Contrato de Trabalho Desportivo

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Direitos económicos dos praticantes desportivos: o impacto na independência e estrutura financeira dos clubes e no contrato de trabalho desportivo celebrado com o jogador

Direitos económicos dos praticantes desportivos: o impacto na independência e estrutura financeira dos clubes e no contrato de trabalho desportivo celebrado com o jogador

Contudo, o que se verifica na relação entre a Doyen e a Sporting SAD era o que devia ser regulado e não proibido, uma vez que há uma clara tentativa de influência do TPO sobre o futuro do atleta profissional, Marcos Rojo, e sobre o contrato de trabalho desportivo entre o jogador e a Sporting SAD, pelo que as cláusulas contratuais entre os TPO e os clubes desportivos não devem impor cláusulas desfavoráveis e desproporcionais nos direitos e obrigações das partes em prejuízo da parte mais fraca, nunca podendo colocar em causa a capacidade financeira dos clubes desportivas e, principalmente, o consentimento do jogador desportivo na transferência para outro clube desportivo e a relação entre este e as SAD desportivas.
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A cumplicidade na cessação do contrato de trabalho desportivo

A cumplicidade na cessação do contrato de trabalho desportivo

Ribery & Oympique de Marseille, de 24 de abril de 2007, que o não pagamento, ou pagamento tardio da remuneração, em princípio, constitui justa causa de cessação do contrato de trabalho desportivo. Para assim o ser, considera o TAS que a quantia em dívida terá de ser substancial. Além disso, deverá o credor alertar o devedor para o incumprimento de tal obrigação. Citando a decisão em causa “the non-payment or late payment of remunaration by the employer does in principle – and particulary if repeated as in the present case – constitute “just cause” for termination of the contract. (…) However, the latter applies only subject to two conditions. Firstly, the amount paid late by the employer may not be “insubstantial” or completely secondary. Secondly, a prerequisite for terminating the contract because of the late payment is that the employee must have drawn the employer’s attention to the fact that his conduct is not in accordance with the contract”.
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Do enquadramento legal do contrato de trabalho desportivo, à transparência e lealdade no futebol em Portugal

Do enquadramento legal do contrato de trabalho desportivo, à transparência e lealdade no futebol em Portugal

As cláusulas de rescisão consistem na pré-fixação do montante da indemnização que o praticante/trabalhador deve pagar ao clube/empregador pela cessação do contrato antes do término fixado (art.46.º da CCT). Para a maioria dos autores 55 e jurisprudência 56 , estas cláusulas têm a natureza de cláusulas penais (art.º 810.º do CC) e, portanto, em virtude da imperatividade, da norma expressa no artigo 27.º n.º1 da Lei 28/98, não podem ser superiores ao limite máximo que aí está fixado. Existem autores que procuram emendar a decorrência desta solução legal, afirmando que são cláusulas liberatórias, que consistem na “compra” pelo praticante/trabalhador do seu direito de denúncia do contrato, considerando que não existe qualquer incumprimento, o que impossibilita a recondução destas cláusulas à modalidade de cláusulas penais. Esta é a interpretação que o sistema jurídico impõe, porque resulta do artigo 26.º da Lei 28/98, que a denúncia como forma de cessação do contrato de trabalho desportivo, e só pode ser permitida durante o período experimental, logo qualquer outra forma de cessação, antes do término estabelecido, que não apoie numa justa causa, terá de ser considerada uma resolução ilícita do contrato, o que, por sua vez, obriga a considerar que qualquer cláusula rescisão seja considerada uma verdadeira cláusula penal. 57
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«Cláusulas de rescisão» no contrato de trabalho desportivo

«Cláusulas de rescisão» no contrato de trabalho desportivo

assim, do art. 17.º do regulamento de Transferências da FIFA, designadamente quando o atleta em sequência da rescisão sem justa causa se venha a transferir para outro clube português, ou para um clube não-português, respetivamente. Deste modo, as partes pretendem não só evitar a fixação do quantum indemnizatório por uma terceira entidade como, bem assim evitar os incómodos que tal possa acarretar, nomeadamente com a demora na prolação de decisão. Nas palavras de JOSÉ MARÍA GONZÁLEZ DEL RÍO, El deportista pofesional ante la extinción del contrato de trabajo deportivo, p.385: «Definitivamente, tanto na cláusula de rescisão como na cláusula penal procura-se fixar convencionalmente a liquidação antecipada dos danos causados com o objetivo de evitar os inconvenientes da prova de dano e da sua quantia. Em ambos os casos, e ao abrigo da autonomia negocial das partes, pretende-se estabelecer um modo de responsabilidade distinto do legal.» Indo até mais longe ao sustentar que, por isto, «visto que a finalidade e o conteúdo é o mesmo, é lícito aplicar o regime jurídico da cláusula penal à cláusula de rescisão.»
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Pobreza típica… de trabalho atípico — Outubro Revista

