Cooperativas agrícolas - Participação social

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Desempenho econômico e participação social em cooperativas agropecuárias do Rio Grande do Sul

Desempenho econômico e participação social em cooperativas agropecuárias do Rio Grande do Sul

Contrariamente, ao estudar dezesseis das mais importantes cooperativas agrícolas do estado do Paraná, Bialoskorski Neto (2007) confirmou sua hipótese inicial de que o melhor desempenho econômico da cooperativa, ao contrário do que se discute, incentiva a diminuição da participação nas estruturas de governança e, portanto, não incentiva a transparência nas atividades de governança corporativa. Suas análises permitem considerar que há uma relação inversamente proporcional entre o desempenho econômico e a participação em AGO’s . Logo, uma discussão plausível é que, quanto maior é o sucesso econômico da cooperativa, essa poderá oferecer uma maior quantidade de serviços e benefícios disponíveis; desta maneira, maiores seriam também os custos de oportunidade de participação e, portanto, não haveriam incentivos para a participação social.
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Análise dos processos de crise nas cooperativas agrícolas do Nordeste do Brasil

Análise dos processos de crise nas cooperativas agrícolas do Nordeste do Brasil

Para Rios (1979), as cooperativas agrícolas nordestinas apresentam no seu quadro social uma estratificação social diversificada, onde, não raramente, prevalece a reprodução do coronelismo das elites locais. Nesses casos, apoiada numa estrutura de classes, a gestão passa a ser ocupada pelos proprietários de terra e pelas lideranças políticas locais, revelando-se como fonte de poder e de influência; o que tende a por em xeque o modelo cooperativo assentado na propriedade coletiva, gestão democrática e na repartição em comum. Assim, longe do ideal que move o cooperativismo, as políticas públicas, os empréstimos e a assistência técnica tendem a beneficiar, nesse modelo, o(s) “dono(s) da cooperativa” e não ao conjunto do seu corpo social. Assim, o fracasso de muitas coo- perativas agrícolas nordestinas associa-se à ausência de participação dos associados nos mecanismos de decisão socioeconômicos, concentrando o poder na mão de uma elite política e econômica que não representa o interesse do conjunto dos seus associados.
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O ESTUDO DE MATRIZES NA PERSPECTIVA DA EDUCAÇÃO DO CAMPO: PROBLEMATIZANDO O CONTROLE FINANCEIRO DE COOPERATIVAS AGRÍCOLAS

O ESTUDO DE MATRIZES NA PERSPECTIVA DA EDUCAÇÃO DO CAMPO: PROBLEMATIZANDO O CONTROLE FINANCEIRO DE COOPERATIVAS AGRÍCOLAS

Observamos que apesar dos estudos abordarem a necessidade de desenvolver uma Educação Financeira com jovens do campo, eles não avançam nos princípios da Educação do Campo. São princípios da Educação do Campo: I – respeito à diversidade do campo em seus diferentes aspectos: sociais, culturais, ambientais, políticos, econômicos, de gênero, geracional e de raça e etnia; II – incentivo à formulação de projetos político-pedagógicos específicos para as escolas do campo, estimulando o desenvolvimento social, economicamente justo e ambientalmente sustentável, em articulação com o mundo do trabalho; III – desenvolvimento de políticas de formação de profissionais da educação para o atendimento da especificidade das escolas do campo, considerando-se as condições concretas da produção e reprodução social da vida no campo; IV – valorização da identidade da escola do campo por meio de projetos pedagógicos com conteúdos curriculares e metodologias adequadas às reais necessidades dos alunos do campo; e V – controle social da qualidade da educação escolar, mediante a efetiva participação da comunidade e dos movimentos sociais do campo (BRASIL, 2010).
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Gestão social e participação nas decisões: estudos de caso em cooperativas de base social catarinenses

Gestão social e participação nas decisões: estudos de caso em cooperativas de base social catarinenses

