Controle da inflação

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O controle da inflação brasileira e os seus efeitos sobre a renda real da população

O controle da inflação brasileira e os seus efeitos sobre a renda real da população

A estabilidade monetária obtida com o Plano Real não beneficiou as classes sociais de modo uniforme. A inflação alta era mais severa com as famílias mais carentes em parte porque estas tinham menos acesso a instrumentos financeiros que impedissem a perda do poder de compra da moeda. Além disso, conforme a inflação se acelerava, os mecanismos de indexação dos salários ofereciam proteção menos eficaz aos trabalhadores, que incorriam em maiores perdas entre os reajustes. No mesmo sentido, o mercado de crédito ao consumidor, contido pelo ambiente inflacionário, limitava-se às famílias de renda e garantia mais altas. Desta forma, o controle da inflação favoreceu mais os segmentos de mais baixa renda.( SILVA E FONSECA, 2011, p.96).
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Políticas não monetárias de controle da inflação: uma análise da economia brasileira na década de 2000

Políticas não monetárias de controle da inflação: uma análise da economia brasileira na década de 2000

Medidas de desenvolvimento em infraestrutura mostraram-se também importantes para controle da inflação, como foi o caso do investimento em hidrelétricas, que possuem um custo marginal muito inferior às termelétricas, logo trabalham com um preço final mais acessível. Outro exemplo de medida de desenvolvimento que poderia ser tomada seria a ampliação da malha ferroviária ligando os Estados brasileiros, ou, em menor grau de eficiência, a melhoria das condições das rodovias. Isto aumentaria a produtividade das empresas distribuidoras de insumos agrícolas e industriais, e reduziria o custo médio de vários outros setores que utilizam tais insumos. Investimento em portos, aeroportos, diminuição da burocracia para liberar produtos presos na alfândega, são mais alguns exemplos onde os ganhos de produtividade poderiam ser divididos entre empresários, trabalhadores e consumidores.
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A importância do Plano Real no controle da inflação e seus impactos na economia, entre 1994 a 1998

A importância do Plano Real no controle da inflação e seus impactos na economia, entre 1994 a 1998

2- O fato do Plano Real ter alcançado seu principal objetivo que foi transformar uma economia com altas taxas de inflação, fortemente indexada, para uma outra em que se convive com preços baixos, estabilidade inflacionária e sem indexação.Com o controle da inflação a sociedade teve implicações positivas com a diminuição dos índices de pobreza. Entretanto facetas até então ignoradas passaram a ter uma importância no cenário nacional, como a existência de desemprego, a ocorrência de grades bolsões de trabalho informal, e baixos níveis de salários real e produtividade do trabalho.
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A inflação brasileira na década de 2000 e a importância das políticas não monetárias de controle.

A inflação brasileira na década de 2000 e a importância das políticas não monetárias de controle.

Finalmente, dependendo das prioridades do governo, o aumento dos preços relativos dos serviços não monitorados pelo governo pode ser encarado como um dado, e não combatido diretamente. Contudo, outras medidas compensatórias podem ser adotadas para evitar que tal processo de aumento do SM pressione a inflação, gerando a necessidade de aumentos da taxa de juros e de outras políticas de contenção de demanda agregada. Como vimos, a contenção da demanda pode levar a uma queda do crescimento do salário médio ameaçando então a própria escolha de uma política de redistribuição (nesse caso, funcional) da renda. Para uma dada inflação importada, a pressão dos preços dos serviços não monitorados pelo governo pode gerar um conflito inter-salarial (wage-wage) caso exista uma reação dos salários industriais ou do setor agropecuário acima do crescimento da produtividade em seus setores. Porém, quando existe uma reação de política econômica contracionista, os salários não vinculados à política de SM são acomodados, perdendo a disputa por maior participação na renda, para dada inflação importada. Dessa forma, passamos a discutir na próxima seção algumas dessas medidas adicionais que podem ser auxiliares no controle da inflação.
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Um modelo de controle ótimo em sistemas econômicos dinâmicos para avaliação do regime de metas de inflação em países emergentes