Pobreza típica… de trabalho atípico — Outubro Revista

No passado, a pobreza estava quase sempre associada aos países menos industrializados, menos desenvolvidos e mais marginalizados, do sistema econômico de desenvolvimento. Tratava-se, e[r]

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A solução para um projeto sustentável no desenvolvimento de produtos

A solução para um projeto sustentável no desenvolvimento de produtos

Totalmente integrado ao processo de projeto, o SolidWorks Sustainability reside no Painel de Tarefas do SolidWorks, de forma que a avaliação pode se tornar uma etapa natural e fácil do seu fluxo de trabalho. Os dados de sustentabilidade são automaticamente armazenados no arquivo do modelo como informações de engenharia padrão para o seu projeto, de forma que ele possa ser facilmente compartilhado com outros.

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Douglas Uemura Nunes Naercio Aquino Menezes Filho Bruno Kawaoka Komatsu

Douglas Uemura Nunes Naercio Aquino Menezes Filho Bruno Kawaoka Komatsu

No presente trabalho utilizaremos a metodologia de Shimer (2007) para a recuperação dessas duas probabilidades a partir de medidas discretas de estoque disponíveis pela PME. Esse modelo de tempo contínuo evita explicitamente o viés de agregação temporal, que ocorria se fizéssemos a inferência das probabilidades através das variações de estoques totais de trabalhadores e desocupados entre dois instantes no tempo. A causa do viés é de que alguns indivíduos podem mudar de estado mais de uma vez, entre os dois instantes em que as medidas foram realizadas. Por exemplo, um trabalhador pode deixar um emprego e encontrar outro em um mesmo mês, e esta transição não seria captada na avaliação da mudança dos estoques entre um período e outro. Esse tipo de problema de medição levaria a um viés anticíclico da probabilidade de desligamento, uma vez que em períodos recessivos a taxa de admissão diminuiria. Em consequência, haveria menos chances de um trabalhador que perde o emprego de encontrar outro emprego no mesmo período e, assim, mais chances de ter o desemprego medido pela pesquisa. Por outro lado, como a probabilidade de desligamento é comparativamente pequena, o viés do lado das admissões seria também relativamente pequeno.
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Capital, força de trabalho e relações de gênero — Outubro Revista

Capital, força de trabalho e relações de gênero — Outubro Revista

Outras também haviam observado isso, mas, diferentemente dessas teóricas do trabalho doméstico, a avaliação de Vogel não a leva a argumentar que a base sócio-material da opressão às mulheres pode ser encontrada nas relações de gênero dentro do lar. Ainda que a família seja fundamental para a opressão às mulheres na sociedade capitalista, o pivô desta não é o trabalho doméstico das mulheres para os homens ou para as crianças, por mais opressivo ou alienante que ele seja. Em vez disso, a opressão gira em torno da importância social do trabalho doméstico para o capital – o fato de que a produção e reprodução da força de trabalho é uma condição essencial que reforça a dinâmica do sistema capitalista, possibilitando que o capitalismo se reproduza. E, ainda que ele não tenha que ser realizado no interior do lar, – orfanatos públicos ou privados, por exemplo, assumem a responsabilidade de reproduzir força de trabalho também – o fato de que é um assunto predominantemente privado, doméstico, realizado de acordo com o fato biofísico de que a procriação e a amamentação requerem corpos sexuados-femininos, explica por que existem pressões sobre a família para estar em conformidade com a desigualdade de normas de gênero. Em outras palavras, as mulheres são oprimidas na sociedade capitalista não porque seu trabalho em casa produz valor para o capital, nem por causa de um impulso patriarcal trans-histórico que coloca homens contra mulheres (embora tais atitudes, evidentemente, persistiram ao longo do tempo e do espaço). As raízes sócio-materiais da opressão às mulheres sob o capitalismo têm a ver, na verdade, com a relação estrutural do lar com a reprodução do capital: o capital e o Estado precisam conseguir regular sua capacidade biológica de produzir a
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As novas faces da subordinação no contrato de trabalho