O presente estudo teve como objetivo analisar a participação dos atores organizacionais nos pro- cessos de tomadas de decisão, a partir dos pressupostos da gestão social, em duas cooperativas de base social do Estado de Santa Catarina. Os procedimentos metodológicos utilizados seguiram uma abordagem qualitativa, aplicada por estudo de casos múltiplos, caracterizando-se ainda como uma pesquisa aplicada e descritiva. A coleta de dados foi realizada por meio da análise documental, observação e entrevistas semiestruturadas. Para a análise dos dados foram utilizadas as técnicas de análise de conteúdo e análise documental. O estudo permitiu constatar a coexistência de traços de gestão social e gestão estratégica (tradicional) em ambas as organizações estudadas. Verificou-se que a organização que experimentou maior processo de burocratização em suas estruturas ao longo do tempo apresenta menor interface com as orientações da gestão social, e, consequentemente, a parti- cipação dos atores organizacionais no processo decisório ocorre com intensidade menor. Enquanto a organização apresentou aspectos mais informais e distanciados de uma estrutura tecnoburocrática, a participação mostrou-se de forma mais evidente e efetiva, assim como as suas práticas de gestão em geral manifestaram maior convergência com os pressupostos de gestão social. Por fim, salienta-se que, independente das práticas de gestão utilizadas, as cooperativas estudadas configuram-se como exemplos de associativismo popular para o enfrentamento de demandas sociais, desempenhando um importante papel social na conquista da cidadania.
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Possibilidades e Limites das Ações de Responsabilidade Social em Cooperativas

Possibilidades e Limites das Ações de Responsabilidade Social em Cooperativas

Vale salientar que, apesar de terem sido entrevistados funcionários e membros da comunidade diretamente vinculados aos projetos de responsa- bilidade social da cooperativa em estudo, esse se constitui como estudo de caso, que visa a compreender uma realidade muito específica. O intuito não é de generalizações, como expõe Yin (2001), mas de casos específicos capa- zes de revelar novas teorias ou novas reflexões, como expressa Berg (2007). Para Stablein (2001), as pesquisas de cunho mais qualitativo visam a descobrir e comunicar uma realidade organizacional da maneira como ela é vivenciada pelos vários atores envolvidos. Sendo assim, no âmbito deste trabalho o processo de análise dos dados foi realizado pela técnica de análise de discurso. O discurso foi compreendido como construções ideológicas e sociais contidas no texto e enquanto materialização da fala, o que possibilita visualizar no corpus de entrevistas, a produção de sentidos, das práticas de responsabilidade social realizadas em uma cooperativa pela visão dos atores que nela estão envolvidos.
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A participação social e política

A participação social e política

No entanto, convergências e divergências não são lados opostos do mesmo movimento. As divergências são pensadas enquanto consequências de confi- gurações distintas, neste caso os países nas suas diferenças estruturais, geográficas e culturais, enquanto as convergências são vistas como resultados que se pro- duzem a partir de dinâmicas sociais similares. Deste ponto de vista, espera-se que a participação juvenil seja impulsionada pelo mesmo tipo de variáveis iden- tificadas pela literatura sobre a participação e a cultura cívica desde os estudos iniciais de Almond e Verba (1963) até à concetualização mais recente em torno do capital social. Variáveis relacionadas com este último, como o desenvolvi- mento socioeconómico ou a escolaridade, têm, quer em termos individuais, quer em termos agregados, impacto na participação social. Por exemplo, as so- ciedades mais escolarizadas teriam maior propensão para a participação do que as menos escolarizadas. O mesmo se passando com os indivíduos. As dinâmicas sociais que conduzem a uma maior ou menor participação seriam estrutural- mente as mesmas, excluindo-se, obviamente, os momentos de ruturas que têm um enorme impacto na aceleração da mudança social, como aqueles que foram observados aquando da transição para a democracia de muitos dos países ibero- -americanos. Fora de circunstâncias deste tipo, que parecem não afetar atual- mente nenhum desses países, a premissa segundo a qual a participação decorre de fatores estruturais – como o das desigualdades sociais – levaria a esperar nú- meros inferiores aos que se encontram noutras geografias, nomeadamente no espaço europeu, para o qual existem dados abundantes desde há bastante tempo sobre esta temática. Não se trata, evidentemente, de convocar comparações ainda mais alargadas do que aquelas com que nos confrontamos no espaço ibero-americano, mas apenas de sublinhar algumas ilações que decorrem das dinâmicas sociais presentes nas sociedades.
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Capital Social como fator de  das cooperativas , estudo de caso