Um modelo de controle ótimo em sistemas econômicos dinâmicos para avaliação do regime de metas de inflação em países emergentes

Na década de 1990, diversos países passaram a anunciar metas de inflação como o principal componente da política monetária. No início de 2005, oito países industrializados e treze países emergentes adotavam o regime de metas de inflação e a inflação diminuiu nos dois grupos (Mishkin e Schmidt-Hebbel, 2005). Segundo Masson, Savastano e Sharma (1997), dificuldades em conduzir a política monetária via agregados monetários e via regime de câmbio fixo foram as principais causas para a adoção do regime de metas pelos países industrializados. A adoção do regime de metas também está associada à percepção de que o regime de metas é capaz de melhorar o controle da inflação e aumentar a transparência e a credibilidade da política monetária. Svensson (1997), por exemplo, defende que o regime de metas de inflação produz resultados mais eficientes quando comparado com o regime de metas monetárias. Fraga, Goldfajn e Minella (2003) indicam que os países que adotaram o regime de metas de inflação foram bem-sucedidos na redução da inflação. Entretanto, essa percepção não é unanimidade na literatura econômica. Segundo Masson, Savastano e Sharma (1997), a década de 1990 foi um período favorável para a redução da inflação, independente da adoção ou não do regime de metas. Também existe a questão se a redução da inflação ocorreu devido uma mudança de comportamento dos bancos centrais ou se o regime de metas favorece uma combinação de menor inflação e menor sacrifício do produto agregado.
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A descoberta da inflação inercial

A descoberta da inflação inercial

Nós tínhamos uma nova teoria para explicar a inflação no Brasil. Essa teoria – a teoria da inflação autônoma ou inercial – não apenas decifrava um quebra-cabeça importante, mas, adicionalmente, sugeria que a solução do problema, embora difícil, não era tão custosa quanto a teoria econômica ortodoxa supunha, porque não implicava em violenta redução da demanda. Minhas próprias idéias sobre a inflação brasileira tinham origem no pensamento estruturalista latino-americano e, principalmente, em Ignácio Rangel, meu velho mestre e amigo. Seu livro A Inflação Brasileira (1963), que li no anos 60, foi uma revelação para mim. Era um passo adiante em relação às teorias estruturalistas. Ele aceitava a idéia de que a inflação tivesse origem em pontos de estrangulamento na oferta de certos bens, mas sua ênfase era outra. Rangel via a inflação como um mecanismo de defesa da economia, como uma forma através da qual os ciclos econômicos eram moderados e se mantinha a taxa de investimento elevada. Enquanto a teoria convencional e a teoria estruturalista da inflação supõem que esta seja em princípio de demanda, acelerando-se nos momentos de expansão da economia, Rangel dava ênfase ao lado da oferta e, supondo certo poder monopolista das empresas, afirmava que estas, diante das crises ou ameaças de crise, procuravam proteger sua taxa de lucro através do aumento administrado dos preços. Em conseqüência, a inflação se acelerava na recessão para acomodar as demandas dos agentes econômicos que viam seus lucros diminuírem. Isto lhe permitiu formular um padrão cíclico que depois ficou conhecido como a ‘curva de Rangel’ – uma curva mostrando que, no médio prazo, a inflação tem uma relação inversa – ao invés de direta, como pretende a teoria convencional – com o crescimento. 6 Desde os anos 50, verificava-se que quanto maior o crescimento, menor a inflação, e vice-versa. A explicação de Rangel para esse comportamento da inflação era a de que a inflação é essencialmente um sintoma da crise – é um mecanismo de defesa da economia contra a própria crise. No curto prazo, o
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Decompondo a Inflação Implícita .

Decompondo a Inflação Implícita .

Portanto, embora a hipótese de Fisher seja falha e, como demonstrado por Vicente e Guillen (2013), a inflação implícita não capture adequadamente a dinâmica da inflação futura, o principal[r]

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A descoberta da inflação inercial.