As novas faces da subordinação no contrato de trabalho

IV - É de qualificar como de prestação de serviços o contrato no âmbito do qual o Autor, ao serviço da Ré, procedeu, ao longo de seis anos, a peritagens de avaliação de danos em veículos automóveis, utilizando, em regra, material de escritório e equipamento informático pertencente à Ré, disponível nas instalações desta, num quadro em que: a retribuição foi estabelecida, em quantia certa, para cada peritagem, sendo os pagamentos efectuados mensalmente, em função do número peritagens, contra a emissão de “recibos verdes”; o Autor não estava sujeito ao cumprimento de horários estabelecidos pela Ré, nem a qualquer controlo de assiduidade ou absentismo, nem a justificar ausências do serviço; apenas comparecia nas instalações da Ré o tempo indispensável para receber as encomendas e entregar os relatórios – embora a tal não fosse obrigado, pois, se quisesse, podiafazê-lo, por fax ou utilizando meios informáticos; não estava obrigado a aceitar realizar todas as peritagens encomendadas, pois, caso não tivesse disponibilidade, bastava- lhe, sem necessidade de apresentar justificação, avisar a Ré, que procurava outros peritos; marcava as suas próprias férias, avisando, com antecedência, a Ré, sem necessidade de aprovação por parte desta; utilizava viatura própria nas deslocações em serviço, suportando
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Acidentes de trabalho não fatais: diferenças de gênero e tipo de contrato de trabalho.

Acidentes de trabalho não fatais: diferenças de gênero e tipo de contrato de trabalho.

ças não estatisticamente significantes. Tam- bém digno de nota são os maiores riscos para mulheres TSC que trabalham em empresas/fir- mas quando comparadas aos homens (p = 0,12), achado restrito aos trabalhadores sem contrato de trabalho. Quando se analisam os resultados para os TCC, verifica-se que homens se aciden- tam mais comumente do que as mulheres, no ramo de serviços gerais/domésticos (p < 0,06) e de saúde (p < 0,04). Estas diferenças podem estar sendo causadas por distinções de gênero nas tarefas desempenhadas por esses trabalha- dores, ainda que no mesmo ramo de atividades. A comparação da ocorrência de acidentes de trabalho não fatais entre trabalhadores com carteira e sem carteira mostra que também não houve diferenças significativas, apesar de esses grupos diferirem na sua composição demográ- fica, social e ocupacional. Encontrou-se que, entre mulheres TSC, não existem diferenças significativas na incidência de acordo com da- dos sócio-demográficos, à exceção do maior risco entre as de cor negra. Isto pode represen- tar maior exposição a riscos de acidentes des- tes grupos resultante de acesso diferencial a ocupações menos qualificadas, e, portanto, de maior perigo para acidentes, por parte das mulhres de cor negra. Como é óbvio, os mais importantes preditores de acidentes de traba- lho são ocupacionais, especialmente o ramo de atividade, ocupação e tarefas desenvolvidas. Neste estudo, verifica-se que trabalhadoras sem contrato de trabalho têm maior risco de acidentes não fatais do que as demais trabalha- doras, quando é considerado o ramo do comér- cio. Nos demais ramos as diferenças são pe- quenas ou podem ter ocorrido em conseqüên- cia de variações aleatórias devido ao escasso número de indivíduos nos grupos em compa- ração.
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O CONTRATO DE TRABALHO INTERMITENTE À LUZ DA REFORMA TRABALHISTA.

O CONTRATO DE TRABALHO INTERMITENTE À LUZ DA REFORMA TRABALHISTA.