Capital Social como fator de das cooperativas , estudo de caso

cooperação e ajuda mútua, agindo de forma democrática e participativa, com objetivos econômicos e sociais comuns cujos aspectos legais e doutrinários são distintos de outras sociedades. Modernamente o cooperativismo fundamenta-se na Economia Solidária; o cooperativismo se propõe a obter um desempenho econômico eficiente, através da qualidade e da confiabilidade dos serviços que presta aos próprios cooperados e aos usuários. Seus princípios gerais são: ajuda mútua e responsabilidade, democracia, igualdade, eqüidade e solidariedade, os princípios éticos que consolidam o cooperativismo: honestidade, transparência, responsabilidade social e preocupação para com o semelhante. Mundialmente, os fundamentos organizacionais são sete: 1) livre e aberta adesão dos sócios, a participação como membro se dá de forma voluntária; 2) gestão e controle democrático dos sócios (um homem, um voto); 3) participação econômica do sócio; 4) autonomia e independência; 5) educação, treinamento e informação; 6) intercooperação; as cooperativas trabalham em conjunto, através das estruturas locais, regionais, nacionais e internacionais, e, 7) interesse pela comunidade (CATALISA, 2007).
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PARTICIPAÇÃO E CONTROLE SOCIAL

PARTICIPAÇÃO E CONTROLE SOCIAL

Diante do questionamento sobre o exercício de suas atividades em comparação às funções sociais atribuídas aos conselhos de educação, o CEDF tem buscado uma nova dinâmica de funcionamento que priorize os princípios de participação e controle social. Embora isto ainda não se reflita na composição dos conselheiros, observa-se por parte do conselho um encaminhamento de sua intervenção com vistas a dar continuidade às políticas educacionais no Distrito Federal face à transitoriedade dos governos e interesses políticos. Destaca-se aqui o apoio do CEDF à proposta de Emenda à Lei Orgânica do Distrito Federal, apresentada pela Deputada Arlete Sampaio e outros, com o objetivo de alterar o artigo 244, que encontra-se em processo de tramitação. Conforme já abordado anteriormente, este artigo da LODF refere-se às atribuições bem como à composição e escolha dos conselheiros do CEDF. A proposta encaminhada tem por objetivo agregar aos critérios de indicação de membros a garantia da representatividade dos diversos segmentos e níveis da educação pública e privada do DF, bem como das entidades representativas da sociedade civil, tais quais as de trabalhadores em educação, de pais e alunos, e das mantenedoras de ensino.
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Cooperativismo e dinâmicas produtivas em zonas desfavorecidas: o caso das pequenas cooperativas agrícolas do Sul da França.

Cooperativismo e dinâmicas produtivas em zonas desfavorecidas: o caso das pequenas cooperativas agrícolas do Sul da França.

Este trabalho tem como objetivo identificar os arranjos produtivos desenvol- vidos pelos agricultores familiares no âmbito da unidade familiar e da cooperativa, avaliando seus impactos sobre o território em termos de criação/ampliação do capital social. Procura-se também identificar as estratégias utilizadas pelas coo- perativas para lidar com as adversidades locais, garantindo-lhes uma dinâmica particular. As cooperativas têm estimulado a mobilização dos sócios em torno de inovações organizacionais e tecnológicas? Quais os seus impactos em nível de ampliação do capital social e dinamização dos territórios? Essas questões são analisadas a partir de uma pesquisa de natureza qualitativa realizada no Sul da França, tendo como referência dois estudos de caso - Société coopérative agricole Fromagerie des Cévennes e Cooperativa Origine Cévennes. Em ambos, privilegia- ram-se o savoir-faire e o protagonismo dos atores locais; estes considerados, mais do que “objetos de estudo”, “sujeitos de seu próprio desenvolvimento”. O estudo revela os limites e poder de alcance de uma cooperativa, mesmo quando vitima- da por distâncias consideráveis dos centros de distribuição dos produtos, custos operacionais elevados, terras áridas e dificuldades de infraestrutura. Os casos são particularmente significativos para reforçar a importância do cooperativismo, sobretudo em áreas consideradas desfavorecidas.
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Divulgação da responsabilidade social das cooperativas agropecuárias brasileiras