A descoberta da inflação inercial.

Na verdade, um sistema de guias de preço só pode eventualmente fun- cionar quando a infl ação for sufi cientemente pequena, porque nesse caso as possíveis perdas das empresas que seguirem os guias de preços defi nidos pelo governo serão pequenas se os demais não as seguirem. Pensemos em uma infl ação de 3% ao mês e outra de 30% ao mês. E suponhamos que, através de guias de preço, pretendemos zerar a infl ação em 10 meses, re- duzindo 0,3 ponto percentual nos aumentos de preço no primeiro caso, e 3 pontos percentuais no segundo caso. No primeiro caso, os empresários não terão difi culdade em seguir os guias. Se no primeiro mês aumentarem seus preços em apenas 2,7% enquanto os demais, na média, voltam a aumentar 3%, seu prejuízo será pequeno. No segundo caso, entretanto, o prejuízo do não cumprimento dos guias será 10 vezes maior. É muito provável que o empresário não aceite o risco de seguir os guias de preços no segundo caso. No trabalho que estávamos escrevendo, “Política administrativa de controle da infl ação”, colocamos as duas alternativas. A proposta de congelamento foi defi nida como a segunda alternativa, caso a infl ação continuasse a se acelerar. Chamamos nossa proposta de solução heroica de controle da infl a- ção. O artigo foi publicado na Revista de Economia Política em julho de 1984. Um mês depois é publicado no boletim do Conselho Regional de Economia um pequeno artigo de Francisco Lopes com uma proposta fi rme e corajosa de congelamento, que chamou de choque heterodoxo. Não creio que ele te- nha lido nosso artigo antes de escrever sua nota. O fato é que o artigo cha- mou a atenção e o nome “pegou”, passando a ser usado universalmente.
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Inflação e o Plano FHC

Inflação e o Plano FHC

UNDERINVOINCING OF EXPORTS, OVERINVOINCING OF llviPORTS, ANO THE DOLLAR PREMIUN ON THE BLACK MARKET - Fernando de Holanda Barbosa, Rubens Penha Cysne e Marcos Costa Hola[r]

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Análise de investimentos e inflação

Análise de investimentos e inflação

A partir deste conceito determina-se a parçela rea lizada do lucro inflacionário, representada pela relação percentual entre o lucro inflacionário do per,íodo sobre o valor .do ativo per[r]

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Inflação: Seus Problemas e Soluções

Inflação: Seus Problemas e Soluções

Faz-se mister, urgentemente, ganhem principalmente as cúpu­ las, nova orientação alicerçada na verdade e na exata realidade, se convencendo do lamentável equivoco em que estão mergulha­ das, para partirem para nôvo equacionamento do problema brasi­ leiro, alcançando uma solução mais satisfatória e justa para todos. Não queremos, com isso, dizer que não haja inflação no Brasil. Não! Apesar de reconhecermos que, em determinadas ocasiões e sob determinados aspectos especiais, poderíamos afir­ mar o contrário.
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Fim da CPMF e inflação

Fim da CPMF e inflação

No setor de eletroeletrônicos, a CPMF tinha custo tributário de 1,74% sobre o faturamento, mas seus preços aumentaram 0,11%; na indústria automobilística, o tributo pesava 1,69% e houve inflação de 0,26%; na indústria farmacêutica, o tributo representava 1,49%, mas o IPCA registrou 0,15%. Na área de transportes, que tem peso elevado para os consumidores, a CPMF representava 1,33%, mas os preços aumentaram 0,4%; e, nos serviços pessoais, em que o ônus do tributo era de 1,31%, os preços cresceram 0,64%.

