impôs pela primeira vez a obrigação a todos os Estados de aplicarem medidas para suprimir o terrorismo e bloquear o financiamento de terrorismo (UK Cabinet Office, 2002).
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Terrorismo e relações internacionais.

Terrorismo e relações internacionais.

A falta do cálculo político racional na luta contra as diversas modalidades do terror, há décadas, obriga a sociedade latino-americana a carregar enorme peso. O narcoterrorismo de quotidiana presença no continente ceifa vidas. Corrompe descaradamente o legislativo, o judiciário e o executivo. Suas operações no palco interno e externo, sofisticadas e rudimentares, difusas e, às vezes, muito concentradas, criaram redes de apoio ao terror da corrupção espalhadas pelas Américas, pela Europa e por partes do Oriente Médio. Segmento considerável destas redes estende-se para dentro do território dos Estados Unidos, o maior consumidor de drogas e, também, o maior receptador dos dividendos dos bilionários negócios da corrupção e do narcotráfico. Tais redes, de dificílima penetração, ligadas à lavagem do dinheiro sujo, podem servir também ao ódio étnico, racial e religioso, entre outros. Neste caso, a culpa não é só do fundamentalismo islâmico, transformado, depois do fatídico 11 de setembro, em bode expiatório de quase todas as desgraças mundiais.
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Tipificação do crime de terrorismo no Brasil

Tipificação do crime de terrorismo no Brasil

Uma observação extremamente pertinente diz respeito ao que os autores denominam de “antiterrorism leak”, levando-se em conta o impacto imprevisível e até irracional da atividade legiferante que buscou enfrentar o terrorismo, particularmente após o 11 de setembro. Embora Ackerman e diversos outros juristas 90 façam acerbas críticas à legislação pós-2001, que tem por epítome o infame “PATRIOT ACT”, já mencionado, não atentam para o fato de que as medidas contraterroristas não ficam sistematicamente “insuladas” num determinado campo de eficácia, mas passam a recair sobre matérias que não teriam, a princípio, nenhuma relação com o terrorismo – assim, por exemplo, não só os procedimentos fiscalizatórios se tornaram mais invasivos nos aeroportos, como também em bibliotecas públicas 91 e parques recreativos 92 . Além disso, o progressivo aumento da vigilância cibernética por entes públicos 93 , em particular nas redes sociais, demonstra que a erosão das liberdades civis passou a ocorrer em situações cotidianas, e não somente em procedimentos investigativos.
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Uma nova forma de se fazer a guerra? Atuação das Empresas Militares de Segurança Privada contra o terrorismo no Iraque.

Uma nova forma de se fazer a guerra? Atuação das Empresas Militares de Segurança Privada contra o terrorismo no Iraque.

Os contratos de agências privadas com a Central de Inteligência Americana (CIA) e suas atividades de combate ao terrorismo, após os atentados de 11 de Setembro, foram um dos principais responsáveis pela expansão do mercado de segurança privada no Iraque. Este artigo pretende relacionar o papel crescente dos atores privados na estratégia de contraterrorismo da coalização liderada pelos EUA no contexto da ocupação do Iraque. Entendemos que falta de controle das atividades das empresas privadas de segurança tornam-se funcionais para as democracias liberais quando se envolvem nesse tipo de ação armada. Ou seja, um dos fatores responsáveis pela ascensão das Empresas Militares de Segurança Privada (PMSCs, na sigla em inglês) se relaciona à resposta a um ambiente em mudança operacional no terreno onde ocorrem as “novas guerras”. O fato de o inimigo mais fraco poder ter influência sobre a coesão nacional das grandes potências, impondo custos políticos e econômicos significativos a seus adversários, faz com que a guerra seja travada além das operações militares no campo de batalha. Nossa hipótese é que os EUA, e a coalização militar que liderou a invasão do Iraque, procuraram gerenciar os riscos políticos (legitimidade) e os riscos de vida (para os combatentes e civis), considerados além daquilo que a opinião pública está disposta a aceitar. A estratégia revela-se num processo de transferência de risco para novas organizações civis de prestação de serviços, menos visíveis, de forma a tornar extremamente difícil imputar responsabilidades.
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A «guerra ao terrorismo» nos media ocidentais

A «guerra ao terrorismo» nos media ocidentais

Uma das questões que marcaram o debate pós-11 de Setembro, e que envolveu o papel dos media, foi a da liberdade de expressão. O caso mais exemplar ficou conhecido como a «crise dos cartoons» e aconteceu na Dinamarca, em 2005. O editor de cultura do jornal Jyllands Posten decidiu publicar 12 cartoons que apresentavam o profeta Maomé de uma forma que os muçulmanos consideraram insultuosa. Havia, por exemplo, uma imagem em que Maomé aparecia com um turbante em forma de bomba, numa evidente associação ao terrorismo.
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O fundamentalismo islamita e o seu terrorismo suicida