Divulgação da responsabilidade social das cooperativas agropecuárias brasileiras

The dissemination of social commitment through the internet has been widely developed by organizations with the aim of benefiting both their internal and external audiences. In relation to cooperatives, communication with the community is more important in view of the relationship of social responsibility with cooperative principles. Thus, the objective of the study is to analyze the level of social responsibility information disclosed by Brazilian agricultural cooperatives in their institutional websites. In order to measure this level of information, the instrument developed by Muñoz and Valencia (2014) was adopted, and for the analysis of data besides descriptive statistics, factorial analysis was used, followed by cluster analysis. Institutional websites of 31 agricultural cooperatives listed in the ranking of Largest and Best Companies, prepared by Exame Magazine (2015), were analyzed. There was a great discrepancy in the level of information disclosed by cooperatives, since the disclosure of variables related to business identification and recognition prevails, and the way in which their social responsibility policy has been articulated is not addressed in most of the cooperatives studied.
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A Organização do Quadro Social na Interface entre Gestão Empresarial e Social de Cooperativas

A Organização do Quadro Social na Interface entre Gestão Empresarial e Social de Cooperativas

Cabe ressaltar que as informações referentes a este estudo estão delimitadas às especificidades das organizações estudadas e ao período em que foram coletadas. Neste sentido, não se pretende com esta pesquisa generalizar as informações para outras populações. Por outro lado, as in- formações deste trabalho suscitaram outras indagações, ou seja, as futuras pesquisas poderiam investigar se aqueles produtores rurais que participam dos trabalhos de OQS teriam melhores desempenhos do que aqueles que não participam, justamente por terem maiores possibilidades de acesso à informação, além de compreender como os agentes – produtores rurais, co- operativa singular, cooperativa central – podem ser entendidos como agindo em rede, investigando as questões relacionadas à confiança, à cooperação, às relações de poder, ao oportunismo, à competição e cooperação entre os elos da rede. No mais, espera-se que a temática deste artigo possa despertar a realização de outros acerca dos passos e percalços do equilíbrio dos fatores relacionados à gestão empresarial e social nas cooperativas.
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As cooperativas como agentes de empreendedorismo social na era da economia do conhecimento

As cooperativas como agentes de empreendedorismo social na era da economia do conhecimento

O empreendedorismo social é, hoje, uma realidade muito importante para o funcionamento das economias desenvolvidas, em grande parte porque a economia social tornou-se fundamental nas sociedades modernas como resultado, por um lado, do envelhecimento da população e, por outro, devido às dificuldades orçamentais atrás referidas. Neste contexto, o empreendedorismo passa a assumir um âmbito mais lato face à interpretação pioneira de Schumpeter, puramente centrada na criação de empresas orientadas estritamente pela maximização de lucro. Para além da inovação estritamente mercantil, tomamos igualmente como empreendedor o cidadão que, orientado por forte convicção pessoal e uma consciência social genuína, decide avançar com a implementação de um projecto economicamente sustentável e socialmente inovador; como seja um centro de dia para apoio às pessoas da terceira idade da sua freguesia rural, introduzindo actividades de animação e de valorização das aptidões cognitivas individuais desse público-alvo.
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O capital social como um dos fatores de  de cooperativas , estudo de caso