Em meio as variadas novidades trazidas pela Lei n° 13.467/2017 inseridas na CLT, conhecida como “Reforma Trabalhista”, focaliza-se sobre uma modalidade contratual que não existia: o contrato de trabalho intermitente. Tal regulamentação teve o objetivo de diminuir os índices de desemprego, bem como tirar o trabalhador da informalidade, visto que esta modalidade de trabalho já era praticada, porém não estava prevista na legislação brasileira. No entanto, a nova categoria de trabalho tem a jornada e o salário bem flexíveis de acordo com a solicitação do empregador, de modo que poderá haver a recusa do empregado diante desta solicitação. A finalidade do respectivo estudo é analisar a legislação brasileira referente ao trabalho intermitente, e todas as suas circunstâncias, mostrando-lhe benefícios e malefícios tanto do empregado como do empregador, seus requisitos legais, e eventuais lacunas deixadas na nova legislação, averiguando se esta nova modalidade seria eficaz a ponto de cumprir com o objetivo da Lei n° 13.467/2017 que seria de baixar os índices de desemprego e tirar o empregado da informalidade. Diante da presente pesquisa, conclui-se que, o contrato intermitente tem tendência a precarização do trabalho, visto que sua flexibilidade compromete a prestação de serviço e consequentemente o salário, ou seja, é permitido contrato de trabalho sem contraprestação pecuniária, sem qualquer garantia de renda. Ademais, a Lei foi omissa em relação a pontos importantes da contratação. Verifica-se, portanto a necessidade de aprimoramento para minimizar a precarização do trabalho do intermitente.
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Organização do trabalho do professor : jornada, contrato e conflitos trabalho-família

Organização do trabalho do professor : jornada, contrato e conflitos trabalho-família

Barbosa e Silva (2009) estudaram a intensificação do trabalho docente na rede pública do Distrito Federal através de análise documental, observação e entrevistas com sete professoras de uma escola do ciclo I do fundamental com mais de dez anos na função. As autoras comentaram que a intensificação é decorrente de demandas institucionais, como: participação na gestão escolar, mudanças culturais e na família, novos esquemas pedagógicos usados nas escolas públicas e exigências da Secretaria da Educação, incluindo burocráticas e de desenvolvimento de atividades variadas com alunos que apresentam dificuldades. No âmbito de intensificação individual, elas citaram a necessidade de cuidar da segurança dos alunos, de afetividade com os mesmos, de formação continuada e de buscar maneiras alternativas de conseguir recursos e materiais para a escola. Tudo isso gera uma sobrecarga de trabalho para o professor.
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A incapacidade temporária por doença no contrato de trabalho

A incapacidade temporária por doença no contrato de trabalho

Em 1883, na Alemanha, inicia-se a concepção do sistema de previdência social moderno para a proteção ao trabalhador incapacitado. Essa proteção social se alastra por diversos países e, em 1919, forma-se a Organização Internacional do Trabalho. Diversas foram as convenções internacionais que trataram sobre o tema, a maioria não ratificadas pelo Brasil.

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DIREITO ECONÔMICO E O CONTRATO INTERNACIONAL DE TRABALHO

DIREITO ECONÔMICO E O CONTRATO INTERNACIONAL DE TRABALHO

no texto da Lei Maior, imaginar, por exemplo, que o estabelecido no artigo 114 da Constituição Federal, em seus parágrafos 1.º e 2.º, representaria invasão de competência constitucional do Poder Legislativo, pelo simples fato de a Constituição delegar o estabelecimento de normas e regras ao Poder Judiciário, confundindo-se tal possibilidade com aquela de produzir normas e regras legislativas no sistema jurídico. É que as normas constitucionais, que possuem uma pluralidade de sentidos, devem ser aplicadas com os princípios gerais informadores da Constituição Federal. É claro que a competência da União está restrita à criação de normas e regras sobre Direito do Trabalho, na conformidade de como for estabelecido pelo processo legislativo ordinário. Mas, como veremos adiante, não há nos preceitos estabelecidos no artigo 114 qualquer modalidade “legiferante”, como equivocadamente procuraram alguns interpretar. Em verdade, um dos princípios fundamentais que informam o regramento da Lei Maior é o da indelegabilidade das competências fundamentais, muito embora lá ou cá possa ocorrer, por exceção, a produção de regras legislativas pelo Judiciário, como também judicantes pelo legislativo, ou legislativas pelo executivo, como melhor examinaremos mais adiante. Para que não se incorra nos erros de interpretação só justificáveis aos olhos de um leigo, é preciso saber que um princípio jurídico-constitucional é, sem dúvida, uma norma jurídica qualificada, eis que, tendo âmbito de validade maior, orienta a atuação de outras normas, mesmo as de nível constitucional.
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OS EFEITOS DO RECEBIMENTO DOS BENEFÍCIOS PREVIDENCIÁRIOS NO CONTRATO DE TRABALHO