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Inflação e flexibilidade salarial

Inflação e flexibilidade salarial

Em geral argument a-se que fricções nominais no mercado de t rabalho, em especial rigidez para baixo dos salários nominais, gerariam excessiva flut uação no emprego [To- bin (1972), Card & Hyslop (1996), Shea (1997)]. Indivíduos at ingidos por choques negat ivos t eriam seus salários reais diminuídos mais rapidament e, facilit ando o ajust e do mercado de t rabalho. Dest e modo, uma pequena t axa de inflação poderia “ lubri- ficar as engrenagens” do mercado de t rabalho, reduzindo o desemprego friccional 1 .

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Inflação: o momento brasileiro

Inflação: o momento brasileiro

-~a de juros em relação zyxwvutsrqponmlkjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA à taxa de equilíbrio é explicada pela difi-.. .culdade dos bancos a se ajustarem rapidamente as flutuações do[r]

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Uma resenha das teorias de inflação

Uma resenha das teorias de inflação

equilíbrio para a taxa de inflação, proporcional ã taxa de expansão da moeda. No entanto, este ajustamento não se verifica instantãnea-.. mente.. lidade da função d[r]

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Inflação e Política de Rendas

Inflação e Política de Rendas

priedade da equação da taxa de inflação é de que a estabilida- de do processo inflacionário depende dos toef~cientes de rea- limentação, que por sua vez estão as[r]

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O Binônimo: Inflação-Desenvolvimento

O Binônimo: Inflação-Desenvolvimento

Concluindo suas considerações diz o Conselho de Ministros: “Não reconheço como válida qualquer tese que pre­ tenda opor a estabilidade monetária ao desenvolvimento. Ao contrário: a estabilidade é o melhor clima para o desenvolvimento, e a nossa inflação não é um preço dêsse desenvolvimento, mas é em parte o resultado de tentar­ mos financiar investimento por métodos inflacionários. De nos preocuparmos mais com o investimento do que com a poupança que o condiciona. De agravarmos as pressões inflacionárias decorrentes dos investimentos, alongando o prazo de sua maturação pela incapacidade de optar, atacando simultâneamente um número exage­ rado de empreendimentos. Do planejamento insuficiente,
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As contas públicas e a inflação

As contas públicas e a inflação

Em julho de 1994 é implementado o plano Real, que se baseava em cinco fatores essenciais: zerar o déficit público, desindexar a economia, reindexar a economia de acordo com a taxa de câmbio, abrir a economia por meio da redução das tarifas de importação e aumentar acentuadamente as reservas internacionais, pois acreditava-se que com estas medidas a nova moeda criada, o Real, nasceria com um valor praticamente igual ao dólar. Desta vez a tentativa de conter o processo inflacionário foi bem-sucedida e a inflação cede e não retorna com força após alguns poucos meses.
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Regime monetário de meta de inflação em um ambiente de heterogeneidade de estratégias de formação de expectativas de inflação.

Regime monetário de meta de inflação em um ambiente de heterogeneidade de estratégias de formação de expectativas de inflação.

Uma adequada administração e ancoragem das expectativas dos agentes privados, formadores de preços ou não, em relação à in- flação futura é uma dimensão essencial do regime monetário de meta de inflação. Por sua natureza de indicador anteceden- te de riscos inflacionários futuros, tal como percebidos e esti- mados pelos agentes econômicos privados, essas expectativas fornecem informações fundamentais para a condução da polí- tica monetária. Na prática, especialmente em um regime mo- netário de meta de inflação, a expectativa de inflação dos agen- tes privados é uma variável que assume, seja implícita ou expli- citamente, o papel de meta intermediária da política monetária. 1 Por sua vez, as expectativas de inflação dos agentes privados são heterogêneas em uma dupla dimensão: não somente as expectati- vas individuais em si são diversas, mas, inclusive, e mesmo mais relevante do ponto de vista da necessidade de administração dessas expectativas por parte da autoridade monetária, também o são os mecanismos utilizados na sua formação. De fato, como devidamente reportado na seção seguinte, existem evidências empíricas robustas, obtidas através tanto de pesquisas de opinião como de experimentos de laboratório, não apenas de que essas duas dimensões da heteroge-
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