O capital social como um dos fatores de de cooperativas , estudo de caso

estrategicamente, pode-se tornar intransponíveis certos problemas burocráticos, comerciais, produtivos e de custos. A teoria do desenvolvimento endógeno, que teve sua gênese na década de 70, fundamenta-se no crescimento de dentro para fora, isto é, num processo endógeno de aumento da capacidade de agregação e expansão da produção. A comercialização envolve o mercado local, numa primeira etapa, depois o regional e o nacional, podendo chegar ao internacional. A lógica da teoria é a retenção do excedente econômico no sistema produtivo local, regional e nacional. De forma proporcional, as atividades produtivas, assim funcionando, os resultados serão o aumento da renda, do emprego e da produção do município ou região no qual se originou o sistema (AMARAL, 1996). Assim, o desenvolvimento local extravasa o local limitado por espaços geográficos, constituindo pensar a endogenia (a dinâmica e as potencialidades locais próprias), levando em conta os atores sociais, econômicos e políticos. Na década de 90, o principal ponto abordado pela teoria do desenvolvimento endógeno esteve direcionado em tentar entender o nível de crescimento variava entre as diversas regiões (e nações), mesmo dispondo elas das mesmas condições estruturais de produção. Nessa tentativa, a teoria endogenista identificou que os fatores de produção fundamentais, como o capital humano, o capital social, a pesquisa e o desenvolvimento, o fluxo de informações e as instituições são determinados dentro da região e não de forma exógena. Concluiu-se que a região ou o local dotados destes fatores ou que procurem desenvolvê-los internamente podem obter melhores condições de atingir um desenvolvimento sustentável.
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Uso de rede social e participação social

Uso de rede social e participação social

Resumo: Existem inúmeros estudos recentes que descrevem a penetração do uso de redes sociais entre os cidadãos mais jovens e os não tão jovens. Estes meios são caracterizados como tendo um grande potencial para promover a socialização e o sentimento de pertencimento a uma comunidade; no entanto, existem resultados de pesquisas relativas ao contrário, ou seja, que as redes não estão influen- ciando o desenvolvimento de uma maior participação cívica de forma real. Neste trabalho, esta questão foi analisada à luz dos desafios educacionais que são apresentados por redes sociais como promotoras da participação social. Segundo um estudo da consultoria Experian Hitwise, a rede social Facebook foi o site mais visitado nos EUA, entre 6 e 13 de março de 2010; anteriormente, esta posição tinha sido usualmente ocupada pelo motor de busca Google, ainda segundo dados da Experian Hitwise. O Facebook capturou 7,07% do tráfego de Internet, enquanto o Google recebeu apenas 7,03%. O referido estudo comparou apenas o Facebook.com e o Google.com, sem levar em conta outros sites pertencentes ao Google, como Gmail, Google Maps e YouTube. Se estes sites fossem levados em conta, o tráfego para o Google teria atingido 11,03%. De acordo com Matt Tatham, diretor de comunicações da Hitwise, esses dados mostram que “a partilha de conteúdos tornou-se uma força enorme na Internet”.
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O modelo de integração econômico e social nas cooperativas agropecuárias do Paraná

O modelo de integração econômico e social nas cooperativas agropecuárias do Paraná

1º - Adesão voluntária e livre - as cooperativas são organizações voluntárias, abertas a todas as pessoas aptas a utilizar os seus serviços e assumir as responsabilidades como membros, sem discriminações de sexo, sociais, raciais, políticas e religiosas; 2º - Gestão democrática - as cooperativas são organizações democráticas, controladas pelos seus membros, que participam ativamente na formulação das suas políticas e na tomada de decisões. Os homens e as mulheres eleitos como representantes dos demais membros são responsáveis perante estes. Nas cooperativas de primeiro grau os membros têm igual direito de voto (um membro, um voto); as cooperativas de grau superior são também organizadas de maneira democrática; 3º - Participação econômica dos membros - os membros contribuem eqüitativamente para o capital das suas cooperativas e controlam-no democraticamente. Parte desse capital é, normalmente, propriedade comum da cooperativa. Os membros recebem, habitualmente, se houver, uma remuneração limitada ao capital integralizado, como condição de sua adesão. Os membros destinam os excedentes a uma ou mais das seguintes finalidades: desenvolvimento das suas cooperativas, eventualmente através da criação de reservas, parte das quais, pelo menos, será indivisível; benefícios aos membros na proporção das suas transações com a cooperativa; e o apoio a outras atividades aprovadas pelos membros; 4º - Autonomia e independência - as cooperativas são organizações autônomas, de ajuda mútua, controladas pelos seus membros. Se firmarem acordos com outras organizações, incluindo instituições públicas, ou recorrerem a capital externo, devem fazê-lo em condições que assegurem o controle democrático pelos seus membros e mantenham a autonomia da cooperativa; 5º - Educação, formação e informação - as cooperativas promovem a educação e a formação dos seus membros, dos representantes eleitos e dos trabalhadores, de forma que estes possam contribuir, eficazmente, para o desenvolvimento das “suas” cooperativas. Informam o público em geral, particularmente os jovens e os líderes de opinião, sobre a natureza e as vantagens da cooperação; 6º - Inter-cooperação - as cooperativas servem de forma mais eficaz aos seus membros e dão mais força ao movimento cooperativo, trabalhando em conjunto, através das estruturas locais, regionais, nacionais e internacionais; 7º - Interesse pela comunidade - as cooperativas trabalham para o desenvolvimento sustentado das suas
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A responsabilidade social em cooperativas agropecuárias do Rio Grande do Sul