OS EFEITOS DO RECEBIMENTO DOS BENEFÍCIOS PREVIDENCIÁRIOS NO CONTRATO DE TRABALHO

A Constituição de 1934 trazia alguns direitos para os trabalhadores nos artigos 120 e 121, como: "a lei assegurará a pluralidade sindical e a completa autonomia dos sindicatos" (art. 120, parágrafo único, de 16.07.1934); proibiram-se as diferenças salariais com base em diferenças de sexo, idade, nacionalidade ou estado civil. Foram estabelecidos salários mínimos regionais; jornada de trabalho de oito horas; descanso semanal; férias anuais remuneradas; indenização ao trabalhador em caso de demissão sem justa causa; regulamentação das profissões; proibição do trabalho a menores de 14 anos, de trabalho noturno para menores de 16 anos, de trabalho reconhecidamente nocivo à saúde aos menores de 18 anos e às mulheres (art. 121).
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OS EFEITOS DA EXTINÇÃO DO CONTRATO DE TRABALHO POR DEMISSÃO DO EMPREGADO

OS EFEITOS DA EXTINÇÃO DO CONTRATO DE TRABALHO POR DEMISSÃO DO EMPREGADO

Esta modalidade de resilição contratual existente no Direito do Trabalho, resultante de ato unilateral praticado pelo empregador, define a característica principal de resilição contratual por ato empresarial, denominada dispensa injusta. O Direito do Trabalho estabelece que nos casos de denúncia vazia do contrato de trabalho, quando praticado por ato de vontade do empregador, consiste na modalidade de ruptura contratual mais onerosa de resilição contratual existente no direito brasileiro, obriga o devedor da prestação jurisdicional ao pagamento de um maior número de parcelas rescisórias, comparado com os demais tipos de extinção contratual previstos no direito brasileiro; podemos então citar como verbas salariais decorrentes da ruptura injusta as seguintes parcelas: Férias vencidas e proporcionais acrescidos de 1/3, aviso prévio de trinta dias, 13º salário proporcional, liberação do saldo do FGTS, com acréscimo de 40% sobre os depósitos e demais parcelas próprias a resilição unilateral quando couberem, bem como, emitir documentos para que o empregado possa se habilitar ao recebimento do seguro- desemprego quando couberem, ficando também obrigado a cumprir demais regras administrativas como providenciar a baixa da CTPS do empregado, a emissão do Termo de Rescisão Contratual.
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Jornalismo desportivo

Jornalismo desportivo

pp. 121-122) existe uma crença generalizada relativa à prática do jornalismo desportivo por parte de qualquer um, como se de um passatempo, que não necessita preparação prévia, se tratasse. Nesta linha de pensamento, o autor espanhol reconhece que muitos recetores deste género jornalístico “conhecem sobre o assunto, em teoria, quase tanto como os próprios jornalistas (…), parecendo até enciclopédias vivas pela quantidade de dados, datas, nomes, etc.”. Será isso suficiente? No seu entender, não, pois “falta-lhes o contacto permanente com os protagonistas desportivos, nos diversos ambientes onde eles desenrolam a sua atividade. Para além disso, o jornalista desportivo deve mostrar-se imparcial nas suas análises, algo não muito fácil para os aficionados”. Torralbo (apud. Cardoso, 2017, p. 20) recorre à influência desportiva na infância para explicar o quão ardiloso se pode tornar mais tarde. “O profissional que opta por seguir nesse segmento certamente tem no desporto a sua paixão, algo que faz a sua vida ter sentido desde os tempos que aprendeu a andar e brincar com uma bola”. Esta paixão, muitas vezes desmedida, pode tornar o jornalismo desportivo “fascinante, mas, também, traiçoeiro”.
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Design de Malhas Multifuncionais  para  Utililização em  Vestuário Desportivo