O fundamentalismo islamita e o seu terrorismo suicida

suicidas têm preferencialmente de cumprir o critério tradicional de pureza – ou – e de purificação – e anomalia necessários à qualidade de vítimas sacrificiais. De salientar, a propósito, a perspectiva antropológica da relação do sagrado com a “pureza” e a dicotomia puro/impuro que, neste contexto, tão bem analisou Mary Douglas em Purity and Danger (1966). No jornal Público de Dezembro de 2004, podia ler-se o comunicado da FPLP (laica, mas resvalando, por mimetismo e emulação, para o discurso religioso) acerca do atentado bombista de 1/11/04 perpetrado por um jovem suicida de 16 anos, no mercado central de Telavive: As Brigadas Abu Ali Moustapha, o ramo militar da FPLP, conseguiram atingir o coração do inimigo sionista... O nosso camarada Amer Al-Fahr, do campo de Askar, em Nablus, tornou-se mártir ao fazer explodir o seu corpo puro entre os ocupantes (sionistas) infligindo-lhe perdas. No entanto, é conveniente esclarecer que, em virtude do carácter autopurificador do martírio, há casos em que o mártir foi involuntariamente poluído – através de uma violação – o que não diminui a sua “pureza” essencial, antes torna mais necessária a purificação pelo martírio. O auto- sacrifício e o idealismo suicidário dos jovens militantes radicais islamitas que praticam o terrorismo suicida, as suas mensagens de despedida e de autojustificação da “guerra santa”, e os funerais-celebrações (misto de casamento e de cerimónia religiosa), dão todo um sentido religioso e celebram a morte e o martírio, transformando os actores do terrorismo religioso de assassinos em mártires e justificando, moral e religiosamente, esses actos terroristas. Outro exemplo deste universo radical é a fatwa de Fevereiro de 1998, de Ossama Bin Laden, segundo a qual a “guerra defensiva” é realizada por nobres guerreiros que ou sobrevivem e são heróis, ou morrem e são mártires. Por seu lado, o “líder supremo dos estudantes de Teologia”, o mulá Omar, declarou que as milícias “talibãs” «beneficiam da intervenção de Deus» e prometeu «a felicidade eterna no paraíso aos que morrerem mártires contra a agressão americana». (in Público, 23/10/01, p.3). Outro exemplo da noção de missão religiosa de que o mártir se sente investido: O encontro com Deus é o melhor o o mais importante desta vida. Juro por Deus que algures se encontra o Paraíso maior que os Céus e a Terra... Esta vida dos nossos dias não é mais que um divertimento, uma distracção e a procura de dinheiro... Uma operação da Jihad conduzida por um Mujahid, de coração repleto de fé e amor...assusta os arrogantes (comunicado de 11/2/2001, distribuído em Gaza e assinado pelo mártir, o jovem Hicham Ismail, da Jihad Islâmica).
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UMA ANÁLISE DO CASO BOKO HARAM  Milena Barbosa De Melo, Elis Formiga Lucena

UMA ANÁLISE DO CASO BOKO HARAM Milena Barbosa De Melo, Elis Formiga Lucena

Em todos os períodos da história da evolução do Direito Internacional, a presença de atos de terrorismo é algo constante. No contexto nigeriano podemos identificar o Boko Haram, que foi considerada pelos Estados Unidos e pelo Conselho de Segurança da ONU uma organização fundamentalista islâmica com métodos terroristas. Diante dessa perspectiva surge a pergunta problema: O sistema de cooperação internacional é instrumento eficaz para o enfrentamento ao grupo terrorista Boko Haram, radicado na Nigéria? O objetivo geral é analisar a eficácia do sistema de cooperação internacional no que tange o enfrentamento ao grupo terrorista Boko Haram, na Nigéria; e objetivos específicos estudar as causas e consequências dos atos terroristas praticados pelo Boko Haram, compreender os obstáculos surgidos para o combate ao terrorismo na Nigéria e por fim, analisar o atual sistema de cooperação internacional para o enfrentamento ao grupo terrorista Boko Haram. Utiliza-se o método dedutivo, elege metodologia qualitativa e pesquisa exploratória, tendo em vista que se faz o exame dos dados coletados por organismos internacionais, bem como por órgãos regionais competentes. A pesquisa em andamento tem como base referencial doutrina no de Direito Internacional, dados e os documentos das entidades que têm ligações com a temática, a exemplo da ONU e a Declaração Universal de Direitos do Homem.
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TERRORISMO: A Evolução na Legislação Brasileira

TERRORISMO: A Evolução na Legislação Brasileira

Permitir a punição de atos preparatórios representa a maior afronta ao princípio da legalidade. Isso só é permitido se os atos preparatórios de um crime configurarem outro crime autônomo, com tipificação própria (por exemplo, o porte ilegal de arma de fogo em relação ao homicídio). Autorizar esse tipo de punição é dar ao intérprete o poder de escolher o que quiser como ato preparatório, ainda mais porque o próprio conceito de terrorismo é demasiado aberto. Uma mera reunião de pessoas pode, na cabeça do intérprete, ser considerado ato preparatório; também o sujeito que compra uma passagem aérea com destino a um país reconhecido por abrigar extremistas políticos também pode ser punido por atos preparatórios de suposto ato de terror. Ou seja, a definição de preparação para o terrorismo pode ser qualquer coisa, a depender do intuito punitivo do Estado.
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Economia do terrorismo: análise de sua teoria e consequências

Economia do terrorismo: análise de sua teoria e consequências

Krueger e Maleckova (2003) investigaram a ligação entre pobreza e baixa educação e participação em atividades terroristas. Usando dados biográficos de 129 membros mortos do Hezbollah em ações paramilitares no final dos anos 1980 e início da década de 1990, eles descobriram que ambos: ter um padrão de vida acima da linha da pobreza e ter uma educação do ensino secundário ou superior está associado positivamente com a participação na Hezbollah. Seu papel claramente coloca em dúvida que o suposto benefício de investir na erradicação da pobreza ou em nível educacional como um meio de combate ao terrorismo diretamente.
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