A responsabilidade social em cooperativas agropecuárias do Rio Grande do Sul

O presente estudo versa sobre as ações de responsabilidade social utilizadas pelas cooperativas agropecuárias do estado do Rio Grande do Sul. Para a realização do trabalho utilizou-se de informações da realização de uma pesquisa quantitativa, aplicada nas cooperativas filiadas à Federação das Cooperativas Agropecuárias do Rio Grande do Sul. Utilizou-se o método survey, sendo avaliados três blocos com as variáveis que representam questões relacionadas a responsabilidade social: estratégia de atuação social, divulgação das ações e avaliação dos resultados das ações sociais. Os pontos fortes das cooperativas estão concentrados em estratégias de atuação social e da divulgação das ações, destacando o envolvimento da alta direção nas decisões estratégicas de atuação social da cooperativa e a percepção de que a atuação social contribui para o fortalecimento da marca das cooperativas. Os itens com os índices mais baixos na avaliação referem-se à falta de formalização da estratégia de atuação social, à divulgação dos resultados das ações sociais ao público envolvido e também quanto à prática de avaliação das ações como processo sistemático nas cooperativas.
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Sistema Único de Assistência Social (SUAS) e participação social:

Sistema Único de Assistência Social (SUAS) e participação social:

Segundo essa autora, desde o início da década de 1990, ganha impulso dois distintos projetos de gestão da administração pública. Por um lado, a ver- tente societal, capitalizada pelos partidos e movimentos da chamada esquerda, com notabilidade o Partido dos Trabalhadores (PT). Seus propósitos apresen- tavam a administração pública marcada pela democratização das instituições, pela inclusão de camadas sociais até então a margem das políticas públicas e, por meio da descentralização político-administrativa, a participação da sociedade no Estado. Por outro lado, a vertente gerencial, impulsionado pela corrente da socialdemocracia (PSDB), denominada de centro-direita, no jargão clássico, perpetuava o discurso da necessidade da eficiência e transparência na gestão do Estado. A proposta buscava a reforma na administração pública por meio da reestruturação das suas instituições, hierarquizando atividades ‘exclu- sivas’ e ‘não exclusivas’ do Estado, bem como o combate à inflação (DE PAULA, 2005; BRESSER-PEREIRA, 2011).
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O cooperativismo uruguaio na habitação social de São Paulo. Das cooperativas FUCVAM...

O cooperativismo uruguaio na habitação social de São Paulo. Das cooperativas FUCVAM...