Design de Malhas Multifuncionais para Utililização em Vestuário Desportivo

Sabendo que para o vestuário desportivo é indispensável um produto que corresponda às necessidades específicas do desportista e, uma vez que, durante as atividades desempenhadas são muitas as reações fisiológicas do corpo humano, verifica- se a pesquisa e o produto desenvolvido de elevada importância, pois o mercado desportivo de futebol profissional demanda para a confecção de suas T-shirts uma combinação de fibras que atuem pontualmente em resposta a essas reações fisiológicas e, também, aumente o desempenho dos seus atletas. Tendo sempre em vista a maximização do desempenho do atleta, tem-se destacado nos últimos tempos, no mercado desportivo, o desenvolvimento de artigos de vestuário para segmentos específicos, nomeadamente para o futebol. Das mais recentes inovações, podem citar-se as T-shirts junto ao corpo, sem costura (a junção das partes da peça é feita por termocolagem) e produzidas com materiais que favorecem o controle da umidade. Estas características, para além de satisfazerem e proporcionarem conforto ao utilizador funcionam igualmente como fortes fontes de estratégias de marketing, publicidade e venda.
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Fábio de Salles Meirelles

Fábio de Salles Meirelles

Todos os indicadores mencionados no capítulo anterior e a metodologia descrita aqui foram definidos de forma a atender características que devem ser valorizadas em estudo de mercado de trabalho, tais como: rapidez na obtenção dos dados, aplicabilidade pela Instituição, facilidade na interpretação e utilização, possibilidade de atualização constante, objetividade, com foco no SENAR; priorize os valores, os costumes, a produção e a produtividade locais, fidedignidade e que possam representar a crescente competitividade do setor agropecuário.

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Jornalismo Desportivo

Jornalismo Desportivo

Como qualquer profissional da classe, o jornalista desportivo está sujeito a diferentes tipos de pressão: a primeira decorre logo dos próprios adeptos, que vibram com as atividades do seu clube, tendo sempre uma opinião abonatória ou contestatária em relação àquilo que é noticiado sobre o mesmo. De assinalar ainda a pressão provocada pelos dirigentes dos clubes. Thakur (2010) considera que, por vezes, os jornalistas desportivos têm de enfrentar deadlines ainda mais curtos do que os jornalistas generalistas, decorrente da grande parte dos espetáculos desportivos acontecer à noite, colidindo, assim, com a hora de fecho habitual dos jornais diários. O trabalho de investigação do jornalista deve ser o mesmo que o de qualquer colega de profissão, ou seja, o jornalista desportivo deve confirmar e reconfirmar as suas informações com o maior número possível de fontes. Segundo um estudo de Knoppers e Elling (2004), a palavra “objetividade” é a primeira e a mais usada pelos jornalistas para descrever o seu critério ao noticiar um evento desportivo. A objetividade poderá estar eventualmente condicionada porque o jornalista pode ser adepto de determinada equipa. Para Paulo Vinícius Coelho (2003, pp.58-59), o jornalista desportivo não deve envergonhar-se de apoiar o seu clube, mas o que deve ser fator de vergonha “é enganar-se na informação. Mentir sobre uma coisa que diz respeito à sua própria vida é esquecer-se do maior compromisso do jornalista: o compromisso com a verdade”. Assim, para Vinícius Coelho, o jornalista deve assumir a sua cor ou cores futebolísticas, o que não impede que continue a demonstrar o seu profissionalismo e parcialidade no tratamento noticioso. “Oferecer conteúdo crítico e impopular junto das audiências desses clubes ou, em alternativa, sucumbir e render-se a um jornalismo populista que pode hipotecar a reputação da profissão”, é um dilema apontado por Rui Novais (2010, p.15). No jornalismo desportivo existe o risco permanente de ser ultrapassada a barreira do profissionalismo, sobretudo quando os jornalistas são, constantemente, designados para acompanhar a rotina diária de um clube, possibilitando a criação de uma relação de proximidade com as fontes de notícia. “A amizade não combina com o jornalismo” (Coelho, 2003, p.74), mas por outro lado “ajuda muito a conseguir informações de cocheira antes dos demais colegas” (Coelho, 2003, p.74). O mesmo autor diz que “muitos jornalistas não conseguem separar amizade do relacionamento profissional. Não é raro ouvi-los a elogiar jogadores por conta apenas da amizade”. A estreita relação entre o jornalista com atletas, treinadores ou dirigentes remete-nos para a teoria de Herbert Gans 13 (apud Ribeiro, 2006, p.23)
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