Começando pelas formas de participação, o princípio da “gestão democrática”, também chamada simplesmente de “princípio democrático”, é o traço distintivo da empresa cooperada: “Le principe de la démocratie est le principe fondamental de la coopération. Ce principe distingue l’entreprise coopérative le plus nettement de l’entreprise capitaliste [...] Chaque membre a une voix par le seul fait qu’il est un homme” (Lambert, 1959: 48). De fato, a gestão democrática tem a intenção de ser uma gestão realizada por pessoas e não por portadores de capital (cujo voto tem um poder proporcional à quantidade de capital que personifica), o que a afasta de uma “assembléia de acionistas”, qualquer que seja seu tamanho. Desta forma, o voto a que cada associado tem direito “par le seul fait qu’il est un homme” deve ser igualitário, válido para todos os aspectos da empresa e, quando delegado a representantes, estes recebem um misto de mandato imperativo e mandato autorizativo, pois têm liberdade de decisão mas são passíveis de destituição por seus representados independentemente de eleições ordinárias. “Quem são os eleitores” é o tema do princípio da “adesão livre” (a exigência de que a adesão a uma cooperativa, além de livre, deve ser voluntária só é introduzida pela ACI em 1966 em reação às filiações compulsórias promovidas nos países do socialismo real). O princípio presente desde Rochdale (em inglês, “open membership”) obriga que uma cooperativa aceite em seu quadro associativo qualquer pessoa que faça um pedido de adesão. As únicas restrições admissíveis são as oriundas da finalidade comercial da cooperativa, que podem ser extensas nas cooperativas baseadas na produção de bens e serviços, em que os membros devem ter formação e habilidades específicas, ou praticamente inexistentes nas cooperativas baseadas no consumo, em que nada mais pode ser exigido para admissão do que a integralização de uma cota mínima de capital (que em Rochdale era de uma única libra). Também conhecido como “princípio da porta aberta”, sua função de controle da valorização do capital é clara: ele faz com que o sucesso econômico de uma cooperativa seja acompanhado do aumento de beneficiários de sua valorização, impedindo que ganhos crescentes se restrinjam a poucos associados.
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Confiança e sustentabilidade social: um estudo em cooperativas de materiais recicláveis

Confiança e sustentabilidade social: um estudo em cooperativas de materiais recicláveis

Entretanto, principalmente pelos resultados do empreendimento F, foi possível observar a presença deste componente na relação transversal e horizontal, tendo em sua presidente o principal fator de motivação para a ocorrência do fenômeno, com a função de líder administrativo, mas que sabe fomentar o desenvolvimento do aprendizado entre os cooperados e a mediação de conflitos, comprovado pela ausência da figura do “coordenador de produção”, “pois todos aqui sabem de suas responsabilidades” (relato da presidente do empreendimento F). As entrevistas revelaram que o objetivo da presidente não era somente o econômico, mas sua prioridade era socioambiental, em postura condizente ao que se propõe no trabalho de Gutberlet (2016). Outra característica importante observada em relação às demais presidentes foi a questão da habilidade gerencial (de líder administrativo), comprovada com alguns exemplos, tais como pagamento de férias, não contratação de menores de 18 anos, armazenamento de parte dos recursos para pagamento aos cooperados que se desligavam ou eram desligados, além de exigir que novos cooperados passassem por período de experiência, de modo a aprender com os cooperados e a ouvir deles se, de fato, dariam apoio (confiança) para a “nova” pessoa no trabalho. Também foi a única das cooperativas pesquisadas que atua com lixo eletrônico, apesar de ter o menor espaço físico em relação às demais, embora com maior retirada.
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Organização do quadro social (OQS): Uma inovação institucional na gestão social de cooperativas

Organização do quadro social (OQS): Uma inovação institucional na gestão social de cooperativas

A OQS como estratégia para a gestão democrática de uma cooperativa é um processo sistemático de comunicação e integração. Este artigo objetiva identificar os limites da prática e o papel do programa de Organização do Quadro Social (OQS) na criação de um ambiente institucional favorável à participação social. A pesquisa realizada foi de caráter exploratório descritivo, sendo utilizado um estudo de caso na Cooperativa Agropecuária de Campos Altos, Minas Gerais. Entrevistas, dados secundários e observação participante foram utilizados para se chegar aos resultados, os quais indicam que a percepção dos cooperados em relação ao exercício do poder (centralizado) é um fator que inibe a participação, gerando desmotivação. O acesso restrito às informações por parte dos cooperados foi uma barreira a OQS, assim como a falta de identificação e apropriação das propostas cooperativistas. Concluiu-se que a mudança institucional promovida pela OQS gera uma transformação nas correlações de forças antes identificadas, mas, por sua vez, demanda o envolvimento de todos os cooperados e de profissionais qualificados para lidar com a complexa gestão de uma organização cooperativa.
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